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Archive for the ‘ Degustação ’ Category

Mais uma vez a Confraria Vivendo a Vida se reuniu para apreciar ótimos vinhos e também uma gastronomia de primeira, que é elaborada pelo Chef oficial do grupo, o Dr. Aldir Almeida.

De todas as regiões da Itália, a ilha da Sicília foi a que mais mudou nas ultimas décadas. Trinta anos atrás era apenas uma terra quase medieval. Com relação ao vinho, havia o Marsala, um nome que todos conheciam, porém ninguém bebia, e também o Moscato doce. Mas a maior parte do vinho era intragável. O melhor era exportado para o Norte, destinado a mistura.

A salvação foi um programa de desenvolvimento regional bem dirigido, modernizando, se tornando uma referência na Itália. Vinhedos novos e enormes abastecem cooperativas automatizadas que produzem vinhos corretos e modernos. 75% dos vinhos da Sicília são brancos, sendo 80% da totalidade da produção são elaborados por cooperativas.

AS DOCG’s são quase irrelevantes por lá, menos de 5% se qualificam. No entanto de uns anos para cá, é evidente a crescente qualidade dos vinhos, sendo capaz de produzir vinhos muito bons e até excelentes.

Palari Faro 2007 – 13,5%. – Descrições Marcos Fonseca

  • A cor, clara e translúcida, já criava uma boa expectativa. Nariz delicado de frutas vermelhas frescas, especiarias, ervas provençais e madeira praticamente imperceptível, muito bem trabalhada. Na boca, um vinho elegante, com fruta delineada por boa acidez, taninos finos e persistência média/longa. Certamente jovem, mas já batendo uma bola muito redonda. Lindo.


Gulfi Nerobufaleffj 2007 – 14%. – 100% Nero d’Avola.

  • Produtor adepto da agricultura orgânica e que adota preceitos da vinicultura natural, com adição de pouco ou nenhum SO2:. Estágio de 18 meses em barris de 500 litros. Maiores detalhes aqui:http:// www.gulfi.it/e_nerobufaleffj.html. Nariz intenso de frutas negras e vermelhas frescas, floral, baunilha discreta e álcool um pouco saliente. Na boca, um vinho potente, quente, confirmando a ponta de álcool sentida no nariz, com taninos presentes porém nada agressivos, acidez equilibrada e persistência longa. Primário, precisa de tempo para que o álcool integre e o vinho se transforme em algo menos ostensivo, mais sutil. Ainda assim, parece ter um futuro promissor.


Donnafugata Contessa Entellina Mille e Una Notte 2007 – 13,5%.

  • Nero d’Avola com um pequeno percentual de outras uvas. Esse é um velho conhecido. Nunca tinha bebido um tão jovem, e nem deveria, pois se mostrou bastante primário, com frutas negras em primeiro plano e um leve traço balsâmico por trás da cortina negra. Parou por aí. Na boca, encorpado e um tanto quanto monolítico. Definitivamente, se transforma em algo bem mais interessante com 10+ anos, ainda que nas minhas experiências passadas eu sempre tenha achado que um pouco mais de acidez seria benéfica ao vinho.


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No dia 16 de outubro, terça-feira, Vitória recebe mais um grande evento, se trata do Wine Road Show da importadora Épice. Em um formato “wine tasting” formadores de opinião e imprensa especializada terão o privilégio de degustar e conversar diretamente com produtores, enólogos e representantes de grandes vinícolas mundiais.

Da vinícola Tarapacá e Viña Mar do Chile virá o Diretor Javier Vila, da vinícola Alta Vista na Argentina (Enólogo Matthieu Grassin), da Bodegas Muga da Espanha (Proprietário Juan Muga) e da Luis Duarte Vinhos e Herdade dos Grous de Portugal (Enólogo/Diretor Luis Duarte).

O evento será no Hotel Sheraton Vitória, localizado na Av. Saturnino de Brito, 217 – Praia do Canto, Vitória-ES das 15:00h às 20:00h. O evento é somente para convidados.

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Que tal provar um vinho amadurecido com Meteorito? Pensando em atrair visitantes para o seu Centro Astronômico, Ian Hutcheon, enólogo e astrônomo uniu suas maiores paixões: a astronomia e o vinho, que o levando a elaborar um vinho com meteorito. A idéia contou com a ajuda da Tremonte e de um amigo americano, colecionador de meteoritos.

