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Dando seguimento aos comentários da viagem ao Sul do Brasil, falo hoje um pouco sobre a visita a vinícola Casa Venturini. A vinícola está localizada coração da Serra Gaúcha, interior de Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul. Terra do Galo, lugar onde as tradições e mitos da imigração italiana foram preservados.

A história da vinícola começou em 1989, com uma estrutura familiar antiga, que nasceu na região nos anos 1970. No final dos anos 1980, uma joint-venture de São Paulo juntamente com um enólogo gaúcho assume a vinícola. Com o passar dos anos, a vinícola passou por uma cuidadosa reestruturação, porém mantendo suas características originais. Tudo de olho na qualidade, mas sem perder a herança cultural.

Em 1997, com nova mudança societária, a empresa passa a chamar-se Góes & Venturini. Em 2001, começa a produção da linha de vinhos finos, colocando no mercado produtos que posteriormente passariam a ser premiados em todo o mundo.

Em 2009, ao completar 20 anos, o empreendimento inicia uma nova etapa abrindo o parque vitivinícola para visitação turística, entrando no enoturismo do Brasil.

Felipe Bebber enólogo da vinícola.

Como estávamos com pouco tempo para a visita, partimos direto para a degustação de um de seus melhores vinhos, uma vertical do Chardonnay coma as safras de 2007, 2008, 2009, 2010, 2011 e a 2012, um verdadeiro privilégio.

Super premiado o Casa Venturini Chardonnay pelo 4º ano consecutivo fica entre as 16 amostras mais representativas da Avaliação Nacional de Vinhos, o evento mais importante do Brasil, no qual tive o privilégio de participar este ano. O melhor de tudo, o vinho custa R$29 na vinícola.

Não vou aqui fazer uma descrição individual dos vinhos. Achei todos muito parecidos, com notas de melão, banana e abacaxi. Na boca, um corpo médio, bom equilíbrio entre a acidez e álcool, sem amargor final. Retrogosto frutado, confirmando as notas do nariz e uma persistência final média. Destaque para a safra 2012 que apresentou bastante frescor, lógico, pela sua juventude.

Outro vinho degustado foi o Casa Venturini Tannat 2009, que também na Avaliação Nacional, figurou entre os 30% mais representativas (SAFRA 2012). Um vinho com bastante estrutura, com 18 meses em barricas de carvalho, aromas de boa intensidade, fruta escura, tostado, toque animal. Vinho seco, acidez correta, equilibrado em álcool, corpo médio, tânico, com final de média persistência. Custa também R$29,00 na vinícola.

Viajei ao Rio Grande do Sul a convite do IBRAVIN, para mais uma edição do Projeto Imagem.

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Poder provar em um só momento quatro safras do Almaviva EPU é um privilégio, ainda mais sendo safras como as duas primeiras produzidas, 2000 e 2001 e as duas últimas a venda no mercado, 2008 e 2009. Degustação essa que foi iniciada com dois vinhos argentinos da Bodega Cava y Weinert 1980 e 1983, que repetiram a sua grande qualidade, pela segunda vez na taça. A ideia de realizar essa vertical inédita nasceu de uma conversa com Rodrigo Mazzei do ótimo Blog Vinhos e Viagens, no qual concretizamos rapidamente, colocando na taça, 3 dias depois, com a presença de mais alguns amigos, Rogério Baracho, Dulcino Tozi e Andrè Andrès, em minha casa (Varanda Vivendo a Vida).

Segundo vinho do Almaviva, o EPU, que na língua indígena significa “número dois” é feito predominantemente com uvas Cabernet Sauvignon, Carmenère, na região de Puente Alto, Vale de Maipo, área central do Chile. O vinho é produzido com uvas de vinhedos novos, 10 anos, localizado em um terreno diferenciado, na Cordilheira do Andes, local em que o clima é muito parecido com o do Médoc, Bordeaux, na França. Segundo o guia Descorchados 2012, a diferença do primeiro para o segundo, é a utilização além da Cabernet Sauvignon e Carmenére, são incluídas Merlot e Cabernet Franc.

O Vale de Maipo, Puente Alto, foi reconhecido há mais de vinte anos por ter as melhores condições para o desenvolvimento da Cabernet Sauvignon, onde foram selecionados 85 hectares, caracterizada por solo rochoso, onde os invernos são frios e chuvosos e os verões marcados pelo calor durante a noite e durante o dia é fresco.

