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Archive for the ‘ Cabernet Sauvignon ’ Category

Viajar, provar, buscar informações, essa tem sido uma constante em minha vida ultimamente. Recentemente voltei a Bento Gonçalves, região maravilhosa, no qual me sinto muito bem, e pude visitar algumas vinícolas que ainda não conhecia. A primeira parada foi na Pizzato, no Vale dos Vinhedos, onde fui recebido gentilmente por Flávio Pizzato, um dos sócios da vinícola.


O início da Pizzato foi igual à de outras vinícolas da Serra Gaúcha, com a chegada de imigrantes italianos, que se instalaram na região e plantaram as primeiras videiras. No caso, a trajetória da empresa se iniciou com a vinda, em 1880, de Antonio Pizzato, originário da região italiana de Vicenza, no Vêneto. Depois dele, o negócio foi tocado pelo filho Giovanni, avô de Plínio Pizzato, que cultiva, além da paixão pelo vinho, o amor pela vitivinicultura. Foi ele o responsável por instalar a empresa – desde o final da década de 1960 – no Vale dos Vinhedos, e por produzir vinhos em escala comercial. Isso ocorreu em 1998, os filhos, Flavio, Flávia, Jane e Ivo, começaram a desenhar os rótulos da Pizzato. Desde então a vinícola se apresenta melhor estruturada e com vinhos de qualidade, impulsionada pelo seu grande destaque, a Merlot.


Espumantes elaborados pelo método tradicional


Sala de barricas


A área de produção

Entre os vinhos provados, acho que todos, os já consagrados, como o DNA99 e o Chardonnay (com e sem madeira) D.O (Denominação de Origem Vale dos Vinhedos) confirmaram a qualidade na taça. Os reservas, como o Cabernet Sauvignon, Tannat, Alicante Bouschet e o Merlot, surpreenderam. Já os rótulos da linha Fausto, elaborados com uvas provenientes de vinhedos PIZZATO em Dr. Fausto, localizados em Dois Lajeados, Serra Gaúcha, como o Fausto Brut, Fausto Demi Sec, Fausto Cabernet Sauvignon e a safra 2011 do Fausto Rosé Merlot, chamaram atenção. Provem e tirem as suas conclusões.

Visitas – Todos os dias das 10h às 17h e aos sábados e feriados das 10h às 18h. Mais informações pelo e-mail  ou pelos telefones: (54)3459.1155 e (54)3055.0440.

A importadora Portus, conhecida no mercado de vinhos pela comercialização de rótulos portugueses como a Quinta da Bacalhôa e da Romaneira, acaba de ampliar seu catálogo. A novidade são os vinhos da vinícola italiana Argiano, produtora do Brunello di Montalcino, um dos rótulos mais antigos da região e o primeiro a receber a certificação DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida).

Fundada em 1580, a italiana Argiano, localizada na região da Toscana, foi comandada pela condessa Noemi Marone Cinzano de 1992 até recentemente – março de 2014 – após a compra pelo brasileiro André Esteves, do BTG Pactual. Com 100 hectares de vinhedos e oliveiras, é uma das mais tradicionais vinícolas em Montalcino, tendo participado da criação do Consórcio de Brunelllo.

Para apresentar seus rótulos, Roberto Rodrigues Jr (representante local – 98168-1718 / 99874-2727), reuniu no Carone Wine Store de Vila Velha, Espírito Santo, um grupo de formadores de opinião recentemente, tudo harmonizado com pratos da Chef Arlete, que está fazendo sucesso. Os vinhos impressionaram pela grande qualidade, sobretudo pela elegância, muito difícil de encontrar ultimamente.


L´o Rosato 2009 – R$ 115: Este vinho rosé de tonalidade rosa coral, traz aromas delicados de cereja, morango e amora vermelha. Na boca, confirma as impressões olfativas, com excelente acidez e frescor. Leve e agradável,  apropriado para beber com aperitivos ou como acompanhamento de saladas e outras entradas. Harmoniza de forma perfeita com frutos do mar, peixes e outras comidas leves. Produzido com a casta 100% Sangiovese. Apesar de 5 anos de vida se mostrou incrivelmente fresco. ST (88)

Abobrinha recheada com hortelã, rúcula e queijo!

