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Archive for the ‘ ST (94) ’ Category

Na noite de sábado participei de uma deliciosa degustação vertical com o vinho chileno Don Melchor, top da gigante Concha y Toro, no recém-inaugurado restaurante Grotto Grill (uma próxima conversa), Praia do Canto, na companhia dos meus velhos amigos Aldir Manoel, Marcos Fonseca e suas respectivas esposas, com sempre.

A vinícola Concha y Toro é considerada a segunda marca de vinhos mais poderosa do mundo, símbolo do vinho chileno, com 16 prêmios “Winery of the Year” e reconhecida nas mais prestigiadas publicações do setor, com altas pontuações na Wine Spectator e The Wine Advocate.

Tivemos a oportunidade de provar as safras 2000, 2002 e 2004, de seu mais celebre vinho, já com Enrique Tirado como enólogo. Em minha opinião, duas safras se destacaram: 2000 e 2004, mais francos e equilibrados.  

Don Melchor 2000 | 13,6% álcool |  100% Cabernet Sauvignon | 14 meses em barrica francesa, sendo 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso.

  • Apesar da idade, se mostrou inteiro e vivo. Aroma encantador, do jeito que eu gosto. Fruta já saindo de cena, deixando as notas terciárias tomarem conta, como caixa de charutos e alcatrão. Paladar macio, acidez mediana e boa persistência. Às cegas arriscaria ser um Bordeaux dos bons. Acho que não evolui. Nota: 92/100

Don Melchor  2002 | 14% álcool | 96% Cabernet Sauvignon e 4% Cabernet Franc | 14 meses em barrica francesa 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso. 

  • A safra mais difícil de avaliar. Aroma fechado, mas com a boca boa. Estruturado, potente, mas não chega a encantar. Talvez se revele no futuro. Nota: 88/100

Don Melchor 2004 | 14,5% álcool | 94% de Cabernet Sauvignon e 6% Cabernet Franc | 14 meses em barrica francesa 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso.

  • Excelente, no auge da forma. Aroma intenso, com notas cítricas (pitanga), negras e especiarias. Na boca é estruturado, elegante e potente. Confirma as notas do nariz. Muito equilibrado. Nota: 94/100 

Na mítica cidade de Haro, capital de La Rioja Alta, talvez onde exista a extraordinária coincidência entra a bondade do clima ameno e severidade da terra, onde se encontra a Bodegas López de Heredia, a mais antiga de Haro e uma das três primeiras de La Rioja.

A localização estratégica de seus vinhedos, a excepcional qualidade das plantações, bem como as variedades utilizadas, têm seu complemento em uma excepcional adega de vinho, cujo processo de criação foi implementado lentamente e com muito carinho.

Quando se entra no labirinto das adegas, construído com blocos resistentes que ficam sobre a rocha, impressiona  a solidez e a grandeza, por isso ganhou o nome de a “Catedral do Vinho “.

A partir do conhecimento adquirido na sua relação com os comerciantes franceses residentes em Haro e apoiando os seus negócios e estudos contábeis realizados durante sua estadia em Bayonne, D. Rafael López de Heredia y Landeta iniciou o processo de vinificação.

D. Rafael decidiu Projetar e construir uma área subterrânea onde guardar os barris e dá início à criação dos seus vinhos. Seleção e amor. São duas palavras que se tornaram a bíblia dos seus vinhos.

O processo de vinificação tornou-se uma tradição familiar que é passada de geração em geração, é um místico presente no trabalho diário, enraizada na tradição com uma profunda convicção nos valores e métodos adoptados até aos dias de hoje.

Avaliação Pessoal: VINA BOSCONIA GRAN RESERVA 1994 TINTO – ST (94) – Tempranillo (80%), Garnacho (15%), Mazuelo y Graciano – 10 anos em barricas e foi engarrafado sem filtração

  • Visual acastanhado sem sedimentos, com belo halo evoluído (alaranjado). Aromas típicos de boa intensidade, notas de carne, madeira velha, associado a frutas cozidas e condimentadas. No paladar se mostrou macio, com caráter frutado, confirmando o nariz, redondo, boa acidez e longa persistência. Evoluiu muito bem. Recomendo decantação. Digno de ser compartilhado. Valeu Dr. Julio Portugal.

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Um dos principais vinhos do Chile, e o top da vinícola chilena Santa Rita, foi batizado de “Casa Real” em 1880 pelo fundador da empresa, Domingo Fernandez Concha. Seu vinhedo em Buín, Vale de Maipo, ao sul de Santiago foi replantado nos anos 1950, formando a base do corte desse raro tinto do Chile, realmente chileno, por não fazer parte de nenhuma de nenhuma joint venture, bancada por estrangeiros. A marca sido supervisionada há duas décadas por Cecilia Torres, a primeira mulher a se tornar vinicultora de alto nível no Chile, significou a evolução qualitativa do Casa Real, que teve seu estilo baseado no carvalho desde 1993 e mudando de estilo a partir de 1997, com uma maior concentração de fruta.

Avaliação Pessoal: ST (94) – Chile – Vale de Maipo – 100% Cabernet Sauvignon – 14% – 15 meses em barricas de carvalho – R$ 350,00 – Importadora Grand Cru

Visual púrpura muito escura, aromas intensos de frutas escuras muito maduras (ameixas e amoras), chocolate, notas terrosas e florais elegantes (violetas), e um fundo de carvalho tostado. O paladar é rico, com bom equilíbrio, muita concentração, taninos finíssimos, e uma longa persistência. O retrogosto é elegante, com a madeira fazendo o contraponto perfeito para a fruta. Um vinhaço!

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