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A convite de Rafael Dias (Importadora Espaço D.O.C) estive participando de um jantar harmonizado no restaurante Vile du Vin para o lançamento no Brasil de um novo projeto vitivinícola no Chile, Viña Vik. O nome “Vik” se refere ao dono, Alexander Vik, um bilionário norueguês, acionista de várias empresas como a Universal Studios e Lego.

Viña Vik, está localizada no Vale do Cachapoal, mais precisamente em “Millahue“, “Lugar de Ouro“, como chamado pelos povos indígenas, na encosta norte do Chile. São 4.325 hectares, divididos em oito vales, mas precisamente, em 12 subvales, com características geográficas, climáticas e de solo bem diferentes. Por lá são plantadas vinhas de Carmenère, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Petit Verdot. A vinícola produz somente um vinho, o VIK.

A equipe de enólogos é chefiada pelo francês Patrick Valette, com larga experiência, trabalhou no Chateau Pavie, participou também da Viña El Principal. Além dele, cuida dos vinhos o enólogo Cristián Vallejo.

Outra novidade é a entrada da vinícola no ramo hoteleiro. A construção está em pleno vapor, serão 12 quartos, SPA e restaurante.

Avaliação pessoal das safras:

Vik 2009 – Carmenère (60%), Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Petit Verdot – 18 meses em barrica – 14,5% – R$ 450,00 – ST (94) – Importadora Espaço D.O.C

  • Rubi, límpido e brilhante. Aromas evoluíram de forma surpreendente ao longo da degustação. Muito intenso, exibindo traços florais sutis, caixa de charuto e fumo. Frutas vermelhas. Extremamente complexo. Bom corpo, textura aveludada, equilíbrio perfeito entre álcool e acidez. Taninos finos, fruta madura, macio e com persistência longa. As cegas falaria sem dúvida ser um Bordeaux de grande pedigree. O melhor da noite em minha opinião.

Vik 2010 – Carmenère, Cabernet Sauvignon (54%), Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Petit Verdot – 23 meses em barrica – 14,5% – R$ 450,00 – ST (91+) – Importadora Espaço D.O.C

  • Visual rubi, límpido e brilhante. Aromas ainda fechados, com leve caráter balsâmico, frutas vermelhas e floral. Seu grande destaque é em boca, onde se apresenta potente e elegante, boa concentração de frutas e notas minerais. Excelente acidez, liberando muito frescor. Equilibrado, porém ainda pouco evoluído e com um longo caminho a percorrer. Futuro promissor, adega nele!

Vik 2011Amostra de barrica ST (93+) – Importadora Espaço D.O.C

  • Visual púrpura impenetrável, negro, com lágrimas numerosas, mostrando seu extrato. Nariz aberto, frutas escuras muito maduras, herbáceos leve, floral e mineral. No paladar é potente e elegante, mostrando um futuro admirável. Muita concentração de frutas, excelente acidez, taninos finíssimos e maduros. Equilibrado e de longa persistência. Um vinhaço!

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Gosta de vinhos Chilenos? Então não pode deixar de prestigiar o lançamento de um dos mais novos projetos vinícolas do Chile, Vik. Segunda Feira Dia 26/11/2012 as 20:00h, será realizado um jantar harmonizado no restaurante Ville du Vin com a ilustre presença do enólogo e proprietário Patrick Valette. Conheceremos na taça algumas safras do vinho Vik, 2009/2010/2011, e o conceito do projeto. Imperdível! Contato: Boris Acevedo V. 55-27-8178-6379

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Na semana passada a convite do meu amigo Carlos Meneghel, fui conferir de perto a nova proposta da loja Zanatta Wine Store, o vinho na calçada. Para você que gosta de vinho, mas não gosta da “frescura” que gira em torno dele, vai aprovar. Toda última quarta feira do mês, o proprietário da casa Olair Zannata e mais um representante de alguma vinícola recebem de uma forma simples, com mesas na calçada para provar vários rótulos e petiscos variados. O investimento é de 60,00 reais.

A loja está localizada na Av. Carlos Gomes Sá, 730, próximo ao Supermercado Perim, Mata da Praia, Vitória-ES. Lá você encontra bom atendimento, e mais de 400 rótulos para sua escolha com ênfase em vinhos de custo x beneficio. O funcionamento da casa é de Segunda a Sábado, das 12h às 0h. Telefone: (27)3026-6440

Quem comandou a última degustação foi o enólogo Fabian Houjeije (em pé) da vinícola uruguaia Antigua Bodega Stagnari, importada no Brasil pela Vinho Sul. Fizemos um tur pelos vinhos Stagnari, dois mais simples que custam em média 39,00 reais até o seu Osiris Tannat Reserva, um vinho de 200,00 reais que merece o status de top da linha.

Antigua Bodega Stagnari produz vinhos desde 1880. Tem uma capacidade total de produção da bodega chega aos 2.400.000 litros, mas hoje produz 840.000 garrafas em 30 ha de vinhas próprias com cepas importadas da França.

O Uruguai é um pequeno produtor de vinho mundial, mas tem ótimos números relativos em exportação e em consumo interno. Por possuir uma região pequena e ainda investimentos modestos, os resultados dos produtores do Uruguai são promissores. Possuem ótima entrada e aceitação em mercados em franco desenvolvimento, como o Brasileiro, superando grandes produtores, como Austrália, Alemanha e até Espanha. Têm a quarta maior produção da América do Sul. E seus vinhos vão ganhando notoriedade aos poucos, pelo requinte e qualidade. As regiões Sur e Suroeste, próximas ao Oceano Atlântico, têm o melhor clima e produzem os melhores rótulos do país, com temperaturas noturnas bem baixas e um bom índice pluviométrico.

