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Dando prosseguimento a minha busca no ExpoVinis 2012 por vinhos que ainda não conhecia na taça, falo hoje sobre um vinho licoroso, o Mouchão licoroso 2006 tinto. Produzido por métodos tradicionais, pisa a pé e estágio em piparões, durante 4 anos antes de ser engarrafado.  

A Herdade do Mouchão possui um terroir muito específico e impossível de se reproduzir. A casta Alicante Bouschet há muito tempo encontrou por lá, no Alentejo, as condições que lhe permitem um ótimo desenvolvimento com excelentes resultados enológicos. Proveniente da França, esta casta é para os franceses uma verdadeira dor de cabeça. O clima quente e seco do Alentejo garante o número de horas de sol que o Alicante Bouschet necessita os solos de várzea, profundos, com uma camada de argila no subsolo que armazena água, as condições de relevo que rodeiam as vinhas e condicionam o seu microclima, permitem que as uvas desta casta sejam colhidas no ponto ótimo de maturação. No Mouchão também são plantadas as castas tintas Trincadeira e Aragonez e em menor escala as brancas Antão Vaz, Arinto e Roupeiro.

País: Portugal – Região: Alentejo – Uvas: Alicante Bouschet e Trincadeira – Graduação Alcoólica: 21,5%

Visual:  Rubi com reflexos violáceos, de intensidade alta, sem evolução.

Aroma: Bastante intenso, frutas vermelhas e negras, baunilha, evoluindo na taça para caramelo e chocolate.

Paladar: Gordo, muita concentração, taninos finos e uma acidez viva e equilibrada. O seu final é longo e saboroso.

Harmonização: Os doces acompanham bem vinho licoroso doce ou meio doce, conforme a sobremesa tenha mais ou menos açúcar na sua produção.

Importador:  http://www.alentejana.com.br/

Site Vinícola: http://www.mouchaowine.pt/

Preço: 102,50

Avaliação Pessoal: ST (90) muito bom

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Amigos, vocês já ouviram falar no Encabezado de Malbec? Na noite desse sábado fui apresentado a este vinho de sobremesa e fiquei surpreso com sua qualidade, proporcionando muito prazer na taça.

É feito com uvas muito maduras, que passam pelo processo de fortificação onde é adicionado a uma proporção de álcool vínico (aguardente) de alta graduação para interromper a fermentação e aumentar o teor de álcool e sua concentração. No mundo há fortificados secos e doces, o mais famoso vem da região do Porto, em Portugal, onde este tipo de vinho brilha pela excelência e qualidade. Na Argentina existe um grande esforço para desenvolver produtos semelhantes, mas com identidade própria, como esse degustado, elaborado com a uva ícone da Argentina, a Malbec.


Avaliação Pessoal: ST (92) – 24 meses em barrica de carvalho francesa – 100% Malbec – 20% alc – Não consta no catálogo da importadora da bodega (Trapiche) no Brasil, a Interfood – Valle de Uco – Mendoza – $75 – Argentina.

  • Visual petróleo intransponível, aromas explodem na taça, cassis, baunilha, chocolate, caramelo e defumado. O paladar é doce e concentrado, corpo aveludado, suave, ótima acidez capaz de contrabalançar o seu elevado dulçor e álcool, finalizando com uma persistência muito longa. A harmonização testada foi com um Petit Gateu e combinou muito bem.

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No coração do Périgord, em frente à Bergerac, os vinhedos do Château Ramon se estendem sobre os flancos do vale do rio Dordogne, dispostos entre 50 e 180 metros de altitude. A natureza do solo é argilo-calcária com um domínio de calcário em algumas parcelas, conferindo aos vinhos aromas intensos e uma estrutura potente. As mesmas uvas cultivadas em Sauternes triunfam nos belos vinhedos da região, sendo também atacadas pela Botrytis cinerea.

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A Cossart Gordon & Co. fundada em 1745 por dois jovens escoceses, é a mais antiga empresa produtora de vinhos Madeira e também parte integrante da Madeira Wine Company, que reúne ainda as marcas (Blandy, Leacock e Miles). Desde 1989 pertence à poderosa família Symington, líder no segmento de vinhos generosos portugueses.

