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Archive for the ‘ Itália ’ Category

Cultivada principalmente na região de Marche (Itália), a uva autóctone branca Verdicchio, tem o seu nome vindo da palavra verde, referência a coloração amarelo esverdeado que seus vinhos podem apresentar no seu visual. É considerada uma das mais importantes variedades da Região de Marche.

Geralmente, tem como característica uma acidez elevada chegando ao paladar com notas cítricas. Boas safras, que são difíceis de acontecer devido à instabilidade de resultados da uva, podem apresentar sabores de limão e notas amendoadas. É utilizada também como base na produção de espumantes.

Documentos históricos mostram sua presença desde o século XIV.

O vinho Garofoli Anfora “Verdicchio” dei Castelli di Jesi DOC Classico 2011, foi mais uma agradável surpresa do Grand Cru Tasting, apresentando uma ótima relação custo X beneficio na taça. A referencia “clássico” na garrafa é reservada aos vinhos da zona mais antiga de produção, em Castelli di Jesi.

Avaliação Pessoal: Verdicchio dei Castelli di Jesi DOC Classico 2011 – 100% Verdicchio – Inox – 12% – Itália –Marche – R$ 38,00 – ST (90) – Grand Cru

Aromas de frutas brancas, leve floral, muito mineral e um leve toque de grama cortada no final, que não chega a incomodar. Na boca tem bom corpo, confirma as notas do nariz, acidez viva, gerando bastante frescor. Vale muito a pena conhecer!

Harmonização: Acompanha peixes, comida japonesa, saladas verdes com molho cítrico.

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Dando prosseguimento à coluna “Bom e Barato“, falo hoje sobre o vinho italiano de entrada do produtor Talenti, elaborado com as uvas internacionais, Merlot, Cabernet e Petit Verdot, de cinco hectares exclusivos na Toscana, o Talenti Zirlo IGT 2011.

No sul de Montalcino, no povoado de San Angelo in Colli, se encontra Pian de Conte, sede da Talenti, uma bela e antiga construção, ao lado do Rio Orcia. Em 1980 Pierluigi Talenti comprou esta propriedade que o fascinava há longo tempo e atualmente cultiva com 20 hectares de Sangiovese Grosso e outras uvas típicas, além de um pequeno bosque de oliveiras. Seu neto Ricardo é hoje o grande comandante da vinícola.

“Talenti” Zirlo IGT 2011 – Merlot, Cabernet, Petit e Verdot – Itália – Toscana – R$ 39,00 – ST (90)
Importador: Grand Cru

  • Aromas de frutas vermelhas, floral e notas de especiarias. Na boca apresenta bom equilíbrio, corpo médio e taninos jovens. Um bom vinho agradável, fácil de beber e com um ótimo preço. Harmoniza bem com massas de molhos com média intensidade.

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O produtor de vinhos da Sicília, Donnafugata, promove evento inovador na sexta-feira, dia 10 de agosto, às 17h00 (horário no Brasil; 22h00 na Itália): pela primeira vez, será transmitido ao vivo via internet a colheita noturna das uvas Chardonnay, que são a matéria-prima de alguns dos vinhos da casa, entre eles o La Fuga 2010.

A idéia é fazer um grande brinde universal em diferentes partes do globo, conectando todos os consumidores deste vinho via web. Por isso, além da transmissão da colheita, os enólogos ministram uma degustação online, com comentários no facebook.

Por isso, a World Wine, que comercializa os vinhos da Donnafugata no Brasil, fará um brinde em suas lojas, oferecendo uma taça do vinho Mille e Uma Notte Doc, Lighea IGP ou La Fuga DOC, aos clientes que estiverem ou forem às suas lojas na sexta, às 17h00.

Para acompanhar a colheita ao vivo acesse:

www.donnafugatalive.com

Para enviar comentários do vinho e da degustação acesse:

www.facebook/com/DonnafugataWine

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Degustar vinhos italianos é viajar pela história. Por lá, o vinho é mais que um produto, é uma verdadeira identidade cultural. Na noite desta segunda feira realizamos o 2º encontro da Confraria Vivendo a Vida, com a oportunidade de apreciar vários estilos, gerando muito conhecimento e prazer na taça!

