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Spumante é a palavra em italiano para “espumante

Por volta de 1960, industriais da Lombardia grandes amantes de Champagne decidiram produzir seu espumante. Naquela época a região era mais conhecida pela atividade industrial do que por seus vinhos. O investimento num vinhedo foi na região de Franciacorta, aonde construíram cantinas modernas, financiaram enólogos e também a formação para novos técnicos. Assim nasceu o Franciacorta.

Sua segunda fermentação se efetua obrigatoriamente na garrafa segundo o método tradicional e não em cuba como os espumantes mais simples. O teor de álcool é de no mínimo 11,5%. A versão Blanc de Blancs ou Salèn (Crémant), obtém-se unicamente com uvas brancas e o rosé com no mínimo 15% de Pinot Noir. O Franciacorta safrado tem 85% de vinho do ano considerado.

Hoje, os 1700 há de vinhedos dão 10 milhoes de garrafas por ano. Mais exigente que a do Champagne, a denominação limita o rendimento a 9.000 kg/há e exige amadurecimento sobre borras de no mínimo 18 meses. Não confunda com a DOC Terre di Franciacorta, que elabora vinhos tranquilos.

Avaliação Pessoal: ST (91) Tenuta Villa Crespia Franciacorta DOCG Dosagio Zero (Nature – até 3grs de açúcar por litro) – Não consegui achar o importador no Brasil e nem o seu preço. Mas se achar compre, vai se surpreender.

Visual amarelo palha, com discreto verdeal, brilhante, bolhas muito pequenas e numerosas; perlage intenso e persistente. No nariz apresenta intenso aroma de levedura, frutas brancas maduras, baunilha, toques tostados. Paladar com bom corpo, ótima acidez, bem equilibrada com o teor alcoólico. Retrogosto de levedura e torrefação. Final longo e agradável.  

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Mais um vinho da região do Friuli, nordeste da Italia, elaborado pela família Livio Felluga na taça do Vivendo a Vida. Desta vez foi o Livio Felluga Sossó 2000, um Merlot cortado com Refosco dal Peduncolo Rosso uma uva autóctone da região. O nome Sossó vem de um rio de mesmo nome que passa no interior da propriedade.

Avaliação Pessoal: ST (94+)

Visual rubi intenso, não apresentando evolução, sem sedimentos, com lágrimas finas e numerosas. O nariz mostra frutas vermelhas maduras, florais, madeira de excelente qualidade, alcaçuz, com toques balsâmicos, resinosos, e mentol. O paladar apresenta bom corpo, equilibrado, taninos redondos e aveludados, frutado, toques de especiarias, florais e de madeira. Um vinhaço!!!

Itália – Friuli – D.O.C. Colli Orientali del Friuli – Merlot e Refosco dal Peduncolo Rosso – 14% – Importador Mistral: R$ 260,00

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Semana passada durante um encontro com amigos tive a oportunidade de degustar mais uma vez este vinho Italiano, elaborado na cidade de Cellino San Marco, região da Puglia.

A Apúlia (em italiano Puglia) tem 4 milhões de habitantes e 19 000 km, cuja capital é Bari. Tem limites a oeste com Molise, Campania e Basilicata, ao sul com o Mar Jônico e a oeste e norte com o Mar Adriático.

Esta Região produz mais vinho do que qualquer outra região da Itália. De modo geral são tintos baratos e encorpados, com a uvas autóctones Primitivo e Negroamaro.

O proprietário da vinícola é Albano Carrisi, cantor, ator e produtor, veja a sua história > http://j.mp/r423v6

Avaliação Pessoal: ST (90)

Visual granada, levemente evoluído, com bordas ligeiramente atijoladas. Nos aromas predominam a ameixa em compota, chocolate, esmalte, café….O paladar mostra bom corpo, taninos já resolvidos, notas de chocolate amargo, com acidez equilibrada e longo final de boca. Um vinho na hora certa de ser degustado.

Itália – Puglia – 50% Negroamaro e 50% Primitivo – 13,5 % – 10 meses em barril de carvalho

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A vinícola Tommasi é uma empresa familiar fundada em 1902. Ele está situado em Pedemonte, no coração do Valpolicella Classico, uma faixa de terra que estende a noroeste de Verona.

As colinas de Valpolicella é uma terra privilegiada não só para a história, cultura e tradições, mas também pela beleza da paisagem e a vocação extraordinária para a viticultura.

A partir de um pequeno vinhedo de seu avô James, Tommasi foi consolidada ao longo dos anos e hoje se estende por 135 hectares de vinhas nas zonas DOC da província de Verona e 66 hectares na Toscana Maremma.