O estilo dos vinhos é marcado pelos clássicos descritores aromáticos, com classe e profundidade e diferenciam-se em boca por menor doçura, mesmo quando elaborados com a Malvasia (Malmsey) ou Bual. Nas linhas de entrada com vinhos vendidos mais novos, a elaboração é realizada a partir de uma estufagem forçada, em armazéns construídos para este efeito. Tratamento diferenciado recebem os vinhos de qualidade superior, que envelhecem em cascos colocados em armazéns (geralmente nas partes mais altas), ficando aí sujeitos às variações naturais de temperatura, método denominado “canteiro”. As temperaturas anuais em Funchal, onde estão estes depósitos, estão entre 18-22°C.

Ilha da Madeira – Distante 1.100 km da costa portuguesa. Vinhedos plantados a 200 metros de altitude no norte da ilha perto de São Vicente e no sul, em Câmara de Lobos.

Caracterizado por mesoclimas, apresenta verões quentes e úmidos e invernos amenos. Nas zonas vitícolas encontramos os climas sub-úmidos e úmido a árido, conforme vamos da costa norte no limite superior para plantação da vinha, até à costa Sul, a cotas inferiores a 150 metros de altitude. Os valores anuais médios de precipitação estão em 3.000 mm nas zonas elevadas e 500mm na costa Sul junto ao mar.

Solos de origem vulcânica, basálticos em sua maioria. De uma forma geral têm uma textura argilosa e quimicamente apresentam-se ácidos, ricos em matéria orgânica, magnésio e ferro, pobres em potássio e suficientes em fósforo.

Colheita manual, seguida de fermentação com leveduras naturais e na ausência das películas, a uma temperatura de 24-26°C em cubas de inox. Após 48 horas, a fortificação é efetuada com álcool vínico a 96°v/v, de forma a conservar o teor de açúcar natural desejado. Terminado esse processo, o vinho foi transferido para um tanque estufa, onde submeteu-se a um processo cíclico de aquecimento e arrefecimento, com temperaturas entre 45-50°C, durante 3 meses. Concluída a estufagem o vinho esteve a maturar em cascos de carvalho americano. Filtração e clarificação antes do engarrafamento.

Tinta negra mole é a casta de utilizada na elaboração do Vinho Madeira, resultou do cruzamento das castas Pinot Noir com a Grenache, originárias de França. Cerca de 85% do vinho da Ilha da Madeira tem esta origem.


Avaliação Pessoal: ST (90)

  • Visual granada claro, límpido e brilhante. Aromas de frutos secos, uva passa, figo, ameixa seca, passando para notas amendoadas. O paladar é seco, bom corpo, equilíbrio entre acidez e teor alcoólico. Persistência média. Retro-olfato intenso, confirmando o nariz. Um belo aperitivo!

Portugal – Ilha da madeira – V.L.Q.P.R.D. (Vinho Licoroso de Qualidade Produzido em Região Determinada) – 100% Tinta Negra Mole – 19% Alc – R$ 80,00 – Importador Decanter

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Possivelmente o vinho de sobremesa mais lendário do mundo, com mais de 400 anos de história, o Tokaj antecede ao Reno em um século e a Sauternes em dois na elaboração intencional de vinhos afetados pela podridão Botrytis cinerea em sua manifestação “nobre”. A alemã Marta Wille-Baumkauff faz parte da nova geração de investidores que chegou à região após a derrocada do sistema comunista, e com uma visão aberta e orientada à qualidade, conseguiu restituir à Tokajihegyalja a sua antiga glória, um verdadeiro renascimento do “vinho dos reis e rei dos vinhos”.