A noite começou ao contrario (pela intensidade), fomos recebidos com uma garrafa do grande vinho do Vêneto, o Amarone Tommasi 2004, oferecido pelo confrade Flavio Maraninchi.

Elaborado no Veneto o Amarone Della Valpolicella DOC é elaborado com as uvas, Corvina Veronese, Rondinella e Molinara (obrigatóriamente). Suas uvas passam por um processo de secagem, ficando parecida com uva passa, pouca água e muito açúcar. O seu envelhecimento é de no mínimo 24 meses. O resultado é um vinho potente, rico, longevo, com teor alcoólico que varia de 14% a 16%. Um vinho perfeito para noites frias, acompanhado de queijos fortes, boa companhia e meditação.

Os pratos:

Depois de um bate papo regado a Amarone, fomos para mesa começar realmente a degustação, que teve o Chef Aldir Almeida que preparou um verdadeiro banquete para os confrades, no qual iniciamos com uma bela salada americana, seguindo para um Brasato “sem barolo” e finalizando com uma Panna Cotta com Cobertura de carambola in calda de anis estrelado ao rum.

Brasato “sem Barolo”

Panna Cotta com Cobertura de carambola in calda de anis estrelado com Rum

Os vinhos: A descrição dos vinhos ficou a cargo do confrade Marcos Fonseca.

A uva Dolceto é doce, porem é distintamente seco e com bastante sabor de fruta e com um tanino notável. Geralmente é comparado ao Beaujolais (França), porém é mais seco e acompanha melhor uma refeição.

Elvio Cogno Dolcetto d’Alba Vigna del Mandorlo 2009 – 13%. Estágio de 8 meses em aço inox (60 dias “sur lie”) + 6 meses em garrafa.

  • Frutas silvestres maduras, com destaque para cereja, e uma leve ponta adocicada. Na boca um vinho agradável, com boa fruta (preferiria até que fosse um pouco menos extraída), taninos macios e média acidez. No meio do caminho entre aquelas coisas mais exageradas que existem por aí e aquelas mais simples e despretensiosas, que, em se tratando de Dolcetto, costumam me agradar mais. Senti uma pontinha de pretensão nesse aqui, mas muito bem trabalhada.

A uva Barbera é a segunda uva vermelha mais plantada da Itália (Sangiovese é a primeira). É no Piemonte, mais especificamente nas áreas viníferas de Asti e Alba, que a Barbera se destaca. É um vinho rico, com alta acidez e um generoso traço de framboesa.

Bruno Giacosa Barbera d’Alba 2003 – 14%. Estágio de 12 meses em grandes barris de carvalho (provavelmente botti de carvalho da Eslavônia) + 6 meses em garrafa.

  • Uma beleza de Barbera, com fruta já apresentando sinais de evolução, caldo de carne levemente picante, floral discreto e madeira perfeitamente integrada. Na boca um vinho muito equilibrado, com taninos agradáveis, boa acidez e final de boca delicioso. Show.

As vinhas ao redor da vila de Barbaresco são responsáveis por 45% da produção regional, com muitas vinhas localizadas dentro da cidade. As vinhas desta área tendem a ser relativamente mais claras na cor e ter um corpo mais bem estruturado e aromático.

Albino Rocca Barbaresco Vigneto Brich Ronchi 1998 – 14%

  • Ainda estava enamorado pelo Barbera do Giacosa quando abri esse aqui. Pois é… Rótulo todo detonado, feinho pra caramba. Diz o ditado que quem vê cara não vê coração. Lindo lindo, com fruta (muito bem) evoluída, cheio de terciários, alcatrãozinho luxo, funghi, especiarias e madeira integradíssima. Nariz falando alto, etéreo, cheio de nuances. Pela primeira vez não senti falta daquele floral que tanto me agrada na Nebbiolo. Talvez pelo fato de sempre associá-lo a um vinho mais delicado, mais elegante. Esse, porém, era isso tudo mesmo sem o bendito floral. Delicado, elegante, complexo, equilibrado, muito bem costurado. Taninos resolvidos, acidez perfeita e final de boca de chorar. Um dos melhores Barbarescos que já tive o prazer de beber. Roubou meu coração.

