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Archive for the ‘ Harmonização ’ Category

A tentativa de combinar corretamente, o frescor, a adstringência e a maciez de um vinho com a acidez, o peso e a textura de um alimento, é sempre complicada. Veja que legal essa tabela que nos indica a harmonização ideal entre vinho e comida.

A Revista ADEGA selecionou 15 águas minerais (sete sem gás e oito gaseificadas) presentes no mercado brasileiro e as avaliou às cegas, colocando-as lado a lado com diversos tipos de vinho para poder indicar as melhores harmonizações. Veja aqui
o resultado.

Na noite de ontem tivemos o 3ª encontro da confraria Vivendo a Vida. O tema previamente escolhido foi Espanha, no qual foi degustado às cegas. Como sempre falo aqui, às cegas tudo fica mais claro.

Uma das diversões preferidas dos degustadores de vinho é a degustação às cegas. Antes que você pense em salas escuras, degustadores vendados, ou outras formas de masoquismo vai logo explicando que os degustadores não são cegos (rsrsrs), ás garrafas que são. Ou, de qualquer forma as garrafas têm seus rostos cobertos, (foto acima).

Em uma degustação cega, quem está participando não sabe o que está provando. A teoria por trás deste exercício é que conhecer a identidade dos vinhos pode fazer com que os degustadores prefiram ou ao contrario de um determinado vinho por sua reputação (nome, preço, nota…) e não pelo que está sentindo realmente na taça. Às vezes, degustadores extremamente habilidosos fazem degustações às cegas de vinho e tentam identificá-los, assim melhorando o seu conhecimento sensorial.

Se você não conhece o suficiente sobre vinhos para ser questionado pelos rótulos, não há muito motivo para praticar este teste. No entanto, tem alguma coisa na degustação às cegas que realmente ajuda focar sua concentração naquilo que está provando; e é sempre uma boa prática. Pratique é terá grandes surpresas!

Espanha é um país montanhoso, quente e seco, com mais terras de vinhedos do qualquer outra nação do mundo. Ela está em terceiro lugar na produção em produção mundial de vinho, atrás da França e da Itália.

O vinho espanhol despertou de um longo período de dormência com desempenho abaixo da média. Atualmente, a Espanha é um país mais vibrante em termos de vinhos, com uma ótima relação qualidade x preço. Durante décadas, somente a região mais famosa da Espanha por seus vinhos tintos, Rioja, e a clássica região do vinho fortificado, Jerez, tiveram destaque internacional entre os vinhos finos.

Atualmente, muitas outras regiões viníferas, estão produzindo vinhos realmente de qualidade, alguns até surpreendentes.

As leis sobre vinhos da Espanha têm uma categoria QWPSR em dois níveis: Denominação de Origem (DO), uma classificação mais elevada (DOC), criada em 1991. Até agora, Rioja e Priorato são as únicas regiões com nível DOC (também conhecida como DOCa). Os vinhos que não se qualificam como DO fazem parte da categoria dos vinhos de mesa, chamado de Vino de Tierra (equivalente aos Vins de Pays da França).

Lombinho de porco

Na noite tivemos 2 intrusos, o Las Brujas Sauvignon Blanc do Uruguay e o Bem Ryé, uma Passito di Pantelleria, que vou comentar em um post no futuro.

Dentro da proposta do encontro, fizemos um pequeno giro pela Espanha: Ribera del Duero, Rioja e Priorato às cegas.

1 – Protos Gran Reserva 2004 – Espanha – Ribera Del Duero – 100% Tempranillo – 14% – Peninsula – 400,00 – ST (87)

  • Famosa por seus tintos de alta qualidade, a região de Ribera del Duero ajudou a despertar o interesse do mundo pelos vinhos espanhóis.
  • Visual purpura, ligeiramente turvo, com partículas em suspensão. Nariz apresentou frutas maduras negras, toque de madeira intenso, com boa persistência aromática. Paladar com boa acidez, alto teor alcóolico, taninos finos, um leve amargor final na boca, que incomoda. Melhorou muito com a comida. Um vinho que não justifica o seu preço. Diferente da safra 2001, que descrevo aqui.

