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Archive for the ‘ Cinsault ’ Category

Marcelo Retamal, um dos mais competentes enólogos do Chile percorreu junto a sua equipe quase todo país em busca de vinhedos velhos e perdidos, alguns deles com variedades que nem eles conseguiram identificar.

Dessa busca nasceu o De Martino Viejas Tinajas 2011, elaborado com uvas Cinsault provenientes de vinhas com 30 anos de idade do Vale de Itata,
Guariligüe, 400 km ao sul de Santiago, conduzidas em gobelet, não irrigadas e plantadas em pé franco. Sua fermentação foi conduzida com bagos inteiros por 15 dias em tinajas (ânforas) centenárias de barro. O vinho foi engarrafado sem filtração alguma. Não foram adicionados nenhum insumo enológico (enzimas, taninos, leveduras selecionadas), salvo uma pequenas dose de SO2 para a conservação do vinho.

O vinho foi eleito a melhor das “outras” cepas tintas no guia de vinhos Descorchados 2012, o mais respeitado do Chile, recebendo 92 pontos.

Avaliação Pessoal:
ST (91)
- De Martino Viejas Tinajas 2011- 100% Cinsault – 13% – Importadora Decanter / Em Vitória Espaço D.O.C – R$ 134,00

Na taça o vinho superou as minhas expectativas. Visual rubi de média intensidade, fruta bastante limpa, cereja, framboesa, e um discreto floral. O paladar apresenta corpo médio e ótima acidez. Persistência aromática de boa intensidade, confirmando o nariz, com um final fresco e equilibrado. Um vinho que não cansa o paladar. Se fosse degustado às cegas falaria ser um Pinot. Ótima compra!

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Por Marcos Fonseca – Louis Bernard Gigondas 2003 – 14%.

Informações conflitantes na página do produtor, na ficha técnica do vinho e no contra-rótulo. O certo é que tem na Grenache sua casta majoritária, seguida pela Syrah, podendo ter ou não Mourvèdre e Cinsault ou Mourvèdre e Carignan.

Pelo que li, o “cara” é um négociant que compra uvas e vinifica quase sem madeira, pra preservar o caráter da fruta e, penso eu, economizar um dindin.

Mix de frutas negras e vermelhas com uma estrebariazinha bem discreta, um leve esfumaçado e uma pimentinha tímida. O que sobressai é realmente a fruta, ainda bastante íntegra no alto dos seus 9 anos. Na boca, um vinho macio, com taninos inofensivos, acidez correta e persistência média. Bom equilíbrio. Apesar da fruta relativamente jovem, não sei se tem estrutura para uma guarda muito mais prolongada. Se eu tivesse outra garrafa, beberia nos próximos 2 ou 3 anos.

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