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Archive for the ‘ Chardonnay ’ Category

Viajar, provar, buscar informações, essa tem sido uma constante em minha vida ultimamente. Recentemente voltei a Bento Gonçalves, região maravilhosa, no qual me sinto muito bem, e pude visitar algumas vinícolas que ainda não conhecia. A primeira parada foi na Pizzato, no Vale dos Vinhedos, onde fui recebido gentilmente por Flávio Pizzato, um dos sócios da vinícola.


O início da Pizzato foi igual à de outras vinícolas da Serra Gaúcha, com a chegada de imigrantes italianos, que se instalaram na região e plantaram as primeiras videiras. No caso, a trajetória da empresa se iniciou com a vinda, em 1880, de Antonio Pizzato, originário da região italiana de Vicenza, no Vêneto. Depois dele, o negócio foi tocado pelo filho Giovanni, avô de Plínio Pizzato, que cultiva, além da paixão pelo vinho, o amor pela vitivinicultura. Foi ele o responsável por instalar a empresa – desde o final da década de 1960 – no Vale dos Vinhedos, e por produzir vinhos em escala comercial. Isso ocorreu em 1998, os filhos, Flavio, Flávia, Jane e Ivo, começaram a desenhar os rótulos da Pizzato. Desde então a vinícola se apresenta melhor estruturada e com vinhos de qualidade, impulsionada pelo seu grande destaque, a Merlot.


Espumantes elaborados pelo método tradicional


Sala de barricas


A área de produção

Entre os vinhos provados, acho que todos, os já consagrados, como o DNA99 e o Chardonnay (com e sem madeira) D.O (Denominação de Origem Vale dos Vinhedos) confirmaram a qualidade na taça. Os reservas, como o Cabernet Sauvignon, Tannat, Alicante Bouschet e o Merlot, surpreenderam. Já os rótulos da linha Fausto, elaborados com uvas provenientes de vinhedos PIZZATO em Dr. Fausto, localizados em Dois Lajeados, Serra Gaúcha, como o Fausto Brut, Fausto Demi Sec, Fausto Cabernet Sauvignon e a safra 2011 do Fausto Rosé Merlot, chamaram atenção. Provem e tirem as suas conclusões.

Visitas – Todos os dias das 10h às 17h e aos sábados e feriados das 10h às 18h. Mais informações pelo e-mail  ou pelos telefones: (54)3459.1155 e (54)3055.0440.

Casa Umare é um hotel boutique maravilhosamente restaurado no coração de Buenos Aires, que abriga um bistrô de mesmo nome, listado entre um dos 50 melhores restaurantes da América Latina. Foi esse o cenário para apresentação e prova de bons vinhos da Patagônia em minha recente viagem pelo país a convite da Wines of Argentina.


A noite começou com palestra sobre a região patagônica ministrada por Carolina Peter, diretora de exportações da Bodega Familia Schroeder.

Em resumo a Patagônia vinícola, localizada entre os paralelos 30 e 40 sul e formada pelas regiões de Neuquén e Rio Negro, a paisagem é de uma planície desértica, árida – o verde só aparece nas áreas irrigadas pelo Rio Negro, união dos rios Neuquén e Limary, que nascem na Cordilheira dos Andes. A região é muito fria, com grande amplitude térmica, em torno de 20 graus, o que favorece a lenta maturação das uvas, e com pouca chuva, o que ajuda a sanidade da fruta. Algumas videiras quase centenárias convivem com plantas novas. Entre as variedades, há não só a emblemática Malbec, mas a Pinot Noir e a Cabernet Franc, cepas que se adaptaram muito bem ao clima. Seus vinhos impressionam pela grande elegância, riqueza de aromas, sabores, com uma acidez viva, o que confere um excelente potencial de guarda.

