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Louis Bernard Gigondas 2003


Por Marcos Fonseca – Louis Bernard Gigondas 2003 – 14%.

Informações conflitantes na página do produtor, na ficha técnica do vinho e no contra-rótulo. O certo é que tem na Grenache sua casta majoritária, seguida pela Syrah, podendo ter ou não Mourvèdre e Cinsault ou Mourvèdre e Carignan.

Pelo que li, o “cara” é um négociant que compra uvas e vinifica quase sem madeira, pra preservar o caráter da fruta e, penso eu, economizar um dindin.

Mix de frutas negras e vermelhas com uma estrebariazinha bem discreta, um leve esfumaçado e uma pimentinha tímida. O que sobressai é realmente a fruta, ainda bastante íntegra no alto dos seus 9 anos. Na boca, um vinho macio, com taninos inofensivos, acidez correta e persistência média. Bom equilíbrio. Apesar da fruta relativamente jovem, não sei se tem estrutura para uma guarda muito mais prolongada. Se eu tivesse outra garrafa, beberia nos próximos 2 ou 3 anos.

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Na noite desta terça-feira participei de um jantar harmonizado promovido pela dupla dinâmica Helio Massoni e Simey Santos, da Enótria, em parceria com a Importadora Vinci, no restaurante Mexido, aqui na capital capixaba. Para apresentar os vinhos esteve em vitória os representantes da importadora, Rafael Porto e Ederson Possatti, que deram conta do recado.

Filha do grande Nicolas Catena, o principal e mais respeitado nome do vinho argentino, Laura Catena é conhecida em todo mundo como embaixadora da uva Malbec. Estudou biologia em Harvard e medicina em Stanford, mas abandonou a medicina para dedicar-se a viniticultura em meados dos 90. É braço direito do pai nas Bodegas Catena Zapata como vice-presidente e ainda encontra tempo para dirigir suas próprias vinícolas, Luca (homenagem ao seu filho de mesmo nome) e La Posta. 

Os belos vinhos de Laura Catena

O cardápio foi desenvolvido pela equipe do restaurante mexido, comandada Chef Ana Beatriz Seguchi, junto ao Sommelier da Enótria Helio Massoni. Foi um show de qualidade, aonde a gastronomia formou uma parceria perfeita com os vinhos.

Prato: Mini dourado de brie com salada e redução de tangerina – (Nota 1000)

Começamos a noite com o Luca Chardonnay 2009 (uvas da Borgonha), R$ 149,00, ST (91). Passou por 12 meses em carvalho. Nariz com nota de abacaxi maduro, manteiga, damasco e mel. Paladar Cremoso, gordo, com ótima acidez dando suporte ao peso, com um final longo. Segundo Robert Parker, este soberbo branco é o candidato ao melhor Chardonnay da Argentina entra ano e sai ano, tendo merecido consecutivamente 92 pontos na safra de 2009. 

Prato: Camarões ao molho de ostra e gengibre (Picante)

Luca Pinot Noir 2009 (uvas da região de Pomar na França), R$ (149,00), ST (91). Aromas tradicionais de cereja, floral, terroso, taninos macios, ótima acidez, equilibrado. Aguentou bem o prato bastante picante. Recebeu 93 pontos de Robert Parker nessa safra de 2009, a nota mais alta concedida pelo crítico a um Pinot Noir argentino!  

Prato: Riso al Salto (rabada desfiada) – para comer de joelhos!

Luca Syrah Laborde Double Select 2009, R$ 142,00, ST (92). Visual perece petróleo, aromas de frutas maduras, couro e carne defumada, com notas de tostado de carvalho e especiarias. O paladar é rico, exuberante, com taninos bem estruturados, com fruta em compota e pimenta. Muito longo e persistente.

Prato: Escalope negro (no carvão), com legumes churrasqueados e purê de aipim. TOP

O quarto prato foi harmonizado com os dois vinhos TOP da vinícola; BESO DE DANTE 2009 (homenagem ao filho de meio de Laura Catena), R$ 189,00, ST (94), um corte de Cabernet Sauvignon (45%) e Malbec (55%), com uvas vale do Uco de 3 vinhedos diferentes,  um de Gualtallary com 1500 de altitude. Na taça mostra uma elegância incomum aos vinhos argentinos, muito cremoso, potente, um vinhaço.