Os vinhos: *Chardonnay 2010 com aromas de frutos cítricos, floral, acidez média. *Tannat/Merlot 2009 sendo 60% Tannat, passa 6 meses em barricas; redondo, macio, boa fruta…fácil de beber. Tannat 2009, 8 meses em barricas, Da linha Ragazza: mais robusto, levemente tânico, vai muito bem com queijos fortes e uma carne vermelha. *OsirisTannat Reserva 2006, passa 12 meses em barricas, aveludado, gordo, frutado, uma belza de vinho na taça.

Oswaldo Oleari meu amigo e grande jornalista também estava lá, confira aqui
a sua matéria no Don Oleari Ponto Com.

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Na noite desta quinta-feira (8/11), o locutor esportivo Galvão Bueno esteve em Campinas conduzindo a degustação de seus cinco vinhos, elaborados em parceria com a Miolo. Cerca de 120 convidados foram recebidos no Empório Brunetto por ele e pelo diretor superintendente da Miolo, Adriano Miolo. Os rótulos Bueno Paralelo 31, Bueno Cuvée Prestige, Bueno Bella Vista Sauvignon Blanc, Bueno Bella Vista Pinot Noir, Bueno La Valletta, também foram autografados por Galvão.

 

Galvão entrou no universo da vitivinicultura do Brasil em 2010. A Vinícola Bueno Bellavista Estate, de propriedade do locutor, está localizada na Campanha Gaúcha, em Candiota, a 38 quilometros de Bagé, local reconhecido como uma das regiões mais promissoras para o cultivo de uvas, o Paralelo 31 – faixa do planeta onde se encontram algumas das melhores regiões vitivinícolas do mundo.

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A especialização do varejo é um caminho sem volta. Prova disso é a preocupação e dinamismo com que o supermercado Carone administra a variedade e qualidade dos rótulos de vinhos que oferecem aos seus clientes.

Não bastasse a já extensa lista de marcas nacionais e estrangeiras (muita importação própria) encontradas nas suas gôndolas, o Carone investe na diversificação. Nesse sentido, Vanderlei Martins, gerente da rede, conduziu uma degustação que apresentou novos rótulos franceses, todos importados pela Da Confraria.

Com a participação de jornalistas do setor, clientes e formadores de opinião, o evento teve o objetivo de apresentar rótulos de vinhos que já integram o portfólio do supermercado. Vamos a eles:

Para começar a degustação provamos dois Champagnes da vinícola J. de Telmont, um Brut Grande Réserve e um Rosé Brut. Dois produtos especiais, baixa produção, com preços na gondola do supermercado R$ 178,00, mais baixos que direto na importadora. Champagne não tem erro, em qualquer das duas opções o sorriso abre fácil.

O primeiro tinto foi o Château Haut Montaud 2009 – 13,%, um Bordeaux básico, elaborado com 90% Merlot e 10% Cabernet Sauvignon. Para quem está querendo conhecer e tem medo dos vinhos franceses esse é uma boa opção, boa fruta, macio devido a sua maior concentração da merlot, agradou no paladar de todos na prova. E o melhor de tudo, custa apenas 38,00 reais. Boa relação custo x benefício.

Pulamos para o segundo tinto francês, um Bordeaux superior – Château Matalin 2009 – 14%, 34% Merlot, 33% Cabernet Sauvignon, 33% Cabernet Franc. Notas de chocolate, baunilha e um fundo curioso de fumaça. Custa 54,00.

Para quem pensa que a uva Tannat é originaria do Uruguai, está muito enganado. A Tannat, historicamente era somente cultivada no sudoeste da França na AOC Madiran e agora é uma das uvas mais proeminentes no Uruguai, onde é considerada a “uva nacional”. É também usada como corte em vários outros países.

O vinho degustado foi o Chateau Laffitte Teston Reflet du  Terroir 2008 -13,9%, 80%Tannat, 10% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc. Não é um vinho fácil por ter taninos firmes e notas vegetais. Mas esta certa rusticidade e contrabalanceada por uma acidez viva e equilibrada com seu ter de álcool, levando a uma ótima opção para pratos mais condimentados a base de carnes. Custa R$ 54,00.

Agora o melhor da noite. Acredito que se tivéssemos mais tempo de aeração esse grande Saint Emilion Grand Cru de nome Château Cantenac 2008- 13%, 70% Merlot, 30% Cabernet Sauvignon, iria evoluir mais seus aromas e sabores. Porém mostrou a que veio, robusto e ao mesmo tempo delicado, muita ameixa em calda, baunilha e notas de couro. Acidez dando um belo suporte. Vinho para meditação. A dica é decantar por no mínimo 1 hora antes da prova. Como tudo que é melhor é mais caro, esse custa R$ 154,00. Vale cada centavo.

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Que tal provar um vinho amadurecido com Meteorito? Pensando em atrair visitantes para o seu Centro Astronômico, Ian Hutcheon, enólogo e astrônomo uniu suas maiores paixões: a astronomia e o vinho, que o levando a elaborar um vinho com meteorito. A idéia contou com a ajuda da Tremonte e de um amigo americano, colecionador de meteoritos.

Situada nas encostas do Monte Rekewa, margem sul do Vale de Cachapoal, no Chile, a vinícola Tremonte ganhou muito espaço na mídia com a história. Em resumo, um pedaço meteorito com 4,5 bilhões anos de idade foi colocado em seu processo de amadurecimento, no qual permaneceu por 12 meses em barrica. O meteorito usado é de 3 polegadas e, caiu no deserto do Chile cerca de 6.000 anos atrás. 

Além do Meteorito, a Tremonte elabora outros de ótima qualidade. Todos são engarrafados sob o olhar atento de Ian Hutcheon, que afiou suas habilidades em várias vinícolas chilenas, incluindo a Casa Silva, antes de passar para Tremonte como sócio.

