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Na tarde de ontem participei de uma bela degustação de vinhos espanhóis importados pela Del Maipo no restaurante Valentina, já em nova localização (onde era o Argento Parrila), no Via Cruzeiro Mall, madeira de Freitas, Praia do Canto. A casa especializada em comida italiana, feita com muito carinho e sabor pela chef e proprietária Laura, também é de bom gosto na decoração. Vale a pena conhecer.

Os vinhos apresentados foram da linha TILENUS (www.tilenus.com) com assinatura do enólogo Raúl Pérez e elaborados pela Bodegas Estefania, relativamente nova, com sua fundação em 1999 na região de Bierzo, Espanha. Em geral, fizeram bonito mostrando o porquê do grande sucesso de seus vinhos no Brasil. Bierzo é uma DO (Denominação de Origem), localizada no noroeste da Espanha, que se especializou em vinhos feitos a partir das Mencia e Godelho. Mencia produz vinhos elegantes que são muitas vezes comparados aos tintos da Borgonha. Ele representa apenas 1% por cento de todas as plantações na Espanha, mas é de 65% por cento de todas as plantações em Bierzo. Das seis amostras em prova cinco eram da uva Mencia, e um intruso da uva Prietro Picudo, variedade autóctone também da Espanha.


Castillo de Úlver – 100% Mencia – Não Passa por barrica – R$ 90 – ST (85) – www.delmaipo.com.br

Ofereceu aromas de fruta madura, com destaque para amora e framboesa. Paladar leve, fresco, notas de terra, e um toque de mineralidade. Um vinho fácil de beber com um ataque suave e sabores bem integrados.

Tilenus Jovem – 100% Mencia – Não Passa por barrica – R$ 56 – R$ ST (85) – www.buywine.com.br

Na mesma linha do primeiro, com nariz apresentando notas de cereja e frutas, além de um leve floral. Na boca é seco, com boa dose de acidez.

Tilenus Roble – 100% Mencia – 10 meses em barrica – R$ 101, 15 – ST (92) – www.buywine.com.br – Destaque

Um vinho sedutor, macio, sedoso e equilibrado, com um nariz extremamente franco com notas de cocô queimado, baunilha, além de uma fruta madura agradável. Claramente mais moderno e também a melhor compra do painel, com uma excelente relação qualidade preço.

Tilenus Pagos de Posada 2003 – 100% Mencia – 16 meses em barrica – R$ 294,00 – ST (91) – www.delmaipo.com.br

Visual rubi escuro com uma borda granada mostrando sua idade, nariz com notas de ameixa cozida, especiarias, terra e floral. Paladar muito seco, austero, com sabor intrigante e complexo. Um vinho para iniciados.

Tilenus Pieros 2003 – 100% Mencia – 22 meses em barrica – R$ 500,00 – ST (90) – www.delmaipo.com.br

Visual rubi escuro com deposito em suspenção, terra, ameixa e violetas no nariz. Na boca, confirma as notas do nariz somado a toque mineral. Austero, ainda tânico mesmo com sua idade já avançada. Precisa de comida e de aeração, no mínimo 1 hora, para mostrar seu melhor.

Tilenus Clan 2008 – 100% Prietro Picudo – 15 meses em barrica – R$ 140,00 – ST (90) – www.delmaipo.com.br

Este 100% Prieto Picudo, se mostrou de cor granada e aromas de ameixa seca, picante, e leve toque doce do carvalho. Paladar equilibrado, com taninos suaves, mas firmes e com um final longo.

Vinho – Texto publicado originalmente na coluna Vivendo a Vida | C2 + Prazer & Cia | Jornal A Gazeta

Normalmente quando penso em um vinho espanhol, logo me vem a cabeça os da região de Rioja. Talvez pelo histórico de boas surpresas na taça. O nome vem do rio Oja, pequeno afluente do grande rio Ebro, que atravessa todo nordeste da Espanha. Os vinhos de Rioja são feitos principalmente com a uva Tempranillo, originária desse país. Ela produz vinhos de cores profundas, sabores ricos, e com grande potencial de envelhecimento. Extremamente complexos, desenvolvem com tempo um caráter que lembra couro.  

