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Archive for the ‘ ST (91) ’ Category

Pela terceira vez provei a safra 1997 do Casa Ferreirinha Reserva Especial. Considerado o Barca Velha disfarçado, foi lançado pela primeira vez em 1962. Esta safra, 1997, demorou nove anos para ser anunciado como Reserva Especial, no qual somente 13 safras teve essa condecoração. É um corte de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, provenientes da Quinta da Leda, na região do Douro. Nas duas últimas vezes a experiência não foi das melhores. Talvez pela falta de aeração necessária antes da prova. Dessa vez, o vinho respirou por 2 horas antes da prova. Antes de falar sobre a prova, conheça um pouco da sua história.

Hoje parte integrante do grupo Sogrape, o maior de Portugal, a Casa Ferreirinha possui como nome o apelido de sua mais notável proprietária, D. Antonia Adelaide Ferreira, herdeira de terras que, com excepcional presença de espírito e um pouco de sorte, conseguiu multiplicar o patrimônio da família e contribuir para a produção vitivinícola do Douro. Um de seus mais importantes feitos foi o de adquirir um grande lote de vinhos a preços baixíssimos devidos à superprodução logo antes do período de extrema escassez causado pela praga da phylloxera. A senhora pôde negociar então, de maneira excepcional, com os ávidos compradores ingleses e aumentar em muito o patrimônio da família, reinvestindo grande parte do dinheiro no replantio das videiras mas também na construção de quilômetros de estradas e linhas de trem.

Avaliação Pessoal: ST (91)
Casa Ferreirinha Reserva Especial 1997 – 13%. – Importadora zahil

  • O vinho na taça mostrou um visual granada intenso, sem sedimentos, com discreta borda alaranjada. O nariz ainda primário, com uma fruta muito fresca, pitanga agradável, esmalte e uma baunilha proveniente da madeira, essa muito bem trabalhada. O paladar se apresentou seco, com uma fruta passificada (uva passa), ótima acidez, taninos firmes e persistência bastante longa. Equilibrado e elegante. Um vinho que está primário (jovem), vai evoluir muito com tempo em garrafa, ganhando complexidade nos aromas e sabores.

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Marcelo Retamal, um dos mais competentes enólogos do Chile percorreu junto a sua equipe quase todo país em busca de vinhedos velhos e perdidos, alguns deles com variedades que nem eles conseguiram identificar.

Dessa busca nasceu o De Martino Viejas Tinajas 2011, elaborado com uvas Cinsault provenientes de vinhas com 30 anos de idade do Vale de Itata,
Guariligüe, 400 km ao sul de Santiago, conduzidas em gobelet, não irrigadas e plantadas em pé franco. Sua fermentação foi conduzida com bagos inteiros por 15 dias em tinajas (ânforas) centenárias de barro. O vinho foi engarrafado sem filtração alguma. Não foram adicionados nenhum insumo enológico (enzimas, taninos, leveduras selecionadas), salvo uma pequenas dose de SO2 para a conservação do vinho.

O vinho foi eleito a melhor das “outras” cepas tintas no guia de vinhos Descorchados 2012, o mais respeitado do Chile, recebendo 92 pontos.

Avaliação Pessoal:
ST (91)
- De Martino Viejas Tinajas 2011- 100% Cinsault – 13% – Importadora Decanter / Em Vitória Espaço D.O.C – R$ 134,00

Na taça o vinho superou as minhas expectativas. Visual rubi de média intensidade, fruta bastante limpa, cereja, framboesa, e um discreto floral. O paladar apresenta corpo médio e ótima acidez. Persistência aromática de boa intensidade, confirmando o nariz, com um final fresco e equilibrado. Um vinho que não cansa o paladar. Se fosse degustado às cegas falaria ser um Pinot. Ótima compra!

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Esta semana Vitória recebeu a visita do sommelier chefe da Undurraga, Claudio Rosendo e do diretor da importadora Abflug, Marcelo Toledo. A convite do meu amigo Leonardo Dantas, representante da importadora no Espirito Santo, tive junto a demais formadores de opinião a oportunidade de provar 11 dos 12 vinhos da linha TH.

