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Archive for the ‘ Pinot Noir ’ Category

A Borgonha reúne cinco regiões, dentre elas está Côte d’Or, a “encosta dourada”. Situado no extremo sul do Côtes d’Or, na denominação Maranges, com solos argilosos e calcários encontra-se o Domaine Chevrot, uma propriedade particular sob o comando de Pablo e Vincent Chevrot, a quarta geração da família. Lá a família produz a uva, elabora, amadurece e engarrafa todos seus vinhos, o que garante o controle total em todas as etapas. A adega onde ficam as barricas de carvalho localiza-se no subsolo da casa da família, construída em 1798.

A média de idade das videiras é de 35 anos, mas algumas parcelas são mais antigas, com cerca de 60 anos. O amor pela vinha e pelo vinho, a consciência da necessidade de respeitar a terra e seu terroir levaram o Domaine Chevrot adotar métodos biológicos para a produção da matéria prima, preservando a terra, a saúde da videira e garantindo assim um vinho de excelente qualidade. No ano de 2008 receberam a certificação de agricultura biológica por seu trabalho e respeito às vinhas.

Na taça o vinho se mostrou com leveza, vivacidade e potência. Um Pinot Noir encantador com muitos perfumes e sabores, com destaque pela de fruta aberta e limpa (cereja e framboesa) e uma intrigante carne crua. Paladar mostrou muito frescor, potência e elegância. Uma delícia. Importador no Brasil: www.magnumomportadora.com.br.

ST (90)

Casa Umare é um hotel boutique maravilhosamente restaurado no coração de Buenos Aires, que abriga um bistrô de mesmo nome, listado entre um dos 50 melhores restaurantes da América Latina. Foi esse o cenário para apresentação e prova de bons vinhos da Patagônia em minha recente viagem pelo país a convite da Wines of Argentina.


A noite começou com palestra sobre a região patagônica ministrada por Carolina Peter, diretora de exportações da Bodega Familia Schroeder.

Em resumo a Patagônia vinícola, localizada entre os paralelos 30 e 40 sul e formada pelas regiões de Neuquén e Rio Negro, a paisagem é de uma planície desértica, árida – o verde só aparece nas áreas irrigadas pelo Rio Negro, união dos rios Neuquén e Limary, que nascem na Cordilheira dos Andes. A região é muito fria, com grande amplitude térmica, em torno de 20 graus, o que favorece a lenta maturação das uvas, e com pouca chuva, o que ajuda a sanidade da fruta. Algumas videiras quase centenárias convivem com plantas novas. Entre as variedades, há não só a emblemática Malbec, mas a Pinot Noir e a Cabernet Franc, cepas que se adaptaram muito bem ao clima. Seus vinhos impressionam pela grande elegância, riqueza de aromas, sabores, com uma acidez viva, o que confere um excelente potencial de guarda.

Ao termino da palestra segui junto dos colegas Didu Russo (www.didu.com.br), Beto Gerosa (www.vinho.ig.com.br) e Deco Rossi (www.enodeco.com.br), para uma sala em anexo, onde tivemos a oportunidade de provar vários rótulos de quatro bodegas da região, Humberto Canale, Malma, Fin del Mundo, Desierto e Família Schroeder.

  • Humberto Canale Pinot Noir 2011 – ST (88)
  • Humberto Canale Old Vineyard Malbec 2011 – ST (87)
  • Humberto Canale Old Vineyard Riesling 2013 – Destaque – ST (90)

  • Malma Pinot Noir 2012 – ST (85)
  • Malma Malbec Reserva de Família 2011 – Destaque – ST (89)
  • Malma Universo Malbec 2009 – ST (87)

  • Bodefa Fin del Mundo Reserva 2012 – ST (86)
  • Bodega Fin Cabernet Franc 2009 – Destaque – ST (89)
  • Bodega Fin del Mundo Special Blend 2009 – ST (87)


  • Desierto 25 Chardonnay 2012 – ST (86)
  • Desierto Pampa Malbec 2009 – ST (87)
  • Desierto 25 CS/MBC/SYR 2011 – ST (87)
  • Desierto 25 Cabernet Sauvignon 2011 – Destaque – ST (91+)

  • Saurus Barrel Fermented Pinot Noir 2011 – ST (87)
  • Saurus Barrel Fernented Malbec 2012 – ST (89)
  • Família Schroeder S 2009 – Destaque – ST (90)

Fechamos a noite apreciando a bela gastronomia do restaurante Casa Umare, que tem como Chef Darío Gualtieri, considerado uma referencia local. Trabalhou junto com Francis Malman, entre outras figuras conhecidas da gastronomia, tanto em Buenos Aires e São Paulo.

