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A família Schild tem uma longa história na região de South Australia, quando chegaram emigrados da Polônia em 1866. Após décadas como fazendeiros na agreste região de Mallee, o visionário Ben Schild adquire em 1952 a Three Springs Farm em Lyndoch no extremo sul de Barossa, zona que segundo sua avaliação reunia as condições ideais para praticar uma agricultura sustentável, incluindo a viticultura. Após a morte de Ben em 1956, seu filho Ed Schild imediatamente assumiu a propriedade de 16 hectares e aproveitando-se dos tempos de depressão da viticultura local, adquiriu inteligentemente vinhedos excepcionais na região até totalizar os 154 hectares atuais da Schild Estate em Barossa. Antes apenas produtores e fornecedores de uvas “premium”, em 1988 nasce o primeiro vinho com o rótulo Schild, apenas 450 caixas contra as 3.500 elaboradas atualmente.

Michael Schild, filho de Ed, coordena atentamente o manejo de todos os seis vinhedos da família, alguns como Moorooroo com videiras de Shiraz de 150 anos de idade, e emprega a filosofia de mínima intervenção e mínima irrigação, destinando apenas 10% de todas as uvas colhidas para os rótulos da Schild Estate.

Barossa Valley é a mais antiga região vinícola de alta qualidade de South Australia, o coração da vinicultura do país, e seu Shiraz um dos mais emblemáticos do mundo. O clima é mediterrâneo com forte insolação, maior máxima diurna entre as regiões vinícolas de South Australia e baixa pluviosidade de 500mm de chuva, concentradas no inverno. Os solos variam entre margas-argilosas amarronzadas, e solos franco-arenosos acinzentados, sempre com fertilidade relativamente baixa. A viticultura tradicional de “bush pruning”, ou condução arbustiva, e a irrigação severamente controlada ou completamente evitada em alguns casos, limitam a produtividade e refinam a expressão dos vinhos de Barossa.

A reputação dos vinhos da Schild está sendo construída pelo compromisso da família em transmitir através de seus brancos e tintos o que há de melhor do seu invejável patrimônio de vinhedos, numa busca incessante de complexidade, “drinkability” e particularidade nos seus vinhos, puramente Barossa.

Avaliação Pessoal: ST (90) = Muito bom

Visual vermelho rubi, aromas carregados de frutas vermelhas como cereja e morango, alternando com pimenta do reino, cravo e floral. O paladar e macio, corpo médio, repete a carga de frutas, muito intensa e saborosa. Sua acidez é muito boa, liberando bom frescor com final de boca agradável e longo.

Austrália – Barossa – 100% Syrah – 14,7% – 12 meses em barrica – importador Decanter

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A história da viticultura no Ribatejo, Portugal, perde-se nos tempos, já que a existência de vinha no Ribatejo é muito anterior à nacionalidade, conforme atestam os amarelados manuscritos em papiro, do tempo dos romanos que terão sido os principais introdutores da cultura da vinha nesta Região.

Sua área geográfica correspondente à Denominação de Origem Controlada Ribatejo, abrange a área de todas as suas sub-regiões: Almeirim, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Santarém e Tomar, desde 21 de Março do ano 2000. Antes dessa data, cada uma das sub-regiões correspondia a uma IPR independente.

O vinho degustado Conde de Vimioso é da Sub-região de Almeirim, assinado por João Portugal Ramos grande nome da vitivinicultura de Portugal, enólogo consultor, e desde 1992, como produtor engarrafador. O Alentejo foi a região eleita para produzir os seus primeiros vinhos, e depois de muitos rótulos de sucesso, veio o Ribatejo, tendo como objetivo prioritário engrandecer os vinhos desta região promissora.

Em 2004 nasce o seu projeto Falua, com instalações moderníssimas apetrechadas com os mais modernos equipamentos, aonde João Portugal traz uvas dos melhores vinhedos do Tejo – nova designação do Ribatejo – para transformá-las em vinhos de classe mundial.

