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Archive for the ‘ Da Confraria ’ Category

A especialização do varejo é um caminho sem volta. Prova disso é a preocupação e dinamismo com que o supermercado Carone administra a variedade e qualidade dos rótulos de vinhos que oferecem aos seus clientes.

Não bastasse a já extensa lista de marcas nacionais e estrangeiras (muita importação própria) encontradas nas suas gôndolas, o Carone investe na diversificação. Nesse sentido, Vanderlei Martins, gerente da rede, conduziu uma degustação que apresentou novos rótulos franceses, todos importados pela Da Confraria.

Com a participação de jornalistas do setor, clientes e formadores de opinião, o evento teve o objetivo de apresentar rótulos de vinhos que já integram o portfólio do supermercado. Vamos a eles:

Para começar a degustação provamos dois Champagnes da vinícola J. de Telmont, um Brut Grande Réserve e um Rosé Brut. Dois produtos especiais, baixa produção, com preços na gondola do supermercado R$ 178,00, mais baixos que direto na importadora. Champagne não tem erro, em qualquer das duas opções o sorriso abre fácil.

O primeiro tinto foi o Château Haut Montaud 2009 – 13,%, um Bordeaux básico, elaborado com 90% Merlot e 10% Cabernet Sauvignon. Para quem está querendo conhecer e tem medo dos vinhos franceses esse é uma boa opção, boa fruta, macio devido a sua maior concentração da merlot, agradou no paladar de todos na prova. E o melhor de tudo, custa apenas 38,00 reais. Boa relação custo x benefício.

Pulamos para o segundo tinto francês, um Bordeaux superior – Château Matalin 2009 – 14%, 34% Merlot, 33% Cabernet Sauvignon, 33% Cabernet Franc. Notas de chocolate, baunilha e um fundo curioso de fumaça. Custa 54,00.

Para quem pensa que a uva Tannat é originaria do Uruguai, está muito enganado. A Tannat, historicamente era somente cultivada no sudoeste da França na AOC Madiran e agora é uma das uvas mais proeminentes no Uruguai, onde é considerada a “uva nacional”. É também usada como corte em vários outros países.

O vinho degustado foi o Chateau Laffitte Teston Reflet du  Terroir 2008 -13,9%, 80%Tannat, 10% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc. Não é um vinho fácil por ter taninos firmes e notas vegetais. Mas esta certa rusticidade e contrabalanceada por uma acidez viva e equilibrada com seu ter de álcool, levando a uma ótima opção para pratos mais condimentados a base de carnes. Custa R$ 54,00.

Agora o melhor da noite. Acredito que se tivéssemos mais tempo de aeração esse grande Saint Emilion Grand Cru de nome Château Cantenac 2008- 13%, 70% Merlot, 30% Cabernet Sauvignon, iria evoluir mais seus aromas e sabores. Porém mostrou a que veio, robusto e ao mesmo tempo delicado, muita ameixa em calda, baunilha e notas de couro. Acidez dando um belo suporte. Vinho para meditação. A dica é decantar por no mínimo 1 hora antes da prova. Como tudo que é melhor é mais caro, esse custa R$ 154,00. Vale cada centavo.

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A importadora Da Confraria promove, nesta segunda-feira, dia 24 de setembro, uma degustação com vinhos italianos do “Vêneto” no Ville du Vin em Vitória. Após a apreciação da bebida, a casa oferece aos presentes um jantar especial, com cardápio elaborado exclusivamente para a ocasião. Dentre os preparos, destaque para Risoto Borguignon (cubos de filé mignon, cubos de bacon, vinho tinto, ervas de Provance, tomilho fresco, cebolas baby e cogumelos paris). O evento é aberto, ao custo de R$150,00 por pessoa. A charmosa loja, frequentado por políticos e personalidades locais, está localizada na Rua Aleixo Netto, 1702, loja 04, Praia do Canto, (27) 3314-4070. É uma ótima oportunidade de ampliar seu conhecimento, ou somente viver a vida!

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A grande vantagem de participar de jantares harmonizados promovidos por lojas, importadoras, vinícolas é a oportunidade que temos de conhecer em um só momento vários vinhos e estilos. Nessas aventuras podemos escolher o que mais nos agrada e o que cabe no nosso bolso.