No rótulo é possível verificar nome de algumas sub-regiões: Rioja Baja, Rioja Alta e Rioja Alavesa. Cada uma tem um clima e uma topografia ligeiramente diferentes. Rioja Alta, no nordeste, produz vinhos potentes e mais estruturados, que precisam de mais tempo para chegar ao apogeu. Quando maduros, são os melhores e mais delicados da região. Rioja Alavesa, também no nordeste, responde pela menor área de Rioja, e produz vinhos mais frutados e ricos. Já Rioja Baja fica no sudeste, onde o solo não ajuda, tornado os vinhos mais comuns, baseados em sua grande maioria na uva Garnacha (Grenache).  

Já a região de Ribera del Duero, que abriga as grandes bodegas no país, originam vinhos igualmente maravilhosos em referencia aos de Rioja. O nome Ribera del Duero vem do rio Duero, que torna o Douro famoso pelo Porto ao seguir para Portugal, a oeste. O clima desse vale é extremo, árido, com dias muito quentes e noites muito frias durante o verão, e invernos muito intensos. Nessa condição a acidez da uva Tempranillo, com nome de tinto fino por lá, aumenta. O resultado são vinhos com grande intensidade, estrutura e textura sedosa.

Como escolher um vinho espanhol

De modo geral, o vinho espanhol é definido pela idade. Por isso os termos no rótulo; Jovem ou Roble; Crianza, Reserva e Gran Reserva; se referem ao tempo que os vinhos amadurecem em barris de carvalho, e depois nas garrafas, antes de ser vendidos.

Os vinhos rotulados como “Jovem ou Roble” tem pouco ou nenhum envelhecimento em carvalho. São vinhos para os apreciadores do estilo frutado e fresco. Já os “Crianzas”, que passaram um ano no barril e outro na garrafa, oferecem boa complexidade, mais ainda são dominados pelo caráter frutado. Os “Reservas” oferecem notas de baunilha, especiarias, couro, devido a mais um ano que passaram no carvalho. E finalmente, os Gran Reservas”, que são os “melhores”. Produzidos apenas em grandes safras, passam pelo menos dois anos no barril e mais três na garrafa antes de ser comercializados.  

Foram esses vinhos, mais precisamente os de Rioja (Bodega Bagordi-) e Ribera (Bodega Lambuena-), os atores principais que colocaram no palco novos goles da Espanha, em recente degustação promovida pela importadora Radar no restaurante Aroeira Bistrô & Armazém.

A turma de avaliadores: Fernando Rabelo (Importadora Radar), Thiago Valentim (GB5), Marcelo Vasconcellos (Aroeira), sommelier espanhola Deborah Sanchez (Restaurante Soeta), Frederico Cassaro (Radar – Vendas), Vicente (Diretor Radar) e André Costa Leal (GB5).

Abaixo um relato sobre os destaques:

Condado de Palacios tinto 2009 – Ribera del Duero – R$ 85 – Radar importadora (27-3213-3131)

  • Vinho de entrada da Bodega Lambuena, sem passagem por madeira; apresenta belo aroma, fresco, com notas de violeta, frutas negras e vermelhas maduras. Bom corpo, intenso e com boa persistência em boca.

Lambuena Roble 2011 – Ribera del Duero – R$ 112 – Radar importadora (27-3213-3131)

  • Um varietal Tempranillo com passagem 70% em carvalho americano e 30% francês por 4 meses. Aroma gostoso, floral. Redondo, “quente”, mas não alcoólico.

Lambuena Crianza 2010 – Ribera del Duero – R$ 215 – Radar importadora (27-3213-3131)

  • Um tinto surpreendente, em um grande momento de sua vida. Potente, encorpado e elegante. Aroma intenso, com notas de coco, cacau e especiarias. Na boca, estruturado, elegante e longo, com álcool bem integrado. Para meditar!

Usoa de Bagordi Jovem 2012 – Rioja – R$ 76 – Radar importadora (27-3213-3131)

  • Elaborado segundo o conceito biodinâmico, ecologicamente correto, mostrou com ótimo aroma, aberto desde o início, com notas de frutas negras e vermelhas, e de especiarias como cravo. Paladar leve e elegante.   