Todos os detalhes e contato do Hotel & Bistrô, aqui: http://casaumare.com/home/

Texto publicado originalmente na coluna Vivendo a Vida | C2 + Prazer & Cia | Jornal A Gazeta

A coluna de hoje é dedicada à Pinot Noir, uma das mais importantes e antigas uvas tintas do mundo consagrada na região da Borgonha, na França, pelos seus vinhos incríveis. É também conhecida por sua utilização na elaboração de champanhes.

A principal característica da Pinot Noir é a elegância. Quando jovem, a casta apresenta sabores de frutas vermelhas e taninos macios e frescos, com textura mais leve que os da Cabernet Sauvignon, o que torna seus vinhos palatáveis e ideais para o clima do verão.

No passado, quem decidiu cultivar a Pinot Noir fora da Borgonha teve problemas. A uva é de difícil cultivo, mesmo em seu local de origem. Porém, mesmo diante das dificuldades, plantá-la sempre foi uma tentação. Que o diga os produtores do Novo Mundo. Ao longo do tempo, além de ter demandado conhecimento técnico e dedicação por parte dos enólogos, a casta mostrou sua capacidade de adaptação, desenvolvendo características próprias, com diferentes sabores, níveis de qualidade, capacidade de rendimento e tempo de maturação.

Hoje, já podemos degustar bons Pinots de diversas regiões do mundo, como, por exemplo, do Oregon e da Califórnia, nos EUA, e de países como Chile, Argentina, Uruguai, Nova Zelândia, Alemanha e até mesmo do Brasil.

A grande procura por vinhos de Pinot Noir no Brasil e no mundo ocorreu após o lançamento do filme “Sideways”, em 2004. Na trama, um homem depressivo tenta se tornar escritor. Fascinado por vinhos de Pinot Noir, ele decide dar de presente de despedida de solteiro ao seu melhor amigo uma viagem pelas vinícolas da Califórnia.

Provei para esta coluna rótulos de dentro e de fora da Borgonha, com preços entre R$ 60 e R$ 170. Ao final da degustação, tive uma grande surpresa: os vinhos não mostraram uma grande diferença de qualidade e, sim, uma nítida distinção de estilo. Os do Novo Mundo mostraram um frutado vivo, lembrando muitas vezes goiaba madura. Os do Velho Mundo, por sua vez, apresentaram um caráter mais austero e menos carregado na fruta. Sugiro para a harmonização queijos suaves, salmão, atum, vitela e pizza.

Santenay Vicent Girardin 2007 | Bom equilíbrio e concentração, com frutas vermelhas, toque de violeta e leve herbáceo. Fresco e equilibrado, com taninos muito redondos. Para quem tem mais litragem. Onde: Ok Hipermercado | R$ 176 | França

Domaine Pierre Andre Bourgogne Pinot Noir Vieilles Vignes 2011 | Notas de frutas frescas, morango e cereja, minerais e balsâmicas. Delicado e elegante. Ótima acidez. Bastante equilibrado. Onde: Buywine.com.br | R$ 99 | França

Bueno Bellavista State Pinot Noir 2011 | O vinho do comentarista Galvão Bueno é intenso, e ao mesmo tempo elegante, com fruta na medida. Macio e sedoso. Final longo. Onde: Carone | R$ 65 | Brasil

Matua Valley Pinot Noir 2011 | Belo exemplar da Nova Zelândia | Seu aroma intenso lembra frutas vermelhas, framboesa e amora (leve toque terroso). Delicado, com notas frutadas, elegantes. Onde: Wine Vix | R$ 65 | Nova Zelandia

Marichal Pinot Noir 2009 | Frutado, intenso, temperado com especiarias. No paladar, apresenta taninos macios e levemente doces. Um vinho fácil de beber e de gostar. Onde: Enótria | R$ 75 | Uruguai

