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Archive for the ‘ Brasil ’ Category

Como já divulgado aqui, os espumantes brasileiros farão parte do próximo Guia Descorchados (2015), a mais respeitada publicação de vinho da América do Sul. E em primeira mão o Blog Vivendo a Vida divulga para vocês leitores a relação completa de espumantes que se destacaram. Na próxima semana (28) estarei falando no Jornal A Gazeta mais sobre o tema e listando os valores e locais de venda.

Melhor espumante

  • Geisse / Cave Geisse Terroir Nature 2009 /PINTO BANDEIRA

Melhor espumante charmat

  • X Decima / Cordon D’Or Prosecco NV / VALE DOS VINHEDOS
  • Estrelas do Brasil / Brut Viognier, Chardonnay NV / SERRA GAÚCHA
  • Perini / Casa Perini Moscatel NV / FARROUPILHA
  • Valmarino / Prosecco 2014 / PINTO BANDEIRA

Melhor espumante método tradicional

  • Geisse / Cave Geisse Terroir Nature 2009 / PINTO BANDEIRA

Melhor espumante nature

  • Geisse / Cave Geisse Terroir Nature 2009 / PINTO BANDEIRA

Melhor espumante brut

  • X Decima / X Decima Brut Rosé Método / Champenoise Pinot Noir 2008 / SERRA GAÚCHA

Melhor espumante brut

  • Luiz Argenta / Brut Rosé Pinot Noir NV / F LORES DA CUNHA
  • Geisse / Cave Geisse Blanc de Noir Brut Pinot Noir 2011 / PINTO BANDEIRA
  • Pedrucci / Millesimé Chardonnay, Pinot Noir,Riesling Itálico 2010 / GARIBALDI
  • Perini / N 1 Pinot Noir, Chardonnay 2008 / FARROUPILHA

Melhor moscato

  • Perini / Casa Perini Moscatel NV / FARROUPILHA

Melhor prosecco

  • X Decima / Cordon D’Or Prosecco NV / SERRA GAÚCHA

Espumante revelação do ano

  • Estrelas do Brasil / Nature 2007 / SERRA GAÚCHA
  • Pizzato / Pizzato Vertigo Brut Nature 2012 / VALE DOS VINHEDOS

O eleito Faria Lemos

  • Estrelas do Brasil / Nature Chardonnay, Pinot Noir,Riesling, Viognier 2007 /FARIA LEMOS.

O eleito Farroupilha

  • Perini / N 1 Pinot Noir, Chardonnay 2008 / FARROUPILHA

O eleito Pinto Bandeira

  • Valmarino / Valmarino & Churchill Extra Brut Lote VI / PINTO BANDEIRA

O eleito Serra Gaúcha

  • Adolfo Lona / Pas Dosé Nature Chardonnay,Pinot Noir, Merlot NV / SERRA GAÚCHA
  • Estrelas do Brasil / Nature Chardonnay, Pinot Noir, / Riesling, Viognier 2007 / SERRA GAÚCHA

O eleito Vale dos Vinhedos

  • Casa Valduga / Gran Reserva Nature Chardonnay, Pinot Noir 2009 / VALE DOS VINHEDOS

Localizada em Bento Gonçalves (RS), Vale dos Vinhedos, a família Valduga chama atenção na produção de vinhos desde que chegou ao sul do país, vinda da Itália no século XIX. Mas foi com seus espumantes, todos elaborados pelo método champenoise, que ganharam fama. O início não foi fácil, em meados de 1990 mais de 90% das garrafas estouravam, em virtude da vedação que era frágil e não conseguia suportar a pressão que se criava no interior das garrafas.

Três gerações depois, sob o comando dos irmãos Erielso, Juarez e João Valduga, a vinícola investiu em tecnologia e mão de obra, ganhando muita qualidade e prêmios pelo mundo. Hoje tem a maior cave de espumantes da América Latina, onde podem ser acomodados 5 milhões de garrafas, embora atualmente esteja descansando por lá 1,8 milhão.