Ao termino da palestra segui junto dos colegas Didu Russo (www.didu.com.br), Beto Gerosa (www.vinho.ig.com.br) e Deco Rossi (www.enodeco.com.br), para uma sala em anexo, onde tivemos a oportunidade de provar vários rótulos de quatro bodegas da região, Humberto Canale, Malma, Fin del Mundo, Desierto e Família Schroeder.

  • Humberto Canale Pinot Noir 2011 – ST (88)
  • Humberto Canale Old Vineyard Malbec 2011 – ST (87)
  • Humberto Canale Old Vineyard Riesling 2013 – Destaque – ST (90)

  • Malma Pinot Noir 2012 – ST (85)
  • Malma Malbec Reserva de Família 2011 – Destaque – ST (89)
  • Malma Universo Malbec 2009 – ST (87)

  • Bodefa Fin del Mundo Reserva 2012 – ST (86)
  • Bodega Fin Cabernet Franc 2009 – Destaque – ST (89)
  • Bodega Fin del Mundo Special Blend 2009 – ST (87)


  • Desierto 25 Chardonnay 2012 – ST (86)
  • Desierto Pampa Malbec 2009 – ST (87)
  • Desierto 25 CS/MBC/SYR 2011 – ST (87)
  • Desierto 25 Cabernet Sauvignon 2011 – Destaque – ST (91+)

  • Saurus Barrel Fermented Pinot Noir 2011 – ST (87)
  • Saurus Barrel Fernented Malbec 2012 – ST (89)
  • Família Schroeder S 2009 – Destaque – ST (90)

Fechamos a noite apreciando a bela gastronomia do restaurante Casa Umare, que tem como Chef Darío Gualtieri, considerado uma referencia local. Trabalhou junto com Francis Malman, entre outras figuras conhecidas da gastronomia, tanto em Buenos Aires e São Paulo.

Todos os detalhes e contato do Hotel & Bistrô, aqui: http://casaumare.com/home/

Texto publicado originalmente na coluna Vivendo a Vida | Caderno Prazer & Cia | Jornal A Gazeta

A degustação de vinhos é normalmente associada à estação mais fria do ano. Mas isso não impede que a bebida seja apreciada no verão. Em vez dos mais encorpados, entram em cena, os vinhos leves e refrescantes: espumantes, brancos, rosados e tintos sem passagem por madeira.

Nas adegas sugiro que você escolha rótulos de safras novas. Estes terão mais acidez e, consequentemente, um maior frescor. Não esqueça também de verificar o teor alcoólico. Quanto mais baixo (13% é o ideal), menor será a sensação de calor. Em geral, os vinhos de Verão são mais fáceis de beber e mais baratos.

Para que você tenha uma maior percepção de aromas e sabores, a temperatura é um fator fundamental. Se o vinho é provado muito gelado, além de ter seus aromas anulados, deixa mais evidente a sensação de amargor e dos taninos, no caso dos tintos. Se é servido quente, o álcool fica mais perceptível. Nesse momento, um balde de gelo, é acessório indispensável.

Espumante (Temperatura de serviço 6º a 8º C)

Apesar do champagne ser mundialmente conhecido e reverenciado, os espumantes nacionais também apresentam um frescor surpreendente.

Branco (Temperatura de serviço 10º a 12ºC)

Indico Sauvignon Blanc chileno, Chardonnay Brasileiro, Vinhos Verdes de Portugal, Torrontes Argentino, Muscadet Francês, leves e refrescantes. Considerando a acidez como a maior qualidade de um vinho branco, opte sempre por novas safras.

Rosé (Temperatura de serviço entre 10º a 12º C)

São elaborados com uvas tintas e vinificados com a casca por pouco tempo, só para aferir uma cor à bebida. O resultado são vinhos delicados como os brancos, aromáticos, porém com mais estrutura no paladar, o que os tornam capazes de acompanhar pratos mais estruturados.

Tinto leve (Temperatura de serviço 14º C)

Tintos leves, de boa acidez e com pouca carga tânica são os mais indicados. Ex: Pinot Noir, Gamay, Tempranillo, Bonarda também são boas opções.