2 – Vallobera Reserva 1997 – Espanha – Rioja – 100% Tempranilo – Sem importador no Brasil – 30 dólares – ST (91+)

  • Rioja fica no centro-norte da Espanha, a maior região produtora do país (atrás de Ribera del Duero e Priorato). Apresenta vinhos com diversas faces, dependendo de quanto tempo são envelhecidos antes de saírem da vinícola. Sou fã do estilo tradicional, como o degustado abaixo, que descansam em grandes toneis de carvalho por longos períodos.
  • Visual granada, límpido e brilhante. No nariz apresentou tradicionais notas de frutas secas, toque de chá mate, alcatrão. Paladar mostrou equilíbrio entre taninos, álcool e acidez, taninos finos e agradáveis, com ótima persistência gustativa. Pronto para ser degustado, e com boa perspectiva de envelhecimento futura. Foi o melhor vinho do painel em minha opinião. 

3 – Salmos 2007 – Espanha – Priorato – Garnacha, Syrah, Cariñena e Cabernet Sauvignon – 14,5% – Devinum – 175,00 – ST (90)

  • Priorato é uma das novas regiões da Espanha, considerada ótima para os vinhos tintos, fica ao norte da cidade de Tarragona, nordeste da Espanha.
  • Visual purpura, alto teor alcóolico (lágrimas densas e longas). O nariz apresentou aromas de geleia de frutas vermelhas, café, baunilha e leve tosta. Paladar mostrou bom corpo, taninos finos, macio na boca, redondo. Persistência gustativa longa. O álcool predominou sobre a acidez, dando a sensação de ser adocicado. 

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Alfredo Gerszt Nogueirinha (Vendas/ES), Claudio Vello (Gerente Comercial Barrinhas), Claudio Moreira (Presidente Barrinhas) e Antonino Pires Barbosa (Presidente Adega de Monção)

Considerado o terceiro consumo per capita de vinho do país, o Espirito Santo, mais precisamente Vitória, entra de vez na rota dos grandes eventos de vinho, chamando atenção das vinícolas estrangeiras, nacionais e de importadoras aqui fixadas.

A convite da importadora Barrinhas participei na noite de ontem de um jantar harmonizado com os vinhos verdes da Adega da Monção. O evento foi conduzido pelo produtor, Sr. Antonino Pires Barbosa, que veio de Portugal especialmente para o evento, que pela primeira vez visita a nossa cidade. O local escolhido para a degustação não podia ser outro, o restaurante Porto do Bacalhau, que serve o melhor da gastronomia portuguesa. Dentre os preparos, destaque para o bacalhau lombo (divino), que foi harmonizado com os vinhos brancos e o carré de porco, para o tinto.

Fundada em 1948, por iniciativa de 25 vinicultores, está localizado na região demarcada dos Vinhos Verdes, extremo nordeste de Portugal, bem na divisa com a região de Rias Baixas na Espanha. A região é bastante verdejante por causa do Oceano Atlântico, uma teoria por traz do nome do vinho. Existem no mercado dois estilos de Vinho Verde, o primeiro meio-seco de qualidade média, ficando melhores se servido frio. O outro, mais caro, são varietais feitos a base de uva Alvarinho, Loureiro ou Trajadura. Eles são mais complexos, mais secos e concentrados, considerados os melhores brancos de Portugal.

O grande destaque da noite foi conhecer em primeira mão, o Alvarinho Estagiado, que passou 4 meses em barricas. Em Portugal já não é novidade, a casta Alvarinho fermentado ou estagiado em madeira tem alcançado resultados bastante animadores.

Vinhos da noite: A maior qualidade do Vinho Verde é o seu frescor (acidez), sendo um ótimo parceiro para uma refeição.

Adega Monção branco – Alvarinho e Trajadura – 11,5% – ST (84) – Preço médio R$ 23,00

  • Visual amarelo translucido, brilhante, com reflexos verdes. Aromas frutas brancas, floral e cítricos. Seco, boa acidez, álcool equilibrado, corpo leve, persistência curta.

Muralhas de Monção – Alvarinho e Trajadura – 12,5% – ST (88) – Preço médio R$ 39,90 – “Bom e Barato

  • Visual amarelo-palha com reflexos verdes. Nariz apresentou boa intensidade, frutas brancas maduras (maçãs e peras), floral e notas cítricas. O paladar é macio, ótima acidez, equilibrado, corpo médio, e boa persistência final.

