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Archive for the ‘ Degustação ’ Category

A região do Alentejo no sul de Portugal é desenhada em uma linda paisagem, plana, com muitas florestas de sobreiros, responsável por 80% da produção de rolhas do mundo e dividida por várias sub-regiões, entre elas está Reguengos de Monsaraz, que pode ser identificada nos rótulos.

Várias uvas autóctones e algumas estrangeiras fazem parte do corte se seus vinhos. Entre as mais tradicionais estão Trincadeira, Aragonez, Alicante Bouschet (francesa), Moreto e a Castelão Francês. Ainda podemos encontrar outras, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e a Syrah, que vem se dando muito bem por lá. Entre as brancas estão Antão Vaz, Arinto (Pedernã) e Fernão Pires (Maria Gomes).

Como em qualquer região vinícola, existem vinhos de vários níveis, desde os mais simples, aos topo de gama, verdadeiros néctar dos deuses. Hoje apresento os vinhos da Tapada do Fidalgo (marca feita exclusivamente para o Brasil – importado de Adega Alentejana) elaborados com uvas de vinhas próprias em Monte dos Perdigões, uma fazenda onde se localiza a adega.

A vinícola é propriedade de Henrique Granadeiro, executivo em grandes empresas portuguesas, nascido no Alentejo e apaixonado pela sua terra e pelos vinhos alentejanos. Faz parte do Conselho de Administração da Fundação Eugénio de Almeida desde 1987. A sua atuação foi e é fundamental para o crescimento contínuo que a Fundação Eugénio de Almeida alcançou nestes últimos 20 anos. Com esse currículo fica fácil de entender…

Os vinhos com preços entre “35 e 160 reais” foram apresentados ontem na Wine Store Carone, sob o comando Miria Carvalho, representante da importadora e Claudio Martins, diretor comercial da vinícola.

Tapada do Fidalgo Branco 2011 (13,5%) | Antão Vaz e Verdelho.

  • Aroma com muitas frutas tropicais, como abacaxi em calda e também algo de mel. Seguiu no mesma linha em boca. Sedoso, macio e fresco. Ideal para o verão que já bate na porta. R$ 35,00 | Nota: 84/100

Tapada do Fidalgo Rosé 2012 (13%) | Castelão, Syrah e Touriga Nacional

  • O rosé continua na moda, melhorando a cada dia em muitos países, entre eles se destaca Portugal. Esse rótulo, muito elogiado na prova, mostrou um visual cereja vivo, aroma intenso, frutado, lembrando groselha. Continuou encantando na boca. Chamou atenção pela concentração de sabores que se manteve até o final. Ao mesmo tempo encorpado e refrescante, com ótima acidez. R$ 35,00 | Nota: 87/100

Tapada do Fidalgo Tinto 2011 | (14%) – Alicante Bouschet, Aragonez, Tinta Caiada e Trincadeira – Vinificação ocorre parte em cubas de inox e parte em balseiros de Carvalho Francês –
Indicado pela Revista de Vinhos em Portugal como “Boa Compra”. 

  • Visual granada, aroma intenso lembrando frutas vermelhas maduras, com algumas nuances florais. Paladar macio e redondo. Um vinho simples, fácil de beber. Para o dia-dia. R$ 35,00 | Nota: 85/100

Tapada do Fidalgo Reserva Tinto 2008 | (14%) – Alicante Bouschet, Aragonez e Tricadeira – 12 meses em barricas de carvalho francês – Eleito vinho tinto do ano pela revista Gula 2011. 

  • Um vinho alentejano de muita classe. Aroma com algo de fruta fresca, lembrando alcaçuz, licor de cacau e especiarias. O ponto positivo foi sua evolução, que foi ficando mais intenso com mais tempo na taça. Paladar elegante, austero e longo. R$ 60,00 | Nota: 90/100

Poliphonia Signature Tinto 2009 | (14,5%) – 18 meses em barricas novas de carvalho francês seguido de 1 ano em garrafa – Eleito Melhor Vinho Tinto no Concurso Mundial de Bruxelas 2012.

