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Esteve esta semana visitando a Capital Capixaba a convite da Importadora Decanter, Marcelo Maizelman, diretor de exportações da Bodega argentina Colomé. O Objetivo desta visita foi realizar mais um evento na capital Capixaba, mostrando suas novidades. O local escolhido foi a churrascaria Minuano que deu um Show de variedade, dando a oportunidade para os enófilos de plantão testar seus sentidos nas harmonizações.

Colomé possui os vinhedos mais altos do mundo, aninhados na Cordilheira dos Andes no nordeste da província de Salta, entre 2.200 e 3.015 metros de altitude. A antiga vinícola Colomé teve a sua fundação em 1831, e ostenta outro recorde como a mais antiga da Argentina ainda em operação, com vinhedos de Malbec e Cabernet Sauvignon pré-filoxéricos plantados em 1854 e dando frutos. O empresário e colecionador de arte suíço Donald Hess, proprietário de vinícolas de ponta no Napa Valley (The Hess Collection), na África do Sul (Glen Carlou) e na Austrália (Peter Lehmann), se apaixonou por este belíssimo altiplano desértico de Calchaquí e adquiriu a propriedade Colomé de 39.000 hectares em 2001.

Os índios nativos e depois os Incas, que chegaram à região no séc. XV, cultivaram estas terras por centenas de anos. A lenda conta que um chefe indígena de nome Colomin foi o pioneiro no plantio de vinhas na localidade, doadas pelos colonizadores espanhóis como recompensa por bons serviços prestados. Os três vinhedos de Colomé (Colomé, El Arenal e La Brava) possuem 101 hectares, dos quais 4 hectares são de videiras de Malbec e Cabernet Sauvignon que vieram antes da filoxera, plantadas em 1854 e irrigadas por inundação através de um arcaico e engenhoso sistema de pequenos canais que operam por força gravitacional. Outros 7 hectares possuem videiras entre 80 e 120 anos, inclusive de Torrontés. Novos vinhedos estão sendo plantados com Malbec, Cabernet Sauvignon, Tannat e Syrah, empregando-se três sistemas de condução distintos, de acordo com estudos dos resultados. Um aspecto muito importante a ressaltar é que todos os vinhedos e mais os 150 hectares de agricultura são trabalhados segundo os preceitos da biodinâmica, com um profundo respeito e entendimento dos seus ciclos biológicos.

O clima do Vale de Calchaquí é excepcional para este tipo de cultivo orgânico, com pluviosidade ínfima de 50 a 120mm/ano, noites frias e dias quentes, estes normalmente entre 25 e 31ºC. O gradiente dia-noite pode chegar a 35ºC. A radiação UV é altíssima, com mais de 350 dias de sol no ano, o que favorece a concentração de cor, aromas e açúcares nas uvas. Os solos são pobres, de caráter aluvial e arenoso, ótimos para a viticultura de qualidade.

Colomé elabora no momento 4 vinhos: o Amalaya (corte de Malbec, Cabernet Sauvignon, Syrah, Tannat e Bonarda), o Colomé Estate (com Malbec, Cabernet Sauvignon e Tannat) e o Colomé Reserva (Malbec e Cabernet Sauvignon pré-filoxéricos) entre os tintos; e um incrível Torrontés de vinhedos centenários como único branco. O enólogo Steve Galvan já trabalhou com grandes nomes da Califórnia, e se beneficiou de experiências no Château Petrus na França e com Alvaro Palacios na Espanha. Steve cria neste “terroir” sensacional alguns dos vinhos mais peculiares e poderosos do Novo Mundo.

Amalaya significa “esperança de um milagre” na língua nativa do povo do Vale Indígena Colchaqui. Este vinho de altitude vem da Argentina, noroeste da capital, Cafayate, captando o espírito de uma longa tradição de colheita, graças à Mãe Terra ou “Pachamama”. Do solo original do vale e microclima, 5.580 pés acima do nível do mar, permite o baixo rendimento das vinhas que produzem, em alta qualidade, uvas densamente coloridos.