Usoa de Bagordi Crianza 2009 – Rioja – R$ 140 - Radar importadora (27-3213-3131)

  • Tambem elaborado sob o conceito biodinâmico, mostrou um aroma atraente, de uva-passa, baunilha e especiarias. Paladar redondo, taninos doces, com boa fruta e final agradável.

Bagordi Crianza 2008 – Rioja – R$ 117 – Radar importadora (27-3213-3131)

  • Macio, redondo e com boa persistência. Feito à moda tradicional com estágio de 12 meses em barricas + 12 em garrafa. Potente, mas equilibrado.

Bagordi Reserva 2005 – Rioja – R$ 190 – Radar importadora (27-3213-3131)

  • Apesar de ser 2005, 9 anos de vida, se mostrou muito novo. Aroma com algo lácteo e baunilha. Encorpado, potente e macio. Gostoso de beber, mas vai evoluir muito na próxima década. Para enófilos que não tem pressa!

Bagordi Gran Reserva 2001 – Rioja – R$ 440 – Radar importadora (27-3213-3131)

  • Muito fino e complexo, com notas de frutas, tostado, café, charuto, com lembranças florais, que iam alternando conforme evoluía na taça.  Na boca, gostoso, elegante e equilibrado, confirmando as notas do nariz. Precisa de 1 hora de decanter para mostrar a que veio.  

Na mítica cidade de Haro, capital de La Rioja Alta, talvez onde exista a extraordinária coincidência entra a bondade do clima ameno e severidade da terra, onde se encontra a Bodegas López de Heredia, a mais antiga de Haro e uma das três primeiras de La Rioja.

A localização estratégica de seus vinhedos, a excepcional qualidade das plantações, bem como as variedades utilizadas, têm seu complemento em uma excepcional adega de vinho, cujo processo de criação foi implementado lentamente e com muito carinho.

Quando se entra no labirinto das adegas, construído com blocos resistentes que ficam sobre a rocha, impressiona  a solidez e a grandeza, por isso ganhou o nome de a “Catedral do Vinho “.

A partir do conhecimento adquirido na sua relação com os comerciantes franceses residentes em Haro e apoiando os seus negócios e estudos contábeis realizados durante sua estadia em Bayonne, D. Rafael López de Heredia y Landeta iniciou o processo de vinificação.

D. Rafael decidiu Projetar e construir uma área subterrânea onde guardar os barris e dá início à criação dos seus vinhos. Seleção e amor. São duas palavras que se tornaram a bíblia dos seus vinhos.

O processo de vinificação tornou-se uma tradição familiar que é passada de geração em geração, é um místico presente no trabalho diário, enraizada na tradição com uma profunda convicção nos valores e métodos adoptados até aos dias de hoje.

Avaliação Pessoal: VINA BOSCONIA GRAN RESERVA 1994 TINTO – ST (94) – Tempranillo (80%), Garnacho (15%), Mazuelo y Graciano – 10 anos em barricas e foi engarrafado sem filtração

  • Visual acastanhado sem sedimentos, com belo halo evoluído (alaranjado). Aromas típicos de boa intensidade, notas de carne, madeira velha, associado a frutas cozidas e condimentadas. No paladar se mostrou macio, com caráter frutado, confirmando o nariz, redondo, boa acidez e longa persistência. Evoluiu muito bem. Recomendo decantação. Digno de ser compartilhado. Valeu Dr. Julio Portugal.

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Elaborado pela Bodega Ntra.Sra. del Rosario em Castilla-La Mancha, uma região com tradição na produção de vinho na Espanha, o Canforrales Classico 2010 é um vinho tinto feito com 100% da uva Tempranillo, BOM E BARATO.  Não passa por madeira, é fermentado em inox onde passa pelo processo de micro oxigenação. Essa técnica que envolve a injeção de quantidades minúsculas e controladas de oxigênio durante ou após a fermentação, imita o que os vinhos tintos envelhecidos em barril recebem quando amadurecem na madeira e, desta forma, ajuda a desenvolver taninos mais suaves e uma cor mais estável sem qualquer utilização de carvalho.

La Mancha é uma área ideal para o cultivo de uvas, resultando em um pequeno rendimento por hectare. Além disso, a saúde de suas vinhas é extraordinária, devido às longas horas de sol que recebem em seu amplo ciclo de amadurecimento.

