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O inverno convida para um brinde com vinhos encorpados de ótima cepa. Com a ajuda do colunista e expert na bebida de Baco Silvestre Tavares, garimpamos 40 rótulos de até R$ 50 em adegas e supermercados da Grande Vitória. Seleção inclui rótulos de Chile, Argentina, Brasil, Portugal, África do Sul e Uruguai. Confira:

1 – Los Haroldos Malbec Cabernet Sauvignon 2011 (Argentina): Aromas de frutas vermelhas e notas de especiarias. Ideal para acompanhar carnes de caça e queijos fortes. Extraplus – R$ 25,80

2 – Doña Dominga Reserva Cabernet Sauvignon 2010 (Chile): Produzido no Vale de Colchágua, vai bem com espeto misto de carne. Extraplus – R$ 27,90

3 – Finca La Daniela Malbec 2011 (Argentina): Aromas de frutas vermelhas frescas. Vai bem com panqueca de carne, pizza de peperoni e carne de panela com legumes – wine.com.br – R$ 32

4 – Salton Intenso Merlot 2010 (Brasil): Aromas de ameixas e uvas passas, caramelo, café, chocolate e especiarias. Harmoniza com carnes vermelhas e de caça, além de massas condimentadas e queijos. Extraplus -  R$ 33,90

5 – Hemisferio Reserva 2012 (Chile): Tinto 100% Carmenère da vinícola Miguel Torres com 13% de álcool. Ótimo com arroz carreteiro. Wine4Friends – R$ 34

6 – Morandé Pionero Carmenère 2012 (Chile):  Aromas de frutas negras, cereja e notas de tomilho e noz moscada. Grand Cru - R$ 34

7 – Chronos Classic Carmenère 2013 (Chile): Aromas de frutas vermelhas e baunilha. Harmonize com macarrão à bolonhesa e cordeiro. Espaço D.O.C. – R$ 35

8 – Tabalí Reserva Merlot (Chile): Aromas que ressaltam uma mistura de frutas vermelhas e pretas. Toques de baunilha torrada. Supermercado Carone - R$ 35,80

9 – Don Giovanni Merlot 2010 (Brasil): Tinto 100% merlot com seis meses em barris de carvalho. Wine4Friends – R$ 36

10 – Miolo Reserva Cabernet Sauvignon 2012 (Brasil):  Aromas de frutas vermelhas maduras e toque de manjericão. Acompanha contrafilé na chapa e espaguete à carbonara. Wine.com.br – R$ 38

11 – Joffré Expresiones de Terroir Malbec 2013 (Argentina):  Aromas de frutas vermelhas, cerejas e amoras. Amável na boca, com taninos suaves e elegantes. Grand Cru - R$ 38

12 – Cinco Sentidos Reserva Malbec 2011 (Argentina): Tinto com 12 meses em barricas de carvalho (americano e francês). Aromas de frutas negras maduras, notas de baunilha e couro. Vai bem com aves e carne vermelha grelhados. Supermercado Perim - R$ 38,90

13 – Puerto Carmelo by Narbona 2010 (Uruguai): Tinto 100% Tannat da Bodega Narbona, sem carvalho, com teor alcoólico de 14%. Wine4Friends – R$ 39

14 – Elbo 2012 (Espanha): Aromas de frutas vermelhas maduras, cereja, groselha, amora e mirtilo, com notas de especiarias. Vai bem com ossobuco com polenta e bife ancho na brasa. 100% Tempranillo. Espaço D.O.C. - R$ 39

15 – Duque de Campo 2012 (Espanha): Elaborado com as uvas Bobal (80%) e Shiraz (20%). Espaço D.O.C. – R$ 39

16 – Carlos Reynolds 2010 (Portugal): Corte das uvas Aragonês (40%), Trincadeira (40%) e Alicante Bouschet (20%). Aromas de frutas vermelhas maduras, com notas florais. Ótimo para escoltar cozido português e ensopado de carne. Wine.com.br – R$ 40

17 – Cape Elephant Ruby Cabernet 2012 (África do Sul): Notas aromáticas de ameixa preta e amoras, complementados por tons de baunilha. Excelente acompanhamento para massas, pizzas e carnes grelhadas. Supermercado Perim - R$ 41,52

18 – Los Vascos Cabernet Sauvignon 2011 (Chile): Aromas de frutas vermelhas maduras, com nuances de pimenta negra e noz moscada. Vai bem com churrasco, carpaccio e espaguete à bolonhesa. Wine.com.br - R$ 42

19 – Vistamar Sepia Reserva Cabernet Sauvignon 2012 (Chile): Aroma de amora com toques de couro e de chocolate. Na boca, é leve, macio e equilibrado. Grand Cru - R$ 42

20 - Primus Veramonte Blend 2010 (Chile): Corte de Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot e Carmenére com teor alcoólico de 14,5%. Extraplus – R$ 44,90

21 – Andeluna Malbec 2012 (Argentina): Proveniente de videiras plantadas a 1.300 metros acima do nível do mar, tem paladar equilibrado e bem-estruturado, com taninos maduros. Vila Fruti - R$ 44,99

22 – Ravanal Gran Reserva 2011 (Chile): Feito com Cabernet Sauvignon, apresenta aromas de tostado e tabaco. Envelhecido por 14 meses em barricas de carvalho francesas. Vila Fruti - R$ 44,99

23 – Novas 2011 Cabernet Sauvignon e Merlot (Chile): Tinto com aromas doces de raspas de morango complementadas por especiarias. Envelhecido por 12 Meses em barricas de carvalho francês. Vila Fruti - R$ 44,99

24 – Palmira Gran Reserva Carmenère 2011 (Chile): Aroma com notas de frutas frescas e maduras (guindas e groselhas). Final elegante. Zanatta Wine - R$ 45

25 – Palmira Reserva Cabernet Sauvignon (Chile): Os aromas desse vinho lembram fruta madura com notas suaves de madeira. Zanatta Wine – R$ 45

26 – Novas Emiliana Gran Reserva Carmenére-Cabernet Sauvignon 2011 (Chile): Ótima companhia para carnes vermelhas assadas e grelhadas e porco com molho de vinho tinto e especiarias. Supermercado Perim - R$ 45,65

27 – Vega Sauco Piedras Crianza (Espanha): Tinto potente, carnudo, equilibrado. Aroma complexo, de frutas confitadas, cedro e couro curtido. 100% Tempranillo. Supermercado Carone - R$ 45,80

28 – Punto Final 2012 (Argentina): Tinto com aromas de frutas vermelhas, pimenta preta, baunilha e cravo. Acompanha carnes grelhadas e paleta de cordeiro. DZ Empório - R$ 45,90

29 – Don Laurindo Cabernet Sauvignon 2008 (Brasil):  Tinto com aroma de frutas vermelhas e especiarias integrado à madeira de carvalho. Complexo, acompanha carnes vermelhas, cordeiro, pato, bacalhau e massas com molhos fortes. DZ Empório – R$ 46,20

30 – Singularis de Paulo Laureano (Portugal): Aromas resinosos e tostados da madeira e boa fruta. Na boca, toque de baunilha e final defumado. Supermercado Carone – R$ 46,50

