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Archive for the ‘ Lojas de Vinho ’ Category

Vila Velha ganhou, há menos de um mês, um novo espaço para os apreciadores da bebida de Baco. É a Wine Spot, que reúne em seu espaço loja de vinhos e mercearia gourmet, no Shopping Vila Velha. O comando é de Gilberto Faria, que soma mais de 20 anos no mercado de vinhos, e Helio Massoni (Ex-Enótria e Perim), com 10 anos de carreira como sommelier.

Na nova adega é possível encontrar em torno de 800 rótulos, de 15 paises, em uma seleção que inclui produtores conhecidos e algumas raridades. A casa conta com uma Enomatic, máquina que permite o fracionamento de vinhos, com opção de até quatro rótulos, em acondicionamento e temperatura perfeitos.

A loja conta com um espaço destinado a cursos, palestras, confrarias, jantares harmonizados e eventos em geral. Também são encontradas por lá bebidas como: whisky, rum, vodka, conhaque e cervejas artesanais.

Para acompanhar os goles, há uma seleção especial de frios, embutidos, queijos, conservas, azeites e menu com pratos personalizados, feito com a consultoria da chef Isaura Caliari.

Sugestões de harmonização: Tapas de Queijos (Ibérico, Manchego e Cabra) RS 38,90 x Vinho Viu Manent Reserva Estate Cabernet Sauvignon. RS 49,90 – Queijo Granapadano com mel, RS 36,00 x Vinho – Nero D ‘avola Borgo Sanleo IGT, RS 48,00, Para sobremesa, Folhado de amoras RS 18,00 x Vinho Espumante Stravaganzza Don Giovanni Moscatel, RS 43,90.

O cliente ainda encontra uma vasta linha de acessórios. Em breve será inaugurado um quiosque com uma maior variedade de vinho em taça. Falaremos em breve.

Endereço: Shopping Vila Velha – Piso L2 – Vila Velha – ES – Telefone: (27) 3533.2173

Redação oficializada nesta segunda-feira aborda aspectos normativos, de rotulagem, fiscalização e denominação. Dirigentes avaliam como positivas as alterações

A publicação do novo decreto que regulamenta a Lei do Vinho nesta segunda-feira (24), no Diário Oficial da União (DOU), sob n. 8.198/2014, deve trazer segurança jurídica e esclarecer pontos importantes sobre a produção de vinhos, sucos, espumantes e derivados no país. A versão atualizada aborda aspectos como a normatização, rotulagem, fiscalização, denominação, certificação quanto à origem, entre outros itens. Uma importante alteração está relacionada aos limites de correção – também denominada de chaptalização – dos mostos e o reconhecimento de novas zonas de produção vitivinícola em 10 estados brasileiros (RS, SC, PR, SP, MG, ES, MT, GO, BA e PE).

Segundo a assessora jurídica do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Kelly Bruch, no novo decreto há uma definição clara de quais produtos são abrangidos pelo regulamento: todos os derivados da uva e do vinho que têm como origem o vinho ou a uva em percentuais acima de cinquenta por cento. “Com exceção expressa aos refrigerantes e ao néctar, inclusive quando este passar a ter obrigatoriamente 50% de suco de uva”, completa.

Para a assessora outro diferencial foi harmonizar os padrões de identidade e qualidade complementares dos vinhos e espumantes quanto ao teor de açúcar, equiparando estes às regras do Mercosul. A partir e agora passa a existir oficialmente o espumante denominado Nature, com a especificação dos índices de glicose por litro para esta categoria e para as classificadas como extra-brut, brut e demi-sec. Neste aspecto também foram regulamentados os índices de açúcar residual para os vinhos tipo seco e suave tanto de mesa como fino.