“Ca’ Florian” é uma pequena vinha com uma inclinação particularmente adequada para o cultivo de uvas, com grande exposição ao sol.

A partir da safra 2001, Tommasi Amarone “Ca ‘Florian” foi produzido a partir de aproximadamente 70% Corvina Veronese, Rondinella 25% e Molinara 5%. Ele passa por envelhecimento de 2,5 anos em barris de carvalho esloveno de 35 hectolitros e um adicional de 6 meses em “Tonéis” de 500 litros, antes de ser colocado em garrafas por um novo período de envelhecimento de pelo menos mais um ano.

Avaliação Pessoal: ST (91+) = Excelente

Visual acastanhado, aromas complexos de uva passa, cereja, chocolate, ameixa cozida, couro e café. Na boca confirma o nariz, muita concentração, equilibrado com retrogosto saboroso e muito longo. Um vinho para meditação.

Itália – Verona – Corvina Veronese 70%, Rondinella 25% e Molinara 5% – 15% – R$ Cortesia do Dr. Flavio Maraninchi

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Não tenho dúvida que o Amarone é um vinho que desperta grande curiosidade dos enófilos de plantão. A grande dificuldade de se aprofundar e ter um maior conhecimento na taça é o seu preço, que normalmente é superior aos 200,00.

Elaborado no Veneto o Amarone Della Valpolicella DOC é uma variante do Vapolicella, elaborado coma as mesmas variedades de uvas, Corvina Veronese, Rondinella e Molinara (obrigatóriamente). Suas uvas passam por um processo de secagem, ficando parecida com uva passa, pouca água e muito açúcar. O seu envelhecimento é de no mínimo 24 meses. O resultado é um vinho potente, rico, longevo, com teor alcoólico que varia de 14% a 16%. Um vinho perfeito para noites frias, acompanhado de queijos fortes, boa companhia e meditação.

Bom, então a história casa com meu acontecimento. Sábado, noite de muito frio aqui na capital capixaba, recebo em minha casa um casal de amigos, Marcos e Hilka trazendo a tira colo um garrafa de Massi Costasera Amarone 1999 para uma noite de bate papo e orgia gastronômica. Difícil é harmonizar queijo com meu amigo que não come muita dessas misturas gordurosas. Mais preparei um belo filé “Chateaubriand” acompanhado de um arroz à piamontese carregado no queijo. Ao final não poderia faltar um bate papo na varanda, momento de meditação e digestão (rsrsrs) do suculento jantar.

Avaliação Peesoal: ST (95+) = Excelente

Para degustação usamos como “teste” um aerador instantâneo, que alem de aerar, também filtra o vinho, retendo o grosso dos seus sedimentos. O resultado foi interessante, alcançando os seus objetivos.

Na taça apresentou visual acastanhado, aromas complexos, uva passa, mel, nozes, melaço, especiarias e leve curtume. O paladar é uma pancada agradável, muita concentração, notas de chocolate amargo e uva passa, acidez excelente, taninos polidos, com teor de álcool aparente mais não incomodando. Um vinhaço que vai evoluir por longos anos na garrafa, tendo momentos ainda melhores, acredito eu.

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Na noite de ontem conheci mais uma safra do produtor Travaglini, um dos mais conhecidos da região de Gattinara, Itália. A Safra degustada foi a 2001, que levei para um bate papo com o amigo Flavio Maraninchi, que se encarregou de elaborar um pratinho básico…Risoto de Porcini, regado com Trufas negras…um luxo! Afinal, luxo é ter amigos….

O Gattinara é uma cidade do Piemonte, que produz vinhos com 100% da uva Nebbiolo. É o primo pobre na região, em relação ao Barolo e Barbaresco, pela sua pequena visibilidade no mercado. É envelhecido por um ano em tonéis de madeira e mais dois em garrafa. Conquistou a DOC em 1967 e a DOCG em 1991.O envelhecimento do Gattinara é de pelo menos três anos, destes, um em barris de madeira, e sua graduação alcoólica mínima é de 12,5%.

As melhores safras recentes de Gattinara foram 2004 (ótima), 2001 (ótima), 2000 (boa), 1999 (excelente) e 1997 (ótima).


Avaliação Pessoal: ST 91 = Excelente

Posso dizer sem medo de errar que o Gattinara é um vinho de qualidade tão boa quando um Barolo e Barbaresco. Visual como se pode ver acima, alaranjado, característica da casta, aromas explodindo, com muito floral, frutas vermelhas e especiarias. O paladar mostra um caráter gastronômico, seco, excelente acidez, taninos maduros, muito intenso, com um final longo e saboroso. Harmonizou perfeitamente com o prato abaixo.