  • As cegas falaria ser do novo mundo. Potente, concentrado e com toque bem nítido de madeira (muito bem colocada, não passando por cima da fruta). Um corte nada habitual de uvas de origem francesa que se adaptaram muito bem por lá: Syrah, Alicante Bouschet. O resultado da mistura agradou. Visual escuro com aroma intenso, com notas de coco, mas também de frutas. Evoluiu para caramelo. No paladar apesar da alta graduação, o álcool não aparece tanto. Final longo, com retrogosto intenso, mais uma vez marcado pelo coco. R$ 160 | Nota: 94/100

Crédito da foto: Bruno Agostini
Meses atrás, em Vila Velha, Romain Jousselin embaixador da marca Dom Pérignon no Brasil, conduziu um degustação inesquecível no qual tive o prazer de participar (confira aqui), com várias safras do seu célebre champanhe. Até aqui tudo normal (ou melhor, tudo ótimo, né!), mas o que chamou a atenção dos experientes convidados foi que as taças usadas para prova não eram do tipo de flute, no qual associamos aos vinhos espumantes ou champanhes. Pelo contrário, o champanhe foi servido em taças de vinho branco. O comentário naquele dia foi que com essa nova tendência se “perde” o glamour, já que no visual as bolinhas (perlage) ficam mais tímidas. Já no nariz notamos que os aromas foram potencializados. Mas não lembro se essa tendência foi debatida ou explicada de forma aberta e ampla.

Hoje, lendo sobre essa nova tendência, conheci a decisão final do chefe da cave Dom Pérignon, Richard Geoffrey, ”Não usamos mais copos flute, usamos copos Chardonnay”. Durante décadas a taça flute foi imposta pela indústria pelo seu formato que preserva as bolhas (o perlage).

No entanto, a Dom Perignon não compartilha essa ideia. E não só não compartilhá-lo, com iniciou um processo de evangelização para banir este estilo de taça. A razão, de acordo com Geoffrey é que com a taça flute não se pode apreciar e perceber a qualidade real de um champanhe. Ao contrario da maior, como a de vinho branco, que dá mais complexidade e permite que o champanhe alcance uma maior expressão.

Agora é testar e dar o veredicto final, pois na minha taça eu que mando! Rs

Winebar já conhecido ponto de encontro virtual que realiza degustações com diversos produtores e importadores de vinho pelo mundo realizou na semana passada uma degustação com vinhos da vinícola alentejana Herdade do Rocim que contou com a presença da enóloga Catarina Vieira. Os vinhos estão chegando na World Wine. No vídeo, Daniel Perches conversou com Catarina sobre dois deles, o Herdade do Rocim tinto e o Olho de Mocho. O Blog Vivendo a Vida também recebeu os vinhos e em breve dará a sua opinião.

Após o projeto do Bicentenário Top Winemakers, lançado há três anos em comemoração aos 200 anos da independência do Chile, e o “5×20″ entenda > (clique aqui), entra em cena uma nova proposta, criada por Rafael Prieto, diretor da Top Winemakers, com a participação de 100 enólogos chilenos, que se chama Top Winemakers 100 Barricas de Chile. Confira o vídeo que acabei de fazer com o Rafael no restaurante Aleixo, que está em Vitória para participação na feira Vitória ExpoVinhos.

Na semana passada a convite do meu amigo Carlos Meneghel, fui conferir de perto a nova proposta da loja Zanatta Wine Store, o vinho na calçada. Para você que gosta de vinho, mas não gosta da “frescura” que gira em torno dele, vai aprovar. Toda última quarta feira do mês, o proprietário da casa Olair Zannata e mais um representante de alguma vinícola recebem de uma forma simples, com mesas na calçada para provar vários rótulos e petiscos variados. O investimento é de 60,00 reais.

A loja está localizada na Av. Carlos Gomes Sá, 730, próximo ao Supermercado Perim, Mata da Praia, Vitória-ES. Lá você encontra bom atendimento, e mais de 400 rótulos para sua escolha com ênfase em vinhos de custo x beneficio. O funcionamento da casa é de Segunda a Sábado, das 12h às 0h. Telefone: (27)3026-6440

Quem comandou a última degustação foi o enólogo Fabian Houjeije (em pé) da vinícola uruguaia Antigua Bodega Stagnari, importada no Brasil pela Vinho Sul. Fizemos um tur pelos vinhos Stagnari, dois mais simples que custam em média 39,00 reais até o seu Osiris Tannat Reserva, um vinho de 200,00 reais que merece o status de top da linha.

Antigua Bodega Stagnari produz vinhos desde 1880. Tem uma capacidade total de produção da bodega chega aos 2.400.000 litros, mas hoje produz 840.000 garrafas em 30 ha de vinhas próprias com cepas importadas da França.