Kelly explica que, com relação à expedição da Guia de Livre Trânsito, a obrigatoriedade se restringiu aos vinhos e derivados da uva e do vinho comercializados a granel. O decreto também estabelece que é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a responsabilidade pela fixação de normas para o transporte do vinho a granel, pelo cadastramento vitivinícola, de instaurar e julgar processos administrativos relacionados à infrações previstas no Decreto do Vinho. “Foram alterações na lei que contemplam algumas práticas já adotadas pelo Mapa”, avalia. “Também tornou mais clara a possibilidade do Ministério firmar convênios com órgãos e entidades públicas para delegar a execução de algumas competências a si atribuídas, como, por exemplo, o cadastro vitivinícola”, explica.

Simplificação nos Registros

Com relação ao registro do estabelecimento e do produto, o decreto estabelece diretrizes gerais, deixando-se para um ato administrativo complementar a regulamentação mais específica, que indique os documentos que deverão ser fornecidos, por exemplo. O período de validade dos registros foi mantido em 10 anos, mas o Decreto determina que este não se constitui em um direito adquirido, devendo o produtor adaptar-se sempre que uma nova legislação for implementada.

Outra novidade é permitir que o produtor elabore ou engarrafe vinhos, espumantes e derivados da uva e do vinho em estabelecimentos de terceiros, mediante contrato de prestação de serviços. Nesse caso, a opção por constar o nome do prestador de serviço no rótulo, a responsabilidade pelos produtos e a garantia de que esses possam ser rastreados é do próprio produtor. 

Um item específico regulamenta o registro de produtores de vinhos e derivados que não possuem a formalização individual feito através da associação em cooperativas estabelecendo as diretrizes gerais para o seu funcionamento. Para o diretor executivo da Federação das Cooperativas Vinícolas do Estado do Rio do Grande do Sul (Fecovinho), Hélio Marchioro, essa medida traz segurança jurídica para todo o setor. “A partir de agora temos uma agenda para trabalhar, com regulamentações que vínhamos buscando há bastante tempo”, diz.    

Rotulagem e chaptalização dos mostos

Para o diretor técnico do Ibravin, Leocir Bottega, o decreto traz avanços importantes quanto aos limites de correção dos vinhos – também conhecida como chaptalização dos mostos e sobre a rotulagem. Bottega explica que a nova regra estabelece escalonamentos por datas e por tipo de produtos. Fica estabelecido, por exemplo, o índice de 2% de álcool durante os quatro anos após a publicação do decreto e de 1% depois do quinto ano para vinhos com graduação alcoólica de 10° a 13°, elaborados com vitis vinifera. Esta regra tem uma graduação diferenciada quando aplicada aos vinhos de mesa elaborados com uvas híbridas e americanas. Como contrapartida, foi criado um item que prevê que, em situações excepcionais, o Mapa poderá aumentar a correção para até 3%, índice em vigência atualmente.

Quanto à rotulagem, o decreto adota uma definição mais detalhada, estabelecendo que todas as partes da embalagem ou de qualquer material utilizado, inclusive para vedação (rolhas), são compreendidas como rótulo. Também são acrescentados alguns itens obrigatórios, como a classificação do estabelecimento de industrialização, com relação à atividade, à frase de advertência conforme estabelecido em legislação especifica, ao prazo de validade e à identificação do lote ou partida. “Alguns desses itens, embora obrigatórios, encontravam-se em legislações esparsas e não no decreto do vinho. Uma alteração importante é exigir as mesmas regras também para os importados”, opina Bottega. Além disso, a partir de agora, também será possível regulamentar, por meio de Instruções Normativas, o uso de termos qualitativos como Reserva e Gran Reserva nos rótulos nacionais.

O anúncio da publicação do Decreto foi feito pela presidenta Dilma Rousseff durante a participação na abertura oficial da Festa Nacional da Uva, em Caxias do Sul, na última quinta-feira (20). Entretanto, a publicação foi efetivada ontem, ao invés da sexta-feira (21), como ela havia divulgado. O decreto que regulamenta a Lei do Vinho é um antigo pleito do setor, que vem aguardando sua publicação desde 2008. Ele fará o detalhamento da Lei do Vinho n. 7678/1988, que foi atualizada em 2004 pela Lei n. 10.970, com o objetivo de buscar a harmonização da legislação brasileira ao Regulamento Vitivinícola do Mercosul (GMC n. 45/96).