Na noite de ontem tive mais uma dessas experiências com a prova de 5 vinhos da vinícola italiana Lionello Marchesi, em evento promovido pela importadora Da Confraria na loja de vinhos Ville du Vin aqui na capital capixaba. Por lá um vinho, o Rosso di Montalcino Coldi Sole 2008 surpreendeu chamando a atenção de todos pela grande complexidade e finesse, passando por cima de todos, inclusive do Brunello.

Rosso di Montalcino (“Tinto de Montalcino”) é um tipo de vinho italiano tinto produzido na cidade de Montalcino, uma fortaleza murada ao sul da área de Chianti. O solo da região é moderadamente arenoso, rico em calcário, envolto por solos vulcânicos. O clima é tipicamente mediterrâneo, com média anual de 700 mm de chuva.

Feito a partir da mesma uva (sangiovese), cultivada na mesma área de produção, o Rosso di Montalcino, a versão “baby” do Brunello di Montalcino, é um vinho mais barato e pronto para beber, com apenas um ano de amadurecimento em barricas. Diferente do seu primogênito, o Brunello, um vinho mais concentrado e tânico, que exige envelhecimento quando feito de modo tradicional e que beneficia-se com várias horas de aeração antes de ser servido. Ai mostra o porque do destaque do Rosso no evento.

Avaliação Pessoal: ST (93+) – Rosso di Montalcino Coldi Sole 2008 – Itália – Toscana – 100% Sangiovese Grosso – 14% – R$ 125,00 – Onde encontrar, aqui.

  • Apesar de novo, apresenta um visual acastanhado com transparência, brilhante e lágrimas espessas e lentas. O nariz encanta pela intensidade aromática, figo, algum cítrico, especiarias doces, muita torrefação, um toque mineral terroso e de madeira (baunilha). O paladar apresenta corpo médio com boa acidez e taninos redondos, reunidos em ótimo equilíbrio. O retrogosto é de frutas e especiarias com boa persistência, levando a um final bastante agradável.
  • Harmonização: massas com molhos à base de carne, salames e demais defumados, além de queijos meia cura e curados.

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“Cuidado, a vida é pra valer. E não se engane não, tem uma só. Duas mesmo, que é bom, ninguém vai me dizer que tem sem provar muito bem provado, com certidão passada em cartório do céu, e assinada embaixo: Deus! e com firma reconhecida.” Vinícius de Moraes

Vitória recebeu pela primeira vez um dos maiores entusiastas do vinho mundial, José Alberto Zuccardi, uma pessoa simples, de fino trato, que transmite uma energia positiva por onde passa. Um enólogo de bem com a vida!

Sentados: Gilson Pimentel (Ravin/ES), Ricardo Ferrari (Gerente Ravin), Alberto Zuccardi e Julio Lemos (Restaurante Papaguth). Em pé: Silvestre (Blog Vivendo a Vida)

Fundada há mais de 49 anos, a vinícola Zuccardi é grande produtora de vinhos argentinos. A sua frente está José Alberto que sem medo e tomado pela sua paixão ao trabalho se dedicou a produção de vinhos de alta gama, elevando seu “negócio” familiar em uma vinícola respeitada mundo afora. No ano de 2000 foi o ano de início de novos projetos, aos quais foram progressivamente somando-se as novas gerações da família. Sebastián, o primogênito dos três filhos de José Alberto, encontra-se a frente dos vinhedos, tornou-se o engenheiro agrônomo e enólogo responsável pela vinícola.

Para apresentar alguns de seus rótulos, Zuccardi recebeu a imprensa especializada para um almoço descontraído dia 20 de Agosto no Restaurante Papaguth, especializado na culinária regional capixaba, é reconhecido pela qualidade da sua cozinha, à base de frutos do mar e peixes, preparados pelo Chef Júlio Lemos.

Olha o visual da mesa, ajuda bastante, não?

Séries A (o “A” vem de Argentina), e Q (que vem de Qualidade)

Os vinhos degustados neste dia foram: Zuccardi Serie A Torrontés ST (86), R$ 89,90, um vinho delicado, fresco, com destaque na ausência daquele floral intenso (mais elegante, menos enjoativo) e uma fruta branca madura, seguindo para o Zuccardi Q Chardonnay ST (90), R$ 110,00, um branco amanteigado, com elegância, notas de mel e amêndoas (coisa muito fina), Zuccardi Serie A Bonarda ST (84), R$89,00, muito frutado, taninos ainda firmes, acidez viva, com final de boca intenso e de média persistência. Também fez parte deste encontro a novidade Malamado Viognier ST (87), R$79,00, o primeiro fortificado branco da Argentina. Apresenta um visual amarelo ouro, aromas que lembram damasco, mel e nozes. O paladar é leve, fresco, baixa untuosidade, acidez moderada, confirmando as notas de damasco e mel, finalizando uma persistência média. Harmonização indicada seria uma torta de nozes. Assista ao vídeo.

