search engine optimizationsubmit websiteemail extractor

Archive for the ‘ Viagem ’ Category

Se você precisar do serviço de transporte personalizado e de turismo no Chile para conhecer as vinícolas em todas as regiões, fale com a Five Star Service de Cristian Cerda. O melhor de Santiago. Eu utilizei e recomendo.

Email: [email protected] - tel: (56-9) 9 301.1582. Site:


Terminando o roteiro de viagem pelo Chile, já hospedado em Santiago, fui visitar a vinícola Almaviva. Para chegar lá é fácil. Fica dentro da região metropolitana, cerca de 20 minutos de carro do centro. O endereço é: Av. Santa Rosa, 821 – Paradero 45, Puente Alto. A visitação e prova da safra 2008 custa U$$ 80 dólares por pessoa, somente com agendamento de segunda a sexta nos horários: 09:30, 11:30, 14:00 e 16:00 horas. E-mail para contato:  |Site: www.almavivawinery.com | Telefone: (56-2)2270 4226.

A vinícola que foi criada através de uma “joint venture” entre o Château Mouton Rothschild na França e a gigante Chilena Concha y Toro, nasceu em 1997, sob o conceito de Chateau Francês.  Suas características arquitetônicas mesclam o moderno com à paisagem da Cordilheira dos Andes além das tradições dos antigos moradores da região, os índios mapuches. 


Tive o privilegio de ser recebido pessoalmente pelo enólogo Michel Friou, pessoa de fino trato, humilde e profissional de muita capacidade, que inclusive me buscou no hotel. Logo na chegada passeamos pelo vinhedo que ocupa um terroir exclusivo, e depois pela única adega, no qual Michel comanda uma equipe técnica que se dedica ao vinho Almaviva, ícone supremo dos vinhos tops do Chile, e ao seu segundo vinho, Epu, uma versão mais econômica, mas de muita qualidade.

O terroir do Vale do Maipo, na zona central do Chile, Puente Alto, é reconhecido como oferecer as melhores condições ideais para o cultivo da uva Cabernet Sauvignon. No qual foram reservados 85 hectares exclusivamente para Almaviva.

A imagem do rótulo é uma reverência aos ancestrais chilenos, com a reprodução de um desenho que simboliza a visão do universo pela civilização Mapuche. 

A produção do Almaviva gira em torno das 12.000 a 15.000 caixa de 9 litros, sendo vendida para todo mundo, exceto os Estados Unidos, através de distribuidores especiais, os conhecidos “Negociantes de Bordeaux” e através de cadeias de distribuição. Atualmente, a distribuição de Almaviva na América Latina corresponde a 17% de suas vendas anuais, onde o mercado mais importante é o Brasil. Ásia representa 50%, Europa 18% e América do Norte 15%. Custa entre 550 a 900 reais no Brasil.

O segundo vinho da vinícola, o Epu (significa “dois” em mapuche), é elaborado também com uvas Puente Alto e composto pelo mesmo corte do Almaviva, a diferença é que este percentual da composição pode variar um ano para outro. O vinho também é engarrafado na vinícola o mesmo que Almaviva. Agora está sendo liberada a vindima de 2012, mesma que o Almaviva. Custa cerca de R$ 190 no Brasil.

Índios mapuches

Vinhas velhas de Cabernet Sauvignon, casta predominante no corte do Almaviva.

Vinhas mais novas plantadas em solo pedregoso.

As uvas chegam à adega em pequenas caixas plásticas, onde é feita uma rigorosa seleção dos bagos.  Após a seleção é feito a prensagem e a fermentação.

Os tanques de fermentação onde o mostro permanece por um período, cerca de duas a três semanas, com remuage feita com bomba hidráulica.

Após esse processo o vinho é transferido para as barricas de carvalho francês, onde amadurece separadamente antes de ser preparado o blend.

Michel Friou e Silvestre Tavares

Sala de engarrafamento e rotulagem.

Sala de degustação

Ao termino da visita tive a oportunidade de provar uma vertical de safras do Almaviva: 1997, 2005, 2008 e 2011, junto com Michel Friou. Na taça os vinhos estavam incrivelmente distintos, evidenciando a variação climática entre as safras, seu tempo de estagio em barricas, em garrafa e o percentual de Cabernet Sauvignon no corte. Diferente de outras vinícolas a vinícola a Almaviva engarrafa todos os anos, mesmo em condições climáticas adversas.

Almaviva 1997 – 72% Cabernet Sauvignon, 23% Carmenére e 5% Cabernet Franc – 16 meses em barrica – 13,5% – ST (93)

  • Visual já mostrando evolução com tom atijolado. Nariz intenso de frutas negras e vermelhas, além de tabaco, café e agradáveis toques de mentol e cânfora. Na boca, um vinho encorpado com taninos macios, boa acidez e persistência longa. Apesar de se mostrar inteiro, elegante e complexo, não acredito que vá evoluir mais. Um vinhaço para ser provado agora.

Almaviva 2005 – 74% Cabernet Sauvignon, 21% Carmenére e 5% Cabernet Franc – 18 meses em barrica – 14,5% – ST (91)

  • Visual rubi violáceo, aroma franco e fresco, mostrando notas de frutas negras e vermelhas, além de especiarias e notas minerais. Paladar com taninos macios confirmando as notas do nariz.

Almaviva 2008 – 66% Cabernet Sauvignon, 26% Carmenére e 8 Cabernet Franc 18 meses em barrica – 14,5% – ST (92)

  • Rubi violáceo denso, aroma com notas de frutas vermelhas, especiarias e mineral. Paladar de bom corpo, com finos e doces. Um belo Almaviva, profundo, complexo e muito bem proporcionado.