O outro TOP é o LUCA MALBEC 2009, 100% Malbec, R$ 180,00, ST (91+), poderoso, mostra muita estrutura, gordo, porém com uma madeira destacada, que esconde a fruta tanto no nariz, quanto na boca. Mais vamos esperar, acho que mais uns 2 aninhos em garrafa essa madeira vai integrar.

Parfait de banana com chocolate, para fechar a noite com uma dose de glicolse!

MEXIDO RESTAURANTE - R Affonso Cláudio 259 lj 4 - Praia Canto – Vitória, ES | CEP: 29055-570 – Tel: 3315.80.92

Enótria – Av. Rio Branco, 1383 – Praia do Canto – Vitória-ES – 55 (27) 3345-8696 -  enotria@enotria-es.com.br

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Elaborado por um dos produtores mais conceituados e famosos de Chateauneuf du Pape, Vincent Avril, do Clos des Papes, o seu vinho de entrada Le Petit Vin d`Avril é uma mescla 30% Grenache, 20% Syrah, 15% Cabernet Sauvignon, 15% Merlot, 10% Mourvèdre, 10% Carignan, colhidas a mão, que não passa por barrica. O que provei é uma fusão de safras, sendo 2/3 da 2004 e mais 1/3 da safra 2005. Outro destaque é o desenho no rótulo, um brinde entre a parreira e o homem.

No rótulo também se observa a descrição Vin de Table, que significa; vinho francês comum, que não tem indicação geográfica a não ser França (Product of France), que representa 55% da produção francesa. Pela lei, estes vinhos não podem também indicar na garrafa uma variedade de uva ou safra.

Avaliação Pessoal: ST (90) – França – Chateauneuf du Pape – 13,5% – Premium importadora – R$ 85,00

Visual rubi, límpido e brilhante, sem halo de evolução. No nariz apresenta notas de frutas vermelhas e um discreto floral. O paladar é seco, bom corpo, ótima acidez, teor de álcool equilibrado e taninos finos. O retrogosto confirma o nariz, com bastante fruta e uma final persistente. Um vinho delicioso, que não cansa o paladar!

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A importadora Capixaba
Da Confraria promoveu em sua sede, ontem, 30 de Julho (segunda-feira), uma degustação com 12 vinhos. O evento foi voltado para o lançamento oficial da linha de vinhos chilenos
François Lurton Hacienda Araucano, tudo comandado pelo sommleier Cleber Alves, que descreve um pouco sobre a importadora e a vinícola no vídeo acima.

A vinícola acabou de receber o certificado de “vinhos biodinâmicos”, que nada mais é que a valorização do solo e da planta em seu habitat natural, através do uso de preparações e compostos de origem vegetal, animal e mineral (parte biológica), em épocas precisas, levando em conta as influências astrais e os ciclos da natureza (parte dinâmica).

A família Lurton tem vinho nas veias: dois patriarcas, irmãos, geraram uma descendência de cerca de 15 viticultores, enólogos, négociants, enfim: uma geração inteira dedicada ao vinho. Jacques e François, filhos de André Lurton, uma lenda em Bordeaux. Sempre tiveram idéias revolucionárias para os padrões conservadores franceses,fazem experimentos com uvas pouco tradicionais em regiões novas, defendem o uso do Screwcap, lançam mão de design arrojado misturado à cultura regional para promover seus vinhos. Iniciaram suas carreiras como consultores, trabalhando ao redor do mundo como flying winemakers. Sua experiência internacional rendeu-lhes contatos e uma interessante noção sobre a geografia vinícola de diversos países, onde começaram gradualmente a realizar sua produção própria. Decidiram então produzir vinhos de qualidade, mas com preços acessíveis, recorrendo a regiões secundárias em ascensão em países como o Chile, a Argentina e a Espanha, além de estabelecer parcerias com produtores no Uruguai, Austrália e Portugal.

