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A convite de Rafael Dias (Importadora Espaço D.O.C) estive participando de um jantar harmonizado no restaurante Vile du Vin para o lançamento no Brasil de um novo projeto vitivinícola no Chile, Viña Vik. O nome “Vik” se refere ao dono, Alexander Vik, um bilionário norueguês, acionista de várias empresas como a Universal Studios e Lego.

Viña Vik, está localizada no Vale do Cachapoal, mais precisamente em “Millahue“, “Lugar de Ouro“, como chamado pelos povos indígenas, na encosta norte do Chile. São 4.325 hectares, divididos em oito vales, mas precisamente, em 12 subvales, com características geográficas, climáticas e de solo bem diferentes. Por lá são plantadas vinhas de Carmenère, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Petit Verdot. A vinícola produz somente um vinho, o VIK.

A equipe de enólogos é chefiada pelo francês Patrick Valette, com larga experiência, trabalhou no Chateau Pavie, participou também da Viña El Principal. Além dele, cuida dos vinhos o enólogo Cristián Vallejo.

Outra novidade é a entrada da vinícola no ramo hoteleiro. A construção está em pleno vapor, serão 12 quartos, SPA e restaurante.

Avaliação pessoal das safras:

Vik 2009 – Carmenère (60%), Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Petit Verdot – 18 meses em barrica – 14,5% – R$ 450,00 – ST (94) – Importadora Espaço D.O.C

  • Rubi, límpido e brilhante. Aromas evoluíram de forma surpreendente ao longo da degustação. Muito intenso, exibindo traços florais sutis, caixa de charuto e fumo. Frutas vermelhas. Extremamente complexo. Bom corpo, textura aveludada, equilíbrio perfeito entre álcool e acidez. Taninos finos, fruta madura, macio e com persistência longa. As cegas falaria sem dúvida ser um Bordeaux de grande pedigree. O melhor da noite em minha opinião.

Vik 2010 – Carmenère, Cabernet Sauvignon (54%), Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Petit Verdot – 23 meses em barrica – 14,5% – R$ 450,00 – ST (91+) – Importadora Espaço D.O.C

  • Visual rubi, límpido e brilhante. Aromas ainda fechados, com leve caráter balsâmico, frutas vermelhas e floral. Seu grande destaque é em boca, onde se apresenta potente e elegante, boa concentração de frutas e notas minerais. Excelente acidez, liberando muito frescor. Equilibrado, porém ainda pouco evoluído e com um longo caminho a percorrer. Futuro promissor, adega nele!

Vik 2011Amostra de barrica ST (93+) – Importadora Espaço D.O.C

  • Visual púrpura impenetrável, negro, com lágrimas numerosas, mostrando seu extrato. Nariz aberto, frutas escuras muito maduras, herbáceos leve, floral e mineral. No paladar é potente e elegante, mostrando um futuro admirável. Muita concentração de frutas, excelente acidez, taninos finíssimos e maduros. Equilibrado e de longa persistência. Um vinhaço!

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Confesso que os vinhos elaborados com a uva Pinot Noir dificilmente me atraem, mesmo nos limites da Borgonha. Talvez por minha própria culpa. Nunca procurei me aprofundar, provando poucos rótulos. Mas essa historia está mudando. Prometo ser mais aplicado nessa matéria, rsrsrs.

Em recente jantar com amigos conheci o Sol de Sol Pinot Noir 2008, um exemplar sul-americano que me que me fez mudar de ideia. Sendo o melhor Pinot Noir que provei até hoje. É elaborado pela Viña Aquitania, no sul no Chile, aproximadamente 650 km de Santiago, em Traiguén.

Avaliação Pessoal: ST (93) – Chile – Traiguén – 13% – 100% Pinot Noir – envelhecimento em barris de carvalho franceses durante 12 meses – R$ 118,00Importadora Zahil

  • Visual apresentou uma cor rubi escura, sem halo de evolução. Nariz com complexidade, frutas vermelhas (cereja), notas florais, mentol, e toques elegantes de carvalho. Paladar elegante, com ótima acidez, bom corpo e equilíbrio. Evoluiu muito na taça, com várias nuances de sabor e aromas. Ainda jovem, demonstrou muita personalidade e um ótimo potencial de envelhecimento. Um vinhaço!!!

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Da vinícola chilena “Bravado Wines” conhecia somente Sofia, um belo Pinot Noir. Mas fiquei apaixonado mesmo foi por Marina, um Sauvignon Blanc do Vale de Casablanca. Os vinhos levam nomes que não foram aprovados pela mamãe, Constanza Shwaderer (enóloga) ou pelo papai Felipe Garcia (enólogo), para serem os nomes dos filhos que estavam por vir.

