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Mesmo degustando muitos vinhos do velho mundo ultimamente tenho que confessar que tenho uma queda forte pelos do novo mundo, mais especificamente pelos vinhos chilenos. Talvez por ter sido a minha primeira experiência sensorial no mundo do vinho, 12 anos atrás. Apesar de ser um apaixonado pelos vinhos chilenos, depois quando me tornei um maior conhecedor e com uma exigência gustativa, passei a criticar sua falta de acidez, resultando em vinhos que na minha opinião não combinam bem com uma refeição. Exceto um carne vermelha, churrasco por exemplo, me fazendo optar por uma degustação solo. Agora ao degustar o Santa Ema Amplus One, tive uma agradável surpresa.

A Santa Ema é um grande produtor chileno, produz vinhos de alta qualidade desde do seu vinho de entrada, mais barato, até o top da linha. O vinho degustado foi o Amplus One Carmenére 2006. Um corte com 75% de carmenére, 20% Syrah e 5% Carignan, que descansam 12 meses em barricas de carvalho Francês.

Avaliação Pessoal: ST (89) = Muito bom

Visual escuro, aromas característicos da carmenére, leve pimentão, muita fruta vermelha, com tabaco no fundo de taça. O paladar mostra bom corpo, taninos macios, um acidez incomum para vinhos do novo mundo, muito equilibrada, liberando bom frescor, chamando para uma refeição.

Chile – Peumo, Cachapoal – 75% Carmenère, Syrah 20%, 5% Carignan – Importador Vinoteca – R$ 100,00

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Acabou a minha expectativa, sábado passado pude conhecer na taça a mais recente safra de um dos vinhos mais admirados pelos Capixabas, o Memorias (2007). A safra 2007 do Chile está sendo considerada a melhor de todos os tempos, com condições climáticas super favoráveis.

A colheita ocorreu em Abril de forma manual e cuidadosa em caixas de 13kgs com baixa produtividade (5.400kg/ ha). Os cachos foram selecionados, desengaçados e levemente esmagados. O vinho foi submetido a uma crio-maceração de 8ºC por 5 dias com posterior início da fermentação alcoólica em 16 dias. Maceração pós-fermentativa de 15 dias e trasfega para amadurecimento em barricas.

Depois estagiou por 14 meses em barricas de carvalho francês novas (30%) e (70%) em barricas de 2º uso. Um ano em garrafa antes de sair ao mercado.


Avaliação Pessoal: ST (90+/93)

Rolha em perfeito estado, visual púrpura quase intransponível, aromas encantadores de tabaco, esmalte, café, herbáceo leve e o eucalipto tradicional. O paladar se apresenta com concentração nitidamente maior que a safra anterior, robusto, taninos firmes, acidez viva, com delicioso retrogosto frutado e longo. Um vinho que merece decanter de no mínimo de uma hora e uma boa carne de caça para harmonizar. Tem todas as características de um vinho de longa guarda.

Chile – Maipo – 80% Cabernet Sauvignon e 20% Carmenére – 15% – Decanter, preço médio R$ 120,00


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Na semana passada junto a um grupo de amigos tive a oportunidade de provar três vinhos de uma vinícola chilena que ainda não conhecia. Já estava curioso, tinha visto seu nome no guia Descorchados, a melhor referência sem dúvida quando se fala em vinho do Chile.

Casas Del Toqui pertence a família do empresário chileno Court J-O, ex-executivo de grandes bodegas chilenas. O seu nome significa “casa do chefe dos aborígines” os Mapuches, que habitavam a região onde hoje esta localizada a bodega no Alto Vale do Cachapoal.

Os vinhedos estão localizados a uma altitude de 600 acima do nível do mar, numa região com grande amplitude térmica entre o dia e a noite, em média 20°C.



Carmenére Gran Reserva 2008 – Peumo – Cachapoal – 32.400 garrafas – 14% – 8 meses em barrica – R$ 58,00 – ST (84)

  • Apresentou aromas característicos da casta, pimentão, grama cortada, fruta vermelha de média intensidade. Na boca, corpo leve, macio, fruta de boa qualidade, para ser degustado sem muita pretensão.