31 – Almaúnica Malbec (Brasil): Aromas de frutas vermelhas e negras (cereja, cassis e amora) integrados com aromas de baunilha e chocolate. Acompanha carnes. DZ Empório – R$ 47

32 – Tarima Monastrell 2011 (Espanha): Notas de chocolate escuro, tabaco, cravo e jabuticaba. 91 pontos de Robert Parker. Grand Cru - R$ 47

33 – Zuccardi Serie A Bonarda 2011 (Argentina): Aroma intenso de frutas vermelhas (amora, mirtilo e cereja) e notas de especiarias. Combina com carnes de sabor mais forte e massas com molhos condimentados. Supermercado Perim - R$ 47,80

34 – Pericó Basalto 2008 (Brasil): Aroma de especiarias e madeira. Vai bem com carne de cordeiro, churrasco, carne de sol, rabada, costela e barreado. DZ Empório – R$ 48

35 – Santa Digna Reserva 2010 (Chile): Com seis meses de passagem em carvalho, este chileno 100% Merlot tem 14% de álcool. Wine4Friends – R$ 49

36 – Rondineto Merlot 2011 (Itália): Vinho delicado e frutado, com notas de especiarias. Zanatta Wine - R$ 49

37 – Rondineto Pinot Nero (Itália): Vinho com aromas florais de violeta com notas frutadas e de especiarias. Zanatta Wine - R$ 49

38 – Toro D’Oro Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2010 (Chile): Aromas de café, amêndoas torradas, alcaçuz e cerejas. Dez meses em carvalho. Carone – R$ 49,80

39 – Herdade dos Coteis 2009 (Portugal): Elaborado com as uvas Trincadeira e Touriga Nacional, é encorpado e apresenta um frutado intenso. Oito meses em barrica de carvalho francês. Supermercado Carone - R$ 49,99

40 – Una Hectarea, Reserva Cabernet Sauvignon 2012 (Chile): Aromas de especiarias (canela e baunilha), com notas de pimenta negra, framboesas e cassis. Harmonize com carne de panela com farofa e dobradinha com feijão branco. Espaço D.O.C. R$ 50

Não tenho duvida que saborear uma refeição em que a bebida esteja em perfeita harmonia com a comida é um dos maiores prazeres da vida. O vinho certo pode transformar a mais simples refeição num verdadeiro acontecimento.

Quando o assunto é harmonização muitas velhas “regras” estão ficando desgastadas. Mas uma básica vale ouro. O equilíbrio entre ambos: o prato e o vinho devem se completar e não se sobrepor, um deve valorizar os atributos do outro, surgindo um terceiro sabor, agradável, é claro. Uma tarefa difícil. Não foi à toa que os franceses inventaram a profissão de sommelier, capaz de aconselhar com toda propriedade o vinho ideal para o menu escolhido.

Hoje, a dica é a harmonização de vinhos com a nossa tradicional Torta Capixaba, um prato complexo, discutível, mas dependendo dos ingredientes utilizados, acompanha uma variedade de vinhos bem escolhidos, trazendo alegria e possibilidades à mesa.

Em busca da uma ampla opinião a coluna reuniu no Supermercado São José, Praia do Canto, um dos locais mais tradicionais no preparo da Torta Capixaba, enófilos experimentados e curiosos, onde combinamos a torta com diversos estilos de vinho a fim de encontrar o que melhor harmoniza com prato. Como sempre degustação foi surpreendente, mudando conceitos para a maioria dos participantes, inclusive eu.

Em virtude da textura e sabores intensos dos ingredientes como , siri, sururu, bacalhau, coentro, entre outros utilizadas em seu preparo, brancos aromáticos, frescos, de sabor intenso, com pouca ou sem passagem por madeira como o chileno Morandé Reserva Gewurztraminer 2013, o português Tapada do Fidalgo Branco 2011, com as uvas Antão Vaz e Verdelho e o rosé espanhol Lambuena 2012, mostraram a melhor companhia para a torta.

Ainda existe a opção de tintos, com poucos taninos – aquele ingrediente que amarra a boca, como algumas frutas verdes. A falta de compatibilidade do Sal e o iodo dos peixes, crustáceos e frutos do mar com o tanino é outro complicador. É comum aparecer um gosto amargo e metálico. Testamos com Merlot, Pinot Noir, Tempranillo e Carmenére. O único tinto que escoltou bem a nossa torta foi o Clos des Fous Subsollum 2012 elaborado com a uva Pinot Noir, todos os outros atropelaram a torta. A orientação se não quiser errar é usar como coringa as “bolhinhas”, espumantes em geral, que combinam com tudo.

Ortigão Bruto – Portugal – Bairrada – R$ 45 – Vila Fruti

  • É elaborado pelo método clássico, Arinto, Bical, Cerceal e Maria Gomes apresente um belo perlage. Os aromas são de fermento, frutas secas e um leve floral. No paladar com certeza é a sua maior qualidade, bastante seca, mostrando muita intensidade e frescor. 

Santa Augusta Brut – Brasil (SC) – R$ 39,45 – São Jose

  • Elaborado pelo método Charmat longo, com as uvas 54% Cabernet Sauvignon, 30% Chardonnay e 16% Merlot, apresentou aroma muito bom, fresco e intenso, lembrando maça verde e frutas cítricas. Na boca é leve, frutado e muito refrescante. 

Lambuena rosé 2012 – Espanha – Ribera Del Duero – R$ 99 – São José

  • Elaborado 100% com a uva Tempranillo, apresentou aroma frutado, de cerejas, laranjas e framboesas. Paladar de médio corpo, macio e fresco. Um rosé intenso sem perder a elegância.    

Casal Garcia – Vinho Verde (Minho) – Portugal – R$ 31,20 – São José

  • Elaborado com as uvas Trajadura, Loureiro, Pedernã e Azal, é leve e refrescante. Ligeiramente efervescente, seu aroma é delicado e remete a frutas brancas e cítricas.

Tapada do Fidalgo Branco 2011 – Alentejo – Portugal – R$ 35 – Carone 

  • Elaborado com as uvas Antão Vaz e Verdelho, apresentou aroma com muitas frutas tropicais, como abacaxi em calda e também algo de mel. Seguiu no mesma linha em boca. Sedoso, macio e fresco. 

Morandé Reserva Gewurztraminer 2013 – Chile – 53,00 – Grand cru

  • Grande surpresa da prova, foi considerado a melhor companhia para a torta. Aroma exuberante de jasmim, rosas e flor de laranjeira. Paladar com textura cremosa, com agradável equilíbrio entre doçura e acidez.

Casa Marin Cartagena Sauvingon Blanc 2010 - San Antonio – Chile – R$ 59 - www.buywine.com.br 

  • Elaborado exclusivamente com a uva Sauvignon Blanc, sem passagem por madeira, apresenta notas tipicas de frutas citricas, florais e herbáceas. Muito fresco. 

Clos des Fous Pinot Noir Subsollum 2012 – Chile – R$ 132 – www.ravin.com.br

  • Um Pinot Noir muito aromático, delicado, elegante e com boa persistência em boca. O único tinto em prova que harmonizou com a torta. 

