Seguindo o roteiro da viagem ao Sul do Brasil, chegamos a segunda parada, vinícola Miolo no Vale do Vinhedos. Localizado na Serra Gaúcha e inserido no encontro dos municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul, o Vale representa o legado histórico, cultural e gastronômico deixado pelos imigrantes italianos que chegaram à região em 1875, em perfeita harmonia com as modernas tecnologias para produção de uva e vinhos finos e infraestrutura turística de alta qualidade.

Pequenas propriedades rurais compartilham o território com vinícolas de diferentes portes, contemplando desde cantinas familiares, boutique e de garagem, assim como grandes empresas que contam com parcerias internacionais. 

Os vinhos do Vale dos Vinhedos apresentam identidade, sendo os únicos no Brasil a deterem Denominação de Origem. A região foi a primeira no país a ser reconhecida como Indicação Geográfica, sendo garantida pela Aprovale a origem dos vinhos finos aqui produzidos. 

Logo na chegada fomos recebidos pessoalmente por Adriano Miolo, diretor técnico da vinícola, no qual foi nos oferecido um Happy hour no heliponto ao ar livre regado com seus espumantes. Adriano me pareceu uma pessoa simples e acessível.

A empresa teve um crescimento explosivo, em curto espaço de tempo, no mercado brasileiro de vinhos finos. Embora a família trabalhe na viticultura desde 1897, partiu para a produção comercial de vinhos somente em 1990. O primeiro vinho da marca Miolo foi um merlot produzido com as uvas do Vale dos Vinhedos, sede da empresa. Em 20 anos, a empresa tornou-se líder no mercado de vinhos finos nacionais.

A Miolo Wine Group confirma esta liderança com cerca de 40% de market share, e referência em qualidade. A empresa elabora mais de 100 rótulos produzidos em seis projetos vitivinícolas no Brasil, em diferentes regiões, incluindo as parcerias internacionais com Argentina, Chile, Espanha, Itália e França. É a maior exportadora brasileira de vinhos e está entre as três principais produtoras de espumantes, com participação de 15% no mercado.

As empresas do grupo elaboram 12 milhões de litros de vinhos finos e possuem a maior área de vinhedos próprios no País, com 1.150 ha, todos de uvas viníferas, conduzidas pelo sistema vertical (espaldeira).

Turma maravilhada com o visual

Partimos para uma visita nos vinhedos, aonde como em todas as vinícola da região comemoram qualidade da safra 2012.

Uvas sadias, com maior concentração, que vão resultar em vinhos mais complexos e longevos.

Tanques de fermentação em aço inox

Fermentando

Provando o mostro do espumante safra 2012

Garrafas Magnum descansando!

Remuage automático, aonde a mão do homem é dispensada.

Equipamento automático de dégorgement e inserção do licor de expedição.

Berçário: é hora de dormir, bebê…..

Esterilização das garrafas

Belíssima sala de degustação

Fomos privilegiados com uma degustação histórica de Miolo Lot 43, com todas as safras já produzidas até hoje, que falarei em um post exclusivo, merece!!!

Finalizamos com um jantar na Ostearia Mamma Miolo, um restaurante típico, situado em casa centenária que conserva ainda a rusticidade do chão de terra batido, pertencente a Família Miolo. Fomos servidos de Sopa de Capeletti (acompanha pão colonial e queijo ralado); radicci com bacon, polenta brustolada, galeto al primo canto, pien”, carne lessa (cozida no caldo da sopa), crem, salada mista e spaguetti. Tudo isso ao som de um coral Italiano.

Coral Italiano

Fomos servidos com os vinhos: Espumante Miolo Cuvée Demi-Sec, Miolo Terroir 2009 e do destaque do jantar na minha opinião, Miolo Cuvée Giuseppe Chardonnay 2009 um belo vinho que falarei também em um post exclusivo.

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