Almaviva 2011 – 67% Cabernet Sauvignon, 25% Carmenére, 5% Cabernet Franc, 2% Merlot e 1% Petit Verdot – 18 meses em barrica – ST (91+)

  • Visual impenetrável, aroma intenso, com muita concentração de fruta e de madeira se integrando. Paladar aveludado, com taninos finos. Paladar concentrado equilibrado, marca registrada da marca Almaviva.

Gazeta – 10-10-2014 – 66 (2).pdf by Silvestre Tavares Gonçalves

Gosta de viajar, visitar vinícolas e provar bons vinhos? Conheça seis vinícolas no Chile que oferecem ótima estrutura para receber turistas.

Matéria publicada originalmente na coluna Vivendo a Vida | C2 + Prazer & Cia | Jornal A Gazeta


Seguindo a viagem pelo Chile, chegamos à vinícola VIK no vale do Millahue (lugar de ouro no idioma nativo), em Cachapoal – Endereço: Millahue, San Vicente de Tagua Tagua. Tours: US$ 80 por pessoa. Isso inclui visita a vinha, adega e degustação. Almoço na vinícola: US$ 90 por pessoa, com um copo de vinho. Contato: . Aberta todos os dias das 10 as 19 horas.

A vinícola é atualmente um dos projetos vinícolas mais importantes e impressionantes do mundo. Com grande investimento estrangeiro feito pelo bilionário norueguês Alexander Vik e técnicas inovadoras na vinha, VIK tentará nada menos do que fazer primeiro vinho de 100 pontos do Chile. Em um terreno de 4,300 hectares – onde a modernidade e tecnologia de ponta são associadas com as tradições mais antigas da enologia – uma equipe de elite de enólogos Patrik Vallet (Ex Chateau Pavie e El Principal), o chileno Cristián Vallejo e o também enólogo Gonzague de Lambert estão trabalhando fortemente para produzir o melhor vinho do Chile. 


Junto com as vinhas, VIK construiu um pequeno hotel de quatro quartos com aconchegante área comum, lareira e delicioso ambiente onde é oferecido jantar aos convidados.


O pequeno hotel dará lugar a um maior de 22 quartos, no topo de uma colina no meio da propriedade, oferecendo uma visão de 360 graus, com muito conforto e luxo. U$$ 600 diária. Fica pronto ainda esse ano.

Após a chegada fomos recebidos de 4×4 onde tivemos a oportunidade de passear pela propriedade e avistar os oito vales, divididos em 12 subvales, onde são plantadas vinhas de Carmenère, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Petit Verdot que apresentam em seu terroir características próprias. A vinícola produz somente um vinho, o VIK, com produção máxima de 24.000 garrafas.

Provamos varietais (Cabernet Sauvignon, Franc, Merlot, Syrah e Carmenére) de diversos terrois.

A entrada da vinícola

Taques de fermentação

Sala de Barricas


Avaliação pessoal das safras: Preço R$ 500

Vik 2009 – Carmenère (60%), Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Petit Verdot – 18 meses em barrica – 14,5% – R$ 450,00 – ST (94) 

  • Rubi, límpido e brilhante. Aromas evoluíram muito ao longo da degustação. Muito intenso, exibindo um aroma complexo, frutas vermelhas e traços florais sutis, além de caixa de charuto e café. Bom corpo, textura aveludada, equilíbrio perfeito entre álcool e acidez. Longa persistência.

Vik 2010 – Carmenère, Cabernet Sauvignon (54%), Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Petit Verdot – 23 meses em barrica – 14,5% – R$ 450,00 – ST (91+) 

  • Visual rubi, límpido e brilhante. Aroma mais tímido, com leve caráter balsâmico, frutas vermelhas e florais. Seu grande destaque é em boca, onde se apresenta potente e elegante, boa concentração de frutas e notas minerais. Excelente acidez, liberando muito frescor. Equilibrado, porém ainda pouco evoluído e com um longo caminho a percorrer. Futuro promissor, adega nele!

Safra atual

Vik 2011 – 55% Cabernet Sauvignon, 29% Carmenére, 7% Cabernet Franc, 5% Merlot e 4 % Syrah  – ST (94+) 

  • Visual púrpura impenetrável, negro, com lágrimas numerosas. Nariz aberto com notas de frutas escuras muito maduras, herbáceos leve, floral e mineral. No paladar é potente e elegante. Muita concentração de frutas, excelente acidez, taninos finíssimos e maduros. Equilibrado e de longa persistência. Um vinhaço!

Seguindo a viagem pelo Vale de Colchágua no Chile, a parada foi na Viu Manent, uma vinícola centenária familiar do Vale de Colchágua que vendia vinho de garrafão no centro de Santiago na década de 1930. A aquisição de vinhedos só aconteceu em 1966, quando a família comprou as terras atuais em Cunaco, onde já existiam vinhas velhas de Cabernet Sauvignon e Malbec, pouco difundida no Chile, até hoje fornecem a base para os vinhos mais elogiados da vinícola, atualmente focada em produzir produz vinhos de extrema qualidade.

