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Archive for the ‘ Brasil ’ Category

Recentemente fui questionado por um amigo pela indicação que fiz na coluna Vivendo a Vida que escrevo todas as sextas-feiras no Jornal A Gazeta (Vitória-ES). No dia 10/01 publiquei os melhores vinhos de 2013 em 8 categorias, elegendo o Almaúnica Reserva Nature (Vale dos Vinhedos – R$ 55 – www.almaunica.com.br) como melhor espumante brasileiro. Foi um ano em que tive a oportunidade de visitar por várias vezes as principais regiões vinícolas do Brasil, provando centenas de espumantes. Provei o Almaunica Nature pela primeira vez na própria vinícola e fiquei impressionado com suas características, apresentando notas elegantes, complexas e tostadas, muito próximo de um Champagne (verdade, rs).

Pois bem, na noite de ontem “tirei a prova dos 9″, o colocando ao lado de um belo champagne Champagne R. Pouillon & Fils Cuvée de Réserve Brut e outros dois espumantes nacionais premiados, Maximo Boschi Speciale Extra Brut (preciso provar outra garrafa – R$ 99), Gran Legado Brut Metodo Champenoise (top ten – ExpoVinis –SP – R$ 50). Deu o esperado, ele confirmou na taça a qualidade que relatei acima. Ficou em segundo lugar, porém com pouquíssima distancia do Champagne. Fica a dica para os amigos leitores.

Lançamento do rótulo aconteceu no dia 28 de novembro, durante as comemorações do cinquentenário da Associação Brasileira de Angus

Seguindo a tendência das associações de criadores de raça da Argentina e de outros países que se destacam por seus criatórios de raças britânicas, a Associação Brasileira de Angus lançou, no dia 28 de novembro, durante as comemorações ao seu cinquentenário, a edição especial de 1000 garrafas de um lote limitado do Vinho Angus.

A vinícola escolhida para fornecer a bebida de Baco aos criadores da tão reconhecida raça de carne de maciez foi a Guatambu Estância do Vinho, de Dom Pedrito, RS, através de seu varietal Tannat, da safra 2012: “É um vinho que possui como característica marcante sua tanicidade, perfeito para ser harmonizado com uma carne suculenta e de ótimo marmoreio, como são as provenientes da raça Angus”, declarou Gabriela Hermann Pötter, enóloga da vinícola.

O rótulo pode ser adquirido exclusivamente na Associação de Criadores de Angus.

Sobre a Guatambu Estância do Vinho

A Guatambu Estância do Vinho é uma vinícola boutique de Dom Pedrito, RS. Seu trabalho é realizado através de administração familiar, em pequena escala, somente com uvas próprias, lotes limitados e garrafas numeradas desde 2003. Mais informações, acesse o site: .

Acabo de provar o Miolo Lote 43 2011 (14%), um corte tradicional de 40% Cabernet Sauvignon e 60% Merlot, que já tinha provado uma amostra de barrica em vertical histórica na vinícola em 2012, relembre aqui. Somente produzido em safras excepcionais com as uvas provenientes do Vale dos Vinhedos (RS), o Lote 43 é uma homenagem o patriarca da família, Giuseppe Miolo, que se instalou no lote de número 43 quando chegou ao Brasil, vindo da Itália, em 1897.

Na taça impressiona, mostra que o Brasil já elabora vinhos tintos de muita qualidade. Aroma intenso e complexo. Notas de frutas vermelhas e negras, florais, minerais e uma madeira sutil, participando apenas como coadjuvante. Boca macia, fresca, com ótima acidez, chamando para mais uma gole. Estruturado. Longo e equilibrado. Um vinho sem excessos, que escoltou muito bem mesmo um rodizio variado de carnes. Em minha opinião é um dos 5 melhores vinhos brasileiros. Nota: 92/100 | R$ 100

Na noite de ontem provei o vinho brasileiro Dom Cândido 4ª Geração 2009 (13%), Vale dos Vinhedos (RS). É elaborado 100% com a uva de origem francesa Marselan (cruzamento entre a Cabertnet Sauvignon e Grenache), em comemoração a quarta geração da família. Na taça apresentou uma coloração intensa, aromas que remetem a frutas negras e especiarias. Paladar macio, frutado e, sobretudo, equilibrado. Nota: 90/100 – Custa R$60 no site.  

