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Pioneiro na produção de espumantes, com mais de um século de experiência, o produtor Austríaco Karl Inführ KG buscou a excelência, adquiriu outras empresas, e se transformou líder desse mercado no país.

Seu espumante Österreich Gold é a sensação do momento para os apaixonados pelo mundo vínico luxuoso. Isso porque neste espumante são adicionados no produto flocos de ouro 23 kilates. Os flocos em suspensão contrastam com o perlage do espumante, destacando o brilho do ouro, gerando um efeito realmente encantador.

A ingestão de ouro comestível de um modo geral não prejudica a saúde. É expelido sem causar nenhum efeito danoso ao corpo. De acordo com a regulamentação europeia, não há limite da quantidade de ouro para ser ingerida, porém a ideia é gerar glamour, e não ser utilizado como um alimento.

Avaliação pessoal: ST (90) – Produtor: karl Inführ KG – Origem: Austria – Região: Klosterneuburg – Uvas: 86% Gruner Veltliner e 14% Welschriesling – Teor Alcoólico: 9,5% – – R$ 190,00Em vitória está disponível na Enótria – 27 3345-8696.

Na taça como mostra as fotos acima, apresenta um visual amarelo bem clarinho, perlage muito intensa (VULCÃO) ao abrir, bolhas finíssimas com uma persistência média. O nariz tem um caráter frutado, com notas cítricas. Paladar fresco, ótima acidez, equilibrado, frutado, confirmando o nariz, com uma final persistente e sem amargor. Um produto de muito boa qualidade, luxuoso, perfeito para presentear ou para comemorar em ocasiões especiais e festivas.

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No dia 28 de setembro tive a oportunidade de conhecer vários rótulos brasileiros no CIC (Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves), evento intitulado “Volta ao Brasil Vitivinícola em sessenta minutos“. Por lá apesar do tempo curto pude provar com atenção a linha de espumantes e um chardonnay da vinícola Quinta Don Bonifácio.

Quinta Don Bonifácio é uma vinícola familiar, comandada pelos irmãos Marina e Gonçalo Libardi (foto acima). Está situada a 800 metros de altitude em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul. O projeto nasceu no ano de 2000 com a construção do Vinhedo Santa Lúcia e do Vinhedo São Francisco.

A produção teve inicio em 2007, e hoje gira em tordo de 150 mil garrafas ano, estando focada na elaboração de espumantes, que domina com 80% desse total, demonstrando o que há de melhor em nosso terroir.

A linha básica é composta de 4 rótulos, Moscatel, Brut, Rosé, Brut Rosé. Provei dois rótulos, vamos a eles:

Quinta Don Bonifácio Brut – 12% – ST (87)
- Elaborado pelo método Charmat, é um corte de Merlot e Chardonnay. Apresenta um visual amarelo palha, límpido e brilhante, perlage intensa, bolhas pequenas e persistentes. O aroma tem notas de frutas como melão e maça, com um fundo de leveduras. Paladar com toque aveludado, boa fruta, equilibrado e um final persistente. Uma beleza de espumante. R$ 39,00.

Quinta Don Bonifácio Brut Rosé – 12% – ST (87)
– Um corte inusitado de Chardonnay, Merlot e Sangiovese. Visual tendendo a cereja, límpido e brilhante, com perlage fina e pesistente. No nariz destaca as notas de frutas vermelhas, como morango e framboesa. O paladar é fresco com notas frutadas.

A linha Habitat é composta por 6 rótulos, Cabernet, Merlot, Licoroso, Champanoise, Brut Rosé e um Chardonnay. Provei dois rótulos, Champenoise e o Chardonnay (tranquilo).

Quinta Don Bonifácio Brut Champenoise 2009 – 12% – ST (90)
– Elaborado pelo método Champenoise, o mesmo usado por espumantes da região de Champagne, com as uvas Chardonnay 50% e Pinot Noir 50%. Permaneceu por 18 meses em contato com as leveduras. Foi o grande destaque na ExpoVinis 2012, classificado como TOP TEN. Apresenta um visual amarelo palha, límpido e brilhante, perlage intensa, bolhas finíssimas e persistente. Aroma complexo e delicado lembrando amêndoas, mel, leveduras e panificação. Agradável sensação de boca, fresco, equilibrado, com notas confirmando o nariz. Um espumante que impressiona pela sua qualidade. R$ 65,00.