O Uruguai é um pequeno produtor de vinho mundial, mas tem ótimos números relativos em exportação e em consumo interno. Por possuir uma região pequena e ainda investimentos modestos, os resultados dos produtores do Uruguai são promissores. Possuem ótima entrada e aceitação em mercados em franco desenvolvimento, como o Brasileiro, superando grandes produtores, como Austrália, Alemanha e até Espanha. Têm a quarta maior produção da América do Sul. E seus vinhos vão ganhando notoriedade aos poucos, pelo requinte e qualidade. As regiões Sur e Suroeste, próximas ao Oceano Atlântico, têm o melhor clima e produzem os melhores rótulos do país, com temperaturas noturnas bem baixas e um bom índice pluviométrico.

Os vinhos: *Chardonnay 2010 com aromas de frutos cítricos, floral, acidez média. *Tannat/Merlot 2009 sendo 60% Tannat, passa 6 meses em barricas; redondo, macio, boa fruta…fácil de beber. Tannat 2009, 8 meses em barricas, Da linha Ragazza: mais robusto, levemente tânico, vai muito bem com queijos fortes e uma carne vermelha. *OsirisTannat Reserva 2006, passa 12 meses em barricas, aveludado, gordo, frutado, uma belza de vinho na taça.

Oswaldo Oleari meu amigo e grande jornalista também estava lá, confira aqui
a sua matéria no Don Oleari Ponto Com.

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A especialização do varejo é um caminho sem volta. Prova disso é a preocupação e dinamismo com que o supermercado Carone administra a variedade e qualidade dos rótulos de vinhos que oferecem aos seus clientes.

Não bastasse a já extensa lista de marcas nacionais e estrangeiras (muita importação própria) encontradas nas suas gôndolas, o Carone investe na diversificação. Nesse sentido, Vanderlei Martins, gerente da rede, conduziu uma degustação que apresentou novos rótulos franceses, todos importados pela Da Confraria.

Com a participação de jornalistas do setor, clientes e formadores de opinião, o evento teve o objetivo de apresentar rótulos de vinhos que já integram o portfólio do supermercado. Vamos a eles:

Para começar a degustação provamos dois Champagnes da vinícola J. de Telmont, um Brut Grande Réserve e um Rosé Brut. Dois produtos especiais, baixa produção, com preços na gondola do supermercado R$ 178,00, mais baixos que direto na importadora. Champagne não tem erro, em qualquer das duas opções o sorriso abre fácil.

O primeiro tinto foi o Château Haut Montaud 2009 – 13,%, um Bordeaux básico, elaborado com 90% Merlot e 10% Cabernet Sauvignon. Para quem está querendo conhecer e tem medo dos vinhos franceses esse é uma boa opção, boa fruta, macio devido a sua maior concentração da merlot, agradou no paladar de todos na prova. E o melhor de tudo, custa apenas 38,00 reais. Boa relação custo x benefício.

Pulamos para o segundo tinto francês, um Bordeaux superior – Château Matalin 2009 – 14%, 34% Merlot, 33% Cabernet Sauvignon, 33% Cabernet Franc. Notas de chocolate, baunilha e um fundo curioso de fumaça. Custa 54,00.

Para quem pensa que a uva Tannat é originaria do Uruguai, está muito enganado. A Tannat, historicamente era somente cultivada no sudoeste da França na AOC Madiran e agora é uma das uvas mais proeminentes no Uruguai, onde é considerada a “uva nacional”. É também usada como corte em vários outros países.

O vinho degustado foi o Chateau Laffitte Teston Reflet du  Terroir 2008 -13,9%, 80%Tannat, 10% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc. Não é um vinho fácil por ter taninos firmes e notas vegetais. Mas esta certa rusticidade e contrabalanceada por uma acidez viva e equilibrada com seu ter de álcool, levando a uma ótima opção para pratos mais condimentados a base de carnes. Custa R$ 54,00.

Agora o melhor da noite. Acredito que se tivéssemos mais tempo de aeração esse grande Saint Emilion Grand Cru de nome Château Cantenac 2008- 13%, 70% Merlot, 30% Cabernet Sauvignon, iria evoluir mais seus aromas e sabores. Porém mostrou a que veio, robusto e ao mesmo tempo delicado, muita ameixa em calda, baunilha e notas de couro. Acidez dando um belo suporte. Vinho para meditação. A dica é decantar por no mínimo 1 hora antes da prova. Como tudo que é melhor é mais caro, esse custa R$ 154,00. Vale cada centavo.