Credito da foto acima: Arismario OLiveira

A turma escalada para avaliar os vinhos: Em pé; Sidney Santiago, André Andrès, Leonardo Conick (proprietário), eu, Tom (restaurante Timoneiro) e seu amigo. Sentados; Fred, Julio Lemos (Papaghut), Elvecio Faé (diretor ExpoVinhos Vitória), a Premier Sommelier Sonia Aiello, Cleber Alves e Rafael Dias (Espaço D.O.C).

Os vinhos na taça surpreenderam, em sua maioria apresentaram uma ótima relação custo beneficio com preços que vão de 29,00 a 329,00. O destaque em minha opinião ficou com os vinhos mais baratos, já que os mais caros tinham a obrigação de ser bom. Dos 12 vinhos 4 classifico como “Bom e Barato”.

Vinho Branco Kawin Sauvignon Blanc 2011 – Chile – 100% Sauvignon Blanc – Vale Central (Vale Casablanca, Curicó e Lolol) – 12,5% – R$ 29,00
ST (88)
– “Bom e Barato

A melhor relação custo x beneficio da noite, este SB, mostrou na taça aromas típicos de frutas tropicais e um leve herbáceo. O paladar é leve, frutado, acidez equilibrada e refrescante. Um vinho fácil de beber e entender a sua proposta. Ótima compra.

Vinho Branco – Araucano Sauvignon Blanc 2011 – Chile – 100% Sauvignon Blanc – Vale do Lolol – Vale do Colchágua - 12,5% – R$ 69,00ST (86)

Esse outro SB que 5% é fermentado em barrica, mostrou mais acanhado no nariz, menos exuberante que o primeiro. O paladar é cremoso, menos frutado, com mais características minerais, bom equilíbrio, boa acidez, com final agradável.

Vinho Branco GRAN ARAUCANO CHARDONNAY 2007 – Chile – 100% Chardonnay – Vale do Colchágua – 14% – R$ 129,00ST (88)

O Chardonnay mostrou aquele “encanto de degustação”, visual amarelo ouro, límpido, brilhante, aromas bastante intenso, lembrando manteiga de pipoca, mel, damasco, baunilha. O paladar e gordo, frutado, boa acidez, porém pecou no equilíbrio, a madeira poderia ter menor destaque, escondeu um pouco a fruta. Uma questão de gosto pessoal.

Vinho Tinto Kawin Cabernet Sauvignon 2010 – Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale Central – 13% – R$ 29,00ST (86)

Vinho que atende sua proposta, leve, frutado, sem maior pretensão, excelente opção para festa.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA CABERNET SAUVIGNON 2009 – Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale do Colchágua – 14% – R$ 49,00
ST (88)
– “Bom e Barato

O CS reserva já mostra uma maior complexidade, aromas de pimenta do reino moída na hora, frutas negras e vermelhas. Paladar mostrou taninos firmes, bom corpo, frutado e uma acidez adequada. Ótima opção para um churrasco.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA CARMENÉRE 2010 – Chile – 100% Carmenére – Valle de Colchagua – 13,5% – R$ 49,00
ST (87)
– “Bom e Barato

O Carmenére também me agradou, notas típicas de pimentão, especiarias e frutas vermelhas. O paladar é frutado, bom corpo, boa acidez e uma boa persistência.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA PINOT NOIR 2010 – Chile – 100% Pinot Noir – Vale Central – 13,5% – R$ 69,00ST (88)

Muito morango maduro, groselha e cereja. Paladar fresco, corpo leve, fácil de beber e de agradar.

Vinho Tinto HUMO BLANCO 2008
- Chile – 95% Pinot Noir e 5% Syrah – Vale do Lolol – 15,5% – R$ 109,00ST (90)

Mais contido no nariz, porem com uma boca deliciosa, cremoso, frutado, madeira muito bem colocada, equilibrado e um final longo.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA SYRAH 2011 – Chile – 100% Syrah – Valle de Colchagua – 14,5% – R$ 65,00
- ST (88) – “Bom e Barato

Vinho bastante agradável, muito redondo, pronto, fruta docinha, um verdadeiro “vinho feminino”.

