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A convite do meu amigo Roberto Jr., na noite desta quarta feira, 25, estive participando de uma degustação de vinhos espanhóis da Importadora B-Cubo, na Enótria, no qual ele representa aqui no Espirito Santo. Foi um giro bem interessante pela Espanha, onde pude conhecer vinhos de 7 regiões diferentes: Penedés, Navarra, Ribera del Duero, Toro, Somontano e Rioja, uma verdadeira aula sobre a personalidade de cada região. No vídeo acima a diretora comercial da importadora Valéria Carrete fala um pouco sobre a importadora e os vinhos degustados.

A Espanha é um pais montanhoso, quente e seco, com mais terras de vinhedos do qualquer outra nação do mundo. Ela está em terceiro lugar na produção em produção mundial de vinho, atrás da França e da Itália.

O vinho espanhol despertou de um longo período de dormência com desempenho abaixo da média. Atualmente, a Espanha é um país mais vibrante em termos de vinhos, com uma ótima relação qualidade x preço. Durante décadas, somente a região mais famosa da Espanha por seus vinhos tintos, Rioja, e a clássica região do vinho fortificado, Jerez, tiveram destaque internacional entre os vinhos finos.

Atualmente, muitas outras regiões viníferas, como as citadas acima na degustação, estão produzindo vinhos realmente de qualidade, alguns até surpreendentes.

Al leis sobre vinhos da Espanha, têm uma categoria QWPSR em dois níveis: Denominação de Origem (DO), uma classificação mais elevada (DOC), criada em 1991. Até agora, Rioja e Priorato são as únicas regiões com nível DOC (também conhecida como DOCa). Os vinhos que não se qualificam como DO fazem parte da categoria dos vinhos de mesa, chamado de Vino de Tierra (equivalente aos Vins de Pays da França).

Em minha opinião o destaque da noite foi o Cava Mestres 1312 (data do inicio de suas atividades) – Penedés – 12% – Xarel-lo; Parellada – R$ 129,00 – ST (91)

Cava, é o termo oficial para o vinho espumante de método tradicional, produzido predominantemente em Penedès, embora existam alguns poucos produtores no resto da Espanha.

Visual amarelo palha média intensidade, perlage fininha, persistente e numerosa, límpido e brilhante. Aromas intensos, notas lembrando um champagne, pão torrado, brioches, manteiga, frutas secas (avelãs e amêndoas), e um toque de frutas frescas e um fundo levemente mineral. Paladar se apresentou seco, bom corpo, ótima acidez e ótimo frescor. Mousse cremosa, persistente, com uma textura macia e aromas de pão tostado, frutas branca, e final muito longo.

Seguimos com mais 10 vinhos que em geral agradou muito, exceto em minha opinião o primeiro branco (SB) que estava com aroma de “xixi de gato” forte, INURRIETA ORCHIDEA “Sauvignon Blanc Navarra” (13%) ST (84) R$ 76,00 (Guia Peñin 2011: 91 e Medalha de Ouro – Concurso Mundial de Bruxelas 2008). Segundo branco: LAUS FLOR DE CHARDONNAY “Somontano” 13,5% ST (90) R$ 89,00. Primeiro rose: INURRIETA MEDIODIA Garnacha; Merlot  “Navarra” (14%) ST (88) R$ 76,00 – Segundo rose: LAUS FLOR DE MERLOT (Merlot; Cabernet Sauvignon; Syrah) “Somontano” (13,8%) R$ 89,00. Primeiro tinto: LAUS ROBLE Merlot; Cabernet Sauvignon; Tempranillo  Somontano  13,8% ST (86) R$ 89,00. Segundo tinto: IUVENE “Tempranillo” Rioja (13%) ST (86) R$ 59,00.

Terceiro tinto: DARDANELOS Tempranillo 04 meses em barricas novas de carvalho francês (13,8) ST (89) R$ 89,00 – A garrafa é muito bonita, design moderno. Quarto tinto: INURRIETA SUR “Garnacha; Syrah; Graciano” (06 meses em barricas de carvalho americano) (14,5%) ST (89) R$ 76,00. Quinto tinto: LORIÑON CRIANZA Tempranillo Rioja 14 meses em barricas de carvalho americano (13%) ST (88) R$ 76,00. O sexto e ultimo vinho: CARODORUM ISSOS “Tinta de Toro” (10 meses em barricas de carvalho francês) (15%) ST (92+) R$ 129,00, cremoso encorpado, para quem gosta do estilo, é um vinhaço!

