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“Produtor do Ano 2009″ na Revista de Vinhos, Júlio Tassara Bastos sustenta duas convicções: que tem em mãos a mais bela quinta da região de Estremoz no Alentejo, presente do rei D. João V à sua amante Dona Maria, denominada na altura Quinta do Carmo; e que nela pode elaborar alguns dos melhores vinhos de Portugal, num estilo de potência arrebatadora, porém gloriosamente frescos e minerais. Ao desfazer a sociedade com a Domaines Barons de Rothschild, Júlio não hesitou, reequipou a adega que produzia vinhos há 130 anos e comprou vinhas com 40 anos de idade. Chegou ao topo novamente, agora para ficar.

O clima da região é temperado com características mediterrâneas e continentais, caracterizado por primaveras e verões excessivamente quentes e secos. A precipitação anual é de 500-650mm, concentrando-se sobretudo nos meses de inverno. Os valores relativos à insolação são muito elevados, particularmente no trimestre que antecede as vindimas, contribuindo para a perfeita maturação das uvas e qualidade dos vinhos.

Solos predominantemente argilo-calcários, ricos em minerais (xisto, granito e mármore). Uma característica peculiar dos vinhedos é que não são irrigados, submetidos então com freqüência a um stress hídrico controlado. O que colabora para obtenção de cachos menores, em baixos rendimentos e com alta concentração de extrato e acidez.

Avaliação Pessoal: ST (87) = Muito bom

Vermelho vibrante, aromas de frutas em compota, negras e vermelhas, floral, especiarias e um leve vegetal. O paladar tem médio corpo, acidez equilibrada, taninos macios, madeira integrada, com retrogosto frutado finalizando com boa persistência.

Portugal – Alentejo – Borba – Estremoz – 30% Syrah, 30% Petit Verdot, 30% Cabernet Sauvignon, 10% Touriga Nacional. – 14,5% alc – Importador Decanter

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A vinícola Tommasi é uma empresa familiar fundada em 1902. Ele está situado em Pedemonte, no coração do Valpolicella Classico, uma faixa de terra que estende a noroeste de Verona.

As colinas de Valpolicella é uma terra privilegiada não só para a história, cultura e tradições, mas também pela beleza da paisagem e a vocação extraordinária para a viticultura.

A partir de um pequeno vinhedo de seu avô James, Tommasi foi consolidada ao longo dos anos e hoje se estende por 135 hectares de vinhas nas zonas DOC da província de Verona e 66 hectares na Toscana Maremma.

“Ca’ Florian” é uma pequena vinha com uma inclinação particularmente adequada para o cultivo de uvas, com grande exposição ao sol.

A partir da safra 2001, Tommasi Amarone “Ca ‘Florian” foi produzido a partir de aproximadamente 70% Corvina Veronese, Rondinella 25% e Molinara 5%. Ele passa por envelhecimento de 2,5 anos em barris de carvalho esloveno de 35 hectolitros e um adicional de 6 meses em “Tonéis” de 500 litros, antes de ser colocado em garrafas por um novo período de envelhecimento de pelo menos mais um ano.

Avaliação Pessoal: ST (91+) = Excelente

Visual acastanhado, aromas complexos de uva passa, cereja, chocolate, ameixa cozida, couro e café. Na boca confirma o nariz, muita concentração, equilibrado com retrogosto saboroso e muito longo. Um vinho para meditação.

Itália – Verona – Corvina Veronese 70%, Rondinella 25% e Molinara 5% – 15% – R$ Cortesia do Dr. Flavio Maraninchi

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A história da viticultura no Ribatejo, Portugal, perde-se nos tempos, já que a existência de vinha no Ribatejo é muito anterior à nacionalidade, conforme atestam os amarelados manuscritos em papiro, do tempo dos romanos que terão sido os principais introdutores da cultura da vinha nesta Região.

Sua área geográfica correspondente à Denominação de Origem Controlada Ribatejo, abrange a área de todas as suas sub-regiões: Almeirim, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Santarém e Tomar, desde 21 de Março do ano 2000. Antes dessa data, cada uma das sub-regiões correspondia a uma IPR independente.

O vinho degustado Conde de Vimioso é da Sub-região de Almeirim, assinado por João Portugal Ramos grande nome da vitivinicultura de Portugal, enólogo consultor, e desde 1992, como produtor engarrafador. O Alentejo foi a região eleita para produzir os seus primeiros vinhos, e depois de muitos rótulos de sucesso, veio o Ribatejo, tendo como objetivo prioritário engrandecer os vinhos desta região promissora.

Em 2004 nasce o seu projeto Falua, com instalações moderníssimas apetrechadas com os mais modernos equipamentos, aonde João Portugal traz uvas dos melhores vinhedos do Tejo – nova designação do Ribatejo – para transformá-las em vinhos de classe mundial.

Avaliação Pessoal: ST (90+) Muito bom

Visual roxo brilhante, aromas que encantam mesmo primários mostrando certa complexidade, hortelã, pimenta, floral, frutas negras com um dulçor na medida certa. O paladar é elegante, macio, confirma o nariz, com notas de pimenta e hortelã, acidez viva, com final saboroso e longo.