 

Adolfo Lona Brut – Brasil – R$ 33 – Espaço Doc

  • Visual amarelo claro brilhante, borbulhas médias e pequenas com boa persistência. Aromas lembram fermento de pão, frutado e floral. O paladar mostra cremosidade média, boa fruta, fresco, intenso e uma acidez equilibrada.

Castellroig Cava Brut Corte – Espanha – R$ 74 – Grand Cru

  • Um belíssimo espumante espanhol, elaborado com um corte de uvas Macabeo, Parellada, Xarel·lo. Aroma cítrico com notas de macã, pêra e algum tostado e mineral. Paladar seco e estruturado, ótima acidez e cremosidade.  

Duque de Campo Branco 2012 – Espanha – R$ 30 – Espaço Doc

  • Elaborado com as uvas Viura (80%) e Sauvignon Blanc (20%), apresenta um visual amarelo palha com reflexos verdes. Amora de frutas frescas, como maçã e pêssego. Na boca é frutado e tem acidez equilibrada e bem integrada.

Dadivas Pinot Noir 2012 – Brasil – R$ 42,90 – OK Hipermercado

  • Eleito pela revista inglesa Decanter como um dos seis melhores vinhos brasileiros, esse Pinot Noir além de ótimo preço mostra muita tipicidade com notas de frutas vermelhas maduras, com algumas nuances florais. Paladar macio, fresco e redondo. Um vinho fácil de beber e de agradar.

Tapada do Fidalgo Rosé 2012 – Portugal – R$ 35 – Carone

  • Esse rótulo, muito elogiado na prova, mostrou um visual cereja vivo, aroma intenso, frutado, lembrando groselha. Continuou encantando na boca. Chamou atenção pela ótima acidez e frescor.  

Palmira Sauvignon Blanc 2012 – Chile – R$ 29 – Zanatta  

  • Aroma agradável, com frutas cítricas. Agrada pela ausência de herbáceo. Paladar leve, com textura macia e boa acidez. Para ser degustado sem maiores pretensões. Vinho para o dia-dia. 

Palmira Chardonnay 2012 – Chile – R$ 29 – Zanatta

  • Fresco, alegre, apresenta notas de frutas brancas, pêra, pêssego, cítricos e um leve mineral. Paladar leve, com acidez presente e equilibrado. Outro vinho para ser levado para praia ou piscina.

Crios Susana Balbo Torrontés 2012 – Argentina – R$ 46 – www.wine.com.br

  • Não podia faltar um torrontés argentino. Aroma fresco, com notas típicas florais, de rosas e lichia. O paladar é leve e fresco, com uma textura macia, ótima acidez. Elegante e de boa persistência.

No dia 28 de setembro tive a oportunidade de conhecer vários rótulos brasileiros no CIC (Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves), evento intitulado “Volta ao Brasil Vitivinícola em sessenta minutos“. Por lá apesar do tempo curto pude provar com atenção a linha de espumantes e um chardonnay da vinícola Quinta Don Bonifácio.

Quinta Don Bonifácio é uma vinícola familiar, comandada pelos irmãos Marina e Gonçalo Libardi (foto acima). Está situada a 800 metros de altitude em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul. O projeto nasceu no ano de 2000 com a construção do Vinhedo Santa Lúcia e do Vinhedo São Francisco.

A produção teve inicio em 2007, e hoje gira em tordo de 150 mil garrafas ano, estando focada na elaboração de espumantes, que domina com 80% desse total, demonstrando o que há de melhor em nosso terroir.

A linha básica é composta de 4 rótulos, Moscatel, Brut, Rosé, Brut Rosé. Provei dois rótulos, vamos a eles:

Quinta Don Bonifácio Brut – 12% – ST (87)
- Elaborado pelo método Charmat, é um corte de Merlot e Chardonnay. Apresenta um visual amarelo palha, límpido e brilhante, perlage intensa, bolhas pequenas e persistentes. O aroma tem notas de frutas como melão e maça, com um fundo de leveduras. Paladar com toque aveludado, boa fruta, equilibrado e um final persistente. Uma beleza de espumante. R$ 39,00.