Ian Hutcheon lançou recentemente outro dos seus vinhos regados a uma boa dose de marketing: o nome dele é “Sacrifício”, que foi engarrafado e depois enterrado em uma montanha para envelhecer. Falarei sobre ele amanha no blog.

Tive a oportunidade de conhecer na taça esta semana, na companhia de amigos, vários rótulos da vinícola Tremonte que estão sendo importados com exclusividade pela rede de supermercados Carone.

Começamos a noite de prova com três vinhos Reserva da Tremonte. Todos com preço de R$ 32,80
reais e já estão disponíveis no Carone.

Tremonte Reserva Merlot 2010: Bastante frutado, com uma goiabada casção evidente no nariz. Paladar seco, médio corpo, com boa fruta e persistência média. ST (84)

Tremonte Malbec 2010: encorpado, com menos fruta e mais austero e seco do que um Malbec argentino, me lembrou um vinho de Chaors (região francesa que originou a Malbec). Acredito ser um vinho que aguenta guarda. ST (87)

Tremonte Cabernet Sauvignon 2010: mais agradável e complexo (do painel reserva), mostrou notas de canfora, eucalipto e pimentão. Paladar fino, equilibrado, fruta na medida e um final agradável de média persistência. ST (88)

Ian Hutcheon, enólogo e astrônomo.

Meteorito Cabernet Sauvignon 2010R$ 41,90: um típico vinho chileno, boa fruta, baunilha, toques herbáceos fechados, discreto traço mentolado e goiaba. Corpo médio, com álcool e acidez equilibrados. Bom final de boca persistente. ST (88)

Agora os dois vinhos Top´s da vinícola:

Monte Rekewa 2010 Gran ReservaR$ 41,90: Um corte de 50% Cabernet Sauvignon, 25% carmenére e 25% Cabernet Sauvignon, amadurece por 8 meses em barrilde carvalho. Na taça mostrou aromas de boa intensidade, frutas vermelhas maduras, tostado e notas animais. Paladar com boa acidez, álcool apesar dos seus 14,9% não faz sentir, integrado, corpo médio, firme, taninos de boa qualidade, frutado e com média persistência. ST (89)

Oro de Los Coipos 2010R$ 62,80: Um corte de 55% Malbec e 45% Cabernet Sauvignon, amadurece por 12 meses em barrica de carvalho. Visual Rubi intenso, aromas de frutas maduras confeitadas, especiarias, floral e uma leve baunilha. Paladar gordo, boa acidez, quente, taninos macios, frutado, média persistência. ST (90) 

Outra novidade é que o Wine Store Carone de Vila Velha agora é também Bistrô. Vale muito a pena frequentar e apreciar a delicias preparadas pela Chef Arlete Nunes. Olha o Spaguetti ao ragu de cordeiro que provamos na degustação, de babar!!!

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Na noite desta terça-feira participei de um jantar harmonizado promovido pela dupla dinâmica Helio Massoni e Simey Santos, da Enótria, em parceria com a Importadora Vinci, no restaurante Mexido, aqui na capital capixaba. Para apresentar os vinhos esteve em vitória os representantes da importadora, Rafael Porto e Ederson Possatti, que deram conta do recado.

Filha do grande Nicolas Catena, o principal e mais respeitado nome do vinho argentino, Laura Catena é conhecida em todo mundo como embaixadora da uva Malbec. Estudou biologia em Harvard e medicina em Stanford, mas abandonou a medicina para dedicar-se a viniticultura em meados dos 90. É braço direito do pai nas Bodegas Catena Zapata como vice-presidente e ainda encontra tempo para dirigir suas próprias vinícolas, Luca (homenagem ao seu filho de mesmo nome) e La Posta. 

Os belos vinhos de Laura Catena

O cardápio foi desenvolvido pela equipe do restaurante mexido, comandada Chef Ana Beatriz Seguchi, junto ao Sommelier da Enótria Helio Massoni. Foi um show de qualidade, aonde a gastronomia formou uma parceria perfeita com os vinhos.

Prato: Mini dourado de brie com salada e redução de tangerina – (Nota 1000)

Começamos a noite com o Luca Chardonnay 2009 (uvas da Borgonha), R$ 149,00, ST (91). Passou por 12 meses em carvalho. Nariz com nota de abacaxi maduro, manteiga, damasco e mel. Paladar Cremoso, gordo, com ótima acidez dando suporte ao peso, com um final longo. Segundo Robert Parker, este soberbo branco é o candidato ao melhor Chardonnay da Argentina entra ano e sai ano, tendo merecido consecutivamente 92 pontos na safra de 2009. 

Prato: Camarões ao molho de ostra e gengibre (Picante)

Luca Pinot Noir 2009 (uvas da região de Pomar na França), R$ (149,00), ST (91). Aromas tradicionais de cereja, floral, terroso, taninos macios, ótima acidez, equilibrado. Aguentou bem o prato bastante picante. Recebeu 93 pontos de Robert Parker nessa safra de 2009, a nota mais alta concedida pelo crítico a um Pinot Noir argentino!  

Prato: Riso al Salto (rabada desfiada) – para comer de joelhos!

Luca Syrah Laborde Double Select 2009, R$ 142,00, ST (92). Visual perece petróleo, aromas de frutas maduras, couro e carne defumada, com notas de tostado de carvalho e especiarias. O paladar é rico, exuberante, com taninos bem estruturados, com fruta em compota e pimenta. Muito longo e persistente.