Apesar de utilizarem a mesma casta e ser produzidos a 15 km um do outro, os vinhos das DOGC’s Barbaresco e Barolo tem diferenças bem distintas. Os Barolos tendem a ser mais fechados e encorpados, mas é nos taninos que se estabelece a grande diferença. Os Barbarescos tendem a ter taninos mais delicados e podem ser bebidos mais cedo, enquanto os Barolos podem exigir o dobro do tempo para serem degustados.

Gianni Gagliardo Barolo Preve 1996 – 13,5%

  • Isso aqui tava muito legal também. Só levou azar de ter sido aberto na seqüência do Barbaresco Brich Ronchi. Elegante, com fruta evoluída, um traço terroso, chá mate, alcatrão discreto e madeira de casa antiga. Menos multifacetado que o Brich, mais contido também, com um quê de de seriedade. Tipo biblioteca de avô sizudo (o meu era… só não tinha biblioteca).


Farei um post exclusivo sobre este fortificado da Itália.

Sobremesa: Cantine Pellegrino Marsala Superiore Riserva Ambra Semisecco 1985 – 18%.

  • Pra resumir, manga, nozes e mel. Nada enjoativo. Boa acidez e álcool muito bem integrado. Fechou a noite com louvor.

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A partir de hoje, sempre que o blog Vivendo a Vida encontrar na taça um vinho que tenha uma boa qualidade e um preço final baixo comparativo aos demais de mesmo estilo e nível, seja em forma promocional ou com seu preço normal , estará sendo divulgado como um vinho “Bom e Barato“.

O primeiro vinho a ser classificado pelo blog como “Bom e Barato” é o Brunello di Montalcino 2006 Boscoselvo. Antes de falar sobre a minha impressão na taça e o seu preço, vamos entender um pouco sobre o Brunello.

O Brunello di Montalcino explodiu na Toscana em um cenário internacional há mais ou menos 35 anos, quando a família Biondi-Santi, um produtor líder, apresentou alguns de seus vinhos mais antigos para escritores. Suas safras de 1888 e 1891 ainda eram boas de beber, estando em ótima forma na taça.

Atualmente, o Brunello di Montalcino é um DOCG, considerado uma dos melhores e mais longevos vinhos. A maioria é caro, mas existem alguns “Bons e Baratos”.

O vinho leva o nome da cidade de Montalcino, uma fortaleza murada ao sul da área de Chianti. O brunello di Montalcino vem de um clone especifico, ou cepa, de Sangiovese, a uva de Chianti. Normalmente é um vinho extremamente concentrado e tânico, que exige envelhecimento por mais de 20 anos, quando feito pelo método tradicional e beneficia-se com várias horas de aeração ante de ser servido. Ultimamente, alguns produtores estão elaborando um estilo mais acessível (moderno) de Brunello, macio, que você pode consumir mais novo, gerando muito prazer na taça.

Avaliação Pessoal: ST (91)
- Brunello di Montalcino 2006 BoscoselvoItália – Vinícola: Sensi - 100% Sangivese Grosso – 100% Sangivese Grosso – Importadora Da ConfrariaR$ 149,00 (Promocional)

  • Esse vinho representa como falei acima em um Brunello com estilo moderno, pronto para o consumo.
  • Visual granada com reflexo alaranjado, límpido e brilhante. No nariz apresenta notas complexas lembrando ervas, ameixa, pitanga, chocolate branco, madeira nobre e uma baunilha sutil muito agradável. O paladar é macio, médio corpo, com grande harmonia entre a acidez e o teor de álcool, retrogosto confirmando o nariz, com final longo. Bastante prazeroso, não cansa o paladar. Meditação!

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