A versatilidade da sua terra permite apresentar uma grande variedade de uvas de todo o mundo sem problemas, complementando as uvas autóctones Airen e Tempranillo, cuja qualidade tem permitido as vendas crescerem de forma constante nos últimos anos. 

Para que não sabe, La Mancha é a maior região de vinho do mundo, com cerca de 450.000 hectares de vinhas dentro da sua área de produção, dos quais cerca de 165 mil são capazes de produzir vinhos com “denominação de origem”.

Avaliação Pessoal: ST (88) – Espanha – 100% Tempranillo – Ville du Vin – R$ 49,00

Tinto jovem, sem madeira, gostoso, marcado por fruta intensa (framboesa, groselhas). Paladar fresco, com uma textura aveludada. Um vinho redondo que se bebe com facilidade.

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Bem amigos, hoje como prometido é dia de postar a minha opinião simultaneamente com demais blogs sobre o vinho Toro Loco Tempranillo 2011. O dia foi batizado como TOROLOCODAY, no qual usaremos a hashtag #torolocoday no twitter para facilitar a busca pelos leitores. Se você tem a sua opinião e não tem blog, se manifeste no twitter usando a hashtag.

Antes de manifestar a minha opinião sobre o vinho na taça gostaria de fazer algumas considerações.

O primeiro ponto, no qual julgo importante, e que não vi ninguém comentar, é que alertado por um leitor fui ao site do concurso International Wine & Spirits Competition que originou essa mídia e verifiquei que o TORO LOCO ficou com medalha de Prata entre as outras 969, isso mesmo meus amigos, foram 969 vinhos que juntos obtiveram essa premiação, e não de forma isolada. Podem conferir, aqui.

A mídia

A “forma” como foi divulgada a notícia, dando muita ênfase, falando que é um dos melhores vinhos do mundo por 3,59 euros, gerou uma tremenda expectativa, fazendo com que até enófilos experientes pirassem o cabeção, esquecendo que um vinho de 25 reais, não pode e nunca terá grande qualidade (complexidade) na taça. O marketing foi prefeito, resta saber se foi noticia plantada, ou foi falta de conhecimento de quem a divulgou. Por outro lado acho que a Wine, empresa que vende este vinho foi honesta em vender por esse preço, sendo que venderia fácil a mesma quantidade pelo dobro do valor.

O que é um bom vinho?

Um bom vinho é, acima de tudo, um vinho do qual você goste suficiente para beber, porque o principal objetivo do vinho é levar prazer a pessoa que o bebe. Depois disso, a qualidade de um vinho depende da maneira como ele atente um conjunto de padrões de desempenho, acordados e estabelecidos por especialistas treinados. Esses padrões envolvem conceitos, como: equilíbrio, persistência, profundidade, complexidade, e fidelidade a sua tipicidade. No entanto, nenhum desses conceitos é objetivamente mensurável.

O que é um vinho ruim?

É bem estranho, mais o direito de declarar que um vinho é “bom” porque você gosta dele, não carrega consigo o direito de dizer que um vinho é “ruim” só porque você “não gosta” dele. Nessa questão se faz uma regra própria, mais não querendo forçar outras pessoas viverem de acordo com elas.

A verdade é que atualmente, há muito poucos vinhos ruins no mundo se comparamos com o que havia há 20 anos. E muitos dos vinhos que poderíamos chamar de ruins são, na verdade, apenas garrafas ruins, que foram mal manipuladas e fizeram com que o vinho colocado nelas acabasse estragado.

Gosto é pessoal

Se você encontrar um vinho ou uma garrafa ruim, ou mesmo um vinho que é considerado bom, mas do qual você não goste, passe para outro que lhe agrade. Beber um vinho supostamente ótimo, do qual você não goste é um ato tão estupido como quanto assistir a um programa de TV que o deixe entediado. Mude o canal, explore.

A minha forma de avaliação

Agora vamos esquecer a mídia e analisar simplesmente o vinho, vale ou não o seu preço. Para fazer a minha avaliação às cegas, coloquei o Toro Loco com demais vinhos da uva tempranillo, com valores superiores a ele, até 60,00.