Na semana passada, quatro de seus rótulos abriram com chave de ouro uma magnifica degustação de Riojas antigos, surpreendendo a todos participantes. Vejam a minha opinião sobre eles:

Casa Valduga 130

Elaborado com uvas chardonnay e pinot noir de safras especiais através do método champenoise, permanecendo 36 meses em contato com as leveduras. Visual amarelo palha, com borbulhas pequenas, em boa quantidade e persistência. Aromas de excelente intensidade, com destaque para frutas brancas e florais. O paladar apresentou frescor, equilíbrio, e notas que confirmam o nariz. ST (91) – Preço médio: R$ 90

Casa Valduga 60 meses Nature (sem adição de açúcar)

Elaborado através do método Champenoise, no qual os 60 meses em contato com as leveduras. Visual amarelo palha, com borbulhas pequenas, em boa quantidade e persistência. Aromas intenso, com leve pão tostado, frutas brancas e florais. O paladar é rico e complexo, com camadas de sabor e notas frutadas e minerais. ST (90) – Preço médio: R$ 100

Casa Valduga 60 meses Extra-Brut

Elaborado através do método Champenoise, no qual os 60 meses em contato com as leveduras. Um espetáculo de espumante em minha opinião. Muito próximo de um Champagne. Apresentou uma coloração ouro, perlage delicado, fino, intenso e persistente. Aroma complexo, amêndoas, damasco, mel, pão tostado….O paladar apresenta excelente estrutura, cremosidade, mostrando-se bastante equilibrado e refrescante. ST (93) – Preço médio: R$ 100

Maria Valduga Brut

Este espumante é uma homenagem à matriarca da família, Maria Valduga. Foi dela o sonho de elaborar espumantes na Casa Valduga pelo método champenoise, segundo a tradição da região de Champagne, na França.  Elaborado com uvas selecionadas Chardonnay (80%) e Pinot Noir (20%), passa pelo menos 48 meses em contato com as leveduras. Visual amarelo palha, com borbulhas finíssimas, em grande quantidade e persistência. Nariz com aroma elegante e intenso, com notas de frutas em calda, pão torrado e paladar deliciosamente cremoso, complexo e longo. ST (92) – Preço médio: R$ 198

Matéria publicada originalmente na coluna Vivendo a Vida | Caderno C2 + Prazer & Cia | Jornal A Gazeta

Nem toda colheita expressa o desejo dos produtores na Serra Gaúcha, que, apesar de se dedicarem aos vinhedos durante todo ano, depende também de um clima favorável. Afinal, o bom vinho é resultado da união da natureza com a sensibilidade e expertise do homem. Este ano, que estive mais uma vez na região, o clima não somente antecipou a safra da uva em pelo menos três semanas, como também favoreceu o cultivo de uvas mais precoces, utilizadas na elaboração de vinhos brancos e espumantes, o temos de melhor. Agora, já no final da colheita a expectativa gira em torno das tintas, que dependem das condições climáticas dos próximos dias. Independentemente da espera pela safra, há quem visite a região para contemplar a natureza, conhecer a gastronomia local e desfrutar da boa estrutura turística por lá. Para tanto separei algumas dicas de passeios em vinícolas, e também de restaurantes e hotéis. Confira a seguir.

Vinícolas

Herbicida natural na vinícola Don Giovanni

Don Giovanni

Localizada a pouco mais de 10 quilômetros de Bento Gonçalves, no distrito de Pinto Bandeira, vale reservar um fim de semana para visitar essa vinícola, que possui uma pousada com oito quarto que recebe enófilos e apreciadores em geral. No mesmo local, um casarão do ano de 1930 funciona um restaurante que tem capacidade para receber até 60 pessoas mediante reserva. Destaque para o Don Giovanni Nature (sem adição de açúcar), produzido pelo método tradicional e 24 meses em contato com as leveduras.

VINÍCOLA E POUSADA DON GIOVANNI – VRS 805 – Linha Amadeu (28), km 12, Pinto Bandeira – Tel: (54) 3455-6293 |  www.dongiovanni.com.br

As leveduras trabalhando na garrafa de Cave Geisse

Cave Geisse

Instalada também em Pinto Bandeira a 4 kl da Don Giovanni, a Vinícola Cave Geisse é conhecida por seus espumantes de excelência e com estilo próprio, que conseguiu a maior nota da respeitada crítica internacional, Jancis Robinson, para um espumante brasileiro. A vinícola é comandada pelo enólogo Mário Geisse, filhos e Carlos Arbazua. Mário chegou ao Brasil em 1976, quando foi contratado para dirigir a Moët Chandon. Possui uma impressionante estrutura refrigerada, onde amadurecem seus espumantes exclusivamente elaborados pelo método tradicional. Destaque para o Cave Geisse Blnc de Blanc.