  • Gran Toqui Syrah 2008 – Alto Cachapoal – 12.000 – 12.000 garrafas – 13% – 12 meses em barrica – R$ 76,00 – ST (84)

Acabou pecando nos aromas, mesmo depois de uma hora de aberto continuou fechado. Na boca mostrou corpo médio, taninos firmes, álcool aparente, dando boas expectativas para o futuro.

Gran Toqui Cabernet Sauvignon 2008 – Alto Cachapoal – 48.000 – 13% – 12 meses em barrica – R$ 76,00 – ST (86)

  • O melhor vinho da prova, nariz aberto mostrando muita fruta vermelha e especiarias. No paladar mostrou bom corpo, equilibrado, boa fruta, com final de média intensidade.

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Bom dia meus amigos, hoje vou indicar um vinho que digo sem medo de errar, “o melhor vinho da uva carmenére que degustei até hoje”. No mês passado participei de uma degustação da vinícola Terranoble aqui em Vitória e achei o vinho muito bom, diferenciado. Para tirar a prova reuni um grupo de amigos em minha casa, e o resultado foi melhor ainda, um belo caldo.

A vinícola Terranoble, inaugurada por quatro empresários chilenos em 1993, possui modernas instalações e 90 hectares de vinhedos meticulosamente cuidados no Valle do Maule, que gera vinhos concentrados, porém mais firmes e frescos do que nas zonas do norte do Chile. Tem como vinho ícone, seu poderoso e assertivo Gran Reserva Carménère, considerado o melhor do país na safra de 1999 no Descorchados 2001 e na safra de 2001 pelo Guia de Vinos de Chile 2004.

Com a entrada de um novo sócio em 2006, o respeitado empresário Wolf Von Appen, a Terranoble está focalizada em fortalecer a sua base agrícola através da aquisição de vinhedos nas melhores regiões do país, como em Colchagua (Los Lingues) e Casablanca.

REGIÃO: Colchagua – 3 ha de vinhedos plantados em 2005, localizados a 30 km da Costa do Pacifíco. Densidade de 4.000 plantas/ ha.

COMPOSIÇÃO DE CASTAS: 100% Carménère

GRADUAÇÃO ALCOÓLICA: 14,5° GL

PRODUÇÃO: 3.300 garrafas

CARACTERÍSTICAS CLIMÁTICAS: Clima de padrão mediterrâneo. Recebe ventos dominantes do sul com entrada de névoa matinal. Os verões são muito calorosos, o que favorece a plena maturação das uvas, e a amplitude térmica entre o dia e a noite também é muito relevante.

CARACTERÍSTICAS DO SOLO: Solos graníticos. Vinhedos localizados a 200m de altitude com exposição norte/sul.

ELABORAÇÃO: As uvas provém de parcelas rigorosamente selecionadas, em que as videiras rendem 5 ton/ha. São colhidas no ponto ótimo de maturidade e com seleção de grãos na cantina. A fermentação tem início em grandes tanques de carvalho à 25ºC. O vinho é então trasfegado para barricas de carvalho francês onde ocorre a malolática e o amadurecimento.

AMADURECIMENTO: 8 meses em barricas de carvalho francês novas.

ESTIMATIVA DE GUARDA: 8 anos

IMPORTADOR: Decanter

PREÇO: 88,00

Avaliação Pessoal: ST (94+)

Uma qualidade inicial deste vinho é ausência de aromas de pimentão, herbáceo, e sim notas de baunilha, café e especiarias. O paladar apresenta muita estrutura, gordo, amplo, taninos aveludados, um vinho que me proporcionou um prazer incrível. E o melhor de tudo, o preço, que na realidade de hoje no mundo do vinho aço barato pelo que apresenta.

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O excesso de álcool é prejudicial à saúde! Se beber não dirija!

A Viña El Principal nasceu da união entre Jorge Fontaine e Jean Paul Valette (ex-proprietário do Château Pavie em Saint-Émilion) nas mesmas terras onde Jorge possuía a Hacienda El Principal. A filosofia desde 1998, baseia-se em produzir vinhos “premium” no melhor conceito dos chateaux franceses.

Está Localizada aos pés da Cordilheira dos Andes, à 740 metros acima do nível do mar os vinhedos sofrem influência direta dos frios ventos que sopram da montanha. A oscilação térmica chega a 18ºC contribuindo para a excelente maturação das uvas.