Mais acessível ao bolso e em minha opinião, melhor, mais agradável que o primeiro, TOP. A safra atual é vendida no Brasil pela loja virtual Wine.com.br, ao preço de 190,00, menos da metade do primeiro. Sua produção média anual é de 24 mil garrafas.

Tive bastante dificuldade em conseguir informações confiáveis sobre o EPU. Sugiro a vinícola elaborar um site especifico, vai ajudar muito que quer passar uma informação correta. Por exemplo, o site da importadora fala em uvas de vinhedos velhos, e o Descorchados, fala em uvas de vinhedos novos….mescla de uvas e por ai vai.

Avaliação das safras: 2000, 2001 e 2008 e 2009 (as primeiras e as últimas)

Almaviva EPU Safra 2000 – (a primeira produzida) – Cabernet Sauvignon, Carmenère – 14% – ST (92)

  • Visual granada de média intensidade, límpido e brilhante. No nariz frutas predominam as notas de eucalipto, mentol, balsâmico, goiaba e um fundo de especiarias. O paladar se mostrou fresco, médio corpo, equilibrado entre acidez e teor alcoólico, taninos macios de boa qualidade. O retrogosto confirma o nariz, e um final com longo e agradável.

Almaviva EPU Safra 2001 – Cabernet Sauvignon, Carmenère – 14% – ST (97)

  • Visual rubi de média intensidade, límpido e brilhante. O nariz ficou adormecido durante quase duas horas, depois abriu e mostrou características iguais ao 2000, eucalipto, mentol, balsâmico, goiaba, porem com menor intensidade. O paladar untuoso, corpulento, fino e uma madeira muito bem colocada. Equilibrado taninos macios, acidez suculenta. Um néctar dos Deuses!!!

Almaviva EPU Safra 2008 – Cabernet Sauvignon, Carmenère – 14% – ST (91+)

  • Agora as caraterísticas mudam muito, nos aromas já não aparecem às notas encontradas nas safras 2000 e 2001, e sim, muito caramelo, baunilha, frutas vermelhas e negras. O paladar confirma a fruta, bom corpo, gordo, madeira bem colocada, equilibrado e muito longo.

Almaviva EPU Safra 2009 – Cabernet Sauvignon, Carmenère – 14,5 % – ST (92)

  • Mais uma safra, e de novo notei diferença de estilo. Diferente das anteriores, a safra 2009 apresenta um aroma predominante de frutas vermelhas, fresca, limpa, com a madeira interferindo menos em seu caráter. O paladar mostrou destaque no frescor, uma ótima acidez, confirmado a fruta vermelha, cereja e groselha. A concentração de álcool e os seus taninos são mais altos, porém a maciez continua, mostrando muita elegância. O vinho está pronto, mas para os apreciadores como eu de um vinho evoluído, não custa nada ter paciência.

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Dentro dos eventos que giraram em torno do Vitória ExpoVinhos 2012, aproveitando a visita de grandes produtores a cidade, fui um dos “seis” privilegiados que puderam apreciar na presença e com a orientação do próprio proprietário da vinícola, Diego Pulenta, a evolução na taça de um grande vinho argentino, o Pulenta Gran Corte VII, importado no brasil pela Grand Cru. Foram seis safras, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008

A Família Pulenta tem estado ligada à viticultura Argentina por três gerações. Os filhos do vinicultor Antonio Pulenta e descendentes de imigrantes italianos, Eduardo e Hugo Pulenta, deram vida a esta vinícola em 2002, aportando experiência e a mais qualificada mão de obra. Seu objetivo é atingir a máxima qualidade, mantendo uma produção exclusiva e o cuidado permanente da natureza. 

Seus vinhos são o resultado de um estilo de enologia particular baseado na combinação da delicadeza do trabalho manual e a tecnologia moderna. Todos os vinhos são amadurecidos em barricas de carvalho francês. Deste jeito, se consegue combinar em cada varietal a experiência e a sabedoria, obtendo um delicado equilíbrio no resultado final.

  

Foto: Diego Pulenta e Silvestre Tavares 

O que é uma degustação Vertical? 

Uma degustação vertical é quando varias safras do mesmo vinho são provadas de forma sequencial. São colocados na mesa do provador 50 ml de cada safra em taças numeradas, normalmente em número de cinco vinhos e costuma ter a presença de um “expert” ou do produtor para orientar a prova. Os provadores analisam tecnicamente como as condições climáticas de cada ano, as técnicas de vinificação e os aspectos da viticultura podem influenciar nos aromas e nos sabores do vinho. Na prova podemos sentir as diferenças no aroma e no gosto de uma safra para a outra que são também influenciados pelos anos de guarda.

