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Archive for the ‘ Vinhos do Brasil ’ Category

Viajar, provar, buscar informações, essa tem sido uma constante em minha vida ultimamente. Recentemente voltei a Bento Gonçalves, região maravilhosa, no qual me sinto muito bem, e pude visitar algumas vinícolas que ainda não conhecia. A primeira parada foi na Pizzato, no Vale dos Vinhedos, onde fui recebido gentilmente por Flávio Pizzato, um dos sócios da vinícola.


O início da Pizzato foi igual à de outras vinícolas da Serra Gaúcha, com a chegada de imigrantes italianos, que se instalaram na região e plantaram as primeiras videiras. No caso, a trajetória da empresa se iniciou com a vinda, em 1880, de Antonio Pizzato, originário da região italiana de Vicenza, no Vêneto. Depois dele, o negócio foi tocado pelo filho Giovanni, avô de Plínio Pizzato, que cultiva, além da paixão pelo vinho, o amor pela vitivinicultura. Foi ele o responsável por instalar a empresa – desde o final da década de 1960 – no Vale dos Vinhedos, e por produzir vinhos em escala comercial. Isso ocorreu em 1998, os filhos, Flavio, Flávia, Jane e Ivo, começaram a desenhar os rótulos da Pizzato. Desde então a vinícola se apresenta melhor estruturada e com vinhos de qualidade, impulsionada pelo seu grande destaque, a Merlot.


Espumantes elaborados pelo método tradicional


Sala de barricas


A área de produção

Entre os vinhos provados, acho que todos, os já consagrados, como o DNA99 e o Chardonnay (com e sem madeira) D.O (Denominação de Origem Vale dos Vinhedos) confirmaram a qualidade na taça. Os reservas, como o Cabernet Sauvignon, Tannat, Alicante Bouschet e o Merlot, surpreenderam. Já os rótulos da linha Fausto, elaborados com uvas provenientes de vinhedos PIZZATO em Dr. Fausto, localizados em Dois Lajeados, Serra Gaúcha, como o Fausto Brut, Fausto Demi Sec, Fausto Cabernet Sauvignon e a safra 2011 do Fausto Rosé Merlot, chamaram atenção. Provem e tirem as suas conclusões.

Visitas – Todos os dias das 10h às 17h e aos sábados e feriados das 10h às 18h. Mais informações pelo e-mail  ou pelos telefones: (54)3459.1155 e (54)3055.0440.

Texto publicado originalmente na coluna Vivendo a Vida | C2 + Prazer & Cia | Jornal A Gazeta

A coluna de hoje é dedicada à Pinot Noir, uma das mais importantes e antigas uvas tintas do mundo consagrada na região da Borgonha, na França, pelos seus vinhos incríveis. É também conhecida por sua utilização na elaboração de champanhes.

A principal característica da Pinot Noir é a elegância. Quando jovem, a casta apresenta sabores de frutas vermelhas e taninos macios e frescos, com textura mais leve que os da Cabernet Sauvignon, o que torna seus vinhos palatáveis e ideais para o clima do verão.

No passado, quem decidiu cultivar a Pinot Noir fora da Borgonha teve problemas. A uva é de difícil cultivo, mesmo em seu local de origem. Porém, mesmo diante das dificuldades, plantá-la sempre foi uma tentação. Que o diga os produtores do Novo Mundo. Ao longo do tempo, além de ter demandado conhecimento técnico e dedicação por parte dos enólogos, a casta mostrou sua capacidade de adaptação, desenvolvendo características próprias, com diferentes sabores, níveis de qualidade, capacidade de rendimento e tempo de maturação.

Hoje, já podemos degustar bons Pinots de diversas regiões do mundo, como, por exemplo, do Oregon e da Califórnia, nos EUA, e de países como Chile, Argentina, Uruguai, Nova Zelândia, Alemanha e até mesmo do Brasil.