Cave Geisse – Linha Jansen, s/n – Tel.: 54 – 3455-7461 e 3455-7463 |95700-000 – Pinto Bandeira – Região de Bento Gonçalves – RS – www.vinicolageisse.com.br

O visual de tirar o folego na Estrelas do Brasil

Estrelas do Brasil

Situada no distrito de Faria Lemos, Bento Gonçalves, a 525 metros de altitude, em um local mágico, onde reina a tranquilidade e se pode contemplar a natureza, a vinícola Estrela do Brasil é um passeio imperdível na Serra Gaúcha. A produção de trinta toneladas de uvas, somente um pequeno percentual vai para elaboração de vinhos próprios, cerca de 25 mil garrafas ano. Uma grande parcela é destinada para outras vinícolas, como a Chandon, Valduga, entre outras empresas. Produz brancos, espumantes e tintos maravilhosos e curiosos como o espumante tinto (100% Merlot) e Dall’Agnol DMD, elaborado da mesma forma do Amarone. Destaque para o Fumé Blanc 2014, 100% Sauvignon Blanc com 6 meses de passem por barrica.

Estrelas do Brasil – 431 – Km 4,2 – Faria Lemos – Bento Gonçalves - RS – Fones: (54) 9924.016 / (54) 3439.1089 – www.estrelasdobrasil.com.br

Seu João Valduga com minha família em sua adega, a maior de espumantes da América Latina, com capacidade para abrigar seis milhões de garrafas, exclusivamente pelo método champenoise.

Casa Valduga

Uma das gigantes do setor, é responsável pelo primeiro complexo enoturistico do Brasil, a Vila Valduga que fica no município de Bento Gonçalves. É visita obrigatória para quem está de passagem, ou quer se hospedar no Vale dos Vinhedos. Além de contar com restaurante e pousada, o complexo conta com uma fábrica de sucos e uvas e geleias. Quando não está viajando, o proprietário João Valduga recebe pessoalmente os visitantes. Não deixem de provar o Stória, um dos melhores tintos elaborados a uva Merlot e também seus espumantes elaborados pelo método tradicional em diferentes tempos de envelhecimento.

Linha Leopoldina – Vale dos Vinhedos – Bento Gonçalves RS – Telefone:(54) 2105.3122 – Fax:(54) 2105.3122 – Site:www.casavalduga.com.br

As delicias no Wine Garden da Miolo

Miolo

Com 1.200 hectares de vinhas próprias e 12 milhoes de litros de vinhos finos por ano, a Miolo conta com a maior área de vinhedos próprios no país. A pedida, além de passear pelos vinhedos, interior da vinícola e sua espetacular sala de degustação, é aproveitar os finais de semanas e feriados no Wine Garden, instalado em uma ampla e linda área verde atrás do varejo da vinícola. A novidade conta com espaço kids, para que os pais apreciem com tranquilidade vinhos e espumantes em taça, além de comidinhas vindas de uma espécie de “wine truck”.

RS 444, Km 21 – Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves – Telefone (54) 2102-1540 – site: www.miolo.com.br

A deliciosa polenta à bolonhesa com queijo da Osteria Casa de Madeira

Restaurantes

  • Casa di Paolo – www.casadipaolo.com.br
  • Casa de Madeira – Linha Leopoldina – www.casavalduga.com.br
  • Restaurante Valle Rustico – www.vallerustico.com.br
  • Trattoria Primo Camilo – www.primocamilo.com.br
  • Trattoria & Armazém Mamma Gema –


O charme da Pousada Don Giovanni

Hospedagens

  • Farina Park Hotel – www.farinaparkhotel.com.br
  • Hotel Laghetto Viverone Bento – www.laghettoviveronebento.com.br
  • Spa do Vinho Hotel & Condomínio Vitivinícola – www.spadovinho.com.br 
  • Hotel Villa Michelon – www.villamichelon.com.br
  • Pousada Castello Benvenutti – www.pousadacastellobenvenutti.com.br
  • Pousada Don Giovani – www.dongiovanni.com.br

Receptivo

A Liga empresa de Receptivo na Serra Gaúcha oferece pacotes temáticos enoturísticos com hospedagem em hotéis, visitas e degustação em várias vinícolas da região, bem como cursos e jantares harmonizados, piqueniques nos parreirais além de transporte executivo. Estes pacotes têm valores à partir de R$ 1.300,00 por pessoa incluindo hospedagem e serviços. 