Uma das perguntas mais frequentes no mundo de baco é: Vinho quanto mais caro melhor? A resposta nem sempre é positiva. Somente preço alto não é garantia de qualidade, e de que seja superior a outro de menor valor. A curiosidade sim é um fator relevante. Eu mesmo Já tive várias surpresas em degustações às cegas (quando não sabemos que rótulo está provando), que vinhos cinco vezes mais baratos foram superiores no acender das luzes. Essa sem dúvida é a melhor opção, vinhos agradáveis, que nos entregam uma boa relação custo x beneficio. O bolso agradece.

A nosso favor conta a variedade e a oferta de vinhos no mercado brasileiro que é cada vez maior. Sem dúvida, trata-se de uma excelente notícia. Nada melhor do quer poder escolher à vontade. Isso também revela que cada vez mais pessoas estão adotando o hábito saudável e prazeroso de consumir vinhos. Todos nós percebemos que nesse mundo a grandiosidade impera e os consumidores não estão presos a uns poucos rótulos. Diante das múltiplas opções, o que fazer, o que escolher, que rótulo comprar, com tantas novidades que chegam ao mercado?         

Pensando em ajudar os leitores, elaborei uma seleção inédita com oito rótulos, e preços mais acessíveis, de 45 até 75 reais. Por isso o ineditismo. As escolhas foram baseadas provas realizadas recentemente e em experiências pessoais que valeram para reforçar a ideia de que nem sempre preço é sinônimo de qualidade e que é possível sim encontrar vinhos agradáveis a bons preços.

Busquei ainda formar uma seleção a mais universal possível, representativa da maior quantidade dos diversos países produtores, bem como estilos de vinhos diferentes: espumantes, brancos, rosé e tintos. Sem me esquecer de contemplar os vinhos brasileiros, que têm crescido em qualidade, e cada vez mais conquistando seu lugar ao sol nessa faixa de preço. Não faz sentido deixar de lado rótulos e produtores com uma seleção apenas de importados. Merecem todo o aplauso. Os leitores precisam saber disso.  

Confira abaixo os escolhidos e prove para tirar suas próprias conclusões. Saúde! 

Cava Cristalino Brut – Espanha – www.buywine.com.br – R$ 45,90

  • Cava é o termo oficial para o vinho espumante de método tradicional produzido na Espanha. Um corte de três castas de uvas nativas, a Parellada, que dá uma textura cremosa e peso, a Xare-lo, que confere complexidade e o Viura, chamada localmente de Macabeo, que dá uma acidez refrescante.

QPA Vinho Verde Loureiro 2012 – Portugal – Espaço DOC – 49,00 

  • Excelente oportunidade de provar um branco coma a uva Loureiro. Aromáticos, lembra frutos de polpa branca, como maçã e pera. Acidez média, na boca á macio, refrescante e de final prolongado. 

Pizzato Legno Chardonnay 2013 – Brasil – www.pizzato.net – R$ 59

  • Delicioso e surpreendente Chardonnay brasileiro. Complexo, com notas frutas tropicais maduras, manteiga, baunilha e mel. Paladar gordo, com boa acidez e concentração de sabor.  

Garofoli Anfora Verdicchio dei Castelli di Jesi DOC Classico 2011 – Itália – R$ 46 – Grand Cru

  • Cultivada principalmente na região de Marche (Itália), a uva autóctone branca Verdicchio, tem o seu nome vindo da palavra verde, referência a coloração amarelo esverdeado. É bastante fresco, com notas minerais, e frutadas.

LOpale de La Presquile de Saint Tropez 2011 – França ( Provance) – www.viavini.com.br – r$ 69

  • Delicioso rosé da Provance, equilibrado, com muita mineralidade e aromas vibrantes de frutas vermelhas e ricas notas de especiarias. Frescor, leveza, suculência e preço justo.

Almaúnica Reserva Syrah  2010 – Brasil – www.almaunica.com.br - R$ 50

  • Um Syrah brasileiro para quebrar o preconceito. Visual púrpura profundo com paladar encorpado, intenso e longo. Complexo com notas e sabores de especiarias, frutas escuras maduras, couro e alcatrão, além dos “empireumáticos”, tostado e defumado.

Chono Single Vineyard Carménère 2012 – Chile – www.wine.com.br - R$ 75

  • O melhor Carménère que já provei nessa faixa de preço. Aroma muito agradável, com notas de frutas e vegetais sem excessos. Pode não ser complexo, mas agrada de início ao fim. Fácil e beber e de gostar. Macio, fresco, sedoso, com taninos finos e que deixa na boca uma sensação gostosa. 

La Moras Reserva Malbec 2011 – Argentina – Dz empório – R$ 56

  • Elaborado pelo melhor produtor de San Juan. O tipo de vinho perfumado, com toques de chocolate, café e também de frutas negras. Na boca, elegante e charmoso. Pode melhorar um pouco com o tempo, mas já está pronto para o consumo. 

Vinho – Texto publicado originalmente na coluna Vivendo a Vida | C2 + Prazer & Cia | Jornal A Gazeta

Normalmente quando penso em um vinho espanhol, logo me vem a cabeça os da região de Rioja. Talvez pelo histórico de boas surpresas na taça. O nome vem do rio Oja, pequeno afluente do grande rio Ebro, que atravessa todo nordeste da Espanha. Os vinhos de Rioja são feitos principalmente com a uva Tempranillo, originária desse país. Ela produz vinhos de cores profundas, sabores ricos, e com grande potencial de envelhecimento. Extremamente complexos, desenvolvem com tempo um caráter que lembra couro.  

No rótulo é possível verificar nome de algumas sub-regiões: Rioja Baja, Rioja Alta e Rioja Alavesa. Cada uma tem um clima e uma topografia ligeiramente diferentes. Rioja Alta, no nordeste, produz vinhos potentes e mais estruturados, que precisam de mais tempo para chegar ao apogeu. Quando maduros, são os melhores e mais delicados da região. Rioja Alavesa, também no nordeste, responde pela menor área de Rioja, e produz vinhos mais frutados e ricos. Já Rioja Baja fica no sudeste, onde o solo não ajuda, tornado os vinhos mais comuns, baseados em sua grande maioria na uva Garnacha (Grenache).  

Já a região de Ribera del Duero, que abriga as grandes bodegas no país, originam vinhos igualmente maravilhosos em referencia aos de Rioja. O nome Ribera del Duero vem do rio Duero, que torna o Douro famoso pelo Porto ao seguir para Portugal, a oeste. O clima desse vale é extremo, árido, com dias muito quentes e noites muito frias durante o verão, e invernos muito intensos. Nessa condição a acidez da uva Tempranillo, com nome de tinto fino por lá, aumenta. O resultado são vinhos com grande intensidade, estrutura e textura sedosa.

Como escolher um vinho espanhol

De modo geral, o vinho espanhol é definido pela idade. Por isso os termos no rótulo; Jovem ou Roble; Crianza, Reserva e Gran Reserva; se referem ao tempo que os vinhos amadurecem em barris de carvalho, e depois nas garrafas, antes de ser vendidos.

Os vinhos rotulados como “Jovem ou Roble” tem pouco ou nenhum envelhecimento em carvalho. São vinhos para os apreciadores do estilo frutado e fresco. Já os “Crianzas”, que passaram um ano no barril e outro na garrafa, oferecem boa complexidade, mais ainda são dominados pelo caráter frutado. Os “Reservas” oferecem notas de baunilha, especiarias, couro, devido a mais um ano que passaram no carvalho. E finalmente, os Gran Reservas”, que são os “melhores”. Produzidos apenas em grandes safras, passam pelo menos dois anos no barril e mais três na garrafa antes de ser comercializados.  