Vejam as diferenças entres os tipos de Tokaji, o vinho que degustei, Pendits Tokaji Furmint Édes 2007 é um colheita tardia:

  • Vinhos secos: Apelidados em tempos ordinarium (vinho comum) hoje em dia passaram a indicar o nome das respectivas castas: Tokaji Furmint, Tokaji Hárslevelû e Tokaji Sárgamuskotály.
  • Vinhos de colheitas Tardias: Nesta categoria encontram-se vinhos provenientes de uvas parcialmente boteytizadas com maior ou menor quantidade de açucar residual.
  • Tokaji Szamorodni: Esta palavra de origem polaca significa: “como nasceu” ou “como isso cresce”. O Szamorodni é elaborado a partir de uvas parcialmente botritizadas sem selecção dos bagos botritizados (aszú). Usado como aperitivo pode ser seco ou doce dependendo da proporção de uvas botritizadas.
  • Tokaji Aszú: São os vinhos mais conhecidos da região. Provêm da adição ao vinho de base de uvas com elevado grau de podridão (também designada por podridão nobre), como resultado da presença do fungo Botrytis Cinerea, dando origem à formação de uma massa pastosa. A quantidade desta “massa” adicionada ao vinho de base é quantificada em recipientes próprios designados por puttonyos (cada puttonyo significa 25 kg de aszú). Nos rótulos destes vinhos encontramos obrigatoriamente o número de “puttonyos” adicionados (varia de 3 a 6).
  • (3 puttonyos) = residual de açúcar mínimo exigido 60grs (6 a 9%) / (4 puttonyos) = residual de açúcar mínimo exigido 90grs (9 a 12%) / (5 puttonyos) = residual de açúcar mínimo exigido 129grs (12 a 15%) / (6 puttonyos) = residual de açúcar mínimo exigido 150grs (15 a 18%) / (Tokaj Eszencia Aszú) = residual de açúcar mínimo exigido 180grs (mais de 18%) / (Tokaj Eszencia) = residual de açúcar mínimo exigido 400grs (40 a 70%) muito raro.
  • Tokaji Eszencia: Uma raridade absoluta, o sumo gota-a-gota dos bagos aszú. A Eszencia é um néctar com uma concentração de açúcar comparável à do mel.

Avaliação Pessoal: ST (88) = Muito bom

Visual amarelo claro brilhante, aromas franco de frutas como abacaxi, casca de laranja, alternado com damasco e mel. O paladar apresenta untuosidade leve, bastante equilíbrio entre acidez e dulçor, fresco, com final bastante agradável e longo. Foi harmonizado com uma torta Strudel de Maçã, no qual se saiu bem.

Nordeste da Hungria – vinhedo específico “Holdvölgy” em conversão orgânica – Tokaj- Hegyalja – 100% Furmint – 3.400 garrafas – 6-8 meses em barricas de carvalho húngaro – Importador Decanter: 98,00

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No Brasil, pouco se conhece sobre vinhos de sobremesa e, por isso, não se tem o hábito de brindar nessa hora. Mas o rótulo ideal proporciona aquele grand finale que um jantar festivo merece por aqui, é quase praxe: pedido o doce que encerra o jantar, suspende-se o vinho. “Cerca de 90% das pessoas nem sabem que vinhos podem ser parceiros da sobremesa”, calcula o sommelier Dionísio Chaves, do Fasano Al Mare, do Rio de Janeiro. Não só podem. Há uma categoria especialmente destinada a essa função. Os chamados vinhos de sobremesa são mais doces do que os outros. Podem ser tintos, brancos ou espumantes, encorpados ou leves, mais ou menos ácidos, fortificados ou não, envelhecidos ou jovens. “É um universo bem vasto e variado para o consumidor começar a explorar”, diz a sommelier Eliana Araujo, que integra o conselho de Casa e Comida. E, no meio de tanta diversidade, a ideia é escolher o vinho que mais combina com cada doce, exatamente como se faz com os pratos salgados.