TERROIR HUNTER (Caçadores de Terroir) é um projeto muito incrível da Viña Undurraga, onde os vinhos são produzidos em terroirs exclusivos, tendo como objetivo obter diferentes expressões das uvas, resultando em vinhos com o caráter (tipicidade) de cada terroir.

Como já tinha falado sobre o projeto, decidi postar aos poucos a minha opinião sobre os vinhos que mais me chamaram atenção na oportunidade.

O primeiro é o Undurraga TH. Riesling 2010, um delicioso vinho branco elaborado em Lo Abarca, uma zona em San Antonio que está há 4km do mar, um vale cercado por montanhas, vinho este considerado 5 estrelas da revista Decanter. A Riesling busca o seu o seu caminho no Chile, com pouca referencia, porem nesse caso já mostra um ótimo resultado na taça!

Avaliação Pessoal: ST (91) – Chile – Lo Abarca – 100% Riesling – 13,5% – Importador Abflug – R$ 100,00

Visual amarelo brilhante, aromas de frutas brancas bem maduras e mineral (muito petróleo). Paladar é seco, com bom corpo. Excelente acidez (frescor), macio e equilibrado. Retrogosto de frutas brancas maduras, floral e de petróleo. Persistência média/longa. Uma grata surpresa, recomendadíssimo!

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Spumante é a palavra em italiano para “espumante

Por volta de 1960, industriais da Lombardia grandes amantes de Champagne decidiram produzir seu espumante. Naquela época a região era mais conhecida pela atividade industrial do que por seus vinhos. O investimento num vinhedo foi na região de Franciacorta, aonde construíram cantinas modernas, financiaram enólogos e também a formação para novos técnicos. Assim nasceu o Franciacorta.

Sua segunda fermentação se efetua obrigatoriamente na garrafa segundo o método tradicional e não em cuba como os espumantes mais simples. O teor de álcool é de no mínimo 11,5%. A versão Blanc de Blancs ou Salèn (Crémant), obtém-se unicamente com uvas brancas e o rosé com no mínimo 15% de Pinot Noir. O Franciacorta safrado tem 85% de vinho do ano considerado.

Hoje, os 1700 há de vinhedos dão 10 milhoes de garrafas por ano. Mais exigente que a do Champagne, a denominação limita o rendimento a 9.000 kg/há e exige amadurecimento sobre borras de no mínimo 18 meses. Não confunda com a DOC Terre di Franciacorta, que elabora vinhos tranquilos.

Avaliação Pessoal: ST (91) Tenuta Villa Crespia Franciacorta DOCG Dosagio Zero (Nature – até 3grs de açúcar por litro) – Não consegui achar o importador no Brasil e nem o seu preço. Mas se achar compre, vai se surpreender.

Visual amarelo palha, com discreto verdeal, brilhante, bolhas muito pequenas e numerosas; perlage intenso e persistente. No nariz apresenta intenso aroma de levedura, frutas brancas maduras, baunilha, toques tostados. Paladar com bom corpo, ótima acidez, bem equilibrada com o teor alcoólico. Retrogosto de levedura e torrefação. Final longo e agradável.  

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A onda dos vinhos orgânicos vem ganhando força. O uso de produtos químicos no cultivo das uvas e na fermentação da levedura está sendo questionado mais a cada dia, e sendo deixado de lado. Essa atitude torna os vinhos mais saudáveis e consequentemente mais saborosos. O Papa da Biodinâmica, o francês Nicolas Joly, afirma que a casca das uvas possui conservantes naturais capazes de proteger a bebida. No Brasil, pesquisa realizada em 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revelou que 56% das amostras de uvas coletadas no país apresentavam agrotóxicos acima do permitido. Porém acredito que isso vai mudar rapidamente, seguindo uma tendência orgânica mundial.

Para que ainda não sabe, o Chile é um dos países mais sustentáveis das Américas. No Green Awards 2012, um concurso organizado pela revista inglesa The Drinks Business, a Viña Emiliana foi eleita a “Vinícola Verde do Ano“, a categoria máxima dos prêmios, que reúnem toda a indústria de vinhos do mundo todo. No vídeo acima José Tomaz Urrutia, Export Maneger da Viña Emiliana, fala sobre a vinícola. Se quiser saber sobre os outros vencedores dos Green Awards 2012, veja aqui.

