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Archive for the ‘ ST (90) ’ Category

No dia 28 de setembro tive a oportunidade de conhecer vários rótulos brasileiros no CIC (Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves), evento intitulado “Volta ao Brasil Vitivinícola em sessenta minutos“. Por lá apesar do tempo curto pude provar com atenção cerca de 10 rótulos, no qual o Pizzato Fausto Verve Gran Reserva 2009 (13,5%) foi um dos destaques.

VERVE em latim significa imaginação que estimula o poeta, o orador, o artista; graça, vivacidade de espírito. O vinho é um blend de uvas Cabernet Sauvignon, Tannat e Merlot. Amadureceu por 12 meses em barris de carvalho francês novos e usados.

Fausto é uma referência à localidade, na Serra Gaúcha, onde são cultivadas as uvas. São 16 hectares, localizado em DOUTOR FAUSTO de Castro, Dois Lajeados (RS), ainda na Serra Gaúcha, a 50 km da sede da empresa no Vale dos Vinhedos.

A vinícola Pizzato fica localizada no Vale dos Vinhedos (RS), teve seu início em 1880, de Antonio Pizzato, originário da região italiana de Vicenza, no Vêneto. Depois, o negócio foi tocado pelo filho Giovanni, avô de Plínio Pizzato. Foi ele o responsável por instalar a empresa, desde o final da década de 1960, no Vale dos Vinhedos, e por produzir vinhos comercialmente. Em 1998, os filhos Flavio, Flávia, Jane e Ivo, começaram a criar os rótulos finos da Pizzato.

Avaliação Pessoal: ST (90) – Pizzato Fausto Verve Gran Reserva 2009 (13,5%) – R$ 50,00 na vinícola – – Enólogo Flavio Pizzato

Visual rubi denso, aromas intensos de frutas escuras, ameixas, alcaçuz, especiarias, nota de café e carvalho tostado. Paladar é seco, macio, boa acidez, equilibrada com o teor de álcool, bom corpo, frutado, com taninos presentes e uma boa persistência. Um belo tinto nacional, “equilibrado”, me agradou bastante.

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A vinícola Campos de Cima é uma propriedade familiar com mais de 150 anos, conhecida como uma “vinícola de mulheres“, por suas três proprietárias serem do sexo feminino e por ter mais de 50% da mão-de-obra formada por mulheres. Está localizada na Campanha Oriental do Rio Grande do Sul, Itaqui (RS). A região está associada ao paralelo 31, uma linha imaginária que corta países como Austrália, Nova Zelandia, Africa do Sul, Chile e Argentina, que é considerado o mais indicado para o plantio de uvas, por apresentar condições climáticas bem definidas. 

Dentro dos vinhos degustados da vinícola em recente viagem ao Sul, o espumante Campos de Cima Extra Brut me chamou bastante atenção. É elaborado com as variedades Chardonnay e Pinot Noir pelo método tradicional (champenoise), onde a segunda fermentação ocorre em garrafa.

Avaliação Pessoal: ST (90) – 12,5% – Chardonnay e Pinot Noir – R$ 35,00 – Site da vinícola ().

  • Visual amarelo palha, com bolhas pequenas e persistentes. Aromas de levedura, mineral, com toques de mel e frutas secas. Elegante e austero. Paladar com bom corpo e ótima acidez. Equilibrado. Persistência aromática longa, com notas de frutas secas e levedura. 

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Cultivada principalmente na região de Marche (Itália), a uva autóctone branca Verdicchio, tem o seu nome vindo da palavra verde, referência a coloração amarelo esverdeado que seus vinhos podem apresentar no seu visual. É considerada uma das mais importantes variedades da Região de Marche.

Geralmente, tem como característica uma acidez elevada chegando ao paladar com notas cítricas. Boas safras, que são difíceis de acontecer devido à instabilidade de resultados da uva, podem apresentar sabores de limão e notas amendoadas. É utilizada também como base na produção de espumantes.

Documentos históricos mostram sua presença desde o século XIV.

O vinho Garofoli Anfora “Verdicchio” dei Castelli di Jesi DOC Classico 2011, foi mais uma agradável surpresa do Grand Cru Tasting, apresentando uma ótima relação custo X beneficio na taça. A referencia “clássico” na garrafa é reservada aos vinhos da zona mais antiga de produção, em Castelli di Jesi.

