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Archive for the ‘ Syrah ’ Category

MOVI – Movimento de Vinhateiros Independentes do Chile – www.movi.cl – é uma associação produtores chilenos, que desde 2009, compartilha da mesma paixão e pensamento: produzir vinhos com grande qualidade, em produções limitadas, de forma livre, sustentável e refletindo a personalidade do terroir local. Seus vinhos podem ser chamados de Vinhos de Autor ou Vinhos de Garagem. É uma alternativa aos grandes produtores de vinhos do Chile. Para isso, eles se esforçam em divulgar sua mensagem, e mostrar vinhos em que a personalidade do produtor e do solo está em cada garrafa.

Acabei de participar de mais um encontro virtual no www.winebar.com.br onde representantes do MOVI explicaram o projeto. Também tive a oportunidade de provar um vinho. Trata-se do Polkura (pedra amarela, na língua Mapuche, fazendo referência à grande quantidade de granito amarelo presente nos solos argilosos da região) Syrah 2010, um tinto elaborado na região de Marchigüe, no extremo ocidental do Vale de Colchagua, com altitude, clima mais fresco e solos pobres na encosta, gerando conjunto que oferece condições ideais de maturação das uvas. Na taça mostrou muita concentração de fruta, estrutura e teor alcoólico. Para os que apreciam o estilo pancadão. Precisa respirar por no mínimo 1 hora. Deve evoluir na garrafa. ST (87+).

Almaúnica Syrah 2012, um tinto feito na região do Vale dos vinhedos (RS), de onde saem também alguns dos melhores tintos do Brasil, é o meu vinho da semana. A vinícola Almaúnica vem produzindo ótimos vinhos, como este Syrah, redondo, macio, complexo, com passagem por 18 meses em barricas de carvalho, que me pareceu muito bem trabalhada, não atrapalhando a fruta. O aroma encanta, frutas negras e vermelhas, caramelo, chocolate, fumo, especiarias e também torrefação. Seguiu no mesmo nível em boca. Sempre com as nuances da madeira e da fruta. Um vinho de ótimo corpo, que não enjoa e serve para quebrar o preconceito com o vinho brasileiro. R$ 56. Onde encontrar: DZ Emporio (Vila Velha) – Telefone: 3062-7070

A importadora Portus, conhecida no mercado de vinhos pela comercialização de rótulos portugueses como a Quinta da Bacalhôa e da Romaneira, acaba de ampliar seu catálogo. A novidade são os vinhos da vinícola italiana Argiano, produtora do Brunello di Montalcino, um dos rótulos mais antigos da região e o primeiro a receber a certificação DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida).

Fundada em 1580, a italiana Argiano, localizada na região da Toscana, foi comandada pela condessa Noemi Marone Cinzano de 1992 até recentemente – março de 2014 – após a compra pelo brasileiro André Esteves, do BTG Pactual. Com 100 hectares de vinhedos e oliveiras, é uma das mais tradicionais vinícolas em Montalcino, tendo participado da criação do Consórcio de Brunelllo.

Para apresentar seus rótulos, Roberto Rodrigues Jr (representante local – 98168-1718 / 99874-2727), reuniu no Carone Wine Store de Vila Velha, Espírito Santo, um grupo de formadores de opinião recentemente, tudo harmonizado com pratos da Chef Arlete, que está fazendo sucesso. Os vinhos impressionaram pela grande qualidade, sobretudo pela elegância, muito difícil de encontrar ultimamente.


L´o Rosato 2009 – R$ 115: Este vinho rosé de tonalidade rosa coral, traz aromas delicados de cereja, morango e amora vermelha. Na boca, confirma as impressões olfativas, com excelente acidez e frescor. Leve e agradável,  apropriado para beber com aperitivos ou como acompanhamento de saladas e outras entradas. Harmoniza de forma perfeita com frutos do mar, peixes e outras comidas leves. Produzido com a casta 100% Sangiovese. Apesar de 5 anos de vida se mostrou incrivelmente fresco. ST (88)

Abobrinha recheada com hortelã, rúcula e queijo!

