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Elaborado pela família Lurton, grande referência quando se fala em qualidade e inovação, o Kawin, palavra que significa “festa”, é um cabernet sauvignon com uvas provenientes do valle central chileno, aonde o clima favorece um melhor amadurecimento da uva. A proposta da vinícola de produzir vinhos de qualidade, com preços acessíveis, recorrendo a regiões secundárias em ascensão como o Chile se confirma na taça.

Kawin Cabernet Sauvignon 2010 – ST (86) - Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale Central – 13% – R$ 33,00
– Importador: Da Confraria. 

Vinho que atende sua proposta, leve, frutado e macio. Uma boa opção para festa ou para aqueles dias em que queremos somente beber sem maiores pretensões, saúde!

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Mais uma prova desse vinho Português que dificilmente decepciona nata taça. O Quinta da Bacalhôa é um Cabernet Sauvignon único, que evolui de forma surpreendente. Sua primeira safra foi em 1979. A Bacalhôa Vinhos de Portugal, fundada em 1922, sob a designação João Pires & Filhos, fez um longo percurso, afirmando-se como um dos mais inovadores produtores de vinhos em Portugal. Situada no litoral Oeste a Sul de Lisboa (Terras do Sado), é nesta região vitivinícola que se produz o famoso e tão apreciado Moscatel de Setúbal.

Avaliação Pessoal: ST (93) – Quinta da Bacalhôa 1999 – 12,5%.

Visual granada (tijolo), com halo de evolução, levemente turvo. Aromas de boa intensidade, frutas secas, mel, madeira velha, e própolis. O paladar se mostrou cheio de sabores, confirmando o nariz, ótima acidez, álcool integrado, taninos polidos, maduros e sedosos, bom corpo e um final longo. Um vinho que não cansa, delicia! Acredito que estava no seu melhor momento, embora tenha aparentado agüentar mais alguns bons anos de guarda.

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Vinhos que expressam o Terroir, essa é a melhor definição para os vinhos da Viña Tarapacá. Na verdade os vinhos chilenos em geral me remetem ao inicio da minha caminhada com o vinho, trazendo grandes lembranças. Essa semana a importadora Épice promoveu o seu Wine Road Show, uma mini feira de vinhos, para apresentar algumas vinícolas de seu catálogo. Dentro delas a Vinã Tarapacá. Surpreendi-me positivamente e descrevo um pouco de sua história e a minha opinião sobre alguns rótulos abaixo:

Tarapacá, uma das vinícolas mais importantes do Chile, foi fundado em 1874 em Maipo Valley, com um forte compromisso para com a qualidade e consistência do vinho. Com marcas de renome como Gran Reserva ou Reserva Tarapacá. É um dos principais representantes de vinícolas do Novo Mundo. Ocupando 2.600 hectares no Vale do Maipo, considerado o berço do vinho chileno, sendo 600 hectares com vinhedos, apresenta um terroir único para o nascimento de vinhos com alta qualidade.

Tarapacá é integrante da Viña San Pedro Tarapacá Wine Group, que congrega vinícolas no Chile e Argentina, de grande prestígio internacional. VSPT Wine Group é segundo maior exportador de vinho chileno, estando presente em mais de 60 países, estando em primeiro lugar no segmento de vinhos finos no mercado chileno.

A busca pela melhoria de seus vinhos levou a Tarapacá testar vários terrois para os seus vinhos “brancos”. Até 2009, seus a uvas de seus vinhos brancos eram provenientes do Vale de Maipo, migraram para Casablanca em 2010 e encontraram o seu terroir perfeito em 2011, o Valle de Leyda, onde as uvas encontraram uma sanidade incrível, que se expressa na taça!

Tarapacá Gran Reserva Sauvignon Blanc 2011 – Valle de Leyda – 100% Sauvignon Blanc – R$ 63,00- ST (90)

Visual amarelo translucido, com reflexo verdeal, aromas de frutas (Caja, manga) e um leve herbáceo. Paladar seco, com médio corpo. Ótima acidez, equilibrada com o teor de álcool. Retrogosto herbáceo e de frutas. Persistência média.