A prova foi na quarta-feira com os amigos Rodrigo Mazzei (blog Vinhos e Viagens) e enófilo Gustavo Bumachar. Colocamos dois vinhos para duelar, no qual individualmente foi servido na taça do outro às cegas anotando a sequência. Os vinhos emparelhados foram Codice Tempranillo 2008 na faixa dos 60 reais e o outro foi o Sabor Real Jovem Tempranillo 2008, esse com “90 pontos do Robert Parker” na faixa de 46,00 no mercado. Resultado: o Toro Loco não fez feio, ficou em segundo lugar, sendo melhor que o Sabor Real, vinho com 90 pontos RP, e atrás do Codice. Iria até estender essa prova, provando com demais vinhos, mas achei que não tinha necessidade.

A minha nota e descrição pessoal:
ST (84)

Na taça o vinho mostrou um visual purpura, aromas de baixa intensidade, remetendo a frutas frescas (cereja e morango). O paladar apresentou corpo leve, baixa acidez, redondo, macio, frutado e um final curto. Resumindo, é um vinho simples, fácil de beber... “adequado a sua faixa de preço“. Por esse preço comprarei de novo.

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Na noite de ontem tivemos o 3ª encontro da confraria Vivendo a Vida. O tema previamente escolhido foi Espanha, no qual foi degustado às cegas. Como sempre falo aqui, às cegas tudo fica mais claro.

Uma das diversões preferidas dos degustadores de vinho é a degustação às cegas. Antes que você pense em salas escuras, degustadores vendados, ou outras formas de masoquismo vai logo explicando que os degustadores não são cegos (rsrsrs), ás garrafas que são. Ou, de qualquer forma as garrafas têm seus rostos cobertos, (foto acima).

Em uma degustação cega, quem está participando não sabe o que está provando. A teoria por trás deste exercício é que conhecer a identidade dos vinhos pode fazer com que os degustadores prefiram ou ao contrario de um determinado vinho por sua reputação (nome, preço, nota…) e não pelo que está sentindo realmente na taça. Às vezes, degustadores extremamente habilidosos fazem degustações às cegas de vinho e tentam identificá-los, assim melhorando o seu conhecimento sensorial.

Se você não conhece o suficiente sobre vinhos para ser questionado pelos rótulos, não há muito motivo para praticar este teste. No entanto, tem alguma coisa na degustação às cegas que realmente ajuda focar sua concentração naquilo que está provando; e é sempre uma boa prática. Pratique é terá grandes surpresas!

Espanha é um país montanhoso, quente e seco, com mais terras de vinhedos do qualquer outra nação do mundo. Ela está em terceiro lugar na produção em produção mundial de vinho, atrás da França e da Itália.

O vinho espanhol despertou de um longo período de dormência com desempenho abaixo da média. Atualmente, a Espanha é um país mais vibrante em termos de vinhos, com uma ótima relação qualidade x preço. Durante décadas, somente a região mais famosa da Espanha por seus vinhos tintos, Rioja, e a clássica região do vinho fortificado, Jerez, tiveram destaque internacional entre os vinhos finos.

Atualmente, muitas outras regiões viníferas, estão produzindo vinhos realmente de qualidade, alguns até surpreendentes.

As leis sobre vinhos da Espanha têm uma categoria QWPSR em dois níveis: Denominação de Origem (DO), uma classificação mais elevada (DOC), criada em 1991. Até agora, Rioja e Priorato são as únicas regiões com nível DOC (também conhecida como DOCa). Os vinhos que não se qualificam como DO fazem parte da categoria dos vinhos de mesa, chamado de Vino de Tierra (equivalente aos Vins de Pays da França).

Lombinho de porco

Na noite tivemos 2 intrusos, o Las Brujas Sauvignon Blanc do Uruguay e o Bem Ryé, uma Passito di Pantelleria, que vou comentar em um post no futuro.

Dentro da proposta do encontro, fizemos um pequeno giro pela Espanha: Ribera del Duero, Rioja e Priorato às cegas.

1 – Protos Gran Reserva 2004 – Espanha – Ribera Del Duero – 100% Tempranillo – 14% – Peninsula – 400,00 – ST (87)

  • Famosa por seus tintos de alta qualidade, a região de Ribera del Duero ajudou a despertar o interesse do mundo pelos vinhos espanhóis.
  • Visual purpura, ligeiramente turvo, com partículas em suspensão. Nariz apresentou frutas maduras negras, toque de madeira intenso, com boa persistência aromática. Paladar com boa acidez, alto teor alcóolico, taninos finos, um leve amargor final na boca, que incomoda. Melhorou muito com a comida. Um vinho que não justifica o seu preço. Diferente da safra 2001, que descrevo aqui.