Emiliana foi escolhida por ser a empresa que mais demonstrou seu compromisso com o meio ambiente, seus trabalhadores e com a comunidade, e por ter constantemente diminuído sua pegada de carbono. Vale lembrar, também, que ela é a única vinícola chilena 100% orgânica do Chile. Os vinhos são importados no Brasil pela La Pastina.

Antonio Marques Bermudez (La Pastina), Rogério Baracho, Vanderlei Martins (Carone), Dulcino Tozi, José Tomaz Urrutia (Viña Emiliana), Olicio Santana (Carone) e Douglas Chamon (economista)

A convite de Vanderlei Martins tive a oportunidade de avaliar seus vinhos orgânicos na noite de ontem, na Wine Store Carone de Vila Velha, no qual transcrevo a minha opinião pessoal abaixo. Os preços não foram revelados, porem em 15 dias os vinhos estarão disponíveis na rede de Supermercados Carone.

Emiliana Chardonnay 2011 – Chile – Valle Central – 100% Chardonnay – 3 meses de aço inoxidável – 13,5% – ST (86)

  • Visual amarelo claro, nariz com aromas que lembram frutas muito maduras, como melão, abacaxi e pêras. Na boca, o corpo é médio, boa acidez, gerando frescor, e uma boa concentração de frutas. O retrogosto é frutado, com final fresco.

Adobe Pinot Noir 2009 – Chile – Valle Casablanca – 100% Pinot Noir – 8 meses, 20% em barricas francesas – 14,4% – ST (86)

  • Visual rubi de média intensidade, aromas que lembram framboesas, cerejas, notas florais e um leve toque de baunilha. O paladar é seco, com leve predomínio do álcool sobre a acidez, corpo leve, taninos em média quantidade, com leve adstringência, e uma persistência média.

Adobe Cabernet Sauvignon 2011 – Valle Central – 85% Cabernet Sauvignon e 15% Syrah – 6 meses, 20 % em barricas francesas – 14% – ST (86)

  • Visual rubi, média intensidade, aromas de fruta madura. O paladar mostra uma acidez correta, bom corpo, levemente alcoólico. Taninos de boa qualidade. Retrogosto confirma a fruta e uma persistência média.

Novas Gran Reserva Cabernet Sauvignon Merlot 2008 – Valle de Maipo – 85% Cabernet Sauvignon e 15% Merlot – 12 meses, 70% em barricas francesas – 14,6 % – ST (90)

  • O visual deste vinho é púrpura, intensa, impenetrável, sem evolução. Os aromas, intensos de frutas escuras, com toques de caramelo, fumo, tostado e notas de especiarias. Paladar é macio, com acidez e álcool equilibrados, boa concentração, retrogosto frutado e bastante intenso.

Novas Gran Reserva Carmenére Cabernet Sauvignon 2009 – Valle de Colchagua – 85% Carmenére e 15% Cabernet Sauvignon – 12 meses, 70% em barricas francesas – 14,5% – ST (87)

  • Visual rubi de boa intensidade, aromas de madeira, resinoso e fruta madura. Paladar com boa acidez, médio corpo, equilibrado. Taninos médios já em resolução, leve adstringência final. Boa persistência.

Coyam 2010 – Valle de Colchagua – 41% Syrah, 29% Carmenére, 20% Merlot, 7% Cabernet Sauvignon, 2% Mourvedre e 1% Petit Verdot – 13 meses, 80% em barricas francesas e 20% em barricas americanas – 14,8% – ST (91+)

  • Visual rubi muito escura, aromas intensos e deliciosos de frutas escuras muito maduras, chocolate, com notas florais elegantes, toques de especiarias e carvalho. No paladar apresenta grande concentração, com bom equilíbrio, taninos finíssimos, longa persistência. Um vinho de muita finesse, que já está muito agradável para consumo agora, porem deve ser guardado por mais alguns anos em adega, ganhando maior complexidade. Foi o melhor vinho da noite, na opinião dos privilegiados que tiveram a oportunidade de participar desta degustação.