Foram esses vinhos, mais precisamente os de Rioja (Bodega Bagordi-) e Ribera (Bodega Lambuena-), os atores principais que colocaram no palco novos goles da Espanha, em recente degustação promovida pela importadora Radar no restaurante Aroeira Bistrô & Armazém.

A turma de avaliadores: Fernando Rabelo (Importadora Radar), Thiago Valentim (GB5), Marcelo Vasconcellos (Aroeira), sommelier espanhola Deborah Sanchez (Restaurante Soeta), Frederico Cassaro (Radar – Vendas), Vicente (Diretor Radar) e André Costa Leal (GB5).

Abaixo um relato sobre os destaques:

Condado de Palacios tinto 2009 – Ribera del Duero – R$ 85 – Radar importadora (27-3213-3131)

  • Vinho de entrada da Bodega Lambuena, sem passagem por madeira; apresenta belo aroma, fresco, com notas de violeta, frutas negras e vermelhas maduras. Bom corpo, intenso e com boa persistência em boca.

Lambuena Roble 2011 – Ribera del Duero – R$ 112 – Radar importadora (27-3213-3131)

  • Um varietal Tempranillo com passagem 70% em carvalho americano e 30% francês por 4 meses. Aroma gostoso, floral. Redondo, “quente”, mas não alcoólico.

Lambuena Crianza 2010 – Ribera del Duero – R$ 215 – Radar importadora (27-3213-3131)

  • Um tinto surpreendente, em um grande momento de sua vida. Potente, encorpado e elegante. Aroma intenso, com notas de coco, cacau e especiarias. Na boca, estruturado, elegante e longo, com álcool bem integrado. Para meditar!

Usoa de Bagordi Jovem 2012 – Rioja – R$ 76 – Radar importadora (27-3213-3131)

  • Elaborado segundo o conceito biodinâmico, ecologicamente correto, mostrou com ótimo aroma, aberto desde o início, com notas de frutas negras e vermelhas, e de especiarias como cravo. Paladar leve e elegante.   

Usoa de Bagordi Crianza 2009 – Rioja – R$ 140 - Radar importadora (27-3213-3131)

  • Tambem elaborado sob o conceito biodinâmico, mostrou um aroma atraente, de uva-passa, baunilha e especiarias. Paladar redondo, taninos doces, com boa fruta e final agradável.

Bagordi Crianza 2008 – Rioja – R$ 117 – Radar importadora (27-3213-3131)

  • Macio, redondo e com boa persistência. Feito à moda tradicional com estágio de 12 meses em barricas + 12 em garrafa. Potente, mas equilibrado.

Bagordi Reserva 2005 – Rioja – R$ 190 – Radar importadora (27-3213-3131)

  • Apesar de ser 2005, 9 anos de vida, se mostrou muito novo. Aroma com algo lácteo e baunilha. Encorpado, potente e macio. Gostoso de beber, mas vai evoluir muito na próxima década. Para enófilos que não tem pressa!

Bagordi Gran Reserva 2001 – Rioja – R$ 440 – Radar importadora (27-3213-3131)

  • Muito fino e complexo, com notas de frutas, tostado, café, charuto, com lembranças florais, que iam alternando conforme evoluía na taça.  Na boca, gostoso, elegante e equilibrado, confirmando as notas do nariz. Precisa de 1 hora de decanter para mostrar a que veio.  

Em mais uma visita à Serra Gaúcha, participei, no dia 8 de fevereiro, da 4ª Colheita Simbólica no Vinhedo do Mundo. O evento recebeu 40 convidados, entre artistas, empresários, autoridades e jornalistas, no Ecomuseu da Cultura do Vinho Dal Pizzol, que integra a Rota Cantinas Históricas, em Bento Gonçalves (RS). Se eu pudesse resumir esse dia com uma expressão, seria “muito além da taça”.

Presença ilustre Luis Fernando Veríssimo participou do evento com a esposa, Lúcia Helena Massa. Ao colher um cacho da uva Shiraz, do Irã, o escritor afirmou que viver essa experiência foi algo bastante significativo.

Sob sol forte, a 38ºC, participei de atividades que contemplaram além da colheita, uma visita à exposição do Ecomuseu, a inauguração de uma exposição ao ar livre, a exibição da Fanfarra Bersaglieri de Faria Lemos, a mostra das 35 uvas colhidas e a apresentação e degustação do Vinum Mundi 2013, elaborado a partir de 100 castas de uvas do Vinhedo do Mundo.

Ecomuseu da Cultura do Vinho Recepcionado pelo presidente do Instituto R. Dal Pizzol, Rinaldo Dal Pizzol, nosso grupo pode conhecer a evolução do vinho na sala de exposição do museu, onde há um acervo com mais de 330 peças, sendo 235 delas exemplares de vinhos, garrafas exclusivas e objetos históricos da vitivinicultura.

O projeto conta com recursos da Lei Rouanet, de incentivo à cultura. Colheita Nessa ocasião, cada convidado vestiu um avental e colocou um chapéu de palha e, de posse da tesoura de colheita, pode viver a experiência de colher um cacho de um determinado tipo de uva.

Foi um verdadeiro passeio pelo universo vitivinícola através do Vinhedo do Mundo, que reúne 401 variedades de 30 países dos cinco continentes, sendo 164 em plena produção, 131 de primeira colheita em 2015 e 106 produzindo em 2016 (estas de origem caucásica). Coleção O Vinhedo do Mundo já é a terceira maior coleção privada de uvas do planeta. Daqui a duas safras, quando todas as variedades estarão produzindo, o projeto será a segunda maior coleção particular do mundo. “O Vinhedo do Mundo é um símbolo e uma mensagem de solidariedade humana que só a cultura do vinho e suas implicações filosóficas são capazes de expressar. A cultura do vinho não se limita apenas ao que está dentro da taça”, afirmou Rinaldo Dal Pizzol.

Exposição itinerante

Paramos em seguida na exposição ao ar livre, onde pudemos apreciar a mostra que integra o projeto do Ecomuseu da Cultura do Vinho, apresentada de forma moderna, permitindo uma maior interação do público com a preservação da memória da imigração e da cultura da bebida. A exposição, itinerante, deve fazer parte de eventos e de datas comemorativas, como o Dia do Vinho.

Seguimos para um restaurante do local, onde fomos recebidos pela fanfarra Bersaglieri de Faria Lemos. Criada e mantida pela Associação Caminhos de Faria Lemos, a fanfarra conta com 35 integrantes, de idades entre 11 e 78 anos, na maioria viticultores campesinos e estudantes. São amadores que se dedicam com entusiasmo e amor à arte.

O circuito encerrou-se em um almoço com prova de vinhos e espumantes da vinícola Dal Pizzol. O protagonista do cardápio foi o Vinum Mundi 2013, um gran assemblàge feito com 100 variedades cultivadas no Vinhedo do Mundo.

O rótulo do vinho retrata a obra do artista bento gonçalvense Aido Dal Mas, inspirado pela vindima de 2013.

