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Archive for the ‘ Pinot Noir ’ Category

A onda dos vinhos orgânicos vem ganhando força. O uso de produtos químicos no cultivo das uvas e na fermentação da levedura está sendo questionado mais a cada dia, e sendo deixado de lado. Essa atitude torna os vinhos mais saudáveis e consequentemente mais saborosos. O Papa da Biodinâmica, o francês Nicolas Joly, afirma que a casca das uvas possui conservantes naturais capazes de proteger a bebida. No Brasil, pesquisa realizada em 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revelou que 56% das amostras de uvas coletadas no país apresentavam agrotóxicos acima do permitido. Porém acredito que isso vai mudar rapidamente, seguindo uma tendência orgânica mundial.

Para que ainda não sabe, o Chile é um dos países mais sustentáveis das Américas. No Green Awards 2012, um concurso organizado pela revista inglesa The Drinks Business, a Viña Emiliana foi eleita a “Vinícola Verde do Ano“, a categoria máxima dos prêmios, que reúnem toda a indústria de vinhos do mundo todo. No vídeo acima José Tomaz Urrutia, Export Maneger da Viña Emiliana, fala sobre a vinícola. Se quiser saber sobre os outros vencedores dos Green Awards 2012, veja aqui.

Emiliana foi escolhida por ser a empresa que mais demonstrou seu compromisso com o meio ambiente, seus trabalhadores e com a comunidade, e por ter constantemente diminuído sua pegada de carbono. Vale lembrar, também, que ela é a única vinícola chilena 100% orgânica do Chile. Os vinhos são importados no Brasil pela La Pastina.

Antonio Marques Bermudez (La Pastina), Rogério Baracho, Vanderlei Martins (Carone), Dulcino Tozi, José Tomaz Urrutia (Viña Emiliana), Olicio Santana (Carone) e Douglas Chamon (economista)

A convite de Vanderlei Martins tive a oportunidade de avaliar seus vinhos orgânicos na noite de ontem, na Wine Store Carone de Vila Velha, no qual transcrevo a minha opinião pessoal abaixo. Os preços não foram revelados, porem em 15 dias os vinhos estarão disponíveis na rede de Supermercados Carone.

Emiliana Chardonnay 2011 – Chile – Valle Central – 100% Chardonnay – 3 meses de aço inoxidável – 13,5% – ST (86)

  • Visual amarelo claro, nariz com aromas que lembram frutas muito maduras, como melão, abacaxi e pêras. Na boca, o corpo é médio, boa acidez, gerando frescor, e uma boa concentração de frutas. O retrogosto é frutado, com final fresco.

Adobe Pinot Noir 2009 – Chile – Valle Casablanca – 100% Pinot Noir – 8 meses, 20% em barricas francesas – 14,4% – ST (86)

  • Visual rubi de média intensidade, aromas que lembram framboesas, cerejas, notas florais e um leve toque de baunilha. O paladar é seco, com leve predomínio do álcool sobre a acidez, corpo leve, taninos em média quantidade, com leve adstringência, e uma persistência média.

Adobe Cabernet Sauvignon 2011 – Valle Central – 85% Cabernet Sauvignon e 15% Syrah – 6 meses, 20 % em barricas francesas – 14% – ST (86)

  • Visual rubi, média intensidade, aromas de fruta madura. O paladar mostra uma acidez correta, bom corpo, levemente alcoólico. Taninos de boa qualidade. Retrogosto confirma a fruta e uma persistência média.

Novas Gran Reserva Cabernet Sauvignon Merlot 2008 – Valle de Maipo – 85% Cabernet Sauvignon e 15% Merlot – 12 meses, 70% em barricas francesas – 14,6 % – ST (90)

  • O visual deste vinho é púrpura, intensa, impenetrável, sem evolução. Os aromas, intensos de frutas escuras, com toques de caramelo, fumo, tostado e notas de especiarias. Paladar é macio, com acidez e álcool equilibrados, boa concentração, retrogosto frutado e bastante intenso.

Novas Gran Reserva Carmenére Cabernet Sauvignon 2009 – Valle de Colchagua – 85% Carmenére e 15% Cabernet Sauvignon – 12 meses, 70% em barricas francesas – 14,5% – ST (87)

  • Visual rubi de boa intensidade, aromas de madeira, resinoso e fruta madura. Paladar com boa acidez, médio corpo, equilibrado. Taninos médios já em resolução, leve adstringência final. Boa persistência.