Amalaya Branco 2010 – 90% Torrontés e 10% Risesling – Salta – Alto Valle Calchaquí – 13,5% – ST (85)

Visual amarelo esverdeado, aromas florais e minerais com boca liberando médio frescor.

Sashimi com os dois Corte branco e o varietal

Colomé Torrontés 2010 – 100% Torrontés – Salta – Alto Valle Calchaquí – 13,7% – ST (87)

Gostei que a safra 2010 está com aromas mais contidos e menos lima que as anteriores, bom frescor, mineral em fim agradável.

Amalaya 2009 – Cabernet Sauvignon, Syrah, Malbec, Bonarda e Tannat – Salta – ST (84)

Muita fruta em compota, goiaba, amoras e morangos. O paladar apresenta médio corpo, taninos macios, fácil de beber com bom final de boca.

Paleta de cordeiro

Amalaya Grand Corte 2009 – Malbec, Cabernet Franc e Tannat – Salta – 14% – ST (88)

Belo vinho, pronto, fruta na medida, madeira bem colocada, boa estrutura e complexidade.

Picanhaaaaa!!!!

Colomé Estate – 100% Malbec – Salta – 14% – ST (87+)

Acredito ser um dos mais aclamados de todos, na minha opinião precisa de mais tempo em garrafa para amadurecer e mostrar todos as suas qualidades.

Colomé Lote Especial Malbec – 100% Malbec – Salta – 14% – 5.800 grfs – ST (90+)

O melhor da noite, boa complexidade nos aromas, tosta, baunilha, frutas vermelhas e negras e café. Boca gorda, aveludada, acidez viva, confirma o nariz, madeira na medida, tem cara de top! Foi o único que não bati a foto. Acima tem foto o ultimo da direita.

Marcelo Maizelman (Bodega Colomé) e Julio Antunes (Decanter-ES)

Confraria Big Dog Wine marcando presença!

Marcelo Maizelman (Bodega Colomé), Carlos Olivera & Rocío Muíño López (Puerto Madero Winery)

A coisa está tão feia que Simey Santos da Enótria está levando “marmita” nos eventos…hehehe!!!

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Todo apreciador de vinhos que se preze já pensou em harmonizá-los com a comida da terra do sol nascente. Mas afinal, vinhos tem a ver com comida japonesa? Acredite: A combinação pode ser um espetáculo!

As opções mais indicadas são os vinhos brancos, os espumantes e os rosés. Esses tipos são recomendados por causa da suavidade, que consegue sustentar e acentuar os sabores da gastronomia japonesa.

A textura delicada do peixe e a presença do shoyo, por exemplo, pedem vinhos mais leves ou vinhos brancos. Entre os espumantes, que dão um charme único para as refeições, deve-se optar pelos mais jovens e sutis.

Os vinhos rosés também são considerados parceiros perfeitos para a gastronômica japonesa, especialmente em dias quentes. A delicadeza do sushi e do sashimi, por exemplo, clamam pela sutileza de um rosé.

Via: Kindai

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No Brasil, pouco se conhece sobre vinhos de sobremesa e, por isso, não se tem o hábito de brindar nessa hora. Mas o rótulo ideal proporciona aquele grand finale que um jantar festivo merece por aqui, é quase praxe: pedido o doce que encerra o jantar, suspende-se o vinho. “Cerca de 90% das pessoas nem sabem que vinhos podem ser parceiros da sobremesa”, calcula o sommelier Dionísio Chaves, do Fasano Al Mare, do Rio de Janeiro. Não só podem. Há uma categoria especialmente destinada a essa função. Os chamados vinhos de sobremesa são mais doces do que os outros. Podem ser tintos, brancos ou espumantes, encorpados ou leves, mais ou menos ácidos, fortificados ou não, envelhecidos ou jovens. “É um universo bem vasto e variado para o consumidor começar a explorar”, diz a sommelier Eliana Araujo, que integra o conselho de Casa e Comida. E, no meio de tanta diversidade, a ideia é escolher o vinho que mais combina com cada doce, exatamente como se faz com os pratos salgados.

