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Archive for the ‘ chile ’ Category

O espanhol Luiz Gutiérrez, atual responsável por avaliar os vinhos chilenos, argentinos e espanhóis, para a Wine Advocate de Robert Parker, divulgou sua primeira lista de vinhos chilenos. Veja:

2010 Memórias 90+ pontos
2010 El Principal 92 pontos

Na noite de sábado participei de uma deliciosa degustação vertical com o vinho chileno Don Melchor, top da gigante Concha y Toro, no recém-inaugurado restaurante Grotto Grill (uma próxima conversa), Praia do Canto, na companhia dos meus velhos amigos Aldir Manoel, Marcos Fonseca e suas respectivas esposas, com sempre.

A vinícola Concha y Toro é considerada a segunda marca de vinhos mais poderosa do mundo, símbolo do vinho chileno, com 16 prêmios “Winery of the Year” e reconhecida nas mais prestigiadas publicações do setor, com altas pontuações na Wine Spectator e The Wine Advocate.

Tivemos a oportunidade de provar as safras 2000, 2002 e 2004, de seu mais celebre vinho, já com Enrique Tirado como enólogo. Em minha opinião, duas safras se destacaram: 2000 e 2004, mais francos e equilibrados.  

Don Melchor 2000 | 13,6% álcool |  100% Cabernet Sauvignon | 14 meses em barrica francesa, sendo 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso.

  • Apesar da idade, se mostrou inteiro e vivo. Aroma encantador, do jeito que eu gosto. Fruta já saindo de cena, deixando as notas terciárias tomarem conta, como caixa de charutos e alcatrão. Paladar macio, acidez mediana e boa persistência. Às cegas arriscaria ser um Bordeaux dos bons. Acho que não evolui. Nota: 92/100

Don Melchor  2002 | 14% álcool | 96% Cabernet Sauvignon e 4% Cabernet Franc | 14 meses em barrica francesa 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso. 

  • A safra mais difícil de avaliar. Aroma fechado, mas com a boca boa. Estruturado, potente, mas não chega a encantar. Talvez se revele no futuro. Nota: 88/100

Don Melchor 2004 | 14,5% álcool | 94% de Cabernet Sauvignon e 6% Cabernet Franc | 14 meses em barrica francesa 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso.

  • Excelente, no auge da forma. Aroma intenso, com notas cítricas (pitanga), negras e especiarias. Na boca é estruturado, elegante e potente. Confirma as notas do nariz. Muito equilibrado. Nota: 94/100 

Texto publicado originalmente na coluna Vivendo a Vida | Caderno Prazer & Cia | Jornal A Gazeta

Definir a qualidade de um vinho não é fácil. Deixando de lado o politicamente correto, em que prevalece a frase “vinho bom é aquele que você gosta”, é preciso experiência para que a bebida possa ser melhor compreendida e apreciada. Na maioria das vezes, esse ganho de conhecimento caminha junto com uma mudança no paladar. Quando você menos percebe, vinhos mais leves e equilibrados passam a agradar mais na taça.

Aproveito esse conceito para falar da experiência que tive ao provar os lançamentos e as novas safras da vinícola chilena De Martino. As novidades do projeto do enólogo Marcelo Retamal foram apresentadas recentemente em Vitória pelo gerente de exportação Cristian Castro Ubal e pelo representante da importadora Decanter no Estado, Júlio Antunes.

A De Martino começou a buscar um novo estilo em 2011, deixando para trás a imagem ligada a vinhos pesados e amadeirados – que agradam a críticos internacionais, como Robert Parker – para adotar o estilo de que falei acima, mais leve e equilibrado.

Na prática, essa mudança começa na escolha do terroir apropriado e no vinhedo, com a utilização somente de leveduras selvagens, encontradas na casca da uva (responsável pela fermentação da mesma), e com a colheita feita mais cedo. Assim ganha-se acidez natural e evita-se a adição de ácido tartárico. Consequentemente são abolidas uvas com maior concentração de açúcar, que tornam os vinhos mais alcoólicos. Tudo o mais natural possível.

A não utilização de barricas novas (225 litros) e a substituição gradual por foudres austríacos (com capacidade de 5 mil litros) é outro fator que leva ao equilíbrio. Como já foi dito aqui, quanto maior o recipiente, menor será o contato da madeira com o vinho, e menor e mais lento será o seu efeito no sabor da bebida.