Alvarinho Deu La Deu – 100% Alvarinho – 13% – Preço médio R$ 76,00

  • Visual amarelo-palha, nariz de média intensidade, notas de frutas brancas maduras, flor de laranjeira, mineral. O paladar é seco, boa acidez, equilibrado, corpo médio, com média persistência final.

Bacalhau para harmonizar com dois brancos, perfeito casamento.

Alvarinho Deu La Deu “Estagiado” em casco de carvalho (4 meses) – 100% Alvarinho – ST (90) – 13% – Preço médio R$ 129,00

  • Uma beleza de vinho, com breve passagem em madeira, conferindo outras nuances, ampliando o nível de aromas e sabores, a verdadeira harmonia entre fruta e madeira, resultando em maior complexidade, retirando-lhe alguma austeridade, mas ao mesmo tempo tornando mais nobre. Visual amarelo-palha. Nariz intenso, notas de coco, frutas brancas maduras, floral e cítricos. Paladar untuoso, boa acidez, álcool equilibrado, com boa persistência. Madeira não sobrepõe a fruta.

Adega de Monção Vinho Verde Tinto – Alvarelhão, Pedral e Vinhão – 10,5% – ST (83) – Preço médio R$ 23,00

  • Um vinho realmente difícil, levemente frisante, com aroma vinoso, bastante acido, necessitando de uma prato gorduroso para balancear e ai mostrar a que veio. Confesso não ser a minha praia, porém é uma bela aula.

Carré de porco com linguiça…ajudou muito o tinto.

Muralha de Monção Rosé – Alvarelhão, Pedral e Vinhão – 11,5% – ST (86) – Preço médio R$ 39,90

  • Salmão escuro, concentrado, nariz de boa inensidade, com notas de frutas vermelhas e especiarias. Paladar fresco, alegre, boa acidez, leve carga tânica, sabores confirmando o nariz com persistência média.

Alguns participantes:

Antonino, Vanderlei Martins (Carone) e Claudio Vello

Antonino, Helio Massoni (Enótria) e Claudio Vello

Sr. Rui e Gil (Casa do Porto)

Laucimar (Sup. Perim) e Antonino

Luiz Paulo e Antonino

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A grande vantagem de participar de jantares harmonizados promovidos por lojas, importadoras, vinícolas é a oportunidade que temos de conhecer em um só momento vários vinhos e estilos. Nessas aventuras podemos escolher o que mais nos agrada e o que cabe no nosso bolso.

Na noite de ontem tive mais uma dessas experiências com a prova de 5 vinhos da vinícola italiana Lionello Marchesi, em evento promovido pela importadora Da Confraria na loja de vinhos Ville du Vin aqui na capital capixaba. Por lá um vinho, o Rosso di Montalcino Coldi Sole 2008 surpreendeu chamando a atenção de todos pela grande complexidade e finesse, passando por cima de todos, inclusive do Brunello.

Rosso di Montalcino (“Tinto de Montalcino”) é um tipo de vinho italiano tinto produzido na cidade de Montalcino, uma fortaleza murada ao sul da área de Chianti. O solo da região é moderadamente arenoso, rico em calcário, envolto por solos vulcânicos. O clima é tipicamente mediterrâneo, com média anual de 700 mm de chuva.

Feito a partir da mesma uva (sangiovese), cultivada na mesma área de produção, o Rosso di Montalcino, a versão “baby” do Brunello di Montalcino, é um vinho mais barato e pronto para beber, com apenas um ano de amadurecimento em barricas. Diferente do seu primogênito, o Brunello, um vinho mais concentrado e tânico, que exige envelhecimento quando feito de modo tradicional e que beneficia-se com várias horas de aeração antes de ser servido. Ai mostra o porque do destaque do Rosso no evento.

Avaliação Pessoal: ST (93+) – Rosso di Montalcino Coldi Sole 2008 – Itália – Toscana – 100% Sangiovese Grosso – 14% – R$ 125,00 – Onde encontrar, aqui.

