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Em recente evento de degustação promovido pela vinícola Dunamis na Escola de Gastronomia da Universidade de Caxias do Sul provamos em primeira mão um vinho brasileiro muito curioso, o Dumamis Merlotbranco” 2012.

Ai você me pergunta: A Merlot não é uma uva tinta? Julio César Kunz, diretor executivo da Dunamis e Emílio Kunz, consultor em enologia que estavam presentes explicaram que o vinho é elaborado a partir de uvas tintas da variedade Merlot. Seguindo o método Blanc de Noir, o suco da uva é separado imediatamente, evitando assim a extração da cor e dos taninos da casca. O vinho vem complementar a linha Shall We Dance, que tem ainda o Pinot Grigio, Cabernet Franc e o Merlot tinto.

A apresentação foi às cegas com demais vinhos. Na taça apresentou os aromas diferentes, como o de mamão papaia. Paladar fresco, leve, com boa acidez e um final persistente. Média de preço, R$ 39,00.

Os vinhedos Dúnamis situam-se na Campanha Gaúcha do Rio Grande do Sul, no Município de Dom Pedrito, a 18 km de Bagé, e também em Cotiporã, na Serra Gaúcha, onde produzem os espumantes.

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Vinhos que expressam o Terroir, essa é a melhor definição para os vinhos da Viña Tarapacá. Na verdade os vinhos chilenos em geral me remetem ao inicio da minha caminhada com o vinho, trazendo grandes lembranças. Essa semana a importadora Épice promoveu o seu Wine Road Show, uma mini feira de vinhos, para apresentar algumas vinícolas de seu catálogo. Dentro delas a Vinã Tarapacá. Surpreendi-me positivamente e descrevo um pouco de sua história e a minha opinião sobre alguns rótulos abaixo:

Tarapacá, uma das vinícolas mais importantes do Chile, foi fundado em 1874 em Maipo Valley, com um forte compromisso para com a qualidade e consistência do vinho. Com marcas de renome como Gran Reserva ou Reserva Tarapacá. É um dos principais representantes de vinícolas do Novo Mundo. Ocupando 2.600 hectares no Vale do Maipo, considerado o berço do vinho chileno, sendo 600 hectares com vinhedos, apresenta um terroir único para o nascimento de vinhos com alta qualidade.

Tarapacá é integrante da Viña San Pedro Tarapacá Wine Group, que congrega vinícolas no Chile e Argentina, de grande prestígio internacional. VSPT Wine Group é segundo maior exportador de vinho chileno, estando presente em mais de 60 países, estando em primeiro lugar no segmento de vinhos finos no mercado chileno.

A busca pela melhoria de seus vinhos levou a Tarapacá testar vários terrois para os seus vinhos “brancos”. Até 2009, seus a uvas de seus vinhos brancos eram provenientes do Vale de Maipo, migraram para Casablanca em 2010 e encontraram o seu terroir perfeito em 2011, o Valle de Leyda, onde as uvas encontraram uma sanidade incrível, que se expressa na taça!

Tarapacá Gran Reserva Sauvignon Blanc 2011 – Valle de Leyda – 100% Sauvignon Blanc – R$ 63,00- ST (90)

Visual amarelo translucido, com reflexo verdeal, aromas de frutas (Caja, manga) e um leve herbáceo. Paladar seco, com médio corpo. Ótima acidez, equilibrada com o teor de álcool. Retrogosto herbáceo e de frutas. Persistência média.

Tarapacá Gran Reserva Chardonnay 2011 – 100% Chardonnay – Valle de Leyda – R$ 60,00 – ST (91)

Visual amarelo palha, aroma intenso, amanteigado, frutado (abacaxi e manga em compota) e madeira delicada (notas tostado e baunilha). Paladar com boa acidez, gordo, evemente alcoólico, persistência média a elevada. Retrogosto frutado, com manteiga tostada e madeira. Um belíssimo Chardonnay!

Tarapacá Gran Reserva Carmenére 2011 – 97% Carmenére e 3% Syrah – Maipo – R$ 60,00 – ST (89)

Visual granada, quase intransponível, aromas de frutas vermelhas maduras, cedro, com toques de pimentão e balsâmicos. Paladar seco, bom corpo; bom equilíbrio entre acidez e teor alcoólico e taninos macios. Retrosto de frutas vermelhas, com toques de madeira e uma leve tosta. Persistência média. Uma delicia de vinho. Fácil de beber e entender sua proposta!