A tarefa não é fácil. “Mesmo quem demonstra conhecer vinhos, mostra-se reticente na hora de pedir qual vai acompanhar uma sobremesa”, conta Dionísio. Professora de bebidas do curso de gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, Suzana Jhun dá uma dica para quem quiser se arriscar: “Uma regra básica é que o vinho deve ser mais doce do que a sobremesa”. No Brasil, onde as guloseimas tendem a carregar nas doses de açúcar, a premissa nem sempre pode ser aplicada. O.k., há outras formas de harmonizar um com outro. Importante, segundo a professora, é buscar o equilíbrio entre ambos: o vinho nunca deve dominar e submeter a sobremesa, e vice-versa. “O ideal é que, quando unidos, os dois sejam capazes de valorizar o sabor um do outro”, ela afirma. E exemplifica: “Se odoce for leve,omelhoréqueovinho também seja”.

Além do grau de doçura e de leveza, deve-se levar em conta o ingrediente principal. “Se a sobremesa for de abacaxi, posso recomendar um vinho que também tenha notas aromáticas cítricas”, diz Dionísio. Em suas harmonizações, porém, os especialistas não usam apenas o critério da semelhança. Às vezes recorrem ao contraste. “Aí o que se busca é atenuar certa característica do doce como vinho. Por exemplo, se ele for mais ácido, pode amenizar a gordura excessiva”, diz Suzana.

Para inspirar, Dionísio sugere nesta reportagem vinhos para doces preparados por Mara Mello, nome badalado da pâtisserie paulistana. Antes, descubra um pouco sobre as principais “famílias”.

Sagu de maracujá com frutas vermelhas combina com…

Doces com frutas, em particular cítricas ou de sabor mais ácido, precisam de um moscato d’asti, ligeiramente frisante, ou de um espumante de uva moscatel. uma alternativa é um champanhe demi sec. segundo o sommelier dionísio chaves, a acidez deles estabelece um “diálogo construtivo” comas frutas, ressaltando seus sabores.

sugestões: muscat de baumes de venise (frança), moscato d’asti la rosa selvatica 2008 (itália) e moscatel aurora (brasil).

como servir: à temperatura de 6 a 8 graus. Pode ser em uma flûte ou um champgne coupe, aquele modelo com boca larga, igual às taças da vovó. nesse tipo de copo, o gás se dispersa logo, ressaltando os aromas e a doçura da bebida.


Crème brûlée combina com…

Guloseimas cremosas e leitosas casam especialmente com os late harvest ou um sauternes. Doces e frutados, são vinhos encorpados, mas menos alcoólicos do que um xerez ou um porto. Essa característica faz com que eles não submetamo sabor suave desse tipo de sobremesa.

sugestões: os franceses chateau la florêt 2000 sauternes e late harvest 2006 do vale do lontué, com uvas sauvignon blanc. ou o nacional colheita tardia aurora.

como servir: taça de vinho branco, em temperatura entre 7 e 9 graus, que ressalta sua acidez.

Ovos nevados combinam com…

Doces com ovos tendem a apresentar doçura muito acentuada. numa harmonização por contraste, o sommelier dionísio chaves sugere um vinho não tão doce, mas com bastante personalidade, como um xerez branco do sul da espanha ou até um vinho madeira seco, de portugal. por semelhança, a opção seria um late harvest branco ou um sauternes. são vinhos doces, mas com acidez suficiente para equilibrar o açúcar da sobremesa.

sugestões: madeira seco h.m.borges (portugal) e echeverria late harvest 2005 (chile).

como servir: o madeira pode ser servido entre 14 e 16 graus, em copo de degustação – que, menor (100 milímetros de altura), funciona como um curinga para vinhos de sobremesa. já o late harvest (e o sauternes), em taças de vinho branco, entre 7 e 9 graus.