Marina é elaborado de uma seleção especial de diferentes clones de sauvignon blanc dos setores mais frios do Vale de Casablanca. São videiras jovens, plantadas em 2000. Produção de Sauvignon Blanc: 8 ton / ha

Avaliação Pessoal: ST (93) – 100% SB – 13,5% – Não passa em barricas. 3 meses em tanques de inox – R$ 86,00 – www.buywine.com.br.

  • Visual amarelo bem clarinho, quase transparente, com reflexo verdeal, límpido e brilhante. O nariz explode com notas minerais e bastante frutadas, com um “cajá” evidente e encantador. O paladar é muito fresco, com uma acidez viva e bem equilibrada com o teor alcoólico. Bom corpo, confirmando a fruta e o mineral do nariz. Um SB encantador!!!

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Erasmo 2007

Projeto idealizado pelo Italiano Francesco Marone Cinzano e Maurizio Castelli, a Vinã La Reserva de Caliboro nasceu em 1997 no Vale do Maule (Chile), aonde depois de um rigoroso processo de seleção de clones de uvas francesas se deu o único vinho da vinícola, o Erasmo.

Avaliado com 95 pontos pelo Guia de vinhos Descorchados 2012, o mais respeitado do Chile, o vinho
Erasmo 2007 gerou muita expectativa. Já venho acompanhando a sua trajetória desde a primeira safra, se não me engano 2001. Em 2010 comemorando um ano do blog, realizei uma degustação vertical com as safras 2001 a 2006 da minha adega, veja aqui. Relendo o post verifiquei que a safra 2007 é diferente de todas as outras.

Avaliação Pessoal: ST (87) – Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc, 14,4% alc – 18 meses em barricas de carvalho francês, seguidos por mais 12 meses em garrafa antes de ser comercializado.

  • Vermelho rubi, nariz com boa expressão surgindo com o passar do tempo um caráter resinoso, fruta vermelha e leve baunilha. Paladar apresentou corpo médio, boa fruta, com uma acidez média/baixa, faltando vivacidade. Persistência média. Ficou abaixo da minha expectativa. A garrafa poderia estar ruim ou talvez eu. Vou tirar a contra prova e revelo aqui.

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Elaborado pela família Lurton, grande referência quando se fala em qualidade e inovação, o Kawin, palavra que significa “festa”, é um cabernet sauvignon com uvas provenientes do valle central chileno, aonde o clima favorece um melhor amadurecimento da uva. A proposta da vinícola de produzir vinhos de qualidade, com preços acessíveis, recorrendo a regiões secundárias em ascensão como o Chile se confirma na taça.

Kawin Cabernet Sauvignon 2010 – ST (86) - Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale Central – 13% – R$ 33,00
– Importador: Da Confraria. 

Vinho que atende sua proposta, leve, frutado e macio. Uma boa opção para festa ou para aqueles dias em que queremos somente beber sem maiores pretensões, saúde!

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A importadora Magnun trouxe ao Brasil os enólogos Rafael Tirado da vinícola chilena Laberinto (foto ponta esquerda) e Meinard Bloem da também chilena Lagar de Bezana (foto acima ponta direita). A primeira cidade visitada foi Vitória, e em seguida será Rio e São Paulo.

Em jantar realizado pela no Bristrô Ville du Vin na Praia do Canto, os enólogos receberam formadores de opinião para degustação onde foram apresentados os vinhos Laberinto Sauvignon Blanc Cenizas de Barlovento 2011, Laberinto Pinot noir 2010, Lagar de Bezana Cabernet Sauvignon 2008, Lagar de Bezana Aluvión Grand Reserva 2007 e o Lagar de Bezana Limited Edition 2007. Os vinhos foram acompanhados por pratos especiais preparados pelo Chef Tomate, como carpaccio de polvo, Steak Tartare e Pernil de cordeiro confitado ao vinho com risoto de funghi. A harmonização dos pratos com os vinhos brancos e tintos estava perfeita!, “second-me”. Para finalizar, uma sobremesa especial foi servida: Panna Cotta de Chocolate.

O empresário e proprietário da Importadora, Raphael Zanette (foto acima centro), também participou do evento e brindou com os convidados. Os vinhos já estão disponíveis na loja da Ville du Vin.