Avaliação Pessoal: Verdicchio dei Castelli di Jesi DOC Classico 2011 – 100% Verdicchio – Inox – 12% – Itália –Marche – R$ 38,00 – ST (90) – Grand Cru

Aromas de frutas brancas, leve floral, muito mineral e um leve toque de grama cortada no final, que não chega a incomodar. Na boca tem bom corpo, confirma as notas do nariz, acidez viva, gerando bastante frescor. Vale muito a pena conhecer!

Harmonização: Acompanha peixes, comida japonesa, saladas verdes com molho cítrico.

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Dando prosseguimento à coluna “Bom e Barato“, falo hoje sobre o vinho italiano de entrada do produtor Talenti, elaborado com as uvas internacionais, Merlot, Cabernet e Petit Verdot, de cinco hectares exclusivos na Toscana, o Talenti Zirlo IGT 2011.

No sul de Montalcino, no povoado de San Angelo in Colli, se encontra Pian de Conte, sede da Talenti, uma bela e antiga construção, ao lado do Rio Orcia. Em 1980 Pierluigi Talenti comprou esta propriedade que o fascinava há longo tempo e atualmente cultiva com 20 hectares de Sangiovese Grosso e outras uvas típicas, além de um pequeno bosque de oliveiras. Seu neto Ricardo é hoje o grande comandante da vinícola.

“Talenti” Zirlo IGT 2011 – Merlot, Cabernet, Petit e Verdot – Itália – Toscana – R$ 39,00 – ST (90)
Importador: Grand Cru

  • Aromas de frutas vermelhas, floral e notas de especiarias. Na boca apresenta bom equilíbrio, corpo médio e taninos jovens. Um bom vinho agradável, fácil de beber e com um ótimo preço. Harmoniza bem com massas de molhos com média intensidade.

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A onda dos vinhos orgânicos vem ganhando força. O uso de produtos químicos no cultivo das uvas e na fermentação da levedura está sendo questionado mais a cada dia, e sendo deixado de lado. Essa atitude torna os vinhos mais saudáveis e consequentemente mais saborosos. O Papa da Biodinâmica, o francês Nicolas Joly, afirma que a casca das uvas possui conservantes naturais capazes de proteger a bebida. No Brasil, pesquisa realizada em 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revelou que 56% das amostras de uvas coletadas no país apresentavam agrotóxicos acima do permitido. Porém acredito que isso vai mudar rapidamente, seguindo uma tendência orgânica mundial.

Para que ainda não sabe, o Chile é um dos países mais sustentáveis das Américas. No Green Awards 2012, um concurso organizado pela revista inglesa The Drinks Business, a Viña Emiliana foi eleita a “Vinícola Verde do Ano“, a categoria máxima dos prêmios, que reúnem toda a indústria de vinhos do mundo todo. No vídeo acima José Tomaz Urrutia, Export Maneger da Viña Emiliana, fala sobre a vinícola. Se quiser saber sobre os outros vencedores dos Green Awards 2012, veja aqui.

Emiliana foi escolhida por ser a empresa que mais demonstrou seu compromisso com o meio ambiente, seus trabalhadores e com a comunidade, e por ter constantemente diminuído sua pegada de carbono. Vale lembrar, também, que ela é a única vinícola chilena 100% orgânica do Chile. Os vinhos são importados no Brasil pela La Pastina.

Antonio Marques Bermudez (La Pastina), Rogério Baracho, Vanderlei Martins (Carone), Dulcino Tozi, José Tomaz Urrutia (Viña Emiliana), Olicio Santana (Carone) e Douglas Chamon (economista)

A convite de Vanderlei Martins tive a oportunidade de avaliar seus vinhos orgânicos na noite de ontem, na Wine Store Carone de Vila Velha, no qual transcrevo a minha opinião pessoal abaixo. Os preços não foram revelados, porem em 15 dias os vinhos estarão disponíveis na rede de Supermercados Carone.

