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Archive for the ‘ Portugal ’ Category

A renomada vinícola Reynolds, da região do Alentejo, elaborou, em parceria, com a loja de vinhos e importadora Espaço D.O.C, uma linha de vinhos brancos e tintos nomeada Figueira de Cima, com exclusividade para o Brasil. Provei o Colheita, rótulo de entrada, Figueira de Cima Colheita, um corte de 40% Alicante Bouschet, 40% tricadeira e 20% Syrah. Suculento, frutado, redondo, com boa acidez e relação qualidade-preço. ST (88) Quanto: R$ 68. Tel: 3024-1222

O Pera Manca é o melhor vinho da adega Herdade da Cartuxa (Fundação Eugénio de Almeida) e um dos mais aclamados e caros de Portugal (Évora/Alentejo). A propriedade foi um antigo mosteiro cartusiano fundado em 1857, se tornando particular em 1834. Ocupada por fazendeiros após a Revolução dos Cravos, em 1974, foi devolvida posteriormente bastante danificada. Seus vinhedos tiveram que ser todos replantados.

Elaborado somente nos melhores anos, esse 1995, uma das melhores safras elaboradas até hoje, bled de Tricadeira, Aragonêz e Tinta Roriz, cortesia do amigo Aldir Almeida, amadureceu por cerca de três anos em grandes toneis de três mil litros de carvalho português. Esse período em madeira, ao contrário do que se possa pensar, atribuiu muita elegância e longevidade ao vinho. Na taça mostrou um visual levemente atijolado, aromas intensos, com notas balsâmicas e de especiarias, frutas secas, chá e fumo. Paladar confirma as notas do nariz, taninos aveludados, e uma persistência muito longa. Com certeza vai evoluir e alcançar seu apogeu nos próximos 10 anos. ST (93+).

Continuando a falar sobre o magnifico jantar na casa do amigo Aldir Almeida, que começou com grandes champas – veja aqui, vou relatar mais uma experiência que tive ao provar duas safras do mais ilustre e mítico vinho tinto português (Douro), o Barca Velha safras 1966 e 1985.

Essa prova reforçou o meu entendimento sobre a importância da safra para o envelhecimento do vinho, mais até que o armazenamento. Explico: Os fatores que ditam a vida de um vinho é a qualidade da uva em sua safra. Em seu amadurecimento é preciso ter grande concentração de açúcares, o que preserva um bom nível de acidez e acumula substâncias que trarão aromas, sabores e a qualidade de seus taninos. Para isso é necessário a benção de “São Pedro” com alguns fatores climáticos favoráveis – muita luz, calor e umidade na medida. Muito calor, por exemplo, reduz a acidez, muita chuva, diluem seus aromas e sabores, resultando em vinhos desequilibrados, com baixa qualidade e baixo potencial de guarda.

Essas características blindaram a safra 1966 (Safra excelente), que a garrafa em questão que teve nitidamente uma vida difícil, surrada, acondicionada fora de climatização x uma safra 1986 (alguns dizem que não era para ser declarado Barca Velha) considerada ruim (4/10), com um histórico perfeito de acondicionamento, mas que não mostrou a que veio na taça.

Para quem quiser saber sobre os 60 anos de história do Barca Velha, segue uma matéria muito boa feita pelo site .

O prato para harmonizar com o Barca Velha foi “Coelho a caçadora” by Aldir Almeida.

Casa Ferreirinha Barca Velha 1966

Rolha em péssimo estado, totalmente embebida, que quebrou e esfarelou na tentativa de ser retirada. Visual atijolado sem sedimento aparente, aroma intenso de couro, fumo, madeira velha e leve nota balsâmica. Paladar rico, textura macia, muito complexo com todas as notas do nariz, persistente, elegante com boa acidez. Simplesmente perfeito. Um vinho memorável! ST (100).