Coyam 2010 – Valle de Colchagua – 41% Syrah, 29% Carmenére, 20% Merlot, 7% Cabernet Sauvignon, 2% Mourvedre e 1% Petit Verdot – 13 meses, 80% em barricas francesas e 20% em barricas americanas – 14,8% – ST (91+)

  • Visual rubi muito escura, aromas intensos e deliciosos de frutas escuras muito maduras, chocolate, com notas florais elegantes, toques de especiarias e carvalho. No paladar apresenta grande concentração, com bom equilíbrio, taninos finíssimos, longa persistência. Um vinho de muita finesse, que já está muito agradável para consumo agora, porem deve ser guardado por mais alguns anos em adega, ganhando maior complexidade. Foi o melhor vinho da noite, na opinião dos privilegiados que tiveram a oportunidade de participar desta degustação.

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A importadora Capixaba
Da Confraria promoveu em sua sede, ontem, 30 de Julho (segunda-feira), uma degustação com 12 vinhos. O evento foi voltado para o lançamento oficial da linha de vinhos chilenos
François Lurton Hacienda Araucano, tudo comandado pelo sommleier Cleber Alves, que descreve um pouco sobre a importadora e a vinícola no vídeo acima.

A vinícola acabou de receber o certificado de “vinhos biodinâmicos”, que nada mais é que a valorização do solo e da planta em seu habitat natural, através do uso de preparações e compostos de origem vegetal, animal e mineral (parte biológica), em épocas precisas, levando em conta as influências astrais e os ciclos da natureza (parte dinâmica).

A família Lurton tem vinho nas veias: dois patriarcas, irmãos, geraram uma descendência de cerca de 15 viticultores, enólogos, négociants, enfim: uma geração inteira dedicada ao vinho. Jacques e François, filhos de André Lurton, uma lenda em Bordeaux. Sempre tiveram idéias revolucionárias para os padrões conservadores franceses,fazem experimentos com uvas pouco tradicionais em regiões novas, defendem o uso do Screwcap, lançam mão de design arrojado misturado à cultura regional para promover seus vinhos. Iniciaram suas carreiras como consultores, trabalhando ao redor do mundo como flying winemakers. Sua experiência internacional rendeu-lhes contatos e uma interessante noção sobre a geografia vinícola de diversos países, onde começaram gradualmente a realizar sua produção própria. Decidiram então produzir vinhos de qualidade, mas com preços acessíveis, recorrendo a regiões secundárias em ascensão em países como o Chile, a Argentina e a Espanha, além de estabelecer parcerias com produtores no Uruguai, Austrália e Portugal.

Credito da foto acima: Arismario OLiveira

A turma escalada para avaliar os vinhos: Em pé; Sidney Santiago, André Andrès, Leonardo Conick (proprietário), eu, Tom (restaurante Timoneiro) e seu amigo. Sentados; Fred, Julio Lemos (Papaghut), Elvecio Faé (diretor ExpoVinhos Vitória), a Premier Sommelier Sonia Aiello, Cleber Alves e Rafael Dias (Espaço D.O.C).

Os vinhos na taça surpreenderam, em sua maioria apresentaram uma ótima relação custo beneficio com preços que vão de 29,00 a 329,00. O destaque em minha opinião ficou com os vinhos mais baratos, já que os mais caros tinham a obrigação de ser bom. Dos 12 vinhos 4 classifico como “Bom e Barato”.

Vinho Branco Kawin Sauvignon Blanc 2011 – Chile – 100% Sauvignon Blanc – Vale Central (Vale Casablanca, Curicó e Lolol) – 12,5% – R$ 29,00
ST (88)
– “Bom e Barato

A melhor relação custo x beneficio da noite, este SB, mostrou na taça aromas típicos de frutas tropicais e um leve herbáceo. O paladar é leve, frutado, acidez equilibrada e refrescante. Um vinho fácil de beber e entender a sua proposta. Ótima compra.

Vinho Branco – Araucano Sauvignon Blanc 2011 – Chile – 100% Sauvignon Blanc – Vale do Lolol – Vale do Colchágua - 12,5% – R$ 69,00ST (86)

Esse outro SB que 5% é fermentado em barrica, mostrou mais acanhado no nariz, menos exuberante que o primeiro. O paladar é cremoso, menos frutado, com mais características minerais, bom equilíbrio, boa acidez, com final agradável.