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Será amanhã, sábado dia 27, no Hotel Bourbon na cidade de Curitiba, mais uma edição do famoso Encontro de Vinhos. A partir das 14h os visitantes poderão conhecer e degustar centenas de vinhos
importados e brasileiros. Para você que é da cidade ou estará por lá amanhã, não deixe de visitar, é muito legal. Procure o Daniel Perches e o Beto Duarte, eles vão comandar o evento.

Serviço: Encontro de Vinhos Curitiba 2012 – Hotel Bourbon – Rua Candido Lopes, 102 – Curitiba – Horário: das 14h às 22h – Valor: R$ 60,00 – Mais informações em www.encontrodevinhos.com.br

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A importadora Magnun trouxe ao Brasil os enólogos Rafael Tirado da vinícola chilena Laberinto (foto ponta esquerda) e Meinard Bloem da também chilena Lagar de Bezana (foto acima ponta direita). A primeira cidade visitada foi Vitória, e em seguida será Rio e São Paulo.

Em jantar realizado pela no Bristrô Ville du Vin na Praia do Canto, os enólogos receberam formadores de opinião para degustação onde foram apresentados os vinhos Laberinto Sauvignon Blanc Cenizas de Barlovento 2011, Laberinto Pinot noir 2010, Lagar de Bezana Cabernet Sauvignon 2008, Lagar de Bezana Aluvión Grand Reserva 2007 e o Lagar de Bezana Limited Edition 2007. Os vinhos foram acompanhados por pratos especiais preparados pelo Chef Tomate, como carpaccio de polvo, Steak Tartare e Pernil de cordeiro confitado ao vinho com risoto de funghi. A harmonização dos pratos com os vinhos brancos e tintos estava perfeita!, “second-me”. Para finalizar, uma sobremesa especial foi servida: Panna Cotta de Chocolate.

O empresário e proprietário da Importadora, Raphael Zanette (foto acima centro), também participou do evento e brindou com os convidados. Os vinhos já estão disponíveis na loja da Ville du Vin.

Segue minha avaliação pessoal abaixo:

Localizado na pré Cordilheira dos Andes, a 600 metros de altitude, as margens do lago Colbun, esse projeto fantástico de Rafael Tirado, um dos mais famosos e respeitados enólogos chilenos, tem apenas 18 hectares e uma gama de premiações e reconhecimentos. O nome Laberinto retrata os vinhedos de Rafael, que foram plantados em curvas e diferentes direções, para aproveitar a diversidade de solos e aumentar a exposição solar. Com isso as uvas e os vinhos ganham em estrutura e complexidade.

Laberinto Sauvignon Blanc Cenizas de Barlovento 2011 – 12,5% -R$ 94,00 – ST (93) Este é um dos melhores, OU O MELHOR, Sauvignon Blanc chileno que já provei até hoje. Já tinha provado a safra 2007, que era importado pela Casa do Porto, que ainda tenho algumas garrafas e está vivinho da silva. A atual safra 2011 levou 94 pontos (Descorchados 2012), mostrou as mesmas características, porem com uma acidez mais pronunciada pela idade. Visual amarelo esverdeado, aromas de cajá, leve grama e erva doce. O paladar é fresco, limpo e cítrico, com algum mineral e uma textura incomum para um Sauvignon Blanc.

Carpaccio de Polvo x Sauvignon Blanc

Laberinto Pinot noir 2010 – ST (90) – 13,5% – R$ 120,00 – Este Pinot foi a primeira vez que provei. Visual rubi claro, nariz intrigante aparecendo uma nota de fumaça, resina, prejudicando um pouco a fruta aparecer. Porem no paladar mostrou a que veio. Ótima acidez, gerando muito frescor, fruta limpa e fresca. Bom equilíbrio e um final de boca agradável.

Steak Tartare x Pinot Noir

A história da bodega Lagar de Bezana, iniciou na década de 90 quando o empresário Ricardo Benzanilla se aventura no mundo das vinhas e dos vinhos. Escolheu uma terra localizada no Alto Cachapoal, aos pés da Cordilheira dos Andes, 87 km ao sul de Santiago. O clima ameno e a variação de temperatura entre o dia e a noite, originam vinhos especiais, de terroir único. O holandês que foi para o Chile com 15 anos, Meinard Bloem, há um ano é enólogo da vinícola. Foi a sua primeira visita ao Brasil.