Avaliação Pessoal da Vertical: 

Pulenta Gran Corte VII 2003 – Cabernet Sauvignon 43%, Malbec 29%, Merlot 21%, Petit Verdot 4% e Tannat 3% – 18 meses em carvalho novo francês – R$ 180,00 – ST (91) 

  • Visual acastanhado, brilhante, sem halo, lágrimas rápidas e numerosas. Aromas de boa intensidade, com de frutas, amoras e ameixas, especiarias, ervas e um toque de baunilha e caramelo. O paladar se mostrou seco, bom corpo, acidez adequada, álcool perceptível, taninos macios, e boa persistência.

Pulenta Gran Corte VII 2004 – Malbec 30%, Merlot 27%, CS 21%, Tannat 16% e PV 6% – 18 meses em carvalho novo francês – ST (90) 

  • Visual rubi escuro, aromas de frutas em compota (cassis, amoras e ameixas), algo lácteo, especiarias, baunilha e caramelo. Paladar marcante, álcool perceptível, taninos macios, retrogosto frutado e boa persistência.

Pulenta Gran Corte VII 2005 – Malbec 30%, Merlot 27%, CS 21%, Tannat 16% e PV 6% – 18 meses em carvalho novo francês – ST (89) 

  • Visual rubi escuro, lágrimas lentas e numerosas, aromas de frutas mais contida, traço lácteo também, especiarias, baunilha e leve torrefação. Paladar gordo, taninos macios, retrogosto confirmando o nariz e boa persistência.

Pulenta Gran Corte VII 2006 – Malbec 45%, CS 34%, Merlot 15%, PV 3% e Tannat 3% – 18 meses em carvalho novo francês – ST (92+) 

  • Visual rubi intensa, com reflexo violáceo com lágrimas finas e numerosas. No Nariz mostrou aromas de frutas vermelhas maduras, floral, especiarias, café torrado, madeira nobre, com toques de alcaçuz. Paladar seco, com corpo bom, boa acidez, bem equilibrada com o teor alcoólico. Taninos finíssimos. Retro-olfato de frutas vermelhas, floral, especiarias, madeira nobre. Persistência longa.

Pulenta Gran Corte VII 2007 – Malbec 37%, Merlot 27%, CS 21%, PV 7% e Cabernet Franc 5% – 18 meses em carvalho novo francês – ST (91+) 

  • Rubi compacto, intenso, reflexos violáceos. Intenso, com notas animais, terrosas, fruta escura madura, notas mentoladas. Muito agradável e elegante. Paladar macio e elegante com boa acidez, muito equilíbrio, boa estrutura tânica, taninos finos, macio, expansivo. Corpo médio com um final de boca muito longo e complexo.

Pulenta Gran Corte VII 2008 – Malbec 43%, CS 31%, Merlot 16%, PV 6% e CF 4% – 18 meses em carvalho novo francês – ST (90+) 

  • Purpura intenso, reflexos violáceos, brilhante. Aroma bastante fechado, mesmo depois de mais de uma hora aberto. Paladar agradável, com boa acidez, tânico, bom corpo, com um final de boca médio.

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Continuando a minha visita a vinícola Miolo, como prometido, faço um post exclusivo com a minha avaliação de uma degustação Vertical histórica do vinho Miolo Lote 43 conduzida por Adriano Miolo, com todas as safras já produzidas até hoje: 1999, 2002, 2004, 2005, 2008 e a 2011 uma amostra de barrica, ainda não lançada no mercado, um privilégio.

O Lote 43 é um vinho tinto elaborado apenas em safras excepcionais com as uvas provenientes do Vale dos Vinhedos (RS), no vinhedo que leva o mesmo nome, para homenagear o patriarca da família, Giuseppe Miolo, que se instalou no lote de número 43 quando chegou ao Brasil, vindo da Itália, em 1897.

O que é uma degustação Vertical?

Uma degustação vertical é quando varias safras do mesmo vinho são provadas de forma seqüencial. São colocados na mesa do provador 50 ml de cada safra em taças numeradas, normalmente em número de cinco vinhos e costuma ter a presença de um “expert” ou do produtor para orientar a prova. Os provadores analisam tecnicamente como as condições climáticas de cada ano, as técnicas de vinificação e os aspectos da viticultura podem influenciar nos aromas e nos sabores do vinho. Na prova podemos sentir as diferenças no aroma e no gosto de uma safra para a outra que são também influenciados pelos anos de guarda.