Situada nas encostas do Monte Rekewa, margem sul do Vale de Cachapoal, no Chile, a vinícola Tremonte ganhou muito espaço na mídia com a história. Em resumo, um pedaço meteorito com 4,5 bilhões anos de idade foi colocado em seu processo de amadurecimento, no qual permaneceu por 12 meses em barrica. O meteorito usado é de 3 polegadas e, caiu no deserto do Chile cerca de 6.000 anos atrás. 

Além do Meteorito, a Tremonte elabora outros de ótima qualidade. Todos são engarrafados sob o olhar atento de Ian Hutcheon, que afiou suas habilidades em várias vinícolas chilenas, incluindo a Casa Silva, antes de passar para Tremonte como sócio.

Ian Hutcheon lançou recentemente outro dos seus vinhos regados a uma boa dose de marketing: o nome dele é “Sacrifício”, que foi engarrafado e depois enterrado em uma montanha para envelhecer. Falarei sobre ele amanha no blog.

Tive a oportunidade de conhecer na taça esta semana, na companhia de amigos, vários rótulos da vinícola Tremonte que estão sendo importados com exclusividade pela rede de supermercados Carone.

Começamos a noite de prova com três vinhos Reserva da Tremonte. Todos com preço de R$ 32,80
reais e já estão disponíveis no Carone.

Tremonte Reserva Merlot 2010: Bastante frutado, com uma goiabada casção evidente no nariz. Paladar seco, médio corpo, com boa fruta e persistência média. ST (84)

Tremonte Malbec 2010: encorpado, com menos fruta e mais austero e seco do que um Malbec argentino, me lembrou um vinho de Chaors (região francesa que originou a Malbec). Acredito ser um vinho que aguenta guarda. ST (87)

Tremonte Cabernet Sauvignon 2010: mais agradável e complexo (do painel reserva), mostrou notas de canfora, eucalipto e pimentão. Paladar fino, equilibrado, fruta na medida e um final agradável de média persistência. ST (88)

Ian Hutcheon, enólogo e astrônomo.

Meteorito Cabernet Sauvignon 2010R$ 41,90: um típico vinho chileno, boa fruta, baunilha, toques herbáceos fechados, discreto traço mentolado e goiaba. Corpo médio, com álcool e acidez equilibrados. Bom final de boca persistente. ST (88)

Agora os dois vinhos Top´s da vinícola:

Monte Rekewa 2010 Gran ReservaR$ 41,90: Um corte de 50% Cabernet Sauvignon, 25% carmenére e 25% Cabernet Sauvignon, amadurece por 8 meses em barrilde carvalho. Na taça mostrou aromas de boa intensidade, frutas vermelhas maduras, tostado e notas animais. Paladar com boa acidez, álcool apesar dos seus 14,9% não faz sentir, integrado, corpo médio, firme, taninos de boa qualidade, frutado e com média persistência. ST (89)

Oro de Los Coipos 2010R$ 62,80: Um corte de 55% Malbec e 45% Cabernet Sauvignon, amadurece por 12 meses em barrica de carvalho. Visual Rubi intenso, aromas de frutas maduras confeitadas, especiarias, floral e uma leve baunilha. Paladar gordo, boa acidez, quente, taninos macios, frutado, média persistência. ST (90) 

Outra novidade é que o Wine Store Carone de Vila Velha agora é também Bistrô. Vale muito a pena frequentar e apreciar a delicias preparadas pela Chef Arlete Nunes. Olha o Spaguetti ao ragu de cordeiro que provamos na degustação, de babar!!!

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É inegável o grande esforço feito pelas instituições e vinícolas na divulgação e na melhoria de qualidade dos vinhos brasileiros. Pela segunda vez este ano, junto a demais jornalistas, visitei a vinícola Miolo no Vale dos Vinhedos (RS). Recepcionados por Morgana Miolo (pessoa de fino trato) no heliponto da vinícola, em alto estilo como sempre, começamos a visita brindando a vida com muito espumante.