Quinta Don Bonifácio Chardonnay – 13,5% – ST (88)
– Elaborado com 100% da uva Chardonnay e fermentado em tanque de inox. Apresenta um visual amarelo claro, límpido e brilhante. No nariz notas de frutas tropicais, bem como toques levemente amanteigados e de amêndoa. Na paladar o corpo é médio, com bom equilíbrio do álcool e a acidez, boa concentração de frutas, e com boa persistência. Agradável surpresa. R$ 55,00.

No Espirito Santo
a linha da Quinta Don Bonifácio pode ser encontrada na Casa do Porto de Vila Velha, fale com o Gil. Avenida Champagnat, 107, Praia da Costa Vila Velha – ES, 29100-010 – Telefone: 27 3329-3518

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A vinícola Campos de Cima é uma propriedade familiar com mais de 150 anos, conhecida como uma “vinícola de mulheres“, por suas três proprietárias serem do sexo feminino e por ter mais de 50% da mão-de-obra formada por mulheres. Está localizada na Campanha Oriental do Rio Grande do Sul, Itaqui (RS). A região está associada ao paralelo 31, uma linha imaginária que corta países como Austrália, Nova Zelandia, Africa do Sul, Chile e Argentina, que é considerado o mais indicado para o plantio de uvas, por apresentar condições climáticas bem definidas. 

Dentro dos vinhos degustados da vinícola em recente viagem ao Sul, o espumante Campos de Cima Extra Brut me chamou bastante atenção. É elaborado com as variedades Chardonnay e Pinot Noir pelo método tradicional (champenoise), onde a segunda fermentação ocorre em garrafa.

Avaliação Pessoal: ST (90) – 12,5% – Chardonnay e Pinot Noir – R$ 35,00 – Site da vinícola (http://bit.ly/Qq136n).

  • Visual amarelo palha, com bolhas pequenas e persistentes. Aromas de levedura, mineral, com toques de mel e frutas secas. Elegante e austero. Paladar com bom corpo e ótima acidez. Equilibrado. Persistência aromática longa, com notas de frutas secas e levedura. 

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Semana passada durante as atividades na Serra Gaúcha, pude conhecer em um produtor brasileiro com muita personalidade. Sócio da vinícola Estrela do Brasil, Irineo Dall’Agnol, é formado em Ciências Agrárias e Agronomia, com especialidade em Enologia na Itália.

O nome ESTRELAS DO BRASIL é uma homenagem especial ao descobridor Dom Pérignon que no ano de 1670 na região de Champagne, após desvendar esta magnífica bebida saiu gritando ”Estou Provando Estrelas”.

Seus vinhos são elaborados em dois vinhedos, um com 9 hectares no distrito de Faria Lemos, Bento Gonçalves, a 525 metros de altitude, sendo sua quase totalidade no sistema latada. O outro fica situado em Nova Prata, também na Serra Gaúcha, 12 hectares, com metade da área no sistema latada e a outra espaldeira.

O sistema de condução latada é também chamado de pérgola. É o sistema mais utilizado na Serra Gaúcha, RS e no Vale do Rio do Peixe, SC. Na América do Sul tem alguma expressão na Argentina, Chile e Uruguai. Na Europa, aparece em determinadas regiões vitícolas, especialmente na Itália, com denominações e formas diferenciadas.

Principais Vantagens

  • Proporciona o desenvolvimento de videiras vigorosas, que podem armazenar boas quantidades de material de reserva, como o amido;
  • Permite uma área do dossel extensa, com grande carga de gemas. Isto proporciona elevado número de cachos e alta produtividade;
  • Em função de sua produtividade, possui uma boa rentabilidade econômica especialmente em pequenas propriedades;
  • É de fácil adaptação à topografia de regiões montanhosas, como a Serra Gaúcha e o Vale do Rio do Peixe;
  • Facilita a locomoção dos viticultores, que pode ser feita em todas as direções.