A sala de degustação:

A sala de gustação da vinícola Miolo no Vale dos Vinhedos é praticamente um local turístico. Não dá para deixar de visitar, a estrutura impressiona, contemplando todos os pré-requisitos para uma boa avaliação: ambiente bem iluminado, climatizado, sem odores ou barulhos que possam turbar a concentração do degustador.

A degustação dos vinhos:

Provando os vinhos pude perceber uma mudança de estilo a partir da safra 2004, justamente conciliando com a entrada do consultor Michael Rolland. A partir desta safra a graduação alcoólica começa a aumentar e os vinhos começam a mostrar características mais globalizadas, ganhando em concentração de fruta e maciez. Uma questão de estilo e logicamente para uma melhor aceitação no mercado.

A safra 2011, que ainda não está no mercado (amostra de barrica) teve seu corte alterado para atender a determinação da DO Vale dos vinhedos, onde diz que: Assemblage tinto deve ter no mínimo de 60% de Merlot + corte com uso das demais variedades autorizadas.

Como um bom aluno, sentei na primeira fila.

Miolo Lote 43 1999 – 50% Cabernet Sauvignon e 50% Merlot – 12,5%

Miolo Lote 43 2002 – 50% Cabernet Sauvignon e 50% Merlot – 12,5%

  • As safra 1999 e 2002 se mostraram muito parecidas, visual bastante acastanhado, 99 com ligeira turvo, aromas complexos e evoluídos de frutos secos, mel, fumo e couro. O paladar é austero, bastante seco, íntegro, boa acidez, com final boca longo.

Miolo Lote 43 2004 – 50% Cabernet Sauvignon e 50% Merlot – 13,5%

Miolo Lote 43 2005 – 50% Cabernet Sauvignon e 50% Merlot – 14,0%

  • As safras 2004 e 2005 como falei acima mostram uma mudança de personalidade, mais globalizado, com boa fruta, porém já evoluída e notas de especiarias. Já prontos para serem degustados.

Miolo Lote 43 2008 – 50% Cabernet Sauvignon e 50% Merlot – 14,0%

  • A safra 2008 bem nova, visual quase intransponível, aromas explodem na taça com muita fruta, dulçor, vai ganhar muito com tempo em garrafa.

Miolo Lote 43 2011 – 60% Merlot e 40% Cabernet Sauvignon – 14,0%

  • E finalmente a amostra 2011, caldo grosso, já bastante agradável de ser degustado, aveludado e denso. Depois das safras 99 e 2002 foi o meu favorito.

Para fechar a degustação seguimos a dica da amiga Tania Nogueira da revista Gol e Menu. Fizemos um blend com todas as safras para acompanhar o jantar que nos aguardava. Saúde!!!

Degustadores presentes: Orestes de Andrade Jr (Ibravin), Mauricio Roloff (Ibravin), Flavia Gusmão (Jornal do Comercio – Recife), Izakeline de Paiva Ribeiro (Jornal Diário do Nordeste), Jeriel da Costa ( Blog do Jeriel), Jorge Luis Carraro Castilho ( Revista Prazeres da Mesa e Site Basílico), José Maria Aguiar Santana ( Revista Gosto), NaiobeQuelem de Oliveira ( Site Quero Comer), Oscar Daudt ( Site Enoeventos), Rafael Luiz Lorenzado ( Blog Epifania Etílica), Regina Bochicchio ( Jornal a Tarde – Salvador), Silvia Mascella Rosa ( Revista Adega e Almanaque do vinho),Tania Nogueira (Revista Gol e Menu).

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Nascido do encontro de duas culturas e duas empresas o Almaviva é um grande vinho tinto que na tradição de Bordeaux é elaborado a partir de uvas nobres de três variedades: Cabernet Sauvignon, Carmenère e Cabernet Franc. É produzido em quantidades limitadas pela Concha y Toro e Baron Philippe de Rothschild nas vinhas de Puente Alto, ao sul de Santiago (Chile). Almaviva, o nome e emblema do presente vinho franco-chileno, pertence à literatura clássica francesa: Conde Almaviva é o herói de O Casamento de Fígaro, a famosa peça de Beaumarchais (1732-1799) depois transformado em uma ópera de Mozart. O rótulo, entretanto, uma homenagem aos ancestrais da história do Chile, com três reproduções de um desenho estilizado que simbolizava a visão da terra e do cosmos, no período mapuche. O desenho apareceu no “kultrun”, um ritual do tambor utilizado nessa antiga civilização, assim, duas grandes tradições combinam e oferecem ao mundo uma promessa de prazer e de excelência. 