Portugal – Ribatejo – 50%Touriga Nacional, 30% Aragonês e 20% Cabernet Sauvignon – 14,5% – Importador Decanter – www.falua.net

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Os vinhos de Portugueses cada vez me encantam mais, muito pela sua capacidade de evoluir com grande qualidade. Na noite de sexta feira reunimos alguns confrades para uma degustação com tema Península Ibérica de 99 a 2003. Rodei a adega e decidi participar com este, o Esporão Private Selection Garrafeira 2003, um belo representante do Alentejo. Alentejo este, que produz vinhos, mais macios, supermaduros, mais fáceis de beber.

Esporão possui o maior vinhedo do país, resultados de anos de investimento do banqueiro e empresário João Roquette. A vitivinicultura fica a cargo de David Baverstock, um australiano com 20 anos de experiência de Portugal.

Avaliação Pessoal: ST (92+) Excelente

Rolha em perfeito estado, visual mostrando ligeira evolução e sedimentos aparente. Seus aromas apresentam encantadores aromas de coco, mentol, floral, madeira velha, frutas escuras. O paladar é elegante, delicado, aveludado, amplo com bom corpo, acidez viva com final longo e carregado de sabores. Foi muito bem com um Filé ao Poivre Vert.

Portugal – Alentejo – Alicante Bouschet e Aragonez – 15% – Importadora Qualimpor – Preço médio 200,00 na sua safra atual

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Acabou a minha expectativa, sábado passado pude conhecer na taça a mais recente safra de um dos vinhos mais admirados pelos Capixabas, o Memorias (2007). A safra 2007 do Chile está sendo considerada a melhor de todos os tempos, com condições climáticas super favoráveis.

A colheita ocorreu em Abril de forma manual e cuidadosa em caixas de 13kgs com baixa produtividade (5.400kg/ ha). Os cachos foram selecionados, desengaçados e levemente esmagados. O vinho foi submetido a uma crio-maceração de 8ºC por 5 dias com posterior início da fermentação alcoólica em 16 dias. Maceração pós-fermentativa de 15 dias e trasfega para amadurecimento em barricas.

Depois estagiou por 14 meses em barricas de carvalho francês novas (30%) e (70%) em barricas de 2º uso. Um ano em garrafa antes de sair ao mercado.


Avaliação Pessoal: ST (90+/93)

Rolha em perfeito estado, visual púrpura quase intransponível, aromas encantadores de tabaco, esmalte, café, herbáceo leve e o eucalipto tradicional. O paladar se apresenta com concentração nitidamente maior que a safra anterior, robusto, taninos firmes, acidez viva, com delicioso retrogosto frutado e longo. Um vinho que merece decanter de no mínimo de uma hora e uma boa carne de caça para harmonizar. Tem todas as características de um vinho de longa guarda.

Chile – Maipo – 80% Cabernet Sauvignon e 20% Carmenére – 15% – Decanter, preço médio R$ 120,00


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Encontrar vinhos com personalidade não é uma tarefa fácil, temos que girar muita taça por ai. Ainda mais sendo branco, onde estamos acostumados com vinhos das uvas Sauvignon Blanc e Chardonnay. Por estes dias conheci um branco diferente e agradável. Pomares é a linha introdutória da Vinícola portuguesa Quinta Nova, elaborado com uvas autóctones e de nomes esquisitos do Douro: Viosinho, Gouveio e Rabigato.

A uma altitude de 297m, existem três pomares do século XVIII – Pomar de África, Pomar das Laranjeiras e Pomar do Marco Pombalino – cujo valor e fertilidade inspiraram a criação deste vinho e dos demais da linha. Situados junto a linhas de água e harmoniosamente enquadrados nos patamares de vinhas que caracterizam a paisagem duriense, estes três pomares de singular beleza e grande valor histórico e cultural, são um símbolo de prosperidade e vitalidade.

Avaliação Pessoal: ST (88)

Visual amarelo palha, aromas mostrando boa complexidade, frutas cítricas, minerais e herbáceos. O paladar é curioso e cativante ao mesmo tempo, boa acidez, equilibrada, liberando bom frescor, com uma sensação de salinidade agradável, azeitona, vale a pena conhecer!

Portugal – Douro / Sub-região Cima Corgo – 13,5% – Viosinho, Gouveio e Rabigato – Grand Cru
R$ 44,00

Abrir uma garrafa de Mouchão é um verdadeiro prazer. É Sem dúvida um dos melhores e mais tradicionais vinhos de Portugal, elaborado por nada menos que Paulo Laureano em um terroir muito específico e impossível de se reproduzir. A casta Alicante Bouschet, encontrou na região as condições que lhe permitem um ótimo desenvolvimento com excelentes resultados enológicos. Proveniente da França, esta casta é para os franceses uma verdadeira dor de cabeça. O clima quente e seco do Alentejo garante o número de horas de sol que o Alicante Bouschet necessita, os solos de várzea, profundos, com uma camada de argila no subsolo que armazena água, as condições de relevo que rodeiam as vinhas e condicionam o seu microclima, permitem que as uvas desta casta sejam colhidas no ponto ótimo de maturação. No Mouchão também são plantadas as castas tintas Trincadeira e Aragonez e em menor escala as brancas Antão Vaz, Arinto e Roupeiro.