Principais Desvantagens

  • Os custos de implantação e de manutenção do sistema de sustentação são elevados;
  • A posição do dossel e dos frutos situados horizontalmente acima do trabalhador causa transtornos à execução das práticas culturais;
  • A posição horizontal do dossel e o vigor excessivo das videiras podem causar sombreamento, afetar negativamente o microclima, a fertilidade das gemas e a qualidade da uva e do vinho;
  • O elevado índice de área foliar, se o dossel não for bem manejado, pode proporcionar maior umidade na região dos cachos e das folhas, o que favorece o aparecimento de doenças fúngicas;
  • O sistema de sustentação necessita ser sólido para suportar o peso do dossel e da produção e o impacto do vento;
  • A área máxima recomendada de cada parcela de um vinhedo conduzido em latada é de 4 ha.

Com uma produção anual de 25 mil garrafas, Irineo Dall’Agnol, estima um crescimento para 60 mil em 10 anos. Atualmente sua produção de trinta toneladas de uvas, somente um pequeno percentual vai para elaboração de vinhos próprios. Uma grande parcela é destinada para outras vinícolas, como a Chandon, Valduga, entre outras empresas. Perguntei a ele também se acredita na produção orgânica ou biodinâmica na região. E disse: “Isso é história para boi dormir”, não existe possibilidade de desenvolver um projeto desse aqui no Vale dos Vinhedos, a humidade e as demais características do clima não permitem, necessitamos do uso de agrotóxicos.

Sobre as vendas, me falou não ter mais interesse na venda de seus produtos no comercio, “quero virar macaco se isso acontecer de novo”, diz ele. Uma das razões e falta de comprometimento do comprador e a ausência de local apropriado para conservação, assim oxidando os vinhos, denegrindo a imagem da vinícola. Tendo agora com único canal de vendas o site na vinícola.

O jantar que foi realizado no Hotel Spa do Vinho, começou com a prova dos espumantes, um feito pelo método tradicional (champenoise), com leveduras encapsuladas, que elimina a etapa da “remuagem”, outro, um 100% Prosecco, obtido pelo método charmat com uma única fermentação, e dois nature (sem adição de açúcar), um rosé 100% Pinot Noir, muito delicado. Todos se mostraram agradáveis sem nenhum defeito aparente, dentro do padrão brasileiro de qualidade. Os preços variam de 25 a 35 reais no site. Dall’Agnol, falou ter um sonho que é produzir um espumante com a uva Sauvignon Blanc, vamos aguardar!

O grande destaque da noite em minha opinião foi DALL’AGNOL SUPERIORE 2005, R$ 70,00, um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Tannat, estagiou por 24 meses em barricas de carvalho americano. Apenas 1.000 garrafas foram produzidas e está esgotado. Visual rubi intensa, lágrimas finas e numerosas. No nariz apresenta aromas de frutas vermelhas e negras, mentol, toques de madeira nobre (cedro) na medida. O paladar é seco seco, com corpo bom. Boa acidez e teor alcoólico bem equilibrado. Taninos de ótima qualidade. Retrogosto de frutas vermelhas, madeira e especiarias. Persistência média. Um vinho elegante, gostei bastante.

O segundo vinho é a maior onda, se trata do Dall’Agnol DMD 2005, R$ 35,00, uma espécie de “Amarone Brasileiro”, um vinho tinto elaborado pela técnica da Dupla Maturação Direcionada (DMD), uma técnica pioneira desenvolvida pelo Irineo Dall’Agnol em seus vinhedos desde 1999. A técnica consiste, além da maturação tecnológica natural da uva, provocar uma segunda maturação através do corte de parte dos ramos que sustentam os cachos, provocando forte passificação natural das bagas ainda no vinhedo, e conseqüentemente a concentração de todos os constituintes do mosto da uva. 

Visual bastante jovial na coloração, púrpura, aromas de média intensidade: frutas negras e vermelhas em geléia, especiarias, tabaco e couro. O paladar é seco, boa acidez, álcool integrado, taninos firmes, com certa aspereza. Achei a madeira um pouco destacada, escondendo a fruta. Não sei se vai integrar. Porém é gosto pessoal, muitos vão adorar o estilo.