Segue minha avaliação pessoal abaixo:

Localizado na pré Cordilheira dos Andes, a 600 metros de altitude, as margens do lago Colbun, esse projeto fantástico de Rafael Tirado, um dos mais famosos e respeitados enólogos chilenos, tem apenas 18 hectares e uma gama de premiações e reconhecimentos. O nome Laberinto retrata os vinhedos de Rafael, que foram plantados em curvas e diferentes direções, para aproveitar a diversidade de solos e aumentar a exposição solar. Com isso as uvas e os vinhos ganham em estrutura e complexidade.

Laberinto Sauvignon Blanc Cenizas de Barlovento 2011 – 12,5% -R$ 94,00 – ST (93) Este é um dos melhores, OU O MELHOR, Sauvignon Blanc chileno que já provei até hoje. Já tinha provado a safra 2007, que era importado pela Casa do Porto, que ainda tenho algumas garrafas e está vivinho da silva. A atual safra 2011 levou 94 pontos (Descorchados 2012), mostrou as mesmas características, porem com uma acidez mais pronunciada pela idade. Visual amarelo esverdeado, aromas de cajá, leve grama e erva doce. O paladar é fresco, limpo e cítrico, com algum mineral e uma textura incomum para um Sauvignon Blanc.

Carpaccio de Polvo x Sauvignon Blanc

Laberinto Pinot noir 2010 – ST (90) – 13,5% – R$ 120,00 – Este Pinot foi a primeira vez que provei. Visual rubi claro, nariz intrigante aparecendo uma nota de fumaça, resina, prejudicando um pouco a fruta aparecer. Porem no paladar mostrou a que veio. Ótima acidez, gerando muito frescor, fruta limpa e fresca. Bom equilíbrio e um final de boca agradável.

Steak Tartare x Pinot Noir

A história da bodega Lagar de Bezana, iniciou na década de 90 quando o empresário Ricardo Benzanilla se aventura no mundo das vinhas e dos vinhos. Escolheu uma terra localizada no Alto Cachapoal, aos pés da Cordilheira dos Andes, 87 km ao sul de Santiago. O clima ameno e a variação de temperatura entre o dia e a noite, originam vinhos especiais, de terroir único. O holandês que foi para o Chile com 15 anos, Meinard Bloem, há um ano é enólogo da vinícola. Foi a sua primeira visita ao Brasil.

Lagar de Bezana Cabernet Sauvignon 2008 – 85% Cabernet e 15% Syrah – 14,4% – ST (88) – R$ 62,00 – Lagar de Bezana Aluvión Grand Reserva 2007 – 63% Syrah e 47% Cabernet – 14,5% – ST (90) – R$ 105,00 – Lagar de Bezana Limited Edition 2007 – ST (90+) – 100% Syrah – 14,5% – R$ 145,00.

  • Sobre os vinhos da vinícola Lagar de Bezana, achei muito parecidos. Nariz resinoso, com notas de frutas negras em calda, bastante extrato e alcoólicos. Todos com 14,5%. Diante dessas características indico primeiro uma aeração mínima de 1 hora, a fim de eliminar boa parte desse álcool. Segundo, procurar harmonizar com pratos untuosos, com bastante suculência. Outro fator interessante, e positivo, é a longevidade aparente desses vinhos. Levando em consideração que o álcool é um dos componentes essenciais na evolução de um vinho, além dos taninos e da acidez, recomento, apesar de já estarem em uma idade já avançada, um bom tempo de adega, climatizada é lógico!!!.

Pernil de cordeiro confitado ao vinho com risoto de funghi x os tintos da Lagar de Bezana, perfeito, como falei acima, precisa de pratos untuosos…rsrsrs!

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Cercado de mistério, o vinho Caballo Loco não traz em seu rótulo a safra e nem a uva. Na verdade é um corte de diversas uvas e de safras, que começou a ser utilizada nos anos 90 sob o comando de Jorge Coderch, o “Caballo Loco“, que emprestou o nome ao vinho.

Nesta época havia várias barricas das variedades Cabenet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Malbec das safras 1990 e 1993, mas em quantidades reduzidas, insuficientes para uma linha varietal. Assim a vinícola decidiu criar o seu Top, o Caballo Loco.

Em 1994, metade desta barrica foi usada para o Caballo Loco Number 1, a outra metade foi reservada e misturada para o Number 2 e assim sucessivamente. A cada safra 50% da anterior se soma a atual.

O Nº 12 que degustei é 50% da colheita de 2007 e 50% das colheitas entre 1990 e 2006.