Dr. Loosen Villa Wolf Pinot Noir Qualitatswein 2011 | Provei, pela primeira vez, um Pinot da Alemanha. Gostei. Boa tipicidade. Aroma gostoso, frutado e floral. Redondo, “quente”, mas não alcoólico. Onde: Wine.com.br | R$ 67 | Alemanha

Chilcas Pinot Noir Single Vineyard 2011 | Ervas e frutas dão um toque muito especial a esse vinho. Enche a boca e deixa um retrogosto duradouro e gostoso. Potente, mas não alcoólico e enjoativo. Ótimo frescor. Onde: Buywine.com.br | R$ 74 | Chile

Bodega Del Fin Del Mundo Reserva Pinot Noir 2011 | Frutas vermelhas e especiarias (canela). Paladar aveludado, com muita fruta madura e goiaba. Deixa uma impressão gostosa na boca. Onde: Wine.com.br | R$ 64 | Argentina

Texto publicado originalmente na coluna Vivendo a Vida | Caderno Prazer & Cia | Jornal A Gazeta

A degustação de vinhos é normalmente associada à estação mais fria do ano. Mas isso não impede que a bebida seja apreciada no verão. Em vez dos mais encorpados, entram em cena, os vinhos leves e refrescantes: espumantes, brancos, rosados e tintos sem passagem por madeira.

Nas adegas sugiro que você escolha rótulos de safras novas. Estes terão mais acidez e, consequentemente, um maior frescor. Não esqueça também de verificar o teor alcoólico. Quanto mais baixo (13% é o ideal), menor será a sensação de calor. Em geral, os vinhos de Verão são mais fáceis de beber e mais baratos.

Para que você tenha uma maior percepção de aromas e sabores, a temperatura é um fator fundamental. Se o vinho é provado muito gelado, além de ter seus aromas anulados, deixa mais evidente a sensação de amargor e dos taninos, no caso dos tintos. Se é servido quente, o álcool fica mais perceptível. Nesse momento, um balde de gelo, é acessório indispensável.

Espumante (Temperatura de serviço 6º a 8º C)

Apesar do champagne ser mundialmente conhecido e reverenciado, os espumantes nacionais também apresentam um frescor surpreendente.

Branco (Temperatura de serviço 10º a 12ºC)

Indico Sauvignon Blanc chileno, Chardonnay Brasileiro, Vinhos Verdes de Portugal, Torrontes Argentino, Muscadet Francês, leves e refrescantes. Considerando a acidez como a maior qualidade de um vinho branco, opte sempre por novas safras.

Rosé (Temperatura de serviço entre 10º a 12º C)

São elaborados com uvas tintas e vinificados com a casca por pouco tempo, só para aferir uma cor à bebida. O resultado são vinhos delicados como os brancos, aromáticos, porém com mais estrutura no paladar, o que os tornam capazes de acompanhar pratos mais estruturados.

Tinto leve (Temperatura de serviço 14º C)

Tintos leves, de boa acidez e com pouca carga tânica são os mais indicados. Ex: Pinot Noir, Gamay, Tempranillo, Bonarda também são boas opções.

 

Adolfo Lona Brut – Brasil – R$ 33 – Espaço Doc

  • Visual amarelo claro brilhante, borbulhas médias e pequenas com boa persistência. Aromas lembram fermento de pão, frutado e floral. O paladar mostra cremosidade média, boa fruta, fresco, intenso e uma acidez equilibrada.

Castellroig Cava Brut Corte – Espanha – R$ 74 – Grand Cru

  • Um belíssimo espumante espanhol, elaborado com um corte de uvas Macabeo, Parellada, Xarel·lo. Aroma cítrico com notas de macã, pêra e algum tostado e mineral. Paladar seco e estruturado, ótima acidez e cremosidade.  

Duque de Campo Branco 2012 – Espanha – R$ 30 – Espaço Doc

  • Elaborado com as uvas Viura (80%) e Sauvignon Blanc (20%), apresenta um visual amarelo palha com reflexos verdes. Amora de frutas frescas, como maçã e pêssego. Na boca é frutado e tem acidez equilibrada e bem integrada.