  • Apesar de novo, apresenta um visual acastanhado com transparência, brilhante e lágrimas espessas e lentas. O nariz encanta pela intensidade aromática, figo, algum cítrico, especiarias doces, muita torrefação, um toque mineral terroso e de madeira (baunilha). O paladar apresenta corpo médio com boa acidez e taninos redondos, reunidos em ótimo equilíbrio. O retrogosto é de frutas e especiarias com boa persistência, levando a um final bastante agradável.
  • Harmonização: massas com molhos à base de carne, salames e demais defumados, além de queijos meia cura e curados.

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“Cuidado, a vida é pra valer. E não se engane não, tem uma só. Duas mesmo, que é bom, ninguém vai me dizer que tem sem provar muito bem provado, com certidão passada em cartório do céu, e assinada embaixo: Deus! e com firma reconhecida.” Vinícius de Moraes

Vitória recebeu pela primeira vez um dos maiores entusiastas do vinho mundial, José Alberto Zuccardi, uma pessoa simples, de fino trato, que transmite uma energia positiva por onde passa. Um enólogo de bem com a vida!

Sentados: Gilson Pimentel (Ravin/ES), Ricardo Ferrari (Gerente Ravin), Alberto Zuccardi e Julio Lemos (Restaurante Papaguth). Em pé: Silvestre (Blog Vivendo a Vida)

Fundada há mais de 49 anos, a vinícola Zuccardi é grande produtora de vinhos argentinos. A sua frente está José Alberto que sem medo e tomado pela sua paixão ao trabalho se dedicou a produção de vinhos de alta gama, elevando seu “negócio” familiar em uma vinícola respeitada mundo afora. No ano de 2000 foi o ano de início de novos projetos, aos quais foram progressivamente somando-se as novas gerações da família. Sebastián, o primogênito dos três filhos de José Alberto, encontra-se a frente dos vinhedos, tornou-se o engenheiro agrônomo e enólogo responsável pela vinícola.

Para apresentar alguns de seus rótulos, Zuccardi recebeu a imprensa especializada para um almoço descontraído dia 20 de Agosto no Restaurante Papaguth, especializado na culinária regional capixaba, é reconhecido pela qualidade da sua cozinha, à base de frutos do mar e peixes, preparados pelo Chef Júlio Lemos.

Olha o visual da mesa, ajuda bastante, não?

Séries A (o “A” vem de Argentina), e Q (que vem de Qualidade)

Os vinhos degustados neste dia foram: Zuccardi Serie A Torrontés ST (86), R$ 89,90, um vinho delicado, fresco, com destaque na ausência daquele floral intenso (mais elegante, menos enjoativo) e uma fruta branca madura, seguindo para o Zuccardi Q Chardonnay ST (90), R$ 110,00, um branco amanteigado, com elegância, notas de mel e amêndoas (coisa muito fina), Zuccardi Serie A Bonarda ST (84), R$89,00, muito frutado, taninos ainda firmes, acidez viva, com final de boca intenso e de média persistência. Também fez parte deste encontro a novidade Malamado Viognier ST (87), R$79,00, o primeiro fortificado branco da Argentina. Apresenta um visual amarelo ouro, aromas que lembram damasco, mel e nozes. O paladar é leve, fresco, baixa untuosidade, acidez moderada, confirmando as notas de damasco e mel, finalizando uma persistência média. Harmonização indicada seria uma torta de nozes. Assista ao vídeo.

Além dos vinhos tivemos a oportunidade de provar três azeites produzidos pela vinícola; Frantoio, uma variedade originária da Toscana, na Itália. Foi introduzida na Argentina no início do século XX e teve ampla difusão a partir de 1930, com o auge da olivicultura nacional. Muito verde com notas de ervas frescas recém cortadas. Sabor de azeitonas frescas, acompanhado de um gosto doce e levemente picante. Manzanilla é originária da Andaluzia, na Espanha. Foi introduzida na Argentina aproximadamente em 1940 para ser utilizada como polenizadora da variedade Arauco, porque sua floração ocorre ao mesmo tempo desta. Forte presença de ervas com notas frutadas. Frutado lembrando à casca de maçã agradavelmente amargo com final levemente picante e fresco. Arauco, única variedade verdadeiramente Argentina. Foi desenvolvida a partir da erradicação de oliveiras ordenada pelos Reis da Espanha no século XVIII, com a finalidade de evitar a concorrência com a produção européia. Aroma de grama cortada. Frutado, característico amargor e picante no final, que lhe dão um rasgo nobre muito expressivo e selvagem ao mesmo tempo.