Prato: Escalope negro (no carvão), com legumes churrasqueados e purê de aipim. TOP

O quarto prato foi harmonizado com os dois vinhos TOP da vinícola; BESO DE DANTE 2009 (homenagem ao filho de meio de Laura Catena), R$ 189,00, ST (94), um corte de Cabernet Sauvignon (45%) e Malbec (55%), com uvas vale do Uco de 3 vinhedos diferentes,  um de Gualtallary com 1500 de altitude. Na taça mostra uma elegância incomum aos vinhos argentinos, muito cremoso, potente, um vinhaço.

O outro TOP é o LUCA MALBEC 2009, 100% Malbec, R$ 180,00, ST (91+), poderoso, mostra muita estrutura, gordo, porém com uma madeira destacada, que esconde a fruta tanto no nariz, quanto na boca. Mais vamos esperar, acho que mais uns 2 aninhos em garrafa essa madeira vai integrar.

Parfait de banana com chocolate, para fechar a noite com uma dose de glicolse!

MEXIDO RESTAURANTE - R Affonso Cláudio 259 lj 4 - Praia Canto – Vitória, ES | CEP: 29055-570 – Tel: 3315.80.92

Enótria – Av. Rio Branco, 1383 – Praia do Canto – Vitória-ES – 55 (27) 3345-8696 -  enotria@enotria-es.com.br

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A onda dos vinhos orgânicos vem ganhando força. O uso de produtos químicos no cultivo das uvas e na fermentação da levedura está sendo questionado mais a cada dia, e sendo deixado de lado. Essa atitude torna os vinhos mais saudáveis e consequentemente mais saborosos. O Papa da Biodinâmica, o francês Nicolas Joly, afirma que a casca das uvas possui conservantes naturais capazes de proteger a bebida. No Brasil, pesquisa realizada em 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revelou que 56% das amostras de uvas coletadas no país apresentavam agrotóxicos acima do permitido. Porém acredito que isso vai mudar rapidamente, seguindo uma tendência orgânica mundial.

Para que ainda não sabe, o Chile é um dos países mais sustentáveis das Américas. No Green Awards 2012, um concurso organizado pela revista inglesa The Drinks Business, a Viña Emiliana foi eleita a “Vinícola Verde do Ano“, a categoria máxima dos prêmios, que reúnem toda a indústria de vinhos do mundo todo. No vídeo acima José Tomaz Urrutia, Export Maneger da Viña Emiliana, fala sobre a vinícola. Se quiser saber sobre os outros vencedores dos Green Awards 2012, veja aqui.

Emiliana foi escolhida por ser a empresa que mais demonstrou seu compromisso com o meio ambiente, seus trabalhadores e com a comunidade, e por ter constantemente diminuído sua pegada de carbono. Vale lembrar, também, que ela é a única vinícola chilena 100% orgânica do Chile. Os vinhos são importados no Brasil pela La Pastina.

Antonio Marques Bermudez (La Pastina), Rogério Baracho, Vanderlei Martins (Carone), Dulcino Tozi, José Tomaz Urrutia (Viña Emiliana), Olicio Santana (Carone) e Douglas Chamon (economista)

A convite de Vanderlei Martins tive a oportunidade de avaliar seus vinhos orgânicos na noite de ontem, na Wine Store Carone de Vila Velha, no qual transcrevo a minha opinião pessoal abaixo. Os preços não foram revelados, porem em 15 dias os vinhos estarão disponíveis na rede de Supermercados Carone.

Emiliana Chardonnay 2011 – Chile – Valle Central – 100% Chardonnay – 3 meses de aço inoxidável – 13,5% – ST (86)

  • Visual amarelo claro, nariz com aromas que lembram frutas muito maduras, como melão, abacaxi e pêras. Na boca, o corpo é médio, boa acidez, gerando frescor, e uma boa concentração de frutas. O retrogosto é frutado, com final fresco.

Adobe Pinot Noir 2009 – Chile – Valle Casablanca – 100% Pinot Noir – 8 meses, 20% em barricas francesas – 14,4% – ST (86)

  • Visual rubi de média intensidade, aromas que lembram framboesas, cerejas, notas florais e um leve toque de baunilha. O paladar é seco, com leve predomínio do álcool sobre a acidez, corpo leve, taninos em média quantidade, com leve adstringência, e uma persistência média.

Adobe Cabernet Sauvignon 2011 – Valle Central – 85% Cabernet Sauvignon e 15% Syrah – 6 meses, 20 % em barricas francesas – 14% – ST (86)

  • Visual rubi, média intensidade, aromas de fruta madura. O paladar mostra uma acidez correta, bom corpo, levemente alcoólico. Taninos de boa qualidade. Retrogosto confirma a fruta e uma persistência média.

Novas Gran Reserva Cabernet Sauvignon Merlot 2008 – Valle de Maipo – 85% Cabernet Sauvignon e 15% Merlot – 12 meses, 70% em barricas francesas – 14,6 % – ST (90)

  • O visual deste vinho é púrpura, intensa, impenetrável, sem evolução. Os aromas, intensos de frutas escuras, com toques de caramelo, fumo, tostado e notas de especiarias. Paladar é macio, com acidez e álcool equilibrados, boa concentração, retrogosto frutado e bastante intenso.

Novas Gran Reserva Carmenére Cabernet Sauvignon 2009 – Valle de Colchagua – 85% Carmenére e 15% Cabernet Sauvignon – 12 meses, 70% em barricas francesas – 14,5% – ST (87)

  • Visual rubi de boa intensidade, aromas de madeira, resinoso e fruta madura. Paladar com boa acidez, médio corpo, equilibrado. Taninos médios já em resolução, leve adstringência final. Boa persistência.