Moscato d’asti, asti spumanti e moscatel espumante Os dois primeiros são produzidos na região de Asti, no Piemonte, Itália. O terceiro é feito em outros lugares, inclusive no Brasil, com a mesma uva (Moscato) e pelo método asti (uma única fermentação, não as duas de boa parcela dos espumantes). O enólogo – chefe da gaúcha Vinícola Aurora, Nauro Morbini, afirma que ele vem conquistando o brasileiro, embora não seja usado só como vinho de sobremesa. “Em 2009, as vendas cresceram 20%”, diz Nauro, que o considera versátil. “É quase um curinga.” Todo esse grupo é frutado, tem bom nível de acidez e doçura branda. Harmonização: frutas e doces com frutas.

late harvest São os vinhos de colheita tardia. “Espera-se que a uva amadureça até quase estar passada para colhê-la”, conta Nauro. Têm acidez suficiente para contrastar com a gordura e uma maior estrutura.Harmonização: sobremesas igualmente encorpadas, como doces à base de leite, creme de leite, leite condensado ou coco.

Passitos Feitos com uvas desidratadas e convertidas em passas. São bem doces.
Harmonização: delícias leitosas e cremosas.

Sauternes Brancos da região francesa de mesmo nome, onde as parreiras sofrem a ação do fungo botytis cinerea, que torna porosa a casca, fazendo com que as uvas percam água. Daí, a concentração natural de açúcar aumenta. São chamados de vinhos “botritizados”.
Harmonização: pudins e doces mais “pesados” – como cremes, por exemplo.

Fortificados A fermentação é interrompida para adição de aguardente vínica, o que torna o vinho mais alcoólico (até 23o GL, alguns graus “mais forte” do que a média). Podem ser envelhecidos por muitos anos. Os mais conhecidos são os Porto, portugueses, os Jerez (ou Xerez, ou Sherry), espanhóis, e os Marsala, italianos. Mas há outros. “Destaco o Tannat fortificado produzido no Uruguai com a mesma técnica do Porto. Comercialmente conhecido como licor de tannat, tem excelente concentração de taninos e frutos negros e notas de especiarias”, diz a sommelier Eliana.
Harmonização: doces com frutas secas (figo, tâmara) e oleaginosas (castanhas, nozes), ou de chocolate.

Vdn Os Vin Doux Naturel são produzidos no sudeste da França com uvas Moscato e Grenache. Devem ser bebidos ainda jovens e resfriados. Harmonização: chocolate.

  • texto Andréa Ciaffone e Dagmar Serpa

Via: Revista Casa Jardim

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Para quem não teve a oportunidade de acompanhar ontem ao vivo a entrevista que o blogueiro Daniel Perches fez com Alex Atala, segue o vídeo na íntegra.

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Na noite de ontem a importadora Qualimpor representada no Espirito Santo por Leonardo Dantas e José Eustáquio, receberam enófilos e jornalistas para um jantar harmonizado no melhor restaurante de comida Portuguesa da capital Capixaba, o Porto do Bacalhau. João Palhinha, diretor comercial das vinícolas Herdade do Esporão e Quinta do Crasto no Brasil, apresentou as novas safras de alguns de seus rótulos.

Herdade do Esporão: Em uma região desafiadora no interior de Portugal, o espírito de desafiar e superar limites fez com que fossem produzidos os mais tradicionais vinhos portugueses. Nascia a Herdade do Esporão, uma marca que sempre acreditou no potencial do Alentejo. Com produtos como o Esporão, considerado um dos melhores vinhos portugueses, e o Monte Velho, a Herdade do Esporão é uma vinícola reconhecida por seu amor pela natureza, tradição e inovação.

Quinta do Crasto: Situada à margem direita do Rio Douro, entre a Régua e o Pinhão, a Quinta do Crasto é uma propriedade com cerca de 130 hectares, dos quais, 70 são ocupados por vinhas. Com localização privilegiada e importantes investimentos realizados nos últimos anos, esta tradicional vinícola conta com modernas instalações que produzem vinhos de altíssima qualidade.

Leonardo Dantas, João Palhinha e José Eustáquio / João Palhinha (Esporão) E Wyvianny Merlo (Porto do Bacalhau)

Entradas: Torresmo de bacalhau e tomate com lascas de bacalhau.