Os vinhos estarão disponíveis futuramente na Enótria Avenida Rio Branco, 1383, Vitória – ES, 29055-643

Telefone: 27 3345-8696 / 27 3345-8696

www.enotria-es.com.br

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No já tradicional encontro de sábado com amigos, pude conhecer na taça a safra 2007 do Cava Cristalino Brut Nature Vintage, um dos mais premiados do mundo.

Cava é o termo oficial para o vinho espumante de método tradicional, produzido predominantemente em Penedès, embora existam alguns poucos produtores no resto da Espanha.

Existem duas razões para a sensacional explosão do Cava: em primeiro lugar é um vinho de qualidade produzido pelo mesmo método tradicional usado para fazer o Champagne, em segundo lugar oferece uma ótima relação custo beneficio. Mas não pense que o Cava é um Champagne barato ou de segunda classe, ele tem um caráter distinto e próprio.

O vinho tradicional é uma corte de três castas de uvas nativas, a Parellada, que dá uma textura cremosa e peso, a Xare-lo, que confere complexidade e o Viura, chamada localmente de Macabeo, que dá uma acidez refrescante. Além disso, o uso da Chardonnay está ganhando popularidade por sua elegância. Porém, essa prática, está despertando polêmicas na região, com a alegação de que estaria estragando a sua identidade.

O cava normalmente é ultrasseco, com sabores de frutas suaves. O Gran Reserva, que é maturado nas caves das vinícolas por cerca de três anos, tem uma complexidade ainda maior, o caso do que degustei hoje.

Avaliação Pessoal: ST (87)

Visual amarelo dourado brilhante, com bolhas pequenas de média persistência. No nariz mostrou aromas de frutas brancas, levedura (fermento), com toques tostados. Paladar leve, acidez destacada e mousse de média qualidade. Persistência aromática média. Discreto amargor final; retro-olfato de frutas brancas, frutas secas e fermento.

Espanha – Penedés – Barcelona – 40% Chardonnay, 25% Macabeo, 20% Parellada ,15% Xarel – lo – R$ 60,00

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Depois de provar as safras 1959, 1975 e 1987 do Maqués de Murrieta Castillo Ygay, o Deus Baco e o “rei da Espanha” me proporcionaram mais uma grande experiência com este vinho “raro”, provar a safra 1985, um privilégio para poucos habitantes do planeta.

A Marqués de Murrieta, a bodega mais antiga da Espanha, produz uma gama de vinhos, tanto tintos como brancos, sendo o seu Top “Castillo Ygay Gran Reserva Especial”, que é um dos mais conhecidos vinho e uma autoridade em Rioja. É uma mistura de Tempranillo tradicional, que após um estágio de vários anos em tonéis de carvalho americano, repousa outros 5 anos em garrafa antes de ser lançado ao mercado.

Avaliação Pessoal: ST (95) Marques de Murrieta Castillo Ygay Gran Reserva Especial 1985. 13% de álcool.

  • Visual granada, translúcido e brilhante, não aparentando sua longa idade. No nariz mostra a tipicidade dos vinhos da Rioja, discretamente frutados, com notas de tabaco, couro, baunilha e madeira. O paladar apresentou taninos finíssimos, excelente acidez, equilibrado, com fruta ligeiramente azeda (cítrico). Vinho de meditação!

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Finca Villacreces é o projeto das horas vagas de Pedro Sisseck (Pingus), uma propriedade ao lado da Vega Sicilia que produz dois vinhos, o Nebro, um puro tinto fino de videira muito velhas e o Villacreces, sendo 80% Tinto Fino (Tempranillo), 5% Merlot e 15% Cabernet Sauvignon. 

Avaliação Pessoal: ST (94) – Espanha – 14% – Ribera del Duero – Ville du Vin – R$ 250,00

  • Na taça mostrou um visual escuro, aromas abertos de coco, baunilha, ameixa em calda, especiarias e couro. O paladar é gordo, aveludado, muita baunilha, ameixa, ótima acidez dando suporte ao dulçor e sua alta graduação alcoólica, ganhando estrutura para sua longevidade. O retrogosto longo e agradável, confirmando o nariz. Um belo vinho!

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Mais um vinho degustado na confraria no final de semana. Desta vez falo um pouco do Clos Figuers Priorat 2000, um Espanhol da região do Priorat, elaborado pela vinícola Clos Figueras, com as uvas Garnacha, Carinena, Syrah, e Mourvedre. Passa por microvinicação em barricas de carvalho de 500 litros e depois descansa por 13 meses em barril de carvalho de 225 litros. Um dos vinhos preferidos do meu amigo Robert Parker…rsrsrs.