Dadivas Pinot Noir 2012 – Brasil – R$ 42,90 – OK Hipermercado

  • Eleito pela revista inglesa Decanter como um dos seis melhores vinhos brasileiros, esse Pinot Noir além de ótimo preço mostra muita tipicidade com notas de frutas vermelhas maduras, com algumas nuances florais. Paladar macio, fresco e redondo. Um vinho fácil de beber e de agradar.

Tapada do Fidalgo Rosé 2012 – Portugal – R$ 35 – Carone

  • Esse rótulo, muito elogiado na prova, mostrou um visual cereja vivo, aroma intenso, frutado, lembrando groselha. Continuou encantando na boca. Chamou atenção pela ótima acidez e frescor.  

Palmira Sauvignon Blanc 2012 – Chile – R$ 29 – Zanatta  

  • Aroma agradável, com frutas cítricas. Agrada pela ausência de herbáceo. Paladar leve, com textura macia e boa acidez. Para ser degustado sem maiores pretensões. Vinho para o dia-dia. 

Palmira Chardonnay 2012 – Chile – R$ 29 – Zanatta

  • Fresco, alegre, apresenta notas de frutas brancas, pêra, pêssego, cítricos e um leve mineral. Paladar leve, com acidez presente e equilibrado. Outro vinho para ser levado para praia ou piscina.

Crios Susana Balbo Torrontés 2012 – Argentina – R$ 46 – www.wine.com.br

  • Não podia faltar um torrontés argentino. Aroma fresco, com notas típicas florais, de rosas e lichia. O paladar é leve e fresco, com uma textura macia, ótima acidez. Elegante e de boa persistência.

A importadora Magnun trouxe ao Brasil os enólogos Rafael Tirado da vinícola chilena Laberinto (foto ponta esquerda) e Meinard Bloem da também chilena Lagar de Bezana (foto acima ponta direita). A primeira cidade visitada foi Vitória, e em seguida será Rio e São Paulo.

Em jantar realizado pela no Bristrô Ville du Vin na Praia do Canto, os enólogos receberam formadores de opinião para degustação onde foram apresentados os vinhos Laberinto Sauvignon Blanc Cenizas de Barlovento 2011, Laberinto Pinot noir 2010, Lagar de Bezana Cabernet Sauvignon 2008, Lagar de Bezana Aluvión Grand Reserva 2007 e o Lagar de Bezana Limited Edition 2007. Os vinhos foram acompanhados por pratos especiais preparados pelo Chef Tomate, como carpaccio de polvo, Steak Tartare e Pernil de cordeiro confitado ao vinho com risoto de funghi. A harmonização dos pratos com os vinhos brancos e tintos estava perfeita!, “second-me”. Para finalizar, uma sobremesa especial foi servida: Panna Cotta de Chocolate.

O empresário e proprietário da Importadora, Raphael Zanette (foto acima centro), também participou do evento e brindou com os convidados. Os vinhos já estão disponíveis na loja da Ville du Vin.

Segue minha avaliação pessoal abaixo:

Localizado na pré Cordilheira dos Andes, a 600 metros de altitude, as margens do lago Colbun, esse projeto fantástico de Rafael Tirado, um dos mais famosos e respeitados enólogos chilenos, tem apenas 18 hectares e uma gama de premiações e reconhecimentos. O nome Laberinto retrata os vinhedos de Rafael, que foram plantados em curvas e diferentes direções, para aproveitar a diversidade de solos e aumentar a exposição solar. Com isso as uvas e os vinhos ganham em estrutura e complexidade.

Laberinto Sauvignon Blanc Cenizas de Barlovento 2011 – 12,5% -R$ 94,00 – ST (93) Este é um dos melhores, OU O MELHOR, Sauvignon Blanc chileno que já provei até hoje. Já tinha provado a safra 2007, que era importado pela Casa do Porto, que ainda tenho algumas garrafas e está vivinho da silva. A atual safra 2011 levou 94 pontos (Descorchados 2012), mostrou as mesmas características, porem com uma acidez mais pronunciada pela idade. Visual amarelo esverdeado, aromas de cajá, leve grama e erva doce. O paladar é fresco, limpo e cítrico, com algum mineral e uma textura incomum para um Sauvignon Blanc.