Em recente evento de degustação promovido pela vinícola Dunamis na Escola de Gastronomia da Universidade de Caxias do Sul provamos em primeira mão um vinho brasileiro muito curioso, o Dumamis Merlotbranco” 2012.

Ai você me pergunta: A Merlot não é uma uva tinta? Julio César Kunz, diretor executivo da Dunamis e Emílio Kunz, consultor em enologia que estavam presentes explicaram que o vinho é elaborado a partir de uvas tintas da variedade Merlot. Seguindo o método Blanc de Noir, o suco da uva é separado imediatamente, evitando assim a extração da cor e dos taninos da casca. O vinho vem complementar a linha Shall We Dance, que tem ainda o Pinot Grigio, Cabernet Franc e o Merlot tinto.

A apresentação foi às cegas com demais vinhos. Na taça apresentou os aromas diferentes, como o de mamão papaia. Paladar fresco, leve, com boa acidez e um final persistente. Média de preço, R$ 39,00.

Os vinhedos Dúnamis situam-se na Campanha Gaúcha do Rio Grande do Sul, no Município de Dom Pedrito, a 18 km de Bagé, e também em Cotiporã, na Serra Gaúcha, onde produzem os espumantes.

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No dia 28 de setembro tive a oportunidade de conhecer vários rótulos brasileiros no CIC (Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves), evento intitulado “Volta ao Brasil Vitivinícola em sessenta minutos“. Por lá apesar do tempo curto pude provar com atenção a linha de espumantes e um chardonnay da vinícola Quinta Don Bonifácio.

Quinta Don Bonifácio é uma vinícola familiar, comandada pelos irmãos Marina e Gonçalo Libardi (foto acima). Está situada a 800 metros de altitude em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul. O projeto nasceu no ano de 2000 com a construção do Vinhedo Santa Lúcia e do Vinhedo São Francisco.

A produção teve inicio em 2007, e hoje gira em tordo de 150 mil garrafas ano, estando focada na elaboração de espumantes, que domina com 80% desse total, demonstrando o que há de melhor em nosso terroir.

A linha básica é composta de 4 rótulos, Moscatel, Brut, Rosé, Brut Rosé. Provei dois rótulos, vamos a eles:

Quinta Don Bonifácio Brut – 12% – ST (87)
- Elaborado pelo método Charmat, é um corte de Merlot e Chardonnay. Apresenta um visual amarelo palha, límpido e brilhante, perlage intensa, bolhas pequenas e persistentes. O aroma tem notas de frutas como melão e maça, com um fundo de leveduras. Paladar com toque aveludado, boa fruta, equilibrado e um final persistente. Uma beleza de espumante. R$ 39,00.

Quinta Don Bonifácio Brut Rosé – 12% – ST (87)
– Um corte inusitado de Chardonnay, Merlot e Sangiovese. Visual tendendo a cereja, límpido e brilhante, com perlage fina e pesistente. No nariz destaca as notas de frutas vermelhas, como morango e framboesa. O paladar é fresco com notas frutadas.

A linha Habitat é composta por 6 rótulos, Cabernet, Merlot, Licoroso, Champanoise, Brut Rosé e um Chardonnay. Provei dois rótulos, Champenoise e o Chardonnay (tranquilo).

Quinta Don Bonifácio Brut Champenoise 2009 – 12% – ST (90)
– Elaborado pelo método Champenoise, o mesmo usado por espumantes da região de Champagne, com as uvas Chardonnay 50% e Pinot Noir 50%. Permaneceu por 18 meses em contato com as leveduras. Foi o grande destaque na ExpoVinis 2012, classificado como TOP TEN. Apresenta um visual amarelo palha, límpido e brilhante, perlage intensa, bolhas finíssimas e persistente. Aroma complexo e delicado lembrando amêndoas, mel, leveduras e panificação. Agradável sensação de boca, fresco, equilibrado, com notas confirmando o nariz. Um espumante que impressiona pela sua qualidade. R$ 65,00.