Emiliana Chardonnay 2011 – Chile – Valle Central – 100% Chardonnay – 3 meses de aço inoxidável – 13,5% – ST (86)

  • Visual amarelo claro, nariz com aromas que lembram frutas muito maduras, como melão, abacaxi e pêras. Na boca, o corpo é médio, boa acidez, gerando frescor, e uma boa concentração de frutas. O retrogosto é frutado, com final fresco.

Adobe Pinot Noir 2009 – Chile – Valle Casablanca – 100% Pinot Noir – 8 meses, 20% em barricas francesas – 14,4% – ST (86)

  • Visual rubi de média intensidade, aromas que lembram framboesas, cerejas, notas florais e um leve toque de baunilha. O paladar é seco, com leve predomínio do álcool sobre a acidez, corpo leve, taninos em média quantidade, com leve adstringência, e uma persistência média.

Adobe Cabernet Sauvignon 2011 – Valle Central – 85% Cabernet Sauvignon e 15% Syrah – 6 meses, 20 % em barricas francesas – 14% – ST (86)

  • Visual rubi, média intensidade, aromas de fruta madura. O paladar mostra uma acidez correta, bom corpo, levemente alcoólico. Taninos de boa qualidade. Retrogosto confirma a fruta e uma persistência média.

Novas Gran Reserva Cabernet Sauvignon Merlot 2008 – Valle de Maipo – 85% Cabernet Sauvignon e 15% Merlot – 12 meses, 70% em barricas francesas – 14,6 % – ST (90)

  • O visual deste vinho é púrpura, intensa, impenetrável, sem evolução. Os aromas, intensos de frutas escuras, com toques de caramelo, fumo, tostado e notas de especiarias. Paladar é macio, com acidez e álcool equilibrados, boa concentração, retrogosto frutado e bastante intenso.

Novas Gran Reserva Carmenére Cabernet Sauvignon 2009 – Valle de Colchagua – 85% Carmenére e 15% Cabernet Sauvignon – 12 meses, 70% em barricas francesas – 14,5% – ST (87)

  • Visual rubi de boa intensidade, aromas de madeira, resinoso e fruta madura. Paladar com boa acidez, médio corpo, equilibrado. Taninos médios já em resolução, leve adstringência final. Boa persistência.

Coyam 2010 – Valle de Colchagua – 41% Syrah, 29% Carmenére, 20% Merlot, 7% Cabernet Sauvignon, 2% Mourvedre e 1% Petit Verdot – 13 meses, 80% em barricas francesas e 20% em barricas americanas – 14,8% – ST (91+)

  • Visual rubi muito escura, aromas intensos e deliciosos de frutas escuras muito maduras, chocolate, com notas florais elegantes, toques de especiarias e carvalho. No paladar apresenta grande concentração, com bom equilíbrio, taninos finíssimos, longa persistência. Um vinho de muita finesse, que já está muito agradável para consumo agora, porem deve ser guardado por mais alguns anos em adega, ganhando maior complexidade. Foi o melhor vinho da noite, na opinião dos privilegiados que tiveram a oportunidade de participar desta degustação.

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A importadora Capixaba
Da Confraria promoveu em sua sede, ontem, 30 de Julho (segunda-feira), uma degustação com 12 vinhos. O evento foi voltado para o lançamento oficial da linha de vinhos chilenos
François Lurton Hacienda Araucano, tudo comandado pelo sommleier Cleber Alves, que descreve um pouco sobre a importadora e a vinícola no vídeo acima.

A vinícola acabou de receber o certificado de “vinhos biodinâmicos”, que nada mais é que a valorização do solo e da planta em seu habitat natural, através do uso de preparações e compostos de origem vegetal, animal e mineral (parte biológica), em épocas precisas, levando em conta as influências astrais e os ciclos da natureza (parte dinâmica).

A família Lurton tem vinho nas veias: dois patriarcas, irmãos, geraram uma descendência de cerca de 15 viticultores, enólogos, négociants, enfim: uma geração inteira dedicada ao vinho. Jacques e François, filhos de André Lurton, uma lenda em Bordeaux. Sempre tiveram idéias revolucionárias para os padrões conservadores franceses,fazem experimentos com uvas pouco tradicionais em regiões novas, defendem o uso do Screwcap, lançam mão de design arrojado misturado à cultura regional para promover seus vinhos. Iniciaram suas carreiras como consultores, trabalhando ao redor do mundo como flying winemakers. Sua experiência internacional rendeu-lhes contatos e uma interessante noção sobre a geografia vinícola de diversos países, onde começaram gradualmente a realizar sua produção própria. Decidiram então produzir vinhos de qualidade, mas com preços acessíveis, recorrendo a regiões secundárias em ascensão em países como o Chile, a Argentina e a Espanha, além de estabelecer parcerias com produtores no Uruguai, Austrália e Portugal.