Sala que mostra a história e a identidade do terroir

As opções na visita começam pelo tour de carruagem pelos vinhedos e bodega (US$ 28). A degustação de vinhos top custa (u$$ 60). Outra dica imperdível é almoçar no restaurante da vinícola chamado Rayuela, nas mesas ao ar livre são servidos, saladas, frutos do mar, carnes com um gasto médio por pessoa de (U$$ 35). (Carretera del Vino, km 37, 72/858-350, viumanent.cl). Aberta todos os dias das 10:00 as 18:00 horas.

Vinhedos voltados para a Cordilheira dos Andes

Passeio de carruagem pelos vinhedos

Almoço maravilhoso no restaurante Rayuela comtemplando o visual de tirar o folego!

Silvestre Tavares, José Mighel Viu (Proprietário), Sandra Polanco (Export Maneger) e Hong Sup Kim (Revista Adega)

Avaliação pessoal dos vinhos. Todos importados pela www.hannover.com.br. Enólogo Juan Pablo Lecaros.

Viu Manent Secreto Sauvignon Blanc 2014 – R$ 70

  • Esse branco é 85% Sauvignon Blanc e 15% de uvas “secretas” provenientes do Vale de Casablanca. Na taça apresentou visual amarelo esverdeado, nariz intenso com notas de pêssego, leve maracujá, caja e abacaxi. Uma verdadeira salada de frutas. No paladar apresenta confirma a fruta com excelente acidez, o que proporciona excelente. ST (90)

Viu Manent Single Vineyard Syrah 2012 – R$ 150

  • Um 100% Syrah supreendente. Visual perece petróleo, aromas de frutas negras em compota, couro, muito chocolate, tostado e especiarias. O paladar é rico, exuberante, com taninos aveludados, com fruta em compota, chocolate e pimenta. Muito longo e persistente. ST (94+)

Viu Manent Single Vineyard Malbec 2012 – R$ 150

  • Um “Malbec chileno” elaborado com uvas de vinhedos centenários. Aroma intenso lembrando frutas maduras, especiarias, notas florais e tabaco. Paladar estruturado, com taninos presentes porem macios. Confirma as notas do nariz. Persistente e agradável. ST (90)

Viu Manent Single Vineyard Cabernet Sauvignon 2012 – R$ 150

  • 100% Cabernet Sauvignon, passa por 16 meses em barricas francesas. Visual violáceo, nariz com notas de frutas vermelhas, herbáceo e de mentol. O paladar bom corpo e acidez adequada. Taninos firmes. Boa persistência. ST (88)

El Incidente 2010 – R$ 260

  • Um corte de Carmenére 93%, Petit Verdot 4% e Malbec 3%, com uvas de três vinhedos localizados no vale de Colchagua. A carmenere do vinhedo La Capilla, a Malbec do vinhedo San Carlos e a Petit Verdot do vinhedo El Olivar. Os balões no rótulo remetem a fracassada viagem de balão que acabou com um pouso forçado no meio de uma praça na cidade chilena de Santa Cruz. Vinho muito estruturado, taninos ainda nervosos, fruta de grande qualidade que fogem do pimentão enjoativo. ST (92)

Viu 1 2010 – R$ 600

  • Vinho premium da vinícola elaborado com um corte de 98% Malbec e 2% Petit, amadurecido por 16 meses em barricas de carvalho francês. Visual violáceo, aromas deliciosos de groselha e ameixa, café, mentol e especiarias. No paladar é explosivo, taninos potentes, porém elegantes e com sua acidez equilibrada e muitos toques minerais. Grande persistência em boca, com um final muito elegante. Um vinhaço! ST (93)

Continuando pelo Vale do Colchágua, mais precisamente na cidade de Palmilla  a visita agora é na Maquis (El Bosque Sur 130 piso 14 - Santiago, Chile Telefone: + 56-2-3794500 Fax: + 56-2-3794581 – www.maquis.cl), um belíssima vinícola cercada pelo rio Tinguiririca e o Chimbarongo.

A história da propriedade sob o comando da família Hurtado Vicuña começou por volta de 1927, quando o jovem engenheiro Ignacio Hurtado decidiu construir uma adega de vinhos na fazenda. No entanto, o negócio era focado na venda de suas uvas, e somente anos depois, os proprietários tomaram a decisão de replantar os 135 hectares de vinhedos com bons clones de variedades tintas para produzir seus próprios vinhos, focados na qualidade, personalidade e o mais natural possível. 

O terroir é beneficiado pelo rio e o estuário, que estão em um nível entre quatro e oito metros abaixo da vinha e, portanto, não infiltram gerando umidade. Além disso, este diferencial agiria como uma drenagem natural da vinha para as partes mais baixas do terreno, especialmente porque alguns solos de profundidade são, principalmente, de cascalhos e pedras. Além do fato de que o curso de água são tão próximas às plantações, o que ajudaria também a manter as temperaturas máximas no local um pouco melhor do que o normal no vale durante a maturidade das uvas.

Desde 2005, a Viña Maquis passa por um processo de modernização ambiciosa, com a construção de uma nova adega com a mais alta tecnologia e da criação de uma equipe liderada pelo gerente geral Ricardo Rivadeneira Hurtado, Emily Faulconer como chefe de enologia e assessores franceses como Xavier Chone, que também presta consultoria a Chateau Yquem, Leoville Las Cases, Opus One entre outras. Sob a influência de Xavier as vinhas estão estrategicamente plantadas e cultivadas com irrigação mínima. A Carmenere é plantada nos pontos mais quentes e Cabernet Franc, grande expressão da vinícola, nas áreas mais frias. Vinhas com agricultura sustentável, a caminho da certificação orgânica.