Quinta Don Bonifácio Chardonnay – 13,5% – ST (88)
– Elaborado com 100% da uva Chardonnay e fermentado em tanque de inox. Apresenta um visual amarelo claro, límpido e brilhante. No nariz notas de frutas tropicais, bem como toques levemente amanteigados e de amêndoa. Na paladar o corpo é médio, com bom equilíbrio do álcool e a acidez, boa concentração de frutas, e com boa persistência. Agradável surpresa. R$ 55,00.

No Espirito Santo
a linha da Quinta Don Bonifácio pode ser encontrada na Casa do Porto de Vila Velha, fale com o Gil. Avenida Champagnat, 107, Praia da Costa Vila Velha – ES, 29100-010 – Telefone: 27 3329-3518

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Pela primeira vez, o Brasil terá um representante atuando nas comissões temáticas da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), sediada em Paris, na França. A doutora em enologia Regina Vanderlinde ocupará o cargo de secretária-científica da Subcomissão de Métodos de Análise de Vinhos da entidade, o primeiro posto permanente obtido pelo país na OIV, cuja participação vem desde 2001. Regina Vanderlinde é professora da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e gerente-geral do Laboratório de Referência Enológica (Laren) da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, mantido em parceria com o Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho).

A brasileira foi designada para a vaga, na última sexta-feira (26), na Reunião do Comitê Executivo da OIV (Comex), que inclui 45 países membros. A sua indicação foi aprovada por unanimidade pelos representantes dos países que estavam presentes no encontro. “Ter uma profissional brasileira como integrante da OIV amplia o prestígio do país na entidade”, destaca o presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Alceu Dalle Molle.

Regina Vanderlinde acrescenta que a responsabilidade do Brasil no universo da produção vinícola será multiplicada. “A Subcomissão de Métodos de Análise de Vinhos da OIV é responsável pela criação de todos os métodos analíticos e de todas as definições de limites de componentes nos vinhos, determinações que são diretamente internalizadas e aplicadas pela União Europeia, e, consequentemente, em todo o mundo“, descreve a professora e doutora em enologia.

A cerimônia de posse de Regina está prevista para março de 2013, porém, ela observa que o trabalho na nova função foi iniciado neste ano. “Todos os métodos analíticos usados para a avaliação de vinhos criados pela entidade serão revisados para que sejam detectados quais devem ser modernizados. E esse levantamento importantíssimo já começou”, revela.

Regina Vanderlinde representa o Brasil na OIV desde 2001. No dia 12 de setembro, em Brasília, ela participou de audiência com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e o diretor-geral da OIV, Federico Castellucci, onde foi confirmada a sua indicação ao cargo de secretária científica da Subcomissão de Métodos de Análises da entidade.

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Bom dia meus amigos, hoje é dia de #CBE (Confraria Brasileira de Enoblogs). A brincadeira é a seguinte. Todos os meses um confrade, blogueiro, escolhe um tema. A partir dai compramos as nossas garrafas e provamos, postando nossas impressões no primeiro dia de cada mês. Esse mês quem escolheu o tema foi o Blog Vivendo a Vida, “um vinho branco brasileiro, qualquer uva e preço”.

O vinho que escolhi foi o Don Laurindo Chardonnay 2011 que provei em recente visita a vinícola. É um 100% chardonnay que já ostenta no rótulo a D.O (Denominação de Origem). O Vale dos Vinhedos foi a primeira região com classificação de Denominação de Origem (DO) de vinhos no país. Sua norma estabelece que toda a produção de uvas e o processamento da bebida seja realizada na região delimitada do Vale dos Vinhedos. A DO também apresenta regras de cultivo e de processamento mais restritas que as estabelecidas para a Indicação de Procedência (IP), em vigor até a obtenção do registro da DO, outorgado pelo INPI. Um dessas normas determinam que a chardonnay tenha mínimo de 85% da variedade e tb mínimo de 11%, em volume. A chaptalização e a concentração dos mostos não são permitidas. Em anos excepcionais o Conselho Regulador da Aprovale poderá permitir o enriquecimento em até um grau. Poderá haver a passagem dos vinhos por barris de carvalho, mas não serão autorizados “chips” e lascas ou pedaços de madeira.