Avaliação Pessoal: ST (90+) Muito bom

Visual roxo brilhante, aromas que encantam mesmo primários mostrando certa complexidade, hortelã, pimenta, floral, frutas negras com um dulçor na medida certa. O paladar é elegante, macio, confirma o nariz, com notas de pimenta e hortelã, acidez viva, com final saboroso e longo.

Portugal – Ribatejo – 50%Touriga Nacional, 30% Aragonês e 20% Cabernet Sauvignon – 14,5% – Importador Decanter – www.falua.net

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Mais um vinho degustado na confraria no final de semana. Desta vez falo um pouco do Clos Figuers Priorat 2000, um Espanhol da região do Priorat, elaborado pela vinícola Clos Figueras, com as uvas Garnacha, Carinena, Syrah, e Mourvedre. Passa por microvinicação em barricas de carvalho de 500 litros e depois descansa por 13 meses em barril de carvalho de 225 litros. Um dos vinhos preferidos do meu amigo Robert Parker…rsrsrs.

A região do Priorat é a segunda menor DO da Catalunha, mas tem uma das melhores reputações. Montanhosa, inacessível, é uma das regiões novas ótimas para o vinho tinto, localizada no norte da Espanha.

A primeira evidência registrada de cultivo da uva e a produção de vinho datam do século 12, quando os monges da Cartuxa Mosteiro de Scala Dei, fundada em 1163, introduziu a arte da viticultura na região.

No final do século 19, a Filoxera praga
que devastou as vinhas causando a ruína econômica ea emigração em grande escala da população. Antes da filoxera atingiu, Priorat é suposto ter tido cerca de 5.000 hectares (12.000 acres) de vinhedos. Não foi até 1950 que foi realizado replantio. O Priorat DO foi formalmente criado em 1954. A sede do órgão regulador do DO foi inicialmente Reus, cerca de 30 km a leste do vinho-região, ao invés de Priorat. Na década de 1985, a produção de vinho a granel foi extinto e engarrafamento de vinhos de qualidade.

Avaliação Pessoal: ST (90) = Muito bom

Visual levemente evoluído, aromas que demoraram a aparecer de frutas vermelhas, herbáceo e floral. O paladar apresentou médio corpo, acidez pronunciada, fresco, redondo e equilibrado. Faltou aquele encanto esperado, acredito uma maior intensidade, afinal é um vinho caro, com uvas que tem características de grande evolução. Talvez tenha sido ofuscado pelos concorrentes na mesa, mais expressivos.

Espanha – Priorat – 14,5% – Grenache e Carignan (80%), Syrah, Mourvedre e Cabernet Sauvignon – Importador Mistral: 335,00 safra atual

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Na noite de terça feira reunimos um grupo de amigos para conhecer alguns vinhos na loja Puerto Madero Winery em Vila Velha. Dentro de um giro na taça onde apreciamos vinhos California, Italia e Espanha, o vinho que realmente me chamou muita atenção na noite foi o espumante Argentino, Alma Negra Tikal, um Rosé Brut, método Champenoise, elaborado com 100% de uva Malbec que abriu os trabalhos.

A bodega Tikal foi criada por Ernesto Catena, filho de Nicolas Catena aonde teve uma base incrível vendo seu pai trabalhar. Com ele aprendeu a observar detalhes para a elaboração de grandes vinhos. Mas seguiu seu caminho, criando vinhos modernos com um estilo próprio.


Avaliação Pessoal: ST (90) = Muito Bom

Visual mostrando boa perlage, fina e persistente, intenso no nariz, apresenta notas de pêssego, frutas vermelhas, vegetais e cítricas. Na boca muito frescor proporcionado por uma acidez pronunciada, muita fruta, equilibrado, fácil de gostar.

Argentina – Mendoza – 2009 – 100% Malbec – 12,7% – Importador Mistral / Puerto Madero Winery R$ 70,00

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Este mês quem escolheu o tema para #CBE (Confraria Brasileira de Enoblogs) foi Daniel Perches, um espumante “Cava” de qualquer valor.