Quinta Don Bonifácio Brut Rosé – 12% – ST (87)
– Um corte inusitado de Chardonnay, Merlot e Sangiovese. Visual tendendo a cereja, límpido e brilhante, com perlage fina e pesistente. No nariz destaca as notas de frutas vermelhas, como morango e framboesa. O paladar é fresco com notas frutadas.

A linha Habitat é composta por 6 rótulos, Cabernet, Merlot, Licoroso, Champanoise, Brut Rosé e um Chardonnay. Provei dois rótulos, Champenoise e o Chardonnay (tranquilo).

Quinta Don Bonifácio Brut Champenoise 2009 – 12% – ST (90)
– Elaborado pelo método Champenoise, o mesmo usado por espumantes da região de Champagne, com as uvas Chardonnay 50% e Pinot Noir 50%. Permaneceu por 18 meses em contato com as leveduras. Foi o grande destaque na ExpoVinis 2012, classificado como TOP TEN. Apresenta um visual amarelo palha, límpido e brilhante, perlage intensa, bolhas finíssimas e persistente. Aroma complexo e delicado lembrando amêndoas, mel, leveduras e panificação. Agradável sensação de boca, fresco, equilibrado, com notas confirmando o nariz. Um espumante que impressiona pela sua qualidade. R$ 65,00.

Quinta Don Bonifácio Chardonnay – 13,5% – ST (88)
– Elaborado com 100% da uva Chardonnay e fermentado em tanque de inox. Apresenta um visual amarelo claro, límpido e brilhante. No nariz notas de frutas tropicais, bem como toques levemente amanteigados e de amêndoa. Na paladar o corpo é médio, com bom equilíbrio do álcool e a acidez, boa concentração de frutas, e com boa persistência. Agradável surpresa. R$ 55,00.

No Espirito Santo
a linha da Quinta Don Bonifácio pode ser encontrada na Casa do Porto de Vila Velha, fale com o Gil. Avenida Champagnat, 107, Praia da Costa Vila Velha – ES, 29100-010 – Telefone: 27 3329-3518

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Bom dia meus amigos, hoje é dia de #CBE (Confraria Brasileira de Enoblogs). A brincadeira é a seguinte. Todos os meses um confrade, blogueiro, escolhe um tema. A partir dai compramos as nossas garrafas e provamos, postando nossas impressões no primeiro dia de cada mês. Esse mês quem escolheu o tema foi o Blog Vivendo a Vida, “um vinho branco brasileiro, qualquer uva e preço”.

O vinho que escolhi foi o Don Laurindo Chardonnay 2011 que provei em recente visita a vinícola. É um 100% chardonnay que já ostenta no rótulo a D.O (Denominação de Origem). O Vale dos Vinhedos foi a primeira região com classificação de Denominação de Origem (DO) de vinhos no país. Sua norma estabelece que toda a produção de uvas e o processamento da bebida seja realizada na região delimitada do Vale dos Vinhedos. A DO também apresenta regras de cultivo e de processamento mais restritas que as estabelecidas para a Indicação de Procedência (IP), em vigor até a obtenção do registro da DO, outorgado pelo INPI. Um dessas normas determinam que a chardonnay tenha mínimo de 85% da variedade e tb mínimo de 11%, em volume. A chaptalização e a concentração dos mostos não são permitidas. Em anos excepcionais o Conselho Regulador da Aprovale poderá permitir o enriquecimento em até um grau. Poderá haver a passagem dos vinhos por barris de carvalho, mas não serão autorizados “chips” e lascas ou pedaços de madeira.