NC 2008 – R$ 130: NC, que em latim significa único e inconfundível, é um vinho de grande personalidade, bom corpo, com taninos macios e um final longo. A mistura de Cabernet Sauvignon (40%), Merlot (20%), Syrah (20%) e Sangiovese (20%) mostra a força do Cabernet Sauvignon, a doçura do Merlot fazendo ponte entre a forte característica terrosa da uva Sangiovese, e as especiarias, frutas vermelhas e negras do Syrah. ST (90)

Medalhão de filé mignon acompanhado de musseline de Baroa e castanha de caju


Rosso Di Montalcino 2010 – R$ 130: Um vinho de corpo médio, boa concentração e coloração vermelha rubi intensa. Na boca, é elegante, equilibrado com sabores de frutas vermelhas, violetas, mentol e terrosos. Um vinho agradável, macio e aveludado, produzido com a casta Sangiovese. Pode ser harmonizado com carnes vermelhas, vitela, bruschettas, queijos e massas. ST (90)

Brunello Di Montalcino 2007 – R$ 290: De coloração rubi intenso, perfume de frutas vermelhas e floral, e um paladar mais que elegante, diria gentil. Um Brunello para se provar de joelhos. Castas: 100% Sangiovese. ST (94)

Solengo 2008 – R$ 460: Um vinho com nítido caráter moderno, bem equilibrado e com grande concentração. Sua cor é intensa com um buquê de frutas maduras, como groselha preta e amora, com traços de carvalho tostado. Encanta pela estrutura sedosa. Muito fino. Pede um gole atrás do outro. Castas: 45% Cabernet Sauvignon, 30% Merlot e 25% Syrah. ST (95+)

Casa Umare é um hotel boutique maravilhosamente restaurado no coração de Buenos Aires, que abriga um bistrô de mesmo nome, listado entre um dos 50 melhores restaurantes da América Latina. Foi esse o cenário para apresentação e prova de bons vinhos da Patagônia em minha recente viagem pelo país a convite da Wines of Argentina.


A noite começou com palestra sobre a região patagônica ministrada por Carolina Peter, diretora de exportações da Bodega Familia Schroeder.

Em resumo a Patagônia vinícola, localizada entre os paralelos 30 e 40 sul e formada pelas regiões de Neuquén e Rio Negro, a paisagem é de uma planície desértica, árida – o verde só aparece nas áreas irrigadas pelo Rio Negro, união dos rios Neuquén e Limary, que nascem na Cordilheira dos Andes. A região é muito fria, com grande amplitude térmica, em torno de 20 graus, o que favorece a lenta maturação das uvas, e com pouca chuva, o que ajuda a sanidade da fruta. Algumas videiras quase centenárias convivem com plantas novas. Entre as variedades, há não só a emblemática Malbec, mas a Pinot Noir e a Cabernet Franc, cepas que se adaptaram muito bem ao clima. Seus vinhos impressionam pela grande elegância, riqueza de aromas, sabores, com uma acidez viva, o que confere um excelente potencial de guarda.

Ao termino da palestra segui junto dos colegas Didu Russo (www.didu.com.br), Beto Gerosa (www.vinho.ig.com.br) e Deco Rossi (www.enodeco.com.br), para uma sala em anexo, onde tivemos a oportunidade de provar vários rótulos de quatro bodegas da região, Humberto Canale, Malma, Fin del Mundo, Desierto e Família Schroeder.

  • Humberto Canale Pinot Noir 2011 – ST (88)
  • Humberto Canale Old Vineyard Malbec 2011 – ST (87)
  • Humberto Canale Old Vineyard Riesling 2013 – Destaque – ST (90)

  • Malma Pinot Noir 2012 – ST (85)
  • Malma Malbec Reserva de Família 2011 – Destaque – ST (89)
  • Malma Universo Malbec 2009 – ST (87)

  • Bodefa Fin del Mundo Reserva 2012 – ST (86)
  • Bodega Fin Cabernet Franc 2009 – Destaque – ST (89)
  • Bodega Fin del Mundo Special Blend 2009 – ST (87)


  • Desierto 25 Chardonnay 2012 – ST (86)
  • Desierto Pampa Malbec 2009 – ST (87)
  • Desierto 25 CS/MBC/SYR 2011 – ST (87)
  • Desierto 25 Cabernet Sauvignon 2011 – Destaque – ST (91+)

  • Saurus Barrel Fermented Pinot Noir 2011 – ST (87)
  • Saurus Barrel Fernented Malbec 2012 – ST (89)
  • Família Schroeder S 2009 – Destaque – ST (90)

Fechamos a noite apreciando a bela gastronomia do restaurante Casa Umare, que tem como Chef Darío Gualtieri, considerado uma referencia local. Trabalhou junto com Francis Malman, entre outras figuras conhecidas da gastronomia, tanto em Buenos Aires e São Paulo.