Lagar de Bezana Cabernet Sauvignon 2008 – 85% Cabernet e 15% Syrah – 14,4% – ST (88) – R$ 62,00 – Lagar de Bezana Aluvión Grand Reserva 2007 – 63% Syrah e 47% Cabernet – 14,5% – ST (90) – R$ 105,00 – Lagar de Bezana Limited Edition 2007 – ST (90+) – 100% Syrah – 14,5% – R$ 145,00.

  • Sobre os vinhos da vinícola Lagar de Bezana, achei muito parecidos. Nariz resinoso, com notas de frutas negras em calda, bastante extrato e alcoólicos. Todos com 14,5%. Diante dessas características indico primeiro uma aeração mínima de 1 hora, a fim de eliminar boa parte desse álcool. Segundo, procurar harmonizar com pratos untuosos, com bastante suculência. Outro fator interessante, e positivo, é a longevidade aparente desses vinhos. Levando em consideração que o álcool é um dos componentes essenciais na evolução de um vinho, além dos taninos e da acidez, recomento, apesar de já estarem em uma idade já avançada, um bom tempo de adega, climatizada é lógico!!!.

Pernil de cordeiro confitado ao vinho com risoto de funghi x os tintos da Lagar de Bezana, perfeito, como falei acima, precisa de pratos untuosos…rsrsrs!

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Vinhos que expressam o Terroir, essa é a melhor definição para os vinhos da Viña Tarapacá. Na verdade os vinhos chilenos em geral me remetem ao inicio da minha caminhada com o vinho, trazendo grandes lembranças. Essa semana a importadora Épice promoveu o seu Wine Road Show, uma mini feira de vinhos, para apresentar algumas vinícolas de seu catálogo. Dentro delas a Vinã Tarapacá. Surpreendi-me positivamente e descrevo um pouco de sua história e a minha opinião sobre alguns rótulos abaixo:

Tarapacá, uma das vinícolas mais importantes do Chile, foi fundado em 1874 em Maipo Valley, com um forte compromisso para com a qualidade e consistência do vinho. Com marcas de renome como Gran Reserva ou Reserva Tarapacá. É um dos principais representantes de vinícolas do Novo Mundo. Ocupando 2.600 hectares no Vale do Maipo, considerado o berço do vinho chileno, sendo 600 hectares com vinhedos, apresenta um terroir único para o nascimento de vinhos com alta qualidade.

Tarapacá é integrante da Viña San Pedro Tarapacá Wine Group, que congrega vinícolas no Chile e Argentina, de grande prestígio internacional. VSPT Wine Group é segundo maior exportador de vinho chileno, estando presente em mais de 60 países, estando em primeiro lugar no segmento de vinhos finos no mercado chileno.

A busca pela melhoria de seus vinhos levou a Tarapacá testar vários terrois para os seus vinhos “brancos”. Até 2009, seus a uvas de seus vinhos brancos eram provenientes do Vale de Maipo, migraram para Casablanca em 2010 e encontraram o seu terroir perfeito em 2011, o Valle de Leyda, onde as uvas encontraram uma sanidade incrível, que se expressa na taça!

Tarapacá Gran Reserva Sauvignon Blanc 2011 – Valle de Leyda – 100% Sauvignon Blanc – R$ 63,00- ST (90)

Visual amarelo translucido, com reflexo verdeal, aromas de frutas (Caja, manga) e um leve herbáceo. Paladar seco, com médio corpo. Ótima acidez, equilibrada com o teor de álcool. Retrogosto herbáceo e de frutas. Persistência média.

Tarapacá Gran Reserva Chardonnay 2011 – 100% Chardonnay – Valle de Leyda – R$ 60,00 – ST (91)

Visual amarelo palha, aroma intenso, amanteigado, frutado (abacaxi e manga em compota) e madeira delicada (notas tostado e baunilha). Paladar com boa acidez, gordo, evemente alcoólico, persistência média a elevada. Retrogosto frutado, com manteiga tostada e madeira. Um belíssimo Chardonnay!

Tarapacá Gran Reserva Carmenére 2011 – 97% Carmenére e 3% Syrah – Maipo – R$ 60,00 – ST (89)

Visual granada, quase intransponível, aromas de frutas vermelhas maduras, cedro, com toques de pimentão e balsâmicos. Paladar seco, bom corpo; bom equilíbrio entre acidez e teor alcoólico e taninos macios. Retrosto de frutas vermelhas, com toques de madeira e uma leve tosta. Persistência média. Uma delicia de vinho. Fácil de beber e entender sua proposta!

