Por Marcos Fonseca – Louis Bernard Gigondas 2003 – 14%.

Informações conflitantes na página do produtor, na ficha técnica do vinho e no contra-rótulo. O certo é que tem na Grenache sua casta majoritária, seguida pela Syrah, podendo ter ou não Mourvèdre e Cinsault ou Mourvèdre e Carignan.

Pelo que li, o “cara” é um négociant que compra uvas e vinifica quase sem madeira, pra preservar o caráter da fruta e, penso eu, economizar um dindin.

Mix de frutas negras e vermelhas com uma estrebariazinha bem discreta, um leve esfumaçado e uma pimentinha tímida. O que sobressai é realmente a fruta, ainda bastante íntegra no alto dos seus 9 anos. Na boca, um vinho macio, com taninos inofensivos, acidez correta e persistência média. Bom equilíbrio. Apesar da fruta relativamente jovem, não sei se tem estrutura para uma guarda muito mais prolongada. Se eu tivesse outra garrafa, beberia nos próximos 2 ou 3 anos.

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