Carpaccio de Polvo x Sauvignon Blanc

Laberinto Pinot noir 2010 – ST (90) – 13,5% – R$ 120,00 – Este Pinot foi a primeira vez que provei. Visual rubi claro, nariz intrigante aparecendo uma nota de fumaça, resina, prejudicando um pouco a fruta aparecer. Porem no paladar mostrou a que veio. Ótima acidez, gerando muito frescor, fruta limpa e fresca. Bom equilíbrio e um final de boca agradável.

Steak Tartare x Pinot Noir

A história da bodega Lagar de Bezana, iniciou na década de 90 quando o empresário Ricardo Benzanilla se aventura no mundo das vinhas e dos vinhos. Escolheu uma terra localizada no Alto Cachapoal, aos pés da Cordilheira dos Andes, 87 km ao sul de Santiago. O clima ameno e a variação de temperatura entre o dia e a noite, originam vinhos especiais, de terroir único. O holandês que foi para o Chile com 15 anos, Meinard Bloem, há um ano é enólogo da vinícola. Foi a sua primeira visita ao Brasil.

Lagar de Bezana Cabernet Sauvignon 2008 – 85% Cabernet e 15% Syrah – 14,4% – ST (88) – R$ 62,00 – Lagar de Bezana Aluvión Grand Reserva 2007 – 63% Syrah e 47% Cabernet – 14,5% – ST (90) – R$ 105,00 – Lagar de Bezana Limited Edition 2007 – ST (90+) – 100% Syrah – 14,5% – R$ 145,00.

  • Sobre os vinhos da vinícola Lagar de Bezana, achei muito parecidos. Nariz resinoso, com notas de frutas negras em calda, bastante extrato e alcoólicos. Todos com 14,5%. Diante dessas características indico primeiro uma aeração mínima de 1 hora, a fim de eliminar boa parte desse álcool. Segundo, procurar harmonizar com pratos untuosos, com bastante suculência. Outro fator interessante, e positivo, é a longevidade aparente desses vinhos. Levando em consideração que o álcool é um dos componentes essenciais na evolução de um vinho, além dos taninos e da acidez, recomento, apesar de já estarem em uma idade já avançada, um bom tempo de adega, climatizada é lógico!!!.

Pernil de cordeiro confitado ao vinho com risoto de funghi x os tintos da Lagar de Bezana, perfeito, como falei acima, precisa de pratos untuosos…rsrsrs!

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A vinícola Campos de Cima é uma propriedade familiar com mais de 150 anos, conhecida como uma “vinícola de mulheres“, por suas três proprietárias serem do sexo feminino e por ter mais de 50% da mão-de-obra formada por mulheres. Está localizada na Campanha Oriental do Rio Grande do Sul, Itaqui (RS). A região está associada ao paralelo 31, uma linha imaginária que corta países como Austrália, Nova Zelandia, Africa do Sul, Chile e Argentina, que é considerado o mais indicado para o plantio de uvas, por apresentar condições climáticas bem definidas. 

Dentro dos vinhos degustados da vinícola em recente viagem ao Sul, o espumante Campos de Cima Extra Brut me chamou bastante atenção. É elaborado com as variedades Chardonnay e Pinot Noir pelo método tradicional (champenoise), onde a segunda fermentação ocorre em garrafa.

Avaliação Pessoal: ST (90) – 12,5% – Chardonnay e Pinot Noir – R$ 35,00 – Site da vinícola ().

  • Visual amarelo palha, com bolhas pequenas e persistentes. Aromas de levedura, mineral, com toques de mel e frutas secas. Elegante e austero. Paladar com bom corpo e ótima acidez. Equilibrado. Persistência aromática longa, com notas de frutas secas e levedura. 

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Em recente encontro com produtores de Pinto Bandeira (RS), tive a oportunidade e o privilégio de provar em primeira mão, na companhia de Daniel Geisse e Carlos Abarzúa Espejo, os lançamentos da vinícola Cave Geisse: Cave Geisse Blanc de Blanc Brut Vintage 2009 e Cave Geisse Blanc de Noir Brut Vintage 2009.

Fundada em 1979 pelo chileno Mario Geisse (Ex Chandon do Brasil), a vinícola está localizada em Pinto Bandeira (RS), onde possui 76 hectares, dos quais 23 são apropriados para o cultivo de Chardonnay e Pinot Noir. A região tem boa amplitude térmica, é mais alta (750 metros de altitude) e mais fria do que o Vale e os vinhedos, com uma posição solar ideal para a produção dos vinhos.

