search engine optimizationsubmit websiteemail extractor

Archive for the ‘ Encontro Mistral ’ Category

O produtor português Carlos Campolargo, fala ao blog Vivendo a Vida durante o Encontro Mistral, sobre a volta da elaboração de um vinho com a uva Pinot Noir na Bairrada, muito interessante, assista o vídeo acima. O Campolargo Pinot Noir 2008 é elaborado com uvas de vinhedos próprios, tem a sua vinificação feita fermentação em pequenos lagares, com pisa manual ou mecânica. Estagia por 14 meses em barricas usadas. Em alguns anos específicos, se adiciona um pouco de baga. Gostei, fruta mais contida, elegante, vale a pena conhecer. Custa 123,00.

Curta a pagina do Blog Vivendo a Vida no Facebook

A importadora Mistral, dona de um dos melhores e maiores catálogos de vinhos do Brasil, realizou no Sofitel Copacabana (Rio de janeiro), a sexta edição do já tradicional evento Encontro Mistral 2012, com 80 produtores de todo mundo. O evento teve seu inicio nos dias 16, 17 e 18 de julho, em São Paulo, no hotel Grand Hyatt.

Este ano, o Encontro Mistral contou com algumas celebridades do vinho que participam pela primeira vez pessoalmente do evento, como Paul Hobbs, Dirk Niepoort e Serge Hochar, proprietário do Château Musar e primeiro “Man of the Year” da revista inglesa Decanter além de Hubert de Billy, do famoso Champagne Pol Roger, servido no casamento do príncipe William e Kate Middleton.

Também esteve por lá, Francisco Olazabal, da Quinta do Vale Meão, tinto português mais pontuado na história da Wine Spectator.

Os anfitriões: Ciro Lilla e sua esposa Carmen Lila (Proprietários da importadora Mistral)

blog Vivendo a Vida esteve pela primeira vez no evento e tem algumas considerações a fazer. É humanamente impossível um dia só para provar todos os vinhos. Uma opção seria aumentar em mais um dia o evento no Rio, ou então dobrar o horário de realização. Seria importante também agrupar por país os produtores, assim dando mais agilidade na degustação. Perdi muito tempo para achar os produtores, já que estava com uma lista de produtores para seguir, e acredito que muitos também. Tirando estes detalhes, o evento foi perfeito, fui muito bem recebido, o clima estava muito agradável, o local perfeito, bom nível de visitantes e vinhos que qualquer enófilo do mundo gostaria de ter na taça, um sonho!

Abaixo segue a minha lista previamente elaborada, que como falei acima foi a quantidade possível de produtores, dentro das 4 horas de duração. A prioridade foi dada aos vinhos que dificilmente teria a oportunidade de provar, primeiro pelo preço e depois por sua limitada produção.

Vallontano – Luis Henrique Zanini (proprietário-enólogo) e Ana Paula Valduga

Extra Brut LH Zanini safra 2010 – R$ 77,00 – ST (87)

A Vallontano, única vinícola brasileira no catálogo da importadora Mistral, lançou no evento uma edição limitada e especial do Extra Brut LH Zanini safra 2010. São apenas 2500 garrafas elaboradas pelo método tradicional. O rótulo desta edição foi criado pelo renomado artista belga Maurice Rosy em homenagem ao poeta vinhateiro da Vallontano, Luis Henrique Zanini, que dá o nome ao espumante. Radicado em Paris, Rosy é autor de centenas de obras clássicas do cartoon francês e sua obra já foi traduzida para dezenas de países. Em sua passagem pela França, Zanini conheceu Maurice e sua esposa Danièle Gerault e se tornaram grandes amigos.

Bollinger – Philippe Menguy (diretor)

Champagne Bollinger La Grande Année Vintage 2002 – R$ 596,80 – ST (96)

Este champagne só é produzido em anos excepcionais, sendo considerado a verdadeira cuvée de topo de Bollinger, no mais alto nível de qualidade de Champagne. Seu assemblage é de 63% Pinot Noir e 37% Chardonnay, apenas de vinhos selecionados de vinhedos Grands e Premiers Crus. A fermentação alcoólica é sempre realizada em pequenos e antigos barris de carvalho. Sua maturação com as borras, em frias caves, é de no mínimo 5 anos. Recebe as máximas 5 estrelas da Decanter.