A tarefa não é fácil. “Mesmo quem demonstra conhecer vinhos, mostra-se reticente na hora de pedir qual vai acompanhar uma sobremesa”, conta Dionísio. Professora de bebidas do curso de gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, Suzana Jhun dá uma dica para quem quiser se arriscar: “Uma regra básica é que o vinho deve ser mais doce do que a sobremesa”. No Brasil, onde as guloseimas tendem a carregar nas doses de açúcar, a premissa nem sempre pode ser aplicada. O.k., há outras formas de harmonizar um com outro. Importante, segundo a professora, é buscar o equilíbrio entre ambos: o vinho nunca deve dominar e submeter a sobremesa, e vice-versa. “O ideal é que, quando unidos, os dois sejam capazes de valorizar o sabor um do outro”, ela afirma. E exemplifica: “Se odoce for leve,omelhoréqueovinho também seja”.

Além do grau de doçura e de leveza, deve-se levar em conta o ingrediente principal. “Se a sobremesa for de abacaxi, posso recomendar um vinho que também tenha notas aromáticas cítricas”, diz Dionísio. Em suas harmonizações, porém, os especialistas não usam apenas o critério da semelhança. Às vezes recorrem ao contraste. “Aí o que se busca é atenuar certa característica do doce como vinho. Por exemplo, se ele for mais ácido, pode amenizar a gordura excessiva”, diz Suzana.

Para inspirar, Dionísio sugere nesta reportagem vinhos para doces preparados por Mara Mello, nome badalado da pâtisserie paulistana. Antes, descubra um pouco sobre as principais “famílias”.

Sagu de maracujá com frutas vermelhas combina com…

Doces com frutas, em particular cítricas ou de sabor mais ácido, precisam de um moscato d’asti, ligeiramente frisante, ou de um espumante de uva moscatel. uma alternativa é um champanhe demi sec. segundo o sommelier dionísio chaves, a acidez deles estabelece um “diálogo construtivo” comas frutas, ressaltando seus sabores.

sugestões: muscat de baumes de venise (frança), moscato d’asti la rosa selvatica 2008 (itália) e moscatel aurora (brasil).

como servir: à temperatura de 6 a 8 graus. Pode ser em uma flûte ou um champgne coupe, aquele modelo com boca larga, igual às taças da vovó. nesse tipo de copo, o gás se dispersa logo, ressaltando os aromas e a doçura da bebida.


Crème brûlée combina com…

Guloseimas cremosas e leitosas casam especialmente com os late harvest ou um sauternes. Doces e frutados, são vinhos encorpados, mas menos alcoólicos do que um xerez ou um porto. Essa característica faz com que eles não submetamo sabor suave desse tipo de sobremesa.

sugestões: os franceses chateau la florêt 2000 sauternes e late harvest 2006 do vale do lontué, com uvas sauvignon blanc. ou o nacional colheita tardia aurora.

como servir: taça de vinho branco, em temperatura entre 7 e 9 graus, que ressalta sua acidez.

Ovos nevados combinam com…

Doces com ovos tendem a apresentar doçura muito acentuada. numa harmonização por contraste, o sommelier dionísio chaves sugere um vinho não tão doce, mas com bastante personalidade, como um xerez branco do sul da espanha ou até um vinho madeira seco, de portugal. por semelhança, a opção seria um late harvest branco ou um sauternes. são vinhos doces, mas com acidez suficiente para equilibrar o açúcar da sobremesa.

sugestões: madeira seco h.m.borges (portugal) e echeverria late harvest 2005 (chile).

como servir: o madeira pode ser servido entre 14 e 16 graus, em copo de degustação – que, menor (100 milímetros de altura), funciona como um curinga para vinhos de sobremesa. já o late harvest (e o sauternes), em taças de vinho branco, entre 7 e 9 graus.

Moscato d’asti, asti spumanti e moscatel espumante Os dois primeiros são produzidos na região de Asti, no Piemonte, Itália. O terceiro é feito em outros lugares, inclusive no Brasil, com a mesma uva (Moscato) e pelo método asti (uma única fermentação, não as duas de boa parcela dos espumantes). O enólogo – chefe da gaúcha Vinícola Aurora, Nauro Morbini, afirma que ele vem conquistando o brasileiro, embora não seja usado só como vinho de sobremesa. “Em 2009, as vendas cresceram 20%”, diz Nauro, que o considera versátil. “É quase um curinga.” Todo esse grupo é frutado, tem bom nível de acidez e doçura branda. Harmonização: frutas e doces com frutas.

late harvest São os vinhos de colheita tardia. “Espera-se que a uva amadureça até quase estar passada para colhê-la”, conta Nauro. Têm acidez suficiente para contrastar com a gordura e uma maior estrutura.Harmonização: sobremesas igualmente encorpadas, como doces à base de leite, creme de leite, leite condensado ou coco.