No controle de doenças e pragas, é utilizada uma técnica desenvolvida no Chile pela empresa Lazo TPC (Thermal Pest Control), uma máquina de jato de ar quente que ativa as defesas naturais das plantas, diminuído o uso de agrotóxicos.

Para quem ainda não sabe os vinhos espumantes elaborados somente com uvas brancas Chardonnay são chamados de Blanc de Blancs, branco de brancas. E os Blanc de Noirs, menos frequentes, são elaborados somente com uva tinta, geralmente a Pinot Noir.

Perfeita sala de degustação da vinícola Aurora, onde foram apresentados os produtos.

Lançamento: Cave Geisse Blanc de Blanc Brut Vintage 2009 (12,5% de álcool e 8,5 gramas de açúcar por litro), 100% Chardonnay, foi elaborado pelo método tradicional (Champenoise), 28 meses de autólise.

  • Visual amarelo esverdeado, com bolhas pequenas, numerosas e persistentes. Nariz com notas de frutas secas, tropicais, floral, panificação e mel. Corpo médio, acidez é marcante, além de uma cremosidade muito agradável. Persistente, aromático, apresentou frescor e notas tostadas, sem amargor. 

Lançamento: Cave Geisse Blanc de Blanc Brut Vintage 2009 (12,5% de álcool e 8,5 gramas de açúcar por litro), 100% Pinot Noir, foi elaborado pelo método tradicional (Champenoise), por 28 meses em autólise.

  • Visual rosa claro de média intensidade com ótimo perlage. Nariz aberto de frutas vermelhas e brancas, toques florais e de fermento. Paladar estruturado, muito boa acidez e ótima cremosidade. Persistência aromática de boa intensidade, deixando um final bastante fresco.

Os Capixabas poderão encontrar em breve na Loja da Ville du Vin em Vitória ao preço de R$ 85,00 reais a garrafa.

*Viajei ao Rio Grande do Sul a convite do IBRAVIN, para mais uma edição do Projeto Imagem.

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Na noite desta terça-feira participei de um jantar harmonizado promovido pela dupla dinâmica Helio Massoni e Simey Santos, da Enótria, em parceria com a Importadora Vinci, no restaurante Mexido, aqui na capital capixaba. Para apresentar os vinhos esteve em vitória os representantes da importadora, Rafael Porto e Ederson Possatti, que deram conta do recado.

Filha do grande Nicolas Catena, o principal e mais respeitado nome do vinho argentino, Laura Catena é conhecida em todo mundo como embaixadora da uva Malbec. Estudou biologia em Harvard e medicina em Stanford, mas abandonou a medicina para dedicar-se a viniticultura em meados dos 90. É braço direito do pai nas Bodegas Catena Zapata como vice-presidente e ainda encontra tempo para dirigir suas próprias vinícolas, Luca (homenagem ao seu filho de mesmo nome) e La Posta. 

Os belos vinhos de Laura Catena

O cardápio foi desenvolvido pela equipe do restaurante mexido, comandada Chef Ana Beatriz Seguchi, junto ao Sommelier da Enótria Helio Massoni. Foi um show de qualidade, aonde a gastronomia formou uma parceria perfeita com os vinhos.

Prato: Mini dourado de brie com salada e redução de tangerina – (Nota 1000)

Começamos a noite com o Luca Chardonnay 2009 (uvas da Borgonha), R$ 149,00, ST (91). Passou por 12 meses em carvalho. Nariz com nota de abacaxi maduro, manteiga, damasco e mel. Paladar Cremoso, gordo, com ótima acidez dando suporte ao peso, com um final longo. Segundo Robert Parker, este soberbo branco é o candidato ao melhor Chardonnay da Argentina entra ano e sai ano, tendo merecido consecutivamente 92 pontos na safra de 2009. 

Prato: Camarões ao molho de ostra e gengibre (Picante)

Luca Pinot Noir 2009 (uvas da região de Pomar na França), R$ (149,00), ST (91). Aromas tradicionais de cereja, floral, terroso, taninos macios, ótima acidez, equilibrado. Aguentou bem o prato bastante picante. Recebeu 93 pontos de Robert Parker nessa safra de 2009, a nota mais alta concedida pelo crítico a um Pinot Noir argentino!  