Morgana Miolo (Diretora de Marketing)

Dessa vez o foco da visita foi a apresentação de rótulos da Campanha Gaúcha. Situada na fronteira com o Uruguai, região dos pampas, vem se destacando e sendo apontada como o novo eldorado do vinho Brasileiro. Formada por 11 municípios, a vinicultura por lá teve seu início em 1970. A primeira vinícola a acreditar na região foi a Almadén, em Santana do Livramento, sendo seguida pela vinícola Santa Colina, de um grupo Japonês. As duas mudaram de comando recentemente. Atualmente o numero de vinícolas aumentou bastante com a entrada dessas: Aquafrut, Batalha, Bueno, Campos de Cima, Cordilheira de Santana, Dom Pedrito, Dunamis, Guatambu, Peruzzo, Rio Velho, Rota 293, Routhier & Darricarrère, Salton, Seival Estate e a Serra do Caverá.

A descoberta de Santana do Livramento está associada ao paralelo 31, uma linha imaginária que corta países como Austrália, Nova Zelandia, Africa do Sul, Chile e Argentina, que é considerado o mais indicado para o plantio de uvas, por apresentar condições climáticas bem definidas, com temperaturas elevadas no verão e baixas no inverno. Outra caraterística favorável é o solo arenoso, que garante uma melhor drenagem da agua de chuva, assim não danificando as raízes da videira. Essa descoberta foi feita por um texano que morou na Campanha, por solicitação de uma Universidade da California, que o incumbiu que formatar um estudo para a Nasa, que queria informações sobre as características do clima na região.

Enólogo português Miguel de Almeida,    o grande comandante da vinícola na Campanha.

Quinta do Seival Alvarinho 2012 – Vinho elaborado com a consultoria do mestre o vinhos brancos Anselmo Mendes, começou a ser comercializado em 2011, se apresentou na taça com aromas frutados, mineral, fresco e uma certa untuosidade. (R$50) ST (87)

RAR Collezione Viognier 2012 – Elaborado em uma das regiões produtoras de uvas mais frias e mais altas do Brasil, com 1.000 metros de altitude, Campos de Cima da Serra, as uvas são colhidas e seguem para a cantina Miolo, no Vale dos Vinhedos, onde o vinho é elaborado e envelhecido em barricas de carvalho por aproximadamente um ano. Na minha opinião é um dos 5 melhores vinhos brasileiros, muito aromático, paladar macio, ótima acidez, equilibrado, recomendadíssimo. (R$ 50) ST (90)

Bellavista Estate Pinot Noir 2011 – Vinho do famoso locutor de esportes Galvão Bueno, localizada proximo da Seival Estate, no município de Candiota, que a Miolo elabora e o Michel Rolland assina. Na taça mostra um vinho fácil de beber, agradável, com boa tipicidade da casta. (R$50) ST (88)

Merlot Terroir 2009 – (Intruso da degustação) O Merlot Terroir é elaborado pela Miolo com a variedade tinta emblemática do “Vale dos Vinhedos” através de uma combinação ideal de solo, clima, casta e influência do homem. Bento Gonçalves é o local que oferece as melhores condições para obter um Merlot de excelente qualidade. Permanece 1 ano maturando em carvalho Francês e mais 1 ano envelhecendo em garrafa antes da comercialização. Pertence a uma reserva limitada, por safra são elaboradas apenas 18.000 garrafas, todas numeradas. Já tive boas experiências com este vinho, degustado às cegas ao lado de vinho estrangeiros renomados, se destacou em primeiro lugar. Um belo caldo. (R$ 79) ST (90)

Almadén Vinhas Velhas Tannat 2011 – Este vinho único é elaborado com a uva Tannat proveniente do vinhedo mais antigo do Brasil conduzido em espaldeira, localizado em Santana do Livramento no Paralelo 31. O processo de vinificação integral em barrica nova de carvalho francês potencializa as virtudes da casta, perfeitamente adaptada ao terroir da Campanha Gaúcha. Sua elaboração é artesanal”, desengace manual, e ausência de tratamento de estabilização tartárica e de filtração. Vinho que precisa de mais tempo de garrafa para acalmar seus taninos rebeldes. Promete! (R$85) ST(89)


O enófilo acima é o colunista do Jornal A Gazeta de Vitória, Leonel Ximenes, que participou de uma degustação literalmente às cegas com os vinhos Almadén Pinotage 2012 (R$12) e Castas Portuguesas 2008 (R$50), idéia de Morgana Miolo. O Pinotage de 12 PILAS deu trabalho!