Tarapacá Gran Reserva Merlot 2010 – 100% Merlot – Maipo – R$ 60,00 – ST (87)

Visual granada com um fundo rubi, aroma intenso de frutas, especiarias, toques de caramelo e animais. No paladar com corpo médio, boa acidez e taninos macios. Levemente alcoólico, com final bastante frutado e longo.

Tarapacá Gran Reserva Etiqueta Negra CS 2010 – 85% Cabernet Sauvignon e 15% Cabernet Franc – R$ 100,00 – ST (90)

Visual rubi, nariz com notas intensas de frutas vermelhas, herbáceo e de mentol. O paladar é seco, e de bom corpo. Boa acidez, elegante, equilibrado e taninos macios. Retrogosto de frutas vermelhas, madeira e especiarias. Persistência média.

Zavala 2008 – Cabernet Franc 41%, Cabernet Sauvignon 31% e Syrah 28% – Maipo – R$ 230,00 – ST (91)

Zavala, vinho premium, é um corte de variedades de qualidade superior, é elaborado somente em vindimas excepcionais das uvas mais sadias do Maipo. Visual púrpura, tingindo levemente a taça. Aroma intenso, muita fruta, cereja, toques balsâmicos, algum chocolate; notas florais, especiarias e, baunilha. Paladar seco, corpulento, com ótima acidez equilibrada para o álcool, taninos muito marcados, porém muito finos. Ótima concentração de sabor. Persistente. Fino!

Tarapacá Late Harvest 2011 – Sauvignon Blanc, Gewurstraminer e Riesling – R$ – ST (87)

Dourada de média para boa intensidade. Aroma de frutas tropicais maduras, maracujá, mel e um toque de caramelo. No paladar apresentou média untuosidade, acidez um tanto discreta, com certo predomínio do álcool. Persistência média, com final tostado.

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Dando seguimento aos comentários da viagem ao Sul do Brasil, falo hoje um pouco sobre a visita a vinícola Casa Venturini. A vinícola está localizada coração da Serra Gaúcha, interior de Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul. Terra do Galo, lugar onde as tradições e mitos da imigração italiana foram preservados.

A história da vinícola começou em 1989, com uma estrutura familiar antiga, que nasceu na região nos anos 1970. No final dos anos 1980, uma joint-venture de São Paulo juntamente com um enólogo gaúcho assume a vinícola. Com o passar dos anos, a vinícola passou por uma cuidadosa reestruturação, porém mantendo suas características originais. Tudo de olho na qualidade, mas sem perder a herança cultural.

Em 1997, com nova mudança societária, a empresa passa a chamar-se Góes & Venturini. Em 2001, começa a produção da linha de vinhos finos, colocando no mercado produtos que posteriormente passariam a ser premiados em todo o mundo.

Em 2009, ao completar 20 anos, o empreendimento inicia uma nova etapa abrindo o parque vitivinícola para visitação turística, entrando no enoturismo do Brasil.

Felipe Bebber enólogo da vinícola.

Como estávamos com pouco tempo para a visita, partimos direto para a degustação de um de seus melhores vinhos, uma vertical do Chardonnay coma as safras de 2007, 2008, 2009, 2010, 2011 e a 2012, um verdadeiro privilégio.

Super premiado o Casa Venturini Chardonnay pelo 4º ano consecutivo fica entre as 16 amostras mais representativas da Avaliação Nacional de Vinhos, o evento mais importante do Brasil, no qual tive o privilégio de participar este ano. O melhor de tudo, o vinho custa R$29 na vinícola.

Não vou aqui fazer uma descrição individual dos vinhos. Achei todos muito parecidos, com notas de melão, banana e abacaxi. Na boca, um corpo médio, bom equilíbrio entre a acidez e álcool, sem amargor final. Retrogosto frutado, confirmando as notas do nariz e uma persistência final média. Destaque para a safra 2012 que apresentou bastante frescor, lógico, pela sua juventude.

Outro vinho degustado foi o Casa Venturini Tannat 2009, que também na Avaliação Nacional, figurou entre os 30% mais representativas (SAFRA 2012). Um vinho com bastante estrutura, com 18 meses em barricas de carvalho, aromas de boa intensidade, fruta escura, tostado, toque animal. Vinho seco, acidez correta, equilibrado em álcool, corpo médio, tânico, com final de média persistência. Custa também R$29,00 na vinícola.

Viajei ao Rio Grande do Sul a convite do IBRAVIN, para mais uma edição do Projeto Imagem.

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