A Wine Advocate de Robert Parker acaba de conceder aos vinhos El Principal 2006 (92+) e Memórias 2006 (92) as melhores notas da sua história. Que realmente são merecidas.

A diferença de amadurecimento em barrica é de 4 meses, o El Principal passa por 18 meses e o Memórias por 14.

O enólogo responsável pela nova etapa da vinícola, com altas notas, é Gonzalo Guzmán, que estará em Vitória pessoalmente dia 17/06 (próxima sexta feira) comandando um jantar harmonizado na Churrascaria Minuano. Quem quiser participar ligue para 9986.60.41 ou silvestretg@hotmail.com.

Avaliação Pessoal: ST (92)

Visual vermelho vibrante, aromas explodindo na taça com muita fruta em compota, evoluído para café e especiarias. Na boca se mostrou gordo, taninos aveludados, fruta limpa de grande qualidade, madeira bem colocada, com final bastante longo. Foi harmonizado com belos cortes de carne.

Chile – Maipo – Cabernet Sauvignon e Carmenére – 15% – Decanter, R$ 120,00

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O excesso de álcool é prejudicial à saúde! Se beber não dirija!

Acaba de chegar ao Brasil mais dois rótulos da Viña Pedro, Chile. Um Carmenére da safra 2007 que se chama Tierras Moradas e um Syrah também da safra 2007 com o nome, Kankana del Elqui, de vinhedos selecionados chamados de Solar n° 10. Acima destes dois vinhos está somente o Cabo de Hornos que é o TOP da vinícola. É importado pela World Wine e vendido ao preço de R$ 180,00 cada.

Para quem ainda não conhece a Viña San Pedro, ela foi fundada no Chile em 1865, pelos irmãos Correa Albano. Hoje é a segunda maior exportadora de vinhos chilenos, estando presente em mais de 70 mercados nos cinco continentes.

Tive a oportunidade de provar os dois, veja a minha opinião:

Tierras Moradas – 96% Carmenére e 4% Petit Verdot – Chile – Valle del Equi – 14,1% alc – ST (90)

  • Degustado às cegas, logo se percebe sua tipicidade, característica inconfundível no nariz de um Carmenére, pimentão e herbáceo, frutas vermelhas, que estavam moderados sem incomodar. Na boca confirmou a fruta, bem macio, bom corpo, acidez presente, amplo, com final agradável. Um vinho pronto que vai agradar muito aos fãs da Carmenére.

Kankana del Elqui Solar n° 10 Syrah 2007 – 100% Syrah – Chile – Valle del Equi – 14,1 alc – ST (90+) WS (91)

  • Este Syrah se mostrou com aromas mais complexos, torrefação agradável, cedro, especiarias e frutas como ameixa. O seu paladar é robusto, com taninos firmes, que devem evoluir com tempo de garrafa, acidez e álcool são equilibrados e o seu final longo e frutado.

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Errazuriz Kai Carmenére 2006

Amigos na noite de sexta feira decidi abrir este belo vinho. O kai é da vinícola Errazuriz, feito com 88% Carmenère, 7% Petit Verdot e 5% Shiraz ,da região do Vale do Aconcagua, no Chile. Este vinho surpreendeu em recente degustação de Berlin em N.Y ficando em primeiro lugar a frente de ícones do mundo. Veja a lista dos participantes na prova:

1. Errázuriz KAI 2006 (* E.U. $ 80)
2. Opus One 2006 (E.U. $ 160)
3. Chateau Haut-Brion 2006 (E.U. $ 500)
4. Don Maximiano Errázuriz 2006 (* E.U. $ 90)
5. Chateau Lafite Rothschild 2006 (E.U. $ 1000)
6. Errázuriz Syrah La Cumbre 2006 (* E.U. $ 80)
7. Seña 2006(* E.U. $ 100)
8. SLV Stag’s Leap 2006 (E.U. $ 70)
9. Chadwick Vinedo 2006 (E.U. $ 180) (Empate)*
9. Sassicaia 2006 (E.U. $ 160) (gravata)

É realmente é um vinhaço. Achei que seria um vinho enjoativo como um carmenére comum, mais me surpreendeu pela elegância, estrutura. ST(95)

O Chef Vinicius do restaurante Vero preparou dois pratos para harmonizar e deu certo estava dos deuses.