Laminando as trufas negras

Risoto de porcini com trufas negras e bisteca (by Flavio Maraninchi)

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Amigos, segue uma dica de um vinho italiano “supertoscano” que provei esta semana e me surpreendeu de forma positiva na taça. O nome dele é I Pini 2008, do produtor Fattoria di Basciano, um corte de 34% Syrah, 33% Merlot, 33% Cabernet Sauvignon, que passa por 18 meses em barril de carvalho francês 50&50%.

A vinícola Renzo Masi e a Fattoria di Basciano são duas empresas da família Masi. Esta última localiza-se numa colina às margens do rio Sieve, e foi adquirida em 1932. Uma torre do século XIII domina o casario medieval, rodeado por vinhedos, oliveiras, bosques de carvalho e ciprestes. Nos anos 50 os vinhedos mistos com outras culturas foram substituídos por especializados, e, na década de 90, novamente replantados com alta densidade, sob a supervisão do enólogo e agrônomo Paolo Masi. Hoje a área total da propriedade é de 60 hectares, dos quais 30 são plantados com Sangiovese, Colorino, Canaiolo, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. O complexo abriga a cantina de envelhecimento em barricas, que está em processo de renovação completa.

Renzo Masi, por sua vez, é o nome da empresa “negociante”, que compra e produz uvas para os seus vinhos de imbatível relação preço/qualidade. Sua produção é de 1.800.000 garrafas por ano, enquanto que a Fattoria di Basciano elabora 150.000.

A região do Chianti Rufina (pronuncia-se Rufina), no nordeste da zona do Chianti, já foi reconhecida como superior em 1716, pelo edito do grão duque Cosimo III, que a delimitou geograficamente. Os solos são bastante similares às margas argilo-calcárias de Panzano no Chianti Classico, e as várias pequenas elevações ao norte protegem bem os vinhedos, gerando um mesoclima relativamente quente e seco.

Toda a família Masi está engajada atualmente no empreendimento, com o Sr. Renzo e sua mulher Anna Lisa administrativamente à frente, e o talentoso filho Paolo, formado na Universidade de Florença em 1990, no comando técnico, trazendo novo ímpeto para a qualificação e desenvolvimento dos produtos.

O vinhos Renzo Masi – Fattoria di Basciano têm conquistado importantes premiações na mídia especializada internacional (inclusive da célebre revista inglesa Decanter, onde elencou três vinhos entre os melhores abaixo de £20,00), se posicionando entre os tops da região, mesmo com preços muito inferiores à média.


Avaliação Pessoal: ST (91) = Excelente

Visual vermelho rubi brilhante, aromas encantadores de frutas vermelhas, baunilha, coco (palavra paroxítona e sem acento representa a fruta do coqueiro, rsrsrs) explodindo na taça. O paladar apresenta bom corpo, taninos redondos, fruta, baunilha, madeira bem colocada, ótima acidez, fresco, em fim um vinho super agradável e equilibrado. Harmonizei com um cordeiro com risoto de funghi e foi perfeito.

Itália – Toscana/Chianti – Classificação: Colli della Toscana Centrale I.G.T. – 14% Alcool – 8.000 garrafas – Preço: 110,00

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A cada dia que passa tenho mais certeza…sabemos muito pouco do mundo do vinho. Na semana passada um amigo levou em minha casa um vinho branco para ser degustado às cegas. E veja do que se tratava….

Descrição Marcos Fonseca: “Estava curioso em experimentar este branco, elaborado a partir de uma casta que eu nunca tinha ouvido falar. De acordo com o site do produtor, este vinho tem raízes mediterrâneas, tendo a Nascetta se originado da Vermentino. Confesso que num primeiro momento o vinho me causou certa estranheza. Logo que levei a taça ao nariz não percebi nenhum aroma muito característico, que me desse alguma referência do que eu já havia bebido anteriormente. Na boca, a mesma coisa. Tudo meio indefinido. Foi quando percebi que eu é quem tinha que ajustar meu foco para o que estava ali naquele momento, sem pretender que o vinho se encaixasse em referências advindas de experiências passadas. A partir daí a coisa se tornou muito mais interessante. Seus aromas são sutis, delicados, e muito variados. Fruta discreta, um ligeiro herbáceo, um quase que imperceptível ataque adocicado, pólvora discretíssima, nuances cítricas, e por aí vai. A boca segue o mesmo caminho, com traços minerais e uma boa dose de salinidade. Curioso que eu normalmente associo mineralidade e salinidade com acidez. Mas neste caso as coisas não andavam juntas, uma vez que a acidez deste vinho não é das mais pronunciadas, sendo apenas suficiente para manter o vinho em perfeito equilíbrio. Decididamente um vinho “cerebral”, que requer certa atenção na hora de ser bebido a fim de que sua aparente simplicidade possa se transformar numa experiência bastante interessante. Não bastasse tudo isso, ainda li comentários na internet de que o vinho evolui muito bem, podendo ser guardado por uma década com excelentes resultados. Certamente não é um “grande vinho”, daqueles que te arrebatam e provocam suspiros apaixonados, mas sim daqueles que, despretensiosamente, conquistam a sua “amizade eterna”.