Avaliação Pessoal: ST *86 – Don Laurindo Reserva Chardonnay 2011 – 12% – R$ 36,00Aqui

Na taça o visual mostra um amarelo brilhante, nariz franco apresentando uma salada de frutas com notas de abacaxi, pêssego, maça verde e melão. Também achei notas florais. O paladar é seco, com boa concentração de fruta e uma certa mineralidade. Bom suporte de acidez, equilibrado, gerando bom frescor. Persistência média. Um vinho leve, fresco, ideal para esse calorão que está fazendo.

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Dando seguimento aos comentários da viagem ao Sul do Brasil, falo hoje um pouco sobre a visita a vinícola Casa Venturini. A vinícola está localizada coração da Serra Gaúcha, interior de Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul. Terra do Galo, lugar onde as tradições e mitos da imigração italiana foram preservados.

A história da vinícola começou em 1989, com uma estrutura familiar antiga, que nasceu na região nos anos 1970. No final dos anos 1980, uma joint-venture de São Paulo juntamente com um enólogo gaúcho assume a vinícola. Com o passar dos anos, a vinícola passou por uma cuidadosa reestruturação, porém mantendo suas características originais. Tudo de olho na qualidade, mas sem perder a herança cultural.

Em 1997, com nova mudança societária, a empresa passa a chamar-se Góes & Venturini. Em 2001, começa a produção da linha de vinhos finos, colocando no mercado produtos que posteriormente passariam a ser premiados em todo o mundo.

Em 2009, ao completar 20 anos, o empreendimento inicia uma nova etapa abrindo o parque vitivinícola para visitação turística, entrando no enoturismo do Brasil.

Felipe Bebber enólogo da vinícola.

Como estávamos com pouco tempo para a visita, partimos direto para a degustação de um de seus melhores vinhos, uma vertical do Chardonnay coma as safras de 2007, 2008, 2009, 2010, 2011 e a 2012, um verdadeiro privilégio.

Super premiado o Casa Venturini Chardonnay pelo 4º ano consecutivo fica entre as 16 amostras mais representativas da Avaliação Nacional de Vinhos, o evento mais importante do Brasil, no qual tive o privilégio de participar este ano. O melhor de tudo, o vinho custa R$29 na vinícola.

Não vou aqui fazer uma descrição individual dos vinhos. Achei todos muito parecidos, com notas de melão, banana e abacaxi. Na boca, um corpo médio, bom equilíbrio entre a acidez e álcool, sem amargor final. Retrogosto frutado, confirmando as notas do nariz e uma persistência final média. Destaque para a safra 2012 que apresentou bastante frescor, lógico, pela sua juventude.

Outro vinho degustado foi o Casa Venturini Tannat 2009, que também na Avaliação Nacional, figurou entre os 30% mais representativas (SAFRA 2012). Um vinho com bastante estrutura, com 18 meses em barricas de carvalho, aromas de boa intensidade, fruta escura, tostado, toque animal. Vinho seco, acidez correta, equilibrado em álcool, corpo médio, tânico, com final de média persistência. Custa também R$29,00 na vinícola.

Viajei ao Rio Grande do Sul a convite do IBRAVIN, para mais uma edição do Projeto Imagem.

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A vinícola Campos de Cima é uma propriedade familiar com mais de 150 anos, conhecida como uma “vinícola de mulheres“, por suas três proprietárias serem do sexo feminino e por ter mais de 50% da mão-de-obra formada por mulheres. Está localizada na Campanha Oriental do Rio Grande do Sul, Itaqui (RS). A região está associada ao paralelo 31, uma linha imaginária que corta países como Austrália, Nova Zelandia, Africa do Sul, Chile e Argentina, que é considerado o mais indicado para o plantio de uvas, por apresentar condições climáticas bem definidas. 

Dentro dos vinhos degustados da vinícola em recente viagem ao Sul, o espumante Campos de Cima Extra Brut me chamou bastante atenção. É elaborado com as variedades Chardonnay e Pinot Noir pelo método tradicional (champenoise), onde a segunda fermentação ocorre em garrafa.