A vinícola resgatou a uva Cinsault e a utilização de ânforas (tinajas), vasos de origem grega feitos de argila, utilizados no passado para armazenar alguns gêneros de consumo. Na elaboração de vinhos, esses utensílios preservam a característica original da fruta, sem máscaras, como são chamados os caldos que não passam por madeira.

Gallardía del Itata Cinsault Rosé 2012 | Eleito o melhor rosé de 2013 pelo Guia Descorchados. 100% de uvas Cinsault. Nariz delicado, com frutas vermelhas e toque floral. Ótima acidez. Fantástico com paella de mariscos. | Onde: Espaço DOC | R$ 65

Chardonnay Single Vineyard Quebrada Seca 2011|Muito aromático (mineral), possui textura cremosa (amanteigado) e ótima persistência. Vai bem com peixes gordos. Passa 12 meses em barricas antigas de carvalho francês. Onde: Ville du Vin | R$ 130

Cinsault Viejas Tanijas 2012 | 100% Cinsault, amadurece por sete meses em ânforas de argila centenárias. Fruta limpa, fresco. Combina com vitelo assado com ervas e especiarias, atum grelhado, rosbife e queijos de média cura. | Onde: Espaço DOC | R$ 100

Carménère Gran Reserva Legado 2011 | Aromas de cereja, cassis, menta e especiarias. Paladar com bom corpo, fresco e taninos finos e firmes. Vai bem com cordeiro (em preparações diversas) e com queijos duros. | Onde: Wine Vix | R$ 83,70


Cabernet Sauvignon Single Vineyard Las Águilas 2010 | Paladar aveludado, com notas de frutas negras e vermelhas, tabaco e balsâmico. Taninos redondos e acidez viva. Combina com queijos curados e carnes. | Onde: Espaço DOC | R$ 130

Syrah Gran Reserva Legado 2011 | Típico Syrah do Chile, amadurece por 14 meses em barricas velhas de carvalho francês. Especiarias e fruta escura. Longo. Vai bem com carnes e molhos pesados. | Onde: Adega Mariana e Carol | R$ 83

Armida 2008 |Para quem tem paladar apurado e dinheiro para se aventurar, esse é o top da vinícola. 100% Carmenére com potencial de guarda de 20 anos. Concentração e elegância andam lado a lado. Harmonize com carne de caça. | Onde: Wine Vix |R$ 350

Late Harvest Sémillon Legado 2004 (375ml) | Vinho de sobremesa 100% Sémillon. Paladar untuoso, ótimo dulçor, incrivelmente fresco. Notas de frutas secas, mel e casca de laranja. Divino, vai bem com torta de nozes. | Onde: Wine Vix | R$ 80

Após o projeto do Bicentenário Top Winemakers, lançado há três anos em comemoração aos 200 anos da independência do Chile, e o “5×20″ entenda > (clique aqui), entra em cena uma nova proposta, criada por Rafael Prieto, diretor da Top Winemakers, com a participação de 100 enólogos chilenos, que se chama Top Winemakers 100 Barricas de Chile. Confira o vídeo que acabei de fazer com o Rafael no restaurante Aleixo, que está em Vitória para participação na feira Vitória ExpoVinhos.

Elaborado pela família Lurton, grande referência quando se fala em qualidade e inovação, o Kawin, palavra que significa “festa”, é um cabernet sauvignon com uvas provenientes do valle central chileno, aonde o clima favorece um melhor amadurecimento da uva. A proposta da vinícola de produzir vinhos de qualidade, com preços acessíveis, recorrendo a regiões secundárias em ascensão como o Chile se confirma na taça.

Kawin Cabernet Sauvignon 2010 – ST (86) - Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale Central – 13% – R$ 33,00
– Importador: Da Confraria. 

Vinho que atende sua proposta, leve, frutado e macio. Uma boa opção para festa ou para aqueles dias em que queremos somente beber sem maiores pretensões, saúde!

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A importadora Magnun trouxe ao Brasil os enólogos Rafael Tirado da vinícola chilena Laberinto (foto ponta esquerda) e Meinard Bloem da também chilena Lagar de Bezana (foto acima ponta direita). A primeira cidade visitada foi Vitória, e em seguida será Rio e São Paulo.