Tarapacá Gran Reserva Chardonnay 2011 – 100% Chardonnay – Valle de Leyda – R$ 60,00 – ST (91)

Visual amarelo palha, aroma intenso, amanteigado, frutado (abacaxi e manga em compota) e madeira delicada (notas tostado e baunilha). Paladar com boa acidez, gordo, evemente alcoólico, persistência média a elevada. Retrogosto frutado, com manteiga tostada e madeira. Um belíssimo Chardonnay!

Tarapacá Gran Reserva Carmenére 2011 – 97% Carmenére e 3% Syrah – Maipo – R$ 60,00 – ST (89)

Visual granada, quase intransponível, aromas de frutas vermelhas maduras, cedro, com toques de pimentão e balsâmicos. Paladar seco, bom corpo; bom equilíbrio entre acidez e teor alcoólico e taninos macios. Retrosto de frutas vermelhas, com toques de madeira e uma leve tosta. Persistência média. Uma delicia de vinho. Fácil de beber e entender sua proposta!

Tarapacá Gran Reserva Merlot 2010 – 100% Merlot – Maipo – R$ 60,00 – ST (87)

Visual granada com um fundo rubi, aroma intenso de frutas, especiarias, toques de caramelo e animais. No paladar com corpo médio, boa acidez e taninos macios. Levemente alcoólico, com final bastante frutado e longo.

Tarapacá Gran Reserva Etiqueta Negra CS 2010 – 85% Cabernet Sauvignon e 15% Cabernet Franc – R$ 100,00 – ST (90)

Visual rubi, nariz com notas intensas de frutas vermelhas, herbáceo e de mentol. O paladar é seco, e de bom corpo. Boa acidez, elegante, equilibrado e taninos macios. Retrogosto de frutas vermelhas, madeira e especiarias. Persistência média.

Zavala 2008 – Cabernet Franc 41%, Cabernet Sauvignon 31% e Syrah 28% – Maipo – R$ 230,00 – ST (91)

Zavala, vinho premium, é um corte de variedades de qualidade superior, é elaborado somente em vindimas excepcionais das uvas mais sadias do Maipo. Visual púrpura, tingindo levemente a taça. Aroma intenso, muita fruta, cereja, toques balsâmicos, algum chocolate; notas florais, especiarias e, baunilha. Paladar seco, corpulento, com ótima acidez equilibrada para o álcool, taninos muito marcados, porém muito finos. Ótima concentração de sabor. Persistente. Fino!

Tarapacá Late Harvest 2011 – Sauvignon Blanc, Gewurstraminer e Riesling – R$ – ST (87)

Dourada de média para boa intensidade. Aroma de frutas tropicais maduras, maracujá, mel e um toque de caramelo. No paladar apresentou média untuosidade, acidez um tanto discreta, com certo predomínio do álcool. Persistência média, com final tostado.

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Que tal provar um vinho amadurecido com Meteorito? Pensando em atrair visitantes para o seu Centro Astronômico, Ian Hutcheon, enólogo e astrônomo uniu suas maiores paixões: a astronomia e o vinho, que o levando a elaborar um vinho com meteorito. A idéia contou com a ajuda da Tremonte e de um amigo americano, colecionador de meteoritos.

Situada nas encostas do Monte Rekewa, margem sul do Vale de Cachapoal, no Chile, a vinícola Tremonte ganhou muito espaço na mídia com a história. Em resumo, um pedaço meteorito com 4,5 bilhões anos de idade foi colocado em seu processo de amadurecimento, no qual permaneceu por 12 meses em barrica. O meteorito usado é de 3 polegadas e, caiu no deserto do Chile cerca de 6.000 anos atrás. 

Além do Meteorito, a Tremonte elabora outros de ótima qualidade. Todos são engarrafados sob o olhar atento de Ian Hutcheon, que afiou suas habilidades em várias vinícolas chilenas, incluindo a Casa Silva, antes de passar para Tremonte como sócio.

Ian Hutcheon lançou recentemente outro dos seus vinhos regados a uma boa dose de marketing: o nome dele é “Sacrifício”, que foi engarrafado e depois enterrado em uma montanha para envelhecer. Falarei sobre ele amanha no blog.