Credito da foto acima: Arismario OLiveira

A turma escalada para avaliar os vinhos: Em pé; Sidney Santiago, André Andrès, Leonardo Conick (proprietário), eu, Tom (restaurante Timoneiro) e seu amigo. Sentados; Fred, Julio Lemos (Papaghut), Elvecio Faé (diretor ExpoVinhos Vitória), a Premier Sommelier Sonia Aiello, Cleber Alves e Rafael Dias (Espaço D.O.C).

Os vinhos na taça surpreenderam, em sua maioria apresentaram uma ótima relação custo beneficio com preços que vão de 29,00 a 329,00. O destaque em minha opinião ficou com os vinhos mais baratos, já que os mais caros tinham a obrigação de ser bom. Dos 12 vinhos 4 classifico como “Bom e Barato”.

Vinho Branco Kawin Sauvignon Blanc 2011 – Chile – 100% Sauvignon Blanc – Vale Central (Vale Casablanca, Curicó e Lolol) – 12,5% – R$ 29,00
ST (88)
– “Bom e Barato

A melhor relação custo x beneficio da noite, este SB, mostrou na taça aromas típicos de frutas tropicais e um leve herbáceo. O paladar é leve, frutado, acidez equilibrada e refrescante. Um vinho fácil de beber e entender a sua proposta. Ótima compra.

Vinho Branco – Araucano Sauvignon Blanc 2011 – Chile – 100% Sauvignon Blanc – Vale do Lolol – Vale do Colchágua - 12,5% – R$ 69,00ST (86)

Esse outro SB que 5% é fermentado em barrica, mostrou mais acanhado no nariz, menos exuberante que o primeiro. O paladar é cremoso, menos frutado, com mais características minerais, bom equilíbrio, boa acidez, com final agradável.

Vinho Branco GRAN ARAUCANO CHARDONNAY 2007 – Chile – 100% Chardonnay – Vale do Colchágua – 14% – R$ 129,00ST (88)

O Chardonnay mostrou aquele “encanto de degustação”, visual amarelo ouro, límpido, brilhante, aromas bastante intenso, lembrando manteiga de pipoca, mel, damasco, baunilha. O paladar e gordo, frutado, boa acidez, porém pecou no equilíbrio, a madeira poderia ter menor destaque, escondeu um pouco a fruta. Uma questão de gosto pessoal.

Vinho Tinto Kawin Cabernet Sauvignon 2010 – Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale Central – 13% – R$ 29,00ST (86)

Vinho que atende sua proposta, leve, frutado, sem maior pretensão, excelente opção para festa.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA CABERNET SAUVIGNON 2009 – Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale do Colchágua – 14% – R$ 49,00
ST (88)
– “Bom e Barato

O CS reserva já mostra uma maior complexidade, aromas de pimenta do reino moída na hora, frutas negras e vermelhas. Paladar mostrou taninos firmes, bom corpo, frutado e uma acidez adequada. Ótima opção para um churrasco.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA CARMENÉRE 2010 – Chile – 100% Carmenére – Valle de Colchagua – 13,5% – R$ 49,00
ST (87)
– “Bom e Barato

O Carmenére também me agradou, notas típicas de pimentão, especiarias e frutas vermelhas. O paladar é frutado, bom corpo, boa acidez e uma boa persistência.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA PINOT NOIR 2010 – Chile – 100% Pinot Noir – Vale Central – 13,5% – R$ 69,00ST (88)

Muito morango maduro, groselha e cereja. Paladar fresco, corpo leve, fácil de beber e de agradar.