2 – Vallobera Reserva 1997 – Espanha – Rioja – 100% Tempranilo – Sem importador no Brasil – 30 dólares – ST (91+)

  • Rioja fica no centro-norte da Espanha, a maior região produtora do país (atrás de Ribera del Duero e Priorato). Apresenta vinhos com diversas faces, dependendo de quanto tempo são envelhecidos antes de saírem da vinícola. Sou fã do estilo tradicional, como o degustado abaixo, que descansam em grandes toneis de carvalho por longos períodos.
  • Visual granada, límpido e brilhante. No nariz apresentou tradicionais notas de frutas secas, toque de chá mate, alcatrão. Paladar mostrou equilíbrio entre taninos, álcool e acidez, taninos finos e agradáveis, com ótima persistência gustativa. Pronto para ser degustado, e com boa perspectiva de envelhecimento futura. Foi o melhor vinho do painel em minha opinião. 

3 – Salmos 2007 – Espanha – Priorato – Garnacha, Syrah, Cariñena e Cabernet Sauvignon – 14,5% – Devinum – 175,00 – ST (90)

  • Priorato é uma das novas regiões da Espanha, considerada ótima para os vinhos tintos, fica ao norte da cidade de Tarragona, nordeste da Espanha.
  • Visual purpura, alto teor alcóolico (lágrimas densas e longas). O nariz apresentou aromas de geleia de frutas vermelhas, café, baunilha e leve tosta. Paladar mostrou bom corpo, taninos finos, macio na boca, redondo. Persistência gustativa longa. O álcool predominou sobre a acidez, dando a sensação de ser adocicado. 

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A convite do meu amigo Roberto Jr., na noite desta quarta feira, 25, estive participando de uma degustação de vinhos espanhóis da Importadora B-Cubo, na Enótria, no qual ele representa aqui no Espirito Santo. Foi um giro bem interessante pela Espanha, onde pude conhecer vinhos de 7 regiões diferentes: Penedés, Navarra, Ribera del Duero, Toro, Somontano e Rioja, uma verdadeira aula sobre a personalidade de cada região. No vídeo acima a diretora comercial da importadora Valéria Carrete fala um pouco sobre a importadora e os vinhos degustados.

A Espanha é um pais montanhoso, quente e seco, com mais terras de vinhedos do qualquer outra nação do mundo. Ela está em terceiro lugar na produção em produção mundial de vinho, atrás da França e da Itália.

O vinho espanhol despertou de um longo período de dormência com desempenho abaixo da média. Atualmente, a Espanha é um país mais vibrante em termos de vinhos, com uma ótima relação qualidade x preço. Durante décadas, somente a região mais famosa da Espanha por seus vinhos tintos, Rioja, e a clássica região do vinho fortificado, Jerez, tiveram destaque internacional entre os vinhos finos.

Atualmente, muitas outras regiões viníferas, como as citadas acima na degustação, estão produzindo vinhos realmente de qualidade, alguns até surpreendentes.

Al leis sobre vinhos da Espanha, têm uma categoria QWPSR em dois níveis: Denominação de Origem (DO), uma classificação mais elevada (DOC), criada em 1991. Até agora, Rioja e Priorato são as únicas regiões com nível DOC (também conhecida como DOCa). Os vinhos que não se qualificam como DO fazem parte da categoria dos vinhos de mesa, chamado de Vino de Tierra (equivalente aos Vins de Pays da França).

Em minha opinião o destaque da noite foi o Cava Mestres 1312 (data do inicio de suas atividades) – Penedés – 12% – Xarel-lo; Parellada – R$ 129,00 – ST (91)

Cava, é o termo oficial para o vinho espumante de método tradicional, produzido predominantemente em Penedès, embora existam alguns poucos produtores no resto da Espanha.