Avaliação Pessoal: ST *86 – Don Laurindo Reserva Chardonnay 2011 – 12% – R$ 36,00Aqui

Na taça o visual mostra um amarelo brilhante, nariz franco apresentando uma salada de frutas com notas de abacaxi, pêssego, maça verde e melão. Também achei notas florais. O paladar é seco, com boa concentração de fruta e uma certa mineralidade. Bom suporte de acidez, equilibrado, gerando bom frescor. Persistência média. Um vinho leve, fresco, ideal para esse calorão que está fazendo.

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Todos sabem que Ed Motta além de ser um grande cantor e compositor é uma referência quando o assunto é vinho. Ontem em sua página do Facebook
emitiu uma opinião surpreendente sobre um vinho brasileiro chamado Fulvia Pinot Noir 2011, do garagista Marco Danielle, Atelier Tormentas. Considerando ser possível SIM fazer um vinho EXCEPCIONAL em solo brasileiro. Veja abaixo a sua opinião na integra:

“Pra mim o Fulvia Pinot Noir 2011 é “o melhor” fora da França, país que faz os John Coltrane da coisa, onde a barra pesa MESMO.

Eu não sou nacionalista, sou terráqueo, o melhor vinho da uva pinot noir (meu tinto favorito) fora da Borgonha vem do Rio Grande do Sul!!! Já provei várias safras de William & Sellyem (USA) que até ontem de noite era o melhor pinot noir fora da França que eu conhecia…

Marco Danielle já vem sendo abençoado pelo papai do céu em seus vinhos, mas agora nossa senhora…

Depois de 2hrs aberto eu JURO parecia DRC… Parecia o mais alto nível da Borgonha, coisa de outro mundo mesmo. Grand Cru level, etc.

Eu adoro a Argentina e o Chile, vivo elogiando a arte deles que é brilhante, mas não gosto dos vinhos… Mas nem um pouco…

Ou seja tem como fazer SIM um vinho EXCEPCIONAL em solo brasileiro e um vinho sem modismos, verdadeiro sem truques.

Parabéns Marco essa foi coisa de ninja!!!”

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Todos que acompanham o blog sabem da minha enorme paixão pelos vinhos antigos, evoluídos. Normalmente estamos acostumamos ter a referência dos vinhos do velho mundo, que teoricamente são mais longevos, e não dando crédito aos vinhos brasileiros, achando que não tem a capacidade de evoluir com qualidade. Esse conceito ou pré-conceito pode ser mudado com uma visita a adega rara da vinícola Don Laurindo no Vale dos Vinhedos (RS). Por lá Ademir Brandelli cuida com muito carinho de uma adega invejável com vinhos de sua vinícola, no qual habitam safras raras e antigas, algumas com mais de 30 anos.

No dia 26/09 desse ano visitei a vinícola e provei pela segunda vez o seu primeiro Tannat, que foi elaborado em 1995. A prova aconteceu na madrugada com os amigos Gil Mesquita (blog Vinho para Todos), Orestes Andrade Jr. (Ibravin), Morgana Miolo (Diretora de Marketing da Miolo), Marina Rossi (IstoÉ Dinheiro) e Gilmar Gomes (Fotógrafo). Foi mais uma noite incrível, no qual o vinho confirmou a sua capacidade de envelhecer com qualidade. Por lá provamos mais alguns vinhos, que descreverei aqui aos poucos.

Avaliação Pessoal: ST (91) Don Laurindo Tannat 1995

Visual acastanhado, com belo halo evoluído (alaranjado). Aromas remetendo aos vinhos da “Rioja”, notas de carne, madeira velha, mel, associado a frutas secas e especiarias. No paladar se mostrou macio, com caráter frutado, confirmando o nariz, redondo, boa acidez e longa persistência. Evoluiu muito bem. Saúde!

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