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Da vinícola chilena “Bravado Wines” conhecia somente Sofia, um belo Pinot Noir. Mas fiquei apaixonado mesmo foi por Marina, um Sauvignon Blanc do Vale de Casablanca. Os vinhos levam nomes que não foram aprovados pela mamãe, Constanza Shwaderer (enóloga) ou pelo papai Felipe Garcia (enólogo), para serem os nomes dos filhos que estavam por vir.

Marina é elaborado de uma seleção especial de diferentes clones de sauvignon blanc dos setores mais frios do Vale de Casablanca. São videiras jovens, plantadas em 2000. Produção de Sauvignon Blanc: 8 ton / ha

Avaliação Pessoal: ST (93) – 100% SB – 13,5% – Não passa em barricas. 3 meses em tanques de inox – R$ 86,00 – www.buywine.com.br.

  • Visual amarelo bem clarinho, quase transparente, com reflexo verdeal, límpido e brilhante. O nariz explode com notas minerais e bastante frutadas, com um “cajá” evidente e encantador. O paladar é muito fresco, com uma acidez viva e bem equilibrada com o teor alcoólico. Bom corpo, confirmando a fruta e o mineral do nariz. Um SB encantador!!!

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A importadora Magnun trouxe ao Brasil os enólogos Rafael Tirado da vinícola chilena Laberinto (foto ponta esquerda) e Meinard Bloem da também chilena Lagar de Bezana (foto acima ponta direita). A primeira cidade visitada foi Vitória, e em seguida será Rio e São Paulo.

Em jantar realizado pela no Bristrô Ville du Vin na Praia do Canto, os enólogos receberam formadores de opinião para degustação onde foram apresentados os vinhos Laberinto Sauvignon Blanc Cenizas de Barlovento 2011, Laberinto Pinot noir 2010, Lagar de Bezana Cabernet Sauvignon 2008, Lagar de Bezana Aluvión Grand Reserva 2007 e o Lagar de Bezana Limited Edition 2007. Os vinhos foram acompanhados por pratos especiais preparados pelo Chef Tomate, como carpaccio de polvo, Steak Tartare e Pernil de cordeiro confitado ao vinho com risoto de funghi. A harmonização dos pratos com os vinhos brancos e tintos estava perfeita!, “second-me”. Para finalizar, uma sobremesa especial foi servida: Panna Cotta de Chocolate.

O empresário e proprietário da Importadora, Raphael Zanette (foto acima centro), também participou do evento e brindou com os convidados. Os vinhos já estão disponíveis na loja da Ville du Vin.

Segue minha avaliação pessoal abaixo:

Localizado na pré Cordilheira dos Andes, a 600 metros de altitude, as margens do lago Colbun, esse projeto fantástico de Rafael Tirado, um dos mais famosos e respeitados enólogos chilenos, tem apenas 18 hectares e uma gama de premiações e reconhecimentos. O nome Laberinto retrata os vinhedos de Rafael, que foram plantados em curvas e diferentes direções, para aproveitar a diversidade de solos e aumentar a exposição solar. Com isso as uvas e os vinhos ganham em estrutura e complexidade.

Laberinto Sauvignon Blanc Cenizas de Barlovento 2011 – 12,5% -R$ 94,00 – ST (93) Este é um dos melhores, OU O MELHOR, Sauvignon Blanc chileno que já provei até hoje. Já tinha provado a safra 2007, que era importado pela Casa do Porto, que ainda tenho algumas garrafas e está vivinho da silva. A atual safra 2011 levou 94 pontos (Descorchados 2012), mostrou as mesmas características, porem com uma acidez mais pronunciada pela idade. Visual amarelo esverdeado, aromas de cajá, leve grama e erva doce. O paladar é fresco, limpo e cítrico, com algum mineral e uma textura incomum para um Sauvignon Blanc.

Carpaccio de Polvo x Sauvignon Blanc

Laberinto Pinot noir 2010 – ST (90) – 13,5% – R$ 120,00 – Este Pinot foi a primeira vez que provei. Visual rubi claro, nariz intrigante aparecendo uma nota de fumaça, resina, prejudicando um pouco a fruta aparecer. Porem no paladar mostrou a que veio. Ótima acidez, gerando muito frescor, fruta limpa e fresca. Bom equilíbrio e um final de boca agradável.