Prato: Riso al Salto (rabada desfiada) – para comer de joelhos!

Luca Syrah Laborde Double Select 2009, R$ 142,00, ST (92). Visual perece petróleo, aromas de frutas maduras, couro e carne defumada, com notas de tostado de carvalho e especiarias. O paladar é rico, exuberante, com taninos bem estruturados, com fruta em compota e pimenta. Muito longo e persistente.

Prato: Escalope negro (no carvão), com legumes churrasqueados e purê de aipim. TOP

O quarto prato foi harmonizado com os dois vinhos TOP da vinícola; BESO DE DANTE 2009 (homenagem ao filho de meio de Laura Catena), R$ 189,00, ST (94), um corte de Cabernet Sauvignon (45%) e Malbec (55%), com uvas vale do Uco de 3 vinhedos diferentes,  um de Gualtallary com 1500 de altitude. Na taça mostra uma elegância incomum aos vinhos argentinos, muito cremoso, potente, um vinhaço.

O outro TOP é o LUCA MALBEC 2009, 100% Malbec, R$ 180,00, ST (91+), poderoso, mostra muita estrutura, gordo, porém com uma madeira destacada, que esconde a fruta tanto no nariz, quanto na boca. Mais vamos esperar, acho que mais uns 2 aninhos em garrafa essa madeira vai integrar.

Parfait de banana com chocolate, para fechar a noite com uma dose de glicolse!

MEXIDO RESTAURANTE - R Affonso Cláudio 259 lj 4 - Praia Canto – Vitória, ES | CEP: 29055-570 – Tel: 3315.80.92

Enótria – Av. Rio Branco, 1383 – Praia do Canto – Vitória-ES – 55 (27) 3345-8696 -  

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Undurraga Terroir Hunter Pinot Noir 2010 de Leyda acaba de ganhar na Decanter World Wine Awards a premiação MÁXIMA, levando o título de “BEST IN SHOW“, tendo sido eleito o melhor
Pinot Noir do mundo! Confira aqui.

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Caros seguidores do blog Vivendo a Vida. Em setembro estarei estreiando uma nova coluna na Revista Vocação Pública: “Entre Vinhos e Pratos“. E é claro não poderia  deixar de comunicar isso a vocês. 

Capeletti de frango x Aurora Pinot Noir 2012 por 22,00 na taça!

Recentemente recebi da assessoria de imprensa da vinícola brasileira Aurora, uma informação dando conta que o seu Varietal Pinot Noir 2012, um vinho de 22,00 reais na gondola dos supermercados aqui em vix, se destacou, sendo citado como o único Pinot Noir brasileiro entre os TOP 10 do concurso Wine Stars da London Wine Fair (a maior feira de vinhos da Inglaterra) publicado na revista Decanter, gerando muita expectativa.

A referência de qualidade do vinho com a uva Pinot Noir é a Borgonha, onde pequenos terrenos de vinhedos geram tesouros raros. Oregon, Califórnia, Nova Zelândia e Chile também produzem um bom Pinot Noir. Porém, a produção é bastante limitada, pois esta variedade é bastante peculiar com relação ao clima e ao solo.

No Brasil a Pinot Noir tem tido uma boa produção, porém se no mundo já difícil o seu produção, imagine aqui, com um clima desfavorável. Além de bons rótulos do Rio Grande do Sul, o estado de Santa Catarina também vem mostrando bons resultados.

Avaliação Pessoal:
Aurora Varietal Pinot Noir 2012 – Brasil – Bento Gonçalves – 100% Pinot Noir – 12 % – R$ 22,00 – ST (83)

  • Apesar de a expectativa ser maior que a primeira impressão na taça, tive paciência, e o vinho lentamente foi melhorando, entregando o que se propõe. Visual rubi de média intensidade. Aroma lembrando bala halls de cereja, paladar diluído, magro, acidez refrescante, tanicidade e álcool adequado, finalizando com predomínio de fruta, porém bastante curto. Um vinho simples, adequado a sua faixa de preço. Agora a harmonização com o Capeletti de frago foi nota 10, vale a pena conferir.

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