Tive a oportunidade de conhecer na taça esta semana, na companhia de amigos, vários rótulos da vinícola Tremonte que estão sendo importados com exclusividade pela rede de supermercados Carone.

Começamos a noite de prova com três vinhos Reserva da Tremonte. Todos com preço de R$ 32,80
reais e já estão disponíveis no Carone.

Tremonte Reserva Merlot 2010: Bastante frutado, com uma goiabada casção evidente no nariz. Paladar seco, médio corpo, com boa fruta e persistência média. ST (84)

Tremonte Malbec 2010: encorpado, com menos fruta e mais austero e seco do que um Malbec argentino, me lembrou um vinho de Chaors (região francesa que originou a Malbec). Acredito ser um vinho que aguenta guarda. ST (87)

Tremonte Cabernet Sauvignon 2010: mais agradável e complexo (do painel reserva), mostrou notas de canfora, eucalipto e pimentão. Paladar fino, equilibrado, fruta na medida e um final agradável de média persistência. ST (88)

Ian Hutcheon, enólogo e astrônomo.

Meteorito Cabernet Sauvignon 2010R$ 41,90: um típico vinho chileno, boa fruta, baunilha, toques herbáceos fechados, discreto traço mentolado e goiaba. Corpo médio, com álcool e acidez equilibrados. Bom final de boca persistente. ST (88)

Agora os dois vinhos Top´s da vinícola:

Monte Rekewa 2010 Gran ReservaR$ 41,90: Um corte de 50% Cabernet Sauvignon, 25% carmenére e 25% Cabernet Sauvignon, amadurece por 8 meses em barrilde carvalho. Na taça mostrou aromas de boa intensidade, frutas vermelhas maduras, tostado e notas animais. Paladar com boa acidez, álcool apesar dos seus 14,9% não faz sentir, integrado, corpo médio, firme, taninos de boa qualidade, frutado e com média persistência. ST (89)

Oro de Los Coipos 2010R$ 62,80: Um corte de 55% Malbec e 45% Cabernet Sauvignon, amadurece por 12 meses em barrica de carvalho. Visual Rubi intenso, aromas de frutas maduras confeitadas, especiarias, floral e uma leve baunilha. Paladar gordo, boa acidez, quente, taninos macios, frutado, média persistência. ST (90) 

Outra novidade é que o Wine Store Carone de Vila Velha agora é também Bistrô. Vale muito a pena frequentar e apreciar a delicias preparadas pela Chef Arlete Nunes. Olha o Spaguetti ao ragu de cordeiro que provamos na degustação, de babar!!!

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Na noite desta terça-feira participei de um jantar harmonizado promovido pela dupla dinâmica Helio Massoni e Simey Santos, da Enótria, em parceria com a Importadora Vinci, no restaurante Mexido, aqui na capital capixaba. Para apresentar os vinhos esteve em vitória os representantes da importadora, Rafael Porto e Ederson Possatti, que deram conta do recado.

Filha do grande Nicolas Catena, o principal e mais respeitado nome do vinho argentino, Laura Catena é conhecida em todo mundo como embaixadora da uva Malbec. Estudou biologia em Harvard e medicina em Stanford, mas abandonou a medicina para dedicar-se a viniticultura em meados dos 90. É braço direito do pai nas Bodegas Catena Zapata como vice-presidente e ainda encontra tempo para dirigir suas próprias vinícolas, Luca (homenagem ao seu filho de mesmo nome) e La Posta. 

Os belos vinhos de Laura Catena

O cardápio foi desenvolvido pela equipe do restaurante mexido, comandada Chef Ana Beatriz Seguchi, junto ao Sommelier da Enótria Helio Massoni. Foi um show de qualidade, aonde a gastronomia formou uma parceria perfeita com os vinhos.

Prato: Mini dourado de brie com salada e redução de tangerina – (Nota 1000)

Começamos a noite com o Luca Chardonnay 2009 (uvas da Borgonha), R$ 149,00, ST (91). Passou por 12 meses em carvalho. Nariz com nota de abacaxi maduro, manteiga, damasco e mel. Paladar Cremoso, gordo, com ótima acidez dando suporte ao peso, com um final longo. Segundo Robert Parker, este soberbo branco é o candidato ao melhor Chardonnay da Argentina entra ano e sai ano, tendo merecido consecutivamente 92 pontos na safra de 2009. 