Além dos vinhos tivemos a oportunidade de provar três azeites produzidos pela vinícola; Frantoio, uma variedade originária da Toscana, na Itália. Foi introduzida na Argentina no início do século XX e teve ampla difusão a partir de 1930, com o auge da olivicultura nacional. Muito verde com notas de ervas frescas recém cortadas. Sabor de azeitonas frescas, acompanhado de um gosto doce e levemente picante. Manzanilla é originária da Andaluzia, na Espanha. Foi introduzida na Argentina aproximadamente em 1940 para ser utilizada como polenizadora da variedade Arauco, porque sua floração ocorre ao mesmo tempo desta. Forte presença de ervas com notas frutadas. Frutado lembrando à casca de maçã agradavelmente amargo com final levemente picante e fresco. Arauco, única variedade verdadeiramente Argentina. Foi desenvolvida a partir da erradicação de oliveiras ordenada pelos Reis da Espanha no século XVIII, com a finalidade de evitar a concorrência com a produção européia. Aroma de grama cortada. Frutado, característico amargor e picante no final, que lhe dão um rasgo nobre muito expressivo e selvagem ao mesmo tempo.

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A importadora Capixaba
Da Confraria promoveu em sua sede, ontem, 30 de Julho (segunda-feira), uma degustação com 12 vinhos. O evento foi voltado para o lançamento oficial da linha de vinhos chilenos
François Lurton Hacienda Araucano, tudo comandado pelo sommleier Cleber Alves, que descreve um pouco sobre a importadora e a vinícola no vídeo acima.

A vinícola acabou de receber o certificado de “vinhos biodinâmicos”, que nada mais é que a valorização do solo e da planta em seu habitat natural, através do uso de preparações e compostos de origem vegetal, animal e mineral (parte biológica), em épocas precisas, levando em conta as influências astrais e os ciclos da natureza (parte dinâmica).

A família Lurton tem vinho nas veias: dois patriarcas, irmãos, geraram uma descendência de cerca de 15 viticultores, enólogos, négociants, enfim: uma geração inteira dedicada ao vinho. Jacques e François, filhos de André Lurton, uma lenda em Bordeaux. Sempre tiveram idéias revolucionárias para os padrões conservadores franceses,fazem experimentos com uvas pouco tradicionais em regiões novas, defendem o uso do Screwcap, lançam mão de design arrojado misturado à cultura regional para promover seus vinhos. Iniciaram suas carreiras como consultores, trabalhando ao redor do mundo como flying winemakers. Sua experiência internacional rendeu-lhes contatos e uma interessante noção sobre a geografia vinícola de diversos países, onde começaram gradualmente a realizar sua produção própria. Decidiram então produzir vinhos de qualidade, mas com preços acessíveis, recorrendo a regiões secundárias em ascensão em países como o Chile, a Argentina e a Espanha, além de estabelecer parcerias com produtores no Uruguai, Austrália e Portugal.

Credito da foto acima: Arismario OLiveira

A turma escalada para avaliar os vinhos: Em pé; Sidney Santiago, André Andrès, Leonardo Conick (proprietário), eu, Tom (restaurante Timoneiro) e seu amigo. Sentados; Fred, Julio Lemos (Papaghut), Elvecio Faé (diretor ExpoVinhos Vitória), a Premier Sommelier Sonia Aiello, Cleber Alves e Rafael Dias (Espaço D.O.C).

Os vinhos na taça surpreenderam, em sua maioria apresentaram uma ótima relação custo beneficio com preços que vão de 29,00 a 329,00. O destaque em minha opinião ficou com os vinhos mais baratos, já que os mais caros tinham a obrigação de ser bom. Dos 12 vinhos 4 classifico como “Bom e Barato”.

Vinho Branco Kawin Sauvignon Blanc 2011 – Chile – 100% Sauvignon Blanc – Vale Central (Vale Casablanca, Curicó e Lolol) – 12,5% – R$ 29,00
ST (88)
– “Bom e Barato

A melhor relação custo x beneficio da noite, este SB, mostrou na taça aromas típicos de frutas tropicais e um leve herbáceo. O paladar é leve, frutado, acidez equilibrada e refrescante. Um vinho fácil de beber e entender a sua proposta. Ótima compra.