Especialista Vinificação Jacques Boissenot, que presta consultoria para quatro dos cinco Premier Grand Cru Classé de Bordeaux – Chateaux Margaux, Lafite, Latour, e Mounton Rothschild , está no comando da equipe de enologia. Difícil de dar errado, não é? rs

 Em geral posso dizer que gostei muito dos vinhos, frescos, com menor teor alcoólico e com uma acidez equilibrada e natural, sem correções.


Hong Sup Kim (revista Adega), o enólogo Ricardo Rivadeneira e Silvestre Tavares.


Começamos com a linha de entrada da vinícola chamada de Calcu. No idioma indígena, Calcu significa “Mágico”. A linha se encontra hoje na www.buywine.com.br.

Calcu Sauvignon Blanc 2014 – R$ 40

  • Elaborado com uvas plantadas aos pés da Cordilheira, se mostrou refrescante com notas de verde maçã, peras, abacaxi e frutas cítricas. ST (87)

Calcu Cabernet Sauvignon Grand Reserva 2012 – R$ 40

  • Aroma intenso lembrando menta, frutas vermelhas e negras maduras, além de especiarias. Paladar de médio corpo, taninos presentes e acidez correta. Não encanta, mas tem personalidade. St (88)

Calcu Futa Cabernet Sauvignoin 2009 – R$ 100

  • Futa significa “magnífico” na língua indígena. Vinho top da linha Calcu, mostrou aroma bem integrado de frutas maduras, especiarias, baunilha e um leve vegetal. Paladar é estruturado, com taninos doces e presentes. Final longo e agradável. ST (90)


Partimos para linha premium da vinícola, que está sem importador no Brasil. Uma pena, são ótimos.

Maquis Rosé 2014 – U$$ 6

  • Um rosé elaborado 100% de malbec, com rápido contato com a casca, mostrando uma linda cor. O paladar é delicado, com ótima acidez, fruta limpa e levemente doce, mas nada que desagrade o paladar. ST (87)

Maquis Carmenére Reserva 2011 – U$$ 6

  • Exclusivamente Carmenére, apresenta aroma intenso de cravo picante e uma nota agradável de alecrim, além destacada fruta vermelha. Na boca, é fresco, com taninos doces e um sabor encorpado e persistente. ST (88)

Maquis Cabernet Franc Reserva 2011 – U$$ 6

  • Elaborado exclusivamente com a uva Cabernet Franc, mostrou taninos robustos, frutas vermelhas e negras, especiarias, concentrado sem ser enjoativo, ajudado pela acidez viva. Gastronômico. ST (89)

Maquis Lien 2010 – U$$ 10

  • Elaborado com uma mistura de 42% Cabernet Franc, 32% Syrah, 23% Carménère, 3% Petit Verdot, proveniente de vinhas que levam no máximo 12 cachos de uvas por planta, onde somente os mais maduros são colhidos. Depois de vinificado passa por 12 meses em carvalho francês. O resultado é um vinho estruturado, porem com o domínio de fruta fresca, boa acidez, dando todo suporte. ST (90)

Maquis Viola 2009 – U$$ 22

  • Elaborado com uvas dos melhores vinhedos na propriedade Maquis. Um vinho equilibrado, elegante, potente e complexo. Paladar com textura suave da Carménère, a principal uva do corte, complementada pela finesse e força da Cabernet Franc. Viola é de 85% Carménère, 15% Cabernet Franc. ST (92+)

Maquis Franco 2010 – U$$ 40

  • Com fama de melhor Cabernet Franc (100%) do Chile, Franco é o vinho ultrapremium da vinícola, que pode ser apreciado agora, ou para os mais pacientes o tem capacidade de evoluir ao longo dos próximos 20 anos. Um vinho rico, com muita concentração de fruta, equilibrado e de muita complexidade. ST (94+)

Seguindo a viagem pelo Vale do Colchágua, Chile, o destino foi a vinícola Casa Silva (San Fernando, acesso pelo km 176 da Ruta 5, 72/710-204, casasilva.cl). Sem dúvida uma visita imperdível. Sua arquitetura colonial e seus vinhedos centenários fazem da vinícola um local ideal para experimentar o vinho chileno contemplando uma maravilhosa paisagem. Aberto de segunda a domingo, das 10h00 às 18:00 hrs (U$$ 14 com degustação) Reservas: [email protected] Telefone: (56 72) 2913117. O restaurante abre no almoço e no jantar com opção de parrillas e peixes. Sem dúvida uma visita imperdível. 

 

O hotel na que conta com sete quartos (U$$ 140 casal), está desativado em virtude de um incêndio na casa do presidente Mario Silva Cifuentes. Por estas razões, ele teve que ir para o hotel. Só será aberta para receber, na medida do possível e de acordo com sua capacidade. 

História

Viña Casa Slva nasceu em 1997, com Don Emilio Bouchon, a primeira geração chegou ao Chile em 1892, de Bordeaux, St. Emilion, França. Desde esse tempo, ele dedicou à produção de vinho, sendo pioneiro no Vale de Colchagua. Em 1997 que Mario Pablo Silva, filho mais velho da quinta geração, compartilhou com seu pai, Mario Silva, o sonho de produzir vinhos com sua própria marca, se dedicando grande parte de sua vida na recuperação de antigos vinhedos, na adega, e também no ganho de conhecimento sobre terroir do Valle de Colchagua. Pouco depois de seus filhos, Francisco, Gonzalo e Raimundo, seguem contribuindo para o desenvolvimento e gestão integrada da Viña Casa Silva.  