Avaliação Pessoal: ST (93+)
-
Chile – Vale do Maipo, Colchagua e Curicó – 14,6% – Cabernet Sauvignon, Carmenère, Malbec e Merlot – 18 meses em barrica – Importador Ravin
-
R$ 260,00

  • Já tinha provado o nº9 e gostado muito, mas parece que esse está ainda melhor. Visual rubi intenso, aromas intenso de frutas, como pitanga, manga, ameixa em calda, couro, e um caramelo maravilhoso. O paladar mostrou bom corpo, concentrado, taninos sedosos, boa acidez, bastante equilibrado, com uma madeira bem trabalhada que não sobrepõe à fruta. Bastante longo. Sem dúvida, um vinhaço!

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Marcelo Retamal, um dos mais competentes enólogos do Chile percorreu junto a sua equipe quase todo país em busca de vinhedos velhos e perdidos, alguns deles com variedades que nem eles conseguiram identificar.

Dessa busca nasceu o De Martino Viejas Tinajas 2011, elaborado com uvas Cinsault provenientes de vinhas com 30 anos de idade do Vale de Itata,
Guariligüe, 400 km ao sul de Santiago, conduzidas em gobelet, não irrigadas e plantadas em pé franco. Sua fermentação foi conduzida com bagos inteiros por 15 dias em tinajas (ânforas) centenárias de barro. O vinho foi engarrafado sem filtração alguma. Não foram adicionados nenhum insumo enológico (enzimas, taninos, leveduras selecionadas), salvo uma pequenas dose de SO2 para a conservação do vinho.

O vinho foi eleito a melhor das “outras” cepas tintas no guia de vinhos Descorchados 2012, o mais respeitado do Chile, recebendo 92 pontos.

Avaliação Pessoal:
ST (91)
- De Martino Viejas Tinajas 2011- 100% Cinsault – 13% – Importadora Decanter / Em Vitória Espaço D.O.C – R$ 134,00

Na taça o vinho superou as minhas expectativas. Visual rubi de média intensidade, fruta bastante limpa, cereja, framboesa, e um discreto floral. O paladar apresenta corpo médio e ótima acidez. Persistência aromática de boa intensidade, confirmando o nariz, com um final fresco e equilibrado. Um vinho que não cansa o paladar. Se fosse degustado às cegas falaria ser um Pinot. Ótima compra!

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Vinhos que expressam o Terroir, essa é a melhor definição para os vinhos da Viña Tarapacá. Na verdade os vinhos chilenos em geral me remetem ao inicio da minha caminhada com o vinho, trazendo grandes lembranças. Essa semana a importadora Épice promoveu o seu Wine Road Show, uma mini feira de vinhos, para apresentar algumas vinícolas de seu catálogo. Dentro delas a Vinã Tarapacá. Surpreendi-me positivamente e descrevo um pouco de sua história e a minha opinião sobre alguns rótulos abaixo:

Tarapacá, uma das vinícolas mais importantes do Chile, foi fundado em 1874 em Maipo Valley, com um forte compromisso para com a qualidade e consistência do vinho. Com marcas de renome como Gran Reserva ou Reserva Tarapacá. É um dos principais representantes de vinícolas do Novo Mundo. Ocupando 2.600 hectares no Vale do Maipo, considerado o berço do vinho chileno, sendo 600 hectares com vinhedos, apresenta um terroir único para o nascimento de vinhos com alta qualidade.

Tarapacá é integrante da Viña San Pedro Tarapacá Wine Group, que congrega vinícolas no Chile e Argentina, de grande prestígio internacional. VSPT Wine Group é segundo maior exportador de vinho chileno, estando presente em mais de 60 países, estando em primeiro lugar no segmento de vinhos finos no mercado chileno.

A busca pela melhoria de seus vinhos levou a Tarapacá testar vários terrois para os seus vinhos “brancos”. Até 2009, seus a uvas de seus vinhos brancos eram provenientes do Vale de Maipo, migraram para Casablanca em 2010 e encontraram o seu terroir perfeito em 2011, o Valle de Leyda, onde as uvas encontraram uma sanidade incrível, que se expressa na taça!

Tarapacá Gran Reserva Sauvignon Blanc 2011 – Valle de Leyda – 100% Sauvignon Blanc – R$ 63,00- ST (90)

Visual amarelo translucido, com reflexo verdeal, aromas de frutas (Caja, manga) e um leve herbáceo. Paladar seco, com médio corpo. Ótima acidez, equilibrada com o teor de álcool. Retrogosto herbáceo e de frutas. Persistência média.

