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Archive for the ‘ Douro ’ Category

A designação Vintage é a classificação mais alta que pode ser atribuída a um vinho do Porto. Considera-se Vintage o vinho do Porto obtido da colheita de um só ano, e é uma denominação atribuída apenas em anos considerados de excepcional qualidade. Sofrem um envelhecimento em casco por um período máximo de dois anos e meio, sendo posteriormente envelhecidos em garrafa. O seu potencial de envelhecimento é enorme, quase imortal. Essa foi a sensação que tive ao provar Taylor Fladgate 1968 Quinta De Vargellas Vintage Porto, já com 47 anos e mostrando uma qualidade opcional. Simplesmente perfeito na minha opinião. Na taça mostrou uma complexidade incrível, notas animais de carne e couro envelhecido, vegetais, como tabaco, chá, e de torrefação, café e amêndoa torrada. Paladar concentrado, taninos sedosos, equilíbrio com ótima acidez e doçura sutil. Memorável ST (100).

A Quinta das Vargellas é propriedade da Taylor’s há mais de 100 anos, situa-se no Douro superior. Esta magnifica quinta onde as uvas são pisadas pelos vindimadores, contribui em grande parte para os vinhos utilizados nos lotes de Vintage da Taylor’s.

Nos anos em que não há Vintage declarados decide-se engarrafar um Vintage de quinta. A Quinta das Vargellas constitui a “joia da coroa” da Taylor’s, sendo reconhecida como uma das melhores vinhas do mundo. Este Vinho do Porto é de uma só colheita, irá melhorar com o envelhecimento e pode ser mantido em garrafa vários anos.

Continuando a falar sobre o magnifico jantar na casa do amigo Aldir Almeida, que começou com grandes champas – veja aqui, vou relatar mais uma experiência que tive ao provar duas safras do mais ilustre e mítico vinho tinto português (Douro), o Barca Velha safras 1966 e 1985.

Essa prova reforçou o meu entendimento sobre a importância da safra para o envelhecimento do vinho, mais até que o armazenamento. Explico: Os fatores que ditam a vida de um vinho é a qualidade da uva em sua safra. Em seu amadurecimento é preciso ter grande concentração de açúcares, o que preserva um bom nível de acidez e acumula substâncias que trarão aromas, sabores e a qualidade de seus taninos. Para isso é necessário a benção de “São Pedro” com alguns fatores climáticos favoráveis – muita luz, calor e umidade na medida. Muito calor, por exemplo, reduz a acidez, muita chuva, diluem seus aromas e sabores, resultando em vinhos desequilibrados, com baixa qualidade e baixo potencial de guarda.

Essas características blindaram a safra 1966 (Safra excelente), que a garrafa em questão que teve nitidamente uma vida difícil, surrada, acondicionada fora de climatização x uma safra 1986 (alguns dizem que não era para ser declarado Barca Velha) considerada ruim (4/10), com um histórico perfeito de acondicionamento, mas que não mostrou a que veio na taça.

Para quem quiser saber sobre os 60 anos de história do Barca Velha, segue uma matéria muito boa feita pelo site .

O prato para harmonizar com o Barca Velha foi “Coelho a caçadora” by Aldir Almeida.

Casa Ferreirinha Barca Velha 1966

Rolha em péssimo estado, totalmente embebida, que quebrou e esfarelou na tentativa de ser retirada. Visual atijolado sem sedimento aparente, aroma intenso de couro, fumo, madeira velha e leve nota balsâmica. Paladar rico, textura macia, muito complexo com todas as notas do nariz, persistente, elegante com boa acidez. Simplesmente perfeito. Um vinho memorável! ST (100).

