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Neste final de semana, reunimos um grupo de amigos no restaurante La Cave aqui na capital Capixaba com o objetivo de sempre, jogar conversa fora, comer bem e lógico, provar bons caldos. Dentro da proposta de provar o Château
Reignac 2004, fizemos uma mini bateria de Bordeaux, para avaliar a sua qualidade perante os demais. O vinho é um corte de 75% Merlot e 25% Cabernet Sauvignon, que passa por 19 meses em barricas de carvalho novas. Sua produção é supervisionada pelo enólogo Michael Rolland.

Para que ainda não sabe, o Château Reignac de (14,90 euros), no Brasil (220,00), se consagrou em segundo lugar, ficando a frente dos míticos Lafite, Latour, Ausone, Mouton, Petrus, Haut-Brion, Margaux e Cheval Blanc, em um a degustação às cegas, no qual participaram avaliadores de alto gabarito e um oficial de justiça para atestar a prova, assista ao vídeo.

O castelo Reignac foi construído no século 17 e está localizado na parte alta de Saint-Loubes na confluência da AOC L`Entre Deux Mers e tem uma particularidade  de juntar os melhores solos da região.

A produção é limitada pela colheita verde (tira muita uva e seleciona somente as melhores). A colheita é manual. Depois da parte de amassamento em pequenos tanques de inox, a criação se faz em barricas de carvalho francês durante nove meses.

Parabéns ao chefe Paulo Gaudio, risoto gruyère e o filé alto estavam perfeitos!

Avaliação Pessoal: ST (93+) RP (91) Chateau Reignac 2004

O vinho na taça mostrou porque bateu grandes vinhos de Bordeaux.

Decantado por mais de uma hora mostrou um visual com alta intensidade de cor, violáceo, sem halo de evolução, límpido e brilhante. O nariz apresar de baixa intensidade apresentou notas de frutas vermelhas maduras (framboesas) junto com notas de baunilhas, florais e especiarias. O paladar foi o que mais me chamou atenção. Ótima acidez, corpo gordo, muito equilíbrio com os taninos finíssimos. O meio de boca é extremamente macio e elegante com notas minerais, fresco e muito longo. É um vinho que realmente surpreende pela textura, elegância.

França – Bordeaux – 75% Merlot e 25% Cabernet Sauvignon – 13,5% – Onde comprar: Espaço D.O.C – (27) 3024.12.22 – R$ 220,00

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Depois de ter provado a safra 2009 do Smith Haut Lafitte Blanc (Pessac-Léognan) 2009 no evento promovido pela UGCB (Union des Grands Crus de Bordeaux), que esteve pela primeira vez no Brasil em março deste ano, tive a oportunidade de provar outra safra, a 2003.

Com o dinheiro de seu negócio de roupas esportivas e com seu considerável talento e entusiasmo, os Cathiard têm, desde 1990, transformando a reputação de sua famosa e antiga propriedade, com a modernização do vinhedo, da adega, do Château e do vinho. O branco, mesmo não sendo um cru classe, é um dos melhores da região.

Avaliação Pessoal: ST (94)

  • Visual amarelo palha claro, bastante intenso no nariz com notas erva frescas, frutas brancas maduras, e baunilha. No paladar se apresentou fresco, com acidez média, confirmando o nariz… frutas brancas maduras e um leve dulçor que não atrapalha. Madeira muito bem colocada e de ótima qualidade. Persistência longa. Um vinho elegante, delicioso! A safra 2003 foi ótima para os brancos na região. Normalmente são vinhos longevos, durando 20-30 anos, porém a acidez frágil do vinho em questão, compromete a sua evolução.

França – Martillac – Gironde – Bordeaux – Chateau Smith Haut Lafite ( D. Cathiard) – 90% Sauvignon Blanc, 5% Sauvignon Gris e 5% Semillon – Enólogo: Yann Laudeho – 12 meses em barricas de carvalho francês ( 50% novos) – Tanoaria própria. – $ 55 dólares.

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Após a morte de seu fundador Henri Martin em 1991, seu genro Jean-Louis Triaud assumiu com a tarefa de preservar o negócio. Ele só não manteve como também melhorou a qualidade dos vinhos, e, embora não tenha entrado na classificação de 1855, nos últimos 25 anos o Château Gloria vem produzindo vinhos à altura dos seus vizinhos Cru Classé. Possui 50 hectares de vinhedos espalhados em St-Julien, produzindo 20.000 caixas em média.