A primeira garrafa foi lançada em 1998 com safra de 1996, que tinha por blend as uvas Cabernet sauvignon 75%, Carménère 19% e de Cabernet Franc 6%, passando por estágio em barrica de primeiro uso onde ficou por 16 meses.

Nesta sexta feira junto a um grupo de amigos tive a oportunidade de provar mais uma vez as safras 1999, 2001 e 2003. É realmente um vinho diferenciado, desde o inicio, ao cheirar a rolha já encanta e mostra o que vem pela frente.

Almaviva 1999 – 78% Cabernet Sauvignon, 19% Carmenére e 3% Cabernet Franc – 16 meses de barrica – ST (96+)

  • Visual granada discreto, quase imperceptível evolução. Aromas de frutas negras, vermelhas e tabaco, com madeira muito bem integrada. O estilo chileno se faz sentir nos discretos e agradáveis toques de mentol e cânfora. Na boca, um vinho encorpado com taninos macios, boa acidez e persistência longa. Novo agüenta bons anos pela frente, com boas perspectivas de evolução.

Almaviva 2001 – 70% Cabernet Sauvignon, 27% Carmenére e 3% Cabernet Franc – 17 meses de barrica – ST (94+)

  • Visual rubi, muito escuro sem qualquer halo de evolução com lágrimas numerosas e lentas, muito extrato e concentração. Os aromas, ainda com notas primárias, lácteo, fruta negra, especiarias e minerais. Na boca mostrou muita estrutura, levemente tânico, boa acidez, álcool equilibrado, fruta madura com final longo.

Almaviva 2003 – 73% Cabernet Sauvignon, 24% Carmenére e 3% Cabernet Franc – 17 meses de barrica – ST (92+)

  • Visual rubi/púrpura, muito escuro, quase negro, sem qualquer halo de evolução. Nariz bastante complexo, exibindo exuberantes aromas de frutas vermelhas maduras, especiarias e café. Na boca mostra boa acidez e álcool equilibrado, gordo e macio, com taninos finíssimos e maduros. Final é bastante longo.

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A importadora Vinos & Vinos trouxe mais uma vez a Vitória, Julio Bouchon e Patrick Valet, que desde terça feira realizam algumas degustações dos vinhos da vinícola J. Bouchon. A expectativa desta vez girou em torno da vertical de Mingre, o vinho Top da vinícola, com as safras 2006, 2007 e 2008. A primeira rodada foi terça, na área de degustação do Supermercado Carone e para tirar a prova não resisti e aceitei o convite do meu amigo Jorge Lessa para mais uma rodada no rest. Ville du Vin.

Os Bouchons foram os primeiros franceses a produzir vinhos  no Chile, com o único foco na produção de vinhos de altíssima qualidade. Hoje, na quarta geração, esta história de sucesso é  conduzida por Julio Bouchon, contando com a consultoria do prestigiado enólogo Patrick Valette. Os vinhedos da Viña J. Bouchon estão localizados a 250 km ao Sul de Santiago, com 370 hectares e grande parte das vinhas possui mais de 60 anos. A seleção dos melhores cachos e a colheita manual é a razão dos excelentes vinhos produzidos pela família Bouchon.

Jorge Lessa (Vinos & Vinos-ES), Julio Bouchon, Vanderlei Martins (Carone), Patrick Valet e Idelbrando (Vinos & Vinos)

J. Bouchon Reserva Especial Cabernet Sauvignon 2009 – Vale Del Maule – 100% Cabernet Sauvignon – R$ 39,00 – ST (84)

  • Visual rubi brilhante, frutas vermelhas, cerejas, morango…boca mostra médio corpo, boa acidez, taninos médio e bom final.

J.Bouchon Reserva Especial Carménère 2008 – Vale del Maule – 100% Carmenére – 14% alc – 8 meses de barrica – r$ 49,00 – ST (88)

  • Visual rubi intenso, aromas de baunilha, coco, agrada a ausência do pimentão, boca agradável, macio, álcool se faz sentir, frutas vermelhas , acidez adequada final media.

Las Mercedes Reserva Especial 2007 – CS, Syrah e Malbec – 14% – 12 meses de carvalho – ST (87+)

  • Visual vermelho rubi, aromas apresentando goiaba, leve tosta e especiarias. Paladar mostrou corpo médio, taninos redondos, acidez viva, com final médio.