Para mais informações sobre a vinícola, acesse o site: www.estrelasdobrasil.com.br

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Não tenho dúvida, os vinhos espumantes são a bebida perfeita para alegrar o espirito. Desafio qualquer um a tomar uma taça de espumante sem abrir um sorriso.

Na noite de ontem tive uma boa experiência conhecendo na taça mais uma opção de espumante, o chileno Undurraga Brut. Elaborado pelo método “Charmat” (O vinho é submetido à segunda fermentação em tanques de aço inoxidável “em vez da própria garrafa” e é engarrafado sob pressão) com uvas 60% Chardonnay e 40% Pinot Noir do Valle Del Maipo.

Avaliação Pessoal: ST (88) – Chile – Maipo – Importadora Abflug – R$ 50,00 – Ainda não está disponível no mercado capixaba.

  • Visual amarelo de média intensidade, com bolhas médias, numerosas e persistente. Nariz com notas de flores brancas combinando com as frutas brancas e toques cítricos. O paladar é rico, macio, com bastante frescor. O sabor frutado domina. Nota-se um discreto amargor, sem prejudicar o conjunto agradável. Persistência média. 

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Spumante é a palavra em italiano para “espumante

Por volta de 1960, industriais da Lombardia grandes amantes de Champagne decidiram produzir seu espumante. Naquela época a região era mais conhecida pela atividade industrial do que por seus vinhos. O investimento num vinhedo foi na região de Franciacorta, aonde construíram cantinas modernas, financiaram enólogos e também a formação para novos técnicos. Assim nasceu o Franciacorta.

Sua segunda fermentação se efetua obrigatoriamente na garrafa segundo o método tradicional e não em cuba como os espumantes mais simples. O teor de álcool é de no mínimo 11,5%. A versão Blanc de Blancs ou Salèn (Crémant), obtém-se unicamente com uvas brancas e o rosé com no mínimo 15% de Pinot Noir. O Franciacorta safrado tem 85% de vinho do ano considerado.

Hoje, os 1700 há de vinhedos dão 10 milhoes de garrafas por ano. Mais exigente que a do Champagne, a denominação limita o rendimento a 9.000 kg/há e exige amadurecimento sobre borras de no mínimo 18 meses. Não confunda com a DOC Terre di Franciacorta, que elabora vinhos tranquilos.

Avaliação Pessoal: ST (91) Tenuta Villa Crespia Franciacorta DOCG Dosagio Zero (Nature – até 3grs de açúcar por litro) – Não consegui achar o importador no Brasil e nem o seu preço. Mas se achar compre, vai se surpreender.

Visual amarelo palha, com discreto verdeal, brilhante, bolhas muito pequenas e numerosas; perlage intenso e persistente. No nariz apresenta intenso aroma de levedura, frutas brancas maduras, baunilha, toques tostados. Paladar com bom corpo, ótima acidez, bem equilibrada com o teor alcoólico. Retrogosto de levedura e torrefação. Final longo e agradável.  

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Você sabia que na Alemanha (como na Áustria) o vinho espumante é chamado de Sekt? Por lá cerca de 800 vinícolas elaboram aproximadamente 500 milhões de garrafas de Sekt por ano. Só pode ser rotulado como Deutscher Sekt se suas uvas forem 100% cultivadas na Alemanha, no qual pode se encontrar poucos vinhos de qualidade. Quase a totalidade dos Sekt, de produção industrial é vendida muito barato com um nome de marca. Somente o Sekt de propriedade (Winzersekt), elaborado em pequena produção, por pequenas propriedades, é vendido por um preço elevado. Há um número crescente de Sket finos sendo elaborados com Pinot no Sul da Alemanha.

O vinho degustado foi o Zähringer SektEdelgräfler Brut 2010, foi enviado pelo clube de vinhos winelands, um Blanc de Blancs (somente uvas brancas) elaborado com as uvas Pinot Blanc, Chasselas e Johanniter, pelo método Champenoise, onde a segunda fermentação ocorre em garrafa, neste caso, permaneceu por 9 meses amadurecendo junto das leveduras “Sur Lie”.