Em recente encontro promovido no Rio de Janeiro pela UGCB tive a oportunidade de degustar a safra 2009, que me impressionou positivamente na taça. Agora no final de semana provei a safra 2001, cortesia do amigo Julio Portugal e confirmou a qualidade, acrescentando muita elegância.

País: França – Região: Bordeaux/Saint-Julian – Uva: 65% Cabernet Sauvignon, 25% Merlot, 5% Cabernet Franc e 5% Petit Verdot – Graduação Alcoólica: 12,5%

Visual: Acastanhado com halo de evolução e límpido e brilhante.  

Aroma: Bastante complexo, frutas vermelhas e negras, estábulo, torrefação, notas balsâmicas e madeira velha.

Paladar:  O paladar apresentou médio corpo, notas confirmando o nariz, excelente estrutura tânica, acidez adequada, muito elegante com final bastante longo. Acredito que provamos na hora certa.

Amadurecimento: 14 meses em barricas de carvalho francesa

Harmonização: Carnes vermelhas e de caça

Onde encontrar em Vitória:
Ville du Vin 

Site Vinícola: 
http://www.chateau-gloria.com/

Preço: 350,00

Avaliação Pessoal: ST (91) excelente

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Esta foi a minha contribuição para uma mini vertical de Bordeaux realizada em minha casa na noite de sexta feira com amigos e amigas presentes. Mas infelizmente na taça não correspondeu a “minha” expectativa pela segunda vez, a primeira com a safra 2000, uma pena. Logicamente a expectativa é marcada por uma régua grande e alta, lembrem-se disso.

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Um dia desses recebi um email Marketing da loja Grand Cru local é fiquei bastante animado. Nele falava sobre um Bordeaux super custo-benefício ao preço de 39,00, o Château La Motte 2009. Fui a loja para uma apresentação de novos rótulos e aproveitei para comprar uma garrafa, mais já tinha acabado. Na noite de ontem em um jantar com amigos no restaurante Argento Parrilla em V.V, um amigo levou às cegas, tudo que eu queria, afinal às cegas tudo fica mais claro, livre de preconceitos e algumas “cositas” mais.

Avaliação pessoal: ST (84) = Bom

Visual levemente acastanhado, aromas de frutos secos, ameixa cozida, leve destaque da madeira. Na boca mostrou ser um vinho pronto, redondo, fácil de beber, levemente adocicado, sem maiores pretensões. Acredito ser um vinho para ser degustado solo ou com comidas de menor peso. Na noite não conseguiu suportar um bife ancho a moda argentina. O seu ponto positivo é a possibilidade de acesso aos iniciantes ao mundo do vinho francês, taxados como caros, gerando conhecimento e referência no futuro.

França – Medoc e Pauillac – 87% Merlot, 13% Cabernet Sauvignon – 14% – Importador Grand Cru, R$ 39,00

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Vamos lá meus amigos, mais um vinho evoluído que degusto neste feriado. Desta vez falo um pouco do Château Léoville Poyferré 1983 um St Julien Deuxièmes Crus de Bordeaux. Em relação ao Palmer postado anteriormente a expectativa era bem mais favorável, nota melhor de RP, sites também dando boa avaliação.

Uma das coisas que mais gosto de um vinho antigo é o ritual, o cuidado em abrir a garrafa, conseguir retirar a rolha, expectativa pelos aromas diferenciados, terciários, evoluídos que fazem a gente abrir um sorriso. Neste caso como se vê acima a situação da rolha era dramática, afinal era um jovem de 28 anos.

Uma razão para a incomparável regularidade de St-Julien nos últimos anos é que 80% dos 900ha são propriedades de 11 Châteaux Classificados de alto nível, 5 deles segundo vinhedo e todos comprometidos com a qualidade. A outra razão é a localização: denominação pequena de Médoc, a Aoc St-Julien inclui 2 platôs cascalhosos bem expostos e com boa drenagem de frente para o Estuário de Gironde. A vinha predominante é a Cabernet Sauvignon, mais o produto de St-Julien, ao contrario dos vinhos potentes de Pauillac, é mais contido, de caráter frutado mais agradável, marcado pelo equilíbrio, mais igualmente longevo.

Hoje quem vai descrever o vinho é o meu amigo Marcos Fonseca.

Avaliação:

Um vinho nitidamente mais estruturado, dominado por frutas escuras com traços de verniz e grafite. Não apresentou a mesma complexidade aromática e elegância do Palmer. Um pouco tímido, destacou-se mais pela integridade e estrutura, o que já é um grande mérito para um vinho com quase 30 anos de estrada.