NC 2008 – R$ 130: NC, que em latim significa único e inconfundível, é um vinho de grande personalidade, bom corpo, com taninos macios e um final longo. A mistura de Cabernet Sauvignon (40%), Merlot (20%), Syrah (20%) e Sangiovese (20%) mostra a força do Cabernet Sauvignon, a doçura do Merlot fazendo ponte entre a forte característica terrosa da uva Sangiovese, e as especiarias, frutas vermelhas e negras do Syrah. ST (90)

Medalhão de filé mignon acompanhado de musseline de Baroa e castanha de caju


Rosso Di Montalcino 2010 – R$ 130: Um vinho de corpo médio, boa concentração e coloração vermelha rubi intensa. Na boca, é elegante, equilibrado com sabores de frutas vermelhas, violetas, mentol e terrosos. Um vinho agradável, macio e aveludado, produzido com a casta Sangiovese. Pode ser harmonizado com carnes vermelhas, vitela, bruschettas, queijos e massas. ST (90)

Brunello Di Montalcino 2007 – R$ 290: De coloração rubi intenso, perfume de frutas vermelhas e floral, e um paladar mais que elegante, diria gentil. Um Brunello para se provar de joelhos. Castas: 100% Sangiovese. ST (94)

Solengo 2008 – R$ 460: Um vinho com nítido caráter moderno, bem equilibrado e com grande concentração. Sua cor é intensa com um buquê de frutas maduras, como groselha preta e amora, com traços de carvalho tostado. Encanta pela estrutura sedosa. Muito fino. Pede um gole atrás do outro. Castas: 45% Cabernet Sauvignon, 30% Merlot e 25% Syrah. ST (95+)

A importadora Magnun trouxe ao Brasil os enólogos Rafael Tirado da vinícola chilena Laberinto (foto ponta esquerda) e Meinard Bloem da também chilena Lagar de Bezana (foto acima ponta direita). A primeira cidade visitada foi Vitória, e em seguida será Rio e São Paulo.

Em jantar realizado pela no Bristrô Ville du Vin na Praia do Canto, os enólogos receberam formadores de opinião para degustação onde foram apresentados os vinhos Laberinto Sauvignon Blanc Cenizas de Barlovento 2011, Laberinto Pinot noir 2010, Lagar de Bezana Cabernet Sauvignon 2008, Lagar de Bezana Aluvión Grand Reserva 2007 e o Lagar de Bezana Limited Edition 2007. Os vinhos foram acompanhados por pratos especiais preparados pelo Chef Tomate, como carpaccio de polvo, Steak Tartare e Pernil de cordeiro confitado ao vinho com risoto de funghi. A harmonização dos pratos com os vinhos brancos e tintos estava perfeita!, “second-me”. Para finalizar, uma sobremesa especial foi servida: Panna Cotta de Chocolate.

O empresário e proprietário da Importadora, Raphael Zanette (foto acima centro), também participou do evento e brindou com os convidados. Os vinhos já estão disponíveis na loja da Ville du Vin.

Segue minha avaliação pessoal abaixo:

Localizado na pré Cordilheira dos Andes, a 600 metros de altitude, as margens do lago Colbun, esse projeto fantástico de Rafael Tirado, um dos mais famosos e respeitados enólogos chilenos, tem apenas 18 hectares e uma gama de premiações e reconhecimentos. O nome Laberinto retrata os vinhedos de Rafael, que foram plantados em curvas e diferentes direções, para aproveitar a diversidade de solos e aumentar a exposição solar. Com isso as uvas e os vinhos ganham em estrutura e complexidade.

Laberinto Sauvignon Blanc Cenizas de Barlovento 2011 – 12,5% -R$ 94,00 – ST (93) Este é um dos melhores, OU O MELHOR, Sauvignon Blanc chileno que já provei até hoje. Já tinha provado a safra 2007, que era importado pela Casa do Porto, que ainda tenho algumas garrafas e está vivinho da silva. A atual safra 2011 levou 94 pontos (Descorchados 2012), mostrou as mesmas características, porem com uma acidez mais pronunciada pela idade. Visual amarelo esverdeado, aromas de cajá, leve grama e erva doce. O paladar é fresco, limpo e cítrico, com algum mineral e uma textura incomum para um Sauvignon Blanc.

Carpaccio de Polvo x Sauvignon Blanc

Laberinto Pinot noir 2010 – ST (90) – 13,5% – R$ 120,00 – Este Pinot foi a primeira vez que provei. Visual rubi claro, nariz intrigante aparecendo uma nota de fumaça, resina, prejudicando um pouco a fruta aparecer. Porem no paladar mostrou a que veio. Ótima acidez, gerando muito frescor, fruta limpa e fresca. Bom equilíbrio e um final de boca agradável.