Vinho Tinto CLOS DE LOLOL 2009 – Chile – 38% Carmenere, 28% Cabernet – Sauvignon, 20% Syrah, 14% Cabernet Franc – Vale do Lolol – 18 meses em barricas de segundo uso – 14,5% – R$ 109,00ST (90+)

Esse corte apresentou notas de anis, floral e frutas vermelhas. O paladar tem bom corpo, taninos finos, boa acidez e boa persistência final.

Vinho Tinto GRAN ARAUCANO CABERNET SAUVIGNON 2009 – Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale do Colchágua - 18 meses em barricas (70% novas, 30% de segundo uso) – 14,5% – R$ 149,00ST (90+)

A primeira nota no nariz foi a ade azeitona preta, que se dissipou abrindo muita fruta, ameixa, goiaba e um fundo de baunilha. O paladar é denso, boa acidez, gerando um frescor agradável, frutado, leve mineral, com um final agradável.

Vinho Tinto ALKA CARMENERE 2009 – Chile – 100% Caemenére – Vale do Colchágua – 18 meses em barricas de carvalho – 15% – R$ 329,00ST (92+)

Com toda a obrigação de ser bom, Alka, o TOP da vinícola, apresentou notas exuberantes no nariz, café torrado, caixa de charuto, madeira nobre, fruta vermelha e baunilha. O paladar confirma a qualidade e as notas do nariz, muito cremoso, frutado, equilibrado, precisando de uns anos em garrafa para apresentar maior complexidade. Belo vinho!

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Na noite de ontem, segunda-feira (4), a loja Ville du Vin recebeu um grupo seleto de enófilos para um Jantar harmonizado com a linha da vinícola chilena Undurrada, Terroir Hunter (Caçadores de Terroir), promovido pela importadora Abflug e pelo seu representante no estado, Leonardo Dantas.

Provamos sete vinhos da linha de um dos projetos mais interessantes do Chile, chamado T.H. (Terroir Hunter).

Aos cuidados do jovem enólogo Rafael Urrejola, que conta com consultoria de Pedro Parra, a linha T.H, em resumo, tem por filosofia a procura de pequenas parcelas de vinhedos de norte ao sul do Chile, onde o terroir consiga expressar de forma particular suas características. Para se ter uma ideia da busca pela perfeição, são usados satélites para ajudar na precisão do melhor terroir. Muito interessante poder verificar na taça o que um terroir pode influenciar nos aromas e sabores de um vinho, mesmo sendo de regiões tão próximas.

Gerente de Vendas João Batista da Silva apresentando o conceito Terroir Hunter

Focada na construção de marcas com um modelo único de atendimento ao mercado de vinhos no Brasil, a importadora Abflug chegou há três anos com a missão de incrementar a relevância da bebida no consumo nacional. Foi criada por um grupo de profissionais com experiência comprovada em empresas líderes das indústrias de vinhos e destilados, que decidiram lançar seu próprio negócio. Baseado nas melhores práticas dos mercados de distribuição de bebidas e de produtos de consumo, somada à paixão por vinhos, os sócios da abflug propõem uma nova forma de tratar o vinho no Brasil.

Tem em seu portfólio, vinícolas como a australiana Yellow Tail, a argentina Jean Busquet, a portuguesa Portas de Lisboa, a italiana Cascin Adelaide e a chilena Undurraga.

Os vinhos:

Começamos com a linha Sauvignon Blanc, inclusive provando o branco ganhador do novo mundo no Top Ten da ExpoVinis 2012.

T.H – Terroir Hunter Sauvignon Blanc 2011 – Valle do Casablanca – 100% Sauvignon Blanc – Envelhecimento Inox – RP (90) – ST (90) – R$ 100,00

  • Nariz intenso, remetendo a notas de frutas tropicais maduras (maracujá, melão) e cítricas (limão e tangerina). Paladar apresentou muito frescor, corpo leve, frutado, com final agradável e com média persistência.
  • Badejo ao molho agridoce de azeite, passas e nozes

T.H – Terroir Hunter Sauvignon Blanc 2011 – Lo Abarca – 100% Sauvignon Blanc – Envelhecimento Inox – RP (91) –ST (90) – R$ – Campeão Top Tem ExpoVinis 2012 – Melhor branco do novo mundo. – R$ 100,00

  • Herbáceo interessante, lembrando erva doce, maçã verde, cajá, manga e um fundo mineral. Corpo médio, boa acidez, bom ataque, álcool equilibrado. Persistência longa.