Coyam 2010 – Valle de Colchagua – 41% Syrah, 29% Carmenére, 20% Merlot, 7% Cabernet Sauvignon, 2% Mourvedre e 1% Petit Verdot – 13 meses, 80% em barricas francesas e 20% em barricas americanas – 14,8% – ST (91+)

  • Visual rubi muito escura, aromas intensos e deliciosos de frutas escuras muito maduras, chocolate, com notas florais elegantes, toques de especiarias e carvalho. No paladar apresenta grande concentração, com bom equilíbrio, taninos finíssimos, longa persistência. Um vinho de muita finesse, que já está muito agradável para consumo agora, porem deve ser guardado por mais alguns anos em adega, ganhando maior complexidade. Foi o melhor vinho da noite, na opinião dos privilegiados que tiveram a oportunidade de participar desta degustação.

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A importadora Mistral, dona de um dos melhores e maiores catálogos de vinhos do Brasil, realizou no Sofitel Copacabana (Rio de janeiro), a sexta edição do já tradicional evento Encontro Mistral 2012, com 80 produtores de todo mundo. O evento teve seu inicio nos dias 16, 17 e 18 de julho, em São Paulo, no hotel Grand Hyatt.

Este ano, o Encontro Mistral contou com algumas celebridades do vinho que participam pela primeira vez pessoalmente do evento, como Paul Hobbs, Dirk Niepoort e Serge Hochar, proprietário do Château Musar e primeiro “Man of the Year” da revista inglesa Decanter além de Hubert de Billy, do famoso Champagne Pol Roger, servido no casamento do príncipe William e Kate Middleton.

Também esteve por lá, Francisco Olazabal, da Quinta do Vale Meão, tinto português mais pontuado na história da Wine Spectator.

Os anfitriões: Ciro Lilla e sua esposa Carmen Lila (Proprietários da importadora Mistral)

blog Vivendo a Vida esteve pela primeira vez no evento e tem algumas considerações a fazer. É humanamente impossível um dia só para provar todos os vinhos. Uma opção seria aumentar em mais um dia o evento no Rio, ou então dobrar o horário de realização. Seria importante também agrupar por país os produtores, assim dando mais agilidade na degustação. Perdi muito tempo para achar os produtores, já que estava com uma lista de produtores para seguir, e acredito que muitos também. Tirando estes detalhes, o evento foi perfeito, fui muito bem recebido, o clima estava muito agradável, o local perfeito, bom nível de visitantes e vinhos que qualquer enófilo do mundo gostaria de ter na taça, um sonho!

Abaixo segue a minha lista previamente elaborada, que como falei acima foi a quantidade possível de produtores, dentro das 4 horas de duração. A prioridade foi dada aos vinhos que dificilmente teria a oportunidade de provar, primeiro pelo preço e depois por sua limitada produção.

Vallontano – Luis Henrique Zanini (proprietário-enólogo) e Ana Paula Valduga

Extra Brut LH Zanini safra 2010 – R$ 77,00 – ST (87)

A Vallontano, única vinícola brasileira no catálogo da importadora Mistral, lançou no evento uma edição limitada e especial do Extra Brut LH Zanini safra 2010. São apenas 2500 garrafas elaboradas pelo método tradicional. O rótulo desta edição foi criado pelo renomado artista belga Maurice Rosy em homenagem ao poeta vinhateiro da Vallontano, Luis Henrique Zanini, que dá o nome ao espumante. Radicado em Paris, Rosy é autor de centenas de obras clássicas do cartoon francês e sua obra já foi traduzida para dezenas de países. Em sua passagem pela França, Zanini conheceu Maurice e sua esposa Danièle Gerault e se tornaram grandes amigos.

Bollinger – Philippe Menguy (diretor)

Champagne Bollinger La Grande Année Vintage 2002 – R$ 596,80 – ST (96)

Este champagne só é produzido em anos excepcionais, sendo considerado a verdadeira cuvée de topo de Bollinger, no mais alto nível de qualidade de Champagne. Seu assemblage é de 63% Pinot Noir e 37% Chardonnay, apenas de vinhos selecionados de vinhedos Grands e Premiers Crus. A fermentação alcoólica é sempre realizada em pequenos e antigos barris de carvalho. Sua maturação com as borras, em frias caves, é de no mínimo 5 anos. Recebe as máximas 5 estrelas da Decanter.

Pol Roger – Hubert de Billy (proprietário)

Champagne Pol Roger Cuvée Winston Churchill 1999 – R$ 795,00 – ST (99)

Um dos melhores Champagnes já produzidos, pertence à categoria Cuvée de Prestige e foi lançado em 1984 em homenagem ao célebre estadista britânico Sir Winston Churchill. O assemblage é majoritariamente de Pinot Noir, complementado por Chardonnay. Seleciona-se apenas os melhores frutos, oriundos de vinhedos na Vallée de la Marne e na Côte des Blancs. Este champagne permanece maturando nas caves, em contato com as borras dos levedos, por mais de 7 anos antes da degola, o que lhe confere uma enorme complexidade. Recebeu 94 pontos da Wine Spectator e nada menos do que 96 pontos da Wine Enthusiast, que o descreve como “magnífico” e o classificou como o melhor Champagne dentre todos os avaliados pela revista.

Cos d’Estournel – Géraldine Santier (diretora)

Cos D’ Estournel 2004 – ST (92) – R$ 900,00

Fundado no início do século XIX, o Château Cos d’ Estournel foi adiquirido em 1917 pela família Ginestet. Logo depois, a família Prats passou a ser proprietária e Bruno Prats vendeu a propriedade. Para não perder a continuidade da família, o filho de Bruno, Jean Guillaume permaneceu gerenciando a vinha. Com solo cascalhoso, Cos d’ Estournel se diferencia dos campos de Saint Estephe, dispondo muito mais merlot em seu vinhedo do que nos campos vizinhos. O vinho é suntuoso e concentrado, de cor e sabor profundos e elegantes – bem diferente dos vinhos de Saint Estephe. Além disso, tem grande capacidade de envelhecimento.