Em jantar realizado pela no Bristrô Ville du Vin na Praia do Canto, os enólogos receberam formadores de opinião para degustação onde foram apresentados os vinhos Laberinto Sauvignon Blanc Cenizas de Barlovento 2011, Laberinto Pinot noir 2010, Lagar de Bezana Cabernet Sauvignon 2008, Lagar de Bezana Aluvión Grand Reserva 2007 e o Lagar de Bezana Limited Edition 2007. Os vinhos foram acompanhados por pratos especiais preparados pelo Chef Tomate, como carpaccio de polvo, Steak Tartare e Pernil de cordeiro confitado ao vinho com risoto de funghi. A harmonização dos pratos com os vinhos brancos e tintos estava perfeita!, “second-me”. Para finalizar, uma sobremesa especial foi servida: Panna Cotta de Chocolate.

O empresário e proprietário da Importadora, Raphael Zanette (foto acima centro), também participou do evento e brindou com os convidados. Os vinhos já estão disponíveis na loja da Ville du Vin.

Segue minha avaliação pessoal abaixo:

Localizado na pré Cordilheira dos Andes, a 600 metros de altitude, as margens do lago Colbun, esse projeto fantástico de Rafael Tirado, um dos mais famosos e respeitados enólogos chilenos, tem apenas 18 hectares e uma gama de premiações e reconhecimentos. O nome Laberinto retrata os vinhedos de Rafael, que foram plantados em curvas e diferentes direções, para aproveitar a diversidade de solos e aumentar a exposição solar. Com isso as uvas e os vinhos ganham em estrutura e complexidade.

Laberinto Sauvignon Blanc Cenizas de Barlovento 2011 – 12,5% -R$ 94,00 – ST (93) Este é um dos melhores, OU O MELHOR, Sauvignon Blanc chileno que já provei até hoje. Já tinha provado a safra 2007, que era importado pela Casa do Porto, que ainda tenho algumas garrafas e está vivinho da silva. A atual safra 2011 levou 94 pontos (Descorchados 2012), mostrou as mesmas características, porem com uma acidez mais pronunciada pela idade. Visual amarelo esverdeado, aromas de cajá, leve grama e erva doce. O paladar é fresco, limpo e cítrico, com algum mineral e uma textura incomum para um Sauvignon Blanc.

Carpaccio de Polvo x Sauvignon Blanc

Laberinto Pinot noir 2010 – ST (90) – 13,5% – R$ 120,00 – Este Pinot foi a primeira vez que provei. Visual rubi claro, nariz intrigante aparecendo uma nota de fumaça, resina, prejudicando um pouco a fruta aparecer. Porem no paladar mostrou a que veio. Ótima acidez, gerando muito frescor, fruta limpa e fresca. Bom equilíbrio e um final de boca agradável.

Steak Tartare x Pinot Noir

A história da bodega Lagar de Bezana, iniciou na década de 90 quando o empresário Ricardo Benzanilla se aventura no mundo das vinhas e dos vinhos. Escolheu uma terra localizada no Alto Cachapoal, aos pés da Cordilheira dos Andes, 87 km ao sul de Santiago. O clima ameno e a variação de temperatura entre o dia e a noite, originam vinhos especiais, de terroir único. O holandês que foi para o Chile com 15 anos, Meinard Bloem, há um ano é enólogo da vinícola. Foi a sua primeira visita ao Brasil.

Lagar de Bezana Cabernet Sauvignon 2008 – 85% Cabernet e 15% Syrah – 14,4% – ST (88) – R$ 62,00 – Lagar de Bezana Aluvión Grand Reserva 2007 – 63% Syrah e 47% Cabernet – 14,5% – ST (90) – R$ 105,00 – Lagar de Bezana Limited Edition 2007 – ST (90+) – 100% Syrah – 14,5% – R$ 145,00.