O melhor bacalhau do mundo

Vinha da Defesa 2009 – Syrah e Aragonês – Alentejo – 13,5 – ST (85)

Aromas abertos de frutas vermelhas, paladar agradável, equilibrado, acidez viva liberando bom frescor, com muita fruta e final agradável.

Esporão Private Selection Branco 2009 – Semillon, Marsanne e Roussanne – Alentejo – 14,5% – ST (95)

É para ficar admirado com a regularidade na qualidade deste vinho. Mais uma safra e mais uma alegria. Visual amarelo brilhante, aromas encantadores e explosivos de frutas em calda, coco, caramelo, tosta e por ai vai…O paladar e gordo, cremoso, untuoso, acidez simplesmente perfeita, elegante, com muito final de boca.

Crasto Superior 2009 – Touriga Nacional, Touriga Franca, Souzão e Vinhas Velhas – 14% – ST (86+)

Visual púrpura intranponivel, aromas de uva passa, frutas vermelhas e negras e leve nota tostada. O paladar está muito verde, taninos duros, acidez viva, fruta em compota, que no mínimo para o meu gosto tem que envelhecer mais três anos em garrafa para mostrar a que veio.

Roquette & Cazes 2007 – Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca – 15% – Douro – ST (91+)

Na taça mostrou ser realmente um vinho para ganhar competição. Muita fruta no nariz aliada a uma madeira bem colocada que remete a aromas de coco. Na boca a força do douro fala alto, estruturado, taninos firmes, acidez viva, chamando para um prato reforçado. Um belo vinho que vai crescer muito na garrafa.

Late Harvest (Colheita Tardia) – Semillon – Alentejo – 14,% – ST (85+)

Um vinho interessante, bem elaborado, com dulçor equilibrado, boa acidez, untoso, com notas frutas e caramelo.

Torta de Sintra

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Muitos acham que só é correto comer carne vermelha acompanhada de vinho tinto e peixes com vinho branco. Esta não é uma regra geral. Em muitos países como Espanha, Itália e França, pratos à base de peixe são servidos com vinho tinto sem problema algum! Na hora da escolha, o mais importante é considerar a estrutura do prato e usá-la para decidir o vinho que irá acompanhá-lo. O melhor e mais seguro é optar por um equilíbrio entre os dois.Prefira combinar um prato pouco condimentado com vinhos leves e os mais elaborados com vinhos potentes. Quando falo em vinhos leves, estou me referindo ao vinho branco ou tinto, com nível alcoólico de até 12,5% e taninos (aquela sensação de adstringência que faz a boca ficar seca) não-intensos.Usando este conceito, podemos servir vinho tinto com pratos à base de peixe, principalmente os mais gordurosos. Eles combinam com Cabernet Franc, Merlot, Pinot Noir (safras novas e pouco alcoólicas), Dolcetto D’Alba e Tempranillo, por exemplo. É normal encontrar um espanhol saboreando uma Paella com um vinho tinto Rioja, um francês se deliciando com um Anguille à la Bordelaise e uma taça de vinho tinto Bordeaux leve ou um italiano comendo um Bacalla’ Alla Vicentina acompanhado de um Tocai Rosso. No Brasil, temos uma grande variedade de pratos à base de peixe e molhos condimentados. Que tal saboreá-los com um vinho tinto? Experimente!

Autora: Adriana Grasso

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A combinação de vinhos com determinados alimentos pode ser muito desagradável. Às vezes, um não tem nada a ver com o outro. A comida é tão cruel com seu companheiro (vinho) que fica difícil ou quase impossível a harmonização.

Estamos falando de alguns casamentos litigiosos entre o vinho e a comida. Quais seriam os alimentos que, em geral, podem ser considerados inimigos dessa bebida mágica.