Pol Roger – Hubert de Billy (proprietário)

Champagne Pol Roger Cuvée Winston Churchill 1999 – R$ 795,00 – ST (99)

Um dos melhores Champagnes já produzidos, pertence à categoria Cuvée de Prestige e foi lançado em 1984 em homenagem ao célebre estadista britânico Sir Winston Churchill. O assemblage é majoritariamente de Pinot Noir, complementado por Chardonnay. Seleciona-se apenas os melhores frutos, oriundos de vinhedos na Vallée de la Marne e na Côte des Blancs. Este champagne permanece maturando nas caves, em contato com as borras dos levedos, por mais de 7 anos antes da degola, o que lhe confere uma enorme complexidade. Recebeu 94 pontos da Wine Spectator e nada menos do que 96 pontos da Wine Enthusiast, que o descreve como “magnífico” e o classificou como o melhor Champagne dentre todos os avaliados pela revista.

Cos d’Estournel – Géraldine Santier (diretora)

Cos D’ Estournel 2004 – ST (92) – R$ 900,00

Fundado no início do século XIX, o Château Cos d’ Estournel foi adiquirido em 1917 pela família Ginestet. Logo depois, a família Prats passou a ser proprietária e Bruno Prats vendeu a propriedade. Para não perder a continuidade da família, o filho de Bruno, Jean Guillaume permaneceu gerenciando a vinha. Com solo cascalhoso, Cos d’ Estournel se diferencia dos campos de Saint Estephe, dispondo muito mais merlot em seu vinhedo do que nos campos vizinhos. O vinho é suntuoso e concentrado, de cor e sabor profundos e elegantes – bem diferente dos vinhos de Saint Estephe. Além disso, tem grande capacidade de envelhecimento.

Paul Jaboulet – Tom Hlasny (diretor)

Hermitage La Chapelle 2005 (Paul Jaboulet Aîné) – R$ 993,00 – ST (97)

Verdadeira lenda, o grandioso La Chapelle é sem dúvida um dos melhores e mais reverenciados vinhos do mundo. A revista Wine Spectator elegeu o La Chapelle 1961 como um dos 12 melhores vinhos do século XX, sendo chamado de “padrão para a uva Syrah”. Capaz de evoluir em garrafa por décadas, é incrivelmente rico e complexo, esbanjando charme e elegância. A safra 2005 é espetacular, “a safra do século” na França. Um ícone.

Joseph Drouhin – Christophe Thomas (diretor)

Chablis Premier Cru Montmains 2010 (Joseph Drouhin) – R$ 220,89 – ST (92)

Excelente 1er Cru de Chablis, produzido com uvas de um pequeno vinhedo de 1,8ha. Mostra grande mineralidade, sendo uma companhia perfeita para ostras.

Chapoutier – Pierre-Adrien Fleurant (diretor)

Hermitage M. de la Sizeranne 2007 (Chapoutier) – R$ 516,40 – ST (95)

Este excelente Hermitage La Sizeranne mostra bem porque Chapoutier é o maior colecionador de prêmios e notas altas do Rhône. Mostra um bouquet marcante e opulento e grande complexidade. Sua incrível estrutura faz com que possa evoluir em garrafa por mais de 15 anos. Um verdadeiro monumento à casta Syrah.

Castello di Ama – Marco e Lorenza Pallanti (proprietários)

Vigna L’Apparita Merlot 2008 (Castello di Ama) – R$ 775,10 – ST (94+)

Um dos maiores ícones da Toscana, o L’Apparita é um aristocrático Merlot que, por seu preço, “deixa o Château Pétrus a ver navios”, nas palavras da Wine Spectator. A safra de 2006 foi classificada com nada menos que 95 pontos de Robert Parker, que descreveu o tinto como “impecável, de raríssima beleza”. Um grande vinho e um dos mais disputados supertoscanos, que fica ainda mais complexo e sedutor após alguns anos em garrafa.

Vietti – Mario Cordero (proprietário)


Barolo Castiglione 2006 (Vietti) –R$ 297,50 – ST (95)

Um vinho “assombrosamente bom” na opinião de Robert Parker, o Castiglione é uma verdadeira referência em Barolo, mostrando grande classe e qualidade. Elaborado com uvas dos vinhedos Bricco Fiasco, Ravera, Fossati e Bricco Ravera, é um vinho que mostra bem as qualidades do terroir de Barolo em um conjunto sofisticado e cativante, que mereceu a excelente nota 92+ de Parker e 92 da Wine Spectator na safra 2006!