Vinho Tinto HUMO BLANCO 2008
- Chile – 95% Pinot Noir e 5% Syrah – Vale do Lolol – 15,5% – R$ 109,00ST (90)

Mais contido no nariz, porem com uma boca deliciosa, cremoso, frutado, madeira muito bem colocada, equilibrado e um final longo.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA SYRAH 2011 – Chile – 100% Syrah – Valle de Colchagua – 14,5% – R$ 65,00
- ST (88) – “Bom e Barato

Vinho bastante agradável, muito redondo, pronto, fruta docinha, um verdadeiro “vinho feminino”.

Vinho Tinto CLOS DE LOLOL 2009 – Chile – 38% Carmenere, 28% Cabernet – Sauvignon, 20% Syrah, 14% Cabernet Franc – Vale do Lolol – 18 meses em barricas de segundo uso – 14,5% – R$ 109,00ST (90+)

Esse corte apresentou notas de anis, floral e frutas vermelhas. O paladar tem bom corpo, taninos finos, boa acidez e boa persistência final.

Vinho Tinto GRAN ARAUCANO CABERNET SAUVIGNON 2009 – Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale do Colchágua - 18 meses em barricas (70% novas, 30% de segundo uso) – 14,5% – R$ 149,00ST (90+)

A primeira nota no nariz foi a ade azeitona preta, que se dissipou abrindo muita fruta, ameixa, goiaba e um fundo de baunilha. O paladar é denso, boa acidez, gerando um frescor agradável, frutado, leve mineral, com um final agradável.

Vinho Tinto ALKA CARMENERE 2009 – Chile – 100% Caemenére – Vale do Colchágua – 18 meses em barricas de carvalho – 15% – R$ 329,00ST (92+)

Com toda a obrigação de ser bom, Alka, o TOP da vinícola, apresentou notas exuberantes no nariz, café torrado, caixa de charuto, madeira nobre, fruta vermelha e baunilha. O paladar confirma a qualidade e as notas do nariz, muito cremoso, frutado, equilibrado, precisando de uns anos em garrafa para apresentar maior complexidade. Belo vinho!

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A convite do meu amigo Roberto Jr., na noite desta quarta feira, 25, estive participando de uma degustação de vinhos espanhóis da Importadora B-Cubo, na Enótria, no qual ele representa aqui no Espirito Santo. Foi um giro bem interessante pela Espanha, onde pude conhecer vinhos de 7 regiões diferentes: Penedés, Navarra, Ribera del Duero, Toro, Somontano e Rioja, uma verdadeira aula sobre a personalidade de cada região. No vídeo acima a diretora comercial da importadora Valéria Carrete fala um pouco sobre a importadora e os vinhos degustados.

A Espanha é um pais montanhoso, quente e seco, com mais terras de vinhedos do qualquer outra nação do mundo. Ela está em terceiro lugar na produção em produção mundial de vinho, atrás da França e da Itália.

O vinho espanhol despertou de um longo período de dormência com desempenho abaixo da média. Atualmente, a Espanha é um país mais vibrante em termos de vinhos, com uma ótima relação qualidade x preço. Durante décadas, somente a região mais famosa da Espanha por seus vinhos tintos, Rioja, e a clássica região do vinho fortificado, Jerez, tiveram destaque internacional entre os vinhos finos.

Atualmente, muitas outras regiões viníferas, como as citadas acima na degustação, estão produzindo vinhos realmente de qualidade, alguns até surpreendentes.

Al leis sobre vinhos da Espanha, têm uma categoria QWPSR em dois níveis: Denominação de Origem (DO), uma classificação mais elevada (DOC), criada em 1991. Até agora, Rioja e Priorato são as únicas regiões com nível DOC (também conhecida como DOCa). Os vinhos que não se qualificam como DO fazem parte da categoria dos vinhos de mesa, chamado de Vino de Tierra (equivalente aos Vins de Pays da França).

Em minha opinião o destaque da noite foi o Cava Mestres 1312 (data do inicio de suas atividades) – Penedés – 12% – Xarel-lo; Parellada – R$ 129,00 – ST (91)

Cava, é o termo oficial para o vinho espumante de método tradicional, produzido predominantemente em Penedès, embora existam alguns poucos produtores no resto da Espanha.