Steak Tartare x Pinot Noir

A história da bodega Lagar de Bezana, iniciou na década de 90 quando o empresário Ricardo Benzanilla se aventura no mundo das vinhas e dos vinhos. Escolheu uma terra localizada no Alto Cachapoal, aos pés da Cordilheira dos Andes, 87 km ao sul de Santiago. O clima ameno e a variação de temperatura entre o dia e a noite, originam vinhos especiais, de terroir único. O holandês que foi para o Chile com 15 anos, Meinard Bloem, há um ano é enólogo da vinícola. Foi a sua primeira visita ao Brasil.

Lagar de Bezana Cabernet Sauvignon 2008 – 85% Cabernet e 15% Syrah – 14,4% – ST (88) – R$ 62,00 – Lagar de Bezana Aluvión Grand Reserva 2007 – 63% Syrah e 47% Cabernet – 14,5% – ST (90) – R$ 105,00 – Lagar de Bezana Limited Edition 2007 – ST (90+) – 100% Syrah – 14,5% – R$ 145,00.

  • Sobre os vinhos da vinícola Lagar de Bezana, achei muito parecidos. Nariz resinoso, com notas de frutas negras em calda, bastante extrato e alcoólicos. Todos com 14,5%. Diante dessas características indico primeiro uma aeração mínima de 1 hora, a fim de eliminar boa parte desse álcool. Segundo, procurar harmonizar com pratos untuosos, com bastante suculência. Outro fator interessante, e positivo, é a longevidade aparente desses vinhos. Levando em consideração que o álcool é um dos componentes essenciais na evolução de um vinho, além dos taninos e da acidez, recomento, apesar de já estarem em uma idade já avançada, um bom tempo de adega, climatizada é lógico!!!.

Pernil de cordeiro confitado ao vinho com risoto de funghi x os tintos da Lagar de Bezana, perfeito, como falei acima, precisa de pratos untuosos…rsrsrs!

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Líder do movimento garagista e apelidado por Robert Parker como o Bad Boy de Saint Emilion, Jean Luc Thunevin é um dos mais respeitados vinicultores de Bordeaux. Seus vinhos são aclamados constantemente pelos críticos internacionais. Tem como ícone, o Château de Valandraud, disputado por enófilos de todo o mundo, que já tive a oportunidade de provar. O Chatêau foi promovido a Premier Grand Cru Classé B, agora em 2012.

Recentemente conheci na taça o seu vinho branco, N. 02 Blanc de Valandraud 2007. Na maioria das safras, o corte usado é de 50% Sauvignon Blanc e 50% Semillon. Se você está se perguntando por que você nunca viu este vinho, você não está sozinho. A produção é muito pequena. Normalmente apenas 3.000 a 4.000 garrafas são produzidas.

Avaliação Pessoal: ST (92) – França – Bordeaux – 50% Sauvignon Blanc e 50% Semillon – R$ 243,00 – Importadora Casa do Porto

Visual amarelo palha, aromas de frutas (limão, pêssego, pêra), leve amendoado e notas minerais. O paladar é delicado, fino, levemente cremoso, ótima acidez, corpo médio, com um final de boca muito harmonioso, equilibrado, com retrogosto de pêssego e mineral. Seu estágio em barricas por 12 meses mostra que a madeira não interferiu, coadjuvante. Um branco de respeito que vai evoluir muito bem, ganhando complexidade.

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Vinhos que expressam o Terroir, essa é a melhor definição para os vinhos da Viña Tarapacá. Na verdade os vinhos chilenos em geral me remetem ao inicio da minha caminhada com o vinho, trazendo grandes lembranças. Essa semana a importadora Épice promoveu o seu Wine Road Show, uma mini feira de vinhos, para apresentar algumas vinícolas de seu catálogo. Dentro delas a Vinã Tarapacá. Surpreendi-me positivamente e descrevo um pouco de sua história e a minha opinião sobre alguns rótulos abaixo:

Tarapacá, uma das vinícolas mais importantes do Chile, foi fundado em 1874 em Maipo Valley, com um forte compromisso para com a qualidade e consistência do vinho. Com marcas de renome como Gran Reserva ou Reserva Tarapacá. É um dos principais representantes de vinícolas do Novo Mundo. Ocupando 2.600 hectares no Vale do Maipo, considerado o berço do vinho chileno, sendo 600 hectares com vinhedos, apresenta um terroir único para o nascimento de vinhos com alta qualidade.