Tarapacá Gran Reserva Chardonnay 2011 – 100% Chardonnay – Valle de Leyda – R$ 60,00 – ST (91)

Visual amarelo palha, aroma intenso, amanteigado, frutado (abacaxi e manga em compota) e madeira delicada (notas tostado e baunilha). Paladar com boa acidez, gordo, evemente alcoólico, persistência média a elevada. Retrogosto frutado, com manteiga tostada e madeira. Um belíssimo Chardonnay!

Tarapacá Gran Reserva Carmenére 2011 – 97% Carmenére e 3% Syrah – Maipo – R$ 60,00 – ST (89)

Visual granada, quase intransponível, aromas de frutas vermelhas maduras, cedro, com toques de pimentão e balsâmicos. Paladar seco, bom corpo; bom equilíbrio entre acidez e teor alcoólico e taninos macios. Retrosto de frutas vermelhas, com toques de madeira e uma leve tosta. Persistência média. Uma delicia de vinho. Fácil de beber e entender sua proposta!

Tarapacá Gran Reserva Merlot 2010 – 100% Merlot – Maipo – R$ 60,00 – ST (87)

Visual granada com um fundo rubi, aroma intenso de frutas, especiarias, toques de caramelo e animais. No paladar com corpo médio, boa acidez e taninos macios. Levemente alcoólico, com final bastante frutado e longo.

Tarapacá Gran Reserva Etiqueta Negra CS 2010 – 85% Cabernet Sauvignon e 15% Cabernet Franc – R$ 100,00 – ST (90)

Visual rubi, nariz com notas intensas de frutas vermelhas, herbáceo e de mentol. O paladar é seco, e de bom corpo. Boa acidez, elegante, equilibrado e taninos macios. Retrogosto de frutas vermelhas, madeira e especiarias. Persistência média.

Zavala 2008 – Cabernet Franc 41%, Cabernet Sauvignon 31% e Syrah 28% – Maipo – R$ 230,00 – ST (91)

Zavala, vinho premium, é um corte de variedades de qualidade superior, é elaborado somente em vindimas excepcionais das uvas mais sadias do Maipo. Visual púrpura, tingindo levemente a taça. Aroma intenso, muita fruta, cereja, toques balsâmicos, algum chocolate; notas florais, especiarias e, baunilha. Paladar seco, corpulento, com ótima acidez equilibrada para o álcool, taninos muito marcados, porém muito finos. Ótima concentração de sabor. Persistente. Fino!

Tarapacá Late Harvest 2011 – Sauvignon Blanc, Gewurstraminer e Riesling – R$ – ST (87)

Dourada de média para boa intensidade. Aroma de frutas tropicais maduras, maracujá, mel e um toque de caramelo. No paladar apresentou média untuosidade, acidez um tanto discreta, com certo predomínio do álcool. Persistência média, com final tostado.

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Para quem acompanha o blog sabe da minha paixão pelos vinhos evoluídos, antigos. Nessa fase, eles apresentam características únicas, os taninos se arredondam e o buquê se desenvolve, ganhando complexidade. Difícil é saber o time, momento certo para abrir a garrafa. Ultimamente tenho provado e me surpreendido bastante com vinhos evoluídos ditos mais simples. Tendo me agradado o mesmo, ou mais, que vinhos TOP de grandes vinícolas. Uma dessas experiências aconteceu nesse final de semana ao provar Montes Alpha Cabernet Sauvignon 1995, que no alto dos seus quase 18 anos, mostrou vida e capacidade de me agradar na taça.

Verdadeiro clássico da América do Sul, o Montes Alpha foi o primeiro grande tinto chileno, inspirado nos melhores vinhos de Bordeaux. Foi eleito o “melhor Bordeaux chileno” pela revista Decanter, e equivale em qualidade a um “cru bourgeois” de preço três ou quatro vezes maior.

Avaliação Pessoal: ST (88) – A safra atual é vendida por 98,00 reais na importadora Mistral

  • No visual mostrou uma coloração bastante atijolada, nariz com notas balsâmicas (pinho e cedro), cravo, e um leve defumado. Na boca é leve, desenhada sobre certa secura, mostrando que os taninos ainda sobrevivem. Confirma as notas do nariz, com um final com média persistência. Agora lembre-se, um bom vinho é, acima de tudo, um vinho do qual você goste suficiente para beber, porque o principal objetivo do vinho é levar prazer a pessoa que o bebe. 

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