A adega sul-africana, Hamilton Russell Vineyards, descobriu com as suas experiências, que as ânforas de barro criam vinhos com melhor estrutura do que os estagiados em barricas

Desde 2005 a propriedade que fica no Vale Hemel-en-Aarde  está a realizar experiências com fermentação e estágio de pequenas porções de vinhos Chardonnay em ânforas. Não é algo completamente biodinâmico, explica o proprietário, Anthony Hamilton Russell. Consegue-se maior estrutura, permite que o vinho amadureça sem taninos, a melhor forma  de lidar com a Chardonnay observa ele. Tem o mesmo efeito da barrica, sem o sabor do carvalho, acrescentou ainda.

Russell tentou primeiro com jarros de terracota, mas eram muito porosos. Depois passou finalmente para o barro, e encomendou quatro jarros de 160 litros que custaram 945 euros. É quase como comprar uma obra de arte, por causa do preço, mas comparado com as barricas, que só podem ser usadas por alguns anos, estas ânforas permanecem em boas condições por mais de 20 anos, ou até quebrar, rematou o produtor.

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