Abaixo citamos alguns deles:

Chocolate: “sobremesa cruel” para acompanhar com vinhos. Pode inibir o paladar, tanto quanto os sorvetes e gelados. A extrema doçura do chocolate e sua gordura formam uma “couraça” na boca, que nos impede de sentir o vinho. Porém tudo depende da intensidade do chocolate. Infelizmente, a maior parte deles é muito doce e forte, de modo que acaba por anular o vinho. Existem aqueles que defendem vinhos também doces e fortes como o Banyuls, considerado por muitos como o que melhor harmoniza com chocolate. Há, também, o espanhol Pedro Ximenes, licoroso e bastante doce, que pode ser interessante como uma outra opção. Todavia, vinho e chocolate são parceiros difíceis e exigem muitos cuidados nupciais.

Ovo: este produz, ao ser mastigado e ingerido, uma capa na boca, dificultando, e muito, a sensação gustativa do vinho, por isso, teoricamente, a opção recairia sobre vinhos de boa pegada e muita acidez na tentativa de destruí-la. Os defensores dessa combinação acreditam que é possível harmonizar “omeletes” com os brancos Chenin Blanc ou Riesling ou Champagne, “ovo pochê no vinho tinto”, com um tinto bem nervoso (maior acidez), “ovos mexidos sobre torrada” com brancos aromáticos. Suflês e quiches, em geral, não são problemas. Ovos de codorna, por terem uma textura mais fina, vão bem com Champagne. Alguns podem dizer que o poder “afrodisíaco” do ovo de codorna tornaria seu casamento com o vinho menos conflituoso, dá para acreditar? Deixando de lado a brincadeira, em geral, ovos e vinhos não se bicam.

Alcachofra, Aspargos e Rúcula: o aspargo é menos problemático. Basta harmonizar com vinhos brancos mais intensos, como alguns Rieslings ou Chenin Blancs. A opção por um tinto, à base de Cabernet Franc do Loire, pode tornar o casamento menos litigioso ou maisadministrável. A alcachofra, em uma massa, não é tão ardilosa. Porém, conflitua com a maioria dos vinhos, provocando nestes um sabor metálico e amargo ou estranhamente doce. Um Sauvignon Blanc da Nova Zelândia pode não ser um parceiro perfeito, entretanto pode ser harmonizado com as alcachofras frias (no vinagre ou manteiga), assim como um Chardonnay de mais estrutura pode acompanhá-las com molho holandês. Devemos dedicar também cuidados nupciais a alguns vegetais amargos, como a rúcula, pois estes, combinados com o vinho, podem vir a realçar seu amargor e tornar o vinho tão desagradável quanto. É lógico que temos que pensar no conjunto do prato. Uma salada de rúcula com muito azeite e mel é outra conversa.

Vinagre, Vinagrete e Picles: aqui estamos frente àqueles casamentos que, de antemão, sabemos que não vão dar certo. É nitroglicerina pura. O vinho não pode combinar com um produto, que traduz o seu fim. O vinho acaba em vinagre. Como em todas as crises, de relacionamento ou não, temos que primeiro tentar administrá-las. Neste caso, o uso de um vinagre mais suave, como o balsâmico ou de xerez, pode ser a alternativa caso queiramos combinar com vinhos. Outra maneira de contornar, quando possível, é pedir para trocá-lo por um pouco de suco de limão.

“O apreciador de bons vinhos sabe que a melhor companhia é sempre a cozinha simples”, diz Renato Machado, jornalista e grande amante dessa temática. Na verdade, em se tratando de combinar vinho e comida, os casamentos difíceis estão em toda parte, como com os seres humanos. Antes de buscar a separação, aprender a administrar as crises é a solução.

A feijoada é outra comida capaz de provocar grandes turbulências na relação com vinho. Têm-se os defensores de um frisante italiano, de um bom Lambrusco, e aqueles, como Manuel Beato, sommelier paulista e grande conhecedor desse assunto, que propõe os vinhos: Moulin- a- Vent, leve, frutado e capaz de oferecer um interessante frescor a este prato, e o Kanonkoop (Cabernet Sauvignon) da África do Sul. Controvérsias a parte, Beato acredita que a maioria dos pratos talvez combinasse melhor com vinhos brancos, como os queijos.