Biondi Santi & Castello di Montepó – Valentina Gherardi (diretora)

Brunello di Montalcino DOCG Riserva 2004 (Biondi Santi) – R$ 2.784,99 – ST (97)

Um dos mais emblemáticos vinhos italianos, este grandioso Riserva recebeu a cotação máxima do guia Gambero Rosso, que o classificou de “extraordinário”. Trata-se de um vinho muito potente, concentrado e longevo, que não faz concessões ao estilo moderno. Pode durar décadas e costuma demandar muitos anos em garrafa para atingir seu apogeu.

Bisol – Roberto Actis (diretor)

Cartizze Prosecco di Valdobbiadene Superiore di Cartizze (Bisol) – R$ 166,00 – ST (90)

Classificado como “Outstanding” por Robert Parker que apontou este espumante como “sensacional”, Cartizze é o mais cultuado Prosecco de Bisol e uma das grandes estrelas da denominação. Cartizze é a mais famosa zona da região de Prosecco e este vinho é “ensolarado, de encher a boca” nas palavras do Gambero Rosso. Com um cativante toque doce no palato, equilibrado por um ótimo frescor, é uma das mais sofisticas escolhas em Prosecco, com a prestigiosa assinatura de Bisol.

Quinta do Vale Meão – Francisco Olazabal (proprietário)

Quinta do Vale Meão 2009 – R$ 385,00 – ST (98)

O disputado “Barca Nova”, elaborado com as mesmas uvas que costumavam produzir o famoso Barca Velha. Concentrado, extremamente rico e potente, muito complexo, ele bateu os maiores vinhos de Portugal em uma degustação às cegas organizada pela Revista de Vinhos. Realmente fantástico, foi o tinto português indicado para a lista dos “100 Melhores Vinhos do Mundo” da Wine Spectator em 2005.

Quinta da Pellada – Maria Castro (proprietária)

Doda 2005 (Quinta da Pellada) – R$ 243,77 – ST (94+)

Dirk Niepoort e Alvaro Castro, da Quinta da Pellada – dois dos mais aclamados enólogos de Portugal – criaram a quatro mãos um vinho que combina o melhor da região do Dão, famosa pelos tintos aromáticos e cheios de finesse, com a estrutura e concentração dos vinhos do Douro, Antigamente chamado Dado, o nome Doda é formada pelas sílabas iniciais das duas regiões. Um tinto de minúscula produção, já é tido pela crítica portuguesa como um dos grandes vinhos do país. Para o respeitado crítico João Paulo Martins, o vnho mostra “uma combinação perfeita de vigor e elegância”. Uma grande criação de dois dos maiores talentos de Portugal.

Quinta do Perdigão – José Perdigão (proprietário)

Quinta do Perdigão Touriga Nacional 2006 – R$ 228,85 – ST (92)

O exuberante e aromático Quinta do Perdigão Touriga Nacional foi eleito “O Grande Tinto do Dão” no prestigiado concurso “Os Melhores Vinhos do Dão no Produtor”. Esta nova versão é uma das melhores já produzidas, mostrando excelente complexidade e elegância, além de todo caráter da emblemática Touriga. Já foi indicado entre os 15 melhores vinhos de Portugal por João Paulo Martins.

Niepoort – Dirk Niepoort (proprietário-enólogo)

Niepoort Colheita 1998 (Niepoort) – R$ 198,00 – ST (95)

Este delicioso Colheita é um Tawny de uma única safra, envelhecido em madeira por no mínimo 7 anos. Muito macio e convidativo, com bouquet complexo e inebriante, mostra ótima presença de boca.

Campolargo – Carlos Campolargo (proprietário-enólogo)

Campolargo Pinot Noir 2008 – R$ 123,00 – ST (91)

Excelente tinto elaborado por Campolargo com a casta Pinot Noir. Em alguns anos específicos, se adiciona um pouco de baga. É um vinho elegante e complexo.

Bodegas Chivite – Oscar Alvarez (diretor)

Colección 125 Reserva 2005 (Chivite) – R$ 248,00 – ST (91)

Um dos ícones tintos da Espanha para a revista Decanter, o excelente Colección 125 Reserva mostra grande classe e complexidade, no melhor estilo espanhol.

Alión & Pintia – Purificación Mancebo (diretora)

Pintia 2006 (Bodegas Pintia) – R$ 293,00 – ST (91)

O fantástico Píntia é o grande tinto elaborado por Vega Sicilia na emergente região do Toro. Logo em sua primeira safra, já recebeu 95 pontos de Robert Parker e muitos elogios de Jancis Robinson, que o indicou como o melhor vinho do Toro que já provou. Em 2003 foi indicado pelo respeitado El Mundo como o melhor vinho de Toro desta safra. Poderoso e encorpado, mas com classe e elegância, “um punho de aço em luvas de seda”, nas palavras de Steven Spurrier.