Tarapacá Gran Reserva Merlot 2010 – 100% Merlot – Maipo – R$ 60,00 – ST (87)

Visual granada com um fundo rubi, aroma intenso de frutas, especiarias, toques de caramelo e animais. No paladar com corpo médio, boa acidez e taninos macios. Levemente alcoólico, com final bastante frutado e longo.

Tarapacá Gran Reserva Etiqueta Negra CS 2010 – 85% Cabernet Sauvignon e 15% Cabernet Franc – R$ 100,00 – ST (90)

Visual rubi, nariz com notas intensas de frutas vermelhas, herbáceo e de mentol. O paladar é seco, e de bom corpo. Boa acidez, elegante, equilibrado e taninos macios. Retrogosto de frutas vermelhas, madeira e especiarias. Persistência média.

Zavala 2008 – Cabernet Franc 41%, Cabernet Sauvignon 31% e Syrah 28% – Maipo – R$ 230,00 – ST (91)

Zavala, vinho premium, é um corte de variedades de qualidade superior, é elaborado somente em vindimas excepcionais das uvas mais sadias do Maipo. Visual púrpura, tingindo levemente a taça. Aroma intenso, muita fruta, cereja, toques balsâmicos, algum chocolate; notas florais, especiarias e, baunilha. Paladar seco, corpulento, com ótima acidez equilibrada para o álcool, taninos muito marcados, porém muito finos. Ótima concentração de sabor. Persistente. Fino!

Tarapacá Late Harvest 2011 – Sauvignon Blanc, Gewurstraminer e Riesling – R$ – ST (87)

Dourada de média para boa intensidade. Aroma de frutas tropicais maduras, maracujá, mel e um toque de caramelo. No paladar apresentou média untuosidade, acidez um tanto discreta, com certo predomínio do álcool. Persistência média, com final tostado.

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Mais um vinho da região do Friuli, nordeste da Italia, elaborado pela família Livio Felluga na taça do Vivendo a Vida. Desta vez foi o Livio Felluga Sossó 2000, um Merlot cortado com Refosco dal Peduncolo Rosso uma uva autóctone da região. O nome Sossó vem de um rio de mesmo nome que passa no interior da propriedade.

Avaliação Pessoal: ST (94+)

Visual rubi intenso, não apresentando evolução, sem sedimentos, com lágrimas finas e numerosas. O nariz mostra frutas vermelhas maduras, florais, madeira de excelente qualidade, alcaçuz, com toques balsâmicos, resinosos, e mentol. O paladar apresenta bom corpo, equilibrado, taninos redondos e aveludados, frutado, toques de especiarias, florais e de madeira. Um vinhaço!!!

Itália – Friuli – D.O.C. Colli Orientali del Friuli – Merlot e Refosco dal Peduncolo Rosso – 14% – Importador Mistral: R$ 260,00

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Pomerol é a apelação de Bordeaux onde se produzem os mais aveludados e sensuais vinhos, ainda que seja difícil acreditar que esta pequena área rural, com suas fazendas decadentes e raras propriedades que realmente mereçam o título de “Château”, possa produzir vinhos com tal magnitude e preços tão elevados. Não existe uma classificação oficial dos vinhos de Pomerol, porém o Château Pétrus é aceito universalmente como sendo o melhor produtor e não lhe deve ser negada uma classificação equivalente a um “Premier Cru”. Não é fácil imaginar que um dia, Pomerol foi considerada uma sub-apelação inferior de Saint-Émilion, obtendo sua independência em 1900. No entanto, mesmo o Château Pétrus só conseguiu fama e prestígio a partir da metade da década de 60.

Para conhecer sobre a vinícola acesse> http://j.mp/pfM6W1

Avaliação Pessoal: ST (90)

Vinho rubi, sem sedimentos, discreto halo de evolução. Seus aromas lembram ameixa, especiarias como pimenta-do-reino, toques animais, lembrando couro e defumados. Na boca, mostra elegância, corpo médio, confirma o nariz em boca, taninos macios e aveludados, boa acidez com retrogosto frutado com boa persistência.