Todos os detalhes e contato do Hotel & Bistrô, aqui: http://casaumare.com/home/

Na noite de sábado participei de uma deliciosa degustação vertical com o vinho chileno Don Melchor, top da gigante Concha y Toro, no recém-inaugurado restaurante Grotto Grill (uma próxima conversa), Praia do Canto, na companhia dos meus velhos amigos Aldir Manoel, Marcos Fonseca e suas respectivas esposas, com sempre.

A vinícola Concha y Toro é considerada a segunda marca de vinhos mais poderosa do mundo, símbolo do vinho chileno, com 16 prêmios “Winery of the Year” e reconhecida nas mais prestigiadas publicações do setor, com altas pontuações na Wine Spectator e The Wine Advocate.

Tivemos a oportunidade de provar as safras 2000, 2002 e 2004, de seu mais celebre vinho, já com Enrique Tirado como enólogo. Em minha opinião, duas safras se destacaram: 2000 e 2004, mais francos e equilibrados.  

Don Melchor 2000 | 13,6% álcool |  100% Cabernet Sauvignon | 14 meses em barrica francesa, sendo 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso.

  • Apesar da idade, se mostrou inteiro e vivo. Aroma encantador, do jeito que eu gosto. Fruta já saindo de cena, deixando as notas terciárias tomarem conta, como caixa de charutos e alcatrão. Paladar macio, acidez mediana e boa persistência. Às cegas arriscaria ser um Bordeaux dos bons. Acho que não evolui. Nota: 92/100

Don Melchor  2002 | 14% álcool | 96% Cabernet Sauvignon e 4% Cabernet Franc | 14 meses em barrica francesa 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso. 

  • A safra mais difícil de avaliar. Aroma fechado, mas com a boca boa. Estruturado, potente, mas não chega a encantar. Talvez se revele no futuro. Nota: 88/100

Don Melchor 2004 | 14,5% álcool | 94% de Cabernet Sauvignon e 6% Cabernet Franc | 14 meses em barrica francesa 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso.

  • Excelente, no auge da forma. Aroma intenso, com notas cítricas (pitanga), negras e especiarias. Na boca é estruturado, elegante e potente. Confirma as notas do nariz. Muito equilibrado. Nota: 94/100 

Elaborado pela família Lurton, grande referência quando se fala em qualidade e inovação, o Kawin, palavra que significa “festa”, é um cabernet sauvignon com uvas provenientes do valle central chileno, aonde o clima favorece um melhor amadurecimento da uva. A proposta da vinícola de produzir vinhos de qualidade, com preços acessíveis, recorrendo a regiões secundárias em ascensão como o Chile se confirma na taça.

Kawin Cabernet Sauvignon 2010 – ST (86) - Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale Central – 13% – R$ 33,00
– Importador: Da Confraria. 

Vinho que atende sua proposta, leve, frutado e macio. Uma boa opção para festa ou para aqueles dias em que queremos somente beber sem maiores pretensões, saúde!

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A importadora Magnun trouxe ao Brasil os enólogos Rafael Tirado da vinícola chilena Laberinto (foto ponta esquerda) e Meinard Bloem da também chilena Lagar de Bezana (foto acima ponta direita). A primeira cidade visitada foi Vitória, e em seguida será Rio e São Paulo.

Em jantar realizado pela no Bristrô Ville du Vin na Praia do Canto, os enólogos receberam formadores de opinião para degustação onde foram apresentados os vinhos Laberinto Sauvignon Blanc Cenizas de Barlovento 2011, Laberinto Pinot noir 2010, Lagar de Bezana Cabernet Sauvignon 2008, Lagar de Bezana Aluvión Grand Reserva 2007 e o Lagar de Bezana Limited Edition 2007. Os vinhos foram acompanhados por pratos especiais preparados pelo Chef Tomate, como carpaccio de polvo, Steak Tartare e Pernil de cordeiro confitado ao vinho com risoto de funghi. A harmonização dos pratos com os vinhos brancos e tintos estava perfeita!, “second-me”. Para finalizar, uma sobremesa especial foi servida: Panna Cotta de Chocolate.