Peras assadas em sal grosso com folhas vermelhas

T.H – Terroir Hunter Sauvignon Blanc 2010 – Leyda – 100% Sauvignon Blanc – Envelhecimento Inox – RP (90) – ST (91) – R$ 100,00

  • Um vinho com bastante intensidade aromática, destaque nos toques vegetais de aspargos além de mineral e frutas como pêssego e pêra. Corpo leve e elevada acidez, tem persistência aromática boa nas notas de frutas. Final de grande frescor. O melhor dos três em minha opinião.
  • Ceviche de Salmão e badejo com ovas de Musuol

2 tintos da uva Pinot Noir de terrois destintos:


T.H – Terroir Hunter Pinot Noir 2010 – Leyda – 100% Pinot Noir – Envelhecimento 10 meses em barricas 20% de primeiro uso – AWOCA (Melhor Pinot Chileno) –ST (90) – R$ 99,00

T.H – Terroir Hunter Pinot Noir 2009 – Casablanca – 100% Pinot Noir – Envelhecimento 10 meses em barricas 15% de primeiro uso– DES (91) –ST (91) – R$ 99,00

  • Os dois Pinots se mostraram muito bons, aromáticos. O do valle de leyda com maior destaque para a fruta, limpa. O de Casablanca aliou a fruta vermelha com um fundo tostado, caramelo maravilhoso. Paladar dos dois destacado pelo frescor, dando suporte a um prato robusto como o Risoto, foto abaixo.
  • Risoto Bourguignon – Cubos de filé mignon, vinho tinto, ervas de provençe, tomilho fresco, cebolas baby e cogumelos paris.

2 Tintos da uva Syrah de terrois destintos:


TH – Terroir Hunter Syrah 2010 – Limari – 100% Syrah – Envelhecimento 12 meses em barricas 25% de primeiro uso– DES (91) –ST (89+) – R$ 99,00

T.H – Terroir Hunter Syrah 2010 – Maipo – 100% Syrah – Envelhecimento 10 meses em barricas 30% de primeiro uso– DES (91) –ST (88+) – R$ 99,00

  • A linha Syrah se mostrou primária. Nariz um pouco fechado, compensado por um paladar macio, frutado, sem maior complexidade. Acredito que vai ganhar muito com tempo.
  • Costelas de cordeiro em manteiga noisette, alecrim e alho confitados com batatas gratinadas.

Sobremesa

  • Panacota de chocolate, biscuit de chocolate com frutas vermelhas e milkshake de chocolate e avelã.

A turma que girou a taça:

Boris Azevedo (Sommelier), Amadeu Maciel (Ville du Vin, comandante) e Don Oleari (mestre)

Vanderlei Martins (Supermercados Carone)

Marli Siqueira e Sr. André Andrès (A gazeta)

Gustavo Buteri (#moedor) e Helio Massoni (#moedorzinho) Enótria Vinhos

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Lembro-me com alegria quando comprei algumas garrafas deste Alentejano, Cortes de Cima Incógnito 2002 e 2003 anos atrás, por aceitáveis 98,00 reais. Hoje é um vinho que beira os 300,00 reais. Em um jantar com amigos por estes dias decidi abrir uma garrafa 2003 para verificar a sua evolução, já que há um ano não o provava. Costumava pecar pela potência e pela fruta meio doce, beirando o enjoativo.

A história da vinícola Cortes de Cima começou em 1988 quando Hans e Carrie Jorgensen cruzaram o Atlântico de barco e descobriram no velho mundo um terroir perfeito, o Alentejo em Portugal.

O nome Incógnito veio quando introduziram a uva Syrah e a colocaram como seu principal desafio. Naquela época, a Syrah era proibida na região demarcada do Alentejo. Ai, mesmo assim foi vinificado e engarrafado o primeiro vinho com 100% de uvas Syrah, que foi batizado de Incógnito, onde não constava a descrição na garrafa sobre a variedade da casta, assim não perdendo a classificação de D.O.C.

