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Na noite de ontem esteve em vitória o João Palhinha, diretor comercial da Qualimpor, importadora das vinícolas portuguesas Herdade do Esporão e Quinta do Crasto. Recentemente assumiu a distribuição da vinícola gigante espanhola Freixenet, maior produtora de cavas do mundo.

O encontro muito descontraído para um seleto grupo teve o objetivo de apresentar novas safras de alguns rótulos do Esporão e Quinta do Crasto, além de um cava que falarei em separado.

Quinta do Crasto está
localizada no Douro, foi a primeira a ser reconhecida como produtora de vinhos oficialmente. Existe desde quando Marquês de Pombal demarcou a região. Elabora vinhos não fortificados inspiradores além de vinho do Porto. Conseguiu domar os taninos duros que prejudicavam tanto os vinhos da região, alcançando um sucesso incrível. Hoje70% de sua produção é exportada para 32 países, sendo que 25% vem para o Brasil, seu maior mercado.

A Esporão no Alentejo teve um começo de vida cheio de altos e baixos, mas sob a gestão do proprietário, João Roquette, o investimento agora é lucrativo. Esporão é o rótulo principal, mas Monte Velho é uma marca de grande sucesso em Portugal. Os vinhos varietais Reserva e Private Selection são os mais empolgantes. Muito do crédito pelo sucesso da Esporão se deve ao enólogo australiano David Baverstock.

Os privilegiados da esquerda para direita: Leonardo Dantas (Qualimpor-ES), João Palinha (Qualimpor), André Andrès (A Gazeta), Vanderlei Martins (Carone), Boris Azevedo (Ville du Vin) e Sidney Santiago (Ville du Vin)

Vinhos da noite:

Esporão Private Selection 2011 branco – 80% Semillon, 10% Marsanne e 10% Roussane – 14,5% – 6 meses em barricas – R$ 120,00 – Carone e Ville du Vin – ST (94)

  • Completando 11 safras, com a primeira em 2001, é um dos vinhos brancos mais regulares que conheço. Na taça um visual amarelo, límpido e brilhante. Aromas encantadores aromas encantadores e explosivos de frutas em calda, coco, caramelo e uma certa tosta. O paladar e gordo, cremoso, com uma ótima acidez dando suporte. Elegante, com muito final de boca. Imbatível!

Quinta do Crasto Touriga Nacional 2010 – 100% Touriga Nacional – 14% – 18 meses em barrica – R$ 350,00 – Carone e Ville du Vin – ST (92)

  • Elaborado somente em grandes safras teve inicio em 1995 totalizando 10 safras. Visual violáceo bastante concentrado. Brilhante, com lágrimas finas tingindo a taça. Aromas de frutas negras, floral, tostado e uma madeira fina. Paladar seco, bom corpo e bom equilíbrio; taninos finos com textura macia. Retrogosto com bastante fruta. Persistência longa.

Quinta do Crasto Tinta Roriz 2010 – 100% Tinta Roriz – 14% – 18 meses em barrica – R$ 350,00 – Carone e Ville du Vin – ST (92)

  • Esse tinto teve somente cinco safras, 97, 99 2003, 2009 e a emprova; 2010. Visual violáceo bastante concentrado, brilhante, com lágrimas finas tingindo a taça. Aroma intenso de frutas escuras, especiarias, baunilha, toques florais e um fundo de esmalte. Paladar com corpo, ótima acidez e taninos bem estruturados. Bom equilíbrio entre fruta e madeira.

TORRE do Esporão 2007 – Icone da vinícola – Garrafa 2620 das 3368 produzidas – 14% – Aragonez, Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Syrah – 18 meses em barrica + 36 meses em garrafa – R$ 760,00 – Ville du Vin e Carone.- ST (93+)

Produzido apenas nos anos em que a natureza oferece condições excepcionais, o TORRE 2007 exprime o que de melhor produzido na Herdade do Esporão.

Produzido pela primeira vez em 2004, é agora lançada a colheita de 2007. “Como aconteceu em 2004, 2007 foi um ano quase perfeito em termos de condições de maturação da uva e da própria colheita – meses de Julho e Agosto bastante amenos com noites frescas e bom tempo durante a colheita no mês de Setembro” afirma David Baverstock, Director de Enologia do Esporão, SA.