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A cebola é extremamente viajada. Nativa de algum lugar da Ásia Central, tem hoje presença importante na culinária de todos os recantos. Mas, dentre todos, é na França que ela tem uma presença mais marcante. Robert Julien Courtine (1910-1998), autor de diversos livros sobre gastronomia e articulista culinário do jornal Le Monde, dizia ser a cebola a trufa do pobre.

Dentre as iguarias dessa tuberosa, a sopa de cebola é o prato mais icônico, presente em cada bistrô, taverna, brasserie ou restaurante da capital francesa. Cada um com sua variação própria. Mas a mais famosa, tida como a perfeita, é a da brasserie Au Pied de Cochon em Les Halles, charmoso pela suntuosa decoração Art Déco, aberto 24 horas e porto seguro para as altas horas das frias noites pariesienses.

Patrícia Wells, assídua frequentadora do Pied de Cochon e autora do livro Cozinha de Bistrô (São Paulo: Ediouro), nos oferece uma receita dita como original dessa brasserie. Mas, sinceramente, seguindo o passo a passo dessa receita, não conseguimos o resultado magnífico e complexo do Pied de Cochon. Muito mais rica é a preparação que descrevemos a seguir, de autoria de Elsie Martins Ferreira, antiga moradora de Paris e uma Babette invejável.

Receita de sopa de cebola: Ingredientes: (para 6 pessoas)

  • 2 colheres (de sopa) de azeite de oliva
  • 4 colheres (de sopa) de manteiga sem sal
  • 6 xícaras de cebolas fatiadas
  • 2 dentes de alho bem picados
  • 1 colher (de chá) de açúcar
  • 1/3 de xícara de conhaque
  • 1 colher (de sopa) de mostarda de Dijon
  • 1 pequeno ramo de tomilho fresco
  • 2 colheres rasas de farinha de trigo
  • 2 litros de caldo de carne
  • 1 1/2 xícaras de vinho branco seco
  • Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto
  • 6 fatias de pão francês tipo baguette cortadas não muito finas
  • Mistura de queijos ralados: 100 gramas de Gruyère e 100 g de parmesão

Modo de preparar:

1. Aqueça a manteiga e o azeite em uma panela grande de sopa. Junte as cebolas e refogue em fogo médio /alto durante 15 minutos. Junte o alho e o açúcar e continue agora em fogo brando sempre mexendo de vez em quando até que as cebolas fiquem bem douradas mais ou menos durante 40 minutos.

2. Flambe com o conhaque pré- aquecido. Quando as chamas apagarem junte a mostarda e o tomilho. Acrescente em seguida a farinha de trigo, misture bem sempre no fogo, e gradualmente junte o caldo de carne e o vinho branco. Tempere com sal e pimenta e deixe ferver lentamente durante 1 hora em fogo brando.

3.Enquanto isso, prepare os croutons: passe um pouco de manteiga e azeite temperados com um pouco de alho nas fatias de pão e depois torre-os em uma frigideira bem aquecida.

4.Para servir coloque a sopa nos ramequins, coloque sobre a sopa um crouton, cubra cada um com a mistura de queijos, e leve a gratinar por 4 ou 5 minutos ou até os queijos derreterem.

No caso de querer fazer uma entrada mais elegante, pode-se cobrir os ramequins com massa folhada e levar ao forno. No entanto não devemos esquecer que a verdadeira sopa de cebolas do Les Halles originalmente era uma sopa saborosa porem barata para nas madrugadas acalentar a barriga dos trabalhadores do antigo mercado.

O resutado final é uma iguaria delicada com discreto aroma do campo conferido pelo tomilho e cebola, perfumado pelo cognac de boa estirpe e discretamente encorpada pelo crouton.

O recomendado para uma harmonização deve ser um bom Beaujolais cru classée, especialmente o Morgon, rico, intenso, com notas de frutas vermelhas bem condizentes com a cor e o leve corpo da sopa.