França – Bordeaux/Pomerol – 70% Merlot e 30% Cabernet Franc – 18 meses em barrica – Casa do Porto – R$ 260,00 reais

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Amigos, segue uma dica de um vinho italiano “supertoscano” que provei esta semana e me surpreendeu de forma positiva na taça. O nome dele é I Pini 2008, do produtor Fattoria di Basciano, um corte de 34% Syrah, 33% Merlot, 33% Cabernet Sauvignon, que passa por 18 meses em barril de carvalho francês 50&50%.

A vinícola Renzo Masi e a Fattoria di Basciano são duas empresas da família Masi. Esta última localiza-se numa colina às margens do rio Sieve, e foi adquirida em 1932. Uma torre do século XIII domina o casario medieval, rodeado por vinhedos, oliveiras, bosques de carvalho e ciprestes. Nos anos 50 os vinhedos mistos com outras culturas foram substituídos por especializados, e, na década de 90, novamente replantados com alta densidade, sob a supervisão do enólogo e agrônomo Paolo Masi. Hoje a área total da propriedade é de 60 hectares, dos quais 30 são plantados com Sangiovese, Colorino, Canaiolo, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. O complexo abriga a cantina de envelhecimento em barricas, que está em processo de renovação completa.

Renzo Masi, por sua vez, é o nome da empresa “negociante”, que compra e produz uvas para os seus vinhos de imbatível relação preço/qualidade. Sua produção é de 1.800.000 garrafas por ano, enquanto que a Fattoria di Basciano elabora 150.000.

A região do Chianti Rufina (pronuncia-se Rufina), no nordeste da zona do Chianti, já foi reconhecida como superior em 1716, pelo edito do grão duque Cosimo III, que a delimitou geograficamente. Os solos são bastante similares às margas argilo-calcárias de Panzano no Chianti Classico, e as várias pequenas elevações ao norte protegem bem os vinhedos, gerando um mesoclima relativamente quente e seco.

Toda a família Masi está engajada atualmente no empreendimento, com o Sr. Renzo e sua mulher Anna Lisa administrativamente à frente, e o talentoso filho Paolo, formado na Universidade de Florença em 1990, no comando técnico, trazendo novo ímpeto para a qualificação e desenvolvimento dos produtos.

O vinhos Renzo Masi – Fattoria di Basciano têm conquistado importantes premiações na mídia especializada internacional (inclusive da célebre revista inglesa Decanter, onde elencou três vinhos entre os melhores abaixo de £20,00), se posicionando entre os tops da região, mesmo com preços muito inferiores à média.


Avaliação Pessoal: ST (91) = Excelente

Visual vermelho rubi brilhante, aromas encantadores de frutas vermelhas, baunilha, coco (palavra paroxítona e sem acento representa a fruta do coqueiro, rsrsrs) explodindo na taça. O paladar apresenta bom corpo, taninos redondos, fruta, baunilha, madeira bem colocada, ótima acidez, fresco, em fim um vinho super agradável e equilibrado. Harmonizei com um cordeiro com risoto de funghi e foi perfeito.

Itália – Toscana/Chianti – Classificação: Colli della Toscana Centrale I.G.T. – 14% Alcool – 8.000 garrafas – Preço: 110,00

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Bem meus amigos, uma grande dificuldade de nós enófilos é encontrar no restaurante um vinho que corresponda ao seu valor na taça. Na maioria das vezes nos deparamos com vinhos de prateleira de supermercado com preços lá nas alturas, x 2, x 3 e por ai vai.

Nesta terça feira, sonhando com um Bife de Acho, bati na porta do melhor neste quesito em terras capixabas, Argento Parrilla, que prepara com maestria este belo corte de carne. Ao chegar fui recebido por Carol, sempre de bom humor, alegre. Lá me foi indicado um vinho que ainda não conhecia, chama-se Primogénito Merlot 2008 ST (90), elaborado com 100% da uva Merlot, R$ 68,00, proveniente da Patagônia argentina, aonde passa por doze meses em barrica e mais doze em garrafa. Na taça o Merlot, se mostrou estruturado, taninos firmes, boa fruta tanto no nariz quanto no paladar, suculento, equilibrado, sendo uma ótima opção de pedida por lá.

Este vinho é exclusividade do restaurante, aonde oferecem também Pinot Noir, Cabernet Sauvignon e Malbec, todos com o mesmo valor.

Se tiver interesse em conhecer mais sobre a vinícola, acesse http://www.bodegaspatritti.com.ar/.