Tokaji Aszú 3 Puttonyos 2002 (Tokaji Oremus – Vega Sicilia) – 500 ml – R$ 178,00 – ST (93)

Oremus é a fantástica vinícola de propriedade de Vega Sicilia na Hungria. Seus vinhos são imaculados, produzidos com o mesmo perfeccionismo que a vinícola emprega na Ribera del Duero. Aqui, não se percebe o caráter oxidativo de alguns Tokajis mais rústicos, mas um aroma muito intenso e frutado e uma bela presença de boca.

Bodegas Valdemar – Roberto Alonso (diretor)

Conde de Valdemar Gran Reserva 2004 (Bodegas Valdemar) – R$ 198,50 – ST (91)

Um dos mais prestigiados vinhos da Rioja, o Conde de Valdemar Gran Reserva é maturado 2 anos em barricas de carvalho, mostrando grande maciez e complexidade, no melhor estilo dos clássicos tintos da Rioja.

Pesquera – Miguel Angel Bocos (diretor)

Pesquera Janus Gran Reserva 2003 – R$ 766,00 – ST (96)

Alejandro Fernandez criou o Pesquera, um dos primeiros vinhos da região, em 1972. O ano de 1995 foi especial em Ribera del Duero, que foi engarrafado o primeiro Janus, um vinho sério, austero, tons lácteos, carvalho picante, couro….complexo.

Domdechant Werner – Alessandra Gomes Rodrigues (Sommelier)

Hochheimer Kirchenstück Riesling Spätlese 2005 (Domdechant Werner) – R$ 145,27 – ST (91)

Com apenas 250 caixas produzidas e classificado com 92 pontos pela Wine Spectator, o excelente Hoccheimer Kirchenstuck Riesling Spatlese foi descrito como “uma beleza” pela revista, que destacou sua “intensidade cremosa” que se “desdobra em várias camadas, deixando um sabor duradouro de laranja no final”.

Casa Lapostolle – Julien Berthelot (diretor)

Clos Apalta 2009 (Casa Lapostolle) – R$ 397,00 – ST (92)

O cultuado Clos Apalta é um verdadeiro mito, sem dúvida um dos melhores e mais premiados vinhos da América do Sul. Produzido apenas nos grandes anos, é poderoso e encorpado, combinando o fabuloso terroir de Apalta com rendimentos muito baixos e um sofisticado toque francês. Sua minúscula produção é disputada no mundo todo. Um ícone.

Pisano – Daniel Pisano (proprietário)

Axis Mundi Tannat 2002 (Pisano) – R$ 276,00 – ST (92+)

Axis Mundi é a mais nova criação de Pisano, o melhor produtor do Uruguai. Este é o melhor tinto da vinícola, um super-Tannat, de impressionante concentração e potência, mas também muito equilíbrio, com taninos refinados e um longo final de boca. Ele é elaborado apenas com uvas de vinhas muito velhas de Tannat, cultivadas com minúsculos rendimentos, o que lhe confere uma classe e uma complexidade ainda inéditas para os vinhos elaborados com esta poderosa variedade. Certamente o melhor tinto uruguaio da atualidade.

Paul Hobbs – Paul Hobbs (proprietário)

Paul Hobbs Cabernet Sauvignon Beckstoffer To Kalon Vineyard 2006 – R$ 994,00 – ST (96)

A jóia da coroa entre os cultuados Cabernet Sauvignon de vinhedo único de Paul Hobbs, o mítico Beckstoffer To Kalon, elaborado com uvas do vinhedo considerado o melhor terroir de todo Napa Valley. Na safra de 2002, o tinto mereceu nada menos que 100 pontos de Robert Parker, colocando o vinho na elite dos mais disputados “cult wines” dos Estados Unidos. Rico, encorpado e complexo, é um dos mais grandiosos vinhos de todo o mundo.

Alguns convidados:

Marcelo Copello – Jornalista (Resvista Baco) e consultor de vinhos

Elvecio Faé (Diretor ExpoVinhos Vitória), Géraldine Santier (diretora) Cos d’Estournel e Aucio Passos

Mário Trano, do excelente blog www.mondovinho.blogspot.com

Alan Ingles (Enófilo) e o americano Paul Medder (Sommelier do restaurante Aprazivel)

Pedro Dias (Sommelier do restaurante Gabbiano)

Pedro Hermeto (Restaurante Aprazivel)

Curta a pagina do Blog Vivendo a Vida no Facebook