Vinho Branco GRAN ARAUCANO CHARDONNAY 2007 – Chile – 100% Chardonnay – Vale do Colchágua – 14% – R$ 129,00ST (88)

O Chardonnay mostrou aquele “encanto de degustação”, visual amarelo ouro, límpido, brilhante, aromas bastante intenso, lembrando manteiga de pipoca, mel, damasco, baunilha. O paladar e gordo, frutado, boa acidez, porém pecou no equilíbrio, a madeira poderia ter menor destaque, escondeu um pouco a fruta. Uma questão de gosto pessoal.

Vinho Tinto Kawin Cabernet Sauvignon 2010 – Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale Central – 13% – R$ 29,00ST (86)

Vinho que atende sua proposta, leve, frutado, sem maior pretensão, excelente opção para festa.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA CABERNET SAUVIGNON 2009 – Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale do Colchágua – 14% – R$ 49,00
ST (88)
– “Bom e Barato

O CS reserva já mostra uma maior complexidade, aromas de pimenta do reino moída na hora, frutas negras e vermelhas. Paladar mostrou taninos firmes, bom corpo, frutado e uma acidez adequada. Ótima opção para um churrasco.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA CARMENÉRE 2010 – Chile – 100% Carmenére – Valle de Colchagua – 13,5% – R$ 49,00
ST (87)
– “Bom e Barato

O Carmenére também me agradou, notas típicas de pimentão, especiarias e frutas vermelhas. O paladar é frutado, bom corpo, boa acidez e uma boa persistência.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA PINOT NOIR 2010 – Chile – 100% Pinot Noir – Vale Central – 13,5% – R$ 69,00ST (88)

Muito morango maduro, groselha e cereja. Paladar fresco, corpo leve, fácil de beber e de agradar.

Vinho Tinto HUMO BLANCO 2008
- Chile – 95% Pinot Noir e 5% Syrah – Vale do Lolol – 15,5% – R$ 109,00ST (90)

Mais contido no nariz, porem com uma boca deliciosa, cremoso, frutado, madeira muito bem colocada, equilibrado e um final longo.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA SYRAH 2011 – Chile – 100% Syrah – Valle de Colchagua – 14,5% – R$ 65,00
- ST (88) – “Bom e Barato

Vinho bastante agradável, muito redondo, pronto, fruta docinha, um verdadeiro “vinho feminino”.

Vinho Tinto CLOS DE LOLOL 2009 – Chile – 38% Carmenere, 28% Cabernet – Sauvignon, 20% Syrah, 14% Cabernet Franc – Vale do Lolol – 18 meses em barricas de segundo uso – 14,5% – R$ 109,00ST (90+)

Esse corte apresentou notas de anis, floral e frutas vermelhas. O paladar tem bom corpo, taninos finos, boa acidez e boa persistência final.

Vinho Tinto GRAN ARAUCANO CABERNET SAUVIGNON 2009 – Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale do Colchágua - 18 meses em barricas (70% novas, 30% de segundo uso) – 14,5% – R$ 149,00ST (90+)

A primeira nota no nariz foi a ade azeitona preta, que se dissipou abrindo muita fruta, ameixa, goiaba e um fundo de baunilha. O paladar é denso, boa acidez, gerando um frescor agradável, frutado, leve mineral, com um final agradável.

Vinho Tinto ALKA CARMENERE 2009 – Chile – 100% Caemenére – Vale do Colchágua – 18 meses em barricas de carvalho – 15% – R$ 329,00ST (92+)

Com toda a obrigação de ser bom, Alka, o TOP da vinícola, apresentou notas exuberantes no nariz, café torrado, caixa de charuto, madeira nobre, fruta vermelha e baunilha. O paladar confirma a qualidade e as notas do nariz, muito cremoso, frutado, equilibrado, precisando de uns anos em garrafa para apresentar maior complexidade. Belo vinho!

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O produtor português Carlos Campolargo, fala ao blog Vivendo a Vida durante o Encontro Mistral, sobre a volta da elaboração de um vinho com a uva Pinot Noir na Bairrada, muito interessante, assista o vídeo acima. O Campolargo Pinot Noir 2008 é elaborado com uvas de vinhedos próprios, tem a sua vinificação feita fermentação em pequenos lagares, com pisa manual ou mecânica. Estagia por 14 meses em barricas usadas. Em alguns anos específicos, se adiciona um pouco de baga. Gostei, fruta mais contida, elegante, vale a pena conhecer. Custa 123,00.

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Soeta Restaurante por wine no Videolog.tv.

Os Chefs Barbara Verzola e Pablo Pavon do restaurante capixaba Soeta, preparam um prato de peixe, e o Sommelier Manuel Luz, provou e comprovou que é possível harmonizar com vinho tinto sem nenhum conflito. Veja no vídeo acima.

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