As vinhas que deram origem ao TORRE 2007 crescem em solos de transição entre o granito e o xisto, têm em média 20 anos de idade e uma produção de 25 hl por hectare. As castas que fazem parte deste vinho são o Aragonez, o Alicante Bouschet, a Touriga Nacional e o Syrah.

Após vindima manual, escolha das uvas e desengace, as uvas foram vinificadas separadamente, com a fermentação alcoólica em lagares e a fermentação maloláctica a decorrer em barricas, onde os vinhos repousaram 18 meses.

Depois de ser feito o lote final, o vinho estagiou 3 anos na garrafa. Da colheita de 2007 do TORRE foram produzidos 3 mil litros.

  • Visual rubi com reflexo violáceo, sem halo de evolução. Aromas de frutas vermelhas maduras, carvalho tostado, balsâmico, com toques florais. Vinho seco, com acidez e o álcool em perfeito equilíbrio. Bom corpo, taninos de ótima qualidade, o que lhe confere agradável uma textura aveludada. Retrogosto frutado, com toques de carvalho e floral. Persistência longa. Porém ainda pouco evoluído e com um longo caminho a percorrer. Esse é realmente um vinho de guarda.

Quinta dos Murças Porto Tawny 10 anos – tinta amarela, tinta roriz,tinta barroca e tinta Cão – 19,5% – R$ 180,00 – ST (91)

Para fechar a noite com chave de ouro provamos um Vinho do Porto produzido com uvas de qualidade superior, colhidas em vinhas com idade média de 20 anos. Após fermentação em lagar pelo tradicional processo de “pisa a pé“, foi adicionada aguardente vínica. Os lotes envelheceram em pipas usadas, por um período médio de 10 anos. 

  • Visual granada, aromas de frutas secas, toques resinosos e defumados. Bom corpo, acidez correta, macio, e de boa persistência aromática. Uma delicia! 


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A convite de Rafael Dias (Importadora Espaço D.O.C) estive participando de um jantar harmonizado no restaurante Vile du Vin para o lançamento no Brasil de um novo projeto vitivinícola no Chile, Viña Vik. O nome “Vik” se refere ao dono, Alexander Vik, um bilionário norueguês, acionista de várias empresas como a Universal Studios e Lego.

Viña Vik, está localizada no Vale do Cachapoal, mais precisamente em “Millahue“, “Lugar de Ouro“, como chamado pelos povos indígenas, na encosta norte do Chile. São 4.325 hectares, divididos em oito vales, mas precisamente, em 12 subvales, com características geográficas, climáticas e de solo bem diferentes. Por lá são plantadas vinhas de Carmenère, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Petit Verdot. A vinícola produz somente um vinho, o VIK.

A equipe de enólogos é chefiada pelo francês Patrick Valette, com larga experiência, trabalhou no Chateau Pavie, participou também da Viña El Principal. Além dele, cuida dos vinhos o enólogo Cristián Vallejo.

Outra novidade é a entrada da vinícola no ramo hoteleiro. A construção está em pleno vapor, serão 12 quartos, SPA e restaurante.

Avaliação pessoal das safras:

Vik 2009 – Carmenère (60%), Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Petit Verdot – 18 meses em barrica – 14,5% – R$ 450,00 – ST (94) – Importadora Espaço D.O.C

  • Rubi, límpido e brilhante. Aromas evoluíram de forma surpreendente ao longo da degustação. Muito intenso, exibindo traços florais sutis, caixa de charuto e fumo. Frutas vermelhas. Extremamente complexo. Bom corpo, textura aveludada, equilíbrio perfeito entre álcool e acidez. Taninos finos, fruta madura, macio e com persistência longa. As cegas falaria sem dúvida ser um Bordeaux de grande pedigree. O melhor da noite em minha opinião.