Passitos Feitos com uvas desidratadas e convertidas em passas. São bem doces.
Harmonização: delícias leitosas e cremosas.

Sauternes Brancos da região francesa de mesmo nome, onde as parreiras sofrem a ação do fungo botytis cinerea, que torna porosa a casca, fazendo com que as uvas percam água. Daí, a concentração natural de açúcar aumenta. São chamados de vinhos “botritizados”.
Harmonização: pudins e doces mais “pesados” – como cremes, por exemplo.

Fortificados A fermentação é interrompida para adição de aguardente vínica, o que torna o vinho mais alcoólico (até 23o GL, alguns graus “mais forte” do que a média). Podem ser envelhecidos por muitos anos. Os mais conhecidos são os Porto, portugueses, os Jerez (ou Xerez, ou Sherry), espanhóis, e os Marsala, italianos. Mas há outros. “Destaco o Tannat fortificado produzido no Uruguai com a mesma técnica do Porto. Comercialmente conhecido como licor de tannat, tem excelente concentração de taninos e frutos negros e notas de especiarias”, diz a sommelier Eliana.
Harmonização: doces com frutas secas (figo, tâmara) e oleaginosas (castanhas, nozes), ou de chocolate.

Vdn Os Vin Doux Naturel são produzidos no sudeste da França com uvas Moscato e Grenache. Devem ser bebidos ainda jovens e resfriados. Harmonização: chocolate.

  • texto Andréa Ciaffone e Dagmar Serpa

Via: Revista Casa Jardim

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Para quem ainda não entrou no mundo dos vinhos de sobremesa não sabe o que está perdendo. Segue ai uma boa opção, Muscat de Saint Jean de Minervois do sul da França, vendido no Dutyfree por US$ 24. Sua denominação oficial é Muscat de Saint Jean de Minervois. Não me lembro de ter visto um vinho que tenha seu nome o mesmo de sua denominação.

AOC Muscat du Languedoc

Regras de produção

O rendimento não pode exceder 28 hl/ha em função dos anos de colheita.
A casta única é o Muscat de bagos pequenos. A maturidade não pode ser inferior a 252 g de açúcar por litro (aproximadamente 14°). Os vinhos doces naturais são vinificados exclusivamente por produtores que fazem a colheita. O álcool utilizado para a mutação é obrigatoriamente álcool vínico a 96% de volume. É adicionado numa proporção de 5% a 10% do mosto total. O teor de álcool final deve estar compreendido entre 15° e 18°.

Muscat de Frontignan (AOC desde 1936)

Uma vinha situada entre o Étang de Vic La Gardiole e o Étang de Thau, perto do município de Frontignan.
Solos argilo-calcários com teores de areia cada vez mais importantes à medida que se aproxima do Mediterrâneo. A garrafa torcida tornou-se o símbolo dessa denominação.

Muscat de Lunel (AOC desde 1943)

Uma vinha implantada à volta da cidade de Lunel, a meio caminho entre Montpellier e Nîmes, região da «bouvine» e de «courses à la cocarde» (corridas de touros). A região de denominação está situada em solos de grés pedregosos com elementos siliciosos vermelhos. Esses solos podem atingir profundidades consideráveis.

Muscat de Mireval (AOC desde 1959)

Uma vinha situada no Étang de Vic La Gardiole, perto do município de Mireval, na estrada que liga Montpellier a Sète. Solos de origem jurássica, com numerosos fragmentos calcários.

Muscat de Saint Jean de Minervois (AOC desde 1949)

Uma vinha situada a 250 metros de altitude, com solos de calcário alveolar. São solos muito pouco profundos, onde os fragmentos de calcário se misturam com a argila vermelha. O clima mediterrâneo é temperado pela altitude.