  • As uvas são vinificadas em lagares com pisa a pé e controle de temperatura. Após a fermentação, o vinho estagia durante 2 a 3 anos em tonéis de madeira com mais de 40 anos e capacidade superior a 2.000 litros.

Avaliação Pessoal: ST (90+)

Ao abrirmos a garrafa verificamos que a rolha estava vazada, que causou apreensão do grupo. Na taça mostrou de inicio aromas apagados, que com o tempo +- 1 hora depois começou liberar seus encantos, mentol, fruta madura, madeira velha e especiarias. O paladar estava gordo, amplo, macio, acidez viva, equilibrado, acompanhando muito bem um bacalhau…

Portugal – Alentejo – Alicante Bouschet 70% e Trincadeira 30% – 15% – 24 meses em carvalho Francês + 12 meses em garrafa – Importador: Adega Alentejana R$120,00

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Mais um vinho da vinícola Pascual Toso, depois de degustar seus espumantes e o Top Magdalena Toso, o Vivendo a Vida prova o Finca Pedregal 2006, região de Barrancas-Maipú, Mendoza, um corte 80% Malbec e 20% Cabernet Sauvignon, onde passa por 18 meses em barrica, sendo a Malbec em carvalho americano e a Cabernet Sauvignon em carvalho francês. Após descansa mais 10 meses em garrafa antes de ir para o mercado. Graduação alcoólica 14,5%.

Avaliação Pessoal: ST (91+)

Na taça sua cor parecia petróleo de tão escura. Os aromas se mostraram ainda primários, baunilha, coco e uma madeira um mouco exagerada que com tempo deve se integrar. O paladar é firme, robusto, literalmente uma pancada, parece que estamos mastigando o vinho. Uma ótima opção para acompanhar um corte de carne! Preço médio R$ 170,00.

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Pascual Toso – Avaliações

Depois de me desapontar com um Malbec argentino da mesma safra, falo agora do Clos de Los Site 2006, Mendoza, um corte 50% Malbec, 30% Merlot, 10% Syrah e 10% Cabernet Sauvignon. Este vinho é elaborado por Michael Rolland um dos mais requisitados consultores do mundo. Esteve semana passada no Brasil aonde concedeu uma coletiva para jornalistas e blogueiros, aonde falou mais sobre o futuro e a atual condição do vinho brasileiro. É muito criticado pelos métodos utilizados na elaboração de seus vinhos, formatando uma ditadura de qualidade, eliminando de forma lenta mais continua a tipicidade regional de qualquer país que trabalhe.

Os sete parceiros do projeto Clos de los Siete são: Laurent Dassault, também de Bordeaux, cuja família são os donos da Dassault Aviation, bem conhecida na França para a construção de aeronaves, incluindo o famoso jato Falcon e lMirage; Benjamin de Rothschild , do Chateau Clarke em Bordeaux, e os companhia de financiamento, Edmond de Rothschild , a família Cuvelier da propriedade St Julien de Chateau Léoville Poyferré ; a família d’Aulan da casa Champagne Piper Heidsick ; Catherine Péré Vergé , ex-proprietário do cristal fabricante Cristal d’Arque , mas também com interesses em Bordeaux comChateau Montviel e La Chateau Gravière .

Avaliação Pessoal: ST (90)

Visual ainda muito escuro, aromas típicos, com muita fruta madura, paladar confirma a fruta, bom corpo, equilibrado, taninos redondos, acidez presente, com média persistência final. Sem duvida um bom custo x beneficio, se não me engano na faixa dos 60,00 reais.

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O que podemos esperar de um vinho elaborado por um enólogo que na sua infância teve o seu primeiro contato com o vinho provando Château d’Yquem na mesa com seu pai e começou a produzir seu primeiro vinho no pomar de sua casa? Esse foi o início da história de Paul Hobbs no mundo do vinho. Hoje Paul é hoje um dos maiores enólogos do mundo, pioneiro nos métodos usados na elaboração de seus vinhos e agraciado pelos críticos com altas notas.

O Magdalena Toso 2006 ST (91+) é um projeto seu, em parceria com a vinícola Argentina Pascual Toso, uma das mais respeitadas da região. É um corte de 70% Malbec e 30% Cabernet Sauvignon, que estagiou por 18 meses em barricas novas francesas.


Na taça o vinho se apresentou com aromas de baunilha, hortelã, coco e muita fruta madura. O paladar mostra ser um vinho mais refinado, não espere aquela super corpo, e sim corpo médio, seus taninos são domados, com uma textura aveludada, bom equilíbrio, madeira bem colocada e um final com boa persistência. Ai vem aquela pergunta: vale os 290,00 reais no qual é vendido? A minha resposta é: depende do bolso! Foi um super casamento com o Bife de Acho do Chef Ivan di Cesar…

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Magdalena Toso