Viña J. Bouchon Mingre Premium 2007 – álcool: 14% – Cabernet Sauvignon e Carménère em partes iguais (30%), Malbec e Merlot (15%) e Syrah (10%) - Vale do Maule – ST (87)

  • Visual granada escuro, aromas azeitonas e frutos secos. A boca mostra médio corpo, taninos macios, acidez adequada, confirma a boca, final de média intensidade.

Viña J. Bouchon Mingre Premium 2007 – álcool: 14% – Cabernet Sauvignon e Carménère em partes iguais (30%), Malbec e Merlot (15%) e Syrah (10%) - Vale do Maule – ST (88)

  • Visual rubi, aromas de frutas vermelhas e negras, baunilha e leve tosta. O paladar mostra corpo médio, taninos macios, acidez adequada, fruta de boa qualidade, com final agradável.

Viña J. Bouchon Mingre Premium 2007 – álcool: 14% – Cabernet Sauvignon e Carménère em partes iguais (30%), Malbec e Merlot (15%) e Syrah (10%) - Vale do Maule – ST (91)

  • Rubi intenso, belo bouquet, perfume floral, baunilha, coco, cremoso, retrogosto encantador.

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O blog Vivendo a Vida estará realizando no mês que vem, dia 8 de dezembro, quinta-feira, mais uma degustação Vertical em Vitória. Desta vez os vinhos degustados serão os Biodinâmicos da Vinícola chilena Matetic, Vale St Antonio, uma vertical do EQ Matetic Syrah, safras 2003 e 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009. Será uma excelente oportunidade de verificar a evolução de um Syrah chileno! 7 safras!

A história da Vinícola Matetic começa em 1999 quando a família decidiu diversificar os negócios e entrando no mundo do vinho, confiantes nas virtudes do clima e dos solos no Vale do Rosário. As vinhas Matetic estão localizadas no Vale do Rosário, uma subdivisão do San Antonio Vale, a 120 quilômetros de Santiago entre Casablanca e San Antonio. Com 9.000 hectares de comprimento e perpendicular ao mar, possui luz extraordinária e possui as condições ideais de clima e topografia para os vinhos tintos e brancos. Os primeiros 90 hectares estão em todos os solos orgânicos e estão produzindo uvas de 100 por cento naturais.

Local: Restaurante Taurus

Horário: 20:30

Endereço: Rua madeira de Freitas nº 174

Valor: 300,00 por pessoa (neste valor está incluído, os vinhos, água, entradas, prato principal a escolher, sobremesa e café)

Observação*Será servido 60 ml de vinho por participante *O valor será pago em dinheiro ou cheque

A degustação será somente realizada com a confirmação dos 10 participantes.

Silvestretg@hotmail.com – 9986.60.41

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Meus amigos, no mundo do vinho uma palavra é quase tudo, chama-se “curiosidade”. Aquele momento da descoberta, no sentido de saber se o vinho teve evolução e melhorou no passar dos tempos. Neste momento, não buscamos nenhum interesse, se não, estar na mesa com verdadeiros amigos, que apreciam o liquido precioso, “VINHO”, a bebida de Baco, sempre com vontade de aprender e celebrar a vida.

Estou falando de um formato de degustação que consiste em provar no mesmo momento algumas garrafas do mesmo vinho, produtor, de safras diferentes, chama-se degustação Vertical. Daí para frente é discutir sobre a sua evolução….

E foi com o intuido do conhecimento e compartilhar com amigos uma vertical rara de Catena Zapata Estiba Reservada, que promovi em Vitória terça a noite um jantar no restaurante Taurus para harmonizar o melhor cabernet da Argentina com a melhor carne de Vitória.

Estavam presentes Welington Andrade, Marcos Fonseca, Marcelo, Paulo Finamore, Fabricio, Gilmar, Aldir Manoel, Flavio Maraninchi, Ubericilas Polido e eu hehehe!!!

Pessoalmente gostei muito dos vinhos. Fizemos uma votação e o resultado foi: 5º Lugar: safra 2002; 4º Lugar: Safra 2000; 3º Lugar 2004; 2º Lugar: Safra 2001 e em 1º Lugar “Campeão” foi a safra 2003.

Só votei contrario nos dois ultimos, sendo a safra 2001, a campeã na minha opinião. Todos os vinhos foram decantados por duas horas antes.

Catena Zapata Estiba Reservada 2000 – 100% Cabernet Sauvignon – 14% – 18 meses em barrica – ST (88)

Visual já evoluido, leve sedimento, herbácio, chá e torrefação. Paladar seco, austero, boa acidez, talvez demostrando declinio…..