Vik 2010 – Carmenère, Cabernet Sauvignon (54%), Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Petit Verdot – 23 meses em barrica – 14,5% – R$ 450,00 – ST (91+) – Importadora Espaço D.O.C

  • Visual rubi, límpido e brilhante. Aromas ainda fechados, com leve caráter balsâmico, frutas vermelhas e floral. Seu grande destaque é em boca, onde se apresenta potente e elegante, boa concentração de frutas e notas minerais. Excelente acidez, liberando muito frescor. Equilibrado, porém ainda pouco evoluído e com um longo caminho a percorrer. Futuro promissor, adega nele!

Vik 2011Amostra de barrica ST (93+) – Importadora Espaço D.O.C

  • Visual púrpura impenetrável, negro, com lágrimas numerosas, mostrando seu extrato. Nariz aberto, frutas escuras muito maduras, herbáceos leve, floral e mineral. No paladar é potente e elegante, mostrando um futuro admirável. Muita concentração de frutas, excelente acidez, taninos finíssimos e maduros. Equilibrado e de longa persistência. Um vinhaço!

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Confesso que os vinhos elaborados com a uva Pinot Noir dificilmente me atraem, mesmo nos limites da Borgonha. Talvez por minha própria culpa. Nunca procurei me aprofundar, provando poucos rótulos. Mas essa historia está mudando. Prometo ser mais aplicado nessa matéria, rsrsrs.

Em recente jantar com amigos conheci o Sol de Sol Pinot Noir 2008, um exemplar sul-americano que me que me fez mudar de ideia. Sendo o melhor Pinot Noir que provei até hoje. É elaborado pela Viña Aquitania, no sul no Chile, aproximadamente 650 km de Santiago, em Traiguén.

Avaliação Pessoal: ST (93) – Chile – Traiguén – 13% – 100% Pinot Noir – envelhecimento em barris de carvalho franceses durante 12 meses – R$ 118,00Importadora Zahil

  • Visual apresentou uma cor rubi escura, sem halo de evolução. Nariz com complexidade, frutas vermelhas (cereja), notas florais, mentol, e toques elegantes de carvalho. Paladar elegante, com ótima acidez, bom corpo e equilíbrio. Evoluiu muito na taça, com várias nuances de sabor e aromas. Ainda jovem, demonstrou muita personalidade e um ótimo potencial de envelhecimento. Um vinhaço!!!

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Erasmo 2007

Projeto idealizado pelo Italiano Francesco Marone Cinzano e Maurizio Castelli, a Vinã La Reserva de Caliboro nasceu em 1997 no Vale do Maule (Chile), aonde depois de um rigoroso processo de seleção de clones de uvas francesas se deu o único vinho da vinícola, o Erasmo.

Avaliado com 95 pontos pelo Guia de vinhos Descorchados 2012, o mais respeitado do Chile, o vinho
Erasmo 2007 gerou muita expectativa. Já venho acompanhando a sua trajetória desde a primeira safra, se não me engano 2001. Em 2010 comemorando um ano do blog, realizei uma degustação vertical com as safras 2001 a 2006 da minha adega, veja aqui. Relendo o post verifiquei que a safra 2007 é diferente de todas as outras.

Avaliação Pessoal: ST (87) – Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc, 14,4% alc – 18 meses em barricas de carvalho francês, seguidos por mais 12 meses em garrafa antes de ser comercializado.

  • Vermelho rubi, nariz com boa expressão surgindo com o passar do tempo um caráter resinoso, fruta vermelha e leve baunilha. Paladar apresentou corpo médio, boa fruta, com uma acidez média/baixa, faltando vivacidade. Persistência média. Ficou abaixo da minha expectativa. A garrafa poderia estar ruim ou talvez eu. Vou tirar a contra prova e revelo aqui.

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Depois de provar a safra 1983, recentemente na casa do amigo André Andrès, tive a oportunidade de provar a safra 1991 de um vinho que dispensa apresentação, o mítico Barca Velha. A safra de 1991 é considerada por muitos como a melhor dos últimos 15 anos. Perfeição em todos os sentidos.

