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Archive for the ‘ Vertical ’ Category

Na noite de sábado participei de uma deliciosa degustação vertical com o vinho chileno Don Melchor, top da gigante Concha y Toro, no recém-inaugurado restaurante Grotto Grill (uma próxima conversa), Praia do Canto, na companhia dos meus velhos amigos Aldir Manoel, Marcos Fonseca e suas respectivas esposas, com sempre.

A vinícola Concha y Toro é considerada a segunda marca de vinhos mais poderosa do mundo, símbolo do vinho chileno, com 16 prêmios “Winery of the Year” e reconhecida nas mais prestigiadas publicações do setor, com altas pontuações na Wine Spectator e The Wine Advocate.

Tivemos a oportunidade de provar as safras 2000, 2002 e 2004, de seu mais celebre vinho, já com Enrique Tirado como enólogo. Em minha opinião, duas safras se destacaram: 2000 e 2004, mais francos e equilibrados.  

Don Melchor 2000 | 13,6% álcool |  100% Cabernet Sauvignon | 14 meses em barrica francesa, sendo 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso.

  • Apesar da idade, se mostrou inteiro e vivo. Aroma encantador, do jeito que eu gosto. Fruta já saindo de cena, deixando as notas terciárias tomarem conta, como caixa de charutos e alcatrão. Paladar macio, acidez mediana e boa persistência. Às cegas arriscaria ser um Bordeaux dos bons. Acho que não evolui. Nota: 92/100

Don Melchor  2002 | 14% álcool | 96% Cabernet Sauvignon e 4% Cabernet Franc | 14 meses em barrica francesa 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso. 

  • A safra mais difícil de avaliar. Aroma fechado, mas com a boca boa. Estruturado, potente, mas não chega a encantar. Talvez se revele no futuro. Nota: 88/100

Don Melchor 2004 | 14,5% álcool | 94% de Cabernet Sauvignon e 6% Cabernet Franc | 14 meses em barrica francesa 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso.

  • Excelente, no auge da forma. Aroma intenso, com notas cítricas (pitanga), negras e especiarias. Na boca é estruturado, elegante e potente. Confirma as notas do nariz. Muito equilibrado. Nota: 94/100 

Poder provar em um só momento quatro safras do Almaviva EPU é um privilégio, ainda mais sendo safras como as duas primeiras produzidas, 2000 e 2001 e as duas últimas a venda no mercado, 2008 e 2009. Degustação essa que foi iniciada com dois vinhos argentinos da Bodega Cava y Weinert 1980 e 1983, que repetiram a sua grande qualidade, pela segunda vez na taça. A ideia de realizar essa vertical inédita nasceu de uma conversa com Rodrigo Mazzei do ótimo Blog Vinhos e Viagens, no qual concretizamos rapidamente, colocando na taça, 3 dias depois, com a presença de mais alguns amigos, Rogério Baracho, Dulcino Tozi e Andrè Andrès, em minha casa (Varanda Vivendo a Vida).

Segundo vinho do Almaviva, o EPU, que na língua indígena significa “número dois” é feito predominantemente com uvas Cabernet Sauvignon, Carmenère, na região de Puente Alto, Vale de Maipo, área central do Chile. O vinho é produzido com uvas de vinhedos novos, 10 anos, localizado em um terreno diferenciado, na Cordilheira do Andes, local em que o clima é muito parecido com o do Médoc, Bordeaux, na França. Segundo o guia Descorchados 2012, a diferença do primeiro para o segundo, é a utilização além da Cabernet Sauvignon e Carmenére, são incluídas Merlot e Cabernet Franc.

O Vale de Maipo, Puente Alto, foi reconhecido há mais de vinte anos por ter as melhores condições para o desenvolvimento da Cabernet Sauvignon, onde foram selecionados 85 hectares, caracterizada por solo rochoso, onde os invernos são frios e chuvosos e os verões marcados pelo calor durante a noite e durante o dia é fresco.

Mais acessível ao bolso e em minha opinião, melhor, mais agradável que o primeiro, TOP. A safra atual é vendida no Brasil pela loja virtual Wine.com.br, ao preço de 190,00, menos da metade do primeiro. Sua produção média anual é de 24 mil garrafas.

Tive bastante dificuldade em conseguir informações confiáveis sobre o EPU. Sugiro a vinícola elaborar um site especifico, vai ajudar muito que quer passar uma informação correta. Por exemplo, o site da importadora fala em uvas de vinhedos velhos, e o Descorchados, fala em uvas de vinhedos novos….mescla de uvas e por ai vai.

Avaliação das safras: 2000, 2001 e 2008 e 2009 (as primeiras e as últimas)

Almaviva EPU Safra 2000 – (a primeira produzida) – Cabernet Sauvignon, Carmenère – 14% – ST (92)

  • Visual granada de média intensidade, límpido e brilhante. No nariz frutas predominam as notas de eucalipto, mentol, balsâmico, goiaba e um fundo de especiarias. O paladar se mostrou fresco, médio corpo, equilibrado entre acidez e teor alcoólico, taninos macios de boa qualidade. O retrogosto confirma o nariz, e um final com longo e agradável.

