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Archive for the ‘ Grenache ’ Category


Por Marcos Fonseca – Louis Bernard Gigondas 2003 – 14%.

Informações conflitantes na página do produtor, na ficha técnica do vinho e no contra-rótulo. O certo é que tem na Grenache sua casta majoritária, seguida pela Syrah, podendo ter ou não Mourvèdre e Cinsault ou Mourvèdre e Carignan.

Pelo que li, o “cara” é um négociant que compra uvas e vinifica quase sem madeira, pra preservar o caráter da fruta e, penso eu, economizar um dindin.

Mix de frutas negras e vermelhas com uma estrebariazinha bem discreta, um leve esfumaçado e uma pimentinha tímida. O que sobressai é realmente a fruta, ainda bastante íntegra no alto dos seus 9 anos. Na boca, um vinho macio, com taninos inofensivos, acidez correta e persistência média. Bom equilíbrio. Apesar da fruta relativamente jovem, não sei se tem estrutura para uma guarda muito mais prolongada. Se eu tivesse outra garrafa, beberia nos próximos 2 ou 3 anos.

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Dando proseguimento à coluna “Bom e Barato“, falo hoje sobre um vinho tinto francês elaborado produtor Chapoutier, castas Syrah e Grenache, que não passa por barrica, o Marius rouge 2010. Seus vinhedos próprios estão localizados dentro da IGT Pays d’Oc, Languedoc Roussillon.

Languedoc Roussillon é a mais importante produtora de vin de pays (VDP) da França, com 80% do total. Grande parte é rotulada sob a denominação regional Vin de Pays d’OC e os demais com nomes de distritos locais. As normas de VDP são menos rigorosas que as de AOC, permitindo que os vinicultores fação vinhos varietais de cepas não tradicionais e misturar com uvas nativas e internacionais. O status de VDP confere maior reconhecimento do que o nível básico vin de table. Quase todos são feitos de um blend de cinco uvas sulistas clássicas, cuja mistura é regulamentada pela AOC. A Syrah, famosa na região vizinha do Vale do Rhone, é cada vez mais popular; as catalãs Mourvèdre e Carignan, fazem vinhos escuros, tânicos e condimentados. A Grenache e Cinsaut, muito cultivada são frutadas e fáceis.

Chapoutier é o maior nome do Rhône. Michel Chapoutier, é um dos maiores enólogos da França, eleito diversas vezes enólogo do ano pela Revue du Vin de France, deu uma nova dimensão aos vinhos da região, atingindo a perfeição nas diversas denominações do Norte e do Sul. Os vinhedos são cultivados organicamente e apresentam baixos rendimentos. O vinho é uma homenagem ao seu bisavô, Marius.

Avaliação Pessoal: ST (88) - França – Languedoc Roussillon – Syrah e Grenache – 13,5% – Importador Mistral – R$ 52,00

Como falei acima este vinho não passa por madeira o que lhe confere uma fruta fresca e limpa. Visual rubi de média intensidade, límpido e brilhante. No nariz frutas vermelhas e negras, pimenta do reino, floral e um leve toque balsâmico. O paladar é frutado, fresco, médio corpo, equilibrado entre acidez e teor alcoólico; taninos macios de boa qualidade. Final com boa persistência. Vale muito a pena conhecer.

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