Catena Zapata Estiba Reservada 2001 – 100% Cabernet Sauvignon – 14% – 15 meses em barrica – ST (94)

Visual evoluido, sedimento aparente, aromas complexos que se alternavam na taça, canfora, mentol, pimenta e estrebaria na medida. O paladar super redondo, confirmado o nariz, boa acidez, frescor, boa persistência…o melhor…um Bordeaux top!

Catena Zapata Estiba Reservada 2002 – 100% Cabernet Sauvignon – 14% – 18 meses barrica – ST (87)

Apesar de ser uma safra 10 na Argentina, não se saiu bem, foi o ultimo…bom, mas sem encanto, normal…..

Catena Zapata Estiba Reservada 2003 – 100% Cabernet Sauvignon – 14% – 18 meses barrica – ST (92+)

Daí para frente mostra muita diferença…fruta, textura aveludada, ameixa em calda…prezeroso, vai evoluir bem…..

Catena Zapata Estiba Reservada 2004 – 100% Cabernet Sauvignon – 14% – 24 meses carvalho – ST (91+)

Um pouco abaixo da safra 2003, mesnos intensidade, mas confirma boa fruta, equilibrio, final longo……

O melhor File ao Poivre de Vitória – ES (Restaurante Taurus)

Final, todo mundo feliz….!!!!

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Em comemoração ao 1° ano do blog Vivendo a Vida decidi abrir uma vertical do Erasmo, maravilhoso vinho chileno da região do Maule, contendo todas as safras produzidas até hoje. Os vinhos estavam na minha adega esperando por este momento. Convidei amigos próximos que contribuem para o funcionamento do blog, dando sugestão, colocando vinhos para prova e incentivando. Gostaria de agradecer a todos que não estavam lá, que neste primeiro ano do Blog deram a maior força, visitando, comentando e mandando idéias. Esta vertical é um brinde a todos vocês.

O restaurante escolhido foi o Suá, que tem excelente estrutura, dando todo suporte para uma degustação como essa que demandava de muitas taças e um atendimento permanente e personalizado. Tudo correu de forma agradável, facilitando a prova dos belos vinhos.

A organização do cardápio ficou a cargo do confrade Welington Andrade, que tem muita experiência em degustações como esta.

Para abrir a degustação foi servido o Laberinto 2007, vinho que saiu no guia descorchados com o melhor Sauvignon Blanc 2010, com 94 pontos, um projeto de Rafael Tirado, que postarei em separado.

Erasmo 2001 – Chile – Maule – 60% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc e 30% Merlot – ST(91) – 190,00

Foi o destaque da noite, se apresentou com visual um pouco evoluído, aromas complexos que variaram entre cedro, frutas vermelhas, torrefação e leve tabaco. Na boca mostrou uma característica que se destacou entre todas as safras, um acidez excelente, álcool integrado, taninos evoluídos e uma boa persistência.

Erasmo 2002 – Chile – Maule – 60% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc e 30% Merlot – 14,4% -ST(88) – 160,00

Visual escuro impenetrável, aroma único no painel mostrando esmalte, verniz e cedro. Na boca estava potente, equilibrado, acidez muito boa e persistência longa.

Erasmo 2003 – Chile – Maule – 60% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc e 30% Merlot – 13,6% – ST(86) – 120,00

Visual vermelho rubi, aroma fechado no inicio, abrindo após uma hora aroma floral e um leve anis. Na boca taninos doces, equilibrado, acidez boa e persistência média.

Erasmo 2004 – Chile – Maule – 60% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc e 30% Merlot – 14,1% – ST(92) – 99,00

Este não teve um consenso alguns gostaram outros não, no meu caso gostei bastante, achei bem complexo nos aromas dando até um mineral. Na boca estava gordo, agradável, potente e uma ótima companhia para os pratos.

Erasmo 2005 – Chile – Maule – 60% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc e 30% Merlot – 14,1% – ST(90+) – 99,00

Bastante agradável, visual vermelho rubi, aromas de frutas vermelhas e especiarias, com belo corpo, elegante, taninos aveludados, acidez excelente e uma persistência longa, vai evoluir muito bem.

Erasmo 2006 – Chile – Maule – 60% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc e 30% Merlot – ST(91+) – 99,00

Logicamente primário, mais com grande qualidade de evolução, foi considerado a melhor mescla do Chile, como se não bastasse foi eleito também o segundo melhor vinho da América Latina, Guia Descorchados 2010. Visual vermelho rubi, aromas lácteos e de frutas vermelhas, com boca macia e encantadora, acidez boa, álcool não aparente, resumindo todas as qualidades de um grande vinho com futuro pleno pela frente.