Steak Tartare x Pinot Noir

A história da bodega Lagar de Bezana, iniciou na década de 90 quando o empresário Ricardo Benzanilla se aventura no mundo das vinhas e dos vinhos. Escolheu uma terra localizada no Alto Cachapoal, aos pés da Cordilheira dos Andes, 87 km ao sul de Santiago. O clima ameno e a variação de temperatura entre o dia e a noite, originam vinhos especiais, de terroir único. O holandês que foi para o Chile com 15 anos, Meinard Bloem, há um ano é enólogo da vinícola. Foi a sua primeira visita ao Brasil.

Lagar de Bezana Cabernet Sauvignon 2008 – 85% Cabernet e 15% Syrah – 14,4% – ST (88) – R$ 62,00 – Lagar de Bezana Aluvión Grand Reserva 2007 – 63% Syrah e 47% Cabernet – 14,5% – ST (90) – R$ 105,00 – Lagar de Bezana Limited Edition 2007 – ST (90+) – 100% Syrah – 14,5% – R$ 145,00.

  • Sobre os vinhos da vinícola Lagar de Bezana, achei muito parecidos. Nariz resinoso, com notas de frutas negras em calda, bastante extrato e alcoólicos. Todos com 14,5%. Diante dessas características indico primeiro uma aeração mínima de 1 hora, a fim de eliminar boa parte desse álcool. Segundo, procurar harmonizar com pratos untuosos, com bastante suculência. Outro fator interessante, e positivo, é a longevidade aparente desses vinhos. Levando em consideração que o álcool é um dos componentes essenciais na evolução de um vinho, além dos taninos e da acidez, recomento, apesar de já estarem em uma idade já avançada, um bom tempo de adega, climatizada é lógico!!!.

Pernil de cordeiro confitado ao vinho com risoto de funghi x os tintos da Lagar de Bezana, perfeito, como falei acima, precisa de pratos untuosos…rsrsrs!

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Por Marcos Fonseca – Louis Bernard Gigondas 2003 – 14%.

Informações conflitantes na página do produtor, na ficha técnica do vinho e no contra-rótulo. O certo é que tem na Grenache sua casta majoritária, seguida pela Syrah, podendo ter ou não Mourvèdre e Cinsault ou Mourvèdre e Carignan.

Pelo que li, o “cara” é um négociant que compra uvas e vinifica quase sem madeira, pra preservar o caráter da fruta e, penso eu, economizar um dindin.

Mix de frutas negras e vermelhas com uma estrebariazinha bem discreta, um leve esfumaçado e uma pimentinha tímida. O que sobressai é realmente a fruta, ainda bastante íntegra no alto dos seus 9 anos. Na boca, um vinho macio, com taninos inofensivos, acidez correta e persistência média. Bom equilíbrio. Apesar da fruta relativamente jovem, não sei se tem estrutura para uma guarda muito mais prolongada. Se eu tivesse outra garrafa, beberia nos próximos 2 ou 3 anos.

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Na noite desta terça-feira participei de um jantar harmonizado promovido pela dupla dinâmica Helio Massoni e Simey Santos, da Enótria, em parceria com a Importadora Vinci, no restaurante Mexido, aqui na capital capixaba. Para apresentar os vinhos esteve em vitória os representantes da importadora, Rafael Porto e Ederson Possatti, que deram conta do recado.

Filha do grande Nicolas Catena, o principal e mais respeitado nome do vinho argentino, Laura Catena é conhecida em todo mundo como embaixadora da uva Malbec. Estudou biologia em Harvard e medicina em Stanford, mas abandonou a medicina para dedicar-se a viniticultura em meados dos 90. É braço direito do pai nas Bodegas Catena Zapata como vice-presidente e ainda encontra tempo para dirigir suas próprias vinícolas, Luca (homenagem ao seu filho de mesmo nome) e La Posta. 

Os belos vinhos de Laura Catena

O cardápio foi desenvolvido pela equipe do restaurante mexido, comandada Chef Ana Beatriz Seguchi, junto ao Sommelier da Enótria Helio Massoni. Foi um show de qualidade, aonde a gastronomia formou uma parceria perfeita com os vinhos.

Prato: Mini dourado de brie com salada e redução de tangerina – (Nota 1000)

Começamos a noite com o Luca Chardonnay 2009 (uvas da Borgonha), R$ 149,00, ST (91). Passou por 12 meses em carvalho. Nariz com nota de abacaxi maduro, manteiga, damasco e mel. Paladar Cremoso, gordo, com ótima acidez dando suporte ao peso, com um final longo. Segundo Robert Parker, este soberbo branco é o candidato ao melhor Chardonnay da Argentina entra ano e sai ano, tendo merecido consecutivamente 92 pontos na safra de 2009. 