Tarapacá é integrante da Viña San Pedro Tarapacá Wine Group, que congrega vinícolas no Chile e Argentina, de grande prestígio internacional. VSPT Wine Group é segundo maior exportador de vinho chileno, estando presente em mais de 60 países, estando em primeiro lugar no segmento de vinhos finos no mercado chileno.

A busca pela melhoria de seus vinhos levou a Tarapacá testar vários terrois para os seus vinhos “brancos”. Até 2009, seus a uvas de seus vinhos brancos eram provenientes do Vale de Maipo, migraram para Casablanca em 2010 e encontraram o seu terroir perfeito em 2011, o Valle de Leyda, onde as uvas encontraram uma sanidade incrível, que se expressa na taça!

Tarapacá Gran Reserva Sauvignon Blanc 2011 – Valle de Leyda – 100% Sauvignon Blanc – R$ 63,00- ST (90)

Visual amarelo translucido, com reflexo verdeal, aromas de frutas (Caja, manga) e um leve herbáceo. Paladar seco, com médio corpo. Ótima acidez, equilibrada com o teor de álcool. Retrogosto herbáceo e de frutas. Persistência média.

Tarapacá Gran Reserva Chardonnay 2011 – 100% Chardonnay – Valle de Leyda – R$ 60,00 – ST (91)

Visual amarelo palha, aroma intenso, amanteigado, frutado (abacaxi e manga em compota) e madeira delicada (notas tostado e baunilha). Paladar com boa acidez, gordo, evemente alcoólico, persistência média a elevada. Retrogosto frutado, com manteiga tostada e madeira. Um belíssimo Chardonnay!

Tarapacá Gran Reserva Carmenére 2011 – 97% Carmenére e 3% Syrah – Maipo – R$ 60,00 – ST (89)

Visual granada, quase intransponível, aromas de frutas vermelhas maduras, cedro, com toques de pimentão e balsâmicos. Paladar seco, bom corpo; bom equilíbrio entre acidez e teor alcoólico e taninos macios. Retrosto de frutas vermelhas, com toques de madeira e uma leve tosta. Persistência média. Uma delicia de vinho. Fácil de beber e entender sua proposta!

Tarapacá Gran Reserva Merlot 2010 – 100% Merlot – Maipo – R$ 60,00 – ST (87)

Visual granada com um fundo rubi, aroma intenso de frutas, especiarias, toques de caramelo e animais. No paladar com corpo médio, boa acidez e taninos macios. Levemente alcoólico, com final bastante frutado e longo.

Tarapacá Gran Reserva Etiqueta Negra CS 2010 – 85% Cabernet Sauvignon e 15% Cabernet Franc – R$ 100,00 – ST (90)

Visual rubi, nariz com notas intensas de frutas vermelhas, herbáceo e de mentol. O paladar é seco, e de bom corpo. Boa acidez, elegante, equilibrado e taninos macios. Retrogosto de frutas vermelhas, madeira e especiarias. Persistência média.

Zavala 2008 – Cabernet Franc 41%, Cabernet Sauvignon 31% e Syrah 28% – Maipo – R$ 230,00 – ST (91)

Zavala, vinho premium, é um corte de variedades de qualidade superior, é elaborado somente em vindimas excepcionais das uvas mais sadias do Maipo. Visual púrpura, tingindo levemente a taça. Aroma intenso, muita fruta, cereja, toques balsâmicos, algum chocolate; notas florais, especiarias e, baunilha. Paladar seco, corpulento, com ótima acidez equilibrada para o álcool, taninos muito marcados, porém muito finos. Ótima concentração de sabor. Persistente. Fino!

Tarapacá Late Harvest 2011 – Sauvignon Blanc, Gewurstraminer e Riesling – R$ – ST (87)

Dourada de média para boa intensidade. Aroma de frutas tropicais maduras, maracujá, mel e um toque de caramelo. No paladar apresentou média untuosidade, acidez um tanto discreta, com certo predomínio do álcool. Persistência média, com final tostado.

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A importadora Capixaba
Da Confraria promoveu em sua sede, ontem, 30 de Julho (segunda-feira), uma degustação com 12 vinhos. O evento foi voltado para o lançamento oficial da linha de vinhos chilenos
François Lurton Hacienda Araucano, tudo comandado pelo sommleier Cleber Alves, que descreve um pouco sobre a importadora e a vinícola no vídeo acima.