Prato: Camarões ao molho de ostra e gengibre (Picante)

Luca Pinot Noir 2009 (uvas da região de Pomar na França), R$ (149,00), ST (91). Aromas tradicionais de cereja, floral, terroso, taninos macios, ótima acidez, equilibrado. Aguentou bem o prato bastante picante. Recebeu 93 pontos de Robert Parker nessa safra de 2009, a nota mais alta concedida pelo crítico a um Pinot Noir argentino!  

Prato: Riso al Salto (rabada desfiada) – para comer de joelhos!

Luca Syrah Laborde Double Select 2009, R$ 142,00, ST (92). Visual perece petróleo, aromas de frutas maduras, couro e carne defumada, com notas de tostado de carvalho e especiarias. O paladar é rico, exuberante, com taninos bem estruturados, com fruta em compota e pimenta. Muito longo e persistente.

Prato: Escalope negro (no carvão), com legumes churrasqueados e purê de aipim. TOP

O quarto prato foi harmonizado com os dois vinhos TOP da vinícola; BESO DE DANTE 2009 (homenagem ao filho de meio de Laura Catena), R$ 189,00, ST (94), um corte de Cabernet Sauvignon (45%) e Malbec (55%), com uvas vale do Uco de 3 vinhedos diferentes,  um de Gualtallary com 1500 de altitude. Na taça mostra uma elegância incomum aos vinhos argentinos, muito cremoso, potente, um vinhaço.

O outro TOP é o LUCA MALBEC 2009, 100% Malbec, R$ 180,00, ST (91+), poderoso, mostra muita estrutura, gordo, porém com uma madeira destacada, que esconde a fruta tanto no nariz, quanto na boca. Mais vamos esperar, acho que mais uns 2 aninhos em garrafa essa madeira vai integrar.

Parfait de banana com chocolate, para fechar a noite com uma dose de glicolse!

MEXIDO RESTAURANTE - R Affonso Cláudio 259 lj 4 - Praia Canto – Vitória, ES | CEP: 29055-570 – Tel: 3315.80.92

Enótria – Av. Rio Branco, 1383 – Praia do Canto – Vitória-ES – 55 (27) 3345-8696 -  enotria@enotria-es.com.br

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Dando seguimento as novidades diretamente do Sul do Brasil, hoje falo sobre um vinho brasileiro da Campanha Gaúcha que leva uma dose de Marketing e Publicidade, seguindo uma tendência no Brasil e no mundo. Nesse caso, como se pode ver no vídeo, a vinícola aproveita a obrigatoriedade de ter uma menção no rótulo do órgão regulador, e dá um toque importante e que está na moda em virtude da Lei Seca. O rótulo diz: Se beber, vá de carona! Sem dúvida é um conselho importante para conter o alto índice de acidentes com veículos motores no Brasil.

A criação do Vinhedo Routhier & Darricarrère, em Rosário do Sul, Região da  Campanha Gaúcha foi iniciado em 2002, pelos irmãos Pierre e Jean Daniel Darricarrère -franceses, criados no Uruguay, vieram para o Brasil na década de 70 para estudar.

Juntamente com o projeto de plantação de frutas cítricas, plantaram  6 hectares de videiras de Cabernet Sauvignon e Chardonnay.

Ao perceber o potencial vitivinícola da Campanha Gaúcha, a família Routhier decidiu ir mais longe na sua paixão pelo vinho e acompanhar a família Darricarrère neste projeto também.

O vinho custa 65,00 e agrada na taça. Mais informações acesse http://www.redvin.com.br.

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Para quem acompanha o blog sabe da minha paixão pelos vinhos evoluídos, antigos. Nessa fase, eles apresentam características únicas, os taninos se arredondam e o buquê se desenvolve, ganhando complexidade. Difícil é saber o time, momento certo para abrir a garrafa. Ultimamente tenho provado e me surpreendido bastante com vinhos evoluídos ditos mais simples. Tendo me agradado o mesmo, ou mais, que vinhos TOP de grandes vinícolas. Uma dessas experiências aconteceu nesse final de semana ao provar Montes Alpha Cabernet Sauvignon 1995, que no alto dos seus quase 18 anos, mostrou vida e capacidade de me agradar na taça.