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A partir de hoje, sempre que o blog Vivendo a Vida encontrar na taça um vinho que tenha uma boa qualidade e um preço final baixo comparativo aos demais de mesmo estilo e nível, seja em forma promocional ou com seu preço normal , estará sendo divulgado como um vinho “Bom e Barato“.

O primeiro vinho a ser classificado pelo blog como “Bom e Barato” é o Brunello di Montalcino 2006 Boscoselvo. Antes de falar sobre a minha impressão na taça e o seu preço, vamos entender um pouco sobre o Brunello.

O Brunello di Montalcino explodiu na Toscana em um cenário internacional há mais ou menos 35 anos, quando a família Biondi-Santi, um produtor líder, apresentou alguns de seus vinhos mais antigos para escritores. Suas safras de 1888 e 1891 ainda eram boas de beber, estando em ótima forma na taça.

Atualmente, o Brunello di Montalcino é um DOCG, considerado uma dos melhores e mais longevos vinhos. A maioria é caro, mas existem alguns “Bons e Baratos”.

O vinho leva o nome da cidade de Montalcino, uma fortaleza murada ao sul da área de Chianti. O brunello di Montalcino vem de um clone especifico, ou cepa, de Sangiovese, a uva de Chianti. Normalmente é um vinho extremamente concentrado e tânico, que exige envelhecimento por mais de 20 anos, quando feito pelo método tradicional e beneficia-se com várias horas de aeração ante de ser servido. Ultimamente, alguns produtores estão elaborando um estilo mais acessível (moderno) de Brunello, macio, que você pode consumir mais novo, gerando muito prazer na taça.

Avaliação Pessoal: ST (91)
- Brunello di Montalcino 2006 BoscoselvoItália – Vinícola: Sensi - 100% Sangivese Grosso – 100% Sangivese Grosso – Importadora Da ConfrariaR$ 149,00 (Promocional)

  • Esse vinho representa como falei acima em um Brunello com estilo moderno, pronto para o consumo.
  • Visual granada com reflexo alaranjado, límpido e brilhante. No nariz apresenta notas complexas lembrando ervas, ameixa, pitanga, chocolate branco, madeira nobre e uma baunilha sutil muito agradável. O paladar é macio, médio corpo, com grande harmonia entre a acidez e o teor de álcool, retrogosto confirmando o nariz, com final longo. Bastante prazeroso, não cansa o paladar. Meditação!

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Dificilmente se encontra uma pessoa que não goste de um vinho chileno. Em um dia desses de frio aqui na capital capixaba, reunimos os amigos no La Dolina com a proposta de harmonizar um risoto de tomate confitado acompanhado de uma fraldinha feita no método argentino. Dentro de todos os vinhos levados entre eles franceses, italianos, argentinos, o Miguel Torres Manso de Velasco 2007 foi o mais elogiado.

A espanhola Miguel Torres em 1979 comprou uma pequena vinícola no Chile, região do Curicó, uma das maiores e mais antigas regiões vinícolas do Chile. Torres foi a primeira empresa estrangeira a se estabelecer no Chile, implementando práticas modernas de produção. Um exemplo, os primeiros tanques de aço inoxidável foram trazidos pela empresa.

O nome Manso de Velasco foi uma homenagem a José Antonio Manso de Velasco então Governador do Chile. Outro detalhe, é elaborado de uvas provenientes de vinhedos com mais de 100 anos, é mole!


Avaliação Pessoal: ST (91+)

O vinho realmente impressiona pela bela coloração quase preta, aromas ainda primários de frutas em compota, chocolate, tosta que logo se mostram na taça. Na boca é potente, gordo, taninos firmes, acidez viva, com um belo final frutado e longo. Foi uma ótima companhia para o prato!

Chile – Vale do Curicó – 100% Cabernet Sauvignon – Preço: 160,00


Como estou iniciando o meu blog hoje estou postando historias antigas como o aniversario de meu amigo paulinho um cara super legal amigo para todas as horas,foi na churrascaria minuano com seus familiares e amigos,levei uma garrafa imperial 6ltrs de MIOLO LOTE 43(st91)que todos degustaram que escoltou otimas carnes,vida longa paulete!!!!!