  • Sobre os vinhos da vinícola Lagar de Bezana, achei muito parecidos. Nariz resinoso, com notas de frutas negras em calda, bastante extrato e alcoólicos. Todos com 14,5%. Diante dessas características indico primeiro uma aeração mínima de 1 hora, a fim de eliminar boa parte desse álcool. Segundo, procurar harmonizar com pratos untuosos, com bastante suculência. Outro fator interessante, e positivo, é a longevidade aparente desses vinhos. Levando em consideração que o álcool é um dos componentes essenciais na evolução de um vinho, além dos taninos e da acidez, recomento, apesar de já estarem em uma idade já avançada, um bom tempo de adega, climatizada é lógico!!!.

Pernil de cordeiro confitado ao vinho com risoto de funghi x os tintos da Lagar de Bezana, perfeito, como falei acima, precisa de pratos untuosos…rsrsrs!

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Cercado de mistério, o vinho Caballo Loco não traz em seu rótulo a safra e nem a uva. Na verdade é um corte de diversas uvas e de safras, que começou a ser utilizada nos anos 90 sob o comando de Jorge Coderch, o “Caballo Loco“, que emprestou o nome ao vinho.

Nesta época havia várias barricas das variedades Cabenet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Malbec das safras 1990 e 1993, mas em quantidades reduzidas, insuficientes para uma linha varietal. Assim a vinícola decidiu criar o seu Top, o Caballo Loco.

Em 1994, metade desta barrica foi usada para o Caballo Loco Number 1, a outra metade foi reservada e misturada para o Number 2 e assim sucessivamente. A cada safra 50% da anterior se soma a atual.

O Nº 12 que degustei é 50% da colheita de 2007 e 50% das colheitas entre 1990 e 2006.

Avaliação Pessoal: ST (93+)
-
Chile – Vale do Maipo, Colchagua e Curicó – 14,6% – Cabernet Sauvignon, Carmenère, Malbec e Merlot – 18 meses em barrica – Importador Ravin
-
R$ 260,00

  • Já tinha provado o nº9 e gostado muito, mas parece que esse está ainda melhor. Visual rubi intenso, aromas intenso de frutas, como pitanga, manga, ameixa em calda, couro, e um caramelo maravilhoso. O paladar mostrou bom corpo, concentrado, taninos sedosos, boa acidez, bastante equilibrado, com uma madeira bem trabalhada que não sobrepõe à fruta. Bastante longo. Sem dúvida, um vinhaço!

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Marcelo Retamal, um dos mais competentes enólogos do Chile percorreu junto a sua equipe quase todo país em busca de vinhedos velhos e perdidos, alguns deles com variedades que nem eles conseguiram identificar.

Dessa busca nasceu o De Martino Viejas Tinajas 2011, elaborado com uvas Cinsault provenientes de vinhas com 30 anos de idade do Vale de Itata,
Guariligüe, 400 km ao sul de Santiago, conduzidas em gobelet, não irrigadas e plantadas em pé franco. Sua fermentação foi conduzida com bagos inteiros por 15 dias em tinajas (ânforas) centenárias de barro. O vinho foi engarrafado sem filtração alguma. Não foram adicionados nenhum insumo enológico (enzimas, taninos, leveduras selecionadas), salvo uma pequenas dose de SO2 para a conservação do vinho.

O vinho foi eleito a melhor das “outras” cepas tintas no guia de vinhos Descorchados 2012, o mais respeitado do Chile, recebendo 92 pontos.

Avaliação Pessoal:
ST (91)
- De Martino Viejas Tinajas 2011- 100% Cinsault – 13% – Importadora Decanter / Em Vitória Espaço D.O.C – R$ 134,00

Na taça o vinho superou as minhas expectativas. Visual rubi de média intensidade, fruta bastante limpa, cereja, framboesa, e um discreto floral. O paladar apresenta corpo médio e ótima acidez. Persistência aromática de boa intensidade, confirmando o nariz, com um final fresco e equilibrado. Um vinho que não cansa o paladar. Se fosse degustado às cegas falaria ser um Pinot. Ótima compra!