Avaliação pessoal: Alemanha – Baden – 12% – Produtor (Weingut Zäringer) – Pinot Blanc, Chasselas e Johanniter – Importador: Clube de Vinhos Winelands – ST (87)

Visual amarelo palha de média intensidade, perlage de tamanho médio e persistente. Boa intensidade aromática, abacaxi e cítrico, além de toques florais, um defumado intrigante, evoluindo para um mineral no final. O paladar apresenta uma acidez moderada, com corpo médio e um leve dulçor. Persistência média, sem amargor final.

Harmonização: pode ser degustado sozinho como aperitivo ou acompanhando alguns canapés, mas torna-se perfeito com frutos do mar como as ostras e mariscos além da comida japonesa. É um espumante próprio para ser apreciado com temperatura entre 6ºC e 8ºC.

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A convite do meu amigo Roberto Jr., na noite desta quarta feira, 25, estive participando de uma degustação de vinhos espanhóis da Importadora B-Cubo, na Enótria, no qual ele representa aqui no Espirito Santo. Foi um giro bem interessante pela Espanha, onde pude conhecer vinhos de 7 regiões diferentes: Penedés, Navarra, Ribera del Duero, Toro, Somontano e Rioja, uma verdadeira aula sobre a personalidade de cada região. No vídeo acima a diretora comercial da importadora Valéria Carrete fala um pouco sobre a importadora e os vinhos degustados.

A Espanha é um pais montanhoso, quente e seco, com mais terras de vinhedos do qualquer outra nação do mundo. Ela está em terceiro lugar na produção em produção mundial de vinho, atrás da França e da Itália.

O vinho espanhol despertou de um longo período de dormência com desempenho abaixo da média. Atualmente, a Espanha é um país mais vibrante em termos de vinhos, com uma ótima relação qualidade x preço. Durante décadas, somente a região mais famosa da Espanha por seus vinhos tintos, Rioja, e a clássica região do vinho fortificado, Jerez, tiveram destaque internacional entre os vinhos finos.

Atualmente, muitas outras regiões viníferas, como as citadas acima na degustação, estão produzindo vinhos realmente de qualidade, alguns até surpreendentes.

Al leis sobre vinhos da Espanha, têm uma categoria QWPSR em dois níveis: Denominação de Origem (DO), uma classificação mais elevada (DOC), criada em 1991. Até agora, Rioja e Priorato são as únicas regiões com nível DOC (também conhecida como DOCa). Os vinhos que não se qualificam como DO fazem parte da categoria dos vinhos de mesa, chamado de Vino de Tierra (equivalente aos Vins de Pays da França).

Em minha opinião o destaque da noite foi o Cava Mestres 1312 (data do inicio de suas atividades) – Penedés – 12% – Xarel-lo; Parellada – R$ 129,00 – ST (91)

Cava, é o termo oficial para o vinho espumante de método tradicional, produzido predominantemente em Penedès, embora existam alguns poucos produtores no resto da Espanha.

Visual amarelo palha média intensidade, perlage fininha, persistente e numerosa, límpido e brilhante. Aromas intensos, notas lembrando um champagne, pão torrado, brioches, manteiga, frutas secas (avelãs e amêndoas), e um toque de frutas frescas e um fundo levemente mineral. Paladar se apresentou seco, bom corpo, ótima acidez e ótimo frescor. Mousse cremosa, persistente, com uma textura macia e aromas de pão tostado, frutas branca, e final muito longo.

Seguimos com mais 10 vinhos que em geral agradou muito, exceto em minha opinião o primeiro branco (SB) que estava com aroma de “xixi de gato” forte, INURRIETA ORCHIDEA “Sauvignon Blanc Navarra” (13%) ST (84) R$ 76,00 (Guia Peñin 2011: 91 e Medalha de Ouro – Concurso Mundial de Bruxelas 2008). Segundo branco: LAUS FLOR DE CHARDONNAY “Somontano” 13,5% ST (90) R$ 89,00. Primeiro rose: INURRIETA MEDIODIA Garnacha; Merlot  “Navarra” (14%) ST (88) R$ 76,00 – Segundo rose: LAUS FLOR DE MERLOT (Merlot; Cabernet Sauvignon; Syrah) “Somontano” (13,8%) R$ 89,00. Primeiro tinto: LAUS ROBLE Merlot; Cabernet Sauvignon; Tempranillo  Somontano  13,8% ST (86) R$ 89,00. Segundo tinto: IUVENE “Tempranillo” Rioja (13%) ST (86) R$ 59,00.