Verdadeiro clássico da América do Sul, o Montes Alpha foi o primeiro grande tinto chileno, inspirado nos melhores vinhos de Bordeaux. Foi eleito o “melhor Bordeaux chileno” pela revista Decanter, e equivale em qualidade a um “cru bourgeois” de preço três ou quatro vezes maior.

Avaliação Pessoal: ST (88) – A safra atual é vendida por 98,00 reais na importadora Mistral

  • No visual mostrou uma coloração bastante atijolada, nariz com notas balsâmicas (pinho e cedro), cravo, e um leve defumado. Na boca é leve, desenhada sobre certa secura, mostrando que os taninos ainda sobrevivem. Confirma as notas do nariz, com um final com média persistência. Agora lembre-se, um bom vinho é, acima de tudo, um vinho do qual você goste suficiente para beber, porque o principal objetivo do vinho é levar prazer a pessoa que o bebe. 

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Um dos principais vinhos do Chile, e o top da vinícola chilena Santa Rita, foi batizado de “Casa Real” em 1880 pelo fundador da empresa, Domingo Fernandez Concha. Seu vinhedo em Buín, Vale de Maipo, ao sul de Santiago foi replantado nos anos 1950, formando a base do corte desse raro tinto do Chile, realmente chileno, por não fazer parte de nenhuma de nenhuma joint venture, bancada por estrangeiros. A marca sido supervisionada há duas décadas por Cecilia Torres, a primeira mulher a se tornar vinicultora de alto nível no Chile, significou a evolução qualitativa do Casa Real, que teve seu estilo baseado no carvalho desde 1993 e mudando de estilo a partir de 1997, com uma maior concentração de fruta.

Avaliação Pessoal: ST (94) – Chile – Vale de Maipo – 100% Cabernet Sauvignon – 14% – 15 meses em barricas de carvalho – R$ 350,00 – Importadora Grand Cru

Visual púrpura muito escura, aromas intensos de frutas escuras muito maduras (ameixas e amoras), chocolate, notas terrosas e florais elegantes (violetas), e um fundo de carvalho tostado. O paladar é rico, com bom equilíbrio, muita concentração, taninos finíssimos, e uma longa persistência. O retrogosto é elegante, com a madeira fazendo o contraponto perfeito para a fruta. Um vinhaço!

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A importadora Capixaba
Da Confraria promoveu em sua sede, ontem, 30 de Julho (segunda-feira), uma degustação com 12 vinhos. O evento foi voltado para o lançamento oficial da linha de vinhos chilenos
François Lurton Hacienda Araucano, tudo comandado pelo sommleier Cleber Alves, que descreve um pouco sobre a importadora e a vinícola no vídeo acima.

A vinícola acabou de receber o certificado de “vinhos biodinâmicos”, que nada mais é que a valorização do solo e da planta em seu habitat natural, através do uso de preparações e compostos de origem vegetal, animal e mineral (parte biológica), em épocas precisas, levando em conta as influências astrais e os ciclos da natureza (parte dinâmica).

A família Lurton tem vinho nas veias: dois patriarcas, irmãos, geraram uma descendência de cerca de 15 viticultores, enólogos, négociants, enfim: uma geração inteira dedicada ao vinho. Jacques e François, filhos de André Lurton, uma lenda em Bordeaux. Sempre tiveram idéias revolucionárias para os padrões conservadores franceses,fazem experimentos com uvas pouco tradicionais em regiões novas, defendem o uso do Screwcap, lançam mão de design arrojado misturado à cultura regional para promover seus vinhos. Iniciaram suas carreiras como consultores, trabalhando ao redor do mundo como flying winemakers. Sua experiência internacional rendeu-lhes contatos e uma interessante noção sobre a geografia vinícola de diversos países, onde começaram gradualmente a realizar sua produção própria. Decidiram então produzir vinhos de qualidade, mas com preços acessíveis, recorrendo a regiões secundárias em ascensão em países como o Chile, a Argentina e a Espanha, além de estabelecer parcerias com produtores no Uruguai, Austrália e Portugal.