Vinhedos

Angostura (sede), Lolol, Paredones (próximo ao mar) e Los Lingues (continental) são os terrois da Casa Silva, que se distinguem, possibilitando mpla adaptação de diversas cepas. Los Lingues, ao norte de Colchagua é mais favorável para a Carmenère. Em Lolol a aposta são na Syrah e Viognier. Já Paredones mais próximo ao mar, produz bem a Sauvignon Blanc.


O responsável pelo sucesso da vinícola é nada menos que o enólogo Mario Geisse (foto acima). Velho conhecido dos brasileiros, que comanda em conjunto com seus filhos, Inácio, Rodrigo e Daniel, a Cava Geisse, uma vinícola especializada na produção de espumantes, em Pinto Bandeira, Serra Gaúcha (RS), Brasil.

Barrica Carmenére de Los Lingues – The Best

Mário também é conhecido como o mago da Carmenére, uma das cepas mais apreciadas pelos brasileiros, sucesso da vinícola, mas que exige um manejo preciso. Originária na França, foi no Chile que a Carmenère (por muito tempo confundida com a Merlot) encontrou seu lugar, se desenvolvendo e mostrando sua qualidade. Atualmente uva símbolo do país. Colhida antes de seu completo ciclo de maturação, mostra um intenso caráter vegetal, o famoso pimentão verde, que muitos relacionam a tipicidade e a qualidade. Mas não é qualidade, e sim defeito. Normalmente é a ultima uva a ser colhida, em maio aproximadamente. A vinícola sob o comando de Mario realiza ha bastante tempo um estudo que vai decifrar os melhores terrois para cada um dos clones da uva existentes no Chile. Que são muitos, diz Mário. 

Export Manager Brasil – Thomas Wilkins, gente da melhor qualidade.

Vinhedo antigo de Sauvignon Gris (branco), redescoberto em 1998, sendo hoje a Casa Silva uma das poucas vinícolas no mundo que elaboram um vinho feito 100% a partir desta casta cujo as vinhas datam de 1912.

A Viña Casa Silva vem transformando seu vinhedo em orgânico.

A foto da foto, rs. Flagrando o momento do click do meu colega de viagem, Hong Sup Kim, colaborador da revista adega.

Os vinhos são importados pela “Vinhos do Mundo” – http://www.vinhosdomundo.com.br

Casa Silva Cool Coast Sauvignon Blanc 2013 – R$ 90

  • Elaborado com uvas da parte fria do Vale do Colchagua, apresenta um nariz fresco com nota intensa de frutas, como cajá e maracujá e também aspargos. O paladar, além da confirmação da fruta, mostrou muita mineralidade, aportada pelo solo granítico da região. ST (89)

Casa Silva Sauvignon Gris 2013 (Andes) – R$ 60

  • Um curioso branco elaborado 100% com a uva Sauvignon Gris de vinhedo antigo e raro, redescoberto em 1998, cujo as vinhas datam de 1912. Um vinho com menos acidez e com maior estrutura e cremosidade. ST (88)

Casa Silva Quinta Geración 2012 – R$ 110

Um corte incomum de uvas brancas – Sauvignon Blanc, Chardonnay, Sauvignon Gris e Viognier. Toque de ervas, flores e fruta fresca. Estruturado, cremoso, com uma pontinha doce que não chega a incomodar. ST (89)

Casa Silva Carmenére Reserva 2012 – R$ 60

  • Bastante frutado, com notas típicas, paladar de corpo médio, fácil de beber, macio. ST (88)

Casa Silva Carménere Gran Terroir 2012 – R$ 105

  • 100% de uvas de Los Lingues, o melhor terroir para a casta, mostrou mais estrutura e imponência ao vinho. ST (89)

Casa Silva Cabernet Sauvignon 2012 – R$ 105

  • Um vinho bastante aromático, com notas de frutas vermelhas e negras, vegetais, terra molhada e especiarias. Paladar com taninos presentes, um pouco duros. Boa acidez e persistência. ST (88)

Casa Silva Quinta Geración Tinto 2010 (corte) – R$ 120

  • Um corte de 58% Cabernet Sauvignon, 22% Carmenere, 16% Syrah, 4% Petit Verdot, que mostra principalmente equilíbrio e elegância. Aroma mostrando frutas negras e vermelhas, tabaco, café e especiarias. Paladar concentrado, taninos presentes e finos. Confirma as notas do nariz. Longa persistência. ST (90)

Casa Silva Microterroir Carmenére 2007 – R$ 430

  • Após anos de estudos foram selecionadas pequenas parcelas dentro dos vinhedos de Los Lingues, os melhores lotes de plantas que produziam o melhor Carmenère. Denominou-se esse lote de “Micro Terroir Carmenère”. Esse vinho mostra estrutura, taninos suaves, frutas e especiarias, e longa persistência. ST (91+)

Casa Silva Altura 2008 – R$ 620

  • Vinho ícone da vinícola, de produção limitada, 14 meses em barricas francesas + 36 meses em caves subterrâneas esperando o momento de seu lançamento no mercado. Uvas 40% Carmenere, 30% Cabernet Sauvignon, 15% Syrah e 15% Petit Verdot. Na taça mostra muita força e elegância. Nariz complexo com um mix de frutas, especiarias, tosta, café e chocolate. Paladar concentrado, longo e super prazeroso. Um vinho de guarda. ST (94+)

O ruim das viagens e que elas acabam rápido, e o retorno à vida real é sempre duro. Mas sempre ficam as lembranças boas, as novas amizades, a gastronomia, e claro, o ganho de conhecimento com as visitas as vinícolas, como a Los Vascos (Camino Pumanque KM 5 Peralillo VI Região Chile, Telefone: +56 72 350900, Fax: +56 72 350967, ), no vale do colchagua, que deu início a um roteiro curto, mas incrível pelo Chile.