Por coincidência na semana passada tive a oportunidade de degustar mais uma vez o Castellroig Brut, em um jantar harmonizado promovido pelo Novotel a importadora Grand Cru.

Castellroig é um produtor reconhecido pela qualidade e ótimas notas obtidas. Produz suas Cavas somente com uvas cultivadas na propriedade, um diferencial importantíssimo e raro, já que a maioria das bodegas são gigantescas e compram uva.


Avaliação Pessoal: ST (90) = Muito boa

Adorei, tem tudo que procuramos em um espumante de qualidade, perlage fina e persistente,aromático, bastante fresor, equilíbrio e um bom final de boca. Com certeza um belo coringa nas harmonizações, vai com quase tudo. Foi harmonizado com a salada acima.

Espanha – Penedes – Macabeo, Parellada, Xarel·lo – 11,5 % – Importador Grand Cru – R$ 57,00

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Bom meus amigos, cada dia que passa acredito mais nesta harmonização entre o vinho e a música. As sensações que a música me transmite é a mesma do ato de degustar um bom vinho. Neste momento estou na varanda de minha casa ouvindo Van Halen e, saboreando este vinho belo chileno da safra 2003, tendo um prazer incrível…não dava para deixar de falar isso com vocês.

Avaliação Pessoal: ST (90)

Na taça o vinho mostra visual levemente acastanhado, aromas complexos, mentol, torrefação, ameixa, cedro e especiarias mil. O paladar é redondo, pronto, taninos polidos, médio corpo, confirmado o nariz com final de média intensidade. Com certeza no seu momento, não tendo mais tempo de vida na garrafa.

Chile – Cabernet Sauvignon – 14% alc

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Acabou a minha expectativa, sábado passado pude conhecer na taça a mais recente safra de um dos vinhos mais admirados pelos Capixabas, o Memorias (2007). A safra 2007 do Chile está sendo considerada a melhor de todos os tempos, com condições climáticas super favoráveis.

A colheita ocorreu em Abril de forma manual e cuidadosa em caixas de 13kgs com baixa produtividade (5.400kg/ ha). Os cachos foram selecionados, desengaçados e levemente esmagados. O vinho foi submetido a uma crio-maceração de 8ºC por 5 dias com posterior início da fermentação alcoólica em 16 dias. Maceração pós-fermentativa de 15 dias e trasfega para amadurecimento em barricas.

Depois estagiou por 14 meses em barricas de carvalho francês novas (30%) e (70%) em barricas de 2º uso. Um ano em garrafa antes de sair ao mercado.


Avaliação Pessoal: ST (90+/93)

Rolha em perfeito estado, visual púrpura quase intransponível, aromas encantadores de tabaco, esmalte, café, herbáceo leve e o eucalipto tradicional. O paladar se apresenta com concentração nitidamente maior que a safra anterior, robusto, taninos firmes, acidez viva, com delicioso retrogosto frutado e longo. Um vinho que merece decanter de no mínimo de uma hora e uma boa carne de caça para harmonizar. Tem todas as características de um vinho de longa guarda.

Chile – Maipo – 80% Cabernet Sauvignon e 20% Carmenére – 15% – Decanter, preço médio R$ 120,00


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Por estes dias tive a oportunidade de conhecer mais um grande representante do Chile na taça. Desta vez foi o Limited Edicion Syrah 2007, elaborado pela vinícola Lagar de Bezana na região do Cachapoal, a região mais próxima dos Andes, literalmente no pé da cordilheira. A pequena propriedade de 57 ha tem uma produção anual de 130.000 litros, aonde produz diversas castas, Cabernet, Syrah, Petit Verdot, Carmenére, Tintorera, Genache, Mouvedre e Viogner. A colheita se faz toda manual, assim como a rotulagem de suas garrafas. O site da vinícola é http://www.lagardebezana.cl/.