Visual amarelo palha média intensidade, perlage fininha, persistente e numerosa, límpido e brilhante. Aromas intensos, notas lembrando um champagne, pão torrado, brioches, manteiga, frutas secas (avelãs e amêndoas), e um toque de frutas frescas e um fundo levemente mineral. Paladar se apresentou seco, bom corpo, ótima acidez e ótimo frescor. Mousse cremosa, persistente, com uma textura macia e aromas de pão tostado, frutas branca, e final muito longo.

Seguimos com mais 10 vinhos que em geral agradou muito, exceto em minha opinião o primeiro branco (SB) que estava com aroma de “xixi de gato” forte, INURRIETA ORCHIDEA “Sauvignon Blanc Navarra” (13%) ST (84) R$ 76,00 (Guia Peñin 2011: 91 e Medalha de Ouro – Concurso Mundial de Bruxelas 2008). Segundo branco: LAUS FLOR DE CHARDONNAY “Somontano” 13,5% ST (90) R$ 89,00. Primeiro rose: INURRIETA MEDIODIA Garnacha; Merlot  “Navarra” (14%) ST (88) R$ 76,00 – Segundo rose: LAUS FLOR DE MERLOT (Merlot; Cabernet Sauvignon; Syrah) “Somontano” (13,8%) R$ 89,00. Primeiro tinto: LAUS ROBLE Merlot; Cabernet Sauvignon; Tempranillo  Somontano  13,8% ST (86) R$ 89,00. Segundo tinto: IUVENE “Tempranillo” Rioja (13%) ST (86) R$ 59,00.

Terceiro tinto: DARDANELOS Tempranillo 04 meses em barricas novas de carvalho francês (13,8) ST (89) R$ 89,00 – A garrafa é muito bonita, design moderno. Quarto tinto: INURRIETA SUR “Garnacha; Syrah; Graciano” (06 meses em barricas de carvalho americano) (14,5%) ST (89) R$ 76,00. Quinto tinto: LORIÑON CRIANZA Tempranillo Rioja 14 meses em barricas de carvalho americano (13%) ST (88) R$ 76,00. O sexto e ultimo vinho: CARODORUM ISSOS “Tinta de Toro” (10 meses em barricas de carvalho francês) (15%) ST (92+) R$ 129,00, cremoso encorpado, para quem gosta do estilo, é um vinhaço!

Os vinhos estarão disponíveis futuramente na Enótria Avenida Rio Branco, 1383, Vitória – ES, 29055-643

Telefone: 27 3345-8696 / 27 3345-8696

www.enotria-es.com.br

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A loja de vinhos Enótria, localizada na Praia do Canto em Vitória-ES, realizou na noite de ontem, em “grande estilo” o lançamento da linha Spanish White Guerrilla. A linha inovadora de vinhos brancos elaborados pelo Castelo Maetierra, pertence ao grupo espanhol Vintae. São 8 rótulos, Albariño, Verdejo, Riesling, Gewürztraminer, Sauvignon Blanc, Chardonnay, Viognier Barica e um Chardonnay Barrica. Tudo a partir da região vinícola mais emblemática da Espanha que traz uma coleção certamente singular e revolucionária sob vários aspectos, que reúne com primor diversificados tipos de uvas brancas já consagradas.

Além disso, suas garrafas são um brinde à arte. A linha Spanish White Guerrilla possui um design moderno e original, tendo rótulos de garrafas diferentes e inspirados na origem e característica da uva cultivada. Os rótulos foram criados pela empresa Moruba Studio de Designer Gáfico, um dos mais prestigiados da Espanha, com ilustração do estúdio espanhol Brasmind. A produtora Vintae também teve o cuidado de incluir na caixa um caderno com informações detalhadas sobre o processo de criação desses “guerrilheiros brancos“, bem como os dados a partir do cultivo de diferentes variedades e notas de degustação.

Para harmonizar, nada melhor que prato tradicional espanhol, originário de Valência, a Paella. O renomado Chef Enrique Vega (foto acima) preparou uma de frutos do Mar, perfeita no tempero. Foi uma verdadeira integração, dando um traço de união cultural entre os vinhos brancos espanhóis e a sua culinária típica.

Os garotos-propaganda da linha: Simey Santos, Manu Brandão, Helio Massoni e Gilson Pimentel Muniz

Fiquei com esse quarteto até às duas da manhã, conversando sobre o tema vinho, em sua grande complexidade. Desse bate papo surgiram vária ideias de tópicos para o blog, que acredito que vão gerar grande interesse dos leitores.