Pinturas das artistas Eliane Averbuck e Sônia Bervian Possamai estarão estampadas na próxima safra, no Vinum Mundi 2014. Palavras do enólogo da Dal Pizzol, Dirceu Scottá: “elaborar o Vinum Mundi é, talvez, um dos projetos mais desafiadores da vinícola, devido às variáveis impostas nesse tipo de vinificação e nesse grande assemblàge”. São apenas 600 garrafas numeradas, que não estão à venda.

Serviço

O Ecomuseu e o Vinhedo do Mundo são abertos a visitação, com entrada franca, no Km 5,3 da RS 431, em Faria Lemos, Bento Gonçalves. Visitas de grupos devem ser agendadas pelo telefone (54) 3449-2255. O colunista viajou a convite da vinícola Dal Pizzol.

Texto publicado originalmente na coluna Vivendo a Vida | C2 + Prazer & Cia | Jornal A Gazeta

Embora o clima no Brasil peça vinhos mais leves e refrescantes no paladar, como os brancos, ainda há uma certa resistência na hora de aprecia-los. Que a nossa bebida favorita faz bem, principalmente os tintos, já sabemos. Mas isto não deveria ser uma justificativa para deixar os vinhos brancos de lado. É bom lembrar sobre “paradoxo francês” (fenômeno que intriga pesquisadores, em que franceses, mesmo comendo alimentos ricos em gordura, apresentam baixos índices de mortalidade por doenças coronarianas) vem de um país onde se produz e consome grande quantidade de vinhos brancos. Quem quiser outra justificativa para se render ao prazer dos vinhos brancos, tem essa: cientistas da Universidade de Milão, afirmaram que substâncias contidas nos brancos diminuem a propensão de doenças como artrite e osteoporose.

Existe uma ampla gama de vinhos brancos para vários paladares e várias ocasiões. Hoje, ficamos com os elaborados com a uva Sauvignon Blanc, originária de Bordeaux, na França, onde costuma ser mesclada à Sémillon, tanto nos vinhos secos, como nos vinhos de sobremesa, o Sauternes e o Barsac. Mas foi no Vale do Loire (Luar), na região central, onde uva se apresentou melhor com o nome de Pouilly-Fumé. Do outro lado do Rio Loire, Sancerre é outra denominação importante da Sauvignon Blanc, dando vinhos tão bons quanto. Nas duas apelações os vinhos têm características minerais, bastante frescos. 

Atualmente é cultivada em regiões do novo mundo, como Brasil, Chile, Califórnia, Australia e Nova Zelandia, conseguindo ótimos resultados, apresentando de acordo com os métodos de cultivo, solo e clima, diferentes notas no paladar. Em geral, exibem uma coloração amarela esverdeada, acidez elevada e aromas frutados (pêssego, maracujá, cajá e outras). É possível também perceber notas herbáceas, minerais e cítricas. Normalmente gera vinhos para serem consumidos jovens, já que não evoluem bem.

Na hora de harmonizar os brancos são mais versáteis e combinam com um leque maior de alimentos. Enquanto o tanino dos tintos é um fator complicador ao “brigar” com uma série de receitas, o que mesmo não acontece com os brancos. Além de saladas, frutos do mar, os brancos vão bem com aspargos, cozinha chinesa, japonesa, tailandesa, carpaccio ou um tartare de peixe, além de ceviches peruanos. São perfeitos com queijo de cabra. 

Chronos Reserva 2012 – Curico y Maipo – Chile – R$ 49,00 – Espaço DOC

  • Com uvas provenientes dos vales de Curicó e Maipo de altitude superior a 500 mts, esse sb ressalta aromas de frutas cítricas e ervas, com paladar refrescante e de boa persistência.     

Vicar’s Choice Sauvignon Blanc 2012 – Marlborough – Nova Zelândia – R$ 95,00 – Grand Cru

  • A Sauvignon Blanc é a grande casta da Nova Zelândia. Esse exemplar é leve e refrescante, com notas herbáceas, maçã verde e florais. Impossível não gostar.

Villa Francioni Sauvignon Blanc 2012 – São Joaquim (SC) – Brasil – R$ 103,00 – Ravin.com.br

  • Fresco e equilibrado, com aroma frutado com destaque para abacaxi, maçã, notas de flores brancas mescladas a um leve toque cítrico ao final. Excelente para iniciar um almoço no verão.

Bueno Bellavista Sauvignon Blanc Safra 2012 – Campanha Gaúcha – Brasil – R$ 45,00 – Ok hipermercado

  • A Sauvignon Blanc encontrou um parceiro perfeito no terroir da Campanha Gaúcha. Preservando aspectos minerais e de grande frescor. Surpreendente.

Henri Bourgeois Pouilly Fumé en Travertin 2011 – Loire – França –R$ 131,00 – Grand Cru

  • Pouilly-Fumé é um vinho do Vale do Loire, próximo a Sancerre, no centro da frança, feito exclusivamente com Sauvignon Blanc, é pouco encorpado e mais fresco. Vale a pena conhecer.

Château de Rougerie Branco 2011 – Entre-Deux-Mers – França – R$ 75,00 - wine.com.br

  • Um Sauvignon Blanc elaborado por um petit château com bastante fruta e frescor prolongado. 

A região do Vêneto, localizada ao norte da Itália, é uma das maiores exportadoras de vinhos daquele país. Para se ter uma ideia, sua produção – cerca de 850 milhões de litros – equivale a três vezes a produção de todo o Brasil. Entre os vinhos elaborados por lá, alguns são bastante conhecidos por aqui: o Prosecco, o Soave, o Bardolino e o Valpolicella. Mas o ícone chama-se Amarone Della Valpolicella, ou apenas Amarone.

A convite da Consorzio Tutela Vini Valpolicella, estive na cidade de Verona entre os dias 22 e 29 deste mês para participar da Anteprima do Amarone, a prova da safra 2010. Também fui conhecer algumas vinícolas e suas produções. O momento não poderia ser mais propício. A nova safra apresentada para especialistas de todo o mundo no Palazzo Della Gran Guardia já ostenta a Denominação de Origem Controlada e Garantida (D.O.C.G.), conforme decreto do ministério da agricultura local. Esse upgrade de denominação, que todo vinho italiano almeja, significa que seus rótulos agora são certificados de acordo com as regras de produção, as condições sanitárias e a localização geográfica, colocando-os em igualdade com outros dois ícones do país, o Brunello e o Barolo.

Geograficamente, a área de produção do Valpolicella é a mesma do Amarone: um conjunto de colinas ao norte de Verona. Os vinhos tintos por lá se dividem em cinco níveis: Valpolicella Clássico, Valpolicella Superiore, Valpolicella Superiore Ripasso, Amarone della Valpolicella e Recioto della Valpolicella (de sobremesa).