Casa Ferreirinha Barca Velha 1985

Rolha também toda embebida, mas saiu inteira sem esfarelar. Visual escuro, omitindo a idade, aroma tímido, fechado, com poucas nuances. Paladar austero, tânico, pouco expressivo em relação ao seu irmão mais velho. Talvez melhore com mais tempo de guarda, mas depois que tive as informações que relatei acima sobre a safra, acredito que é um caso perdido. ST (90)

Recentemente provei o Passadouro Reserva 2009 (14,5%), um tinto português da região do Douro, elaborado pelo enólogo Jorge Serôdio Borges, sendo 80% dele com mais de 20 uvas de vinhas velhas com mais de 60 anos, 100% pisado a pé em lagares de granito. Amadureceu por 18 meses em barricas de carvalho francês, sendo 80% novas e 20% usadas. Produção de somente 3.800 garrafas. Teve varias premiações, entre elas, 92 (RP), 93 (WS), 5 estrelas Decanter. Produção de apenas 3.800 garrafas.

Na taça mostrou a potência característica dos vinhos do Douro, muita fruta, além de notas florais, minerais, balsâmicas e de baunilha. Melhorou muito com o tempo. Paladar gordo, com ótima acidez e taninos vivos. O tipo de vinho que enche a boca e deixa um retrogosto longo e gostoso. A pesar de ainda novo é equilibrado e elegante. Nota: 94/100 | R$ 200 na Adega Alentejana

Pela terceira vez provei a safra 1997 do Casa Ferreirinha Reserva Especial. Considerado o Barca Velha disfarçado, foi lançado pela primeira vez em 1962. Esta safra, 1997, demorou nove anos para ser anunciado como Reserva Especial, no qual somente 13 safras teve essa condecoração. É um corte de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, provenientes da Quinta da Leda, na região do Douro. Nas duas últimas vezes a experiência não foi das melhores. Talvez pela falta de aeração necessária antes da prova. Dessa vez, o vinho respirou por 2 horas antes da prova. Antes de falar sobre a prova, conheça um pouco da sua história.

Hoje parte integrante do grupo Sogrape, o maior de Portugal, a Casa Ferreirinha possui como nome o apelido de sua mais notável proprietária, D. Antonia Adelaide Ferreira, herdeira de terras que, com excepcional presença de espírito e um pouco de sorte, conseguiu multiplicar o patrimônio da família e contribuir para a produção vitivinícola do Douro. Um de seus mais importantes feitos foi o de adquirir um grande lote de vinhos a preços baixíssimos devidos à superprodução logo antes do período de extrema escassez causado pela praga da phylloxera. A senhora pôde negociar então, de maneira excepcional, com os ávidos compradores ingleses e aumentar em muito o patrimônio da família, reinvestindo grande parte do dinheiro no replantio das videiras mas também na construção de quilômetros de estradas e linhas de trem.

Avaliação Pessoal: ST (91)
Casa Ferreirinha Reserva Especial 1997 – 13%. – Importadora zahil

  • O vinho na taça mostrou um visual granada intenso, sem sedimentos, com discreta borda alaranjada. O nariz ainda primário, com uma fruta muito fresca, pitanga agradável, esmalte e uma baunilha proveniente da madeira, essa muito bem trabalhada. O paladar se apresentou seco, com uma fruta passificada (uva passa), ótima acidez, taninos firmes e persistência bastante longa. Equilibrado e elegante. Um vinho que está primário (jovem), vai evoluir muito com tempo em garrafa, ganhando complexidade nos aromas e sabores.

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É isso mesmo meus amigos, quem pode, pode. O Marcus Teixeira proprietário da Cantina do Bacco em Vitória acaba de lançar o seu vinho próprio, Teixeira Marcus Douro DOC branco e tinto. Os vinhos foram produzidos pela vinícola portuguesa do Douro, Quinta da Pedra Alta, no qual viram 450 caixas para o Brasil. O branco é uma corte de Malvasia Fina, Gouveio e Vinhosinho, passa por 5 meses em inox e mais 1 em garrafa. Na taça é um vinho fresco, agradável, com boa fruta e uma manteiguinha na medida. O tinto é um corte Touriga Nacional 30%, Touriga Franca 20%,Tinta Barroca 20% e Tinta Roriz 30%, estagiou barricas de carvalho americano durante 6 meses. Um vinho bastante frutado, jovem, com taninos firmes, ideal para refeições condimentadas. Os vinhos custam 39,00 na loja e 49,50 reais no restaurante. Vale a pena conhecer!

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