(Texto de Carlos José Vieira, parceiro e colunista do Blog)

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Já dizia o pintor e cineasta norte-americano Andy Warhol: “um dia, todos terão direito a 15 minutos de fama“. Pois é amigos…rsrsrs

Brincadeira à parte, na ultima edição do Caderno Prazer & Cia, jornal A Gazeta, tive a honra de poder colaborar para matéria da Jornalista Evelize Calmon. O tema foi “harmonização entre Vinho & Comida“, no qual foram convidados seis chefs renomados para criarem receitas, com o objetivo de serem reproduzidas por vocês em casa. A minha contribuição foi indicar os vinhos e justificar a suas harmonizações. Busquei dar explicações simples e objetivas, fugindo do “tecniquês”. Afinal, precisamos aproximar as pessoas desse mundo, dando um caráter mais popular ao vinho.

RECEITA VILLA VECCHIA – Chef Cleuza Costa

Spaghetti com camarões, abobrinha, beringela, tomate cereja e um toque de bacon

VINHO BRANCO

Kawin Sauvignon Blanc 2011 – Chile – 29,00 – Da Confraria

Aromas típicos de frutas tropicais e um leve herbáceo. O paladar é leve, frutado, acidez equilibrada e refrescante. Um vinho fácil de beber e entender a sua proposta. Ótima compra.

Casas del Bosque Reserva Sauvignon Blanc 2010 – Chile – R$ 49,00 – Enótria

Muito aromático com notas vegetais de alecrim, e frutadas m(maracujá e goiaba, evoluindo com toques minerais. Paladar apresenta uma acidez exuberante, médio corpo, equilibrado, muito frescor, com um final jovial e muito agradável.

T.H – Terroir Hunter Sauvignon Blanc 2011 – Chile – R$ 99,00 – Ville du Vin

Nariz intenso, remetendo a notas de frutas tropicais maduras (maracujá, melão) e cítricas (limão e tangerina). Paladar apresentou muito frescor, corpo leve, frutado, com final agradável e com média persistência.

Obs: A Da Confraria é uma importadora Capixaba, que está crescendo muito e com vinhos de bastante qualidade x preço, o site de vendas é www.vinhosdaconfraria.com.br

Receita Restaurante Mexido – Chef Bia Seguchi

Peixe branco em cama de purê de abóbora japonesa e mexido de legumes.

Viapiana 192 dias Brut – Brasil – 46,00 – Enotria

Perlage fina em boa quantidade e persistentes. No nariz predomínio de frutas brancas, leve toque de fermento.Paladar com acidez adequada, bom equilíbrio, corpo médio, persistência média e retro-olfato de frutas citricas com notas florais. Seu melhor atributo é a sua personalidade e notável fineza.

Les Amis Brut Blanc de Blancs – França – R$ 49, 80 – Expand

Perlage médio, em boa quantidade. Nariz apresenta frutas cítricas (limão e grapefruit) e leve toque de pêssego. Paladar com um bom frescor, leve e de boa persistência.

Champagne Irroy Brut – França – R$ 90,00 – Wine

Perlage finíssima, aromas tipicos de mel, fermento. Paladar cremoso, encorpado, com um final bastante longo.

RECEITA SOETA – Chef Bárbara Verzola

TAGLIOLINE DE AÇAFRÃO DA TERRA, LINGUIÇA DE PORCO E FUNGHI PORCINI

VINHO TINTO

Farnese Montepulciano D Abruzzo – Itália – R$ 45,00 – Ville Du Vin

Aromas de frutas vermelhas, fresco, bom corpo e uma ótima acidez.

Beronia Crianza 2008 – Espanha – R$ 64,80 – Carone

Aromas de baunilha, framboesa, com toques de cereja e especiarias. Na boca é frutado e fresco, equilibrado, estruturado, com taninos finos, com final agradável.

Rúbio de San Polo 2009 - 100% Sangiovese (Itália) – R$ 72,00 – Grand Cru

Aromas de cereja, ameixa, groselha, especiarias e uma leve baunilha. Apesar de novo na boca mostrou um bom equilíbrio, estruturado e suculento.

RECEITA DAJU BISTRÔ – Chef Júlia Faria

Filé à moda da Vovó

VINHO TINTO

Leyda Reserva Carmenère 2010 (Chile) - R$ 46,00 – Grand Cru

Aromas frutado destaque para frutas vermelhas e o tradicional toque herbáceo. Na boca confirma a fruta, com boa acidez, macio, médio corpo e um final de média persistência.