O final da visita acabou com festa na cantina Mamma Miolo.

*Viajei ao Rio Grande do Sul a convite do IBRAVIN, para mais uma edição do Projeto Imagem.

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Na noite desta terça-feira participei de um jantar harmonizado promovido pela dupla dinâmica Helio Massoni e Simey Santos, da Enótria, em parceria com a Importadora Vinci, no restaurante Mexido, aqui na capital capixaba. Para apresentar os vinhos esteve em vitória os representantes da importadora, Rafael Porto e Ederson Possatti, que deram conta do recado.

Filha do grande Nicolas Catena, o principal e mais respeitado nome do vinho argentino, Laura Catena é conhecida em todo mundo como embaixadora da uva Malbec. Estudou biologia em Harvard e medicina em Stanford, mas abandonou a medicina para dedicar-se a viniticultura em meados dos 90. É braço direito do pai nas Bodegas Catena Zapata como vice-presidente e ainda encontra tempo para dirigir suas próprias vinícolas, Luca (homenagem ao seu filho de mesmo nome) e La Posta. 

Os belos vinhos de Laura Catena

O cardápio foi desenvolvido pela equipe do restaurante mexido, comandada Chef Ana Beatriz Seguchi, junto ao Sommelier da Enótria Helio Massoni. Foi um show de qualidade, aonde a gastronomia formou uma parceria perfeita com os vinhos.

Prato: Mini dourado de brie com salada e redução de tangerina – (Nota 1000)

Começamos a noite com o Luca Chardonnay 2009 (uvas da Borgonha), R$ 149,00, ST (91). Passou por 12 meses em carvalho. Nariz com nota de abacaxi maduro, manteiga, damasco e mel. Paladar Cremoso, gordo, com ótima acidez dando suporte ao peso, com um final longo. Segundo Robert Parker, este soberbo branco é o candidato ao melhor Chardonnay da Argentina entra ano e sai ano, tendo merecido consecutivamente 92 pontos na safra de 2009. 

Prato: Camarões ao molho de ostra e gengibre (Picante)

Luca Pinot Noir 2009 (uvas da região de Pomar na França), R$ (149,00), ST (91). Aromas tradicionais de cereja, floral, terroso, taninos macios, ótima acidez, equilibrado. Aguentou bem o prato bastante picante. Recebeu 93 pontos de Robert Parker nessa safra de 2009, a nota mais alta concedida pelo crítico a um Pinot Noir argentino!  

Prato: Riso al Salto (rabada desfiada) – para comer de joelhos!

Luca Syrah Laborde Double Select 2009, R$ 142,00, ST (92). Visual perece petróleo, aromas de frutas maduras, couro e carne defumada, com notas de tostado de carvalho e especiarias. O paladar é rico, exuberante, com taninos bem estruturados, com fruta em compota e pimenta. Muito longo e persistente.

Prato: Escalope negro (no carvão), com legumes churrasqueados e purê de aipim. TOP

O quarto prato foi harmonizado com os dois vinhos TOP da vinícola; BESO DE DANTE 2009 (homenagem ao filho de meio de Laura Catena), R$ 189,00, ST (94), um corte de Cabernet Sauvignon (45%) e Malbec (55%), com uvas vale do Uco de 3 vinhedos diferentes,  um de Gualtallary com 1500 de altitude. Na taça mostra uma elegância incomum aos vinhos argentinos, muito cremoso, potente, um vinhaço.

O outro TOP é o LUCA MALBEC 2009, 100% Malbec, R$ 180,00, ST (91+), poderoso, mostra muita estrutura, gordo, porém com uma madeira destacada, que esconde a fruta tanto no nariz, quanto na boca. Mais vamos esperar, acho que mais uns 2 aninhos em garrafa essa madeira vai integrar.

Parfait de banana com chocolate, para fechar a noite com uma dose de glicolse!

MEXIDO RESTAURANTE - R Affonso Cláudio 259 lj 4 - Praia Canto – Vitória, ES | CEP: 29055-570 – Tel: 3315.80.92

Enótria – Av. Rio Branco, 1383 – Praia do Canto – Vitória-ES – 55 (27) 3345-8696 -  

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O serviço impecável dos estudantes de enologia

O Blog Vivendo a Vida participou hoje de momentos emocionantes na Avaliação Nacional de Vinhos,
safra 2012. Promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), o evento, que desde 1993 serve como parâmetro para a evolução dos vinhos brasileiros, bateu todos os recordes. Foram 850 apreciadores de 20 estados brasileiros e oito países, que assistiram e degustaram na taça o resultado da análise de 387 amostras inscritas por 70 vinícolas de sete estados. A maior degustação simultânea do mundo!