Casa Ferreirinha Barca Velha 1985

Rolha também toda embebida, mas saiu inteira sem esfarelar. Visual escuro, omitindo a idade, aroma tímido, fechado, com poucas nuances. Paladar austero, tânico, pouco expressivo em relação ao seu irmão mais velho. Talvez melhore com mais tempo de guarda, mas depois que tive as informações que relatei acima sobre a safra, acredito que é um caso perdido. ST (90)

Matéria publicada originalmente na coluna Vivendo a Vida | Caderno C2 + Prazer & Cia | Jornal A Gazeta

Durante o ano, um trabalho incansável é realizado para que o vinho chegue às taças. Ele começa nos vinhedos com o plantio, a poda e a colheita – e a torcida para que nenhuma praga ou intempérie climática prejudique a safra –, passando por um cuidadoso processo de produção, e termina no departamento de marketing da vinícola.

Para que um vinho se destaque nas prateleiras é preciso que ele chame atenção. Assim, o design da garrafa e do rótulo é fator primordial na decisão de compra. A partir daí, só a qualidade na taça vai definir sua recompra.

Atualmente, muitas vinícolas trabalham para desenvolver rótulos criativos e atraentes. Um exemplo é a portuguesa Herdade do Esporão, referência em vinhos alentejanos. Desde 1985, ela alia a cultura do vinho à arte ao reproduzir obras de artistas plásticos nos rótulos de alguns de seus vinhos. Todos os anos, um artista é convidado para personalizar os rótulos de cada colheita das linhas Reserva e Private Selection. Até hoje, foram 27 portugueses, dois angolanos e um brasileiro, o pintor Rubens Gerschman.

Prova vertical e lançamentos

A convite dos representantes da vinícola, participei, recentemente, de uma prova na Wine Store Carone, com as novas safras da linha Reserva, e também de uma vertical da linha Private Selection tinto, com as safras 2005, 2007, 2008, 2009 e 2011.

Os rótulos dos lançamentos, Reserva Branco 2013 e Reserva Tinto 2012, foram concebidos pelo artista português Alberto Carneiro. Inspirado na paisagem alentejana e fiel aos princípios de sua obra, Carneiro desenhou uma narrativa que abraça todos os rótulos da Esporão. O visual começa com a representação de uma árvore e quatro nuvens e termina com a inversão numérica desses elementos.

Esporão Reserva Branco 2013 | Alentejo | Portugal | R$ 70

A safra 2013 teve primavera chuvosa seguida de verão seco com temperaturas diurnas elevadas, o que possibilitou a maturação ideal e consistente das uvas. Na taça, mostrou notas aromáticas de abacaxi, tangerina, pêssego e um leve toque mineral. O paladar é de médio corpo, com predomínio de notas frutadas. A madeira entrou como coadjuvante, na dose certa, sem ofuscar a fruta. Saboroso, com ótima acidez.

Esporão Reserva Tinto 2012 | Alentejo | Portugal | R$ 94

Safra de um ano extraordinariamente seco, com baixa produção mas com uvas de grande qualidade e concentração. O vinho estagiou 12 meses em barricas de carvalho americano (70%) e francês (30%). Após o envase, seguiram-se mais 12 meses de estágio em garrafa. Rico, concentrado e saboroso. Belíssimo vinho. Estará disponível no mercado em janeiro.

Curiosidade

O rótulo da safra 1999 é uma pintura do artista Pedro Proença em homenagem aos mouros que ocuparam a região. Trata-se da figura de um árabe de barba, com uma taça na mão, muito parecido com o então desconhecido líder terrorista Bin Laden. Porém, em setembro daquele ano, houve o atentado nas Torres Gêmeas, em Nova York, que teve como suposto mandante, Osama Bin Laden, odiado pelos americanos. Naquela época, o Esporão Reserva 1999 estava chegando a Nova York. Todas as garrafas foram recolhidas e enviadas de volta para que os rótulos fossem trocados. A garrafa tornou-se item de colecionador, e por consequência teve seu preço aumentado.