Vinhos totalmente gastronômicos…….

Salada Oriental de camarões – Laberinto S.B 2007

Nhoque de ragú de carne ao molho de vinho e ervas

Risoto 7 grãos

Taça asa dos anjos

Planeta Moscato di Noto – Gorgonzola

Obrigado a todos

que estiveram comigo neste primeiro ano !!!

Bem amigos, sempre tive a mania de colecionar safras diferentes do mesmo vinho, acho interessante ver a evolução do vinho diante do tempo. A do Seña um grande vinho chileno, nascido em 1995, o primeiro ícone Chileno, era uma delas. As uvas são provenientes do Valle do Aconcágha.É uma combinação de seis uvas, Cabernet sauvignon, Merlot, Carmenére, Cabenet Franc, Petit Verdot e Malbec. Na minha opinião é o vinho mais elegante do Chile.

 

Fui comprando aos poucos, aonde eu via uma safra diferente levava para casa. As ultimas safras adquiridas foram as 95,96 e 97. Depois de formado sete safras, decidi junto com um grupo de confrades liberar as jóias da garrafa. Foi mais uma noite maravilhosa, diante das garrafas fizemos uma analise técnica, trocando idéias sobre as safras e suas concentrações. A conclusão por unanimidade que a safra 2001 foi a melhor, pena que não tenho as fotos das garrafas e do grupo pois foi em 03/2007 e ainda não tinha o blog. Mais não pude deixar de relatar este encontro histórico. Acredito que poucos no mundo tiveram esta grande oportunidade. Segue os comentários das safras pelo amigo e confrade Marcos Fonseca, que tinha em seu arquivo as suas impressões pessoais, que serve como referencia para nós.


Eduardo Chadwick, presidente da Viña Seña

Seña 1995
Rolha 50% infiltrada.
Visual rubi atijolado com halo tendendo ao castanho evidenciando um vinho já evoluído. O vinho se destacou pelo equilíbrio. No nariz, boa complexidade de aromas. Na boca, taninos macios, média acidez, complexo e extremamente elegante. Álcool e madeira perfeitamente integrados. Persistiencia média.
Nota: 92

Seña 1996
Rolha em perfeito estado.
Visual rubi atijolado com halo tendendo ao castanho evidenciando um vinho evoluído. Tanto o nariz quanto a boca já apresentavam algumas notas oxidativas. Na boca a fruta me pareceu ligeiramente passada. Vinho já em princípio de curva descendente. Álcool e madeira integrados. Taninos macios com acidez e persistência médias.
Nota: 88

Seña 1997
Rolha em perfeito estado.
Visual rubi com halo tendendo discretamente ao castanho. Nariz e boca equilibrados com fruta e taninos ainda vivos. Boa acidez e persistência. Álcool e madeira integrados. Complexo e elegante.
Nota: 91

Seña 1999
Rolha em perfeito estado.
Visual rubi com halo tendendo discretamente ao castanho. Nariz e boca equilibrados com fruta e taninos ainda vivos. Caráter ligeiramente herbáceo e presença característica de pimentão verde (já havia bebido este mesmo vinho no ano passado e não tinha notado esta característica tão acentuada). Boa acidez e persistência. Álcool e madeira integrados. Complexo e elegante.
Nota: 92

Seña 2000
Rolha em perfeito estado.
Visual rubi profundo. Nariz e boca equilibrados com fruta e taninos ainda vivos. Traços adocicados de baunilha (madeira) que não chegaram a incomodar. Taninos marcando presenca porém agradáveis. Boa acidez e persistência. Álcool e madeira integrados. Complexo e elegante.
Nota: 91

Seña 2001
Por unanimidade o melhor da noite.
Rolha em perfeito estado.
Visual rubi profundo. Nariz e boca equilibradíssimos com fruta exuberante e taninos muito agradáveis. Potente tanto no nariz quanto na boca. Extremamente complexo e elegante. Excelente persistência. Madeira (baunilha) integrada e álcool equilibrado. Um vinho que consegue aliar potiencia e elegância. Difícil imaginar que ainda fique melhor, mas tem potencial para evoluir.
Nota: 94+

Seña 2002
Rolha em perfeito estado.
Visual rubi profundo com reflexos violáceos. Fruta exuberante. Ainda um pouco primário. Ligeiramente tânico. Ótima persistiencia. Madeira (baunilha) e álcool presentes sem contudo comprometer seu equilíbrio. Necessita mais tempo de guarda.
Nota: 91+