Para quem quiser informações mais detalhadas:
http://j.mp/ndCdTr

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Fundada em 1948 por Cav. Mario Antoniolo, a fazenda de mesmo nome, surgiu desde o início com o objetivo de melhorar os vinhos de Gattinara. A direção nos anos 80 foi tomada pela Sra. Rosana, que com a ajuda de seus filhos e Albert Lorella, produz os vinhos e DOC e DOCG que provêm exclusivamente vinhas da propriedade.

O Gattinara é uma comuna do Piemonte, Itália, que produz vinhos com 100% da uva Nebbiolo. É o primo pobre na região do Piemonte, em relação ao Barolo e Barbaresco, pela sua pequena visibilidade no mercado. É envelhecido por um ano em tonéis de madeira e mais dois em garrafa. Conquistou a DOC em 1967 e a DOCG em 1991.

O envelhecimento do Gattinara é de pelo menos três anos, destes, um em barris de madeira, e sua graduação alcoólica mínima é de 12,5%.

Avaliação Pessoal: ST (91)

Visual já mostrando ligeira evolução, sedimento aparente, aromas maravilhosos e complexos de figos em calda, floral, madeira velha, alcatrão, variando a cada momento na taça. Boca elegante, taninos redondos, acidez chamando uma refeição com final de boca longo e saboroso.

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Já fazia tempo que não degustava um Valpolicella, então nesse frio que chegou aqui em Vitória, decidi preparar uma harmonização indicada…lasanha!!!

Bussola é atualmente um dos três melhores produtores da região. Começou a trabalhar na cantina do tio em 1977, e com um profundo respeito às tradições e ao território, após duas décadas de trabalho elaborou uma coleção de vinhos soberbos, entre os mais concentrados do mundo, ainda que extremamente harmônicos.

Avaliação pessoal ST(87): Se mostrou equilibrado, aromas frutados, corpo médio, confirmando uma boa concentração de fruta, taninos firmes, tendo como sua melhor qualidade a acidez.

  • REGIÃO: Veneto – Valpolicella Classico
  • CLASSIFICAÇÃO LEGAL: Valpolicella Classico Superiore D.O.C.
  • COMPOSIÇÃO DE CASTAS: 60% Corvina Veronese e Corvinone, 30% Rondinella, 10% Molinara e outras variedades
  • GRADUAÇÃO ALCOÓLICA: 14,5° GL.
  • PRODUÇÃO: 40.000 garrafas.
  • CARACTERÍSTICAS CLIMÁTICAS: Clima continental abrandado pela vizinhança do Lago de Garda, o mais longo da Itália, criando as condições ideais para a viticultura. As precipitações são relativamente altas, concentrando-se no outono. Vinhedos colinares com excelentes exposições.
  • CARACTERÍSTICAS DO SOLO: Solos vulcânicos basálticos (denominados Toar) e argilosos.
  • ELABORAÇÃO: Colheita em meados de outubro. Esmagamento das uvas e fermentação com leveduras selecionadas à temperatura ambiente por 15 dias, com 25gr/l de açúcar residual. No final de janeiro, o Amarone e o Recioto do produtor são trasfegados (svinatura) das suas borras, faz-se então o ripasso do Valpolicella Classico nestas borras por 10 dias, gerando uma refermentação alcoólica com ganho de aproximadamente de 1,5ºGL. O vinho é então trasfegado para as barricas para seu amadurecimento. Permanência de 3 meses em garrafa antes da emissão ao comércio.
  • AMADURECIMENTO: 32 meses em barricas de carvalho francês de 500 litros, para 65% do vinho. O restante em barricas novas de carvalho francês.
  • ESTIMATIVA DE GUARDA: 10 anos.

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