Visitas

  • Das 9h às 17h
  • segunda-feira a sábado, durante o período de colheita
  • segunda-feira a sexta-feira o resto do ano
  • somente com hora marcada
  • taxas visita e prova solicitada US $ 15 por pessoa.

Capacidade

  • Máximo de 15 pessoas
  • Idioma (s)
  • Inglês – Espanhol
  • Degustação
  • $ 10,000 pesos chilenos (US $ 15) – Tour e degustação de três vinhos incluídos

Pagamento

  • Pagamento por cartão de crédito, de preferência


A família Rothschild, braço chileno da família Rothschild, os mesmos proprietários do legendário Château Lafite Rothschild, foi uma das primeiras empresas a investir no Chile ao comprar a Viña Los Vascos em 1988, que já tinha uma história desde 1750, quando a família Echeñique (proveniente do País Basco, Espanha) que plantou as primeiras videiras no Vale de Colchagua.


A vista dos vinhedos

A decisão pela compra da vinícola pelos Rothschild foi baseado em longos estudos de clima e solo, visita a diversas vinhas e regiões, e degustação de muitos vinhos. O resultado foi a certeza que a região de Los Vascos tinha ótimas condições: insolação e recursos hídricos ideais, solos semi-áridos, intensa amplitude térmica e pequeno risco de geadas. Em fim, microclimas e solos que garantem uma produção de uvas com níveis de maturação perfeitos.


Hoje, além de receber grande aporte de investimentos, como estações de monitoramento climático e adega ampliada e modernizada, seus vinhedos foram restaurados com um cronograma de replantio, resultando em um rendimento por hectare reduzido – a Los Vascos pratica os padrões Rothschild de excelência em todas as fases da produção. Resultado: vinhos de alta qualidade em todas as suas faixas de preço. São importados pela www.inovini.com.br.


As parreiras de Syrah plantadas na parte alta do vale, onde obtém o melhor resultado.


A prova dos vinhos

Los Vascos Sauvignon Blanc 2014 – R$ 45

  • Com uvas provenientes do Vales de Casablanca e Leyda, situados mais ao norte de Colchagua, beneficiadas pela influência do frio Pacífico sul. Amadurece alguns meses em cubas de aço inoxidável e é engarrafado jovem para preservar todo seu frescor e caráter varietal. Típico aspargo verde, maracujá, cajá, ervas, muita acidez, crocante, frescor, mais com estrutura. ST (90)

Los Vascos Chardonnay 2014 – R$ 45

  • As uvas Chardonnay vem dos vinhedos em Colchagua, complementadas por uma seleção de uvas provenientes do Vales de Casablanca e Leyda. Passa somente em cubas de aço inoxidável. Fresco, leve dulçor, aromas e sabores de frutas tropicais. ST (87)

Los Vascos Cabernet Sauvignon Rosé 2014 – R$ 45

  • Para a produção deste rosé as uvas foram colhidas antes da sua maturidade para que o vinho conserve uma acidez viva, caráter de fruta fresca e grau alcoólico moderado. Após delicada prensagem e curto período de maceração entre as cascas e o suco, o mosto seguiu (sem as cascas) para os tanques de aço inoxidável, onde ocorreu a fermentação alcoólica. Muito fresco, sem correção de acidez, fruta na medida. Não enjoa. ST (89)

Los Vascos Cabernet Sauvignon 2012 – R$ 45

  • As uvas são fermentadas em cubas de aço inoxidável, em seguida, ocorre um longo período de maceração (cascas e vinho em contato) de 15 a 20 dias. Todo o vinho é amadurecido em cubas de aço inoxidável por 14 a 16 meses até o momento do engarrafamento. Fruta bastante destacada, taninos presentes, porem macios. ST (88)

Carmenére Reserva 2012 – Não exportado para o Brasil

  • Uva extinta na França, por muito tempo confundida no chile como Merlot, é a ultima a ser colhida, em maio, em virtude da necessidade de amadurecimento, domando herbáceo que faz parte do perfil organoléptico dos vinhos. Fácil de beber, taninos doces e macios. ST (87)

Los Vascos Grande Réserve 2012 – R$ 85

  • Nesse vinho são utilizadas uvas de parcelas antigas do vinhedo, cerca de 70 anos. É produzido de forma tradicional, com fermentação alcoólica em cubas de aço inoxidável e longa maceração (25 dias) com remontagens periódicas. Amadureceu durante 10 meses em barricas de carvalho francês, das quais 30% Novas. vinho com maior complexidade, estruturado sem agredir o paladar. ST (90)

Los Vascos Le Dix 2011 – R$ 269

  • Criado para comemorar os dez anos da chegada dos Barões de Rothschild ao Chile, o Le Dix é produzido somente em safras excepcionais. É elaborado com uma seleção das melhores parcelas de Cabernet Sauvignon produzidas por vinhas com cerca de 70 anos de idade, complementadas por Carmenère e Syrah. Amadurecido por 18 meses em barricas novas de carvalho francês. Linda coloração violácea, aromas intensos e de grande complexidade, com toques de frutas vermelhas. Paladar com elevada estrutura e corpo, notas de chocolate e baunilha. Merece guarda. ST (93+)

A região do Vêneto, localizada ao norte da Itália, é uma das maiores exportadoras de vinhos daquele país. Para se ter uma ideia, sua produção – cerca de 850 milhões de litros – equivale a três vezes a produção de todo o Brasil. Entre os vinhos elaborados por lá, alguns são bastante conhecidos por aqui: o Prosecco, o Soave, o Bardolino e o Valpolicella. Mas o ícone chama-se Amarone Della Valpolicella, ou apenas Amarone.