Nos casos de “comidas cruéis”, além das citadas, azeitonas, espinafre, molho agridoce, iogurte, peixes em conserva ou defumados (o salmão é mais harmonizável), algumas ervas, especiarias e temperos podem também fazer parte desse grupo.

Devemos sempre ver essa relação no conjunto e não apenas pelas partes. Exemplificando: um doce de leite, por ser doce demais, tira a untuosidade do vinho, tornando-o mais magro. Às vezes, associando o queijo, podemos acrescentar o elemento a mais. Ou, então, por que não partir nesse caso para um licor?

Uma reflexão final deve ser feita: seria sempre necessário acompanhar com vinho qualquer tipo de comida, como por exemplo, feijoada ou sushis? Talvez seja mais aconselhável, em alguns casos, abrir mão do vinho (que tal, da comida?), e trocá-lo por outra bebida.

Autor: Gerson Lopes

http://www.vinhoesexualidade.com.br/

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Com a chegada do inverno e os termômetros marcando temperaturas baixíssimas fica difícil saber qual vinho combinar com pratos quentes.

Pensando nisso, o sommelier Marcello Celentano, do restaurante argentino Parrilla São Paulo, listou algumas dicas aos amantes da bebida.

Os cuidados devem começar já na hora da compra:

1. Procure sempre lojas ou adegas especializadas que mantenham o produto em alta rotatividade e em perfeito estado de conservação

2. Confira a proveniência do produto e a importadora (no caso do importado)

3. Busque uma garrafa de vinho onde as informações na etiqueta sejam claras como, a safra (para saber sua idade)

4. Compre uma garrafa para degustar, antes de uma adquirir uma maior, se o vinho não for conhecido

Como combinar

Muitas pessoas têm dúvidas na hora de combinar um vinho com um prato de carne, peixe ou frango. Segundo o sommelier, os vinhos brancos, por serem leves e frutados, acompanham peixes, fruto do mar, carnes brancas como peito de frango ou de peru, assados ou grelhados, e servem também como aperitivos. Já os vinhos tintos são recomendados para acompanhar carnes vermelhas, massas, aves e caças. Os rosados ficam para refeições com dois pratos (carne e peixe). Não se deve esquecer dos vinhos doces que são reservados para as sobremesas. Uma regra importante é observar os pratos nobres, que devem sempre ser acompanhados por vinhos nobres, e pratos comuns, por vinhos comuns.

Custo

Os apreciadores da bebida não precisam desembolsar muito para terem a melhor opção. Os chilenos e argentinos hoje possuem um bom custo/beneficio. É possível encontrar em lojas especializadas vinhos na faixa de R$25 a R$40 de ótima qualidade. Alguns exemplos: Granito Syrah e o Granito Cabernet Sauvignon (Chile); Charles Leblon Malbec (Argentina); 7nardi Marche Sangiovese (Itália).

Diferença entre seco e suave

Para quem não é especialista, mas sempre quis saber a diferença entre o vinho seco e suave, vale a pena anotar. O suave tem maior teor de açúcar residual. A sensação é de um vinho “doce”. Já um vinho seco tem um açúcar residual menor. Naturalmente quem está começando a ingressar no mundo do vinho pode começar com um vinho mais “suave”. Com o tempo o paladar vai se apurando para poder degustar o outro.

Teste para especialistas

Avaliações sensoriais sempre são feitas, por quem entende, antes de degustar um vinho. O colocar na taça, chacoalhar e sentir os aromas são 3 passos importantes:

1. Exame visual: é a primeira observação que se faz na apreciação do vinho e deve ser considerada por seu valor estético e pelas informações sobre os odores e sabores que estes atributos visuais possam revelar como a limpidez e a cor do vinho

2. Exame olfativo: onde se define o aroma do vinho e os derivados da fermentação e envelhecimento

3. Exame de paladar: considerada a última etapa, onde é possível identificar a “cremosidade” do vinho, a leveza do produto ou a corposidade e persistência na boca

Fonte: Band Gastronomia