Os vinhos na taça:

Spanish White Guerrilla Albariño – Valles de Sadacia – Espannha – 12.8% –R$ 79,00 – ST (86)

Albariño é o primeiro produzido nos limites geográficos da Comunidade Autónoma de La Rioja. Na taça mostrou notas frutadas suaves e uma acidez média, retrogosto frutado e uma persistência média.

Spanish White Guerrilla Verdejo – Valles de Sadacia – Espannha - 12% – R$ 79,00 – ST (86)

Considera-se que esta variedade é nativa da Denominação de Origem Rueda. Bastante rústica, resistente à seca, com uma pele grossa e forte, menos sensíveis que outras variedades brancas para várias doenças. O resultado em solo vinho Rioja é fresco, saboroso e mais doce.

Spanish White Guerrilla Sauvignon Blanc – Valles de Sadacia – Espannha – 11,8 – R$ 89,00 – ST (85)

É uma complexa variedade no ponto de vista do vinho e da vinificação. A literatura fala que sua adaptação às condições encontradas em La Rioja tem sido muito bem sucedida e resultou em um vinho fino, aromático e fresco. Porem na taça não agradou a maioria que esperava uma tipicidade dos chilenos. Em minha opinião mostrou uma personalidade única, pecando no frescor e na persistência curta.

Spanish White Guerrilla Riesling – Valles de Sadacia – Espannha – 12,1% – R$ 99,00 – ST (87)

Essa variedade teve uma adaptação bem sucedida na região. Mostrou aromas finos e elegantes, com ausência do tradicional petrolato. Acidez média e boa estrutura.

Spanish White Guerrilla Gewürztraminer – Valles de Sadacia – Espannha – 12,2% – R$ 99,00 – ST (88)

Esta variedade é nativa e tradicionalmente usada para vinhos brancos da Alsácia (França) e em algumas áreas da Alemanha. O resultado na taça com a tipicidade de La Rioja foi um vinho de boa acidez, doce, que incluem notas de mel, toques cítricos, bastante interessantes.

Spanish White Guerrilla Chardonnay – Valles de Sadacia – Espannha – 12,1 – R$ 89,00 – ST (87)

A variedade Chardonnay nunca antes tinha sido trabalhada nos limites geográficos da Comunidade Autónoma de La Rioja. É uma das variedades com maior capacidade de adaptação. Solos com baixa fertilidade e alta salinidade, juntamente com clima frio e úmido. Na taça mostrou um vinho redondo, com destaque na fruta e notas de mel.

Spanish White Guerrilla Chardonnay barrica – Valles de Sadacia – Espannha – 6 meses em barrica – 13% – R$ 99,00 – ST (87)

Leve tostado com fruta madura típica da variedade Chardonnay, bom corpo, perfeito para desfrutar com a massa ou o molho de peixe.

Spanish White Guerrilla Viogner barrica – Valles de Sadacia – Espannha – 6 meses em barrica – Viogner -13% – R$ 129,00 – ST (91)

Elaborado a partir de uvas colhidas com um elevado nível de maturidade para suportar o envelhecimento barril, este vinho se apresentou gordo, com boca elegante, um perfeito equilíbrio entre aromas florais e especiarias tostadas do barril. O melhor absoluto da noite!

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A loja virtual de vinhos wine.com.br, acaba de divulgar o preço no Brasil do Toro Loco Tempranillo 2011, vinho espanhol que causou espanto no mundo do vinho, por ser eleito um dos melhores vinhos do mundo e custar 3,59 libras (cerca de R$ 11,50). Através de sua página do Facebook, divulgou que o vinho será vendido no Brasil pelo preço de R$ 25,00. Para reservar .

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Depois de causar muita discussão no mundo do vinho, por ser eleito um dos melhores vinhos do mundo e custar 3,59 libras (cerca de R$ 11,50), o Toro Loco Tempranillo 2011, já tem um importador. A wine.com.br anunciou oficialmente através de seu diretor, Anselmo Endlich, em sua página do Facebook, que a empresa acabou de iniciar o processo de importação do vinho para o Brasil. Será vendido no Brasil pelo preço de R$ 25,00. Para reservar [email protected]

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