O empresário e proprietário da Importadora, Raphael Zanette (foto acima centro), também participou do evento e brindou com os convidados. Os vinhos já estão disponíveis na loja da Ville du Vin.

Segue minha avaliação pessoal abaixo:

Localizado na pré Cordilheira dos Andes, a 600 metros de altitude, as margens do lago Colbun, esse projeto fantástico de Rafael Tirado, um dos mais famosos e respeitados enólogos chilenos, tem apenas 18 hectares e uma gama de premiações e reconhecimentos. O nome Laberinto retrata os vinhedos de Rafael, que foram plantados em curvas e diferentes direções, para aproveitar a diversidade de solos e aumentar a exposição solar. Com isso as uvas e os vinhos ganham em estrutura e complexidade.

Laberinto Sauvignon Blanc Cenizas de Barlovento 2011 – 12,5% -R$ 94,00 – ST (93) Este é um dos melhores, OU O MELHOR, Sauvignon Blanc chileno que já provei até hoje. Já tinha provado a safra 2007, que era importado pela Casa do Porto, que ainda tenho algumas garrafas e está vivinho da silva. A atual safra 2011 levou 94 pontos (Descorchados 2012), mostrou as mesmas características, porem com uma acidez mais pronunciada pela idade. Visual amarelo esverdeado, aromas de cajá, leve grama e erva doce. O paladar é fresco, limpo e cítrico, com algum mineral e uma textura incomum para um Sauvignon Blanc.

Carpaccio de Polvo x Sauvignon Blanc

Laberinto Pinot noir 2010 – ST (90) – 13,5% – R$ 120,00 – Este Pinot foi a primeira vez que provei. Visual rubi claro, nariz intrigante aparecendo uma nota de fumaça, resina, prejudicando um pouco a fruta aparecer. Porem no paladar mostrou a que veio. Ótima acidez, gerando muito frescor, fruta limpa e fresca. Bom equilíbrio e um final de boca agradável.

Steak Tartare x Pinot Noir

A história da bodega Lagar de Bezana, iniciou na década de 90 quando o empresário Ricardo Benzanilla se aventura no mundo das vinhas e dos vinhos. Escolheu uma terra localizada no Alto Cachapoal, aos pés da Cordilheira dos Andes, 87 km ao sul de Santiago. O clima ameno e a variação de temperatura entre o dia e a noite, originam vinhos especiais, de terroir único. O holandês que foi para o Chile com 15 anos, Meinard Bloem, há um ano é enólogo da vinícola. Foi a sua primeira visita ao Brasil.

Lagar de Bezana Cabernet Sauvignon 2008 – 85% Cabernet e 15% Syrah – 14,4% – ST (88) – R$ 62,00 – Lagar de Bezana Aluvión Grand Reserva 2007 – 63% Syrah e 47% Cabernet – 14,5% – ST (90) – R$ 105,00 – Lagar de Bezana Limited Edition 2007 – ST (90+) – 100% Syrah – 14,5% – R$ 145,00.

  • Sobre os vinhos da vinícola Lagar de Bezana, achei muito parecidos. Nariz resinoso, com notas de frutas negras em calda, bastante extrato e alcoólicos. Todos com 14,5%. Diante dessas características indico primeiro uma aeração mínima de 1 hora, a fim de eliminar boa parte desse álcool. Segundo, procurar harmonizar com pratos untuosos, com bastante suculência. Outro fator interessante, e positivo, é a longevidade aparente desses vinhos. Levando em consideração que o álcool é um dos componentes essenciais na evolução de um vinho, além dos taninos e da acidez, recomento, apesar de já estarem em uma idade já avançada, um bom tempo de adega, climatizada é lógico!!!.

Pernil de cordeiro confitado ao vinho com risoto de funghi x os tintos da Lagar de Bezana, perfeito, como falei acima, precisa de pratos untuosos…rsrsrs!

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No dia 28 de setembro tive a oportunidade de conhecer vários rótulos brasileiros no CIC (Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves), evento intitulado “Volta ao Brasil Vitivinícola em sessenta minutos“. Por lá apesar do tempo curto pude provar com atenção cerca de 10 rótulos, no qual o Pizzato Fausto Verve Gran Reserva 2009 (13,5%) foi um dos destaques.