A grande procura por vinhos de Pinot Noir no Brasil e no mundo ocorreu após o lançamento do filme “Sideways”, em 2004. Na trama, um homem depressivo tenta se tornar escritor. Fascinado por vinhos de Pinot Noir, ele decide dar de presente de despedida de solteiro ao seu melhor amigo uma viagem pelas vinícolas da Califórnia.

Provei para esta coluna rótulos de dentro e de fora da Borgonha, com preços entre R$ 60 e R$ 170. Ao final da degustação, tive uma grande surpresa: os vinhos não mostraram uma grande diferença de qualidade e, sim, uma nítida distinção de estilo. Os do Novo Mundo mostraram um frutado vivo, lembrando muitas vezes goiaba madura. Os do Velho Mundo, por sua vez, apresentaram um caráter mais austero e menos carregado na fruta. Sugiro para a harmonização queijos suaves, salmão, atum, vitela e pizza.

Santenay Vicent Girardin 2007 | Bom equilíbrio e concentração, com frutas vermelhas, toque de violeta e leve herbáceo. Fresco e equilibrado, com taninos muito redondos. Para quem tem mais litragem. Onde: Ok Hipermercado | R$ 176 | França

Domaine Pierre Andre Bourgogne Pinot Noir Vieilles Vignes 2011 | Notas de frutas frescas, morango e cereja, minerais e balsâmicas. Delicado e elegante. Ótima acidez. Bastante equilibrado. Onde: Buywine.com.br | R$ 99 | França

Bueno Bellavista State Pinot Noir 2011 | O vinho do comentarista Galvão Bueno é intenso, e ao mesmo tempo elegante, com fruta na medida. Macio e sedoso. Final longo. Onde: Carone | R$ 65 | Brasil

Matua Valley Pinot Noir 2011 | Belo exemplar da Nova Zelândia | Seu aroma intenso lembra frutas vermelhas, framboesa e amora (leve toque terroso). Delicado, com notas frutadas, elegantes. Onde: Wine Vix | R$ 65 | Nova Zelandia

Marichal Pinot Noir 2009 | Frutado, intenso, temperado com especiarias. No paladar, apresenta taninos macios e levemente doces. Um vinho fácil de beber e de gostar. Onde: Enótria | R$ 75 | Uruguai

Dr. Loosen Villa Wolf Pinot Noir Qualitatswein 2011 | Provei, pela primeira vez, um Pinot da Alemanha. Gostei. Boa tipicidade. Aroma gostoso, frutado e floral. Redondo, “quente”, mas não alcoólico. Onde: Wine.com.br | R$ 67 | Alemanha

Chilcas Pinot Noir Single Vineyard 2011 | Ervas e frutas dão um toque muito especial a esse vinho. Enche a boca e deixa um retrogosto duradouro e gostoso. Potente, mas não alcoólico e enjoativo. Ótimo frescor. Onde: Buywine.com.br | R$ 74 | Chile

Bodega Del Fin Del Mundo Reserva Pinot Noir 2011 | Frutas vermelhas e especiarias (canela). Paladar aveludado, com muita fruta madura e goiaba. Deixa uma impressão gostosa na boca. Onde: Wine.com.br | R$ 64 | Argentina

Caros seguidores do blog Vivendo a Vida. Em setembro estarei estreiando uma nova coluna na Revista Vocação Pública: “Entre Vinhos e Pratos“. E é claro não poderia  deixar de comunicar isso a vocês. 

Capeletti de frango x Aurora Pinot Noir 2012 por 22,00 na taça!

Recentemente recebi da assessoria de imprensa da vinícola brasileira Aurora, uma informação dando conta que o seu Varietal Pinot Noir 2012, um vinho de 22,00 reais na gondola dos supermercados aqui em vix, se destacou, sendo citado como o único Pinot Noir brasileiro entre os TOP 10 do concurso Wine Stars da London Wine Fair (a maior feira de vinhos da Inglaterra) publicado na revista Decanter, gerando muita expectativa.