A vinícola acabou de receber o certificado de “vinhos biodinâmicos”, que nada mais é que a valorização do solo e da planta em seu habitat natural, através do uso de preparações e compostos de origem vegetal, animal e mineral (parte biológica), em épocas precisas, levando em conta as influências astrais e os ciclos da natureza (parte dinâmica).

A família Lurton tem vinho nas veias: dois patriarcas, irmãos, geraram uma descendência de cerca de 15 viticultores, enólogos, négociants, enfim: uma geração inteira dedicada ao vinho. Jacques e François, filhos de André Lurton, uma lenda em Bordeaux. Sempre tiveram idéias revolucionárias para os padrões conservadores franceses,fazem experimentos com uvas pouco tradicionais em regiões novas, defendem o uso do Screwcap, lançam mão de design arrojado misturado à cultura regional para promover seus vinhos. Iniciaram suas carreiras como consultores, trabalhando ao redor do mundo como flying winemakers. Sua experiência internacional rendeu-lhes contatos e uma interessante noção sobre a geografia vinícola de diversos países, onde começaram gradualmente a realizar sua produção própria. Decidiram então produzir vinhos de qualidade, mas com preços acessíveis, recorrendo a regiões secundárias em ascensão em países como o Chile, a Argentina e a Espanha, além de estabelecer parcerias com produtores no Uruguai, Austrália e Portugal.

Credito da foto acima: Arismario OLiveira

A turma escalada para avaliar os vinhos: Em pé; Sidney Santiago, André Andrès, Leonardo Conick (proprietário), eu, Tom (restaurante Timoneiro) e seu amigo. Sentados; Fred, Julio Lemos (Papaghut), Elvecio Faé (diretor ExpoVinhos Vitória), a Premier Sommelier Sonia Aiello, Cleber Alves e Rafael Dias (Espaço D.O.C).

Os vinhos na taça surpreenderam, em sua maioria apresentaram uma ótima relação custo beneficio com preços que vão de 29,00 a 329,00. O destaque em minha opinião ficou com os vinhos mais baratos, já que os mais caros tinham a obrigação de ser bom. Dos 12 vinhos 4 classifico como “Bom e Barato”.

Vinho Branco Kawin Sauvignon Blanc 2011 – Chile – 100% Sauvignon Blanc – Vale Central (Vale Casablanca, Curicó e Lolol) – 12,5% – R$ 29,00
ST (88)
– “Bom e Barato

A melhor relação custo x beneficio da noite, este SB, mostrou na taça aromas típicos de frutas tropicais e um leve herbáceo. O paladar é leve, frutado, acidez equilibrada e refrescante. Um vinho fácil de beber e entender a sua proposta. Ótima compra.

Vinho Branco – Araucano Sauvignon Blanc 2011 – Chile – 100% Sauvignon Blanc – Vale do Lolol – Vale do Colchágua - 12,5% – R$ 69,00ST (86)

Esse outro SB que 5% é fermentado em barrica, mostrou mais acanhado no nariz, menos exuberante que o primeiro. O paladar é cremoso, menos frutado, com mais características minerais, bom equilíbrio, boa acidez, com final agradável.

Vinho Branco GRAN ARAUCANO CHARDONNAY 2007 – Chile – 100% Chardonnay – Vale do Colchágua – 14% – R$ 129,00ST (88)

O Chardonnay mostrou aquele “encanto de degustação”, visual amarelo ouro, límpido, brilhante, aromas bastante intenso, lembrando manteiga de pipoca, mel, damasco, baunilha. O paladar e gordo, frutado, boa acidez, porém pecou no equilíbrio, a madeira poderia ter menor destaque, escondeu um pouco a fruta. Uma questão de gosto pessoal.