A vertical do Private Selection

O Private Selection tinto é uma continuidade do Esporão Garrafeira, lançado em 1987. Inicialmente, era uma escolha das melhores barricas de Esporão Reserva, e, com o tempo, foi evoluindo para uma seleção das melhores parcelas da propriedade. No final dos anos 90, foi construída uma adega exclusiva para ele, que passou a ser o centro das atenções. O vinho é feito, predominantemente, com as uvas alicante bouschet, aragonês e syrah.

Esporão Private Selection 2005

Tanto o nariz quanto a boca já apresentavam notas oxidativas. Na boca, a fruta me pareceu ligeiramente passada. Vinho já em curva descendente. Álcool e madeira integrados. Taninos macios. Acidez e persistência médias.

Esporão Private Selection 2007

Nariz e boca equilibrados. Fruta e taninos ainda vivos. Boa acidez e persistência. Álcool e madeira integrados. Complexo e elegante.

Esporão Private Selection 2008

Nariz e boca equilibrados, com fruta e taninos ainda vivos. Caráter ligeiramente frutado, com traços de especiarias. Boa acidez e persistência. Álcool e madeira integrados. Complexo e elegante.

Esporão Private Selection 2009

Aqui o estilo mudou. Mostrou-se forte e potente. Muita fruta madura e fundo floral. Por unanimidade, o melhor da degustação. Extremamente complexo e elegante. Excelente persistência. Madeira (baunilha) integrada e álcool equilibrado. Alia potência e elegância. Potencial para evoluir.

Esporão Private Selection 2011 (safra atual) | R$ 220

Vinho concentrado, mas não agressivo. Aroma potente e com várias nuances. Novo, mas pronto para o consumo. Paladar redondo, gostoso. Bastante longo. Deixou sensação agradável e duradoura.

As delicias da chef Arlete Nunes

Lombo de bacalhau

Carré de cordeiro com musseline de baroa

Mousse de chocolate com café


Só gente boa! – Leonardo Dantas, João Carlos Prado Filho, André Andrès, Silvestre Tavares, Rogério Baracho, Vanderlei Martins e a Chef Arlete Nunes.

O crítico Joshua Greene, editor da revista norte-americana Wine & Spirits listou os 50 melhores vinhos portugueses. São eles:

  • Adriano Ramos Pinto, Collection 2009, tinto, Douro
  • Aliança, Quinta da Dôna 2009, tinto, Bairrada
  • Anselmo Mendes Vinhos, Contacto 2012, branco, Vinho Verde
  • Casa de Mouraz, Encruzado 2012, branco, Dão
  • Casa de Mouraz, Elfa 2010, tinto, Dão
  • Casca Wines, Monte Cascas Malvasia 2011, Branco, Colares
  • Duorum Vinhos, Reserva Vinhas Velhas 2009, tinto, Douro
  • Enoport United Wines, Quinta do Boição Reserva 2012, branco, Bucelas
  • Folias de Baco, Olho no Pé Grande Reserva 2008, tinto, Douro
  • Fonseca Porto Vintage 2011
  • FTP Vinhos, Quinta do Serrado Reserva 2009, tinto, Dão
  • Herdade de Vale Barqueiros Reserva 2008, tinto, Alentejo
  • Herdade do Esporão Reserva 2010, tinto, Alentejo
  • Herdade do Esporão Verdelho 2012, Alentejo
  • Eminência 2010, branco, Vinho Verde
  • João Brito e Cunha, Quinta de S. José Touriga Nacional 2011, tinto, Douro
  • Jorge Moreira, Poeira 2010, tinto, Douro
  • Jose Maria da Fonseca, Domingo Soares Franco Colecção Privada Moscatel Roxo 2012, P. de
  • Setúbal
  • Luís Pato, Vinha Pan, 2009, Bairrada
  • Lusovini, Pedra Cancela Seleção do Énologo 2010, tinto, Dão
  • Madeira Wine Company, Blandy’s Colheita Bual 1996, Madeira
  • Monte da Ravasqueira, Vinha das Romãs 2010, tinto, Alentejo
    Muxagat 2011, tinto, Douro
  • Niepoort Vinhos, Batuta 2010, tinto, Douro
  • Niepoort Vinhos, Porto Vintage 2011, Douro
  • Quinta da Alorna, Portal da Águia 2009, tinto, Tejo
  • Quinta da Lixa, Aromas das Castas Alvarinho Trajadura 2012, branco, Vinho Verde
  • Quinta da Plansel, Marquês de Montemor Colheita Seleccionada Touriga Franca 2010, tinto,
  • Alentejo
  • Quinta da Ponte Pedrinha Vinhas Velhas 2007, tinto, Dão
  • Quinta da Sequeira Reserva 2008, tinto, Douro
  • Quinta das Bágeiras Garrafeira 2009, tinto, Bairrada
  • Quinta das Bágeiras Garrafeira 2004, branco, Bairrada
  • Quinta de Chocapalha Arinto 2011, branco, Lisboa
  • Quinta de Chocapalha 2008, tinto, Lisboa
  • Quinta de Gomariz Avesso 2012, branco, Vinho Verde
  • Quinta de Paços Casa do Capitão-mor 2011, branco, Vinho Verde
  • Quinta do Noval 2008, tinto, Douro
  • Quinta do Pinto Estate Collection 2011, tinto, Alenquer
  • Quinta do Portal Reserva 2008, tinto, Douro
  • Quinta do Sagrado, Mutante 2007, tinto, Douro
  • Quinta Seara d’Ordens TalentVs Grande Escolha 2010, tinto, Douro
  • Rui Reguinga Enologia, Terrenus 2011, Alentejo
  • Secret Spot Wines, Vale da Poupa Moscatel Galego 2012, branco, Douro
  • Soalheiro Alvarinho 2012, branco, Vinho Verde
  • Soalheiro Primeiras Vinhas 2012, branco, Vinho Verde
  • Sogevinus Fine Wines, Burmester Tordiz 40 anos, Porto Tawny
  • Solar das Bouças Loureiro 2012, branco, Vinho Verde
  • Symington Family Estates, Graham’s Single Harvest 1969, Porto Tawny
  • Vidigal Wines, Brutalis 2010,tinto, Lisboa
  • Wine & Soul, Quinta da Manoella Vinhas Velhas 2010, tinto, Douro

Recentemente provei o Passadouro Reserva 2009 (14,5%), um tinto português da região do Douro, elaborado pelo enólogo Jorge Serôdio Borges, sendo 80% dele com mais de 20 uvas de vinhas velhas com mais de 60 anos, 100% pisado a pé em lagares de granito. Amadureceu por 18 meses em barricas de carvalho francês, sendo 80% novas e 20% usadas. Produção de somente 3.800 garrafas. Teve varias premiações, entre elas, 92 (RP), 93 (WS), 5 estrelas Decanter. Produção de apenas 3.800 garrafas.

Na taça mostrou a potência característica dos vinhos do Douro, muita fruta, além de notas florais, minerais, balsâmicas e de baunilha. Melhorou muito com o tempo. Paladar gordo, com ótima acidez e taninos vivos. O tipo de vinho que enche a boca e deixa um retrogosto longo e gostoso. A pesar de ainda novo é equilibrado e elegante. Nota: 94/100 | R$ 200 na Adega Alentejana

A região do Alentejo no sul de Portugal é desenhada em uma linda paisagem, plana, com muitas florestas de sobreiros, responsável por 80% da produção de rolhas do mundo e dividida por várias sub-regiões, entre elas está Reguengos de Monsaraz, que pode ser identificada nos rótulos.

Várias uvas autóctones e algumas estrangeiras fazem parte do corte se seus vinhos. Entre as mais tradicionais estão Trincadeira, Aragonez, Alicante Bouschet (francesa), Moreto e a Castelão Francês. Ainda podemos encontrar outras, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e a Syrah, que vem se dando muito bem por lá. Entre as brancas estão Antão Vaz, Arinto (Pedernã) e Fernão Pires (Maria Gomes).

Como em qualquer região vinícola, existem vinhos de vários níveis, desde os mais simples, aos topo de gama, verdadeiros néctar dos deuses. Hoje apresento os vinhos da Tapada do Fidalgo (marca feita exclusivamente para o Brasil – importado de Adega Alentejana) elaborados com uvas de vinhas próprias em Monte dos Perdigões, uma fazenda onde se localiza a adega.