VERVE em latim significa imaginação que estimula o poeta, o orador, o artista; graça, vivacidade de espírito. O vinho é um blend de uvas Cabernet Sauvignon, Tannat e Merlot. Amadureceu por 12 meses em barris de carvalho francês novos e usados.

Fausto é uma referência à localidade, na Serra Gaúcha, onde são cultivadas as uvas. São 16 hectares, localizado em DOUTOR FAUSTO de Castro, Dois Lajeados (RS), ainda na Serra Gaúcha, a 50 km da sede da empresa no Vale dos Vinhedos.

A vinícola Pizzato fica localizada no Vale dos Vinhedos (RS), teve seu início em 1880, de Antonio Pizzato, originário da região italiana de Vicenza, no Vêneto. Depois, o negócio foi tocado pelo filho Giovanni, avô de Plínio Pizzato. Foi ele o responsável por instalar a empresa, desde o final da década de 1960, no Vale dos Vinhedos, e por produzir vinhos comercialmente. Em 1998, os filhos Flavio, Flávia, Jane e Ivo, começaram a criar os rótulos finos da Pizzato.

Avaliação Pessoal: ST (90) – Pizzato Fausto Verve Gran Reserva 2009 (13,5%) – R$ 50,00 na vinícola – – Enólogo Flavio Pizzato

Visual rubi denso, aromas intensos de frutas escuras, ameixas, alcaçuz, especiarias, nota de café e carvalho tostado. Paladar é seco, macio, boa acidez, equilibrada com o teor de álcool, bom corpo, frutado, com taninos presentes e uma boa persistência. Um belo tinto nacional, “equilibrado”, me agradou bastante.

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Na noite desta terça-feira participei de um jantar harmonizado promovido pela dupla dinâmica Helio Massoni e Simey Santos, da Enótria, em parceria com a Importadora Vinci, no restaurante Mexido, aqui na capital capixaba. Para apresentar os vinhos esteve em vitória os representantes da importadora, Rafael Porto e Ederson Possatti, que deram conta do recado.

Filha do grande Nicolas Catena, o principal e mais respeitado nome do vinho argentino, Laura Catena é conhecida em todo mundo como embaixadora da uva Malbec. Estudou biologia em Harvard e medicina em Stanford, mas abandonou a medicina para dedicar-se a viniticultura em meados dos 90. É braço direito do pai nas Bodegas Catena Zapata como vice-presidente e ainda encontra tempo para dirigir suas próprias vinícolas, Luca (homenagem ao seu filho de mesmo nome) e La Posta. 

Os belos vinhos de Laura Catena

O cardápio foi desenvolvido pela equipe do restaurante mexido, comandada Chef Ana Beatriz Seguchi, junto ao Sommelier da Enótria Helio Massoni. Foi um show de qualidade, aonde a gastronomia formou uma parceria perfeita com os vinhos.

Prato: Mini dourado de brie com salada e redução de tangerina – (Nota 1000)

Começamos a noite com o Luca Chardonnay 2009 (uvas da Borgonha), R$ 149,00, ST (91). Passou por 12 meses em carvalho. Nariz com nota de abacaxi maduro, manteiga, damasco e mel. Paladar Cremoso, gordo, com ótima acidez dando suporte ao peso, com um final longo. Segundo Robert Parker, este soberbo branco é o candidato ao melhor Chardonnay da Argentina entra ano e sai ano, tendo merecido consecutivamente 92 pontos na safra de 2009. 

Prato: Camarões ao molho de ostra e gengibre (Picante)

Luca Pinot Noir 2009 (uvas da região de Pomar na França), R$ (149,00), ST (91). Aromas tradicionais de cereja, floral, terroso, taninos macios, ótima acidez, equilibrado. Aguentou bem o prato bastante picante. Recebeu 93 pontos de Robert Parker nessa safra de 2009, a nota mais alta concedida pelo crítico a um Pinot Noir argentino!  

Prato: Riso al Salto (rabada desfiada) – para comer de joelhos!

Luca Syrah Laborde Double Select 2009, R$ 142,00, ST (92). Visual perece petróleo, aromas de frutas maduras, couro e carne defumada, com notas de tostado de carvalho e especiarias. O paladar é rico, exuberante, com taninos bem estruturados, com fruta em compota e pimenta. Muito longo e persistente.