Berinjela gratinada


Filet ao Brie com penne cremoso

Produtor: Errazuriz
País: Chile
Região: Vale do Aconcagua
Safra: 2006
Tipo: Tinto
Volume: 750 ml
Uva: 88% Carmenère, 7% Petit Verdot e 5% Shiraz
Vinhedos: Vinhedos selecionados, localizados na região do Vale do Anconcagua.
Vinificação: Fermentação tradicional em tanques de aço inoxidável com controle de temperatura (26 a 30ºC) durante, aproximadamente, 25 dias.
Maturação: Permanece 16 meses em barricas de carvalho sendo 80% francês e 20% americano.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
Teor Alcoólico: 14,5%
Corpo: encorpado
Sugestão de Guarda: de 5 até 10 anos
Combinações: Carnes vermelhas, cogumelos, massas

Preço: 280,00

Poucas vezes me decepcionei com um camenére como este, em visita ao supermercado Perin de Vila velha, onde minha amiga Laucimar trabalha, me deparei com esta garrafa e ela me falou me leva, bonita com os apelos de serie especial, não aguentei e comprei a 75,00 reais para conhecer. Após aberta a garrafa e colocar na taça se mostrou com uma coloração bonita roxo brilhante, com aromas tipicos. Até ai tudo bem, mais o colocar na boca travou com uma aspereza que me incomodou muito. Não recomendo, inclusive pelo preço que a mesma vinícola apresenta vinhos com preços trez vezes menor e melhor qualidade. Segue o que busquei no site da Concha y Toro :
Serie Riberas foi criado para desenvolver uma linha de vinhos de excelente qualidade, cuja característica marcante é a sua frescura. Esta pesquisa levou a plantação de vinha nas margens dos rios mais importantes do vinho do Chile principais regiões produtoras.
Cabernet Sauvignon tem origem nas margens do rio Tinguiririca, DO Marchigüe; Carmenere do rio Cachapoal, DO Peumo e Syrah do rio Loncomilla, D.O. San Javier. As castas brancas, Chardonnay e Sauvignon Blanc são das margens do rio Itata, DO Chillan eo rio Rapel, D.O. Colchagua, respectivamente.

As bacias hidrográficas que constituem a grande ato dos rios como corredores de topografia para a brisa fresca do oceano que moderar as temperaturas dia bem na terra.

Além disso, os corredores das bacias hidrográficas são baixas terras em que o ar frio se acumula durante a noite. Isto cria um padrão único térmica, proporcionando rajadas de frescura para as uvas e aumenta consideravelmente o desenvolvimento da uva de vinho ‘propriedades mais nobre.

Em geral, os vinhos originários de bacias hidrográficas têm altamente desenvolvida taninos frescos temperaturas durante a noite porque ajudam a formar as peles mais espessas nas bagas e, assim, um maior potencial de taninos e flavonóides, especialmente no caso dos vinhos tintos.

As rajadas de frescura abrandar e permitir maior controle sobre o processo de uvas de maturação. Aromas e sabores têm uma maior complexidade, concentração, elegância e personalidade, como quando os alimentos são permitidos a “ferver” na cozinha.

As condições climáticas nestes corredores são praticamente único no mundo. As “zonas costeiras do Mediterrâneo às alterações climáticas” é muito especial e caracterizada pela luminosa, dias quentes e noites frescas, nomeadamente, mesmo no verão.

Ribera del Cachapoal
Carmenère 2007
Enólogo: Marcio Ramírez
Uva: 90% Carmenere, Cabernet Sauvignon 10%
ST(86)

Região: Vinha Peumo, Margem norte do rio Cachapoal. D.O. Peumo Cachapoal Vale

Solo: Profundos, os solos argilo-limosa em terraços rio formado a partir de material aluvial varrido para baixo do rio Cachapoal.

Clima: Mediterrâneo, com uma longa estação seca, cuja temperaturas quentes do dia, especialmente na
primavera e no outono, são moderadas pela influência da vizinha Cachapoal Rio e Lago Rapel.

Colheita: 5-20 maio, 2007

Tempo de barrica: 14 meses de brinde médio de carvalho francês e americano