16 amostras foram avaliadas no Parque de Eventos da Fenavinho, 30% mais representativas da safra, definidas a partir do trabalho de grupo de 120 enólogos realizado ao longo do mês de agosto. Cada uma das amostras foi comentada pelo especialista convidado. Neste ano teve representantes da Argentina, China, Holanda, Itália, Cuba, Portugal, Uruguai e Brasil.

 

Os PRODUTORES premiados

OS 16 VINHOS REPRESENTATIVOS DA SAFRA 2012



 

Categoria: Vinho Base Para Espumante 

1. Vinho Base Espumante – Chardonnay – Domno Do Brasil

2. Vinho Base Espumante – Chardonnay/Pinot Noir – Vinícola Miolo

3. Vinho Base Espumante – Chardonnay/Pinot Noir – Vinícola Geisse 

Categoria: Branco Fino Seco Não Aromático

4. Chardonnay – Luiz Argenta Vinhos Finos

5. Chardonnay – Vinícola Góes & Venturini

6. Chardonnay – Cooperativa Vinícola Nova Aliança

7. Chardonnay – Basso Vinhos e Espumantes 

Categoria: Branco Fino Seco Aromático

8. Moscato Bianco R2 – Vinícola Perini 

Categoria: Tinto Fino Seco Jovem

9. Gamay – Vinícola Salton 

Categoria: Tinto Fino Seco

10. Teroldego – Don Guerino

11. Merlot – Vinícola Almaúnica

12. Cabernet Sauvignon – Guatambu Estância do Vinho

13. Cabernet Sauvignon – Cooperativa Vinícola Aurora

14. Marselan- Casa Valduga – Grande destaque em minha opinião

15. Tannat – Antonio Dias Vinhos Finos

16. Tannat – Vinícola Almadén

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A importadora Da Confraria promove, nesta segunda-feira, dia 24 de setembro, uma degustação com vinhos italianos do “Vêneto” no Ville du Vin em Vitória. Após a apreciação da bebida, a casa oferece aos presentes um jantar especial, com cardápio elaborado exclusivamente para a ocasião. Dentre os preparos, destaque para Risoto Borguignon (cubos de filé mignon, cubos de bacon, vinho tinto, ervas de Provance, tomilho fresco, cebolas baby e cogumelos paris). O evento é aberto, ao custo de R$150,00 por pessoa. A charmosa loja, frequentado por políticos e personalidades locais, está localizada na Rua Aleixo Netto, 1702, loja 04, Praia do Canto, (27) 3314-4070. É uma ótima oportunidade de ampliar seu conhecimento, ou somente viver a vida!

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Duas degustações reunindo 12 dos melhores rótulos nacionais aguardam os participantes do Circuito Brasileiro de Degustação, que volta a São Paulo nesta segunda-feira (17). O publisher da revista Adega, Christian Burgos, conduzirá, às 17h, a prova “Abre-alas – rótulos para abrir a sua adega aos vinhos brasileiros”. O Perini fortificado Éden será apreciado em primeira mão, ao lado de rótulos já aclamados como o Castas Portuguesas da Miolo, o espumante Gran Reserva 60 meses da Valduga e o Chardonnay da Luiz Argenta. Entre as novidades, o Antônio Dias Tannat e o Pinot Noir da safra 2012 da Dal Pizzol. “Vamos ter novidades, rótulos consagrados e ainda a oportunidade de falar da última safra, considerada de ótima qualidade”, comenta Christian Burgos.

Mais tarde, às 19h, Horst Kissmann, editor de vinhos da revista Prazeres da Mesa, apresentará a degustação “Em cartaz na sua adega”, com seis destaques entre os mais de 30 vinhos brasileiros lançados em 2012. Recentemente, a Prazeres da Mesa realizou uma prova às cegas de 26 lançamentos do ano exclusivamente de vinhos brasileiros. O espumante Salton Gerações, o Vinhas Velhas Tannat da Miolo e o Raízes da Valduga estarão presentes nesta degustação, além do Viapiana Chardonnay Expressões, do Pizzato Verve e do Perini Fração Única Merlot. “É uma pequena mas representativa amostra do que melhor saiu das caves brasileiras este ano”, observa Horst Kissmann. 