Castas

As uvas utilizadas também são as mesmas. Conforme a legislação italiana, devem ser em sua maioria Corvina, Rondinella, Molinara e mais 14 tipos em pequenas proporções. A primeira (Corvina) confere cor e maciez, a segunda (Rondinella) estrutura e a terceira (Molinara) entra com a acidez e o toque amargo característico. Mesmo com essas semelhanças, o Valpolicella é normalmente um vinho leve e simples, com média de 12% de teor alcoólico. Já o Amarone é um vinho estruturado, com teor de álcool que vai de 14% (mínimo por lei) a 17%. Essa diferença é explicada pelo método de elaboração, muito diferente do que estamos acostumados a ver. O Amarone é feito através de uma técnica chamada appassimento. Logo após a colheita das uvas, em vez de as frutas serem esmagadas e fermentadas, como em qualquer outro vinho de mesa, as mesmas são colocadas em caixas plásticas ou em esteiras por até cinco meses, até que se tornem “passificadas”. Durante o processo, as uvas perdem cerca de 35% de seu peso, o que acarreta uma perda na mesma proporção na quantidade de vinho, o que faz com que seu preço seja alto. Ao final do appassimento, nos meses de janeiro e fevereiro, começa o período de fermentação, com um longo processo de maceração em que o suco da uva permanece em contato com a casca, transformando os açúcares em álcool, a fim de se apresentar seco, com leve teor de açúcar residual.


Barricas

Em seguida, o vinho é amadurecido durante um intervalo de 25 a 48 meses, conforme decisão do enólogo. Mesmo que alguns produtores já utilizem barricas pequenas e novas, habitualmente são empregados na produção barris de 5 mil litros de madeira usada, chamados de “botti”, o que confere mais equilíbrio. Em seguida, o vinho descansa em garrafas por 12 meses, antes de chegar ao mercado. O resultado é uma bebida estruturada, macia, com acidez viva e taninos doces. É quase um vinho do Porto, porém sem a adição de álcool. De qualquer modo, é um grande vinho, e por isso deve ser apreciado em momentos festivos ou de meditação.

A harmonização indicada é com o grande queijo regional grana padano, com polenta, com carne condimentada, com salames e com presuntos. Em virtude dos posicionamentos geográficos diversos, os vinhos podem variar em estilo e qualidade. A dica é procurar no rótulo a distinção “Amarone Clássico”, o que significa estar na área de Valpolicella, onde normalmente são mais elegantes e complexos.


Alternativa

Para quem quer provar o Amarone mas acha caro, sugiro procurar pelo Valpolicella Ripasso, refermentado por 15 a 20 dias com a casca da uva que produziu o Amarone. Já o Recioto della Valpolicella D.O.C.G., de sobremesa, é feito com as mesmas uvas do Amarone, porém sua fermentação é interrompida, deixando assim o açúcar residual no vinho. Concentrado e complexo, cheio de frutas secas, muito tanino e boa acidez para equilibrar o dulçor. Suporta 30 anos de guarda tranquilamente. Ótimo com doces de chocolate preto.

App com valiosas informações

Para informações sobre vinícolas, hospedagem e mapas da região, há aplicativos indispensáveis para você ter no seu smartphone. São eles: Valpolicella Wines, Strada Del Vino Valpolicella e Itinerari in Valpolicella.

Abertura oficial

Salão de prova com os produtores

 

Belos e saborosos petiscos

Algumas visitas – Azienda Montresor

Com origem francesa, no século XVI, alguns da família migraram para Castelo Montresor, Verona, onde adquiriram terras e começaram a crescer suas vinhas. Quando o fundador Giacomo Montresor, na segunda metade do século 19, começou a vender o vinho que ele produziu com o seu nome, não poderia imaginar que um século mais tarde, os seus vinhos chegaram aos quatro pontos do mundo. Hoje, seus sucessores continuidade a esta tradição, que combina operações de seleção de agricultura, envelhecimento, engarrafamento e distribuição. A azienda elabora clássicos italianos da região do Vêneto, como Valpolicella, Amarone e Recioto.

Eduardo Montresor, a atual geração da família.

“Botti” como são chamados os barris italianos.

Uma bela vertical de Capitel dela Crosara: 2000, 2005 e 2008. Muito elegantes, complexos, feitos com uvas exclusivas da propriedade.

Azienda Agricola Novaia

Os vinhedos da Azienda Agricola Novaia estão situados entre 250 e 300 metros acima do nível do mar, em uma pequena área de 7 hectares. A viticultura técnica tradicional, foi quase completamente substituído pelo chamado espaldeira, técnica que permite uma melhoria na qualidade das uvas, em virtude de uma melhor exposição ao sol e uma menor produção de uvas por hectare. Um dos poucos produtores orgânicos em Marano.

Variedades de uvas produzidas por Azienda Agricola Novaia são os seguintes: “Corvina Veronese” (50%), “Corvinone” (30%), “Rondinella” (20%). Para as três variedades mencionadas foi recentemente adicionado “Oseleta”, uma variedade histórica de Valpolicella que se perdeu durante os últimos cinquenta anos.

A adega foi recentemente restaurada e renovada tanto na estrutura e equipamentos, realizando, dessa forma, um “casamento” perfeito entre o passado e o presente, entre a tradição e a tecnologia.

Enólogo Marcello Vaona de NOVAIA é a 4ª geração da família.

 

Produtos: Amarone della Valpolicella Classico DOC “Selezione Corte Vaona” – Amarone della Valpolicella Classico DOC Riserva “Le Balze” – Recioto della Valpolicella Classico DOC “Le Novaje” – Valpolicella Classico DOC Superiore “Eu Cantoni” – Valpolicella Classico DOC Superiore “Ripasso” – Valpolicella Classico DOC.

Cantina Valpolicella Negrar

La Cantina Valpolicella Negrar foi fundada em 1933 com o objetivo de promover e valorizar a cultura e produção de pequenos produtores de uvas do vale de Negrar, no coração da Valpolicella Classico. Hoje, a empresa dirige e coordena as atividades de mais de 200 produtores de vinho para um total de 500 hectares de vinhedos, direcionando o cultivo até o máximo respeito pelo meio ambiente, com especial atenção para a preservação da biodiversidade e vocações de seu território e vinhas.

As uvas no processo a apassimento.

Maravilhoso almoço com belos pratos e todas as uvas do amarone ao fundo em caixas para prova.

Provamos na Cantina cinco Amarones da safra 2005 Domini Veneti, um de cada um vale de Valpolicella Classico.

Azienda Agricola San Felice 

Azienda Agricola San Felice nasceu em 1974, formado por membros da Família Falezza, os proprietários de cerca de 12 hectares totalmente plantados com vinhas Valpolicella Doc. Nos últimos anos, a empresa adquiriu novos terrenos plantados com vinhas na área Marcellise e Mezzane na província de Verona. Foto acima:

Vinhedos anexo a sede da azienda.

Uma degustação de três safras do seu Amarone 2008/2009/2010. O destaque na taça foi 2010, já com o status DOCG. Muito futuro pela frente.

Azienda Agricola Rocca Sveva

A Cantina di Soave é uma cooperativa fundada em 1898 por 30 produtores. Hoje são 2.200 agricultores, sócios, tem 6.000 hectares e produzem cerca de 30 milhões de garrafas. Rocca Sveva é uma de suas cantinas, dedicado as marcas top, onde recebe uvas de somente 100 melhores membros e vinhedos.

A cave de totaliza uma área de 2500 m2 foram usadas como bunkers na Segunda Guerra Mundial.

Dois valpolicella Ripasso 2007 e 2009 e quatro safras de Amarone- 2006/2004/2001/2000 – na taça. Muito bem feitos, equilibrados e saborosos.