La Madrid Malbec 2010 – Argentina – R$ 52,00 – Puerto Madero

No nariz apresenta aromas de frutas maduras e leve especiarias. Paladar com taninos doces e aveludados, equilibrado, bom corpo, fácil de beber.

Crasto Superior D.O.C 2009 – Portugal – R$ 82,90 – Carone

Aromas sutis de frutas compotadas, envoltas em finas notas carvalho e notas resinosas, ainda primárias. Paladar é equilibrado, tem acidez e álcool na medida certa, muita concentração, taninos finos, longa persistência e um retro-olfato frutado muito gostoso. Um vinho que alia potência e elegância na taça!

RECEITA ARGENTO – Chefs Ivan Di Cesare e Emilio Recchia

Ossobuco ao disco de arado, acompanhado de Purê de abobora com cubos de queijo de cabra e alho confitado.

VINHO TINTO

Heredad Malbec 2010 – Argentina – R$ 34,90 – Enotria

No nariz aromas de cerejas vermelhas, floral e de especiarias. O paladar apresenta médio corpo, frutado, bom equilíbrio entre acidez e teor de álcool.

Araucano Reserva Cabernet Sauvignon Reserva 2009 – R$ 49,00 – Da Confraria

Aromas de pimenta do reino moída na hora, frutas negras e vermelhas. Paladar mostrou taninos firmes, bom corpo, frutado e uma acidez adequada. Ótima opção para um churrasco.

Embocadero Tempranillo 2009 (Espanha) – R$ 54,00 – Grand Cru

Bastante perfumado, tostado, especiarias, café e frutas negras. Em boca é gordo com sabor frutado e elegante, com final bastante agradável e longo.

RECEITA VERO – Chef Vinicius Dobal

Cassata siciliana com geleia de cajá

VINHO DE SOBREMESA

La Cellia Late Harvest 2008 – Argentina – R$ 49,00 – Ville Du Vin

Frutas em compota, (abacaxi, pêssego), frutas passadas, floral, com toques de mel. No paladar é doce, bom corpo. Boa acidez, com leve predomínio do teor de açúcar. Persistência longa.

Morande Late Harvest Sauvignon Blanc 2008 – R$ 54,80 – Expand

Aromas agradáveis de mel e maracujá. Na boca, confirma as notas do nariz, equilibrado e longo.

Hukapapa 2007 Riesling Dessert Wine – Nova Zelandia – R$ 79, 00 – Enotria

Aromas de casca de laranja, damasco e manga. Na boca é intenso, com sabores de mel, cítricos e geleias…

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Degustar vinhos italianos é viajar pela história. Por lá, o vinho é mais que um produto, é uma verdadeira identidade cultural. Na noite desta segunda feira realizamos o 2º encontro da Confraria Vivendo a Vida, com a oportunidade de apreciar vários estilos, gerando muito conhecimento e prazer na taça!

A noite começou ao contrario (pela intensidade), fomos recebidos com uma garrafa do grande vinho do Vêneto, o Amarone Tommasi 2004, oferecido pelo confrade Flavio Maraninchi.

Elaborado no Veneto o Amarone Della Valpolicella DOC é elaborado com as uvas, Corvina Veronese, Rondinella e Molinara (obrigatóriamente). Suas uvas passam por um processo de secagem, ficando parecida com uva passa, pouca água e muito açúcar. O seu envelhecimento é de no mínimo 24 meses. O resultado é um vinho potente, rico, longevo, com teor alcoólico que varia de 14% a 16%. Um vinho perfeito para noites frias, acompanhado de queijos fortes, boa companhia e meditação.

Os pratos:

Depois de um bate papo regado a Amarone, fomos para mesa começar realmente a degustação, que teve o Chef Aldir Almeida que preparou um verdadeiro banquete para os confrades, no qual iniciamos com uma bela salada americana, seguindo para um Brasato “sem barolo” e finalizando com uma Panna Cotta com Cobertura de carambola in calda de anis estrelado ao rum.

Brasato “sem Barolo”

Panna Cotta com Cobertura de carambola in calda de anis estrelado com Rum

Os vinhos: A descrição dos vinhos ficou a cargo do confrade Marcos Fonseca.

A uva Dolceto é doce, porem é distintamente seco e com bastante sabor de fruta e com um tanino notável. Geralmente é comparado ao Beaujolais (França), porém é mais seco e acompanha melhor uma refeição.