Avaliação Pessoal: ST (90) – 12,5% – Chardonnay e Pinot Noir – R$ 35,00 – Site da vinícola ().

  • Visual amarelo palha, com bolhas pequenas e persistentes. Aromas de levedura, mineral, com toques de mel e frutas secas. Elegante e austero. Paladar com bom corpo e ótima acidez. Equilibrado. Persistência aromática longa, com notas de frutas secas e levedura. 

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Em recente encontro com produtores de Pinto Bandeira (RS), tive a oportunidade e o privilégio de provar em primeira mão, na companhia de Daniel Geisse e Carlos Abarzúa Espejo, os lançamentos da vinícola Cave Geisse: Cave Geisse Blanc de Blanc Brut Vintage 2009 e Cave Geisse Blanc de Noir Brut Vintage 2009.

Fundada em 1979 pelo chileno Mario Geisse (Ex Chandon do Brasil), a vinícola está localizada em Pinto Bandeira (RS), onde possui 76 hectares, dos quais 23 são apropriados para o cultivo de Chardonnay e Pinot Noir. A região tem boa amplitude térmica, é mais alta (750 metros de altitude) e mais fria do que o Vale e os vinhedos, com uma posição solar ideal para a produção dos vinhos.

No controle de doenças e pragas, é utilizada uma técnica desenvolvida no Chile pela empresa Lazo TPC (Thermal Pest Control), uma máquina de jato de ar quente que ativa as defesas naturais das plantas, diminuído o uso de agrotóxicos.

Para quem ainda não sabe os vinhos espumantes elaborados somente com uvas brancas Chardonnay são chamados de Blanc de Blancs, branco de brancas. E os Blanc de Noirs, menos frequentes, são elaborados somente com uva tinta, geralmente a Pinot Noir.

Perfeita sala de degustação da vinícola Aurora, onde foram apresentados os produtos.

Lançamento: Cave Geisse Blanc de Blanc Brut Vintage 2009 (12,5% de álcool e 8,5 gramas de açúcar por litro), 100% Chardonnay, foi elaborado pelo método tradicional (Champenoise), 28 meses de autólise.

  • Visual amarelo esverdeado, com bolhas pequenas, numerosas e persistentes. Nariz com notas de frutas secas, tropicais, floral, panificação e mel. Corpo médio, acidez é marcante, além de uma cremosidade muito agradável. Persistente, aromático, apresentou frescor e notas tostadas, sem amargor. 

Lançamento: Cave Geisse Blanc de Blanc Brut Vintage 2009 (12,5% de álcool e 8,5 gramas de açúcar por litro), 100% Pinot Noir, foi elaborado pelo método tradicional (Champenoise), por 28 meses em autólise.

  • Visual rosa claro de média intensidade com ótimo perlage. Nariz aberto de frutas vermelhas e brancas, toques florais e de fermento. Paladar estruturado, muito boa acidez e ótima cremosidade. Persistência aromática de boa intensidade, deixando um final bastante fresco.

Os Capixabas poderão encontrar em breve na Loja da Ville du Vin em Vitória ao preço de R$ 85,00 reais a garrafa.

*Viajei ao Rio Grande do Sul a convite do IBRAVIN, para mais uma edição do Projeto Imagem.

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Por Marcos Fonseca – Leyda Chardonnay Lot 5 “Wild Yeasts” 2007 – 14%.

Costumava gostar desse vinho. Um típico Chardonnay estilo NM, com fruta pungente, manteiga, uma leve tosta, tudo muito bem contrabalançado por boa acidez e até um traço mineral. Dessa vez não supriu as expectativas. Senti falta de uma acidez mais presente, item fundamental pra que o vinho se mantenha equilibrado e vivo. Sem isso ele fica um pouco chato. Conclusão: Vinho pra se beber bastante jovem (arriscaria dizer até uns 3 anos de idade) enquanto ter verve suficiente pra dar conta dos excessos.