Vinho Tinto Kawin Cabernet Sauvignon 2010 – Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale Central – 13% – R$ 29,00ST (86)

Vinho que atende sua proposta, leve, frutado, sem maior pretensão, excelente opção para festa.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA CABERNET SAUVIGNON 2009 – Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale do Colchágua – 14% – R$ 49,00
ST (88)
– “Bom e Barato

O CS reserva já mostra uma maior complexidade, aromas de pimenta do reino moída na hora, frutas negras e vermelhas. Paladar mostrou taninos firmes, bom corpo, frutado e uma acidez adequada. Ótima opção para um churrasco.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA CARMENÉRE 2010 – Chile – 100% Carmenére – Valle de Colchagua – 13,5% – R$ 49,00
ST (87)
– “Bom e Barato

O Carmenére também me agradou, notas típicas de pimentão, especiarias e frutas vermelhas. O paladar é frutado, bom corpo, boa acidez e uma boa persistência.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA PINOT NOIR 2010 – Chile – 100% Pinot Noir – Vale Central – 13,5% – R$ 69,00ST (88)

Muito morango maduro, groselha e cereja. Paladar fresco, corpo leve, fácil de beber e de agradar.

Vinho Tinto HUMO BLANCO 2008
- Chile – 95% Pinot Noir e 5% Syrah – Vale do Lolol – 15,5% – R$ 109,00ST (90)

Mais contido no nariz, porem com uma boca deliciosa, cremoso, frutado, madeira muito bem colocada, equilibrado e um final longo.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA SYRAH 2011 – Chile – 100% Syrah – Valle de Colchagua – 14,5% – R$ 65,00
- ST (88) – “Bom e Barato

Vinho bastante agradável, muito redondo, pronto, fruta docinha, um verdadeiro “vinho feminino”.

Vinho Tinto CLOS DE LOLOL 2009 – Chile – 38% Carmenere, 28% Cabernet – Sauvignon, 20% Syrah, 14% Cabernet Franc – Vale do Lolol – 18 meses em barricas de segundo uso – 14,5% – R$ 109,00ST (90+)

Esse corte apresentou notas de anis, floral e frutas vermelhas. O paladar tem bom corpo, taninos finos, boa acidez e boa persistência final.

Vinho Tinto GRAN ARAUCANO CABERNET SAUVIGNON 2009 – Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale do Colchágua - 18 meses em barricas (70% novas, 30% de segundo uso) – 14,5% – R$ 149,00ST (90+)

A primeira nota no nariz foi a ade azeitona preta, que se dissipou abrindo muita fruta, ameixa, goiaba e um fundo de baunilha. O paladar é denso, boa acidez, gerando um frescor agradável, frutado, leve mineral, com um final agradável.

Vinho Tinto ALKA CARMENERE 2009 – Chile – 100% Caemenére – Vale do Colchágua – 18 meses em barricas de carvalho – 15% – R$ 329,00ST (92+)

Com toda a obrigação de ser bom, Alka, o TOP da vinícola, apresentou notas exuberantes no nariz, café torrado, caixa de charuto, madeira nobre, fruta vermelha e baunilha. O paladar confirma a qualidade e as notas do nariz, muito cremoso, frutado, equilibrado, precisando de uns anos em garrafa para apresentar maior complexidade. Belo vinho!

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A convite do meu amigo Roberto Jr., na noite desta quarta feira, 25, estive participando de uma degustação de vinhos espanhóis da Importadora B-Cubo, na Enótria, no qual ele representa aqui no Espirito Santo. Foi um giro bem interessante pela Espanha, onde pude conhecer vinhos de 7 regiões diferentes: Penedés, Navarra, Ribera del Duero, Toro, Somontano e Rioja, uma verdadeira aula sobre a personalidade de cada região. No vídeo acima a diretora comercial da importadora Valéria Carrete fala um pouco sobre a importadora e os vinhos degustados.

A Espanha é um pais montanhoso, quente e seco, com mais terras de vinhedos do qualquer outra nação do mundo. Ela está em terceiro lugar na produção em produção mundial de vinho, atrás da França e da Itália.

O vinho espanhol despertou de um longo período de dormência com desempenho abaixo da média. Atualmente, a Espanha é um país mais vibrante em termos de vinhos, com uma ótima relação qualidade x preço. Durante décadas, somente a região mais famosa da Espanha por seus vinhos tintos, Rioja, e a clássica região do vinho fortificado, Jerez, tiveram destaque internacional entre os vinhos finos.

Atualmente, muitas outras regiões viníferas, como as citadas acima na degustação, estão produzindo vinhos realmente de qualidade, alguns até surpreendentes.