A região do Priorat é a segunda menor DO da Catalunha, mas tem uma das melhores reputações. Montanhosa, inacessível, é uma das regiões novas ótimas para o vinho tinto, localizada no norte da Espanha.

A primeira evidência registrada de cultivo da uva e a produção de vinho datam do século 12, quando os monges da Cartuxa Mosteiro de Scala Dei, fundada em 1163, introduziu a arte da viticultura na região.

No final do século 19, a Filoxera praga
que devastou as vinhas causando a ruína econômica ea emigração em grande escala da população. Antes da filoxera atingiu, Priorat é suposto ter tido cerca de 5.000 hectares (12.000 acres) de vinhedos. Não foi até 1950 que foi realizado replantio. O Priorat DO foi formalmente criado em 1954. A sede do órgão regulador do DO foi inicialmente Reus, cerca de 30 km a leste do vinho-região, ao invés de Priorat. Na década de 1985, a produção de vinho a granel foi extinto e engarrafamento de vinhos de qualidade.

Avaliação Pessoal: ST (90) = Muito bom

Visual levemente evoluído, aromas que demoraram a aparecer de frutas vermelhas, herbáceo e floral. O paladar apresentou médio corpo, acidez pronunciada, fresco, redondo e equilibrado. Faltou aquele encanto esperado, acredito uma maior intensidade, afinal é um vinho caro, com uvas que tem características de grande evolução. Talvez tenha sido ofuscado pelos concorrentes na mesa, mais expressivos.

Espanha – Priorat – 14,5% – Grenache e Carignan (80%), Syrah, Mourvedre e Cabernet Sauvignon – Importador Mistral: 335,00 safra atual

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A Grand Cru Capixaba está provendo todos os sábados degustações harmonizadas com o intuído de formar um maior relacionamento com seus clientes, interagindo com novas amizades apresentando grandes rótulos com baixos preços.

Desta vez quem foi para cozinha foi Carlos José Vieira, uma espécie de Pelé ou o Roberto Carlos do vinho por aqui. Preparou um Coq ao Vin, com parpadelle ao molho de cogumelos e bacon. Estava como podem ver na foto abaixo uma delicia.

Quanto aos vinhos, tivemos a oportunidade de rivalizar na taça 4 vinhos espanhóis com um preço realmente convidativo de 43,00 a 49,00 reais e mais dois de 83,00 a 98 reais sendo um chileno. Veja os comentários abaixo:

Real de Aragon Centenaria 2007 – Top Five “Tinto Velho Mundo” 3ª Vitória ExpoVinhos – Robert Parker/Jay Miller 90 pts – Calatayud, Espanha – Alc. Vol. 14% – R$ 45,00 – 100% Garnacha

  • Visual escuro, o nariz fruta mais contida, tostado, café, baunilha, coco e leve caramelo (bala toff). O paladar não decepciona se junta a qualidade aromática, mostrando bom corpo, amplo, suculento, acidez viva e um final logo. Um vinho que dá trabalho às cegas ao lado de grandes vinhos. ST (91) = Excelente

Sabor Real Viñas Centenarias 2007 – Robert Parker/Jay Miller 91 pts – Toro, Espanha – Alc. Vol. 14% – R$ 49,00 – 100% Tempranillo

  • Visual escuro, aromas de fumaça, terra, frutas vermelhas e carvalho leve. No paladar mostrou taninos macios, acidez presente, retrosto frutado, álcool não aparente e um bom final de boca. ST (89) = Muito bom

Splendore de Casajus 2007 – Robert Parker/Jay Miller 91 pts – Ribera del Duero, Espanha – Alc. Vol. 14% – R$ 43,00 – 100% Tempranillo

  • Visual quase preto, roxo, aromas primários e agradáveis de fruta negras vermelhas maduras e floral. O paladar gordo, amplo, bom frescor, para quem aprecia o estilo mais frutado. ST (89) = Muito bom

Embocadero 2008 – Robert Parker/Jay Miller 91 pts – Ribera del Duero, Espanha – Alc. Vol. 14% – R$ 45,00 – 100% Tempranillo

  • O Embocadero apresentou na taça as mesmas características do Splendore. ST (89) = Muito bom

Depois de provarmos 4 belos custo x benefício, provamos mais dois até 100,00 que não decepcionaram.