Terceiro tinto: DARDANELOS Tempranillo 04 meses em barricas novas de carvalho francês (13,8) ST (89) R$ 89,00 – A garrafa é muito bonita, design moderno. Quarto tinto: INURRIETA SUR “Garnacha; Syrah; Graciano” (06 meses em barricas de carvalho americano) (14,5%) ST (89) R$ 76,00. Quinto tinto: LORIÑON CRIANZA Tempranillo Rioja 14 meses em barricas de carvalho americano (13%) ST (88) R$ 76,00. O sexto e ultimo vinho: CARODORUM ISSOS “Tinta de Toro” (10 meses em barricas de carvalho francês) (15%) ST (92+) R$ 129,00, cremoso encorpado, para quem gosta do estilo, é um vinhaço!

Os vinhos estarão disponíveis futuramente na Enótria Avenida Rio Branco, 1383, Vitória – ES, 29055-643

Telefone: 27 3345-8696 / 27 3345-8696

www.enotria-es.com.br

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Nada melhor que uma feira de vinhos para poder buscar novidades que agrade o nosso paladar. E foi isso que aconteceu na Vitória ExpoVinhos 2012. Depois de provar cerca de 300 rótulos, destaco um espumante nacional, o Viapiana 192 dias Brut. Elaborado pelo método tradicional (Champenoise), com as uvas Prosseco, Viogner e Chardonnay. Este espumante passou por um estagio de 192 dias em contato com leveduras e processo de remuage manual. Se tivesse participado do Top Five ia dar trabalho.

A Viapiana Vinhos e Vinhedos surgiu em 1986 com a elaboração dos primeiros vinhos de mesa em nível industrial. Mas sua história se remete há muitos anos antes, quando os primeiros imigrantes italianos desembarcaram no país e produziam, de forma artesanal, seus próprios vinhos. Prova disso é a medalha conquistada pela família Viapiana, em Porto Alegre, no ano de 1925 durante o cinquentenário da imigração.

Localizada no Travessão Alfredo Chaves, em Flores da Cunha, na encosta Nordeste do Rio Grande do Sul, a vinícola iniciou seu processo de modernização e mudanças em 1999, quando foi elaborado o seu primeiro vinho fino. Entre os anos de 2004 e 2005, a linha foi incrementada com a elaboração de espumantes e vinhos brancos finos. Um ano depois, a Viapiana dava o passo inicial para a implantação de um projeto moderno e estrutural da vinícola e também da comercialização com a criação de quatro novas linhas de produtos: Ricieri, Corte V, Viapiana e Via 1986.

Numa área de 2.800 m², a Viapiana tem uma estrutura com tecnologia de ponta e modernos sistemas de condução. São 30 hectares de vinhedos próprios que recebem cuidados extremos para baixa produção de uvas a fim de qualificar os produtos. Os vinhos têm controle total de temperatura e permanecem em barricas de carvalho americanas e francesas.

Avaliação Pessoal: ST (90) – Best Buy – R$ 29,00 – www.portomediterraneo.com.br

Na taça mostrou visual amarelo-palha, com espuma adequada e bolhas pequenas, em boa quantidade e persistentes. Os aromas predominantes são de frutas cítricas, frutas brancas, leve toque de fermento, fino e elegante. Na boca apresentou acidez adequada, bom equilíbrio, corpo médio, persistência média e retro-olfato de frutas citricas com notas florais. Seu melhor atributo é a sua personalidade e notável fineza.

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Acabo de chegar do hotel Senac Ilha do Boi, aonde foram revelados os vinhos ganhadores do premio “Top Five” do Vitória ExpoVinhos 2012. Em toda feira de vinho, a revelação dos vinhos ganhadores é um dos acontecimentos mais esperados, cercado de muita apreensão. Foram premiados 30 vinhos divididos em seis categorias.