Ainda é possível se inscrever para o circuito e para as degustações temáticas pelo e-mail . O evento é gratuito e ocorre no Espaço GAP (Av. Professor Fonseca Rodrigues, 255, Pinheiros) das 16h às 21h. Até as 19h, a entrada é reservada a profissionais (proprietários e bares e restaurantes, sommeliers, chefs de cozinha, garçons, entre outros). Depois deste horário, o circuito será aberto aos consumidores. 

Ao chegar ao circuito, o visitante receberá uma taça e poderá iniciar o percurso pelas mesas das 21 vinícolas, a grande maioria pequenas empresas: Antonio Dias, Aurora, Campestre, Casa Valduga, Casa Venturini, Cave Marson, Dal Pizzol, Dom Cândido, Domno do Brasil, Don Giovanni, Don Laurindo, Dunamis, Lidio Carraro, Luiz Argenta, Miolo Wine Group, Perini, Pizzato, Salton, Sozo, Viapiana e Vinibrasil. Ao todo, serão mais de 120 rótulos brasileiros de vinhos, espumantes e suco de uva 100%. 

O Circuito Brasileiro de Degustação é realizado pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), em parceria com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), com patrocínio do Sebrae e do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, e apoio da Oxford Crystal. “É a melhor oportunidade que os profissionais e os consumidores têm para conferir as novidades da produção brasileira de vinhos”, afirma o gerente de Marketing do Ibravin, Diego Bertolini. “São Paulo é o principal mercado para vinho no Brasil. As vinícolas brasileiras irão mostrar suas novidades para atender a crescente demanda pelos rótulos nacionais na capital paulista”, comenta. A expectativa é receber de 350 a 400 pessoas.

Além de atrair enófilos e amantes do vinho, o circuito procura colocar potenciais compradores frente a frente com os produtores. “Graças à parceria com a Abrasel, os proprietários dos melhores restaurantes de São Paulo poderão conversar sem intermediários com as vinícolas, conhecendo seus lançamentos e buscando novas oportunidades de negócios”, salienta Bertolini. 

A palestra das 17h é reservada só a profissionais. A das 19h é para profissionais e consumidores.

Jornalistas devem pedir credenciamento prévio para este e-mail – . Há cinco vagas em cada palestra reservada para a imprensa.

Há 30 vagas para cada palestra e os interessados devem confirmar interesse pelo e-mail .

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Na noite de ontem tivemos o 3ª encontro da confraria Vivendo a Vida. O tema previamente escolhido foi Espanha, no qual foi degustado às cegas. Como sempre falo aqui, às cegas tudo fica mais claro.

Uma das diversões preferidas dos degustadores de vinho é a degustação às cegas. Antes que você pense em salas escuras, degustadores vendados, ou outras formas de masoquismo vai logo explicando que os degustadores não são cegos (rsrsrs), ás garrafas que são. Ou, de qualquer forma as garrafas têm seus rostos cobertos, (foto acima).

Em uma degustação cega, quem está participando não sabe o que está provando. A teoria por trás deste exercício é que conhecer a identidade dos vinhos pode fazer com que os degustadores prefiram ou ao contrario de um determinado vinho por sua reputação (nome, preço, nota…) e não pelo que está sentindo realmente na taça. Às vezes, degustadores extremamente habilidosos fazem degustações às cegas de vinho e tentam identificá-los, assim melhorando o seu conhecimento sensorial.

Se você não conhece o suficiente sobre vinhos para ser questionado pelos rótulos, não há muito motivo para praticar este teste. No entanto, tem alguma coisa na degustação às cegas que realmente ajuda focar sua concentração naquilo que está provando; e é sempre uma boa prática. Pratique é terá grandes surpresas!

Espanha é um país montanhoso, quente e seco, com mais terras de vinhedos do qualquer outra nação do mundo. Ela está em terceiro lugar na produção em produção mundial de vinho, atrás da França e da Itália.