A referência de qualidade do vinho com a uva Pinot Noir é a Borgonha, onde pequenos terrenos de vinhedos geram tesouros raros. Oregon, Califórnia, Nova Zelândia e Chile também produzem um bom Pinot Noir. Porém, a produção é bastante limitada, pois esta variedade é bastante peculiar com relação ao clima e ao solo.

No Brasil a Pinot Noir tem tido uma boa produção, porém se no mundo já difícil o seu produção, imagine aqui, com um clima desfavorável. Além de bons rótulos do Rio Grande do Sul, o estado de Santa Catarina também vem mostrando bons resultados.

Avaliação Pessoal:
Aurora Varietal Pinot Noir 2012 – Brasil – Bento Gonçalves – 100% Pinot Noir – 12 % – R$ 22,00 – ST (83)

  • Apesar de a expectativa ser maior que a primeira impressão na taça, tive paciência, e o vinho lentamente foi melhorando, entregando o que se propõe. Visual rubi de média intensidade. Aroma lembrando bala halls de cereja, paladar diluído, magro, acidez refrescante, tanicidade e álcool adequado, finalizando com predomínio de fruta, porém bastante curto. Um vinho simples, adequado a sua faixa de preço. Agora a harmonização com o Capeletti de frago foi nota 10, vale a pena conferir.

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Lançamento oficial do Carnaval 2013 da escola de samba mais vencedora de São Paulo será nesta quinta-feira à noite

O tema-enredo da Vai-Vai sobre os Vinhos do Brasil para o Carnaval 2013 será anunciado oficialmente, hoje, quinta-feira (2). O evento está marcado para as 20h na quadra da escola de samba, na Rua São Vicente, 276, bairro Bela Vista (Bixiga), em São Paulo. A festa para 400 convidados será regada a vinhos e espumantes de vinícolas de algumas das principais regiões produtoras do Brasil (Serra e Campanha Gaúcha; Santa Catarina; Vale do São Francisco e São Paulo).

Sangue da terra: videira da vida: um brinde de amor em plena avenida – Vinhos do Brasil” é o título do tema que será anunciado no evento. O anúncio da parceria entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Vai-Vai ocorreu no dia 9 de maio, em São Paulo. No início de julho uma comitiva da escola – formada pelo o presidente Darly Silva (Neguitão), o vice Renato Maluf e o diretor de carnaval Lourival de Almeida – esteve no início do mês na Serra Gaúcha visitando algumas vinícolas para buscar informações visando a formulação do tema-enredo sobre os Vinhos do Brasil. Na ocasião foi realizado o Workshop “Vinho & Carnaval” – uma Harmonização que dá samba”.

O acordo assinado entre o Ibravin e a Vai-Vai estabelece que o patrocínio à escola virá de parceiros do setor, através da Lei Rouanet. O Ibravin terá um camarote “Vinhos do Brasil” na avenida para receber convidados e ainda fará a venda de vinhos e espumantes em taça na quadra e nos eventos da escola a preços populares.

Saiba mais

Uma feliz coincidência marca a união da Vai-Vai com o Ibravin. O puxador do samba da escola paulista, Wander Pires, foi quem entoou o enredo campeão da Restinga este ano, em Porto Alegre, intitulado “Da mitologia à realidade, a Tinga de Taça na Mão! Vinhos do Brasil, sinônimo de qualidade, saúde, prazer e prosperidade!”. A estreia de Wander Pires no pavilhão alvinegro ocorreu em 2011, ao defender o samba do enredo “A Música Venceu”, que trouxe a 14ª estrela à Vai-Vai.

Com trajetória marcada por 14 títulos, a Vai-Vai tem uma história de 82 anos. Seu símbolo é o pássaro Saracura. Na década de 1920, o bairro do Bixiga era banhado pelas águas do Ribeirão Saracura (hoje coberto pela Avenida Nove de Julho). Nesta região brejeira, havia uma alta incidência da ave Saracura. Na época, a maior parte das famílias negras do Bixiga moravam nesta região. Daí o apelido assumido pela escola. Outras informações no site www.vaivai.com.br.

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