Prato: Camarões ao molho de ostra e gengibre (Picante)

Luca Pinot Noir 2009 (uvas da região de Pomar na França), R$ (149,00), ST (91). Aromas tradicionais de cereja, floral, terroso, taninos macios, ótima acidez, equilibrado. Aguentou bem o prato bastante picante. Recebeu 93 pontos de Robert Parker nessa safra de 2009, a nota mais alta concedida pelo crítico a um Pinot Noir argentino!  

Prato: Riso al Salto (rabada desfiada) – para comer de joelhos!

Luca Syrah Laborde Double Select 2009, R$ 142,00, ST (92). Visual perece petróleo, aromas de frutas maduras, couro e carne defumada, com notas de tostado de carvalho e especiarias. O paladar é rico, exuberante, com taninos bem estruturados, com fruta em compota e pimenta. Muito longo e persistente.

Prato: Escalope negro (no carvão), com legumes churrasqueados e purê de aipim. TOP

O quarto prato foi harmonizado com os dois vinhos TOP da vinícola; BESO DE DANTE 2009 (homenagem ao filho de meio de Laura Catena), R$ 189,00, ST (94), um corte de Cabernet Sauvignon (45%) e Malbec (55%), com uvas vale do Uco de 3 vinhedos diferentes,  um de Gualtallary com 1500 de altitude. Na taça mostra uma elegância incomum aos vinhos argentinos, muito cremoso, potente, um vinhaço.

O outro TOP é o LUCA MALBEC 2009, 100% Malbec, R$ 180,00, ST (91+), poderoso, mostra muita estrutura, gordo, porém com uma madeira destacada, que esconde a fruta tanto no nariz, quanto na boca. Mais vamos esperar, acho que mais uns 2 aninhos em garrafa essa madeira vai integrar.

Parfait de banana com chocolate, para fechar a noite com uma dose de glicolse!

MEXIDO RESTAURANTE - R Affonso Cláudio 259 lj 4 - Praia Canto – Vitória, ES | CEP: 29055-570 – Tel: 3315.80.92

Enótria – Av. Rio Branco, 1383 – Praia do Canto – Vitória-ES – 55 (27) 3345-8696 -  

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A importadora Capixaba
Da Confraria promoveu em sua sede, ontem, 30 de Julho (segunda-feira), uma degustação com 12 vinhos. O evento foi voltado para o lançamento oficial da linha de vinhos chilenos
François Lurton Hacienda Araucano, tudo comandado pelo sommleier Cleber Alves, que descreve um pouco sobre a importadora e a vinícola no vídeo acima.

A vinícola acabou de receber o certificado de “vinhos biodinâmicos”, que nada mais é que a valorização do solo e da planta em seu habitat natural, através do uso de preparações e compostos de origem vegetal, animal e mineral (parte biológica), em épocas precisas, levando em conta as influências astrais e os ciclos da natureza (parte dinâmica).

A família Lurton tem vinho nas veias: dois patriarcas, irmãos, geraram uma descendência de cerca de 15 viticultores, enólogos, négociants, enfim: uma geração inteira dedicada ao vinho. Jacques e François, filhos de André Lurton, uma lenda em Bordeaux. Sempre tiveram idéias revolucionárias para os padrões conservadores franceses,fazem experimentos com uvas pouco tradicionais em regiões novas, defendem o uso do Screwcap, lançam mão de design arrojado misturado à cultura regional para promover seus vinhos. Iniciaram suas carreiras como consultores, trabalhando ao redor do mundo como flying winemakers. Sua experiência internacional rendeu-lhes contatos e uma interessante noção sobre a geografia vinícola de diversos países, onde começaram gradualmente a realizar sua produção própria. Decidiram então produzir vinhos de qualidade, mas com preços acessíveis, recorrendo a regiões secundárias em ascensão em países como o Chile, a Argentina e a Espanha, além de estabelecer parcerias com produtores no Uruguai, Austrália e Portugal.

Credito da foto acima: Arismario OLiveira

A turma escalada para avaliar os vinhos: Em pé; Sidney Santiago, André Andrès, Leonardo Conick (proprietário), eu, Tom (restaurante Timoneiro) e seu amigo. Sentados; Fred, Julio Lemos (Papaghut), Elvecio Faé (diretor ExpoVinhos Vitória), a Premier Sommelier Sonia Aiello, Cleber Alves e Rafael Dias (Espaço D.O.C).