A convite da Consorzio Tutela Vini Valpolicella, estive na cidade de Verona entre os dias 22 e 29 deste mês para participar da Anteprima do Amarone, a prova da safra 2010. Também fui conhecer algumas vinícolas e suas produções. O momento não poderia ser mais propício. A nova safra apresentada para especialistas de todo o mundo no Palazzo Della Gran Guardia já ostenta a Denominação de Origem Controlada e Garantida (D.O.C.G.), conforme decreto do ministério da agricultura local. Esse upgrade de denominação, que todo vinho italiano almeja, significa que seus rótulos agora são certificados de acordo com as regras de produção, as condições sanitárias e a localização geográfica, colocando-os em igualdade com outros dois ícones do país, o Brunello e o Barolo.

Geograficamente, a área de produção do Valpolicella é a mesma do Amarone: um conjunto de colinas ao norte de Verona. Os vinhos tintos por lá se dividem em cinco níveis: Valpolicella Clássico, Valpolicella Superiore, Valpolicella Superiore Ripasso, Amarone della Valpolicella e Recioto della Valpolicella (de sobremesa).


Castas

As uvas utilizadas também são as mesmas. Conforme a legislação italiana, devem ser em sua maioria Corvina, Rondinella, Molinara e mais 14 tipos em pequenas proporções. A primeira (Corvina) confere cor e maciez, a segunda (Rondinella) estrutura e a terceira (Molinara) entra com a acidez e o toque amargo característico. Mesmo com essas semelhanças, o Valpolicella é normalmente um vinho leve e simples, com média de 12% de teor alcoólico. Já o Amarone é um vinho estruturado, com teor de álcool que vai de 14% (mínimo por lei) a 17%. Essa diferença é explicada pelo método de elaboração, muito diferente do que estamos acostumados a ver. O Amarone é feito através de uma técnica chamada appassimento. Logo após a colheita das uvas, em vez de as frutas serem esmagadas e fermentadas, como em qualquer outro vinho de mesa, as mesmas são colocadas em caixas plásticas ou em esteiras por até cinco meses, até que se tornem “passificadas”. Durante o processo, as uvas perdem cerca de 35% de seu peso, o que acarreta uma perda na mesma proporção na quantidade de vinho, o que faz com que seu preço seja alto. Ao final do appassimento, nos meses de janeiro e fevereiro, começa o período de fermentação, com um longo processo de maceração em que o suco da uva permanece em contato com a casca, transformando os açúcares em álcool, a fim de se apresentar seco, com leve teor de açúcar residual.


Barricas

Em seguida, o vinho é amadurecido durante um intervalo de 25 a 48 meses, conforme decisão do enólogo. Mesmo que alguns produtores já utilizem barricas pequenas e novas, habitualmente são empregados na produção barris de 5 mil litros de madeira usada, chamados de “botti”, o que confere mais equilíbrio. Em seguida, o vinho descansa em garrafas por 12 meses, antes de chegar ao mercado. O resultado é uma bebida estruturada, macia, com acidez viva e taninos doces. É quase um vinho do Porto, porém sem a adição de álcool. De qualquer modo, é um grande vinho, e por isso deve ser apreciado em momentos festivos ou de meditação.

A harmonização indicada é com o grande queijo regional grana padano, com polenta, com carne condimentada, com salames e com presuntos. Em virtude dos posicionamentos geográficos diversos, os vinhos podem variar em estilo e qualidade. A dica é procurar no rótulo a distinção “Amarone Clássico”, o que significa estar na área de Valpolicella, onde normalmente são mais elegantes e complexos.


Alternativa

Para quem quer provar o Amarone mas acha caro, sugiro procurar pelo Valpolicella Ripasso, refermentado por 15 a 20 dias com a casca da uva que produziu o Amarone. Já o Recioto della Valpolicella D.O.C.G., de sobremesa, é feito com as mesmas uvas do Amarone, porém sua fermentação é interrompida, deixando assim o açúcar residual no vinho. Concentrado e complexo, cheio de frutas secas, muito tanino e boa acidez para equilibrar o dulçor. Suporta 30 anos de guarda tranquilamente. Ótimo com doces de chocolate preto.

App com valiosas informações

Para informações sobre vinícolas, hospedagem e mapas da região, há aplicativos indispensáveis para você ter no seu smartphone. São eles: Valpolicella Wines, Strada Del Vino Valpolicella e Itinerari in Valpolicella.

Abertura oficial

Salão de prova com os produtores

 

Belos e saborosos petiscos

Algumas visitas – Azienda Montresor

Com origem francesa, no século XVI, alguns da família migraram para Castelo Montresor, Verona, onde adquiriram terras e começaram a crescer suas vinhas. Quando o fundador Giacomo Montresor, na segunda metade do século 19, começou a vender o vinho que ele produziu com o seu nome, não poderia imaginar que um século mais tarde, os seus vinhos chegaram aos quatro pontos do mundo. Hoje, seus sucessores continuidade a esta tradição, que combina operações de seleção de agricultura, envelhecimento, engarrafamento e distribuição. A azienda elabora clássicos italianos da região do Vêneto, como Valpolicella, Amarone e Recioto.