Credito da foto acima: Arismario OLiveira

A turma escalada para avaliar os vinhos: Em pé; Sidney Santiago, André Andrès, Leonardo Conick (proprietário), eu, Tom (restaurante Timoneiro) e seu amigo. Sentados; Fred, Julio Lemos (Papaghut), Elvecio Faé (diretor ExpoVinhos Vitória), a Premier Sommelier Sonia Aiello, Cleber Alves e Rafael Dias (Espaço D.O.C).

Os vinhos na taça surpreenderam, em sua maioria apresentaram uma ótima relação custo beneficio com preços que vão de 29,00 a 329,00. O destaque em minha opinião ficou com os vinhos mais baratos, já que os mais caros tinham a obrigação de ser bom. Dos 12 vinhos 4 classifico como “Bom e Barato”.

Vinho Branco Kawin Sauvignon Blanc 2011 – Chile – 100% Sauvignon Blanc – Vale Central (Vale Casablanca, Curicó e Lolol) – 12,5% – R$ 29,00
ST (88)
– “Bom e Barato

A melhor relação custo x beneficio da noite, este SB, mostrou na taça aromas típicos de frutas tropicais e um leve herbáceo. O paladar é leve, frutado, acidez equilibrada e refrescante. Um vinho fácil de beber e entender a sua proposta. Ótima compra.

Vinho Branco – Araucano Sauvignon Blanc 2011 – Chile – 100% Sauvignon Blanc – Vale do Lolol – Vale do Colchágua - 12,5% – R$ 69,00ST (86)

Esse outro SB que 5% é fermentado em barrica, mostrou mais acanhado no nariz, menos exuberante que o primeiro. O paladar é cremoso, menos frutado, com mais características minerais, bom equilíbrio, boa acidez, com final agradável.

Vinho Branco GRAN ARAUCANO CHARDONNAY 2007 – Chile – 100% Chardonnay – Vale do Colchágua – 14% – R$ 129,00ST (88)

O Chardonnay mostrou aquele “encanto de degustação”, visual amarelo ouro, límpido, brilhante, aromas bastante intenso, lembrando manteiga de pipoca, mel, damasco, baunilha. O paladar e gordo, frutado, boa acidez, porém pecou no equilíbrio, a madeira poderia ter menor destaque, escondeu um pouco a fruta. Uma questão de gosto pessoal.

Vinho Tinto Kawin Cabernet Sauvignon 2010 – Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale Central – 13% – R$ 29,00ST (86)

Vinho que atende sua proposta, leve, frutado, sem maior pretensão, excelente opção para festa.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA CABERNET SAUVIGNON 2009 – Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale do Colchágua – 14% – R$ 49,00
ST (88)
– “Bom e Barato

O CS reserva já mostra uma maior complexidade, aromas de pimenta do reino moída na hora, frutas negras e vermelhas. Paladar mostrou taninos firmes, bom corpo, frutado e uma acidez adequada. Ótima opção para um churrasco.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA CARMENÉRE 2010 – Chile – 100% Carmenére – Valle de Colchagua – 13,5% – R$ 49,00
ST (87)
– “Bom e Barato

O Carmenére também me agradou, notas típicas de pimentão, especiarias e frutas vermelhas. O paladar é frutado, bom corpo, boa acidez e uma boa persistência.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA PINOT NOIR 2010 – Chile – 100% Pinot Noir – Vale Central – 13,5% – R$ 69,00ST (88)

Muito morango maduro, groselha e cereja. Paladar fresco, corpo leve, fácil de beber e de agradar.

Vinho Tinto HUMO BLANCO 2008
- Chile – 95% Pinot Noir e 5% Syrah – Vale do Lolol – 15,5% – R$ 109,00ST (90)

Mais contido no nariz, porem com uma boca deliciosa, cremoso, frutado, madeira muito bem colocada, equilibrado e um final longo.