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Na noite desta terça-feira participei de um jantar harmonizado promovido pela dupla dinâmica Helio Massoni e Simey Santos, da Enótria, em parceria com a Importadora Vinci, no restaurante Mexido, aqui na capital capixaba. Para apresentar os vinhos esteve em vitória os representantes da importadora, Rafael Porto e Ederson Possatti, que deram conta do recado.

Filha do grande Nicolas Catena, o principal e mais respeitado nome do vinho argentino, Laura Catena é conhecida em todo mundo como embaixadora da uva Malbec. Estudou biologia em Harvard e medicina em Stanford, mas abandonou a medicina para dedicar-se a viniticultura em meados dos 90. É braço direito do pai nas Bodegas Catena Zapata como vice-presidente e ainda encontra tempo para dirigir suas próprias vinícolas, Luca (homenagem ao seu filho de mesmo nome) e La Posta. 

Os belos vinhos de Laura Catena

O cardápio foi desenvolvido pela equipe do restaurante mexido, comandada Chef Ana Beatriz Seguchi, junto ao Sommelier da Enótria Helio Massoni. Foi um show de qualidade, aonde a gastronomia formou uma parceria perfeita com os vinhos.

Prato: Mini dourado de brie com salada e redução de tangerina – (Nota 1000)

Começamos a noite com o Luca Chardonnay 2009 (uvas da Borgonha), R$ 149,00, ST (91). Passou por 12 meses em carvalho. Nariz com nota de abacaxi maduro, manteiga, damasco e mel. Paladar Cremoso, gordo, com ótima acidez dando suporte ao peso, com um final longo. Segundo Robert Parker, este soberbo branco é o candidato ao melhor Chardonnay da Argentina entra ano e sai ano, tendo merecido consecutivamente 92 pontos na safra de 2009. 

Prato: Camarões ao molho de ostra e gengibre (Picante)

Luca Pinot Noir 2009 (uvas da região de Pomar na França), R$ (149,00), ST (91). Aromas tradicionais de cereja, floral, terroso, taninos macios, ótima acidez, equilibrado. Aguentou bem o prato bastante picante. Recebeu 93 pontos de Robert Parker nessa safra de 2009, a nota mais alta concedida pelo crítico a um Pinot Noir argentino!  

Prato: Riso al Salto (rabada desfiada) – para comer de joelhos!

Luca Syrah Laborde Double Select 2009, R$ 142,00, ST (92). Visual perece petróleo, aromas de frutas maduras, couro e carne defumada, com notas de tostado de carvalho e especiarias. O paladar é rico, exuberante, com taninos bem estruturados, com fruta em compota e pimenta. Muito longo e persistente.

Prato: Escalope negro (no carvão), com legumes churrasqueados e purê de aipim. TOP

O quarto prato foi harmonizado com os dois vinhos TOP da vinícola; BESO DE DANTE 2009 (homenagem ao filho de meio de Laura Catena), R$ 189,00, ST (94), um corte de Cabernet Sauvignon (45%) e Malbec (55%), com uvas vale do Uco de 3 vinhedos diferentes,  um de Gualtallary com 1500 de altitude. Na taça mostra uma elegância incomum aos vinhos argentinos, muito cremoso, potente, um vinhaço.

O outro TOP é o LUCA MALBEC 2009, 100% Malbec, R$ 180,00, ST (91+), poderoso, mostra muita estrutura, gordo, porém com uma madeira destacada, que esconde a fruta tanto no nariz, quanto na boca. Mais vamos esperar, acho que mais uns 2 aninhos em garrafa essa madeira vai integrar.

Parfait de banana com chocolate, para fechar a noite com uma dose de glicolse!

MEXIDO RESTAURANTE - R Affonso Cláudio 259 lj 4 - Praia Canto – Vitória, ES | CEP: 29055-570 – Tel: 3315.80.92

Enótria – Av. Rio Branco, 1383 – Praia do Canto – Vitória-ES – 55 (27) 3345-8696 -  

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