O vinho espanhol despertou de um longo período de dormência com desempenho abaixo da média. Atualmente, a Espanha é um país mais vibrante em termos de vinhos, com uma ótima relação qualidade x preço. Durante décadas, somente a região mais famosa da Espanha por seus vinhos tintos, Rioja, e a clássica região do vinho fortificado, Jerez, tiveram destaque internacional entre os vinhos finos.

Atualmente, muitas outras regiões viníferas, estão produzindo vinhos realmente de qualidade, alguns até surpreendentes.

As leis sobre vinhos da Espanha têm uma categoria QWPSR em dois níveis: Denominação de Origem (DO), uma classificação mais elevada (DOC), criada em 1991. Até agora, Rioja e Priorato são as únicas regiões com nível DOC (também conhecida como DOCa). Os vinhos que não se qualificam como DO fazem parte da categoria dos vinhos de mesa, chamado de Vino de Tierra (equivalente aos Vins de Pays da França).

Lombinho de porco

Na noite tivemos 2 intrusos, o Las Brujas Sauvignon Blanc do Uruguay e o Bem Ryé, uma Passito di Pantelleria, que vou comentar em um post no futuro.

Dentro da proposta do encontro, fizemos um pequeno giro pela Espanha: Ribera del Duero, Rioja e Priorato às cegas.

1 – Protos Gran Reserva 2004 – Espanha – Ribera Del Duero – 100% Tempranillo – 14% – Peninsula – 400,00 – ST (87)

  • Famosa por seus tintos de alta qualidade, a região de Ribera del Duero ajudou a despertar o interesse do mundo pelos vinhos espanhóis.
  • Visual purpura, ligeiramente turvo, com partículas em suspensão. Nariz apresentou frutas maduras negras, toque de madeira intenso, com boa persistência aromática. Paladar com boa acidez, alto teor alcóolico, taninos finos, um leve amargor final na boca, que incomoda. Melhorou muito com a comida. Um vinho que não justifica o seu preço. Diferente da safra 2001, que descrevo aqui.

2 – Vallobera Reserva 1997 – Espanha – Rioja – 100% Tempranilo – Sem importador no Brasil – 30 dólares – ST (91+)

  • Rioja fica no centro-norte da Espanha, a maior região produtora do país (atrás de Ribera del Duero e Priorato). Apresenta vinhos com diversas faces, dependendo de quanto tempo são envelhecidos antes de saírem da vinícola. Sou fã do estilo tradicional, como o degustado abaixo, que descansam em grandes toneis de carvalho por longos períodos.
  • Visual granada, límpido e brilhante. No nariz apresentou tradicionais notas de frutas secas, toque de chá mate, alcatrão. Paladar mostrou equilíbrio entre taninos, álcool e acidez, taninos finos e agradáveis, com ótima persistência gustativa. Pronto para ser degustado, e com boa perspectiva de envelhecimento futura. Foi o melhor vinho do painel em minha opinião. 

3 – Salmos 2007 – Espanha – Priorato – Garnacha, Syrah, Cariñena e Cabernet Sauvignon – 14,5% – Devinum – 175,00 – ST (90)

  • Priorato é uma das novas regiões da Espanha, considerada ótima para os vinhos tintos, fica ao norte da cidade de Tarragona, nordeste da Espanha.
  • Visual purpura, alto teor alcóolico (lágrimas densas e longas). O nariz apresentou aromas de geleia de frutas vermelhas, café, baunilha e leve tosta. Paladar mostrou bom corpo, taninos finos, macio na boca, redondo. Persistência gustativa longa. O álcool predominou sobre a acidez, dando a sensação de ser adocicado. 

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Alfredo Gerszt Nogueirinha (Vendas/ES), Claudio Vello (Gerente Comercial Barrinhas), Claudio Moreira (Presidente Barrinhas) e Antonino Pires Barbosa (Presidente Adega de Monção)

Considerado o terceiro consumo per capita de vinho do país, o Espirito Santo, mais precisamente Vitória, entra de vez na rota dos grandes eventos de vinho, chamando atenção das vinícolas estrangeiras, nacionais e de importadoras aqui fixadas.