Paul Jaboulet – Tom Hlasny (diretor)

Hermitage La Chapelle 2005 (Paul Jaboulet Aîné) – R$ 993,00 – ST (97)

Verdadeira lenda, o grandioso La Chapelle é sem dúvida um dos melhores e mais reverenciados vinhos do mundo. A revista Wine Spectator elegeu o La Chapelle 1961 como um dos 12 melhores vinhos do século XX, sendo chamado de “padrão para a uva Syrah”. Capaz de evoluir em garrafa por décadas, é incrivelmente rico e complexo, esbanjando charme e elegância. A safra 2005 é espetacular, “a safra do século” na França. Um ícone.

Joseph Drouhin – Christophe Thomas (diretor)

Chablis Premier Cru Montmains 2010 (Joseph Drouhin) – R$ 220,89 – ST (92)

Excelente 1er Cru de Chablis, produzido com uvas de um pequeno vinhedo de 1,8ha. Mostra grande mineralidade, sendo uma companhia perfeita para ostras.

Chapoutier – Pierre-Adrien Fleurant (diretor)

Hermitage M. de la Sizeranne 2007 (Chapoutier) – R$ 516,40 – ST (95)

Este excelente Hermitage La Sizeranne mostra bem porque Chapoutier é o maior colecionador de prêmios e notas altas do Rhône. Mostra um bouquet marcante e opulento e grande complexidade. Sua incrível estrutura faz com que possa evoluir em garrafa por mais de 15 anos. Um verdadeiro monumento à casta Syrah.

Castello di Ama – Marco e Lorenza Pallanti (proprietários)

Vigna L’Apparita Merlot 2008 (Castello di Ama) – R$ 775,10 – ST (94+)

Um dos maiores ícones da Toscana, o L’Apparita é um aristocrático Merlot que, por seu preço, “deixa o Château Pétrus a ver navios”, nas palavras da Wine Spectator. A safra de 2006 foi classificada com nada menos que 95 pontos de Robert Parker, que descreveu o tinto como “impecável, de raríssima beleza”. Um grande vinho e um dos mais disputados supertoscanos, que fica ainda mais complexo e sedutor após alguns anos em garrafa.

Vietti – Mario Cordero (proprietário)


Barolo Castiglione 2006 (Vietti) –R$ 297,50 – ST (95)

Um vinho “assombrosamente bom” na opinião de Robert Parker, o Castiglione é uma verdadeira referência em Barolo, mostrando grande classe e qualidade. Elaborado com uvas dos vinhedos Bricco Fiasco, Ravera, Fossati e Bricco Ravera, é um vinho que mostra bem as qualidades do terroir de Barolo em um conjunto sofisticado e cativante, que mereceu a excelente nota 92+ de Parker e 92 da Wine Spectator na safra 2006!

Biondi Santi & Castello di Montepó – Valentina Gherardi (diretora)

Brunello di Montalcino DOCG Riserva 2004 (Biondi Santi) – R$ 2.784,99 – ST (97)

Um dos mais emblemáticos vinhos italianos, este grandioso Riserva recebeu a cotação máxima do guia Gambero Rosso, que o classificou de “extraordinário”. Trata-se de um vinho muito potente, concentrado e longevo, que não faz concessões ao estilo moderno. Pode durar décadas e costuma demandar muitos anos em garrafa para atingir seu apogeu.

Bisol – Roberto Actis (diretor)

Cartizze Prosecco di Valdobbiadene Superiore di Cartizze (Bisol) – R$ 166,00 – ST (90)

Classificado como “Outstanding” por Robert Parker que apontou este espumante como “sensacional”, Cartizze é o mais cultuado Prosecco de Bisol e uma das grandes estrelas da denominação. Cartizze é a mais famosa zona da região de Prosecco e este vinho é “ensolarado, de encher a boca” nas palavras do Gambero Rosso. Com um cativante toque doce no palato, equilibrado por um ótimo frescor, é uma das mais sofisticas escolhas em Prosecco, com a prestigiosa assinatura de Bisol.

Quinta do Vale Meão – Francisco Olazabal (proprietário)

Quinta do Vale Meão 2009 – R$ 385,00 – ST (98)

O disputado “Barca Nova”, elaborado com as mesmas uvas que costumavam produzir o famoso Barca Velha. Concentrado, extremamente rico e potente, muito complexo, ele bateu os maiores vinhos de Portugal em uma degustação às cegas organizada pela Revista de Vinhos. Realmente fantástico, foi o tinto português indicado para a lista dos “100 Melhores Vinhos do Mundo” da Wine Spectator em 2005.

Quinta da Pellada – Maria Castro (proprietária)

Doda 2005 (Quinta da Pellada) – R$ 243,77 – ST (94+)

Dirk Niepoort e Alvaro Castro, da Quinta da Pellada – dois dos mais aclamados enólogos de Portugal – criaram a quatro mãos um vinho que combina o melhor da região do Dão, famosa pelos tintos aromáticos e cheios de finesse, com a estrutura e concentração dos vinhos do Douro, Antigamente chamado Dado, o nome Doda é formada pelas sílabas iniciais das duas regiões. Um tinto de minúscula produção, já é tido pela crítica portuguesa como um dos grandes vinhos do país. Para o respeitado crítico João Paulo Martins, o vnho mostra “uma combinação perfeita de vigor e elegância”. Uma grande criação de dois dos maiores talentos de Portugal.