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Depois de me desapontar com um Malbec argentino da mesma safra, falo agora do Clos de Los Site 2006, Mendoza, um corte 50% Malbec, 30% Merlot, 10% Syrah e 10% Cabernet Sauvignon. Este vinho é elaborado por Michael Rolland um dos mais requisitados consultores do mundo. Esteve semana passada no Brasil aonde concedeu uma coletiva para jornalistas e blogueiros, aonde falou mais sobre o futuro e a atual condição do vinho brasileiro. É muito criticado pelos métodos utilizados na elaboração de seus vinhos, formatando uma ditadura de qualidade, eliminando de forma lenta mais continua a tipicidade regional de qualquer país que trabalhe.

Os sete parceiros do projeto Clos de los Siete são: Laurent Dassault, também de Bordeaux, cuja família são os donos da Dassault Aviation, bem conhecida na França para a construção de aeronaves, incluindo o famoso jato Falcon e lMirage; Benjamin de Rothschild , do Chateau Clarke em Bordeaux, e os companhia de financiamento, Edmond de Rothschild , a família Cuvelier da propriedade St Julien de Chateau Léoville Poyferré ; a família d’Aulan da casa Champagne Piper Heidsick ; Catherine Péré Vergé , ex-proprietário do cristal fabricante Cristal d’Arque , mas também com interesses em Bordeaux comChateau Montviel e La Chateau Gravière .

Avaliação Pessoal: ST (90)

Visual ainda muito escuro, aromas típicos, com muita fruta madura, paladar confirma a fruta, bom corpo, equilibrado, taninos redondos, acidez presente, com média persistência final. Sem duvida um bom custo x beneficio, se não me engano na faixa dos 60,00 reais.

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Bom meus amigos, acabo de chegar em casa, são 1:20 da madrugada e, como vocês podem ver na foto abaixo, acho que vou demorar um pouco para dormir…rsrsrs. Enquanto isso, vou compartilhando com vocês a minha noite com amigos no restaurante Vero. Começamos com um branco inusitado da Itália, Marina Cvetic 2003 ST (87), uva Trebbiano, 14,5% álcool. Um vinho agradável, mais gordo, aromas de mel, tuti-fruti aonde fomos presenteados pelo Chefe Vinícius Dobal com um creme de couve-flor que casou perfeitamente com o vinho.


Daí, partimos para o Rupert & Rothschild Vignerons Classique 1998, ST (93), África do Sul, corte de Cabernet e Merlot, uma explosão de aromas, complexo, muita torrefação, estrebaria, frutas já mais contida. Na boca mostrou elegância de um vinho evoluído. Uma bela surpresa na taça. Para acompanhar nada melhor que um cordeiro não é? Então vai ai a dica, Stinco de Cordeiro com risoto de cebola caramelizada…só posso terminar este post dizendo…obrigado Senhor meu Deus por mais este dia maravilhoso!!!

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No meio de como disse um amigo, uma esbórnia anunciada, onde foram servidos grandes vinhos, outro amigo bem intencionado decidiu colocar às cegas mais uma garrafa para apreciação do grupo. Bom, na “minha avaliação pessoal” o vinho se mostrou bem elaborado, mostrando aromas de um bom Bordeaux, bom corpo, amplo, equilibrado, em fim, aprovei. A não ser pelo preço que se não me engano é comercializado por 160,00. O vinho as cegas era o brasileiro, Tormentas Premium 2007 ST (88), 100% Merlot, 12,6% alc, produção 700 garrafas, elaborado por Marco Danielle. Danielle é constantemente atacado pela critica, alguns amam e outros odeiam seu estilo e seus vinhos.

Agora na mesa um amigo discordou e sentiu aromas que eu realmente mesmo tendo a maior atenção não consegui achar. Veja a sua avaliação abaixo.

Opinião MF: “Tem cheiro de suco de uva!!!”. E tinha mesmo. Alguns à mesa discordaram. Falou-se em estrebaria e outras coisas mais. Mas por mais que eu tentasse perceber outros aromas o que mais me chamava a atenção era justamente esse desagradável cheiro de suco de uva. Pior que eu conhecia esse aroma de outros carnavais e sentenciei: “Vinho nacional!!!”. Na mosca. Era um Tormentas 2007. Não estou afirmando que todo vinho nacional tem esse aroma foxado, mas já bebi muitos que o têm e, definitivamente, não é algo que me agrade, pois, a mim, remete a vinho de baixa qualidade. Talvez ele tenha sido jogado aos leões ao ser servido lado a lado com o Chadwick ou mesmo com o VSC.