SALA 01- (TINTO VELHO MUNDO /BRANCO NOVO MUNDO /SOBREMESA E FORTIFICADO)

Jurados: Alexandre Santucci (Jornalista A Tribuna) – Jesse Tabachi (Médico) – André Andrès (A Gazeta) – Luiz Cola (Blog Vinhos e Mais Vinhos) – Alcio Araujo (Enófilo) – Paulo Gaudio (Enófilo) – Mariana Faé (Enófila)

SALA 02 (ESPUMANTE/TINTO NOVO MUNDO E BRANCO VELHO MUNDO)

Jurados: Ricardo Castilho (Revista Prazeres da Mesa) – Euclides Penedo (Diretor ABS Rio) – Renata Rasseli (A Gazeta) – Alcio Passos (Enófilo) – Aroldo Natal ( Enófilo) – Silvestre Tavares Gonçalves ( Blog Vivendo a Vida) – Carlos José (Cirurgião Plástico)

Antes de revelar tenho que parabenizar a organização do evento, Sr. Faé e Sr. Vanderlei Martins, que estão mostrando competência em todos os sentidos. A feira está muito agradável, sem atropelos e muitas novidades. Também gostaria de parabenizar Geraldo que com maestria preparou um belo churrasco de marisco, foto acima.

Segue a lista dos ganhadores:

Brancos do Novo Mundo

  • Grand Cru Vitória: BN08 – Matetic Eq Coastal Sauvignon Blanc 2011 – Chile
  • Obra Prima: BN14 – Casas del Bosque Reserva Sauvignon Blanc 2010 – Chile
  • Porto a Porto: BN15 – Ironstone Bsession Symphony 2010 – California
  • Abflug: BN29 – TH Sauvignon Blanc 2011 – Chile
  • Inovini: BN30 Los Vascos Chardonnay – Chile

Brancos do Velho Mundo

  • Adega Alentejana: BV01 – Quinta da Alorna Reserva Branco 2011 – Portugal     
  • Ervideira: BV08 – Conde Ervideira Reserva 2010 – Portugal
  • Interfood: BV11 – La Chablisienne Chablis 1er Cru Milleu 2009 – França
  • Wine Brands: BV23 – Cevaro de La Sala IGT 2009 Chardonnay – Itália
  • Qualimpor: BV24 – Esporão Private Selection 2010 – Portugal

Espumantes

  • Adega Alentejana: ES01 – Espumante Vértice Rosé 2010 – Portugal
  • Grand Cru Vitória: ES09 – Cava Castellroing – Espanha
  • Interffod: ES11 – Carttier Brut Blanc de Blanc Premier Cru – França
  • Vinícola Aurora: ES25 – Aurora Brut Pinot Noir 100% - Brasil
  • Vinos e Vinos: ES28 – V FR Bulle Cremant Chocola TN – França

Tintos do novo Mundo

  • Barrinhas: TN01 – Zardoz Cabernet Sauvignon 2007 – Chile
  • Costazurra: TN04 – Lacruz Carmenére, Syrah e Cabernet Sauvignon 2007 – Chile
  • Vinho Sul: TN22 – D Donoso 2007 – Chile
  • Vinícola Aurora: TN23 – Aurora Millésime 2009 Cabernet Sauvignon – Brasil
  • Vinos e Vinos: TN26 – Peñalolen Tez 2009 – Chile

Tintos do Velho Mundo

  • Costazurra: TV04 – Farninto Cabernet Sauvignon – Toscana/Itália
  • Grand Cru Vitória: TV09 – Besllum 2008 – Espanha
  • Interffod: TV11: Grande Follies 2004 – Portugal
  • Max Brand: TV14: Géma Corvina Veronese 2007 – Itália
  • Porto Mediterraneo: TV19: Montecastro 2006 – Espanha

Vinhos de Sobremesa

  • Adega Alentejana: SO01 – Moscatel Roxo 2006 – Setubal
  • Inovini: SO08 – Moscatel Alambre 2007 – Portugal
  • Max Brand: SO12 – Moscatel Passito Batassiolo – Itália
  • Salton: SO18 – Salton Intenso – Brasil
  • VCT: SO19 – Concha y Toro Late Harvest 2007 – Chile

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