Vinho Branco – Araucano Sauvignon Blanc 2011 – Chile – 100% Sauvignon Blanc – Vale do Lolol – Vale do Colchágua - 12,5% – R$ 69,00ST (86)

Esse outro SB que 5% é fermentado em barrica, mostrou mais acanhado no nariz, menos exuberante que o primeiro. O paladar é cremoso, menos frutado, com mais características minerais, bom equilíbrio, boa acidez, com final agradável.

Vinho Branco GRAN ARAUCANO CHARDONNAY 2007 – Chile – 100% Chardonnay – Vale do Colchágua – 14% – R$ 129,00ST (88)

O Chardonnay mostrou aquele “encanto de degustação”, visual amarelo ouro, límpido, brilhante, aromas bastante intenso, lembrando manteiga de pipoca, mel, damasco, baunilha. O paladar e gordo, frutado, boa acidez, porém pecou no equilíbrio, a madeira poderia ter menor destaque, escondeu um pouco a fruta. Uma questão de gosto pessoal.

Vinho Tinto Kawin Cabernet Sauvignon 2010 – Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale Central – 13% – R$ 29,00ST (86)

Vinho que atende sua proposta, leve, frutado, sem maior pretensão, excelente opção para festa.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA CABERNET SAUVIGNON 2009 – Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale do Colchágua – 14% – R$ 49,00
ST (88)
– “Bom e Barato

O CS reserva já mostra uma maior complexidade, aromas de pimenta do reino moída na hora, frutas negras e vermelhas. Paladar mostrou taninos firmes, bom corpo, frutado e uma acidez adequada. Ótima opção para um churrasco.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA CARMENÉRE 2010 – Chile – 100% Carmenére – Valle de Colchagua – 13,5% – R$ 49,00
ST (87)
– “Bom e Barato

O Carmenére também me agradou, notas típicas de pimentão, especiarias e frutas vermelhas. O paladar é frutado, bom corpo, boa acidez e uma boa persistência.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA PINOT NOIR 2010 – Chile – 100% Pinot Noir – Vale Central – 13,5% – R$ 69,00ST (88)

Muito morango maduro, groselha e cereja. Paladar fresco, corpo leve, fácil de beber e de agradar.

Vinho Tinto HUMO BLANCO 2008
- Chile – 95% Pinot Noir e 5% Syrah – Vale do Lolol – 15,5% – R$ 109,00ST (90)

Mais contido no nariz, porem com uma boca deliciosa, cremoso, frutado, madeira muito bem colocada, equilibrado e um final longo.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA SYRAH 2011 – Chile – 100% Syrah – Valle de Colchagua – 14,5% – R$ 65,00
- ST (88) – “Bom e Barato

Vinho bastante agradável, muito redondo, pronto, fruta docinha, um verdadeiro “vinho feminino”.

Vinho Tinto CLOS DE LOLOL 2009 – Chile – 38% Carmenere, 28% Cabernet – Sauvignon, 20% Syrah, 14% Cabernet Franc – Vale do Lolol – 18 meses em barricas de segundo uso – 14,5% – R$ 109,00ST (90+)

Esse corte apresentou notas de anis, floral e frutas vermelhas. O paladar tem bom corpo, taninos finos, boa acidez e boa persistência final.

Vinho Tinto GRAN ARAUCANO CABERNET SAUVIGNON 2009 – Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale do Colchágua - 18 meses em barricas (70% novas, 30% de segundo uso) – 14,5% – R$ 149,00ST (90+)

A primeira nota no nariz foi a ade azeitona preta, que se dissipou abrindo muita fruta, ameixa, goiaba e um fundo de baunilha. O paladar é denso, boa acidez, gerando um frescor agradável, frutado, leve mineral, com um final agradável.

Vinho Tinto ALKA CARMENERE 2009 – Chile – 100% Caemenére – Vale do Colchágua – 18 meses em barricas de carvalho – 15% – R$ 329,00ST (92+)

Com toda a obrigação de ser bom, Alka, o TOP da vinícola, apresentou notas exuberantes no nariz, café torrado, caixa de charuto, madeira nobre, fruta vermelha e baunilha. O paladar confirma a qualidade e as notas do nariz, muito cremoso, frutado, equilibrado, precisando de uns anos em garrafa para apresentar maior complexidade. Belo vinho!

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