Avaliação Pessoal: ST (90+/94)

  • Como se pode verificar acima o estado da rolha mostra no mínimo sua qualidade e uma “importação cuidadosa”. Na taça o visual mostra um vermelho vibrante, aromas que explodem de frutas vermelhas e negras, baunilha e coco. O paladar é amplo, gordo, com textura aveludada, acidez adequada, confirma a fruta de boa qualidade, madeira bem colocada, com persistência longa. Um vinho acima da média, que vale o preço. Pode ser consumido agora, mas quem tiver paciência irá colher bons frutos.

Chile – Cachapoal – 100% Syrah – 14,5% – Importador: Magnum/Ville du Vin R$ 130,00

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Abrir uma garrafa de Mouchão é um verdadeiro prazer. É Sem dúvida um dos melhores e mais tradicionais vinhos de Portugal, elaborado por nada menos que Paulo Laureano em um terroir muito específico e impossível de se reproduzir. A casta Alicante Bouschet, encontrou na região as condições que lhe permitem um ótimo desenvolvimento com excelentes resultados enológicos. Proveniente da França, esta casta é para os franceses uma verdadeira dor de cabeça. O clima quente e seco do Alentejo garante o número de horas de sol que o Alicante Bouschet necessita, os solos de várzea, profundos, com uma camada de argila no subsolo que armazena água, as condições de relevo que rodeiam as vinhas e condicionam o seu microclima, permitem que as uvas desta casta sejam colhidas no ponto ótimo de maturação. No Mouchão também são plantadas as castas tintas Trincadeira e Aragonez e em menor escala as brancas Antão Vaz, Arinto e Roupeiro.

  • As uvas são vinificadas em lagares com pisa a pé e controle de temperatura. Após a fermentação, o vinho estagia durante 2 a 3 anos em tonéis de madeira com mais de 40 anos e capacidade superior a 2.000 litros.

Avaliação Pessoal: ST (90+)

Ao abrirmos a garrafa verificamos que a rolha estava vazada, que causou apreensão do grupo. Na taça mostrou de inicio aromas apagados, que com o tempo +- 1 hora depois começou liberar seus encantos, mentol, fruta madura, madeira velha e especiarias. O paladar estava gordo, amplo, macio, acidez viva, equilibrado, acompanhando muito bem um bacalhau…

Portugal – Alentejo – Alicante Bouschet 70% e Trincadeira 30% – 15% – 24 meses em carvalho Francês + 12 meses em garrafa – Importador: Adega Alentejana R$120,00

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Bem meus amigos, ontem completei 8 anos de casamento. Fazendo uma analogia ao vinho, quando no casamento existe qualidade, evolui muito bem. E graças a Deus o meu casamento é assim com um grande vinho, estruturado e ao mesmo tempo delicado, integrado, evoluído muito bem.

Para comemorar decidi abrir a principio o Yacochuya 2001 ST (94+), um vinho argentino elaborado por Michael Rolland, que me surpreendeu de forma positiva na taça. O visual apresentou um acastanhado típico dos vinhos evoluídos, aromas complexos de figos em calda, cedro, especiarias, própolis que se alternavam a todo tempo na taça. O paladar estava cremoso, intenso, equilibrado, que apesar dos seus incríveis 16% de álcool, que não se fazia sentir. Um vinho que vai evoluir muito bem com o passar dos anos, tem bagagem para isso.

Não satisfeito, decidi então arrumar uma rival para o argentino, abri uma garrafa de Don Melchor 2002 ST (90+), um dos mais conceituados vinhos chilenos da atualidade. Na taça a diferença de estilo se mostrou gritante e evidente. Apesar de 9 anos de safra o vinho se apresentou primário, coloração fechada, quase intransponível, aromas lácteos que me incomodou um pouco. O paladar mostrou força, mais agradável que no nariz, aveludado, também bastante equilibrado, com uma ótima persistência.

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