Almaviva EPU Safra 2001 – Cabernet Sauvignon, Carmenère – 14% – ST (97)

  • Visual rubi de média intensidade, límpido e brilhante. O nariz ficou adormecido durante quase duas horas, depois abriu e mostrou características iguais ao 2000, eucalipto, mentol, balsâmico, goiaba, porem com menor intensidade. O paladar untuoso, corpulento, fino e uma madeira muito bem colocada. Equilibrado taninos macios, acidez suculenta. Um néctar dos Deuses!!!

Almaviva EPU Safra 2008 – Cabernet Sauvignon, Carmenère – 14% – ST (91+)

  • Agora as caraterísticas mudam muito, nos aromas já não aparecem às notas encontradas nas safras 2000 e 2001, e sim, muito caramelo, baunilha, frutas vermelhas e negras. O paladar confirma a fruta, bom corpo, gordo, madeira bem colocada, equilibrado e muito longo.

Almaviva EPU Safra 2009 – Cabernet Sauvignon, Carmenère – 14,5 % – ST (92)

  • Mais uma safra, e de novo notei diferença de estilo. Diferente das anteriores, a safra 2009 apresenta um aroma predominante de frutas vermelhas, fresca, limpa, com a madeira interferindo menos em seu caráter. O paladar mostrou destaque no frescor, uma ótima acidez, confirmado a fruta vermelha, cereja e groselha. A concentração de álcool e os seus taninos são mais altos, porém a maciez continua, mostrando muita elegância. O vinho está pronto, mas para os apreciadores como eu de um vinho evoluído, não custa nada ter paciência.

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Em comemoração ao 1° ano do blog Vivendo a Vida decidi abrir uma vertical do Erasmo, maravilhoso vinho chileno da região do Maule, contendo todas as safras produzidas até hoje. Os vinhos estavam na minha adega esperando por este momento. Convidei amigos próximos que contribuem para o funcionamento do blog, dando sugestão, colocando vinhos para prova e incentivando. Gostaria de agradecer a todos que não estavam lá, que neste primeiro ano do Blog deram a maior força, visitando, comentando e mandando idéias. Esta vertical é um brinde a todos vocês.

O restaurante escolhido foi o Suá, que tem excelente estrutura, dando todo suporte para uma degustação como essa que demandava de muitas taças e um atendimento permanente e personalizado. Tudo correu de forma agradável, facilitando a prova dos belos vinhos.

A organização do cardápio ficou a cargo do confrade Welington Andrade, que tem muita experiência em degustações como esta.

Para abrir a degustação foi servido o Laberinto 2007, vinho que saiu no guia descorchados com o melhor Sauvignon Blanc 2010, com 94 pontos, um projeto de Rafael Tirado, que postarei em separado.

Erasmo 2001 – Chile – Maule – 60% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc e 30% Merlot – ST(91) – 190,00

Foi o destaque da noite, se apresentou com visual um pouco evoluído, aromas complexos que variaram entre cedro, frutas vermelhas, torrefação e leve tabaco. Na boca mostrou uma característica que se destacou entre todas as safras, um acidez excelente, álcool integrado, taninos evoluídos e uma boa persistência.

Erasmo 2002 – Chile – Maule – 60% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc e 30% Merlot – 14,4% -ST(88) – 160,00

Visual escuro impenetrável, aroma único no painel mostrando esmalte, verniz e cedro. Na boca estava potente, equilibrado, acidez muito boa e persistência longa.

Erasmo 2003 – Chile – Maule – 60% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc e 30% Merlot – 13,6% – ST(86) – 120,00

Visual vermelho rubi, aroma fechado no inicio, abrindo após uma hora aroma floral e um leve anis. Na boca taninos doces, equilibrado, acidez boa e persistência média.

Erasmo 2004 – Chile – Maule – 60% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc e 30% Merlot – 14,1% – ST(92) – 99,00

Este não teve um consenso alguns gostaram outros não, no meu caso gostei bastante, achei bem complexo nos aromas dando até um mineral. Na boca estava gordo, agradável, potente e uma ótima companhia para os pratos.

Erasmo 2005 – Chile – Maule – 60% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc e 30% Merlot – 14,1% – ST(90+) – 99,00

Bastante agradável, visual vermelho rubi, aromas de frutas vermelhas e especiarias, com belo corpo, elegante, taninos aveludados, acidez excelente e uma persistência longa, vai evoluir muito bem.

Erasmo 2006 – Chile – Maule – 60% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc e 30% Merlot – ST(91+) – 99,00

Logicamente primário, mais com grande qualidade de evolução, foi considerado a melhor mescla do Chile, como se não bastasse foi eleito também o segundo melhor vinho da América Latina, Guia Descorchados 2010. Visual vermelho rubi, aromas lácteos e de frutas vermelhas, com boca macia e encantadora, acidez boa, álcool não aparente, resumindo todas as qualidades de um grande vinho com futuro pleno pela frente.

Vinhos totalmente gastronômicos…….

Salada Oriental de camarões – Laberinto S.B 2007

Nhoque de ragú de carne ao molho de vinho e ervas

Risoto 7 grãos

Taça asa dos anjos

Planeta Moscato di Noto – Gorgonzola

Obrigado a todos

que estiveram comigo neste primeiro ano !!!