Palavra do autor:

Primeiro produto do atelier concebido sob vinificação 100% natural, fruto de seis anos de experimentações com elaborações a baixo SO2 (conservante INS 220), este vinho não recebeu SO2 em nenhuma etapa da vinificação, nem leveduras selecionadas comerciais. Foi fermentado espontaneamente pelas leveduras selvagens naturais, presentes nas próprias uvas. Contudo, cabe informar que as leveduras selecionadas atuando nos demais tanques, presentes no ambiente, provavelmente têm algum grau de influência sobre as leveduras selvagens. Ainda assim, este vinho é o fruto minimalista de uvas esmagadas, tão somente, e nada mais. Qualitativamente, tem demonstrado concentração, potência, raça, vocação à longevidade e grande ersonalidade, expressando a quintessência do terroir com máximo purismo. Em degustação, é o vinho mais clássico entre os três novos lançamentos, remetendo aos melhores Bordeaux, com nuances do Priorato. No que tange a naturalidade, eis aqui o expoente máximo da proposta de “vinicultura radical” tão almejada neste projeto. Se os franceses costumam chamar de alquimistas os raros vinhateiros que elaboram vinhos sem adição de sulfitos, este vinho é nossa primeira pedra filosofal – entre tantas outras vindouras, assim esperamos.

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Em maio deste ano tive a oportunidade de degustar um vinho tinto da Hungria que me chamou muita atenção. A expectativa era grande já que relatos davam conta que as cegas bateu um dos vinhos mais cobiçados do mundo, o Petrus Pomerol.

Na taça achei um vinho muito elegante, para enófilos experimentados. Na Vitória ExpoVinhos 2011, o vinho foi destaque, roubando a cena, um termômetro para dizer que os capixabas estão com um paladar cada vez mais apurado e exigente.

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Julio Antunes (Decanter-ES) feliz da vida com o sucesso do Kopar


Attila Gere é o “superstar do vinho tinto na Hungria”, segundo Jancis Robinson, e provavelmente o melhor produtor de todo o leste Europeu. A família Gere está há 7 gerações envolvida na produção de vinhos, apesar de ter sido afastada do país durante o período comunista. Em 1978 o guarda-florestal Attila Gere resolve trabalhar com sua nova paixão, a viticultura, começando em algumas fileiras de vinhas que ganhou de presente de casamento. Convicto, abandona sua antiga profissão de para se tornar o produtor ícone da Hungria.

REGIÃO: Villány – Extremo sudoeste da Hungria – Vinhedos com 7-13 anos de idade, em densidade de 7.200 plantas/ha.

CLASSIFICAÇÃO LEGAL: Villány Districtus Hungaricus Controlatus

COMPOSIÇÃO DE CASTAS: 50% Cabernet Franc, 40% Merlot e 10% Cabernet Sauvignon

GRADUAÇÃO ALCOÓLICA: 15° GL

CARACTERÍSTICAS CLIMÁTICAS: Clima continental, com mesoclima submediterrâneo. É notavelmente a região mais quente e ensolarada do país, sendo que esse efeito é reforçado pelas grandes massas de ar quente que sopram do mediterrâneo. As primaveras e os invernos são amenos, com moderado índice de chuvas.

CARACTERÍSTICAS DO SOLO: Os solos são predominantemente de loess e argila avermelhada, com algumas exposições de rochas dolomíticas do período Triássico e calcárias do Jurássico.

ELABORAÇÃO: Colheita manual das uvas em meados de Outubro, com seleção de cachos e baixíssimos rendimentos de 23 hl/ha. Após o desengace, a fermentação ocorre parte em grandes cubas de madeira, parte em tanques de inox com temperatura controlada por 10 dias, com posterior maceração de mais 1 semana. O vinho é então trasfegado para as barricas, onde ocorre a malolática espontânea e o amadurecimento.

AMADURECIMENTO: 16 meses em barricas de carvalho húngaro, 60% novas. E o restante em grandes tonéis de no máximo 5.000 litros.

ESTIMATIVA DE GUARDA: 15 anos

Valor: 250,00

Importador: Decanter

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