Amigos, depois de passar 15 dias em Portugal conhecendo diversas regiões vinícolas, começo hoje a falar da região dos Vinhos Verdes, uma das mais diferenciadas do país, marcada por uma forte influência atlântica e paisagens de tirar o fôlego.

Vinhos Verdes é a maior denominação de Portugal, com uma área de 34.000 hectares, dividida por vários pequenos vinhedos, de características próprias, com solos em sua maioria graníticos.

A denominação divide-se em nove sub-regiões distintas, Monção e Melgaço, Lima, Basto, Cávado, Ave, Amarante, Baião, Sousa e Paiva. Para ser considerado um verdadeiro Vinho Verde ele tem que ser produzido através de castas brancas Alvarinho, Arinto (localmente conhecida por Pedernã), Avesso, Azal, Loureiro e Trajadura, e para os tintos com as castas Borraçal, Brancelho, Espadeiro e Vinhão.

Porque o nome Vinho Verde? O vinho é verde?

Alguns dizem que o “verde” vem da à acidez e à frescura características do Vinho Verde e que fazem lembrar as uvas colhidas ainda verdes. Outros afirmam que a origem “Verde” é pelo fato do vinho ser produzido numa região muito rica em vegetação e por isso, muito “verde”.

Quando e com que harmonizar

Estes vinhos devem ser bebidos principalmente jovens e frescos. São parceiros ideais para o nosso clima, embora podem ser consumidos durante um clima mais frio, como aperitivos, saladas e pratos de peixe (bacalhau) e marisco. Também acompanham bem cozinha asiática.

A primeira parada foi na Quinta do Ameal, uma pequena (produção total 60.000 garrafas) e antiga propriedade iniciada em 1710, localizada em Ponte de Lima, sub-região do Vinho Verdes, norte de Portugal. Nesta sub-região, ao contrário das demais onde a Alvarinho é a casta rainha, é conhecida principalmente pela Loureiro, também autóctone, que tem como característica seu frescor, aroma muito floral e frutado, além da boa parceria com a madeira e capacidade de evolução.

Pedro Araújo (foto acima), proprietário e produtor da Quinta, decidiu no final dos anos 90 apostar nesta casta – na época, “esquecida” na produção de vinhos em grandes volumes – permitindo assim concentrar na variedade e extrair o melhor de seu potencial. Com 12 hectares de vinha, sem o uso de qualquer produto químico, resultam na elaboração de vinhos únicos, com uma elegância indiscutível.

Tanques de inox

Barricas de madeira usadas para elaboração do Escolha, marcando pouco o vinho.

O primeiro provado foi o Ameal Clássico 2005 e 2014, sem madeira, que mostra toda a tipicidade da casta – floral, frutado e com muita mineralidade, sendo o 2005 mais complexo e encantador. Já o Ameal Solo vem de um vinhedo separado, vinificado sem intervenção, portanto pode ser considerado natural, com as mesmas características do primeiro. E por fim o Escolha 2002 e 2014, produção 4.000 – (Loureiro) 100% fermentado em madeira, mostra mais estrutura e volume de boca, sem perder o frescor (cortante), em virtude da boa utilização da madeira. E envelhecem muito bem, ganhando principalmente no nariz.

  • Quinta do Ameal Clássico Loureiro 2014: R$ 85,00
  • Quinta do Ameal Escolha Loureiro 2013: R$ 170,00
  • Quinta do Ameal Solo 2014: 130,00

Disponíveis na importadora Qualimpor: www.qualimpor.com.br

Ameal Wine & Tourism Terroir – ENOTURISMO


Além dos vinhos de qualidade indiscutível, a Quinta lançou o projeto “Ameal Wine & Tourism Terroir”. A renovação de várias casas antigas existentes na propriedade ficou completa em maio de 2014. Estas casas e suítes estão completamente equipadas e decoradas para poder usufruir de todo o conforto sem ter que sair da Quinta. Foi uma experiência incrível ficar hospedado lá.





O projeto inclui descidas no Rio Lima de caiaque ou surf nas lindíssimas praias a 20 Km de distância. Passeios a pé nas montanhas, passeios de bicicleta ou mesmo uma caminhada ao longo da via com mais de 40 Km sempre ao lado do rio Lima. Excelentes restaurantes podem ser encontrados por perto da propriedade.


Para maiores informações: Email: quintadoameal@netcabo.pt | Telefone: (+351) 258 947 172 | Website: www.quitadoameal.com