Vinho Tinto ARAUCANO RESERVA SYRAH 2011 – Chile – 100% Syrah – Valle de Colchagua – 14,5% – R$ 65,00
- ST (88) – “Bom e Barato

Vinho bastante agradável, muito redondo, pronto, fruta docinha, um verdadeiro “vinho feminino”.

Vinho Tinto CLOS DE LOLOL 2009 – Chile – 38% Carmenere, 28% Cabernet – Sauvignon, 20% Syrah, 14% Cabernet Franc – Vale do Lolol – 18 meses em barricas de segundo uso – 14,5% – R$ 109,00ST (90+)

Esse corte apresentou notas de anis, floral e frutas vermelhas. O paladar tem bom corpo, taninos finos, boa acidez e boa persistência final.

Vinho Tinto GRAN ARAUCANO CABERNET SAUVIGNON 2009 – Chile – 100% Cabernet Sauvignon – Vale do Colchágua - 18 meses em barricas (70% novas, 30% de segundo uso) – 14,5% – R$ 149,00ST (90+)

A primeira nota no nariz foi a ade azeitona preta, que se dissipou abrindo muita fruta, ameixa, goiaba e um fundo de baunilha. O paladar é denso, boa acidez, gerando um frescor agradável, frutado, leve mineral, com um final agradável.

Vinho Tinto ALKA CARMENERE 2009 – Chile – 100% Caemenére – Vale do Colchágua – 18 meses em barricas de carvalho – 15% – R$ 329,00ST (92+)

Com toda a obrigação de ser bom, Alka, o TOP da vinícola, apresentou notas exuberantes no nariz, café torrado, caixa de charuto, madeira nobre, fruta vermelha e baunilha. O paladar confirma a qualidade e as notas do nariz, muito cremoso, frutado, equilibrado, precisando de uns anos em garrafa para apresentar maior complexidade. Belo vinho!

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Tudo que o produtor faz, desde a escolha do vinhedo e das variedades de uva até o modo de elaborar o vinho, visa determinar o estilo de vinho a ser produzido. Na hora de comprar a bebida, a variedade de marcas e produtores pode nos deixar confusos, por isso, é bom identificar os estilos de vinho de você gosta e usá-los como ponto de partida. Sem duvida, ao colocar o nariz na taça e sentir os aromas do Don Melchor 2000, fui transportado para o meu ponto de partida, o início de toda a paixão que me impulsionou a minha curta história de doze anos no mundo do vinho, que combinou com a safra em questão.

Vinho ícone da vinícola Concha y Toro, o Don Melchor faz parte da história vitivinícola chilena. Para ele, é destinada uma área exclusiva com predominância da Cabernet Sauvignon. Teve a sua primeira safra em 1987, e tem uma equipe técnica e diretor a parte.

Em seus cinco primeiros anos, havia uma concentração forte da fruta, que a partir do seu 5º ao 15º ano, foi trabalhado um pouco mais dos aromas, da elegância, buscando uma complexidade maior. Deste ano em diante, houve uma grande revolução. Mesmo com toda sua complexidade, a fruta ficou mais contida.

Segundo o site do produtor, a safra foi marcada por bom tempo, um inverno frio e chuvoso marcou o início do ano. Mais tarde, durante a primavera e o verão, embora as temperaturas eram suficientes para um desenvolvimento equilibrado da vinha, as temperaturas eram ligeiramente abaixo da média histórica da região. Este último além de algumas chuvas em meados de abril, foi estendido o período de colheita em busca de frutos maduros da Cabernet Sauvignon.

Mundialmente, o Brasil representa de 8% a 10% das vendas do vinho. Isso coloca o País em terceiro lugar, somente atrás de Canadá e Chile.

Avaliação Pessoal: ST (98) – Don Mechor 2000

Na taça mostrou visual acastanhado, já mostrando halo de evolução, com lagrimas finas e numerosas. Aroma intenso de frutas negras, ameixas negras e amoras, especiarias, ervas, toque mentolado, alternado com o passar do tempo. Paladar é encorpado, ótima acidez e taninos finos. Fechando com uma persistência muito longa. Um vinho que deve evoluir bem, mas acredito estar no seu melhor momento!

Chile – D.O Puente Alto – 100% Cabernet Sauvignon – Importador: VCT

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