Avaliação Pessoal: ST (91) Cortes de Cima Incógnito 2003

  • Na taça mostrou que o tempo te fez muito bem. Visual granada de média intensidade, com halo de evolução. Aromas lembrando notas balsâmicas, chá mate e uma fruta vermelha mais contida, groselha no fundo de taça. Ótima acidez (frescor), bem equilibrada com o teor alcoólico. Taninos de ótima qualidade. Retrogosto de frutas vermelhas e especiarias. Persistência longa.

Portugal – Alentejo – 14,5% – Syrah 100% – importador Adega Alentejana

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Bom dia meus amigos, hoje é dia de #CBE (Confraria Brasileira de Enoblogs). A brincadeira é a seguinte. Todos os meses um confrade, Wine Blogger, escolhe um tema. A partir dai compramos as nossas garrafas e provamos, postando nossas impressões no primeiro dia de cada mês. Esse mês a escolha do tema foi do amigo Carioca Claudio Werneck do ótimo Le Vin ao Blog, um vinho diferente, incomum, curioso e pitoresco. Bom, acho que cumpri o meu dever de casa. Fala um pouco sobre a minha experiência com um “Syrah do Marrocos“, curioso não. Veja abaixo a sua história e a minha avaliação na taça.

Tandem é o nome dado a famosa ”bicicleta de dois ou mais lugares” que aparece estilizada no rótulo deste vinho. Tudo começou quando Alain Graillot, considerado melhor vinicultor de Crozes-Hermitage, passeando de “tandem” por Marrocos encontrou os proprietários da  Vinícola Thalvin e resolveram aliar-se para criarem vinhos premium de terroir marroquino e herança francesa. Com a supervisão de Jacques Poulain, enólogo da  Domanine des Ouled Thaleb de propriedade da Thalvin, iniciaram o cultivo orgânico de videiras no vale de Rommaninas, encostas das montanhas Atlas. A região apresenta solo argilo-calcário com temperaturas altas durante o dia e noites frescas, facilitando o amadurecimento lento e gradual das uvas.  O manejo das videiras de dez anos e cachos é todo manual, com 60% do vinho estagiando em barricas de carvalho francês da Françoís Frére. 

Avaliação pessoal: ST (91+)

  • Na taça mostrou visual ligeiramente evoluído, aromas complexos de figos em calda, frutas secas, canela e café. O paladar mostra bom corpo, taninos maduros, fruta ligeiramente escondida pela madeira, que não compromete seu prazer. Ótima acidez com um final longo e saboroso.

Marrocos – Syrah – 13% – 100% Syrah – Importador World Wine “não tem mais no estoque” – preço pago: R$ 91,00

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A vinícola boutique Tabalí foi fundada em 1993 por Guilhermo Luksic (San Pedro, grupo Tarapacá). Destinada a produzir somente vinhos Premium e Super Premium, com uvas 100% oriundas de seus próprios vinhedos, foi a primeira vinícola a se instalar no extremo norte chileno, no deserto do Atacama, e foi a pioneira na criação e utilização de tanques menores de aço inox ao invés de tanques grandes para vinificação. Seu Terroir é completamente diferente das outras regiões.

Avaliação Pessoal: ST (90) Ganhador do 8ª Prêmio “Wines of Chile Awards” – 11 meses de carvalho – 76,00 – Importador Grand Cru

Pela segunda vez provo este vinho e chego a mesma conclusão: é para quem gosta de vinhos robustos de muito extrato, um prato cheio. No nariz mostra muita fruta, tradicional especiaria, tabaco e chocolate. O paladar mesmo novo apresenta bom equilíbrio, taninos macios, um dulçor “não” excessivo, acidez média, com boa profundidade e final de boca.

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Propriedade do colecionador de arte suíço, Donald Hess, Glen Carlou é uma dos nomes certeiros na produção de vinhos sul-africanos dentro do vale de Paarl. Uma região de clima temperado, com verões secos, invernos frios e úmidos, que combinados a variadas condições de solo e exposição criam um mesoclima único para o cultivo de variedades nobres.