A vinícola é propriedade de Henrique Granadeiro, executivo em grandes empresas portuguesas, nascido no Alentejo e apaixonado pela sua terra e pelos vinhos alentejanos. Faz parte do Conselho de Administração da Fundação Eugénio de Almeida desde 1987. A sua atuação foi e é fundamental para o crescimento contínuo que a Fundação Eugénio de Almeida alcançou nestes últimos 20 anos. Com esse currículo fica fácil de entender…

Os vinhos com preços entre “35 e 160 reais” foram apresentados ontem na Wine Store Carone, sob o comando Miria Carvalho, representante da importadora e Claudio Martins, diretor comercial da vinícola.

Tapada do Fidalgo Branco 2011 (13,5%) | Antão Vaz e Verdelho.

  • Aroma com muitas frutas tropicais, como abacaxi em calda e também algo de mel. Seguiu no mesma linha em boca. Sedoso, macio e fresco. Ideal para o verão que já bate na porta. R$ 35,00 | Nota: 84/100

Tapada do Fidalgo Rosé 2012 (13%) | Castelão, Syrah e Touriga Nacional

  • O rosé continua na moda, melhorando a cada dia em muitos países, entre eles se destaca Portugal. Esse rótulo, muito elogiado na prova, mostrou um visual cereja vivo, aroma intenso, frutado, lembrando groselha. Continuou encantando na boca. Chamou atenção pela concentração de sabores que se manteve até o final. Ao mesmo tempo encorpado e refrescante, com ótima acidez. R$ 35,00 | Nota: 87/100

Tapada do Fidalgo Tinto 2011 | (14%) – Alicante Bouschet, Aragonez, Tinta Caiada e Trincadeira – Vinificação ocorre parte em cubas de inox e parte em balseiros de Carvalho Francês –
Indicado pela Revista de Vinhos em Portugal como “Boa Compra”. 

  • Visual granada, aroma intenso lembrando frutas vermelhas maduras, com algumas nuances florais. Paladar macio e redondo. Um vinho simples, fácil de beber. Para o dia-dia. R$ 35,00 | Nota: 85/100

Tapada do Fidalgo Reserva Tinto 2008 | (14%) – Alicante Bouschet, Aragonez e Tricadeira – 12 meses em barricas de carvalho francês – Eleito vinho tinto do ano pela revista Gula 2011. 

  • Um vinho alentejano de muita classe. Aroma com algo de fruta fresca, lembrando alcaçuz, licor de cacau e especiarias. O ponto positivo foi sua evolução, que foi ficando mais intenso com mais tempo na taça. Paladar elegante, austero e longo. R$ 60,00 | Nota: 90/100

Poliphonia Signature Tinto 2009 | (14,5%) – 18 meses em barricas novas de carvalho francês seguido de 1 ano em garrafa – Eleito Melhor Vinho Tinto no Concurso Mundial de Bruxelas 2012.

  • As cegas falaria ser do novo mundo. Potente, concentrado e com toque bem nítido de madeira (muito bem colocada, não passando por cima da fruta). Um corte nada habitual de uvas de origem francesa que se adaptaram muito bem por lá: Syrah, Alicante Bouschet. O resultado da mistura agradou. Visual escuro com aroma intenso, com notas de coco, mas também de frutas. Evoluiu para caramelo. No paladar apesar da alta graduação, o álcool não aparece tanto. Final longo, com retrogosto intenso, mais uma vez marcado pelo coco. R$ 160 | Nota: 94/100

Depois de provar a safra 1983, recentemente na casa do amigo André Andrès, tive a oportunidade de provar a safra 1991 de um vinho que dispensa apresentação, o mítico Barca Velha. A safra de 1991 é considerada por muitos como a melhor dos últimos 15 anos. Perfeição em todos os sentidos.