Al leis sobre vinhos da Espanha, têm uma categoria QWPSR em dois níveis: Denominação de Origem (DO), uma classificação mais elevada (DOC), criada em 1991. Até agora, Rioja e Priorato são as únicas regiões com nível DOC (também conhecida como DOCa). Os vinhos que não se qualificam como DO fazem parte da categoria dos vinhos de mesa, chamado de Vino de Tierra (equivalente aos Vins de Pays da França).

Em minha opinião o destaque da noite foi o Cava Mestres 1312 (data do inicio de suas atividades) – Penedés – 12% – Xarel-lo; Parellada – R$ 129,00 – ST (91)

Cava, é o termo oficial para o vinho espumante de método tradicional, produzido predominantemente em Penedès, embora existam alguns poucos produtores no resto da Espanha.

Visual amarelo palha média intensidade, perlage fininha, persistente e numerosa, límpido e brilhante. Aromas intensos, notas lembrando um champagne, pão torrado, brioches, manteiga, frutas secas (avelãs e amêndoas), e um toque de frutas frescas e um fundo levemente mineral. Paladar se apresentou seco, bom corpo, ótima acidez e ótimo frescor. Mousse cremosa, persistente, com uma textura macia e aromas de pão tostado, frutas branca, e final muito longo.

Seguimos com mais 10 vinhos que em geral agradou muito, exceto em minha opinião o primeiro branco (SB) que estava com aroma de “xixi de gato” forte, INURRIETA ORCHIDEA “Sauvignon Blanc Navarra” (13%) ST (84) R$ 76,00 (Guia Peñin 2011: 91 e Medalha de Ouro – Concurso Mundial de Bruxelas 2008). Segundo branco: LAUS FLOR DE CHARDONNAY “Somontano” 13,5% ST (90) R$ 89,00. Primeiro rose: INURRIETA MEDIODIA Garnacha; Merlot  “Navarra” (14%) ST (88) R$ 76,00 – Segundo rose: LAUS FLOR DE MERLOT (Merlot; Cabernet Sauvignon; Syrah) “Somontano” (13,8%) R$ 89,00. Primeiro tinto: LAUS ROBLE Merlot; Cabernet Sauvignon; Tempranillo  Somontano  13,8% ST (86) R$ 89,00. Segundo tinto: IUVENE “Tempranillo” Rioja (13%) ST (86) R$ 59,00.

Terceiro tinto: DARDANELOS Tempranillo 04 meses em barricas novas de carvalho francês (13,8) ST (89) R$ 89,00 – A garrafa é muito bonita, design moderno. Quarto tinto: INURRIETA SUR “Garnacha; Syrah; Graciano” (06 meses em barricas de carvalho americano) (14,5%) ST (89) R$ 76,00. Quinto tinto: LORIÑON CRIANZA Tempranillo Rioja 14 meses em barricas de carvalho americano (13%) ST (88) R$ 76,00. O sexto e ultimo vinho: CARODORUM ISSOS “Tinta de Toro” (10 meses em barricas de carvalho francês) (15%) ST (92+) R$ 129,00, cremoso encorpado, para quem gosta do estilo, é um vinhaço!

Os vinhos estarão disponíveis futuramente na Enótria Avenida Rio Branco, 1383, Vitória – ES, 29055-643

Telefone: 27 3345-8696 / 27 3345-8696

www.enotria-es.com.br

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Na noite de ontem, segunda-feira (4), a loja Ville du Vin recebeu um grupo seleto de enófilos para um Jantar harmonizado com a linha da vinícola chilena Undurrada, Terroir Hunter (Caçadores de Terroir), promovido pela importadora Abflug e pelo seu representante no estado, Leonardo Dantas.

Provamos sete vinhos da linha de um dos projetos mais interessantes do Chile, chamado T.H. (Terroir Hunter).

Aos cuidados do jovem enólogo Rafael Urrejola, que conta com consultoria de Pedro Parra, a linha T.H, em resumo, tem por filosofia a procura de pequenas parcelas de vinhedos de norte ao sul do Chile, onde o terroir consiga expressar de forma particular suas características. Para se ter uma ideia da busca pela perfeição, são usados satélites para ajudar na precisão do melhor terroir. Muito interessante poder verificar na taça o que um terroir pode influenciar nos aromas e sabores de um vinho, mesmo sendo de regiões tão próximas.