Elvio Cogno Dolcetto d’Alba Vigna del Mandorlo 2009 – 13%. Estágio de 8 meses em aço inox (60 dias “sur lie”) + 6 meses em garrafa.

  • Frutas silvestres maduras, com destaque para cereja, e uma leve ponta adocicada. Na boca um vinho agradável, com boa fruta (preferiria até que fosse um pouco menos extraída), taninos macios e média acidez. No meio do caminho entre aquelas coisas mais exageradas que existem por aí e aquelas mais simples e despretensiosas, que, em se tratando de Dolcetto, costumam me agradar mais. Senti uma pontinha de pretensão nesse aqui, mas muito bem trabalhada.

A uva Barbera é a segunda uva vermelha mais plantada da Itália (Sangiovese é a primeira). É no Piemonte, mais especificamente nas áreas viníferas de Asti e Alba, que a Barbera se destaca. É um vinho rico, com alta acidez e um generoso traço de framboesa.

Bruno Giacosa Barbera d’Alba 2003 – 14%. Estágio de 12 meses em grandes barris de carvalho (provavelmente botti de carvalho da Eslavônia) + 6 meses em garrafa.

  • Uma beleza de Barbera, com fruta já apresentando sinais de evolução, caldo de carne levemente picante, floral discreto e madeira perfeitamente integrada. Na boca um vinho muito equilibrado, com taninos agradáveis, boa acidez e final de boca delicioso. Show.

As vinhas ao redor da vila de Barbaresco são responsáveis por 45% da produção regional, com muitas vinhas localizadas dentro da cidade. As vinhas desta área tendem a ser relativamente mais claras na cor e ter um corpo mais bem estruturado e aromático.

Albino Rocca Barbaresco Vigneto Brich Ronchi 1998 – 14%

  • Ainda estava enamorado pelo Barbera do Giacosa quando abri esse aqui. Pois é… Rótulo todo detonado, feinho pra caramba. Diz o ditado que quem vê cara não vê coração. Lindo lindo, com fruta (muito bem) evoluída, cheio de terciários, alcatrãozinho luxo, funghi, especiarias e madeira integradíssima. Nariz falando alto, etéreo, cheio de nuances. Pela primeira vez não senti falta daquele floral que tanto me agrada na Nebbiolo. Talvez pelo fato de sempre associá-lo a um vinho mais delicado, mais elegante. Esse, porém, era isso tudo mesmo sem o bendito floral. Delicado, elegante, complexo, equilibrado, muito bem costurado. Taninos resolvidos, acidez perfeita e final de boca de chorar. Um dos melhores Barbarescos que já tive o prazer de beber. Roubou meu coração.

Apesar de utilizarem a mesma casta e ser produzidos a 15 km um do outro, os vinhos das DOGC’s Barbaresco e Barolo tem diferenças bem distintas. Os Barolos tendem a ser mais fechados e encorpados, mas é nos taninos que se estabelece a grande diferença. Os Barbarescos tendem a ter taninos mais delicados e podem ser bebidos mais cedo, enquanto os Barolos podem exigir o dobro do tempo para serem degustados.

Gianni Gagliardo Barolo Preve 1996 – 13,5%

  • Isso aqui tava muito legal também. Só levou azar de ter sido aberto na seqüência do Barbaresco Brich Ronchi. Elegante, com fruta evoluída, um traço terroso, chá mate, alcatrão discreto e madeira de casa antiga. Menos multifacetado que o Brich, mais contido também, com um quê de de seriedade. Tipo biblioteca de avô sizudo (o meu era… só não tinha biblioteca).


Farei um post exclusivo sobre este fortificado da Itália.

Sobremesa: Cantine Pellegrino Marsala Superiore Riserva Ambra Semisecco 1985 – 18%.

  • Pra resumir, manga, nozes e mel. Nada enjoativo. Boa acidez e álcool muito bem integrado. Fechou a noite com louvor.

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Soeta Restaurante por wine no Videolog.tv.

Os Chefs Barbara Verzola e Pablo Pavon do restaurante capixaba Soeta, preparam um prato de peixe, e o Sommelier Manuel Luz, provou e comprovou que é possível harmonizar com vinho tinto sem nenhum conflito. Veja no vídeo acima.

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