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Dando continuidade aos comentários sobre os vinhos da noite de ontem, vou falar um pouco sobre o Château Palmer 1980. Sabendo os vinhos que ia degustar nesta noite fiz um pesquisa de opiniões sobre o vinho, já que com 31 anos achava difícil estar exuberante. A opinião que mais me chamou atenção e me deixou com medo foi a de RP que em 1984 avaliou com 72 pontos e relatou que o vinho estava em sério declínio e orientou para ser degustado logo. Mais o cara errou, o vinho estava inteiro e liberando muito prazer na taça….

A vinícola foi criada no século XlX pelo major-general Charles Palmer, oficial inglês do exército de Wellington, e hoje pertence a um consórcio de famílias holandesas, inglesas e francesas. Por anos a reputação do Palmer excedeu seu nível de terceiro vinhedo, e nos anos 60 e 70 os vinhos foram de fato superiores ao Château Margaux. Boa porcentagem de Merlot contribui para sua textura aveludada, e investimentos recentes (1995) em novas instalações mantiveram a qualidade. O segundo vinho se chama Alter Ego.


Avaliação Pessoal: ST (91) RP (72)

Visual acastanhado, levemente turvo, aromas bastante complexos de torrefação, alcatrão, casa antiga, mentol, canfora e um leve vegetal que se alternavam todo momento na taça. O paladar se mostrou totalmente redondo, taninos macios, acidez presente, com média persistência final. Uma bela surpresa pela sua idade!

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Porque a França tornou-se o lugar mais famoso do mundo para o vinho? Por um motivo: os franceses fazem isso há muito tempo. Mesmo antes dos romanos conquistarem a Gália e plantarem os vinhedos, os gregos chegaram com seus vinhedos.

Igualmente importante é o terroir francês, a mágica combinação de clima e solo que, quando dá certo, pode gerar uvas que fazem vinhos de tirar o fôlego.

Um bom exemplo é este vinho, Clos Badon 2006, degustado esta semana com um grupo de amigos….

Avaliação Pessoal: ST (93+)

Vinho muito elegante, notas de torrefação, estrebaria, baunilha e especiarias. O paladar é harmônico, mostrando muito equilíbrio no tripé, taninos, acidez e álcool. Um daqueles vinhos que ficamos só sentindo os aromas, da pena de beber!!!

França – Saint-Emilion – 50% Merlot, Cabernet Franc 40%, 10% Cabernet Sauvignon – 18 meses barrica nova – Importador Casa do Porto, R$ 310,00

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O excesso de álcool é prejudicial à saúde! Se beber não dirija!

Esprit L´Eglise Pomerol 2005

A região de Pomerol é conhecida pela produção de vinhos aveludados e elegantes em pequenas propriedades rurais. Não existe uma classificação de Pomerol, mesmo tendo um filho ilustre como Chateau Petrus um mito para nós enófilos, mais logicamente merecendo uma classificação maior possível.
O clima da região e de grandes variações de temperatura durante o dia e com chuvas mais constantes na primavera, sendo que no verão e inverno mais seco. O grande diferencial desta região é o seu subsolo, que se constitui de uma verdadeira “panela de ferro”, conhecida na região como “crasse de fer” ou “machefer”, com pedregulhos a leste e argila no centro e ao norte. As principais uvas de Pomerol são a Merlot,Cabernet Franc e a Cabernet Sauvignon.

Descrição do vinho:

Coloração turva e escura, com aromas de baunilha e ameixa, na boca seu grande forte, muito macio apesar de ser um 2005, com retrogosto maravilhoso de ameixa, taninos presentes e acidez muito boa, harmonizou com uma polenta com ragu de linguiça de pernil. Não ouve evolução em taça talvez por ser prematuro. Denota ser um vinho feito com muito capricho. Mais a discussão que passo a todos é, por estar tão pronto e macio será que vai ter um futuro longo? Ficamos na duvida sendo que os taninos estavam macios mais adormeciam e penicavam a gengiva. Gostaria da opinião dos amigos enófilos de plantão !
Pais: França
Região: Pomerol
Uvas:  70% Merlot e 30% cabernet franc de videiras em média 35 anos.
Safra: 2005
Vinícola: Clos L’ Eglise
Graduação: 13,5%
ST(91+)
MF(90+)