Azienda Agricola Corte Adami


Uma pequena azienda jovem, que desde 2004 vinificam uvas provenientes do terror de Castelcerino nas colinas di Soave. Mantem nos 36 hectares de vinhedos, apenas uma parte, para garantindo o máximo cuidado e processamento de vinho.

Os vinhedos cerca de 20 minutos de carro da sede.

Belíssimo Valpolicella Ripasso Superiore 2011, pronto para o consumo.

Azienda Agricola Bertani

Bertani é um dos principais produtores de Amarone, e sua primeira safra de Amarone Bertani foi feito em 1958. Sua sede está localizada em Grezzana, uma bonita aldeia no vale Valpantena, lado oriental de Verona. Foi fundada por dois irmãos Bertani, Giovan Battista e Gaetano, em 1857. (Em breve um post exclusivo).

Grupo de jornalistas de vários países.

Sala de barricas

Provamos três safras de seu Amarone 2005, 2006 e 1967 (fantástico).

Texto publicado originalmente na coluna Vivendo a Vida | C2 + Prazer & Cia | Jornal A Gazeta

A coluna de hoje é dedicada à Pinot Noir, uma das mais importantes e antigas uvas tintas do mundo consagrada na região da Borgonha, na França, pelos seus vinhos incríveis. É também conhecida por sua utilização na elaboração de champanhes.

A principal característica da Pinot Noir é a elegância. Quando jovem, a casta apresenta sabores de frutas vermelhas e taninos macios e frescos, com textura mais leve que os da Cabernet Sauvignon, o que torna seus vinhos palatáveis e ideais para o clima do verão.

No passado, quem decidiu cultivar a Pinot Noir fora da Borgonha teve problemas. A uva é de difícil cultivo, mesmo em seu local de origem. Porém, mesmo diante das dificuldades, plantá-la sempre foi uma tentação. Que o diga os produtores do Novo Mundo. Ao longo do tempo, além de ter demandado conhecimento técnico e dedicação por parte dos enólogos, a casta mostrou sua capacidade de adaptação, desenvolvendo características próprias, com diferentes sabores, níveis de qualidade, capacidade de rendimento e tempo de maturação.

Hoje, já podemos degustar bons Pinots de diversas regiões do mundo, como, por exemplo, do Oregon e da Califórnia, nos EUA, e de países como Chile, Argentina, Uruguai, Nova Zelândia, Alemanha e até mesmo do Brasil.

A grande procura por vinhos de Pinot Noir no Brasil e no mundo ocorreu após o lançamento do filme “Sideways”, em 2004. Na trama, um homem depressivo tenta se tornar escritor. Fascinado por vinhos de Pinot Noir, ele decide dar de presente de despedida de solteiro ao seu melhor amigo uma viagem pelas vinícolas da Califórnia.

Provei para esta coluna rótulos de dentro e de fora da Borgonha, com preços entre R$ 60 e R$ 170. Ao final da degustação, tive uma grande surpresa: os vinhos não mostraram uma grande diferença de qualidade e, sim, uma nítida distinção de estilo. Os do Novo Mundo mostraram um frutado vivo, lembrando muitas vezes goiaba madura. Os do Velho Mundo, por sua vez, apresentaram um caráter mais austero e menos carregado na fruta. Sugiro para a harmonização queijos suaves, salmão, atum, vitela e pizza.

Santenay Vicent Girardin 2007 | Bom equilíbrio e concentração, com frutas vermelhas, toque de violeta e leve herbáceo. Fresco e equilibrado, com taninos muito redondos. Para quem tem mais litragem. Onde: Ok Hipermercado | R$ 176 | França

Domaine Pierre Andre Bourgogne Pinot Noir Vieilles Vignes 2011 | Notas de frutas frescas, morango e cereja, minerais e balsâmicas. Delicado e elegante. Ótima acidez. Bastante equilibrado. Onde: Buywine.com.br | R$ 99 | França

Bueno Bellavista State Pinot Noir 2011 | O vinho do comentarista Galvão Bueno é intenso, e ao mesmo tempo elegante, com fruta na medida. Macio e sedoso. Final longo. Onde: Carone | R$ 65 | Brasil

Matua Valley Pinot Noir 2011 | Belo exemplar da Nova Zelândia | Seu aroma intenso lembra frutas vermelhas, framboesa e amora (leve toque terroso). Delicado, com notas frutadas, elegantes. Onde: Wine Vix | R$ 65 | Nova Zelandia

Marichal Pinot Noir 2009 | Frutado, intenso, temperado com especiarias. No paladar, apresenta taninos macios e levemente doces. Um vinho fácil de beber e de gostar. Onde: Enótria | R$ 75 | Uruguai

Dr. Loosen Villa Wolf Pinot Noir Qualitatswein 2011 | Provei, pela primeira vez, um Pinot da Alemanha. Gostei. Boa tipicidade. Aroma gostoso, frutado e floral. Redondo, “quente”, mas não alcoólico. Onde: Wine.com.br | R$ 67 | Alemanha

Chilcas Pinot Noir Single Vineyard 2011 | Ervas e frutas dão um toque muito especial a esse vinho. Enche a boca e deixa um retrogosto duradouro e gostoso. Potente, mas não alcoólico e enjoativo. Ótimo frescor. Onde: Buywine.com.br | R$ 74 | Chile

Bodega Del Fin Del Mundo Reserva Pinot Noir 2011 | Frutas vermelhas e especiarias (canela). Paladar aveludado, com muita fruta madura e goiaba. Deixa uma impressão gostosa na boca. Onde: Wine.com.br | R$ 64 | Argentina

Texto publicado originalmente na coluna Vivendo a Vida | Caderno Prazer & Cia | Jornal A Gazeta

Virada a página de 2013, é hora de fazer uma retrospectiva, analisar o que deu certo, o que não deu e traçar metas e objetivos para o ano que acaba de começar. Meu 2013 foi espetacular, pessoalmente e profissionalmente, de muito aprendizado, com viagens, eventos e participações no júri de diversos concursos. Avaliei mais de mil rótulos.

Não poderia esquecer do meu início aqui no jornal, como colunista. Só tenho a agradecer a Deus por realizar meus sonhos e me dar a oportunidade de fazer o que gosto. É um verdadeiro “vidão”, como dizia meu falecido pai.

Critérios

Os critérios que utilizei para a escolha dos rótulos passam por qualidade, valor (limite 200 reais), disponibilidade no mercado capixaba ou pela internet e, finalmente, o gosto pessoal, um critério bastante subjetivo. Mas os vinhos são assim. Os sugeridos a seguir são de safras novas, facilmente encontrados no mercado, vinhos dos quais gostei muito e compraria para beber novamente. Ficaram de fora da seleção grandes ícones de safras antigas, que muito aprecio. Porém essa informação seria de pouca utilidade ao leitor, pura soberba.

Pesquisando os vinhos para classificar e incluir na lista, lembrei-me de cada momento, dos aromas e dos sabores, das conversas com amigos… foi incrível. Nada melhor do que ter o direito de desfrutar de um bom gole dessa bebida. Afinal, ao contrário do que alguns sugerem, degustar é um ato simples. Basta ter um abridor, uma taça e uma garrafa de boa marca e safra. Se a companhia for agradável, melhor ainda.