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Vinhos que expressam o Terroir, essa é a melhor definição para os vinhos da Viña Tarapacá. Na verdade os vinhos chilenos em geral me remetem ao inicio da minha caminhada com o vinho, trazendo grandes lembranças. Essa semana a importadora Épice promoveu o seu Wine Road Show, uma mini feira de vinhos, para apresentar algumas vinícolas de seu catálogo. Dentro delas a Vinã Tarapacá. Surpreendi-me positivamente e descrevo um pouco de sua história e a minha opinião sobre alguns rótulos abaixo:

Tarapacá, uma das vinícolas mais importantes do Chile, foi fundado em 1874 em Maipo Valley, com um forte compromisso para com a qualidade e consistência do vinho. Com marcas de renome como Gran Reserva ou Reserva Tarapacá. É um dos principais representantes de vinícolas do Novo Mundo. Ocupando 2.600 hectares no Vale do Maipo, considerado o berço do vinho chileno, sendo 600 hectares com vinhedos, apresenta um terroir único para o nascimento de vinhos com alta qualidade.

Tarapacá é integrante da Viña San Pedro Tarapacá Wine Group, que congrega vinícolas no Chile e Argentina, de grande prestígio internacional. VSPT Wine Group é segundo maior exportador de vinho chileno, estando presente em mais de 60 países, estando em primeiro lugar no segmento de vinhos finos no mercado chileno.

A busca pela melhoria de seus vinhos levou a Tarapacá testar vários terrois para os seus vinhos “brancos”. Até 2009, seus a uvas de seus vinhos brancos eram provenientes do Vale de Maipo, migraram para Casablanca em 2010 e encontraram o seu terroir perfeito em 2011, o Valle de Leyda, onde as uvas encontraram uma sanidade incrível, que se expressa na taça!

Tarapacá Gran Reserva Sauvignon Blanc 2011 – Valle de Leyda – 100% Sauvignon Blanc – R$ 63,00- ST (90)

Visual amarelo translucido, com reflexo verdeal, aromas de frutas (Caja, manga) e um leve herbáceo. Paladar seco, com médio corpo. Ótima acidez, equilibrada com o teor de álcool. Retrogosto herbáceo e de frutas. Persistência média.

Tarapacá Gran Reserva Chardonnay 2011 – 100% Chardonnay – Valle de Leyda – R$ 60,00 – ST (91)

Visual amarelo palha, aroma intenso, amanteigado, frutado (abacaxi e manga em compota) e madeira delicada (notas tostado e baunilha). Paladar com boa acidez, gordo, evemente alcoólico, persistência média a elevada. Retrogosto frutado, com manteiga tostada e madeira. Um belíssimo Chardonnay!

Tarapacá Gran Reserva Carmenére 2011 – 97% Carmenére e 3% Syrah – Maipo – R$ 60,00 – ST (89)

Visual granada, quase intransponível, aromas de frutas vermelhas maduras, cedro, com toques de pimentão e balsâmicos. Paladar seco, bom corpo; bom equilíbrio entre acidez e teor alcoólico e taninos macios. Retrosto de frutas vermelhas, com toques de madeira e uma leve tosta. Persistência média. Uma delicia de vinho. Fácil de beber e entender sua proposta!

Tarapacá Gran Reserva Merlot 2010 – 100% Merlot – Maipo – R$ 60,00 – ST (87)

Visual granada com um fundo rubi, aroma intenso de frutas, especiarias, toques de caramelo e animais. No paladar com corpo médio, boa acidez e taninos macios. Levemente alcoólico, com final bastante frutado e longo.

Tarapacá Gran Reserva Etiqueta Negra CS 2010 – 85% Cabernet Sauvignon e 15% Cabernet Franc – R$ 100,00 – ST (90)

Visual rubi, nariz com notas intensas de frutas vermelhas, herbáceo e de mentol. O paladar é seco, e de bom corpo. Boa acidez, elegante, equilibrado e taninos macios. Retrogosto de frutas vermelhas, madeira e especiarias. Persistência média.

Zavala 2008 – Cabernet Franc 41%, Cabernet Sauvignon 31% e Syrah 28% – Maipo – R$ 230,00 – ST (91)

Zavala, vinho premium, é um corte de variedades de qualidade superior, é elaborado somente em vindimas excepcionais das uvas mais sadias do Maipo. Visual púrpura, tingindo levemente a taça. Aroma intenso, muita fruta, cereja, toques balsâmicos, algum chocolate; notas florais, especiarias e, baunilha. Paladar seco, corpulento, com ótima acidez equilibrada para o álcool, taninos muito marcados, porém muito finos. Ótima concentração de sabor. Persistente. Fino!