Os vinhos na taça surpreenderam, em sua maioria apresentaram uma ótima relação custo beneficio com preços que vão de 29,00 a 329,00. O destaque em minha opinião ficou com os vinhos mais baratos, já que os mais caros tinham a obrigação de ser bom. Dos 12 vinhos 4 classifico como “Bom e Barato”.

Vinho Branco Kawin Sauvignon Blanc 2011 – Chile – 100% Sauvignon Blanc – Vale Central (Vale Casablanca, Curicó e Lolol) – 12,5% – R$ 29,00
ST (88)
– “Bom e Barato

A melhor relação custo x beneficio da noite, este SB, mostrou na taça aromas típicos de frutas tropicais e um leve herbáceo. O paladar é leve, frutado, acidez equilibrada e refrescante. Um vinho fácil de beber e entender a sua proposta. Ótima compra.

Vinho Branco – Araucano Sauvignon Blanc 2011 – Chile – 100% Sauvignon Blanc – Vale do Lolol – Vale do Colchágua - 12,5% – R$ 69,00ST (86)

Esse outro SB que 5% é fermentado em barrica, mostrou mais acanhado no nariz, menos exuberante que o primeiro. O paladar é cremoso, menos frutado, com mais características minerais, bom equilíbrio, boa acidez, com final agradável.

Vinho Branco GRAN ARAUCANO CHARDONNAY 2007 – Chile – 100% Chardonnay – Vale do Colchágua – 14% – R$ 129,00ST (88)

O Chardonnay mostrou aquele “encanto de degustação”, visual amarelo ouro, límpido, brilhante, aromas bastante intenso, lembrando manteiga de pipoca, mel, damasco, baunilha. O paladar e gordo, frutado, boa acidez, porém pecou no equilíbrio, a madeira poderia ter menor destaque, escondeu um pouco a fruta. Uma questão de gosto pessoal.

Vinho Tinto Kawin Cabernet Sauvignon 2010 – Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale Central – 13% – R$ 29,00ST (86)

Vinho que atende sua proposta, leve, frutado, sem maior pretensão, excelente opção para festa.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA CABERNET SAUVIGNON 2009 – Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale do Colchágua – 14% – R$ 49,00
ST (88)
– “Bom e Barato

O CS reserva já mostra uma maior complexidade, aromas de pimenta do reino moída na hora, frutas negras e vermelhas. Paladar mostrou taninos firmes, bom corpo, frutado e uma acidez adequada. Ótima opção para um churrasco.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA CARMENÉRE 2010 – Chile – 100% Carmenére – Valle de Colchagua – 13,5% – R$ 49,00
ST (87)
– “Bom e Barato

O Carmenére também me agradou, notas típicas de pimentão, especiarias e frutas vermelhas. O paladar é frutado, bom corpo, boa acidez e uma boa persistência.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA PINOT NOIR 2010 – Chile – 100% Pinot Noir – Vale Central – 13,5% – R$ 69,00ST (88)

Muito morango maduro, groselha e cereja. Paladar fresco, corpo leve, fácil de beber e de agradar.

Vinho Tinto HUMO BLANCO 2008
- Chile – 95% Pinot Noir e 5% Syrah – Vale do Lolol – 15,5% – R$ 109,00ST (90)

Mais contido no nariz, porem com uma boca deliciosa, cremoso, frutado, madeira muito bem colocada, equilibrado e um final longo.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA SYRAH 2011 – Chile – 100% Syrah – Valle de Colchagua – 14,5% – R$ 65,00
- ST (88) – “Bom e Barato

Vinho bastante agradável, muito redondo, pronto, fruta docinha, um verdadeiro “vinho feminino”.

Vinho Tinto CLOS DE LOLOL 2009 – Chile – 38% Carmenere, 28% Cabernet – Sauvignon, 20% Syrah, 14% Cabernet Franc – Vale do Lolol – 18 meses em barricas de segundo uso – 14,5% – R$ 109,00ST (90+)

Esse corte apresentou notas de anis, floral e frutas vermelhas. O paladar tem bom corpo, taninos finos, boa acidez e boa persistência final.