O vinho na taça mostrou um visual mais escuro em relação à safra anterior, com sedimentos em suspensão. Nariz com notas de ameixa, madeira nobre, terroso bastante evidente, especiarias e azeitonas. Paladar austero, com bom corpo, equilibrado entre acidez e teor alcoólico e uma estrutura de taninos firme e seca. Retrogosto confirma o nariz com toques de ameixa, especiarias e de madeira nobre. Persistência bastante longa. Um vinho onde a fruta divide espaço com notas terciárias, em um bom momento para ser degustado, embora aparentasse aguentar mais alguns longos anos na garrafa. Saúde!

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Elaborado pela família Lurton, grande referência quando se fala em qualidade e inovação, o Kawin, palavra que significa “festa”, é um cabernet sauvignon com uvas provenientes do valle central chileno, aonde o clima favorece um melhor amadurecimento da uva. A proposta da vinícola de produzir vinhos de qualidade, com preços acessíveis, recorrendo a regiões secundárias em ascensão como o Chile se confirma na taça.

Kawin Cabernet Sauvignon 2010 – ST (86) - Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale Central – 13% – R$ 33,00
– Importador: Da Confraria. 

Vinho que atende sua proposta, leve, frutado e macio. Uma boa opção para festa ou para aqueles dias em que queremos somente beber sem maiores pretensões, saúde!

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A especialização do varejo é um caminho sem volta. Prova disso é a preocupação e dinamismo com que o supermercado Carone administra a variedade e qualidade dos rótulos de vinhos que oferecem aos seus clientes.

Não bastasse a já extensa lista de marcas nacionais e estrangeiras (muita importação própria) encontradas nas suas gôndolas, o Carone investe na diversificação. Nesse sentido, Vanderlei Martins, gerente da rede, conduziu uma degustação que apresentou novos rótulos franceses, todos importados pela Da Confraria.

Com a participação de jornalistas do setor, clientes e formadores de opinião, o evento teve o objetivo de apresentar rótulos de vinhos que já integram o portfólio do supermercado. Vamos a eles:

Para começar a degustação provamos dois Champagnes da vinícola J. de Telmont, um Brut Grande Réserve e um Rosé Brut. Dois produtos especiais, baixa produção, com preços na gondola do supermercado R$ 178,00, mais baixos que direto na importadora. Champagne não tem erro, em qualquer das duas opções o sorriso abre fácil.

O primeiro tinto foi o Château Haut Montaud 2009 – 13,%, um Bordeaux básico, elaborado com 90% Merlot e 10% Cabernet Sauvignon. Para quem está querendo conhecer e tem medo dos vinhos franceses esse é uma boa opção, boa fruta, macio devido a sua maior concentração da merlot, agradou no paladar de todos na prova. E o melhor de tudo, custa apenas 38,00 reais. Boa relação custo x benefício.

Pulamos para o segundo tinto francês, um Bordeaux superior – Château Matalin 2009 – 14%, 34% Merlot, 33% Cabernet Sauvignon, 33% Cabernet Franc. Notas de chocolate, baunilha e um fundo curioso de fumaça. Custa 54,00.

Para quem pensa que a uva Tannat é originaria do Uruguai, está muito enganado. A Tannat, historicamente era somente cultivada no sudoeste da França na AOC Madiran e agora é uma das uvas mais proeminentes no Uruguai, onde é considerada a “uva nacional”. É também usada como corte em vários outros países.

O vinho degustado foi o Chateau Laffitte Teston Reflet du  Terroir 2008 -13,9%, 80%Tannat, 10% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc. Não é um vinho fácil por ter taninos firmes e notas vegetais. Mas esta certa rusticidade e contrabalanceada por uma acidez viva e equilibrada com seu ter de álcool, levando a uma ótima opção para pratos mais condimentados a base de carnes. Custa R$ 54,00.

Agora o melhor da noite. Acredito que se tivéssemos mais tempo de aeração esse grande Saint Emilion Grand Cru de nome Château Cantenac 2008- 13%, 70% Merlot, 30% Cabernet Sauvignon, iria evoluir mais seus aromas e sabores. Porém mostrou a que veio, robusto e ao mesmo tempo delicado, muita ameixa em calda, baunilha e notas de couro. Acidez dando um belo suporte. Vinho para meditação. A dica é decantar por no mínimo 1 hora antes da prova. Como tudo que é melhor é mais caro, esse custa R$ 154,00. Vale cada centavo.