Tarapacá Late Harvest 2011 – Sauvignon Blanc, Gewurstraminer e Riesling – R$ – ST (87)

Dourada de média para boa intensidade. Aroma de frutas tropicais maduras, maracujá, mel e um toque de caramelo. No paladar apresentou média untuosidade, acidez um tanto discreta, com certo predomínio do álcool. Persistência média, com final tostado.

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Que tal provar um vinho amadurecido com Meteorito? Pensando em atrair visitantes para o seu Centro Astronômico, Ian Hutcheon, enólogo e astrônomo uniu suas maiores paixões: a astronomia e o vinho, que o levando a elaborar um vinho com meteorito. A idéia contou com a ajuda da Tremonte e de um amigo americano, colecionador de meteoritos.

Situada nas encostas do Monte Rekewa, margem sul do Vale de Cachapoal, no Chile, a vinícola Tremonte ganhou muito espaço na mídia com a história. Em resumo, um pedaço meteorito com 4,5 bilhões anos de idade foi colocado em seu processo de amadurecimento, no qual permaneceu por 12 meses em barrica. O meteorito usado é de 3 polegadas e, caiu no deserto do Chile cerca de 6.000 anos atrás. 

Além do Meteorito, a Tremonte elabora outros de ótima qualidade. Todos são engarrafados sob o olhar atento de Ian Hutcheon, que afiou suas habilidades em várias vinícolas chilenas, incluindo a Casa Silva, antes de passar para Tremonte como sócio.

Ian Hutcheon lançou recentemente outro dos seus vinhos regados a uma boa dose de marketing: o nome dele é “Sacrifício”, que foi engarrafado e depois enterrado em uma montanha para envelhecer. Falarei sobre ele amanha no blog.

Tive a oportunidade de conhecer na taça esta semana, na companhia de amigos, vários rótulos da vinícola Tremonte que estão sendo importados com exclusividade pela rede de supermercados Carone.

Começamos a noite de prova com três vinhos Reserva da Tremonte. Todos com preço de R$ 32,80
reais e já estão disponíveis no Carone.

Tremonte Reserva Merlot 2010: Bastante frutado, com uma goiabada casção evidente no nariz. Paladar seco, médio corpo, com boa fruta e persistência média. ST (84)

Tremonte Malbec 2010: encorpado, com menos fruta e mais austero e seco do que um Malbec argentino, me lembrou um vinho de Chaors (região francesa que originou a Malbec). Acredito ser um vinho que aguenta guarda. ST (87)

Tremonte Cabernet Sauvignon 2010: mais agradável e complexo (do painel reserva), mostrou notas de canfora, eucalipto e pimentão. Paladar fino, equilibrado, fruta na medida e um final agradável de média persistência. ST (88)

Ian Hutcheon, enólogo e astrônomo.

Meteorito Cabernet Sauvignon 2010R$ 41,90: um típico vinho chileno, boa fruta, baunilha, toques herbáceos fechados, discreto traço mentolado e goiaba. Corpo médio, com álcool e acidez equilibrados. Bom final de boca persistente. ST (88)

Agora os dois vinhos Top´s da vinícola:

Monte Rekewa 2010 Gran ReservaR$ 41,90: Um corte de 50% Cabernet Sauvignon, 25% carmenére e 25% Cabernet Sauvignon, amadurece por 8 meses em barrilde carvalho. Na taça mostrou aromas de boa intensidade, frutas vermelhas maduras, tostado e notas animais. Paladar com boa acidez, álcool apesar dos seus 14,9% não faz sentir, integrado, corpo médio, firme, taninos de boa qualidade, frutado e com média persistência. ST (89)

Oro de Los Coipos 2010R$ 62,80: Um corte de 55% Malbec e 45% Cabernet Sauvignon, amadurece por 12 meses em barrica de carvalho. Visual Rubi intenso, aromas de frutas maduras confeitadas, especiarias, floral e uma leve baunilha. Paladar gordo, boa acidez, quente, taninos macios, frutado, média persistência. ST (90) 

Outra novidade é que o Wine Store Carone de Vila Velha agora é também Bistrô. Vale muito a pena frequentar e apreciar a delicias preparadas pela Chef Arlete Nunes. Olha o Spaguetti ao ragu de cordeiro que provamos na degustação, de babar!!!

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