  • Vinhos acima de 50 reais:

Predicator 2008 – Espanha – 14% – 100% Tempranillo – R$ 98,00

  • Visual marrom escuro, muita fruta negra, torrefação, tosta leve e baunilha. Na boca apresenta médio corpo, confirma a fruta, acidez viva, mineral, muito equilibrado com final de boca longo. ST (90) = Muito bom

Santa Rita Medalla Real 2005 – Chile – 14% – 100% Petit Syrah – R$ 83,00

  • Mais um vinho para que gosta de corpo e fruta intensa. Na taça mostrou uma explosão de frutas, um verdadeiro coquetel, sem ser enjoativo. O paladar mostra o mesmo do nariz, muita fruta aliado a um extrato incrível, taninos macios, bom frescor, suculento, um vinho interessante. Fiquei curioso com sua capacidade de evoluir e melhorar…apesar de algumas criticas na mesa…eu gostei muito dele. ST (91) = Excelente

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Este mês quem escolheu o tema para #CBE (Confraria Brasileira de Enoblogs) foi Daniel Perches, um espumante “Cava” de qualquer valor.

Por coincidência na semana passada tive a oportunidade de degustar mais uma vez o Castellroig Brut, em um jantar harmonizado promovido pelo Novotel a importadora Grand Cru.

Castellroig é um produtor reconhecido pela qualidade e ótimas notas obtidas. Produz suas Cavas somente com uvas cultivadas na propriedade, um diferencial importantíssimo e raro, já que a maioria das bodegas são gigantescas e compram uva.


Avaliação Pessoal: ST (90) = Muito boa

Adorei, tem tudo que procuramos em um espumante de qualidade, perlage fina e persistente,aromático, bastante fresor, equilíbrio e um bom final de boca. Com certeza um belo coringa nas harmonizações, vai com quase tudo. Foi harmonizado com a salada acima.

Espanha – Penedes – Macabeo, Parellada, Xarel·lo – 11,5 % – Importador Grand Cru – R$ 57,00

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Jumilla DO foi criada em 1996, seus vinhos ganharam notoriedade no início dos anos 90, após um sério problema com a phylloxera, que em 1989 atacou as vinhas, forçando que fossem replantadas. Assim passaram a produzir vinhos tintos mais leves e frutados como a uva Monastrell (Mouvédre).

A Bodegas Olivares está localizada na zona norte de La Hoya de Santa Ana, sub-região de Jumilla, com solo rico que produzem vinhos intensamente aromáticos.

O vinho degustado foi o Panarroz 2004, um corte de 42% Monastrell, 38% Garnacha, 20% Syrah. Vinho avaliado com 90 pontos pela Wine Advocate e vendido na faixa de 50,00 reais.

Avaliação Pessoal: ST (74)

Na taça o vinho apresentou visual claro, límpido, aroma medicamentoso, tipo Olina. O paladar mostrou taninos excessivamente ásperos e secos, acidez média, ausência de fruta, álcool bem aparente, em fim, desequilibrado.

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Mais um vinho degustado no Vitória ExpoVinhos 2011 que destaco como boa opção de compra. Se trata do espanhol Cruz de Alba de Crianza 2007, produzido seguindo os princípios da biodinâmica, que basicamente implica a utilização produtos naturais e seguindo um calendário para colheita.

Cruz de Alba é feito com uvas provenientes de vinhas com mais de 20 anos na propriedade Valderio Pagos, no coração da Ribera del Duero. O vinho é envelhecido por 15 meses em barricas novas de carvalho francês e americano, e depois envelhecido em garrafa por mais 10 meses.

Avaliação Pessoal: ST (90+)

Visual roxo, aromas primários lembrando muita fruta, notas de baunilha e especiarias. Na boca se mostrou corpulento, taninos firmes, notas de chocolate, acidez viva liberando muito frescor, com final persistente.

Espanha – Ribera Del Duero – 100% Tempranillo – 14% – Importador Mr Man R$ 100,00

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O excesso de álcool é prejudicial à saúde! Se beber não dirija!

Fundada em 1647, Bodegas Chivite é uma dos mais antigos produtores de vinhos na Espanha, bem como um dos mais respeitados produtores e exportadores de vinhos de Navarra.

Avaliação Pessoal: ST (91)

Visual acastanhado, aromas maravilhosos de estrebaria, torrefação, alcatrão, defumado e frutas secas. Na mostrou corpo médio, elegância, acidez equilibrada, retrogosto confirmando o nariz e longa média. Depois de uma hora em taça caiu bastante.

Espanha – Navarra – 100% Tempranillo – Importador Mistral

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