Visual amarelo palha média intensidade, perlage fininha, persistente e numerosa, límpido e brilhante. Aromas intensos, notas lembrando um champagne, pão torrado, brioches, manteiga, frutas secas (avelãs e amêndoas), e um toque de frutas frescas e um fundo levemente mineral. Paladar se apresentou seco, bom corpo, ótima acidez e ótimo frescor. Mousse cremosa, persistente, com uma textura macia e aromas de pão tostado, frutas branca, e final muito longo.

Seguimos com mais 10 vinhos que em geral agradou muito, exceto em minha opinião o primeiro branco (SB) que estava com aroma de “xixi de gato” forte, INURRIETA ORCHIDEA “Sauvignon Blanc Navarra” (13%) ST (84) R$ 76,00 (Guia Peñin 2011: 91 e Medalha de Ouro – Concurso Mundial de Bruxelas 2008). Segundo branco: LAUS FLOR DE CHARDONNAY “Somontano” 13,5% ST (90) R$ 89,00. Primeiro rose: INURRIETA MEDIODIA Garnacha; Merlot  “Navarra” (14%) ST (88) R$ 76,00 – Segundo rose: LAUS FLOR DE MERLOT (Merlot; Cabernet Sauvignon; Syrah) “Somontano” (13,8%) R$ 89,00. Primeiro tinto: LAUS ROBLE Merlot; Cabernet Sauvignon; Tempranillo  Somontano  13,8% ST (86) R$ 89,00. Segundo tinto: IUVENE “Tempranillo” Rioja (13%) ST (86) R$ 59,00.

Terceiro tinto: DARDANELOS Tempranillo 04 meses em barricas novas de carvalho francês (13,8) ST (89) R$ 89,00 – A garrafa é muito bonita, design moderno. Quarto tinto: INURRIETA SUR “Garnacha; Syrah; Graciano” (06 meses em barricas de carvalho americano) (14,5%) ST (89) R$ 76,00. Quinto tinto: LORIÑON CRIANZA Tempranillo Rioja 14 meses em barricas de carvalho americano (13%) ST (88) R$ 76,00. O sexto e ultimo vinho: CARODORUM ISSOS “Tinta de Toro” (10 meses em barricas de carvalho francês) (15%) ST (92+) R$ 129,00, cremoso encorpado, para quem gosta do estilo, é um vinhaço!

Os vinhos estarão disponíveis futuramente na Enótria Avenida Rio Branco, 1383, Vitória – ES, 29055-643

Telefone: 27 3345-8696 / 27 3345-8696

www.enotria-es.com.br

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Estabelecida desde 1912 no coração da área de Champagne, em Damery perto Epernay, J. de Telmont possui 146 ha (36 de seu próprio vinhedo), De Telmont tem uma fonte extraordinária de uvas de qualidade provenientes das melhores terroirs, como Côte des Blancs e Vallée de la Marne. As uvas são a parte mais importante da Champagne. Assim, DeTelmont se preocupa com a vinha usando métodos de cultura ideal para criar uma harmonia e equilíbrio entre a terra e as vinhas.

Vinícola: J. De Telmont – País: França – Nome: Grand Reserve Brut – Uvas: 34% Chardonnay, 33% Pinot noir e 33% Pinot Meunier – Cor: Amarelo palha – Tipo: Espumante – Apelação: Champagne – Média da idade das vinhas: 30 anos – Localização Geográfica: Champagne – Vinificação: Tradicional com temperatua controlada – Repouso: De 15 a 24 meses na garrafa – Alc: 12%

Importador: www.daconfraria.com.br

Site: http://www.champagne-de-telmont.com

Preço: 190,00

Avaliação Pessoal: ST (90)

Visual amarelo claro, borbulhas pequenas em boa quantidade, com pequeno colar. O nariz apresenta notas características de pão torrado, fermento, pêssego e amêndoas. O paladar se mostrou bem seco, acidez fantástica, bom corpo, retrogosto amanteigado, e longo final. Um Champagne com característica jovial.

Amado por muitos e odiado por poucos que falam que e mercenário,a verdade e que falando de frutos do mar grelhado ele e imcomparavel.Vinhos PERA MANCA branco 2004(st93)e FRUNTESPINA GRAN RESERVA 2001(st90)armonizaram muito bem com o prato farto e delicioso.
tel 3272.1300