A surpresa da semana fica por conta do espumante brasileiro (Vale dos Vinhedos) Almaúnica Cuvée Prestige Reserva Brut Rosé, um incomum corte de Chardonnay, Pinot Noir e “Malbec” elaborado através do método tradicional de fermentação na garrafa, onde permaneceu por doze meses nas caves subterrâneas da vinícola. Na taça encantou pela estrutura, fruta limpa, frescor e equilíbrio. ST (90) – R$ 63 no DZ Empório. Tel: 3062.7070

Texto publicado originalmente na coluna Vivendo a Vida | C2 + Prazer & Cia | Jornal A Gazeta

PDF >

Mais uma Taça? Documentário vai abordar a trajetória do vinho no Brasil, seu surgimento, as expectativas que giram em torno dela, não deixando de apresentar, claro, os produtores locais. A maioria dessa aventura pelas vinhas será feita de bicicleta. Essa é a proposta do francês, Jules Gaubert-Turpin, e da brasileira, Andréa Postiga. Para que o documentário tenha qualidade, traduzido para vários idiomas e transmitido em vários países eles precisam da nossa ajuda. Colabore >
aqui.

Almaúnica Syrah 2012, um tinto feito na região do Vale dos vinhedos (RS), de onde saem também alguns dos melhores tintos do Brasil, é o meu vinho da semana. A vinícola Almaúnica vem produzindo ótimos vinhos, como este Syrah, redondo, macio, complexo, com passagem por 18 meses em barricas de carvalho, que me pareceu muito bem trabalhada, não atrapalhando a fruta. O aroma encanta, frutas negras e vermelhas, caramelo, chocolate, fumo, especiarias e também torrefação. Seguiu no mesmo nível em boca. Sempre com as nuances da madeira e da fruta. Um vinho de ótimo corpo, que não enjoa e serve para quebrar o preconceito com o vinho brasileiro. R$ 56. Onde encontrar: DZ Emporio (Vila Velha) – Telefone: 3062-7070

Viajar, provar, buscar informações, essa tem sido uma constante em minha vida ultimamente. Recentemente voltei a Bento Gonçalves, região maravilhosa, no qual me sinto muito bem, e pude visitar algumas vinícolas que ainda não conhecia. A primeira parada foi na Pizzato, no Vale dos Vinhedos, onde fui recebido gentilmente por Flávio Pizzato, um dos sócios da vinícola.


O início da Pizzato foi igual à de outras vinícolas da Serra Gaúcha, com a chegada de imigrantes italianos, que se instalaram na região e plantaram as primeiras videiras. No caso, a trajetória da empresa se iniciou com a vinda, em 1880, de Antonio Pizzato, originário da região italiana de Vicenza, no Vêneto. Depois dele, o negócio foi tocado pelo filho Giovanni, avô de Plínio Pizzato, que cultiva, além da paixão pelo vinho, o amor pela vitivinicultura. Foi ele o responsável por instalar a empresa – desde o final da década de 1960 – no Vale dos Vinhedos, e por produzir vinhos em escala comercial. Isso ocorreu em 1998, os filhos, Flavio, Flávia, Jane e Ivo, começaram a desenhar os rótulos da Pizzato. Desde então a vinícola se apresenta melhor estruturada e com vinhos de qualidade, impulsionada pelo seu grande destaque, a Merlot.


Espumantes elaborados pelo método tradicional


Sala de barricas


A área de produção

Entre os vinhos provados, acho que todos, os já consagrados, como o DNA99 e o Chardonnay (com e sem madeira) D.O (Denominação de Origem Vale dos Vinhedos) confirmaram a qualidade na taça. Os reservas, como o Cabernet Sauvignon, Tannat, Alicante Bouschet e o Merlot, surpreenderam. Já os rótulos da linha Fausto, elaborados com uvas provenientes de vinhedos PIZZATO em Dr. Fausto, localizados em Dois Lajeados, Serra Gaúcha, como o Fausto Brut, Fausto Demi Sec, Fausto Cabernet Sauvignon e a safra 2011 do Fausto Rosé Merlot, chamaram atenção. Provem e tirem as suas conclusões.

Visitas – Todos os dias das 10h às 17h e aos sábados e feriados das 10h às 18h. Mais informações pelo e-mail  ou pelos telefones: (54)3459.1155 e (54)3055.0440.