O vinho na taça mostrou um visual mais escuro em relação à safra anterior, com sedimentos em suspensão. Nariz com notas de ameixa, madeira nobre, terroso bastante evidente, especiarias e azeitonas. Paladar austero, com bom corpo, equilibrado entre acidez e teor alcoólico e uma estrutura de taninos firme e seca. Retrogosto confirma o nariz com toques de ameixa, especiarias e de madeira nobre. Persistência bastante longa. Um vinho onde a fruta divide espaço com notas terciárias, em um bom momento para ser degustado, embora aparentasse aguentar mais alguns longos anos na garrafa. Saúde!

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Pela terceira vez provei a safra 1997 do Casa Ferreirinha Reserva Especial. Considerado o Barca Velha disfarçado, foi lançado pela primeira vez em 1962. Esta safra, 1997, demorou nove anos para ser anunciado como Reserva Especial, no qual somente 13 safras teve essa condecoração. É um corte de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, provenientes da Quinta da Leda, na região do Douro. Nas duas últimas vezes a experiência não foi das melhores. Talvez pela falta de aeração necessária antes da prova. Dessa vez, o vinho respirou por 2 horas antes da prova. Antes de falar sobre a prova, conheça um pouco da sua história.

Hoje parte integrante do grupo Sogrape, o maior de Portugal, a Casa Ferreirinha possui como nome o apelido de sua mais notável proprietária, D. Antonia Adelaide Ferreira, herdeira de terras que, com excepcional presença de espírito e um pouco de sorte, conseguiu multiplicar o patrimônio da família e contribuir para a produção vitivinícola do Douro. Um de seus mais importantes feitos foi o de adquirir um grande lote de vinhos a preços baixíssimos devidos à superprodução logo antes do período de extrema escassez causado pela praga da phylloxera. A senhora pôde negociar então, de maneira excepcional, com os ávidos compradores ingleses e aumentar em muito o patrimônio da família, reinvestindo grande parte do dinheiro no replantio das videiras mas também na construção de quilômetros de estradas e linhas de trem.

Avaliação Pessoal: ST (91)
Casa Ferreirinha Reserva Especial 1997 – 13%. – Importadora zahil

  • O vinho na taça mostrou um visual granada intenso, sem sedimentos, com discreta borda alaranjada. O nariz ainda primário, com uma fruta muito fresca, pitanga agradável, esmalte e uma baunilha proveniente da madeira, essa muito bem trabalhada. O paladar se apresentou seco, com uma fruta passificada (uva passa), ótima acidez, taninos firmes e persistência bastante longa. Equilibrado e elegante. Um vinho que está primário (jovem), vai evoluir muito com tempo em garrafa, ganhando complexidade nos aromas e sabores.

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A Wine Enthusiast divulgou a sua lista anual dos vinhos classificados como as 100 melhores compras numa relação de qualidade x preço, “Top 100 Best Buys 2012“. Os vinhos portugueses ocupam 10 posições neste painel incluindo o 1º primeiro lugar do ranking.

Lista dos 10 vinhos portugueses:

1º- Vega 2009 -DFJ Vinhos (Douro). Preço: 6,95€

9º- Catedral Reserva 2008 – Caves Velhas (Dão). Preço: 7,72€

17º- Quinta do Portal Colheita 2009 – Quinta do Portal (Douro). Preço: 11,59€

27º- Alente 2009, Premium Trincadeira-Aragonez – Enoforum (Alentejo). Preço: 10,8€

37º- Porca de Murça 2009 – Real Companhia Velha (Douro). Preço: 7,72€

48º- Conde de Vimioso 2010- Falua (Tejo). Preço: 6,95€

58º- Quinta do Casal Branco, Falcoaria branco Fernão Pires 2008 – Casal Branco (Tejo). Preço: 10€

71º- Rapariga da Quinta, branco 2010 – Luis Duarte (Alentejo). Preço: 11,59€

81º - San Miguel, branco 2010 – Herdade de São Miguel (Alentejo). Preço: 7,72€

94º - Tons de Duorum, branco 2011 -Duorum – (Douro). Preço: 7,72€

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