Quinta do Perdigão – José Perdigão (proprietário)

Quinta do Perdigão Touriga Nacional 2006 – R$ 228,85 – ST (92)

O exuberante e aromático Quinta do Perdigão Touriga Nacional foi eleito “O Grande Tinto do Dão” no prestigiado concurso “Os Melhores Vinhos do Dão no Produtor”. Esta nova versão é uma das melhores já produzidas, mostrando excelente complexidade e elegância, além de todo caráter da emblemática Touriga. Já foi indicado entre os 15 melhores vinhos de Portugal por João Paulo Martins.

Niepoort – Dirk Niepoort (proprietário-enólogo)

Niepoort Colheita 1998 (Niepoort) – R$ 198,00 – ST (95)

Este delicioso Colheita é um Tawny de uma única safra, envelhecido em madeira por no mínimo 7 anos. Muito macio e convidativo, com bouquet complexo e inebriante, mostra ótima presença de boca.

Campolargo – Carlos Campolargo (proprietário-enólogo)

Campolargo Pinot Noir 2008 – R$ 123,00 – ST (91)

Excelente tinto elaborado por Campolargo com a casta Pinot Noir. Em alguns anos específicos, se adiciona um pouco de baga. É um vinho elegante e complexo.

Bodegas Chivite – Oscar Alvarez (diretor)

Colección 125 Reserva 2005 (Chivite) – R$ 248,00 – ST (91)

Um dos ícones tintos da Espanha para a revista Decanter, o excelente Colección 125 Reserva mostra grande classe e complexidade, no melhor estilo espanhol.

Alión & Pintia – Purificación Mancebo (diretora)

Pintia 2006 (Bodegas Pintia) – R$ 293,00 – ST (91)

O fantástico Píntia é o grande tinto elaborado por Vega Sicilia na emergente região do Toro. Logo em sua primeira safra, já recebeu 95 pontos de Robert Parker e muitos elogios de Jancis Robinson, que o indicou como o melhor vinho do Toro que já provou. Em 2003 foi indicado pelo respeitado El Mundo como o melhor vinho de Toro desta safra. Poderoso e encorpado, mas com classe e elegância, “um punho de aço em luvas de seda”, nas palavras de Steven Spurrier.

Tokaji Aszú 3 Puttonyos 2002 (Tokaji Oremus – Vega Sicilia) – 500 ml – R$ 178,00 – ST (93)

Oremus é a fantástica vinícola de propriedade de Vega Sicilia na Hungria. Seus vinhos são imaculados, produzidos com o mesmo perfeccionismo que a vinícola emprega na Ribera del Duero. Aqui, não se percebe o caráter oxidativo de alguns Tokajis mais rústicos, mas um aroma muito intenso e frutado e uma bela presença de boca.

Bodegas Valdemar – Roberto Alonso (diretor)

Conde de Valdemar Gran Reserva 2004 (Bodegas Valdemar) – R$ 198,50 – ST (91)

Um dos mais prestigiados vinhos da Rioja, o Conde de Valdemar Gran Reserva é maturado 2 anos em barricas de carvalho, mostrando grande maciez e complexidade, no melhor estilo dos clássicos tintos da Rioja.

Pesquera – Miguel Angel Bocos (diretor)

Pesquera Janus Gran Reserva 2003 – R$ 766,00 – ST (96)

Alejandro Fernandez criou o Pesquera, um dos primeiros vinhos da região, em 1972. O ano de 1995 foi especial em Ribera del Duero, que foi engarrafado o primeiro Janus, um vinho sério, austero, tons lácteos, carvalho picante, couro….complexo.

Domdechant Werner – Alessandra Gomes Rodrigues (Sommelier)

Hochheimer Kirchenstück Riesling Spätlese 2005 (Domdechant Werner) – R$ 145,27 – ST (91)

Com apenas 250 caixas produzidas e classificado com 92 pontos pela Wine Spectator, o excelente Hoccheimer Kirchenstuck Riesling Spatlese foi descrito como “uma beleza” pela revista, que destacou sua “intensidade cremosa” que se “desdobra em várias camadas, deixando um sabor duradouro de laranja no final”.

Casa Lapostolle – Julien Berthelot (diretor)

Clos Apalta 2009 (Casa Lapostolle) – R$ 397,00 – ST (92)

O cultuado Clos Apalta é um verdadeiro mito, sem dúvida um dos melhores e mais premiados vinhos da América do Sul. Produzido apenas nos grandes anos, é poderoso e encorpado, combinando o fabuloso terroir de Apalta com rendimentos muito baixos e um sofisticado toque francês. Sua minúscula produção é disputada no mundo todo. Um ícone.

Pisano – Daniel Pisano (proprietário)

Axis Mundi Tannat 2002 (Pisano) – R$ 276,00 – ST (92+)

Axis Mundi é a mais nova criação de Pisano, o melhor produtor do Uruguai. Este é o melhor tinto da vinícola, um super-Tannat, de impressionante concentração e potência, mas também muito equilíbrio, com taninos refinados e um longo final de boca. Ele é elaborado apenas com uvas de vinhas muito velhas de Tannat, cultivadas com minúsculos rendimentos, o que lhe confere uma classe e uma complexidade ainda inéditas para os vinhos elaborados com esta poderosa variedade. Certamente o melhor tinto uruguaio da atualidade.

Paul Hobbs – Paul Hobbs (proprietário)

Paul Hobbs Cabernet Sauvignon Beckstoffer To Kalon Vineyard 2006 – R$ 994,00 – ST (96)

A jóia da coroa entre os cultuados Cabernet Sauvignon de vinhedo único de Paul Hobbs, o mítico Beckstoffer To Kalon, elaborado com uvas do vinhedo considerado o melhor terroir de todo Napa Valley. Na safra de 2002, o tinto mereceu nada menos que 100 pontos de Robert Parker, colocando o vinho na elite dos mais disputados “cult wines” dos Estados Unidos. Rico, encorpado e complexo, é um dos mais grandiosos vinhos de todo o mundo.

