Mais uma vez a Confraria Vivendo a Vida se reuniu para apreciar ótimos vinhos e também uma gastronomia de primeira, que é elaborada pelo Chef oficial do grupo, o Dr. Aldir Almeida.

De todas as regiões da Itália, a ilha da Sicília foi a que mais mudou nas ultimas décadas. Trinta anos atrás era apenas uma terra quase medieval. Com relação ao vinho, havia o Marsala, um nome que todos conheciam, porém ninguém bebia, e também o Moscato doce. Mas a maior parte do vinho era intragável. O melhor era exportado para o Norte, destinado a mistura.

A salvação foi um programa de desenvolvimento regional bem dirigido, modernizando, se tornando uma referência na Itália. Vinhedos novos e enormes abastecem cooperativas automatizadas que produzem vinhos corretos e modernos. 75% dos vinhos da Sicília são brancos, sendo 80% da totalidade da produção são elaborados por cooperativas.

AS DOCG’s são quase irrelevantes por lá, menos de 5% se qualificam. No entanto de uns anos para cá, é evidente a crescente qualidade dos vinhos, sendo capaz de produzir vinhos muito bons e até excelentes.

Palari Faro 2007 – 13,5%. – Descrições Marcos Fonseca

  • A cor, clara e translúcida, já criava uma boa expectativa. Nariz delicado de frutas vermelhas frescas, especiarias, ervas provençais e madeira praticamente imperceptível, muito bem trabalhada. Na boca, um vinho elegante, com fruta delineada por boa acidez, taninos finos e persistência média/longa. Certamente jovem, mas já batendo uma bola muito redonda. Lindo.


Gulfi Nerobufaleffj 2007 – 14%. – 100% Nero d’Avola.

  • Produtor adepto da agricultura orgânica e que adota preceitos da vinicultura natural, com adição de pouco ou nenhum SO2:. Estágio de 18 meses em barris de 500 litros. Maiores detalhes aqui:http:// www.gulfi.it/e_nerobufaleffj.html. Nariz intenso de frutas negras e vermelhas frescas, floral, baunilha discreta e álcool um pouco saliente. Na boca, um vinho potente, quente, confirmando a ponta de álcool sentida no nariz, com taninos presentes porém nada agressivos, acidez equilibrada e persistência longa. Primário, precisa de tempo para que o álcool integre e o vinho se transforme em algo menos ostensivo, mais sutil. Ainda assim, parece ter um futuro promissor.


Donnafugata Contessa Entellina Mille e Una Notte 2007 – 13,5%.

  • Nero d’Avola com um pequeno percentual de outras uvas. Esse é um velho conhecido. Nunca tinha bebido um tão jovem, e nem deveria, pois se mostrou bastante primário, com frutas negras em primeiro plano e um leve traço balsâmico por trás da cortina negra. Parou por aí. Na boca, encorpado e um tanto quanto monolítico. Definitivamente, se transforma em algo bem mais interessante com 10+ anos, ainda que nas minhas experiências passadas eu sempre tenha achado que um pouco mais de acidez seria benéfica ao vinho.


Curta a pagina do Blog Vivendo a Vida no Facebook