Texto publicado originalmente na coluna Vivendo a Vida | C2 + Prazer & Cia | Jornal A Gazeta

Embora o clima no Brasil peça vinhos mais leves e refrescantes no paladar, como os brancos, ainda há uma certa resistência na hora de aprecia-los. Que a nossa bebida favorita faz bem, principalmente os tintos, já sabemos. Mas isto não deveria ser uma justificativa para deixar os vinhos brancos de lado. É bom lembrar sobre “paradoxo francês” (fenômeno que intriga pesquisadores, em que franceses, mesmo comendo alimentos ricos em gordura, apresentam baixos índices de mortalidade por doenças coronarianas) vem de um país onde se produz e consome grande quantidade de vinhos brancos. Quem quiser outra justificativa para se render ao prazer dos vinhos brancos, tem essa: cientistas da Universidade de Milão, afirmaram que substâncias contidas nos brancos diminuem a propensão de doenças como artrite e osteoporose.

Existe uma ampla gama de vinhos brancos para vários paladares e várias ocasiões. Hoje, ficamos com os elaborados com a uva Sauvignon Blanc, originária de Bordeaux, na França, onde costuma ser mesclada à Sémillon, tanto nos vinhos secos, como nos vinhos de sobremesa, o Sauternes e o Barsac. Mas foi no Vale do Loire (Luar), na região central, onde uva se apresentou melhor com o nome de Pouilly-Fumé. Do outro lado do Rio Loire, Sancerre é outra denominação importante da Sauvignon Blanc, dando vinhos tão bons quanto. Nas duas apelações os vinhos têm características minerais, bastante frescos. 

Atualmente é cultivada em regiões do novo mundo, como Brasil, Chile, Califórnia, Australia e Nova Zelandia, conseguindo ótimos resultados, apresentando de acordo com os métodos de cultivo, solo e clima, diferentes notas no paladar. Em geral, exibem uma coloração amarela esverdeada, acidez elevada e aromas frutados (pêssego, maracujá, cajá e outras). É possível também perceber notas herbáceas, minerais e cítricas. Normalmente gera vinhos para serem consumidos jovens, já que não evoluem bem.

Na hora de harmonizar os brancos são mais versáteis e combinam com um leque maior de alimentos. Enquanto o tanino dos tintos é um fator complicador ao “brigar” com uma série de receitas, o que mesmo não acontece com os brancos. Além de saladas, frutos do mar, os brancos vão bem com aspargos, cozinha chinesa, japonesa, tailandesa, carpaccio ou um tartare de peixe, além de ceviches peruanos. São perfeitos com queijo de cabra. 

Chronos Reserva 2012 – Curico y Maipo – Chile – R$ 49,00 – Espaço DOC

  • Com uvas provenientes dos vales de Curicó e Maipo de altitude superior a 500 mts, esse sb ressalta aromas de frutas cítricas e ervas, com paladar refrescante e de boa persistência.     

Vicar’s Choice Sauvignon Blanc 2012 – Marlborough – Nova Zelândia – R$ 95,00 – Grand Cru

  • A Sauvignon Blanc é a grande casta da Nova Zelândia. Esse exemplar é leve e refrescante, com notas herbáceas, maçã verde e florais. Impossível não gostar.

Villa Francioni Sauvignon Blanc 2012 – São Joaquim (SC) – Brasil – R$ 103,00 – Ravin.com.br

  • Fresco e equilibrado, com aroma frutado com destaque para abacaxi, maçã, notas de flores brancas mescladas a um leve toque cítrico ao final. Excelente para iniciar um almoço no verão.

Bueno Bellavista Sauvignon Blanc Safra 2012 – Campanha Gaúcha – Brasil – R$ 45,00 – Ok hipermercado

  • A Sauvignon Blanc encontrou um parceiro perfeito no terroir da Campanha Gaúcha. Preservando aspectos minerais e de grande frescor. Surpreendente.

Henri Bourgeois Pouilly Fumé en Travertin 2011 – Loire – França –R$ 131,00 – Grand Cru

  • Pouilly-Fumé é um vinho do Vale do Loire, próximo a Sancerre, no centro da frança, feito exclusivamente com Sauvignon Blanc, é pouco encorpado e mais fresco. Vale a pena conhecer.

Château de Rougerie Branco 2011 – Entre-Deux-Mers – França – R$ 75,00 - wine.com.br

  • Um Sauvignon Blanc elaborado por um petit château com bastante fruta e frescor prolongado.