Alguns convidados:

Marcelo Copello – Jornalista (Resvista Baco) e consultor de vinhos

Elvecio Faé (Diretor ExpoVinhos Vitória), Géraldine Santier (diretora) Cos d’Estournel e Aucio Passos

Mário Trano, do excelente blog www.mondovinho.blogspot.com

Alan Ingles (Enófilo) e o americano Paul Medder (Sommelier do restaurante Aprazivel)

Pedro Dias (Sommelier do restaurante Gabbiano)

Pedro Hermeto (Restaurante Aprazivel)

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A loja de vinhos Enótria, localizada na Praia do Canto em Vitória-ES, realizou na noite de ontem, em “grande estilo” o lançamento da linha Spanish White Guerrilla. A linha inovadora de vinhos brancos elaborados pelo Castelo Maetierra, pertence ao grupo espanhol Vintae. São 8 rótulos, Albariño, Verdejo, Riesling, Gewürztraminer, Sauvignon Blanc, Chardonnay, Viognier Barica e um Chardonnay Barrica. Tudo a partir da região vinícola mais emblemática da Espanha que traz uma coleção certamente singular e revolucionária sob vários aspectos, que reúne com primor diversificados tipos de uvas brancas já consagradas.

Além disso, suas garrafas são um brinde à arte. A linha Spanish White Guerrilla possui um design moderno e original, tendo rótulos de garrafas diferentes e inspirados na origem e característica da uva cultivada. Os rótulos foram criados pela empresa Moruba Studio de Designer Gáfico, um dos mais prestigiados da Espanha, com ilustração do estúdio espanhol Brasmind. A produtora Vintae também teve o cuidado de incluir na caixa um caderno com informações detalhadas sobre o processo de criação desses “guerrilheiros brancos“, bem como os dados a partir do cultivo de diferentes variedades e notas de degustação.

Para harmonizar, nada melhor que prato tradicional espanhol, originário de Valência, a Paella. O renomado Chef Enrique Vega (foto acima) preparou uma de frutos do Mar, perfeita no tempero. Foi uma verdadeira integração, dando um traço de união cultural entre os vinhos brancos espanhóis e a sua culinária típica.

Os garotos-propaganda da linha: Simey Santos, Manu Brandão, Helio Massoni e Gilson Pimentel Muniz

Fiquei com esse quarteto até às duas da manhã, conversando sobre o tema vinho, em sua grande complexidade. Desse bate papo surgiram vária ideias de tópicos para o blog, que acredito que vão gerar grande interesse dos leitores.

Os vinhos na taça:

Spanish White Guerrilla Albariño – Valles de Sadacia – Espannha – 12.8% –R$ 79,00 – ST (86)

Albariño é o primeiro produzido nos limites geográficos da Comunidade Autónoma de La Rioja. Na taça mostrou notas frutadas suaves e uma acidez média, retrogosto frutado e uma persistência média.

Spanish White Guerrilla Verdejo – Valles de Sadacia – Espannha - 12% – R$ 79,00 – ST (86)

Considera-se que esta variedade é nativa da Denominação de Origem Rueda. Bastante rústica, resistente à seca, com uma pele grossa e forte, menos sensíveis que outras variedades brancas para várias doenças. O resultado em solo vinho Rioja é fresco, saboroso e mais doce.

Spanish White Guerrilla Sauvignon Blanc – Valles de Sadacia – Espannha – 11,8 – R$ 89,00 – ST (85)

É uma complexa variedade no ponto de vista do vinho e da vinificação. A literatura fala que sua adaptação às condições encontradas em La Rioja tem sido muito bem sucedida e resultou em um vinho fino, aromático e fresco. Porem na taça não agradou a maioria que esperava uma tipicidade dos chilenos. Em minha opinião mostrou uma personalidade única, pecando no frescor e na persistência curta.

Spanish White Guerrilla Riesling – Valles de Sadacia – Espannha – 12,1% – R$ 99,00 – ST (87)

Essa variedade teve uma adaptação bem sucedida na região. Mostrou aromas finos e elegantes, com ausência do tradicional petrolato. Acidez média e boa estrutura.

Spanish White Guerrilla Gewürztraminer – Valles de Sadacia – Espannha – 12,2% – R$ 99,00 – ST (88)

Esta variedade é nativa e tradicionalmente usada para vinhos brancos da Alsácia (França) e em algumas áreas da Alemanha. O resultado na taça com a tipicidade de La Rioja foi um vinho de boa acidez, doce, que incluem notas de mel, toques cítricos, bastante interessantes.

Spanish White Guerrilla Chardonnay – Valles de Sadacia – Espannha – 12,1 – R$ 89,00 – ST (87)

A variedade Chardonnay nunca antes tinha sido trabalhada nos limites geográficos da Comunidade Autónoma de La Rioja. É uma das variedades com maior capacidade de adaptação. Solos com baixa fertilidade e alta salinidade, juntamente com clima frio e úmido. Na taça mostrou um vinho redondo, com destaque na fruta e notas de mel.

Spanish White Guerrilla Chardonnay barrica – Valles de Sadacia – Espannha – 6 meses em barrica – 13% – R$ 99,00 – ST (87)

Leve tostado com fruta madura típica da variedade Chardonnay, bom corpo, perfeito para desfrutar com a massa ou o molho de peixe.

Spanish White Guerrilla Viogner barrica – Valles de Sadacia – Espannha – 6 meses em barrica – Viogner -13% – R$ 129,00 – ST (91)

Elaborado a partir de uvas colhidas com um elevado nível de maturidade para suportar o envelhecimento barril, este vinho se apresentou gordo, com boca elegante, um perfeito equilíbrio entre aromas florais e especiarias tostadas do barril. O melhor absoluto da noite!

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