Desde 2003 quando foi adquirida pelo grupo Hess Family Estates novos projetos começaram a ser desenvolvidos na parte de viticultura com seleção de porta-enxertos, novos clones e redução de rendimentos no intuito da máxima expressão do terroir. Na cantina a equipe do enólogo Arco Laarman, largamente experimentada em outras regiões vinícolas, está focada e atenta a elaborar vinhos que aliam a pureza e intensidade do Novo Mundo, com a complexidade e frescor dos caldos europeus.

O cultivo nos vinhedos da Glen Carlou seguem os preceitos de sustentabilidade, garantido nos selos colocados em cada garrafa a partir da safra de 2010. Entre os vários trabalhos desenvolvidos estão o uso consciente de herbicidas e pesticidas, a preservação das reservas de água, da flora local (fynbos) e das inúmeras espécies de aves nativas. Além de garrafas mais leves e de rótulos e caixas de papelão recicláveis.

Avaliação Pessoal: ST (88)

Visual púrpura, muito escuro, intransponível. Nariz exibindo aromas intensos de frutas vermelhas e negras maduras, especiarias, baunilha e café. Na boca mostra boa acidez e álcool equilibrado, gordo, taninos macios e um final longo. Gostei vale a pena conhecer!

Africa do Sul – Paarl – 94% Syrah, 5% Mourvèdre, 1% Viognier – 14,5 – R$ 85,00 – Importador Decanter

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A família Schild tem uma longa história na região de South Australia, quando chegaram emigrados da Polônia em 1866. Após décadas como fazendeiros na agreste região de Mallee, o visionário Ben Schild adquire em 1952 a Three Springs Farm em Lyndoch no extremo sul de Barossa, zona que segundo sua avaliação reunia as condições ideais para praticar uma agricultura sustentável, incluindo a viticultura. Após a morte de Ben em 1956, seu filho Ed Schild imediatamente assumiu a propriedade de 16 hectares e aproveitando-se dos tempos de depressão da viticultura local, adquiriu inteligentemente vinhedos excepcionais na região até totalizar os 154 hectares atuais da Schild Estate em Barossa. Antes apenas produtores e fornecedores de uvas “premium”, em 1988 nasce o primeiro vinho com o rótulo Schild, apenas 450 caixas contra as 3.500 elaboradas atualmente.

Michael Schild, filho de Ed, coordena atentamente o manejo de todos os seis vinhedos da família, alguns como Moorooroo com videiras de Shiraz de 150 anos de idade, e emprega a filosofia de mínima intervenção e mínima irrigação, destinando apenas 10% de todas as uvas colhidas para os rótulos da Schild Estate.

Barossa Valley é a mais antiga região vinícola de alta qualidade de South Australia, o coração da vinicultura do país, e seu Shiraz um dos mais emblemáticos do mundo. O clima é mediterrâneo com forte insolação, maior máxima diurna entre as regiões vinícolas de South Australia e baixa pluviosidade de 500mm de chuva, concentradas no inverno. Os solos variam entre margas-argilosas amarronzadas, e solos franco-arenosos acinzentados, sempre com fertilidade relativamente baixa. A viticultura tradicional de “bush pruning”, ou condução arbustiva, e a irrigação severamente controlada ou completamente evitada em alguns casos, limitam a produtividade e refinam a expressão dos vinhos de Barossa.

A reputação dos vinhos da Schild está sendo construída pelo compromisso da família em transmitir através de seus brancos e tintos o que há de melhor do seu invejável patrimônio de vinhedos, numa busca incessante de complexidade, “drinkability” e particularidade nos seus vinhos, puramente Barossa.

Avaliação Pessoal: ST (90) = Muito bom

Visual vermelho rubi, aromas carregados de frutas vermelhas como cereja e morango, alternando com pimenta do reino, cravo e floral. O paladar e macio, corpo médio, repete a carga de frutas, muito intensa e saborosa. Sua acidez é muito boa, liberando bom frescor com final de boca agradável e longo.

Austrália – Barossa – 100% Syrah – 14,7% – 12 meses em barrica – importador Decanter

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