Gerente de Vendas João Batista da Silva apresentando o conceito Terroir Hunter

Focada na construção de marcas com um modelo único de atendimento ao mercado de vinhos no Brasil, a importadora Abflug chegou há três anos com a missão de incrementar a relevância da bebida no consumo nacional. Foi criada por um grupo de profissionais com experiência comprovada em empresas líderes das indústrias de vinhos e destilados, que decidiram lançar seu próprio negócio. Baseado nas melhores práticas dos mercados de distribuição de bebidas e de produtos de consumo, somada à paixão por vinhos, os sócios da abflug propõem uma nova forma de tratar o vinho no Brasil.

Tem em seu portfólio, vinícolas como a australiana Yellow Tail, a argentina Jean Busquet, a portuguesa Portas de Lisboa, a italiana Cascin Adelaide e a chilena Undurraga.

Os vinhos:

Começamos com a linha Sauvignon Blanc, inclusive provando o branco ganhador do novo mundo no Top Ten da ExpoVinis 2012.

T.H – Terroir Hunter Sauvignon Blanc 2011 – Valle do Casablanca – 100% Sauvignon Blanc – Envelhecimento Inox – RP (90) – ST (90) – R$ 100,00

  • Nariz intenso, remetendo a notas de frutas tropicais maduras (maracujá, melão) e cítricas (limão e tangerina). Paladar apresentou muito frescor, corpo leve, frutado, com final agradável e com média persistência.
  • Badejo ao molho agridoce de azeite, passas e nozes

T.H – Terroir Hunter Sauvignon Blanc 2011 – Lo Abarca – 100% Sauvignon Blanc – Envelhecimento Inox – RP (91) –ST (90) – R$ – Campeão Top Tem ExpoVinis 2012 – Melhor branco do novo mundo. – R$ 100,00

  • Herbáceo interessante, lembrando erva doce, maçã verde, cajá, manga e um fundo mineral. Corpo médio, boa acidez, bom ataque, álcool equilibrado. Persistência longa.

Peras assadas em sal grosso com folhas vermelhas

T.H – Terroir Hunter Sauvignon Blanc 2010 – Leyda – 100% Sauvignon Blanc – Envelhecimento Inox – RP (90) – ST (91) – R$ 100,00

  • Um vinho com bastante intensidade aromática, destaque nos toques vegetais de aspargos além de mineral e frutas como pêssego e pêra. Corpo leve e elevada acidez, tem persistência aromática boa nas notas de frutas. Final de grande frescor. O melhor dos três em minha opinião.
  • Ceviche de Salmão e badejo com ovas de Musuol

2 tintos da uva Pinot Noir de terrois destintos:


T.H – Terroir Hunter Pinot Noir 2010 – Leyda – 100% Pinot Noir – Envelhecimento 10 meses em barricas 20% de primeiro uso – AWOCA (Melhor Pinot Chileno) –ST (90) – R$ 99,00

T.H – Terroir Hunter Pinot Noir 2009 – Casablanca – 100% Pinot Noir – Envelhecimento 10 meses em barricas 15% de primeiro uso– DES (91) –ST (91) – R$ 99,00

  • Os dois Pinots se mostraram muito bons, aromáticos. O do valle de leyda com maior destaque para a fruta, limpa. O de Casablanca aliou a fruta vermelha com um fundo tostado, caramelo maravilhoso. Paladar dos dois destacado pelo frescor, dando suporte a um prato robusto como o Risoto, foto abaixo.
  • Risoto Bourguignon – Cubos de filé mignon, vinho tinto, ervas de provençe, tomilho fresco, cebolas baby e cogumelos paris.

2 Tintos da uva Syrah de terrois destintos:


TH – Terroir Hunter Syrah 2010 – Limari – 100% Syrah – Envelhecimento 12 meses em barricas 25% de primeiro uso– DES (91) –ST (89+) – R$ 99,00

T.H – Terroir Hunter Syrah 2010 – Maipo – 100% Syrah – Envelhecimento 10 meses em barricas 30% de primeiro uso– DES (91) –ST (88+) – R$ 99,00

  • A linha Syrah se mostrou primária. Nariz um pouco fechado, compensado por um paladar macio, frutado, sem maior complexidade. Acredito que vai ganhar muito com tempo.
  • Costelas de cordeiro em manteiga noisette, alecrim e alho confitados com batatas gratinadas.