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Mais um vinho enviado pelo clube Winelands. Dessa vez foi um elegante tinto Português (Douro), do produtor Coimbra de Mattos. Foi elaborado com 100% da uva Tinta Amarela (Trincadeira) e passou por 12 meses em barril de carvalho francês.

Quando falamos em vinhos do Douro logo relacionamos a um corpo denso, duro e quente (alcoólico). Porém na taça a conversa foi outra.

Avaliação Pessoal:
ST (87)
- Quinta dos Mattos Reserva Tinta Amarela 2006 – 13% – R$89,00 e R$ 49,75 para membros do clube Winelands.

  • Visual tendendo para o acastanhado, sem sedimentos, limpo e brilhante. Nariz com notas de frutas vermelhas, floral, vegetal (uva não madura) e um leve fundo terroso. Paladar se mostrou elegante, leve, macio, fruta na medida e bom equilíbrio entre acidez e álcool. Persistência final média. Um vinho que não cansa, fácil de beber e gastronômico.

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Todos que acompanham o blog sabem da minha enorme paixão pelos vinhos antigos, evoluídos. Normalmente estamos acostumamos ter a referência dos vinhos do velho mundo, que teoricamente são mais longevos, e não dando crédito aos vinhos brasileiros, achando que não tem a capacidade de evoluir com qualidade. Esse conceito ou pré-conceito pode ser mudado com uma visita a adega rara da vinícola Don Laurindo no Vale dos Vinhedos (RS). Por lá Ademir Brandelli cuida com muito carinho de uma adega invejável com vinhos de sua vinícola, no qual habitam safras raras e antigas, algumas com mais de 30 anos.

No dia 26/09 desse ano visitei a vinícola e provei pela segunda vez o seu primeiro Tannat, que foi elaborado em 1995. A prova aconteceu na madrugada com os amigos Gil Mesquita (blog Vinho para Todos), Orestes Andrade Jr. (Ibravin), Morgana Miolo (Diretora de Marketing da Miolo), Marina Rossi (IstoÉ Dinheiro) e Gilmar Gomes (Fotógrafo). Foi mais uma noite incrível, no qual o vinho confirmou a sua capacidade de envelhecer com qualidade. Por lá provamos mais alguns vinhos, que descreverei aqui aos poucos.

Avaliação Pessoal: ST (91) Don Laurindo Tannat 1995

Visual acastanhado, com belo halo evoluído (alaranjado). Aromas remetendo aos vinhos da “Rioja”, notas de carne, madeira velha, mel, associado a frutas secas e especiarias. No paladar se mostrou macio, com caráter frutado, confirmando o nariz, redondo, boa acidez e longa persistência. Evoluiu muito bem. Saúde!

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Mais uma prova desse vinho Português que dificilmente decepciona nata taça. O Quinta da Bacalhôa é um Cabernet Sauvignon único, que evolui de forma surpreendente. Sua primeira safra foi em 1979. A Bacalhôa Vinhos de Portugal, fundada em 1922, sob a designação João Pires & Filhos, fez um longo percurso, afirmando-se como um dos mais inovadores produtores de vinhos em Portugal. Situada no litoral Oeste a Sul de Lisboa (Terras do Sado), é nesta região vitivinícola que se produz o famoso e tão apreciado Moscatel de Setúbal.

Avaliação Pessoal: ST (93) – Quinta da Bacalhôa 1999 – 12,5%.

Visual granada (tijolo), com halo de evolução, levemente turvo. Aromas de boa intensidade, frutas secas, mel, madeira velha, e própolis. O paladar se mostrou cheio de sabores, confirmando o nariz, ótima acidez, álcool integrado, taninos polidos, maduros e sedosos, bom corpo e um final longo. Um vinho que não cansa, delicia! Acredito que estava no seu melhor momento, embora tenha aparentado agüentar mais alguns bons anos de guarda.

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