Eduardo Montresor, a atual geração da família.

“Botti” como são chamados os barris italianos.

Uma bela vertical de Capitel dela Crosara: 2000, 2005 e 2008. Muito elegantes, complexos, feitos com uvas exclusivas da propriedade.

Azienda Agricola Novaia

Os vinhedos da Azienda Agricola Novaia estão situados entre 250 e 300 metros acima do nível do mar, em uma pequena área de 7 hectares. A viticultura técnica tradicional, foi quase completamente substituído pelo chamado espaldeira, técnica que permite uma melhoria na qualidade das uvas, em virtude de uma melhor exposição ao sol e uma menor produção de uvas por hectare. Um dos poucos produtores orgânicos em Marano.

Variedades de uvas produzidas por Azienda Agricola Novaia são os seguintes: “Corvina Veronese” (50%), “Corvinone” (30%), “Rondinella” (20%). Para as três variedades mencionadas foi recentemente adicionado “Oseleta”, uma variedade histórica de Valpolicella que se perdeu durante os últimos cinquenta anos.

A adega foi recentemente restaurada e renovada tanto na estrutura e equipamentos, realizando, dessa forma, um “casamento” perfeito entre o passado e o presente, entre a tradição e a tecnologia.

Enólogo Marcello Vaona de NOVAIA é a 4ª geração da família.

 

Produtos: Amarone della Valpolicella Classico DOC “Selezione Corte Vaona” – Amarone della Valpolicella Classico DOC Riserva “Le Balze” – Recioto della Valpolicella Classico DOC “Le Novaje” – Valpolicella Classico DOC Superiore “Eu Cantoni” – Valpolicella Classico DOC Superiore “Ripasso” – Valpolicella Classico DOC.

Cantina Valpolicella Negrar

La Cantina Valpolicella Negrar foi fundada em 1933 com o objetivo de promover e valorizar a cultura e produção de pequenos produtores de uvas do vale de Negrar, no coração da Valpolicella Classico. Hoje, a empresa dirige e coordena as atividades de mais de 200 produtores de vinho para um total de 500 hectares de vinhedos, direcionando o cultivo até o máximo respeito pelo meio ambiente, com especial atenção para a preservação da biodiversidade e vocações de seu território e vinhas.

As uvas no processo a apassimento.

Maravilhoso almoço com belos pratos e todas as uvas do amarone ao fundo em caixas para prova.

Provamos na Cantina cinco Amarones da safra 2005 Domini Veneti, um de cada um vale de Valpolicella Classico.

Azienda Agricola San Felice 

Azienda Agricola San Felice nasceu em 1974, formado por membros da Família Falezza, os proprietários de cerca de 12 hectares totalmente plantados com vinhas Valpolicella Doc. Nos últimos anos, a empresa adquiriu novos terrenos plantados com vinhas na área Marcellise e Mezzane na província de Verona. Foto acima:

Vinhedos anexo a sede da azienda.

Uma degustação de três safras do seu Amarone 2008/2009/2010. O destaque na taça foi 2010, já com o status DOCG. Muito futuro pela frente.

Azienda Agricola Rocca Sveva

A Cantina di Soave é uma cooperativa fundada em 1898 por 30 produtores. Hoje são 2.200 agricultores, sócios, tem 6.000 hectares e produzem cerca de 30 milhões de garrafas. Rocca Sveva é uma de suas cantinas, dedicado as marcas top, onde recebe uvas de somente 100 melhores membros e vinhedos.

A cave de totaliza uma área de 2500 m2 foram usadas como bunkers na Segunda Guerra Mundial.

Dois valpolicella Ripasso 2007 e 2009 e quatro safras de Amarone- 2006/2004/2001/2000 – na taça. Muito bem feitos, equilibrados e saborosos.

Azienda Agricola Corte Adami


Uma pequena azienda jovem, que desde 2004 vinificam uvas provenientes do terror de Castelcerino nas colinas di Soave. Mantem nos 36 hectares de vinhedos, apenas uma parte, para garantindo o máximo cuidado e processamento de vinho.

Os vinhedos cerca de 20 minutos de carro da sede.

Belíssimo Valpolicella Ripasso Superiore 2011, pronto para o consumo.

Azienda Agricola Bertani

Bertani é um dos principais produtores de Amarone, e sua primeira safra de Amarone Bertani foi feito em 1958. Sua sede está localizada em Grezzana, uma bonita aldeia no vale Valpantena, lado oriental de Verona. Foi fundada por dois irmãos Bertani, Giovan Battista e Gaetano, em 1857. (Em breve um post exclusivo).

Grupo de jornalistas de vários países.

Sala de barricas

Provamos três safras de seu Amarone 2005, 2006 e 1967 (fantástico).

A convite do Consorzio di Valpolicella, sigo hoje para Verona na Itália a fim de participar da 11ª edição da Anteprima Amarone (2010), o grande vinho do Vêneto, já sob o status DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida). Permaneço até a próxima semana conhecendo a sua produção por meio de visitas técnicas a vinícolas, participando de palestras com o intuito de aprofundar o meu conhecimento sobre o setor vitivinícola do país e seus produtos.

Acompanhem via instagram @silvestretg
a viagem. No dia 31 de janeiro publicarei na Coluna Vivendo a Vida no C2 + Prazer & Cia do Jornal A Gazeta uma matéria com exclusividade.