Em mais uma visita à Serra Gaúcha, participei, no dia 8 de fevereiro, da 4ª Colheita Simbólica no Vinhedo do Mundo. O evento recebeu 40 convidados, entre artistas, empresários, autoridades e jornalistas, no Ecomuseu da Cultura do Vinho Dal Pizzol, que integra a Rota Cantinas Históricas, em Bento Gonçalves (RS). Se eu pudesse resumir esse dia com uma expressão, seria “muito além da taça”.

Presença ilustre Luis Fernando Veríssimo participou do evento com a esposa, Lúcia Helena Massa. Ao colher um cacho da uva Shiraz, do Irã, o escritor afirmou que viver essa experiência foi algo bastante significativo.

Sob sol forte, a 38ºC, participei de atividades que contemplaram além da colheita, uma visita à exposição do Ecomuseu, a inauguração de uma exposição ao ar livre, a exibição da Fanfarra Bersaglieri de Faria Lemos, a mostra das 35 uvas colhidas e a apresentação e degustação do Vinum Mundi 2013, elaborado a partir de 100 castas de uvas do Vinhedo do Mundo.

Ecomuseu da Cultura do Vinho Recepcionado pelo presidente do Instituto R. Dal Pizzol, Rinaldo Dal Pizzol, nosso grupo pode conhecer a evolução do vinho na sala de exposição do museu, onde há um acervo com mais de 330 peças, sendo 235 delas exemplares de vinhos, garrafas exclusivas e objetos históricos da vitivinicultura.

O projeto conta com recursos da Lei Rouanet, de incentivo à cultura. Colheita Nessa ocasião, cada convidado vestiu um avental e colocou um chapéu de palha e, de posse da tesoura de colheita, pode viver a experiência de colher um cacho de um determinado tipo de uva.

Foi um verdadeiro passeio pelo universo vitivinícola através do Vinhedo do Mundo, que reúne 401 variedades de 30 países dos cinco continentes, sendo 164 em plena produção, 131 de primeira colheita em 2015 e 106 produzindo em 2016 (estas de origem caucásica). Coleção O Vinhedo do Mundo já é a terceira maior coleção privada de uvas do planeta. Daqui a duas safras, quando todas as variedades estarão produzindo, o projeto será a segunda maior coleção particular do mundo. “O Vinhedo do Mundo é um símbolo e uma mensagem de solidariedade humana que só a cultura do vinho e suas implicações filosóficas são capazes de expressar. A cultura do vinho não se limita apenas ao que está dentro da taça”, afirmou Rinaldo Dal Pizzol.

Exposição itinerante

Paramos em seguida na exposição ao ar livre, onde pudemos apreciar a mostra que integra o projeto do Ecomuseu da Cultura do Vinho, apresentada de forma moderna, permitindo uma maior interação do público com a preservação da memória da imigração e da cultura da bebida. A exposição, itinerante, deve fazer parte de eventos e de datas comemorativas, como o Dia do Vinho.

Seguimos para um restaurante do local, onde fomos recebidos pela fanfarra Bersaglieri de Faria Lemos. Criada e mantida pela Associação Caminhos de Faria Lemos, a fanfarra conta com 35 integrantes, de idades entre 11 e 78 anos, na maioria viticultores campesinos e estudantes. São amadores que se dedicam com entusiasmo e amor à arte.

O circuito encerrou-se em um almoço com prova de vinhos e espumantes da vinícola Dal Pizzol. O protagonista do cardápio foi o Vinum Mundi 2013, um gran assemblàge feito com 100 variedades cultivadas no Vinhedo do Mundo.

O rótulo do vinho retrata a obra do artista bento gonçalvense Aido Dal Mas, inspirado pela vindima de 2013.

Pinturas das artistas Eliane Averbuck e Sônia Bervian Possamai estarão estampadas na próxima safra, no Vinum Mundi 2014. Palavras do enólogo da Dal Pizzol, Dirceu Scottá: “elaborar o Vinum Mundi é, talvez, um dos projetos mais desafiadores da vinícola, devido às variáveis impostas nesse tipo de vinificação e nesse grande assemblàge”. São apenas 600 garrafas numeradas, que não estão à venda.

Serviço

O Ecomuseu e o Vinhedo do Mundo são abertos a visitação, com entrada franca, no Km 5,3 da RS 431, em Faria Lemos, Bento Gonçalves. Visitas de grupos devem ser agendadas pelo telefone (54) 3449-2255. O colunista viajou a convite da vinícola Dal Pizzol.