Prato: Escalope negro (no carvão), com legumes churrasqueados e purê de aipim. TOP

O quarto prato foi harmonizado com os dois vinhos TOP da vinícola; BESO DE DANTE 2009 (homenagem ao filho de meio de Laura Catena), R$ 189,00, ST (94), um corte de Cabernet Sauvignon (45%) e Malbec (55%), com uvas vale do Uco de 3 vinhedos diferentes,  um de Gualtallary com 1500 de altitude. Na taça mostra uma elegância incomum aos vinhos argentinos, muito cremoso, potente, um vinhaço.

O outro TOP é o LUCA MALBEC 2009, 100% Malbec, R$ 180,00, ST (91+), poderoso, mostra muita estrutura, gordo, porém com uma madeira destacada, que esconde a fruta tanto no nariz, quanto na boca. Mais vamos esperar, acho que mais uns 2 aninhos em garrafa essa madeira vai integrar.

Parfait de banana com chocolate, para fechar a noite com uma dose de glicolse!

MEXIDO RESTAURANTE - R Affonso Cláudio 259 lj 4 - Praia Canto – Vitória, ES | CEP: 29055-570 – Tel: 3315.80.92

Enótria – Av. Rio Branco, 1383 – Praia do Canto – Vitória-ES – 55 (27) 3345-8696 -  

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Dando seguimento as novidades diretamente do Sul do Brasil, hoje falo sobre um vinho brasileiro da Campanha Gaúcha que leva uma dose de Marketing e Publicidade, seguindo uma tendência no Brasil e no mundo. Nesse caso, como se pode ver no vídeo, a vinícola aproveita a obrigatoriedade de ter uma menção no rótulo do órgão regulador, e dá um toque importante e que está na moda em virtude da Lei Seca. O rótulo diz: Se beber, vá de carona! Sem dúvida é um conselho importante para conter o alto índice de acidentes com veículos motores no Brasil.

A criação do Vinhedo Routhier & Darricarrère, em Rosário do Sul, Região da  Campanha Gaúcha foi iniciado em 2002, pelos irmãos Pierre e Jean Daniel Darricarrère -franceses, criados no Uruguay, vieram para o Brasil na década de 70 para estudar.

Juntamente com o projeto de plantação de frutas cítricas, plantaram  6 hectares de videiras de Cabernet Sauvignon e Chardonnay.

Ao perceber o potencial vitivinícola da Campanha Gaúcha, a família Routhier decidiu ir mais longe na sua paixão pelo vinho e acompanhar a família Darricarrère neste projeto também.

O vinho custa 65,00 e agrada na taça. Mais informações acesse http://www.redvin.com.br.

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Para quem acompanha o blog sabe da minha paixão pelos vinhos evoluídos, antigos. Nessa fase, eles apresentam características únicas, os taninos se arredondam e o buquê se desenvolve, ganhando complexidade. Difícil é saber o time, momento certo para abrir a garrafa. Ultimamente tenho provado e me surpreendido bastante com vinhos evoluídos ditos mais simples. Tendo me agradado o mesmo, ou mais, que vinhos TOP de grandes vinícolas. Uma dessas experiências aconteceu nesse final de semana ao provar Montes Alpha Cabernet Sauvignon 1995, que no alto dos seus quase 18 anos, mostrou vida e capacidade de me agradar na taça.

Verdadeiro clássico da América do Sul, o Montes Alpha foi o primeiro grande tinto chileno, inspirado nos melhores vinhos de Bordeaux. Foi eleito o “melhor Bordeaux chileno” pela revista Decanter, e equivale em qualidade a um “cru bourgeois” de preço três ou quatro vezes maior.

Avaliação Pessoal: ST (88) – A safra atual é vendida por 98,00 reais na importadora Mistral

  • No visual mostrou uma coloração bastante atijolada, nariz com notas balsâmicas (pinho e cedro), cravo, e um leve defumado. Na boca é leve, desenhada sobre certa secura, mostrando que os taninos ainda sobrevivem. Confirma as notas do nariz, com um final com média persistência. Agora lembre-se, um bom vinho é, acima de tudo, um vinho do qual você goste suficiente para beber, porque o principal objetivo do vinho é levar prazer a pessoa que o bebe. 

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