Avaliação Pessoal: ST (87)

Visual amarelo ouro, aromas de mel, damasco, frutas secas, floral e especiarias. No paladar mostra bom corpo, untuoso, confirma o nariz nos sabores, faltando somente de um pouco mais de acidez para balancear o seu dulçor.


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Bem meus amigos não posso dizer que ficar em Vitória no feriado está sendo ruim. Depois da noite de italiana de quarta com Brunello & Barolo na taça, a na noite de ontem foi a vez de degustar um dos sonhos de consumo de qualquer enófilo que se preze. O vinho aberto foi nada menos que um Château d’Yquem 1996, um néctar, o melhor vinho de sobremesa do mundo, cortesia do amigo Marcos Fonseca.

Château d’Yquem é o único Premier Cru Classé Superior, a categoria mais alta que uma vinícola pode alcançar na região de Sauternes. A vinícola tem mais de 400 anos de história onde doze gerações vem elaborando um dos vinhos mais famosos e caros do mundo. Uma garrafa dependendo de sua safra, chega a custar até 5 mil euros. Seus vinhos fazem parte das melhores cartas de vinho do mundo e são servidos nas luxuosas festas de reinos e principados.


O motivo da abertura desta garrafa foi tão nobre quanto o próprio, homenagear o amigo Dr. Welington Andrade que recebeu de Deus uma nova vida. Mais não parou por ai, levei um Château Leoville Poyferre 1983, Luiz Cola um Château Palmer 1980, Aldir um Chadwick 2003 e um Coulée de Serrant 2005 e Welington um VSC 2003, que comentarei durante o feriado.


Avaliação Pessoal: simplesmente perfeito ST (100)

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Vinho do Porto, uma história engarrafada, para ter um momento de meditação não há nada melhor.

Esta garrafa ganhei de presente de um amigo carioca apreciador dos grandes Portos.

Deixei por 15 dias em pé para que seus sedimentos fossem para o fundo da garrafa assim podendo aproveitá-lo em sua plenitude.

A WARRE’S foi a primeira empresa do Porto Britânica, fundada por dois jovens aventureiros, Clarke e Thornton, em 1670. Em meados do século 20 a empresa foi vendida para Symington Family Estates, assumindo o controle total da Warre’s até hoje.

Como acontece com outras casas do Porto, Warre’s também esta intimamente ligada à sua quintas, ao longo do Douro e seus afluentes, que são a fonte de uvas desta região.

Com a Warre’s está a Quinta da Cavadinha, localizada no Vale do Pinhão no curso superior do Douro, conhecida como Alto Douro (ou Douro Superior). Hoje, é amplamente reconhecido que são essas vinhas, com seus baixos índices pluviométricos, que são a fonte da qualidade das uvas de melhor. O Pinhão é um afluente do Douro, fluindo a partir do norte, unindo o corpo principal da água na cidade de mesmo nome.

O vale não é casa apenas para Cavadinha, mas também da Quinta do Noval e Quinta do Passadouro (Niepoort), e Dow’s que está localizado perto da união dos dois rios no Douro. Cavadinha é uma importante fonte de fruta para Warre’s Vintage Porto, e em anos não-declarados que podem ser engarrafados como vinho de mesa. É também o local do vinhedo experimental da Warre , criado para avaliar a disponibilidade de uma nova plantação de porta-enxertos e clones, e as plantações são em quantidade suficiente para microvinificações ser realizados para avaliar os resultados.

Avaliação Pessoal:

Rolha em perfeito estado, visual como se pode ver acima acastanhado brilhante sem sedimentos, ficando toda borra no fundo da garrafa. Os aromas remetem a caramelo, nozes, licor, tabaco, damasco, floral….. álcool aparente mais não incomodado. O paladar é amplo preenchendo toda a boca, mostrando cremosidade, taninos macios, acidez muito boa com retrogosto confirmando o nariz e longa persistência.

Portugal – Porto – 20% Alc – ST (95)

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