Desejo a todos um 2014 repleto de saúde, paz, realizações e bons caldos na taça. Até a próxima!

Vinho do Ano

Santa Ema Amplus Carignan 2009: aroma gostoso, com mentol, coco e baunilha (que também aparece em boca). Prazeroso, com ótima acidez, pede o próximo gole. Tinto longo e equilibrado, impressiona na taça. Campeão. R$ 79 | Onde: Wine Vix

Branco do Novo Mundo

Bravado Wines Marina 2011 Sauvignon Blanc: visual amarelo esverdeado e aromas minerais – nota de cajá evidente e encantadora. Paladar muito fresco, com acidez viva e bem equilibrada. Vinhaço! R$ 73 | Onde: Buywine.com.br

Tinto do Novo Mundo

Manso de Velasco 2009: 100% Cabernet Sauvignon de aroma intenso (cânfora, mentol e ameixa em calda). Paladar de bom corpo, taninos sedosos e boa acidez. Equilibrado e longo. Onde: Devinum.com.br | R$ 200

Branco do Velho Mundo

Esporão Reserva 2012: nariz com uma boa salada de frutas (abacaxi, tangerina, pêssego) e toque mineral. Paladar gordo, com notas frutadas e minerais. Saboroso, com ótima acidez. Final longo e equilibrado. R$ 80 | Onde: Ville du Vin

Tinto do Velho Mundo

Poliphonia Signature Tinto 2009: corte nada habitual de Syrah e Alicante Bouschet. Aroma intenso (coco, caramelo e frutas). Paladar gordo e retrogosto intenso, marcado pelo coco. 18 meses em carvalho. R$ 160 | Onde: Carone

Espumante Brasileiro     

Alma Única Nature: método champenoise. Borbulhas finas e persistentes. Seu aroma intenso e complexo lembra frutas secas e um delicioso tostado. Na boca, é estruturado, refrescante e longo. R$ 48 | Onde: Almaunica.com.br

Brasileiro do Ano

Miolo Lote 43 2011: de aroma intenso e complexo. Notas de frutas vermelhas e negras, florais, minerais e madeira sutil. Boca macia, fresca, com ótima acidez. Estruturado, longo e equilibrado. R$ 118 | Onde: Wine.com.br

Custo-benefício do ano

Paulo Laureano Clássico Tinto 2011: aroma de frutas frescas, ameixa e amora (toque de especiarias). Paladar leve e fresco, equilibrado. Bem-elaborado. Excelente custo-benefício. R$ 29 | Onde: Carone

Texto publicado originalmente na coluna Vivendo a Vida | Caderno Prazer & Cia | Jornal A Gazeta

A degustação de vinhos é normalmente associada à estação mais fria do ano. Mas isso não impede que a bebida seja apreciada no verão. Em vez dos mais encorpados, entram em cena, os vinhos leves e refrescantes: espumantes, brancos, rosados e tintos sem passagem por madeira.

Nas adegas sugiro que você escolha rótulos de safras novas. Estes terão mais acidez e, consequentemente, um maior frescor. Não esqueça também de verificar o teor alcoólico. Quanto mais baixo (13% é o ideal), menor será a sensação de calor. Em geral, os vinhos de Verão são mais fáceis de beber e mais baratos.

Para que você tenha uma maior percepção de aromas e sabores, a temperatura é um fator fundamental. Se o vinho é provado muito gelado, além de ter seus aromas anulados, deixa mais evidente a sensação de amargor e dos taninos, no caso dos tintos. Se é servido quente, o álcool fica mais perceptível. Nesse momento, um balde de gelo, é acessório indispensável.

Espumante (Temperatura de serviço 6º a 8º C)

Apesar do champagne ser mundialmente conhecido e reverenciado, os espumantes nacionais também apresentam um frescor surpreendente.

Branco (Temperatura de serviço 10º a 12ºC)

Indico Sauvignon Blanc chileno, Chardonnay Brasileiro, Vinhos Verdes de Portugal, Torrontes Argentino, Muscadet Francês, leves e refrescantes. Considerando a acidez como a maior qualidade de um vinho branco, opte sempre por novas safras.

Rosé (Temperatura de serviço entre 10º a 12º C)

São elaborados com uvas tintas e vinificados com a casca por pouco tempo, só para aferir uma cor à bebida. O resultado são vinhos delicados como os brancos, aromáticos, porém com mais estrutura no paladar, o que os tornam capazes de acompanhar pratos mais estruturados.

Tinto leve (Temperatura de serviço 14º C)

Tintos leves, de boa acidez e com pouca carga tânica são os mais indicados. Ex: Pinot Noir, Gamay, Tempranillo, Bonarda também são boas opções.

 

Adolfo Lona Brut – Brasil – R$ 33 – Espaço Doc

  • Visual amarelo claro brilhante, borbulhas médias e pequenas com boa persistência. Aromas lembram fermento de pão, frutado e floral. O paladar mostra cremosidade média, boa fruta, fresco, intenso e uma acidez equilibrada.

Castellroig Cava Brut Corte – Espanha – R$ 74 – Grand Cru

  • Um belíssimo espumante espanhol, elaborado com um corte de uvas Macabeo, Parellada, Xarel·lo. Aroma cítrico com notas de macã, pêra e algum tostado e mineral. Paladar seco e estruturado, ótima acidez e cremosidade.  

Duque de Campo Branco 2012 – Espanha – R$ 30 – Espaço Doc

  • Elaborado com as uvas Viura (80%) e Sauvignon Blanc (20%), apresenta um visual amarelo palha com reflexos verdes. Amora de frutas frescas, como maçã e pêssego. Na boca é frutado e tem acidez equilibrada e bem integrada.

Dadivas Pinot Noir 2012 – Brasil – R$ 42,90 – OK Hipermercado

  • Eleito pela revista inglesa Decanter como um dos seis melhores vinhos brasileiros, esse Pinot Noir além de ótimo preço mostra muita tipicidade com notas de frutas vermelhas maduras, com algumas nuances florais. Paladar macio, fresco e redondo. Um vinho fácil de beber e de agradar.

Tapada do Fidalgo Rosé 2012 – Portugal – R$ 35 – Carone

  • Esse rótulo, muito elogiado na prova, mostrou um visual cereja vivo, aroma intenso, frutado, lembrando groselha. Continuou encantando na boca. Chamou atenção pela ótima acidez e frescor.  

Palmira Sauvignon Blanc 2012 – Chile – R$ 29 – Zanatta  

  • Aroma agradável, com frutas cítricas. Agrada pela ausência de herbáceo. Paladar leve, com textura macia e boa acidez. Para ser degustado sem maiores pretensões. Vinho para o dia-dia. 

Palmira Chardonnay 2012 – Chile – R$ 29 – Zanatta

  • Fresco, alegre, apresenta notas de frutas brancas, pêra, pêssego, cítricos e um leve mineral. Paladar leve, com acidez presente e equilibrado. Outro vinho para ser levado para praia ou piscina.

Crios Susana Balbo Torrontés 2012 – Argentina – R$ 46 – www.wine.com.br

  • Não podia faltar um torrontés argentino. Aroma fresco, com notas típicas florais, de rosas e lichia. O paladar é leve e fresco, com uma textura macia, ótima acidez. Elegante e de boa persistência.