A convite da importadora Barrinhas participei na noite de ontem de um jantar harmonizado com os vinhos verdes da Adega da Monção. O evento foi conduzido pelo produtor, Sr. Antonino Pires Barbosa, que veio de Portugal especialmente para o evento, que pela primeira vez visita a nossa cidade. O local escolhido para a degustação não podia ser outro, o restaurante Porto do Bacalhau, que serve o melhor da gastronomia portuguesa. Dentre os preparos, destaque para o bacalhau lombo (divino), que foi harmonizado com os vinhos brancos e o carré de porco, para o tinto.

Fundada em 1948, por iniciativa de 25 vinicultores, está localizado na região demarcada dos Vinhos Verdes, extremo nordeste de Portugal, bem na divisa com a região de Rias Baixas na Espanha. A região é bastante verdejante por causa do Oceano Atlântico, uma teoria por traz do nome do vinho. Existem no mercado dois estilos de Vinho Verde, o primeiro meio-seco de qualidade média, ficando melhores se servido frio. O outro, mais caro, são varietais feitos a base de uva Alvarinho, Loureiro ou Trajadura. Eles são mais complexos, mais secos e concentrados, considerados os melhores brancos de Portugal.

O grande destaque da noite foi conhecer em primeira mão, o Alvarinho Estagiado, que passou 4 meses em barricas. Em Portugal já não é novidade, a casta Alvarinho fermentado ou estagiado em madeira tem alcançado resultados bastante animadores.

Vinhos da noite: A maior qualidade do Vinho Verde é o seu frescor (acidez), sendo um ótimo parceiro para uma refeição.

Adega Monção branco – Alvarinho e Trajadura – 11,5% – ST (84) – Preço médio R$ 23,00

  • Visual amarelo translucido, brilhante, com reflexos verdes. Aromas frutas brancas, floral e cítricos. Seco, boa acidez, álcool equilibrado, corpo leve, persistência curta.

Muralhas de Monção – Alvarinho e Trajadura – 12,5% – ST (88) – Preço médio R$ 39,90 – “Bom e Barato

  • Visual amarelo-palha com reflexos verdes. Nariz apresentou boa intensidade, frutas brancas maduras (maçãs e peras), floral e notas cítricas. O paladar é macio, ótima acidez, equilibrado, corpo médio, e boa persistência final.

Alvarinho Deu La Deu – 100% Alvarinho – 13% – Preço médio R$ 76,00

  • Visual amarelo-palha, nariz de média intensidade, notas de frutas brancas maduras, flor de laranjeira, mineral. O paladar é seco, boa acidez, equilibrado, corpo médio, com média persistência final.

Bacalhau para harmonizar com dois brancos, perfeito casamento.

Alvarinho Deu La Deu “Estagiado” em casco de carvalho (4 meses) – 100% Alvarinho – ST (90) – 13% – Preço médio R$ 129,00

  • Uma beleza de vinho, com breve passagem em madeira, conferindo outras nuances, ampliando o nível de aromas e sabores, a verdadeira harmonia entre fruta e madeira, resultando em maior complexidade, retirando-lhe alguma austeridade, mas ao mesmo tempo tornando mais nobre. Visual amarelo-palha. Nariz intenso, notas de coco, frutas brancas maduras, floral e cítricos. Paladar untuoso, boa acidez, álcool equilibrado, com boa persistência. Madeira não sobrepõe a fruta.

Adega de Monção Vinho Verde Tinto – Alvarelhão, Pedral e Vinhão – 10,5% – ST (83) – Preço médio R$ 23,00

  • Um vinho realmente difícil, levemente frisante, com aroma vinoso, bastante acido, necessitando de uma prato gorduroso para balancear e ai mostrar a que veio. Confesso não ser a minha praia, porém é uma bela aula.

Carré de porco com linguiça…ajudou muito o tinto.

Muralha de Monção Rosé – Alvarelhão, Pedral e Vinhão – 11,5% – ST (86) – Preço médio R$ 39,90

  • Salmão escuro, concentrado, nariz de boa inensidade, com notas de frutas vermelhas e especiarias. Paladar fresco, alegre, boa acidez, leve carga tânica, sabores confirmando o nariz com persistência média.

Alguns participantes:

Antonino, Vanderlei Martins (Carone) e Claudio Vello

Antonino, Helio Massoni (Enótria) e Claudio Vello

Sr. Rui e Gil (Casa do Porto)

Laucimar (Sup. Perim) e Antonino

Luiz Paulo e Antonino

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