Texto publicado originalmente na coluna Vivendo a Vida | C2 + Prazer & Cia | Jornal A Gazeta

Embora o clima no Brasil peça vinhos mais leves e refrescantes no paladar, como os brancos, ainda há uma certa resistência na hora de aprecia-los. Que a nossa bebida favorita faz bem, principalmente os tintos, já sabemos. Mas isto não deveria ser uma justificativa para deixar os vinhos brancos de lado. É bom lembrar sobre “paradoxo francês” (fenômeno que intriga pesquisadores, em que franceses, mesmo comendo alimentos ricos em gordura, apresentam baixos índices de mortalidade por doenças coronarianas) vem de um país onde se produz e consome grande quantidade de vinhos brancos. Quem quiser outra justificativa para se render ao prazer dos vinhos brancos, tem essa: cientistas da Universidade de Milão, afirmaram que substâncias contidas nos brancos diminuem a propensão de doenças como artrite e osteoporose.

Existe uma ampla gama de vinhos brancos para vários paladares e várias ocasiões. Hoje, ficamos com os elaborados com a uva Sauvignon Blanc, originária de Bordeaux, na França, onde costuma ser mesclada à Sémillon, tanto nos vinhos secos, como nos vinhos de sobremesa, o Sauternes e o Barsac. Mas foi no Vale do Loire (Luar), na região central, onde uva se apresentou melhor com o nome de Pouilly-Fumé. Do outro lado do Rio Loire, Sancerre é outra denominação importante da Sauvignon Blanc, dando vinhos tão bons quanto. Nas duas apelações os vinhos têm características minerais, bastante frescos. 

Atualmente é cultivada em regiões do novo mundo, como Brasil, Chile, Califórnia, Australia e Nova Zelandia, conseguindo ótimos resultados, apresentando de acordo com os métodos de cultivo, solo e clima, diferentes notas no paladar. Em geral, exibem uma coloração amarela esverdeada, acidez elevada e aromas frutados (pêssego, maracujá, cajá e outras). É possível também perceber notas herbáceas, minerais e cítricas. Normalmente gera vinhos para serem consumidos jovens, já que não evoluem bem.

Na hora de harmonizar os brancos são mais versáteis e combinam com um leque maior de alimentos. Enquanto o tanino dos tintos é um fator complicador ao “brigar” com uma série de receitas, o que mesmo não acontece com os brancos. Além de saladas, frutos do mar, os brancos vão bem com aspargos, cozinha chinesa, japonesa, tailandesa, carpaccio ou um tartare de peixe, além de ceviches peruanos. São perfeitos com queijo de cabra. 

Chronos Reserva 2012 – Curico y Maipo – Chile – R$ 49,00 – Espaço DOC

  • Com uvas provenientes dos vales de Curicó e Maipo de altitude superior a 500 mts, esse sb ressalta aromas de frutas cítricas e ervas, com paladar refrescante e de boa persistência.     

Vicar’s Choice Sauvignon Blanc 2012 – Marlborough – Nova Zelândia – R$ 95,00 – Grand Cru

  • A Sauvignon Blanc é a grande casta da Nova Zelândia. Esse exemplar é leve e refrescante, com notas herbáceas, maçã verde e florais. Impossível não gostar.

Villa Francioni Sauvignon Blanc 2012 – São Joaquim (SC) – Brasil – R$ 103,00 – Ravin.com.br

  • Fresco e equilibrado, com aroma frutado com destaque para abacaxi, maçã, notas de flores brancas mescladas a um leve toque cítrico ao final. Excelente para iniciar um almoço no verão.

Bueno Bellavista Sauvignon Blanc Safra 2012 – Campanha Gaúcha – Brasil – R$ 45,00 – Ok hipermercado

  • A Sauvignon Blanc encontrou um parceiro perfeito no terroir da Campanha Gaúcha. Preservando aspectos minerais e de grande frescor. Surpreendente.

Henri Bourgeois Pouilly Fumé en Travertin 2011 – Loire – França –R$ 131,00 – Grand Cru

  • Pouilly-Fumé é um vinho do Vale do Loire, próximo a Sancerre, no centro da frança, feito exclusivamente com Sauvignon Blanc, é pouco encorpado e mais fresco. Vale a pena conhecer.

Château de Rougerie Branco 2011 – Entre-Deux-Mers – França – R$ 75,00 - wine.com.br

  • Um Sauvignon Blanc elaborado por um petit château com bastante fruta e frescor prolongado.