Sobremesa

  • Panacota de chocolate, biscuit de chocolate com frutas vermelhas e milkshake de chocolate e avelã.

A turma que girou a taça:

Boris Azevedo (Sommelier), Amadeu Maciel (Ville du Vin, comandante) e Don Oleari (mestre)

Vanderlei Martins (Supermercados Carone)

Marli Siqueira e Sr. André Andrès (A gazeta)

Gustavo Buteri (#moedor) e Helio Massoni (#moedorzinho) Enótria Vinhos

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Depois de ter provado a safra 2009 do Smith Haut Lafitte Blanc (Pessac-Léognan) 2009 no evento promovido pela UGCB (Union des Grands Crus de Bordeaux), que esteve pela primeira vez no Brasil em março deste ano, tive a oportunidade de provar outra safra, a 2003.

Com o dinheiro de seu negócio de roupas esportivas e com seu considerável talento e entusiasmo, os Cathiard têm, desde 1990, transformando a reputação de sua famosa e antiga propriedade, com a modernização do vinhedo, da adega, do Château e do vinho. O branco, mesmo não sendo um cru classe, é um dos melhores da região.

Avaliação Pessoal: ST (94)

  • Visual amarelo palha claro, bastante intenso no nariz com notas erva frescas, frutas brancas maduras, e baunilha. No paladar se apresentou fresco, com acidez média, confirmando o nariz… frutas brancas maduras e um leve dulçor que não atrapalha. Madeira muito bem colocada e de ótima qualidade. Persistência longa. Um vinho elegante, delicioso! A safra 2003 foi ótima para os brancos na região. Normalmente são vinhos longevos, durando 20-30 anos, porém a acidez frágil do vinho em questão, compromete a sua evolução.

França – Martillac – Gironde – Bordeaux – Chateau Smith Haut Lafite ( D. Cathiard) – 90% Sauvignon Blanc, 5% Sauvignon Gris e 5% Semillon – Enólogo: Yann Laudeho – 12 meses em barricas de carvalho francês ( 50% novos) – Tanoaria própria. – $ 55 dólares.

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País: Chile

Região: Vale de Casablanca

Uvas: 100%  Sauvignon Blanc

Graduação Alcoólica: 13%

Visual: Palha claro, com reflexos verdeais, límpido e brilhante.

Aroma: Boa intensidade aromática com notas vegetais de alecrim, e frutadas lichia e maracujá, evoluindo com toques minerais e goiaba.

Paladar: Apresenta uma acidez exuberante, médio corpo, equilibrado, muito frescor, com um final jovial e muito agradável.

Premiação: MEDALHA DE OURO CATAD’OR GRAND HYATT – 2010

Harmonização: Saladas, queijos frescos e carnes brancas.

Onde Comprar em Vitória:
Enótria

Importador:
Obra Prima

Site Vinícola:
http://www.casasdelbosque.cl

Preço:
55,00

Avaliação Pessoal:
ST (91) Excelente

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No Brasil, pouco se conhece sobre vinhos de sobremesa e, por isso, não se tem o hábito de brindar nessa hora. Mas o rótulo ideal proporciona aquele grand finale que um jantar festivo merece. Na semana passada pude apreciar e finalizar um jantar com um ótimo vinho de sobremesa de Sauternes, o Château Lamothe 2003.

Em Sauternes, a artista principal é a uva Semillón, podendo ter como coadjuvante a Sauvignon Blanc e a Muscadelle. Brancos da região francesa de mesmo nome, onde as parreiras sofrem a ação do fungo botytis cinerea, que torna porosa a casca, fazendo com que as uvas percam água. Daí, a concentração natural de açúcar aumenta. São chamados de vinhos “botritizados“. 

Lá se produz um dos mais famosos vinhos doces do planeta, o Château d’Yquem, com produção tão baixa que dizem que se gasta um pé de uva para um copo de vinho.

Avaliação Pessoal: ST (94)

  • Visual amarelo ouro. Nariz de mel, casca de laranja discreta e um condimentado que sempre interpreto como sendo oriundo da Botrytis. A boca confirma o nariz com boa densidade, acidez suficiente para manter o conjunto equilibrado e ótima persistência. Uma ponta a mais de acidez seria bem-vinda, mas do jeito que está já está bom demais. Um relativamente jovem Sauternes que promete ainda muitos anos de alegria.

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