Vinho Tinto GRAN ARAUCANO CABERNET SAUVIGNON 2009 – Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale do Colchágua - 18 meses em barricas (70% novas, 30% de segundo uso) – 14,5% – R$ 149,00ST (90+)

A primeira nota no nariz foi a ade azeitona preta, que se dissipou abrindo muita fruta, ameixa, goiaba e um fundo de baunilha. O paladar é denso, boa acidez, gerando um frescor agradável, frutado, leve mineral, com um final agradável.

Vinho Tinto ALKA CARMENERE 2009 – Chile – 100% Caemenére – Vale do Colchágua – 18 meses em barricas de carvalho – 15% – R$ 329,00ST (92+)

Com toda a obrigação de ser bom, Alka, o TOP da vinícola, apresentou notas exuberantes no nariz, café torrado, caixa de charuto, madeira nobre, fruta vermelha e baunilha. O paladar confirma a qualidade e as notas do nariz, muito cremoso, frutado, equilibrado, precisando de uns anos em garrafa para apresentar maior complexidade. Belo vinho!

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Dando proseguimento à coluna “Bom e Barato“, falo hoje sobre um vinho tinto francês elaborado produtor Chapoutier, castas Syrah e Grenache, que não passa por barrica, o Marius rouge 2010. Seus vinhedos próprios estão localizados dentro da IGT Pays d’Oc, Languedoc Roussillon.

Languedoc Roussillon é a mais importante produtora de vin de pays (VDP) da França, com 80% do total. Grande parte é rotulada sob a denominação regional Vin de Pays d’OC e os demais com nomes de distritos locais. As normas de VDP são menos rigorosas que as de AOC, permitindo que os vinicultores fação vinhos varietais de cepas não tradicionais e misturar com uvas nativas e internacionais. O status de VDP confere maior reconhecimento do que o nível básico vin de table. Quase todos são feitos de um blend de cinco uvas sulistas clássicas, cuja mistura é regulamentada pela AOC. A Syrah, famosa na região vizinha do Vale do Rhone, é cada vez mais popular; as catalãs Mourvèdre e Carignan, fazem vinhos escuros, tânicos e condimentados. A Grenache e Cinsaut, muito cultivada são frutadas e fáceis.

Chapoutier é o maior nome do Rhône. Michel Chapoutier, é um dos maiores enólogos da França, eleito diversas vezes enólogo do ano pela Revue du Vin de France, deu uma nova dimensão aos vinhos da região, atingindo a perfeição nas diversas denominações do Norte e do Sul. Os vinhedos são cultivados organicamente e apresentam baixos rendimentos. O vinho é uma homenagem ao seu bisavô, Marius.

Avaliação Pessoal: ST (88) - França – Languedoc Roussillon – Syrah e Grenache – 13,5% – Importador Mistral – R$ 52,00

Como falei acima este vinho não passa por madeira o que lhe confere uma fruta fresca e limpa. Visual rubi de média intensidade, límpido e brilhante. No nariz frutas vermelhas e negras, pimenta do reino, floral e um leve toque balsâmico. O paladar é frutado, fresco, médio corpo, equilibrado entre acidez e teor alcoólico; taninos macios de boa qualidade. Final com boa persistência. Vale muito a pena conhecer.

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Produzido apenas nos melhores anos, o vinho Regional Alentejano, Esporão Private Selection tinto 2008 envelheceu durante 12 meses em barricas de carvalho francês, seguido por mais um estagio de 18 meses em garrafa antes de ir ao mercado. A personalidade da safra 2008 é o resultado da frescura da Primavera, condições extremas do verão e da seleção das castas DOC Alicante Bouschet, Aragonês e Syrah. Muito do crédito pelo sucesso desse vinho é devido ao enólogo australiano David Baverstock.

Avaliação Pessoal: ST (93) – Portugal – Alentejo – Alicante Bouschet, Aragonês e Syrah – 14,5% – Medalha de Ouro concurso mundial de bruxelas 2012 Prémio de Excelência- Revista de Vinhos 2011

Visual granada intenso, límpido e brilhante. Aromas iniciais lembram ameixa em calda, ligeiro tostado, floral e um fundo mineral maravilhoso. O paladar é gordo, elegante, boa acidez e taninos estruturados, apresentando ótimo equilíbrio. Longa persistência aromática, com boa concentração de frutas. Seus taninos finos e vivos mostram sua idade precoce, fazendo acreditar em um ótimo potencial de guarda. Um vinho que pede uma taça atrás da outra, não cansa. A harmonização ideal são pratos a base de caça ou queijos de pasta mole.

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